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Índice global de preços de alimentos em maio tem menor índice em 17 meses, diz FAO

Agência da ONU afirma que resultado foi causa das consequências econômicas da pandemia do novo coronavírus.

Açúcar bruto: alimento faz parte do índice calculado pela FAO — Foto: REUTERS/Peter Nicholls
Açúcar bruto: alimento faz parte do índice calculado pela FAO — Foto: REUTERS/Peter Nicholls

Os preços mundiais de alimentos caíram pelo quarto mês consecutivo em maio, atingidos pelas conseqüências econômicas da pandemia de coronavírus e seu impacto sobre a demanda, informou a agência de alimentos das Nações Unidas nesta quinta-feira (4).

O índice de preços dos alimentos da Organização para Agricultura e Alimentação (FAO), que mede as variações mensais de uma cesta de cereais, oleaginosas, laticínios, carne e açúcar, teve média de 162,5 pontos no mês passado, uma queda de 1,9% ante abril.

Foi o menor índice mensal desde dezembro de 2018.

O índice de laticínios caiu 7,3%, liderado por quedas acentuadas na manteiga e no queijo, em parte devido à menor demanda de importação.

O índice de preços dos cereais caiu 1%, uma vez que os preços dos grãos continuaram em declínio, com o milho nos Estados Unidos recuando 16% no ano, enquanto preços de exportação do trigo também recuaram, em meio às expectativas de ampla oferta global.

Os preços internacionais do arroz, por outro lado, subiram.

O óleo vegetal viu os preços caírem 2,8%, para o menor nível em 10 meses, enquanto o índice de carne caiu 0,8%. As cotações de carnes de aves e suínos continuaram caindo, refletindo a alta oferta de exportação, apesar do aumento da demanda por importações no leste da Ásia.

Contrariando a tendência geral de queda, o índice de preços do açúcar subiu 7,4% em abril, em grande parte por causa das colheitas abaixo do esperado em alguns dos principais produtores, principalmente na Índia e na Tailândia.

A FAO também divulgou sua primeira previsão para a safra de cereais de 2020, projetando produção global de 2,780 bilhões de toneladas – um aumento de 2,6% frente à safra recorde de 2019.

A agência da ONU disse que o milho deve responder por grande parte do aumento esperado, aumentando as previsões em 64,5 milhões de toneladas, para 1,207 bilhão de toneladas, graças à antecipação de colheitas nos Estados Unidos, Canadá e Ucrânia e colheitas quase recorde no Brasil e na Argentina.

A produção de arroz deve atingir uma alta histórica de 508,7 milhões de toneladas em 2020, um aumento de 1,6% ante 2019.

Por outro lado, a produção global de trigo em 2020 deverá cair, em grande parte devido a prováveis quedas na União Europeia, Ucrânia e Estados Unidos, o que compensaria os aumentos esperados na Rússia e na Austrália, disse a FAO.

Fonte: Reuters

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Tensão entre China e EUA tira suporte de preços da soja em Chicago e novas quedas são esperadas

Tensão entre China e EUA tira suporte de preços da soja em Chicago e novas quedas são esperadas

Fernando Pimentel – Agrosecurity Consultori
Chicago segue sem motivos para novas altas na soja , mas dólar ainda precisa ser acompanhado pois segue como fator diferenciado para os negócios.

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Entrevista com Fernando Pimentel – Agrosecurity Consultoria sobre o Fechamento de Mercado da Soja

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Por: Aleksander Horta
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Exportações do agronegócio crescem 5,9% de janeiro a abril – CNA

     Porto Alegre, 21 de maio de 2020 – As exportações do agronegócio brasileiro registraram receita de US$ 31,4 bilhões no acumulado de janeiro a abril deste ano, alta de 5,9% (US$ 1,75 bilhão) em relação ao mesmo período de 2019, de acordo com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

     Os principais produtos responsáveis por essa elevação em termos de faturamento foram a soja em grãos (US$ 11,5 bilhões), a carne bovina in natura (US$ 2,1 bilhões) e  carne de frango in natura (US$ 2,0 bilhões), que responderam por 50% das vendas do agronegócio brasileiro no mercado internacional, com aumentos de 28,2%, 26,5% e 1,4%, respectivamente.

     China, União Europeia e Estados Unidos foram os principais destinos dos produtos do agro no período. O país asiático importou do Brasil US$ 11,8 bilhões ou 38% da pauta brasileira em produtos do segmento, enquanto o bloco europeu e os EUA compraram os montantes de US$ 5,1 bilhões e US$ 1,9 bilhão.

     “O mês de abril ficou marcado por um grande aumento nas vendas de soja em grãos para a China, o que contribuiu para o crescimento do resultado do quadrimestre. Entretanto, trouxe um perfil ainda mais concentrado para as exportações brasileiras, visto que outros setores registraram quedas significativas”, diz a CNA.

     As compras chinesas de carne bovina brasileira subiram 138% de janeiro e abril deste ano na comparação com os quatro primeiros meses de 2019, totalizando US$ 1,1 bilhão. Em relação à carne de frango, o país asiático comprou US$ 150,9 milhões a mais em relação ao primeiro quadrimestre do ano passado, o que somou US$ 457,4 milhões em vendas.

     Os embarques de carne suína do Brasil para a China, maior consumidor desta proteína animal no mundo, subiram 221,5%. “Com a perda de grande parte de seu rebanho devido à PSA, os chineses tiveram que se voltar ao mercado internacional na tentativa de suprir parte da demanda doméstica, o que levou as exportações brasileiras ao país dispararem”, explica a Confederação.

     Outras duas commodities brasileiras que registraram alta no período foram algodão e açúcar. A pluma foi altamente demandada na Ásia, sendo a China detentora do maior aumento nas compras do produto, com variação positiva de 79%. O Paquistão aumentou expressivamente as importações do produto brasileiro (904%), seguido por Vietnã (156%) e Turquia (108%).

     Em relação ao açúcar em bruto, Bangladesh, Arábia Saudita e Indonésia compraram, em conjunto, mais US$ 514,8 milhões do Brasil. No caso do açúcar refinado, a expressiva alta veio das compras da Venezuela e de países africanos (Gana e Senegal principalmente). Com informações da assessoria de imprensa da CNA

Por:  Arno Baasch

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Levantamento de grãos confirma produção acima de 250 milhões de toneladas na safra 2019/2020

Apesar do impacto causado pelos problemas climáticos na Região Sul sobre a produtividade de soja e milho, o volume da produção de grãos no país está estimado em 250,9 milhões de toneladas, 3,6% ou 8,8 milhões de t superior ao colhido em 2018/19. Em relação ao levantamento passado (abril/2020), houve uma queda de 0,4%, mas a estimativa de safra recorde para essas duas culturas se mantém. É o que aponta o 8º Levantamento da Safra 2019/2020, divulgado nesta terça-feira (12) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

As culturas de primeira safra estão com a colheita praticamente encerrada e a conclusão da produção ainda depende do comportamento climático nas culturas de segunda safra, que se encontram em estágio avançado de desenvolvimento. Em relação às culturas de terceira safra e de inverno, o plantio ainda está em andamento. Vale lembrar que os agricultores continuam suas atividades, tomando os cuidados necessários para o enfrentamento da pandemia de COVID-19. Com relação à área plantada, a estimativa é de um crescimento de 3,5%, ou 2,2 milhões de hectares em relação à safra passada, que significa um total de 65,5 milhões de ha.

A produção de soja está estimada em 120,3 milhões de t, um ganho de 4,6% em relação à safra 2018/19. Com o avanço da colheita no Rio Grande do Sul, foi confirmado o menor rendimento ocasionado pelas condições climáticas desfavoráveis.

Com o fim da colheita próximo, a produção do milho primeira safra é de 25,3 milhões de t, 1,5% inferior à safra passada. O milho segunda safra deverá ter uma produção de 75,9 milhões de t, com área total de 13,8 milhões de ha, um crescimento de 7%. Já o milho terceira safra deverá alcançar uma produção de 1,17 milhão de t, com uma área plantada de 511,2 mil ha. Para o milho total, que é o somatório dos três, a produção deverá ser de 102,3 milhões de t com área de 18,5 milhões de ha.

A produção de feijão primeira safra ficará em 1,08 milhão de t, 8,9% superior ao volume produzido no período anterior. O feijão segunda safra deve alcançar uma produção de 1,24 milhão de t. A colheita já está iniciada. Estima-se uma redução de 0,8% na área cultivada. O feijão terceira safra está em fase de plantio. A área está estimada em 589,5 mil hectares, com um crescimento de 1,5% sobre a área da safra anterior. O feijão total apresenta uma produção de 3 milhões de toneladas e uma área de 2,9 milhões de ha. Desse total de produção, 1,9 mil t são de feijão-comum cores, 687,4 mil t de feijão-caupi e 509,5 mil t de feijão-comum preto.

As condições climáticas vêm favorecendo o desenvolvimento do algodão. Esta cultura deverá ter uma produção de 2,88 milhões de toneladas de pluma, 3,6% superior à safra passada. A colheita do arroz está próxima de se encerrar. A produção está estimada em 10,8 milhões de toneladas, 3,9% superior ao volume produzido na safra passada. Dessas, 9,9 milhões de toneladas em áreas de cultivo irrigado e o restante em áreas de plantio de sequeiro.

Culturas de inverno – Sobre as culturas de inverno (aveia, canola, centeio, cevada, trigo e triticale), o plantio ainda está no início. Deve ocorrer um crescimento de 2% na área plantada, com destaque para o trigo. O plantio em andamento mostra boas perspectivas, com crescimento de 2,4% na área a ser cultivada, 2,1 milhões de hectares ao todo, e uma produção de 5,4 milhões de toneladas.

Conab

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Alta acumulada superior a 30% do dólar consolida ainda mais competitividade da soja do Brasil

A competitividade da soja brasileira foi destaque essa semana e o mercado nacional registra novos dias de bons negócios e bons preços. “Os preços da soja em reais seguem em níveis historicamente altos. A motivação maior vem do câmbio e assim deve permanecer”, acredita o consultor de mercado Steve Cachia, da Cerealpar e da AgroCulte.

Ao longo de toda semana, o Notícias Agrícolas destacou a concentração da demanda dos importadores, principalmente da China, no Brasil, o que justifica, portanto que o percentual de comercialização da safra 2019/20 já alcance os 80% – contra 60% de média dos últimos anos – e históricos 35% para a safra 2020/21, enquanto a média para este período é de 15%.

Uma série de fatores se alinham neste momento para criar o atual cenário para a soja nacional, que atualmente é a mais competitiva do mundo. Entre eles estão o dólar, a demanda forte diante da necessidade crescente entre os consumidores e a qualidade.

“Estamos exportando muita soja e o Brasil está sendo protagonista não só na produção, mas também nas exportações e nas negociações futuras. O dólar deu muitas oportunidades e o produtor aproveitou e foi vendendo”, disse o presidente da Aprosoja Brasil, Bartolomeu Braz Pereira. “Então, os compradores têm que apertar o passo, porque a soja brasileira é a mais competitiva do mundo tanto em qualidade, com o teor de óleo e proteína, quanto em sustentabilidade ambiental”, completa.

Como explica Carlos Cogo, diretor da Cogo Inteligência em Agronegócio, o real é a moeda que mais se desvalorizou frente ao dólar e esse ainda é o principal pilar de suporte e estímulo das cotações da soja no mercado brasileiro. Somente nesta semana, a divisa americana subiu 2,9% e fechou com R$ 5,2359.
Ao observar o acumulado de 2020, a alta já é de 30,48%. Como noticiou a agência Reuters, de 16 semanas do ano, o dólar subiu em 14 delas. Assim, as perdas na Bolsa de Chicago, que somente nesta semana foram de 3% entre os principais contratos, acabaram neutralizadas pelo câmbio.

“O Brasil está entrando agora num período onde a doença ganha proporções maiores e as infecções aumentam de forma exponencial. Infelizmente, a atual realidade econômica brasileira não proporciona um horizonte seguro para a manutenção de sua estrutura financeira. A ARC vê a possibilidade do dólar atingir novos recordes frente ao real, buscando os patamares de R$5,50 a R$5,70 nestas próximas semanas”, acreditam os analistas de mercado da ARC Mercosul.

Ainda de acordo com a consultoria, a soja com referência junho/20 no porto de Paranaguá tem indicativo de US$ 335,30 por tonelada, enquanto a mesma referência no Golfo dos EUA é de US$ 337,50/t. Os prêmios são de, respectivamente, 67 e 73 cents de dólar por bushel.

Dessa forma, ainda como explica o executivo da Cogo Inteligência em Agronegócio, as baixas acumuladas pela soja na Bolsa de Chicago passam de 5%, enquanto a referência para a oleaginosa no porto de Paranaguá tem um ganho de pouco mais de 15%. E complementa dizendo que além de todos estes fatores, a logística nacional operando normalmente também favorece os bons negócios no Brasil, o que pode, inclusive, trazer uma surpresa para os números dos embarques de soja agora em abril.

Na demanda interna, apesar do consumo interno menor de proteínas, a força também é mantida diante de boas exportações de carnes suína, de frango e bovina. As indústrias sofrem com alguma preocupação sobre a necessidade do fechamento de plantas, mas enxergam a força das vendas internas e seguem demandando não só farelo de soja, como milho também.

BRASIL X EUA

Todo este bom momento da soja brasileira é mais um fator de pressão sobre os futuros da oleaginosa negociadas na Bolsa de Chicago. Nesta sexta-feira, as cotações encerraram o pregão com baixas de 3,25 a 4,25 pontos nos principais contratos, levando o maio a US$ 8,32 e o agosto para US$ 8,44 por bushel.

A ausência da demanda pesa severamente sobre o mercado norte-americano e já traz prejuízos severos aos produtores dos EUA. O movimento se iniciou com a guerra comercial entre chineses e americanos, que foi iniciada no meio de 2018, e que afastou a nação asiática da soja dos Estados Unidos.

A briga correu e hoje, apesar de algum acordo alcançado entre os dois países, a China segue comprando soja onde é mais barato, como já havia adiantado que faria.

“A notícia maior de demanda do lado da soja nos EUA é de exportação e não demanda interna. Com o real fraco frente ao dólar e também o volume de soja que o Brasil tem, as exportações brasileiras estão tomando espaço no mercado internacional e as americanas, sofrendo mais um pouco”, explica Aaron Edwards, consultor de mercado da Roach Ag Marketing, direto dos EUA ao Notícias Agrícolas.

Para Edwards, as exportações de soja dos EUA deverão ganhar mais espaço no segundo semestre. “E a razão para isso é bastante simples. Se olharmos para o acordo firmado no começo de janeiro eles disseram que queriam comprar dos EUA mas dariam preferência para quem tivesse o preço mais competitivo. Neste quadro, a coisa mais sensata é olhar para o padrão de exportações antes da guerra comercial”, diz.

E ao se observar esse padrão, sempre foi bem determinado que o período pós-safra de cada país tinha a soja mais competitiva, sendo o Brasil no primeiro semestre do ano e os EUA, no segundo, mais ao final do ano. “Assim, acho muito plausível que as exportações dos Estados Unidos ganhem mais força no último trimestre de 2020 e primeiro trimestre de 2021, porque esse é o padrão histórico dos dois países”, acredita o analista.

Todavia, caso estas compras não comecem a acontecer efetivamente, os preços da soja na Bolsa de Chicago podem vir a registrar valores ainda mais baixos.

E tudo isso se desenha com mais intensidade no início da nova safra de grãos dos EUA.

Os produtores norte-americanos já deram início aos seus trabalhos de campo em algumas regiões do país, principalmente com o milho nas áreas do Delta do Mississipi. De acordo com os útimos números do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) são 3% da área do cereal já semeada, contra o mesmo índice em 2019 e 4% da média dos últimos cinco anos.

No entanto, é possível observar que em muitas regiões os produtores optam por esperar condições um pouco mais favoráveis para darem continuidade a suas atividades.

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Vai sobrar milho nos EUA e preços podem cair no Brasil

ARC Mercosul estima que até 2,5 milhões de toneladas de milho deixarão de serem esmagadas

A oferta de milho está sendo inflada para estes próximos meses nos Estados Unidos, o que pode gerar quedas nos preços do grão no Brasil. A análise é da Consultoria ARC Mercosul, que projeta que o produto norte-americano se tornaria mais “barato” para ser exportado com o excedente de disponibilidade naquele país.

“O mercado de petróleo nos Estados Unidos presenciou um colapso diante da quarentena ordenada, limitando o uso de combustíveis em zonas urbanas. A determinação cortou o consumo de gasolina no país em 40%, causando a queda agressiva na lucratividade das usinas de etanol no país. A ARC lembra que a mistura de etanol em gasolina é obrigatória na ordem de 10%, pelo menos”, explicam os analistas.

A equipe de análise da ARC Mercosul estima que algo entre 2 a 2,5 milhões de toneladas de milho deixarão de serem esmagadas por mês nos Estados Unidos: “A deterioração da demanda doméstica (norte-americana) pelo cereal está colocando um enorme peso sobre as cotações em Chicago – as quais também são pressionadas pela relativa queda nos preços do petróleo internacional”.

DEMANDA INTERNA BRASIL

A T&F Consultoria Agroeconômica, por outro lado, projeta a volta do consumo de etanol e de carnes tão logo passe esta fase de isolamento em função da pandemia de COVID-19 – o que provocará também a demanda de milho.

“Certamente os preços irão subir novamente, muito provavelmente acima de R$ 60,00, no mercado de lotes e algo R$ 54,00/55 para os agricultores do Sul do país ou seus equivalentes nos demais estados, até para dar alguma rentabilidade à Safrinha, cujos custos de produção devem subir cerca de 33%, segundo o Deral-PR para algo ao redor de R$ 43,75/saca, para uma lavoura que tenha colhido a média de 80 sacas/hectare. Tudo o que se colher a mais é lucro”, concluem os analistas da T&F.

Fonte: Agrolink

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Exportação brasileira de arroz beneficiado cresce 40%

O mercado brasileiro exportou para mais de 60 países em novembro

O Brasil exportou quase 100 mil de toneladas de arroz beneficiado em novembro. O volume supera em mais de 40% a quantidade embarcada em outubro deste ano, destaca a Associação Brasileira da Indústria de Arroz (Abiarroz).

Em novembro, as exportações de arroz beneficiado totalizaram 97.346,48 toneladas, contra 55.943,79 t do mês anterior, segundo a associação.

O mercado brasileiro exportou para mais de 60 países em novembro. Os principais destinos foram Venezuela, Emirados Árabes Unidos, Gâmbia, Peru e Senegal.

Segundo Mário Pegorer, diretor-secretário da Abiarroz, uma das razões para o aumento das exportações em novembro foi o acúmulo de saída de navios nos portos. “Houve coincidência de datas de partida.”

No acumulado de janeiro a novembro, as exportações somaram 884.292,38 toneladas, conforme a Abiarroz, com base em dados divulgados pelo ComexSat, do Ministério da Economia.

Ainda de acordo com a Abiarroz, as importações de arroz beneficiado em novembro totalizaram 51,026,79 toneladas, o que garantiu ao Brasil em superávit de 46.319,69 t.

Fonte: Agrolink

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Mercado doméstico do milho continua fortalecido

O Rabobank estima que a área de milho atinja 18,4 milhões de hectares

O mercado doméstico de milho deve acompanhar o ano/safra de 2018/2019 e continuar fortalecido no próximo ciclo, segundo o mais novo relatório de perspectivas do agronegócio brasileiro, realizado e divulgado pelo Rabobank. Em meio a esse cenário, os preços do milho apresentaram intensa volatilidade ao longo de 2019.

“Em um primeiro momento, no início do segundo trimestre desse ano, o bom desenvolvimento das lavouras de segunda safra no Brasil pesou sobre as cotações do cereal no mercado doméstico, com o indicador de milho Esalq/BM&F chegando a ser cotado abaixo de R$ 32/saca (60kg). Posteriormente, o excesso de chuvas durante a semeadura da safra americana deu suporte às cotações internacionais que se refletiram também em valorização nos preços locais do cereal no Brasil – nesse momento, em junho/19, o indicador Esalq/BM&F chegou a superar R$ 38/saca”, completa.

Sendo assim, a perspectiva é que a área destinada ao cereal volte a apresentar novo incremento no próximo ciclo. “O Rabobank estima que a área de milho (verão mais segunda safra) atinja 18,4 milhões de hectares na safra 2019/20, 5% superior àquela observada na temporada 2018/19 – vale destacar que essa expansão deve se concentra especialmente na segunda safra”, completa.

“Um dos sinais dessa expansão de área do milho segunda safra em 2020 pode ser avaliada pelo ritmo de comercialização. Segundo o IMEA (Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária), até novembro/19, 44% da produção estimada de milho referente à próxima safrinha estava negociada pelos produtores de Mato Grosso, 16 pontos percentuais acima da média das últimas 5 safras para esse período do ano”, conclui.

Resposts: Agrolink

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Brasil estabelece marca de produção de milho

Brasil deverá aumentar o consumo doméstico na próxima campanha

O Brasil produziu um recorde de 101 milhões de toneladas de milho em 2018/2019 e deve atingir esse total em 2019/2020, de acordo com um relatório da Rede Global de Informações Agrícolas do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). O USDA informou que a safra de milho 2018/2019, que foi 23% maior que no ano anterior, apresentou área e rendimentos recordes.

Este ano, prevê-se que os rendimentos retornem ao normal, mas a área plantada deve se expandir, o que permitirá ao Brasil igualar a produção recorde de milho do ano passado. “Os altos preços do milho e a colheita precoce da soja motivaram os agricultores a plantar safrinha em um ritmo recorde, várias semanas antes do normal e dentro da janela ideal de plantio”, afirmou o USDA. “Isso ajudou a otimizar o desenvolvimento das culturas antes do início da estação seca, que veio depois do que o normal”, completa.

O Brasil também estabeleceu um recorde de exportação de milho em 2018/2019, com uma estimativa de 37 milhões de toneladas embarcadas, um total quase 50% superior à temporada anterior, como resultado da colheita muito maior, informou o USDA. A previsão de exportação para 2019/2020 também foi aumentada em relação à previsão anterior, para 34 milhões de toneladas.

“Embora isso represente um declínio de 8% em relação à temporada atual, o Brasil deverá aumentar o consumo doméstico na próxima campanha, à medida que a indústria pecuária se expande para atender à demanda chinesa e a crescente indústria de etanol de milho continua crescendo”, afirmou o USDA.

O USDA observou que o consumo total de milho doméstico para 2018/2019 está previsto em 66,5 milhões de toneladas.

Fonte: Agrolink

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Preço da soja dá forte salto no Brasil

Como os prêmios cederam um pouco, estamos vendendo basicamente câmbio”, explica T&F

Segundo apurou a pesquisa diária do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, da USP), os preços da soja no mercado físico brasileiro fecharam a terça-feira (1º.10) com preços médios da soja nos portos do Brasil sobre rodas para exportação dando um salto de mais de R$ 1,38/saca. O avanço foi de expressivos 1,59%, para a média nacional de R$ 88,14/saca, contra R$ 86,76/saca, do dia anterior.

 

“A alta de 0,17% na cotação do dólar, somada à nova grande alta de 1,49% na cotação em Chicago, suplantaram a ausência da China e permitiram que os preços médios que os compradores puderam oferecer sobre rodas nos portos brasileiros  Com isto, o mês de outubro começa em boa alta. Como os prêmios cederam um pouco, estamos vendendo basicamente câmbio”, explica o analista da T&F Consultoria Agroeconômica, Luiz Pacheco.

No mercado físico foram negociadas cerca de 1,0 milhão de toneladas no Brasil, nesta terça-feira. Os preços atingiram R$ 80,00 para o agricultor de Ponta Grossa, com o mercado de lotes pagando R$ 83,00 no spot e R$ 89,00 no porto em Paranaguá. O mercado futuro pagou R$ 84,00 para maio em Ponta Grossa. No RS os preços foram bem variados, nesta terça-feira, com movimentação muito intensa: R$ 87,80/saca para 10/10; R$ 88,50/saca para 30/10; R$ 88,90/saca para 04/11; R$ 89,60/saca para 19/11(chegou a R$ 90,00 durante o dia); R$ 87,90 futuro 12/06; R$ 87,0/saca para 29/5/2020.

Não houve demanda da China no Brasil. “Com a ausência da China os prêmios da soja nos portos brasileiros oscilaram, alguns para cima, outros para baixo. Para safra velha o prêmio de Outubro caiu 5 cents, mas subiu 5 cents para Novembro. Para safra nova os prêmios no Brasil subiram permaneceram inalterados para Fevereiro, caíram 5 cents para, 10 cents para Abril e 2 cents para Maio, permanecendo estáveis para junho e julho”, completou Pacheco.

Fonte: Agrolink