Categorias
Sicredi

Banco Central eleva a Selic: como ficam os investimentos?

Conforme já previsto pelo mercado, a taxa básica de juros (Selic) foi elevada em 1,00 ponto percentual após agenda de setembro do Comitê de Política Monetária (Copom), chegando a 6,25 % ao ano. Os números refletem o ciclo consecutivo de elevação da Selic e indicam que o cenário econômico tem pressionado o Banco Central a fazer uso da política monetária de forma mais rigorosa.

Antes dessa sequência de elevação de juros, tínhamos um cenário de Selic em mínimas históricas, o que fez com que os investidores buscassem por alternativas de diversificação, correndo mais riscos em troca de expectativas de maior retorno. Agora, o panorama traz questionamentos, como a necessidade de uma mudança na forma de investir e as oportunidades contempladas neste novo cenário. Porém, antes disso, é importante analisar o propósito deste investimento.

Inicialmente, existem objetivos e necessidades por trás de cada investimento, desde a educação dos filhos, até a viagem dos sonhos, um intercâmbio no exterior, a compra da casa própria, de praia ou mesmo a perspectiva de uma aposentadoria tranquila…

Para cada objetivo existe um prazo que devemos estipular, e esse prazo tem influência importante nas escolhas para investir. Além disso, o tempo dedicado a cuidar dos

investimentos é outro fator relevante, assim como a consciência do nível de risco em cada tipo de investimento. Ter essas percepções alinhadas é imprescindível antes de qualquer decisão que envolva investimentos, e para isso a análise do perfil de investidor deve ser considerada em todas as situações.

Na prática, em um cenário de juros mais altos melhoram a rentabilidade de opções como a poupança e o Título Público Tesouro Selic, uma vez que esses têm sua rentabilidade diretamente ligada à Selic. Os investimentos que acompanham o CDI (Certificado de Depósito Interbancário), principal referência de rentabilidade das aplicações de renda fixa, também seguem os movimentos da Selic, então ficam mais atrativos com a taxa de juros em patamar mais elevado. Os títulos de renda fixa pós-fixados em CDI, modalidade de investimento conservadora, passa a ter maiores ganhos, a exemplo CDBs, RDC, LCA e LCI.

Além da emissão pública e bancária, temos os títulos de renda fixa privados de emissão por empresas (debêntures, por exemplo) que têm sido bastante procurados e representam uma oportunidade de investimento. Essa alternativa é bastante encontrada em estratégias de fundos de investimento, que mesclam ativos de diferentes emissores (público, bancário e privado), com diferentes taxas e vencimentos, em busca de retorno aos seus cotistas.

Estas alternativas são as que ganham mais força no contexto atual de juros, e tendem a se beneficiar ainda mais com a perspectiva de continuidade no ciclo de alta.

Já os investimentos prefixados podem ser uma opção atrativa para quem deseja ter a previsibilidade em relação ao retorno. Esses produtos possuem a taxa pactuada no momento da aplicação, contudo, é importante ficar atento, pois novas altas de juros podem resultar uma taxa acima da contratada.

Classificação da informação: Uso Irrestrito

No cenário de juros baixos que tivemos no passado, a diversificação foi o grande aliado dos investidores e deve continuar a ser considerada, visto que estamos atravessando um momento de inflação elevada, onde o ganho real acaba sendo impactado. Se o investidor tem um prazo de investimento mais longo, pode ser um momento oportuno para comprar alguns ativos diante do preço mais baixo, assim como capturar ganhos de mercado através de fundos com gestão ativa, por exemplo.

Alternativas como fundos multimercado são interessantes na composição da carteira de investimentos, pois investem em diferentes ativos, sem compromisso de concentração em nenhum e buscam em sua estratégia capturar oportunidades a fim de gerar retorno atrativo.

Em relação à bolsa, as incertezas refletem na dinâmica do mercado e na volatilidade. Acrescido a isso, de forma simplista, também podemos dizer que o preço das ações se altera de acordo com a dinâmica dos juros. Por isso, caso tenha um horizonte de investimento longo e uma tolerância a risco, este momento pode ser oportuno para investir em empresas com negócios perenes, boa governança e com bons preços, que resultem em bons dividendos. 

Uma boa opção para investir em renda variável são os fundos de ações, uma alternativa mais simples e que conta com a expertise de um gestor profissional que fará seleção dos ativos.

Por fim, porém não menos importante, antes de investir, considere produtos e serviços de instituições sólidas e seguras, com amplo portfólio de opções e que proporcionem um relacionamento próximo para apoiar suas decisões com aconselhamento de especialistas.

Por Lenise Nunes
Analista de Investimentos do Sicredi

Categorias
Sicredi

Sicredi Sudoeste MT/PA divulga entidades beneficiadas pelo Fundo Social

Ao todo 32 projetos sociais de 16 cidades estão sendo contemplados pelo Fundo

A cooperativa Sicredi Sudoeste MT/PA divulga o resultado do Edital do Fundo Social 2021 contemplando 32 projetos sociais de 16 cidades de Mato Grosso e Pará. Com isso, mais de 7mil pessoas serão impactadas diretamente com recursos do fundo, que tem como objetivo fortalecer ações desenvolvidas pelas entidades que sejam associadas à cooperativa, evidenciando as causas da Cidadania Corporativa do Sicredi: Cooperação, Educação e Desenvolvimento local e, este ano, Saúde.

O Fundo Social foi aprovado em assembleia pelos associados com a destinação de 500 mil reais do resultado do exercício de 2020. Com este recurso, a Cooperativa está beneficiando os projetos cadastrados que se enquadraram no edital publicado em 30 de abril de 2021.  “Para nós é gratificante poder contribuir com o desenvolvimento de projetos sociais da nossa comunidade. Colocamos em prática nossa missão e um dos sete princípios do cooperativismo: o interesse pela comunidade. Estamos juntos para construir uma sociedade mais próspera”, pontua o presidente da Sicredi Sudoeste MT/PA, Antonio Geraldo Wrobel.

Os projetos contemplam o desenvolvimento de diversas atividades, como: esportivas; culturais – com aulas de canto, coral e ballet; iniciativas de combate à fome; banco de fraldas e aquisição de leite; promoção da saúde e inclusão; cursos profissionalizantes; projetos ambientais – com aquisição de mudas; educacionais – com alfabetização de adultos e pessoas com deficiência; aquisição de cadeiras de rodas e banho; aquisição de equipamentos de informática e mobílias; incentivo à cadeia produtiva do pequeno agricultor, entre outras.

O edital é publicado uma vez ao ano, tendo sua próxima edição prevista para maio de 2022. As entidades que se cadastraram podem acessar o site www.sicredinacomunidade.com.br para acompanhar o status do seu projeto e mais informações podem ser acessadas diretamente com os gerentes das agências da cooperativa.

Conheça as entidades que desenvolvem os 32 projetos beneficiados:

Casa da Amizade – Barra do Bugres

Casa da Sopa – Barra do Bugres

Projeto Doce Vida – Barra do Bugres

Lar São Vicente de Paulo – Barra do Bugres

APAE – Barra do Bugres

Associação Regional das Produtoras/es Extrativistas do Pantanal (ARPEP) –  Cáceres

Rotary  Club Distrito 4440 – Cáceres

Lions Clube – Campo Novo do Parecis

APAE –  Campo Novo do Parecis

APAE – Campos de Júlio

Associação Meninos de Ouro – Várzea Grande

APAE – Marabá

Instituto Florescer – Nova Olímpia

Associação Desportiva Waarm – Paragominas

APAE – Redenção

Rotary Club – Redenção

Abrigo São José – Rio Maria

APAE de Rondon do Pará

Associação Comercial Ind Agro Pastoril (Aciasa) – Santana do Araguaia

APAE – Santana do Araguaia

Paróquia Nossa Senhora Mãe dos Homens – Santo Afonso

Associação Cre&ser – Sapezal

Fonte de Luz – Tangará da Serra

ACITS – Tangará da Serra

Lions Clube – Tangará da Serra

Rotary Club Tangará Cidade Alta – Tangará da Serra

APAE – Tangará da Serra

CAMTA – Tomé-Açu

APAE – Tomé-Açu

Sobre o Sicredi

O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento dos seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. O modelo de gestão do Sicredi valoriza a participação dos mais de 5 milhões de associados, os quais exercem papel de donos do negócio. Com presença nacional, o Sicredi está em 24 estados* e no Distrito Federal, com mais de 2.000 agências, e oferece mais de 300 produtos e serviços financeiros (www.sicredi.com.br).

*Acre, Alagoas, Amapá, Amazonas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.

Atenciosamente

Keila Volkmer de Oliveira

Assessora de Comunicação e Marketing
Comunicação e Marketing

Categorias
Sicredi

Sicredi realiza evento digital para lançamento do Plano Safra 2021/2022

Ministra da agricultura, Tereza Cristina, participará do lançamento

O Sicredi, instituição financeira cooperativa com mais de 5 milhões de associados, realizará um evento on-line para o lançamento do Plano Safra 2021/2022. A live, que contará com a participação da Ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, é aberta ao público e será realizada no dia 06 de julho, às 10h30, com transmissão pela página do YouTube da instituição financeira: www.youtube.com/sicredi.

Durante a ocasião será apresentado o volume de recursos disponível no Sicredi para financiar a atividade dos produtores rurais na próxima safra nas finalidades de custeio, investimento, comercialização e industrialização. O Sicredi é atualmente a segunda maior instituição financeira do país no geral e a primeira entre as privadas em concessão de crédito rural, com mais R$ 35 bilhões em carteira.

Sobre o Sicredi

O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento dos seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. O modelo de gestão do Sicredi valoriza a participação dos mais de 5 milhões de associados, os quais exercem papel de donos do negócio. Com presença nacional, o Sicredi está em 24 estados* e no Distrito Federal, com mais de 2.000 agências, e oferece mais de 300 produtos e serviços financeiros (www.sicredi.com.br).

*Acre, Alagoas, Amapá, Amazonas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.

Categorias
Agronotícias

Quanto mais manso o gado, menor é o cérebro, aponta estudo

Publicação sugere que processo de domesticação contou com uma seleção genética intuitiva, o que resultado em animais mais dóceis

A domesticação de animais selvagens interferiu diretamente na evolução das espécies nos últimos milhares de anos. No caso do gado, que começou a ser domesticado 10 mil anos atrás, no Oriente Médio, isso não foi diferente.

Segundo a revista Science, uma das publicações de ciência mais respeitadas do mundo, estudo publicado na Proceedings of the Royal Society B mostra que o cérebro dos bovinos diminuiu em relação ao seu antepassado, o auroque, extinto há 400 anos.

Uma equipe de paleontólogos fez tomografia computadorizada em 13 crânios de auroques que estavam em coleções de museus na Europa. Eles também digitalizaram a cabeça de 317 vacas e touros representando 71 raças diferentes de todo o mundo, e mediram a largura do focinho para estimar o tamanho geral do corpo.

A análise concluiu que os animais domesticados tinham cérebros aproximadamente 25% menores do que os auroques. Além disso, o estudo apontou que os animais usados em touradas possuem o maior cérebro entre os que interagem com os humanos, enquanto o gado leiteiro, que tem uma rotina e proximidade maior com os produtores, tem o menor.

Ainda que intuitivamente, ao escolherem animais dóceis para a pecuária, os criadores podem ter provocado uma seleção genética, que gerou cérebro menores justamente nas partes que controlam medo, ansiedade e agressão.

Por Canal Rural

Categorias
Agronotícias

Brasil discute proposta unificada na cobrança de royalties para sementes

A diretora-executiva do Projeto Cultive Biotec, Silvia Fagnani explica como vai funcionar o projeto, caso aprovado

Produtores do mundo inteiro recorrem cada vez mais ao uso da tecnologia para aumentar a produtividade e quem desenvolve essas técnicas, exclusivas e patenteadas, são as empresas de biotecnologia. Atualmente, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), analisa um sistema de reconhecimento de propriedade intelectual para o monitoramento e retenção de royalties não recolhidos sobre os grãos de soja, entregues e comercializados por agricultores nos pontos de entrega.

Para entender melhor esse assunto, o Rural Notícias recebeu a diretora-executiva do Projeto Cultive Biotec, Silvia Fagnani. Segundo ela, o projeto vem em um momento de necessidade para acomodar múltiplas biotecnologias no mercado.

“Tradicionalmente, uma única empresa tinha sementes de soja patenteada com biotecnologia e novas empresas planejam colocar suas biotecnologias no mercado. Na próxima safra, teremos biotecnologia de mais de uma empresa. O sistema que faz essa gestão vai continuar funcionando, mas vai receber essa tecnologia de forma a tornar esse processo bastante amigável para que os produtores possam fazer a gestão”, disse.

Silvia explica que o fato de ter mais empresas se juntando em um projeto único, é necessário um parecer do Cade. “A nossa expectativa é que seja aprovado entre setembro a outubro e, isso acontecendo, é possível trazer esse projeto em vigor para a colheita da safra 21/22”.

Ela explica que, de forma regular, a cobrança de royalties deve ser feita na compra da semente certificada, ou quando o produtor salva a semente para o consumo na propriedade, onde reporta ao Ministério da Agricultura e paga a empresa detentora da tecnologia. O processo continuará o mesmo, mas com novas opções de sementes.

“Na hora da entrega, se ele tiver pago os royalties, tudo acontece de forma natural. Se não tiver pago, vai passar por testes da tecnologia e vai pagar lá na moeda, de forma conjunta. A partir da implementação do projeto, no entanto, não vai precisar segregar grãos de diferentes biotecnologias, podendo armazenar de forma conjunta”, concluiu.

Por Canal Rural

Categorias
Agronotícias

Conab identifica produtos com direito ao desconto nas parcelas do Pronaf em junho

Os produtores e extrativistas de açaí no estado do AC, da banana na PB, cará/inhame no ES, castanha-de-caju no PI e PE, maracujá na BA, SE, SC e GO, além da manga na BA, terão novamente direito ao bônus garantido pelo Programa de Garantia de Preços para a Agricultura Familiar (PGPAF), que garante aos agricultores familiares um desconto no pagamento ou na amortização de parcelas do financiamento no Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). O benefício foi mantido após análises da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que identificou a necessidade de retomar o incentivo para esses produtos, com base no preço de garantia sobre o valor médio praticado no mercado dos ítens.

Além desses, a Companhia incluiu também, nesse mês de junho, a banana produzida no estado de Alagoas, vendida ao preço médio de mercado por R$ 17,31, ou seja, 2,53% abaixo do preço mínimo, estabelecido em R$ 17,76. Os maiores índices de desconto, no entanto, ficaram para o cará/inhame do Espírito Santo, comercializado ao preço médio local de R$ 1,05, o que proporcionou percentual de 37,50% sobre o preço mínimo, estipulado em R$ 1,68, e para o maracujá de Sergipe, que alcançou bônus de 28,57% após ser negociado a R$ 1,30, abaixo do preço mínimo definido em R$ 1,82.

Alguns itens que constavam no mês passado saíram da lista em junho, graças à melhora do comércio nos estados de origem e a consequente elevação dos preços pagos ao produtor. É o caso da juta/malva no Amazonas e da uva em Santa Catarina, que deixam o bônus neste mês. Com relação aos estados beneficiados, houve ainda algumas alterações, como a castanha-de-caju, que foi excluída na Paraíba, e o maracujá, que também não será mais necessário receber bonificação no Ceará, Pernambuco e Espírito Santo.

Os índices entram em vigor nesta quinta-feira (10), a partir da portaria publicada no Diário Oficial da União, e terão validade até o dia 9 de julho. Os percentuais são atualizados mensalmente pela Conab a partir de pesquisas sistemáticas dos preços de mercado em todas as unidades da federação, com base em metodologia própria, que são registrados no banco de dados das séries históricas de preços. Os bônus são calculados no fechamento do mês e as informações seguem para a Secretaria de Agricultura Familiar e Cooperativismo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (SAF/Mapa), responsável pela análise e encaminhamento para publicação.

Acesse aqui a lista completa dos produtos no Diário Oficial, com os percentuais de descontos.

Fonte: Conab
Categorias
Aftosa

Adepará prorroga campanha de vacinação contra febre aftosa até o dia 30 de junho

Produtor deve realizar a vacinação e notificar a Agência de Defesa Agropecuária do Pará até o dia 15 de julho

Autorizada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), a Agência de Defesa Agropecuária do Pará prorrogou o prazo para conclusão da vacinação contra a febre aftosa em bovinos e bubalinos etapa maio de 2021. O novo período vai até o dia 30 de junho para aquisição e vacinação e até dia 15 de julho a notificação. O produtor deve realizar a vacinação e notificá-la à Adepará.

A prorrogação do prazo foi necessária em razão da falta de vacinas em alguns municípios, e para o alcance da melhor cobertura vacinal do rebanho e também por conta das condições climáticas do Baixo Amazonas.

A Adepará objetiva atingir um alto índice de vacinação contra a doença para cumprir com o Plano Estratégico do Programa Nacional de Erradicação da Febre Aftosa (Pnefa), que visa a retirada da vacinação a fim de expandir as áreas livres de aftosa sem vacinação e gerar benefícios econômicos ao País.

“A união dos esforços públicos e privados, a infraestrutura dos serviços veterinários e os fundamentos técnicos são a base para a conquista. O objetivo agora é que o Pará como outros estados  possa retirar a vacinação contra a febre aftosa  e comprovar um eficiente sistema de defesa sanitário animal”, disse a gerente de Defesa Animal da Adepará, Melanie Castro.

Notificação –  A Adepará também alerta para um procedimento importante no processo de vacinação: a comprovação. O produtor deve comparecer ao escritório da Adepará em que a sua propriedade esteja localizada, portando a nota fiscal da compra das vacinas e a relação do rebanho com a quantidade de animais, faixa etária e espécie trabalhada.

Devido à pandemia do novo coronavírus (Sars-Cov-2), a notificação pode também ser realizada via internet, pelo Sistema de Integração Agropecuária (Siapec3), que está disponível para acesso no site da Adepará.

Por Manuela Viana (ADEPARÁ)
Categorias
Agronegócio

Novas técnicas favorecem o cultivo nacional do lúpulo, usado para preparar cerveja


Novas técnicas favorecem o cultivo nacional do lúpulo, usado para preparar cerveja

O Brasil é o terceiro maior produtor de cerveja no mundo, mas praticamente todo o lúpulo usado em sua fabricação vem de fora.

Os Estados Unidos e a Alemanha são alguns dos principais países produtores da planta, e, por muito tempo, duvidou-se de que ela pudesse dar certo no Brasil.

Mas, nos últimos anos, pesquisadores e agricultores desenvolveram novas técnicas que estão favorecendo a cultura em solo nacional e os campos de lúpulos se espalharam pelo país. Atualmente, a Associação Brasileira de Produtores de Lúpulo (Aprolupulo) tem 160 agricultores.

As flores do lúpulo são o principal ingrediente na formulação da bebida. Dentro delas, há a lupulina, grãozinhos amarelos que muitos chamam de pozinho de ouro. Eles contêm resinas e óleos essenciais que trazem amargor, aroma e ajudam a conservar a cerveja.

Iluminação na plantação

Uma das fazendas que investe na cultura do lúpulo fica em Fartura, no interior de São Paulo. Por lá, é necessário iluminar a plantação para que o lúpulo cresça e dê flores, diferentemente do que ocorre nos principais países produtores.

Os EUA e a Alemanha, por exemplo, ficam em regiões do planeta onde os dias de verão são mais longos do que no Brasil. Portanto, o lúpulo aproveita esse chamado “fotoperíodo” para subir e dar flores antes de o inverno chegar.

Já no Brasil, por causa da posição geográfica do Brasil, não há tantas horas de luz solar durante a etapa de desenvolvimento da planta. Por isso, se nada for feito, ela vai rastejar no chão e não vai conseguir subir, explica o agricultor José Mário Dulicia.

Sem luz, ela produz menos hormônio e para de crescer. O jeito, portanto, é “enganar a planta” e iluminá-la para fingir que o dia não acabou.

Na fazenda de Fartura, a técnica deu certo. A produtividade aumentou 70% e o número de safras por ano passou de uma para duas. Para iluminar toda a área de 6 mil metros quadrados, eles gastaram R$ 22 mil.

“Custa caro mas vale muito a pena. Você vai ter muito menos dor de cabeça, muito mais facilidade de cultivo, produção e qualidade melhor”, diz o agrônomo Felipe Francisco.

 

Já há estudos sobre a aplicação de hormônios como alternativa à iluminação.

Nutrição

Para um bom crescimento do lúpulo, a nutrição também ajuda. Em Fartura, os agricultores fazem a irrigação com fertilizantes.

Assim, quando o lúpulo alcança o topo, ele abre os braços. E, dos ramos laterais, saem as flores chamadas de cones.

média nacional para um lúpulo maduro gira em torno de 200 gramas de cones secos por planta, longe dos 800 gramas da Alemanha e dos EUA. Mas alguns agricultores brasileiros já estão encostando nos gringos. A Fazenda Fartura, por exemplo, chegou aos 500 gramas por planta, em uma safra só.

E eles ainda testam formas de diminuir perdas, como a construção de um jambolão para evitar ventania nas flores.

Testes em áreas planas e ensolaradas

O dono da fazenda que fica em Fartura é o médico cirurgião e agricultor Daniel Palma. Ele conta que, para começar o seu negócio, se inspirou na experiência do agrônomo Rodrigo Veraldi, em São Bento do Sapucaí (SP).

Há uns cinco anos atrás, ele fez vingar uma variedade de lúpulo que batizou de mantiqueira. Hoje, ele insiste no cultivo, mas o está testando em áreas mais planas e ensolaradas.

“A gente resolveu fazer também técnicas mais eficientes, como, por exemplo, essa rafia de solo, que é uma cobertura permanente que protege o solo das ervas invasoras, e também mantém a umidade e a microbiologia do solo mais intactas”, explica Veraldi.

No campo, a mantiqueira veste um caule arroxeado e, no copo, tem um amargor mais suave.

 

O Rodrigo diz que essa variedade de lúpulo foi a moeda da sorte para a cultura no Brasil. “Quando a gente começou a divulgar e dizer que era possível cultivar lúpulo no Brasil, muita gente ficou interessada, nos procurou, nos visitou e partiu também pra buscar novas possibilidades”, afirma.

Especialização

 

Produção nacional de lúpulo pode ajudar cervejeiros a reduzir custos

Produção nacional de lúpulo pode ajudar cervejeiros a reduzir custos

Além de gerar renda para os agricultores, a produção nacional de lúpulo pode ajudar os cervejeiros a reduzir custos. Para fortalecer essa cadeia, profissionais têm se especializado desde à produção de mudas até a análise de qualidade do produto.

É o caso do engenheiro Flávio Novaes, que montou um laboratório em Mogi das Cruzes (SP) para analisar o amargor e o perfume da lupulina. As amostras vêm de várias regiões do Brasil.

“Eu já fiz análise de lúpulos com baixíssima qualidade, porém, no último ano, eu estou fazendo análise de lúpulos excelentes”, diz Novaes.

 

Para atender o produtor do fim até o começo, o Flávio também propaga mudas. Suas plantas têm de um a cinco anos e já são matrizes. São elas que vão produzir os clones para preparar as mudinhas. Das estacas, ele faz mudas que são vendidas por até R$ 40.

Outra pessoa importante para o setor é a técnica agrícola e produtora de mudas Teresa Yoshiko. Foi ela quem batalhou para regularizar as cultivares de lúpulo no Ministério da Agricultura. Hoje, quase 50 variedades têm autorização para cultivo e venda no Brasil.

Além da produção de cerveja, o lúpulo também é usado na indústria farmacêutica e para fabricar cosméticos. No site da Aprolupulo tem um manual de boas práticas e a lista de consultores especializados: www.aprolupulo.com.

Categorias
Sicredi

Sicredi Sudoeste MT/PA mobiliza associados e sociedade para arrecadação de alimentos

Donativos serão entregues a famílias carentes que vivem em 33 municípios da área de atuação da cooperativa nos dois estados

Comemorado anualmente no 1° sábado de julho, o Dia de Cooperar (Dia C) – um dos maiores programas de voluntariado do Brasil – movimenta as cooperativas de todo o País. Desde 2019, as ações dedicadas a esta iniciativa passaram a ocorrer ao longo de todo o ano, em vez de um único dia, o que comprova mais uma vez o interesse genuíno do cooperativismo pela comunidade e seu bem-estar. Este ano, a principal ação realizada pela Sicredi Sudoeste MT/PA é a arrecadação de alimentos não perecíveis, e começa com 10 toneladas, doadas pela cooperativa.

Desde 1° de junho, associados da cooperativa, empresas e a sociedade em geral podem fazer suas doações em qualquer uma das 41 agências da Sicredi Sudoeste MT/PA, localizadas nos municípios de Arenápolis, Nova Marilândia, Nova Olímpia, Tangará da Serra, Barra do Bugres, Sapezal, Campos de Júlio, Campo Novo do Parecis, Cáceres, Mirassol D’Oeste, Porto Esperidião, Santo Afonso, Glória D’Oeste, Curvelândia, Cristo Rei, Varzea Grande, Denise, Poconé e Porto Estrela, no território mato-grossense; ou em Redenção, Parauapebas, Canaã dos Carajás, Marabá, Xinguara, Rio Maria, Tucumã, Ourilândia do Norte, Santana do Araguaia, Dom Eliseu, Rondon do Pará, Tomé-Açu, Abel Figueiredo e Ulianópolis, no território paraense.

As doações serão recolhidas até 30 de junho. Além das agências do Sicredi, a iniciativa conta com outros pontos de coleta parceiros, cujos endereços podem ser acessados nas redes sociais da cooperativa (@sicredisudoestsemtpara). Os alimentos arrecadados serão destinados às famílias carentes das regiões onde a cooperativa atua. “Mais uma vez nossa ação de voluntariado para o Dia C visa a contribuição com a comunidade, um dos princípios do cooperativismo de crédito, para melhorar a qualidade de vida das pessoas. Promovemos esta ação com muito otimismo e esperamos arrecadar muitas toneladas de alimentos”, afirma o presidente da cooperativa Sicredi Sudoeste MT/PA, Antonio Geraldo Wrobel,

Dia de Cooperar

Promovida pela Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), a data é uma comemoração ao Dia Internacional do Cooperativismo, com atividades realizadas por voluntários nas áreas de saúde, lazer, educação e meio ambiente para transformar realidades.  As iniciativas do Dia C estão alinhadas aos 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, propostos pela Organização das Nações Unidas (ONU).

O Dia C nasceu em 2009, em Minas Gerais, e logo ganhou a adesão de cooperativas de todo o território nacional. Segundo a OCB/MT, as cooperativas de Mato Grosso fazem parte desse movimento desde 2013. Desde 2019, o conceito do programa mudou e, em vez de as ações se concentrarem em uma única data, passaram a ser realizadas ao longo do ano.

Sobre a Cooperativa

A Cooperativa Sicredi Sudoeste MT/PA foi fundada 31 de março de 1989 em Tangará da Serra por 47 agropecuarista, na época com nome de Credioeste. Hoje, prestes a completar 32 anos, a Cooperativa possui mais de 101 mil associados e 41 agências localizadas em 34 dos 97 municípios que fazem parte da área de atuação no Mato Grosso e Pará. 

Com uma gestão visionária e empreendedora vem crescendo exponencialmente nos últimos anos, chegando em 2020 a 2,8 bilhões em ativos, 2,7 bilhões em recursos totais e 1,9 bilhão de carteira de crédito. O Conselho de Administração é presidido pelo Sr Antonio Geraldo Wrobel, tendo o Sr José Flores como Vice-Presidente.

O propósito de construir juntos uma sociedade mais próspera é vivido diariamente por seus mais de 500 colaboradores que fazem do atendimento um relacionamento próximo ao associados.

 

Sobre o Sicredi

O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento dos seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. O modelo de gestão do Sicredi valoriza a participação dos mais de 5 milhões de associados, os quais exercem papel de donos do negócio. Com presença nacional, o Sicredi está em 24 estados* e no Distrito Federal, com mais de 2.000 agências, e oferece mais de 300 produtos e serviços financeiros (www.sicredi.com.br).

*Acre, Alagoas, Amapá, Amazonas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.

O Sicredi Centro Norte, que abrange os estados de Mato Grosso, Pará, Rondônia, Acre e Amazonas, tem mais de 600 mil associados, com 202 agências em 154 municípios.

Categorias
Sicredi

Sicredi possui linhas de crédito que auxiliam produtores a manterem produtividade

Micro, pequenos, médios e grandes produtores associados podem contratar a Linha de Custeio Pecuário com taxa de 4% a 6%

O período de estiagem chega a Mato Grosso. Marcada por 150 dias de seca, de abril a setembro, essa época preocupa os produtores rurais, principalmente pecuaristas, que precisam adotar estratégias na administração de insumos e para alimentação dos animais. Uma maneira de evitar possíveis perdas na produção é o planejamento, que envolve o manejo sustentável do rebanho e a contratação de linhas de custeio pecuário, estas oferecidas pelo Sicredi.

O produtor precisa entender quais as alternativas que possui para alimentação de seu rebanho nesse período, para não perder produtividade e renda. O engenheiro agrônomo e professor do curso de Agronomia da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Arthur Behling Neto, aponta como opções a vedação de pasto, sendo esta a mais econômica; a produção de feno e de silagem e a suplementação animal que se torna obrigatória para que os animais não percam peso.

“Aquele produtor que não se planeja acaba se deparando com o chamado ‘boi sanfona’, que ganha peso durante os meses de chuva e perde durante a seca. Isso aumenta o tempo de abate dos animais que, ao invés de serem abatidos em dois anos e meio, são abatidos em três ou quatro anos”, explica Arthur.

Assim, o pecuarista que faz o planejamento de sua propriedade nos meses de janeiro e fevereiro tem a relação e o controle de todos os insumos necessários para administrar a alimentação do rebanho no período de estiagem. De acordo com a consultora de Negócios Agro da Central Sicredi Centro Norte, Cristieny Paiva, essa preparação otimiza e rentabiliza a comercialização.

“Ao fazer o planejamento utilizando a linha de crédito do Sicredi, o produtor tem vários benefícios, como crédito para o custeio com taxas de juros compatíveis com a atividade e pode fazer a compra antecipada dos insumos, a preços diferenciados. Assim, ele terá como resultado o manejo sustentável do rebanho, evitará o efeito sanfona nos animais, terá carcaças uniformes e por consequência melhores preço de venda”, relaciona Cristieny.

E esse foi o resultado atingido pelo pecuarista e produtor de leite de Araputanga (a 338 km de Cuiabá), Orlandino Bispo de Souza, que se programa anualmente para esse período. Produtor rural há nove anos, conta com um rebanho de 47 cabeças entre vacas leiteiras e bezerros, e utiliza da silagem de milho, que planta em sua propriedade, para alimentar o rebanho. “Contratei a linha de crédito do Sicredi há dois anos para investir em barracão, na infraestrutura e na compra de vacas geneticamente melhores. Para quem se prepara é mais fácil produzir na seca do que nas águas porque não tem barro e o preço do leite é maior. Além disso, ao produzir minha própria silagem meu custo diminui. Já cheguei a produzir 480 litros por dia com 5 vacas.  Este ano a expectativa é produzir no mínimo 300 litros por dia, com 12 vacas no curral”, conta Orlandino.

O produtor ainda destaca que o desempenho do rebanho durante a estiagem depende da dedicação do pecuarista e do interesse em buscar informações que o ajude a melhorar a produtividade. Por isso, é importante criar um planejamento para esse período.

Linhas de Custeio Pecuário – A linha de crédito oferecida pelo Sicredi é com recursos controlados e recursos livres, alterando apenas a taxa de juros que é de 4% a 6% ao ano e de 4,3% a 15% ao ano, respectivamente. Pode ser financiado até 100% do orçamento apresentado, com o prazo das operações de custeio pecuário de seis meses até dois anos, de acordo com os itens a serem financiados.

O Sicredi possui também em seu portfólio de crédito, linhas específicas para operações de investimento de longo prazo e que atendem as necessidades da propriedade rural tais como plantio, reforma e recuperação de pastagens, calagem, construções de cercas, piquetes, captação e distribuição de água, equipamentos, entre outros itens necessários à atividade pecuária.  Para mais informações, os associados podem consultar sua agência de relacionamento.

Sobre o Sicredi

O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento dos seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. O modelo de gestão do Sicredi valoriza a participação dos mais de 5 milhões de associados, os quais exercem papel de donos do negócio. Com presença nacional, o Sicredi está em 24 estados* e no Distrito Federal, com mais de 2.000 agências, e oferece mais de 300 produtos e serviços financeiros (www.sicredi.com.br).

*Acre, Alagoas, Amapá, Amazonas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.

O Sicredi Centro Norte, que abrange os estados de Mato Grosso, Rondônia, Pará, Acre e Amazonas, tem mais de 500 mil associados, com 201 agências em 152 municípios.

 

ASSESSORIA DE IMPRENSA SICREDI CENTRO NORTE
Íconepress Assessoria de Imprensa e Agência de Conteúdo
Paola Carlini (65) 3642-3303 – 9 8404-9656
Paola@iconepress.com.br