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Avicultura

Conhecer as pragas do milho é um dos segredos para uma boa produtividade

O órgão cortou a projeção para a segunda safra de milho no período 2020/2021, que já foi de 79,8 milhões de toneladas, para 66,9 milhões.

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No Brasil, o plantio do milho segunda safra fora da janela ideal de semeadura, aliado à seca em diversas regiões produtoras, é um dos fatores que explicam a redução da estimativa de colheita do cereal feita pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) no seu 10º levantamento de safra. O órgão cortou a projeção para a segunda safra de milho no período 2020/2021, que já foi de 79,8 milhões de toneladas, para 66,9 milhões.

Além de problemas climáticos, a lavoura do cereal é acometida por pragas e doenças que podem causar sérios prejuízos. De extrema importância para o Brasil e para o mundo, o milho está presente no consumo do dia a dia dos brasileiros; é um dos principais componentes energéticos da ração animal e se destaca como commodity de forte influência para o equilíbrio da balança econômica brasileira.

 

 

Neste contexto, é essencial conhecer as pragas e doenças mais relevantes da cultura, bem como os manejos adequados para proteger o cultivo e maximizar a produtividade da lavoura. Várias pragas podem acometer os milharais, mas algumas se destacam pela recorrência e pelo impacto na produtividade. São elas: a lagarta do cartucho, que pode comprometer até 35% da produtividade; o pulgão do milho; a  Diabrotica speciosa (larva alfinete), que compromete a raiz da planta; a broca da cana; percevejos barriga verde, muito presente no sul do país, Mato Grosso e Goiás, e a cigarrinha do milho, transmissora do complexo de enfezamento.

Já na região central do Brasil, as doenças mais habituais e com maior propensão de causar danos econômicos são a Mancha Branca (Phaeosphaeria maydis/Pantoea ananatis), a Cercospora (Cercospora zeae maydis ;Cercospora  zeina), o Turcicum/HT (Exserohilum turcicum), a Diplodia maidis (Stenocarpella macrospora), o Fusarium (Fusarium verticilioides/F. moniliforme), a Ferrugem polisora (Puccinia polysora), o Complexo Enfezamento do Milho (CSS, MBSP e MVRF), a Antracnose do Colmo (Colletotrichum graminicola) e a Helmintosporium maidis (Bipolaris maydis).

Essas doenças podem contaminar as plantas desde os estágios iniciais da cultura, além de se desenvolver de forma agressiva por influência das condições climáticas (temperatura e umidade) e pela posição geodésica, especialmente altitude, durante o ciclo vegetativo e reprodutivo da planta.

Dependendo das condições ambientais do ano agrícola, da suscetibilidade do material genético e da pressão dos patógenos, as perdas de produtividade podem ultrapassar 70%. Neste cenário, o monitoramento de pragas e doenças, o conhecimento do histórico de ocorrência na região de plantio, o nível de tolerância dos materiais genéticos e as medidas de controle (MIP / MID) são fundamentais para manutenção da produtividade, rentabilidade e redução das perdas.

É essencial saber o momento correto de realizar as aplicações de defensivos químicos/biológicos, escolher produtos devidamente registrados no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e observar a recomendação da bula do defensivo quanto às doses, alvos, intervalo de aplicação e número máximo de aplicação no ciclo da cultura. A tecnologia de aplicação e o conhecimento sobre o comportamento dos milhos híbridos também devem fazer parte da bagagem do agricultor, que quer produzir de maneira cada vez mais sustentável.

 

 

As ações voltadas às práticas de manejo devem ser executadas com profissionalismo, pois à medida que avançamos em tecnologias inovadoras, é exigido um nível maior de conhecimento e atenção. Outro ponto crucial é não depositar toda a responsabilidade pelo sucesso da lavoura em uma única ação de manejo — o conjunto de práticas adequadas é o que fará a diferença no final. Mas é sempre bom lembrar que os milharais mal manejados podem ter perdas de produtividade superiores a 70% em função de pragas e doenças, além de tornarem-se fontes potenciais de produção de esporos e/ou manutenção de pragas que poderão ser dispersados para outras propriedades.

O uso de biotecnologia avançada e de híbridos corretos são importantes aliados na busca por resultados expressivos na lavoura de milho. Tecnologias como a VTPRO3 e a iminente VTPRO4, que promovem, simultaneamente, proteção às raízes e às partes aéreas, são alternativas eficientes para controle de pragas, bem como para um manejo mais eficiente de plantas daninhas.

Outra prática importantíssima, mas muito negligenciada, é a adoção do refúgio, que consiste no plantio de um percentual 10% de sementes não Bt – que não possuem a bactéria Bacillus thuringiensis – ao lado da lavoura de milho geneticamente modificado, mantendo distância máxima de 800mts entre elas e utilizando híbrido refúgio com ciclo e porte similar ao híbrido Bt. Isso é fundamental para evitar o surgimento de pragas resistentes ao milho Bt.

De forma geral, estas informações são passadas aos produtores pelas empresas produtoras de semente e/ou pelos seus parceiros comerciais. No entanto, para eles se prevenirem em relação às pragas e doenças que podem causar severos danos econômicos à sua lavoura, precisam conhecer os itens acima citados, fazer escolhas certas e garantir o melhor sistema de proteção. Por fim, a atividade agrícola precisa ser vista como uma empresa, deve ter planejamento e profissionalismo para o produtor conseguir produzir com sustentabilidade e, ao mesmo tempo, aumentar sua produtividade e rentabilidade.

Fonte: Bayer

Por: Portal do Agronegócio

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Equinos e Muares

10 anos de SIMCAV com muitas novidades

Em um ano de desafios, a tecnologia foi fator fundamental para agregar ainda mais conhecimento. A edição 2021 será online e com uma ampla programação. Entre as novidades, as palestras gravadas do “How to do” com patrocínio Vetnil

O Simpósio Internacional do Cavalo Atleta (SIMCAV) chega em sua 10ª edição com um novo formato. Este ano é a primeira vez que o evento será online, de 26 a 30 de abril, reunindo profissionais gabaritados do segmento.

Serão 23 palestras na programação com a participação de especialistas nacionais e internacionais. E essa nova versão proporcionou que mais profissionais pudessem fazer parte do SIMCAV, o que para os organizadores foi um dos pontos positivos, apesar da marca do evento ser a recepção de seus congressistas e convidados.

“Uma das nossas marcas registradas é o atendimento personalizado. Gostamos daquele jeito mineiro de receber as pessoas bem, com cafezinho e pão de queijo. Mas para compensar isso temos muitas novidades! Aproveitamos as facilidades do evento on-line para trazer vários palestrantes internacionais, bem além do que normalmente convidamos”, expõe o Professor Dr. Rafael Faleiros, um dos idealizadores do SIMCAV.

Entre as novidades citadas por Faleiros, há um novo espaço com sessão especial de palestras: o How to Do. Com patrocínio da Vetnil, o caráter inovador do espaço deve-se à possibilidade dos congressistas produzirem as palestras, disponibilizadas antes mesmo do evento.

“São palestras objetivas, práticas, em formato dinâmico. E o melhor, além de convidados de alto gabarito, permitimos que os congressistas também participassem enviando técnicas que desenvolveram no seu dia a dia. Serão mais de 5 horas em palestras desse tipo, para o congressista assistir mesmo antes do evento. Outra vantagem do online, foi disponibilizar mais de 90 apresentações de trabalho com vídeos no nosso canal do Youtube do SIMCAV – EQUINOVA, e muitos outros trabalhos em formato pôster no site. Ou seja, temos muito mais conteúdo técnico e ampla possibilidade de interação por nossos canais nas redes sociais”, ressalta o organizador.

Demais ações

Dentro da plataforma do SIMCAV 2021, o congressista terá acesso, além de palestras do How to do “on demand” e das palestras e mesas redondas ao vivo, aos estandes virtuais dos principais patrocinadores.

No caso do estande virtual Vetnil, os participantes contarão com conteúdo técnico exclusivo, como tutorial para utilização de produtos controlados e apresentação de produtos. E ainda, podem participar de sorteios nos intervalos.

SIMCAV e Vetnil

A Vetnil faz parte do SIMCAV desde sua criação, apoiando e fomentando as especializações dos profissionais no meio equestre, pela própria visão da empresa em enxergar toda a evolução da Medicina Equina.

“Tivemos a oportunidade de estar diretamente com o Dr. João Carlos no final dos anos 90, e desde então, houve uma sinergia na forma de enxergar a evolução da Medicina Equina no Brasil. Ao longo desses anos temos orgulho de manter esta parceria em busca de melhores serviços e produtos para o Agronegócio Cavalo”, pontua o Professor Dr. Rafael Faleiros.

“Sem sombra de dúvidas, o SIMCAV é um dos grandes eventos nacionais de Medicina Equina, sendo sempre aguardado pelos Veterinários atuantes na área. Com renomados palestrantes e conteúdo de alta qualidade, o evento estimula e promove a evolução dos alunos e profissionais. E é justamente por isso que a Vetnil sempre apoiou e continua apoiando o SIMCAV. A evolução da Medicina Veterinária é um objetivo comum a ambos”, ressalta Rodrigo Cavalcanti, Gerente de Marketing Equinos da Vetnil.

O envolvimento da Vetnil com o SIMCAV, essa troca de conhecimento e incentivo aos profissionais é tamanha que, em 2017, na oitava edição, a empresa recebeu o Prêmio Prof. Geraldo Eleno Silveira Alves de Excelência em Saúde Equina. Ofertado pelo Núcleo de Pesquisa e Inovação para o Desenvolvimento do Agronegócio Cavalo – EQUINOVA UFMG e pela comissão organizadora do SIMCAV. O prêmio foi recebido pela presidente, Vera Godoy Ribeiro.

SIMCAV – 10 anos de história

O Simpósio Internacional do Cavalo Atleta, em sua versão internacional, foi realizado em 2003 pela primeira vez, sendo repetido nos anos ímpares. O evento foi criado pelo Professor Dr. Rafael Faleiros juntamente com o Prof. Geraldo Eleno, ambos da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

A criação do evento foi uma forma de trazer recursos e conhecimento aos alunos, já que, como instituição pública, e de um setor específico, os recursos são escassos.

“Somos uma instituição pública, que recebe cada vez menos recursos e o nosso setor, de Clínica Cirúrgica de Equinos, sempre ficou nos últimos lugares da fila de distribuição. Assim, aprendemos logo que teríamos que fazer algo além se quiséssemos oferecer o melhor ensino para nossos alunos. E deu certo!”, pontua Faleiros.

Realmente deu certo, já são 10 anos de Simpósio, que vem se inovando a cada edição e criando um crescente público cativo. Esta edição já tem um novo recorde de participantes.

“Temos uma equipe maravilhosa de alunos de graduação e pós-graduação. Eles são a alma do SIMCAV e não medem esforços para que tudo esteja da melhor qualidade possível para nossos congressistas, convidados e patrocinadores”, exalta Faleiros.

O SIMCAV também tem o cuidado em selecionar palestrantes que venham agregar aos participantes não só conhecimento. “Com um cuidado muito especial. Todos eles devem ser altamente competentes considerando o ponto de vista técnico. Mas isto não basta. Estamos sempre à procura de pessoas que contribuem para a expansão do conhecimento e que tenham também, um lado humano de que possam se orgulhar. Sempre buscamos exemplos de competência e caráter”.

Para inscrições, programação completa e demais informações sobre SIMCAV e a participação da Vetnil, acesse www.simcav.com.br.

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Piscicultura

Megavírus modificaram até 10% do genoma comum das algas

Estudo foi feito nos EUA

Com a descoberta de grandes vírus que podem ser vistos em um microscópio padrão, outro estudo mostra que esses enormes parasitas injetam uma variedade de seus genes no genoma do hospedeiro, como algas comuns de acordo com um novo estudo. Duas algas ainda tinham os genomas completos de dois vírus gigantes em seu DNA, em um caso, eles representaram 10% da contagem total de genes de algas.

 

Em 2003, os cientistas descobriram algo enorme, literalmente, no mundo dos vírus: vírus tão grandes que podiam ser vistos com um microscópio padrão. Esses parasitas maciços eram considerados raros na época, mas desde então se mostraram mais comuns do que o esperado. Agora, os pesquisadores encontraram genomas inteiros de vírus gigantes embutidos nos genomas de várias algas comuns. A descoberta sugere que este estranho grupo viral é ainda mais prolífico e potencialmente influente do que os cientistas pensavam.

“A quantidade de DNA e a diversidade de genes que esses vírus entregam a seus hospedeiros é impressionante”, diz Cedric Feschotte, biólogo genômico da Universidade Cornell que não esteve envolvido no trabalho. Essa “enorme injeção de material genético” poderia influenciar tudo, desde o metabolismo do hospedeiro até sua própria sobrevivência.

O DNA viral presente nas algas pode até incluir genes sequestrados de outras algas. Assim, os vírus gigantes podem ser uma forma de transferir genes entre espécies, diz Andrew Roger, biólogo evolucionista da Universidade Dalhousie. Todo esse novo DNA pode permitir que o genoma do hospedeiro assuma novas funções que aumentam a capacidade das algas de sobreviver e podem ter moldado a diversidade e distribuição do grupo, diz ele.

Fonte: AGROLINK –Leonardo Gottems

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Suinocultura

Manejo dos leitões: veja pontos críticos nas fases de maternidade e creche

Diminuir o stress dos filhotes após a separação das mães é um dos maiores desafios dos produtores.

Manejo na maternidade

Na espécie suína, a gestação dura em média 114 dias. No período final, as fêmeas são conduzidas para a maternidade e exigem permanência quase constante do produtor. Elas devem ser mantidas em ambiente calmo e livres de qualquer stress, como calor em excesso, animais estranhos, barulhos ou mudança de local. Antes do parto é preciso um cuidado simples, mas essencial. De acordo com Brenda Marques, gerente técnica da MSD Saúde Animal, as fêmeas devem ser higienizadas antes da transferência para a maternidade e as instalações devem estar limpas e desinfetadas.

Escamoteador: fonte de calor

Na maternidade, além dos comedouros e bebedouros das matrizes e dos leitões existe o escamoteador. Brenda destaca que é importante secar os leitos e garantir uma fonte suplementar de calor. “Isso é ainda mais crítico em relação aos leitões com baixo peso ao nascer. Não podemos nos esquecer de todos os manejos iniciais, como aplicação de ferro, cuidados com a medicação de animais doentes e as vacinações”, diz ela.

Importância do colostro

A primeira amamentação tem uma função muito maior do que só alimentar o filhote. “É essencial que os leitões mamem no mínimo 200 ml de colostro, fonte de energia e de imunidade contra várias doenças. Podemos dizer que o colostro é a primeira vacina dos leitões”, ressalta Brenda. A maioria das perdas de leitões ocorre na primeira semana de vida. As causas são inúmeras, a maioria de natureza não infecciosa, como esmagamento pela mãe e inanição, quando os leitões não se alimentam por falta de leite na matriz ou por exposição ao frio ou sangramento do umbigo. Os leitões mais fracos são os mais atingidos.

Calendário de vacinações

O desmame deve ser realizado entre 21 e 28 dias de idade. Todos os leitões são pesados e transferidos para a creche, onde devem receber ração à vontade. Em criações com boas condições de higiene, não há necessidade de aplicar vermífugos nos leitões até os dois ou três meses de idade, desde que as fêmeas tenham sido desverminadas antes do parto. Os produtores devem atender ao calendário de vacinação. Leitões devem ser manejados com calma e nas horas mais frescas do dia para diminuir o estresse após a separação da mãe. A saída da creche ocorre quando tiverem entre 52 e 65 dias de idade.

Palavra do especialista

O médico veterinário José Paulo Sato explicou que manter os parâmetros de biosseguridade é muito importante para mitigar a entrada de doenças nos galpões, mas também existem doenças que circulam dentro das granjas, e entre as granjas. “Por isso, é preciso manter os cuidados durante o transporte dos animais para a creche ou para a terminação, entre as fases de produção. Manter a limpeza e a desinfecção das granjas e respeitar o período de vazio sanitário entre os lotes é essencial para baixar a pressão de infecções e a ocorrência de doenças nos animais”, disse ele.

O manejo deve reduzir o nível de stress dos leitões

As variações de temperatura e umidade ao longo do ano merecem atenção, já que o frio viabiliza a presença de patógenos por longos períodos. “Os produtores devem fornecer um ambiente adequado de acordo com as idades dos animais. Nas fases iniciais, os leitões precisam de uma fonte de calor maior que os animais em terminação”, explica Sato. Na fase de desmame, os filhotes estão mudando de ambiente, de dieta e se distanciando da mãe. É preciso garantir que somente equipes estabelecidas e familiarizadas, que saibam realizar o manejo de forma adequada, transitem pelas granjas. Isso ajuda a minimizar o stress dos animais e evita a queda na imunidade.

Observe o comportamento dos filhotes

Na creche, verifique a disponibilidade e a qualidade de ração e de água antes mesmo da chegada dos animais. Sato explica que leitões mais fracos, ou refugos, são menores, têm os pelos eriçados e se comportam de forma apática. Nesse caso, tenha um cuidado maior com o manejo e observe se é preciso aplicar alguma medicação.

Fonte: Canal Rural

 

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Agro Culturas

O mundo vai precisar muito do Brasil

Documento aponta que a agricultura mundial terá de ampliar em 70% a produção de alimentos até 2050, para atender às necessidades de uma população estimada de 9,7 bilhões de pessoas.

A afirmação é do representante da FAO (Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura) no Brasil, Alan Bojanic, referindo-se ao mais recente relatório da Organização, feito em parceria com a OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico). O documento aponta que a agricultura mundial terá de ampliar em 70% a produção de alimentos até 2050, para atender às necessidades de uma população estimada de 9,7 bilhões de pessoas.

O Brasil já é o terceiro maior produtor de alimentos, depois da China e dos Estados Unidos e é o segundo maior exportador, atrás dos Estados Unidos. Mas pode mais. Tem muitas áreas legalmente agricultáveis e disponíveis, tem clima favorável para produção durante praticamente os 12 meses do ano e tem domínio tecnológico para produzir em solos originalmente inférteis de climas tropicais de baixa latitude. Por causa deste potencial, a sociedade global considera que o Brasil é a principal esperança pela produção dos alimentos adicionais a serem requeridos globalmente, nos próximos 30 anos.

A dinâmica produtiva da agricultura brasileira das últimas décadas sinaliza para a conquista dessa liderança. Na média da década de 1970, a produção das principais carnes (bovina, suína e de frango) no Brasil somava meros 3,3 milhões de toneladas (Mt). Meio século depois (2019), a produção das três proteínas animais alcançou cerca de 29 Mt, quase 10 vezes a produção média dos anos 70. Com a produção de grãos não foi diferente. Era de 58 Mt a produção de 1990 e saltou para 251 Mt em meados de 2020.

Segundo a FAO, a expectativa mundial é a de que o Brasil contribuirá com 40% da demanda adicional futura de alimentos do Planeta. O Brasil tem condições para aceitar este desafio. Não apenas pela grande disponibilidade de terras, clima favorável e água abundante, mas, também, pela eficiência e sustentabilidade dos seus processos produtivos, o que tem despertado a atenção da sociedade global, dada a sua condição de país tropical e emergente.

Talvez sem o devido reconhecimento, o expressivo aumento da produtividade da agricultura brasileira foi conseguido com sustentabilidade social e ambiental, exigências da moderna sociedade consumidora, cada vez mais numerosa, mais urbana, mais educada, mais rica e mais exigente, que produzirá substancial pressão futura na produção, diversificação e especialização dos alimentos.

Se ainda existe desmatamento no Brasil? Sim. Mas o país ainda conta com 66% do seu território coberto por vegetação nativa, incluindo a Amazônia, maior floresta tropical do Planeta. A área agrícola está escasseando no mundo. Segundo o Presidente do Rabobank no Brasil, em 1960 havia no mundo, na média, 15 hectares de terras agriculturáveis por pessoa; atualmente não passa de 0,5 hectares por pessoa. E lembrou, também, que além de produzir mais, a humanidade precisa desperdiçar menos. Segundo ele, o mundo joga no lixo 2,5 milhões de toneladas de alimentos por minuto, enquanto que, segundo a ONU, 821 milhões de pessoas passam fome, apesar da produção global de alimentos ter triplicado no período 1960 a 2015.

Os futuros consumidores farão exigências distintas dos consumidores atuais quanto ao tipo de alimento. O Brasil precisará se concentrar mais em diversificar, especializar e agregar valor à sua produção, com ainda mais respeito ao meio ambiente. Essas são condições essenciais para o país ganhar competitividade e presença nos mercados mais sofisticados e complexos que irão prevalecer no futuro.

Por: Amélio Dall’Agnol, pesquisador da Embrapa Soja

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Suinocultura

Dia do Suinocultor: exportação recorde e status sanitário exemplar marcam a data

De acordo com a ABPA, pelas perspectivas traçadas, o setor pode, pela primeira vez, alcançar a marca de 1 milhão de toneladas, apesar dos impactos da pandemia.

Foto: Gleilson Miranda/ Secom

Cumprindo seu papel como atividade essencial para a segurança alimentar do país em meio à pandemia de Covid-19, produtores de carne suína de todo o Brasil comemoram nesta sexta-feira, 24, o Dia do Suinocultor. E de acordo com a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), as boas perspectivas para o setor dão o tom da celebração da data.

Segundo levantamentos e projeções da entidade para o ano, produção poderá alcançar em torno de 4,25 milhões de toneladas, número 4% a 6,5% superior em relação às 3,9 milhões de toneladas de 2019. O consumo per capita de carne suína deverá se manter estável, com total de 15,3 quilos per capita no ano.

As boas notícias vêm, em especial das exportações. Pelas perspectivas traçadas, o setor pode, pela primeira vez, alcançar a marca de 1 milhão de toneladas, apesar dos impactos da pandemia.

. Impulsionada pelas vendas para a Ásia, que ainda sofre os efeitos da epidemia de Peste Suína Africana, os embarques do setor devem encerrar com saldo em volumes 33% superior ao alcançado em 2019.

“Costumamos avaliar o desempenho de nosso setor produtivo pelos fatores externos.  Mas hoje é dia de olhar para dentro e ver que a suinocultura do Brasil conquistou todos estes resultados graças, também, à competência técnica de nossos produtores.  Somos um país livre de Peste Suína Africana, de Diarreia Suína Epidêmica, e temos a maior parte de nosso território reconhecidamente livre de Peste Suína Clássica.  Nosso status sanitário é o drive do crescimento da participação brasileira no comércio internacional”, avalia Francisco Turra, presidente da ABPA.

Quarto maior produtor e exportador, responsável por 8% de todas as exportações mundiais e embarques para mais de 70 países, o setor de suínos é o motor econômico de dezenas de municípios no interior do Brasil.  Conforme o diretor-executivo da ABPA, Ricardo Santin, seja pelo modelo integrado de produção ou pelos criadores independentes, o setor produtivo impulsiona empregos e fomenta novas oportunidades de investimentos em todo o país, ao mesmo tempo em que não mede esforços para a manutenção do abastecimento das gôndolas do Brasil.

“Os cuidados com a qualidade e com o status sanitário sempre foram o norte do setor produtivo. O suinocultor é um profissional especializado e segue técnicas de aprimoramento no manejo e de sustentabilidade, além de cumprir com rigorosos programas de biosseguridade. Exatamente por isto, os cuidados adicionados no setor para a preservação da saúde humana foram incluídos sem dificuldades.  E os produtores seguem em sua missão de apoiar o País com oferta de alimentos, para que a quarentena seja possível”, avalia Santin.

Fonte: Canal Rural

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Suinocultura

Peste Suína Africana: 603 novos surtos fora notificados no mundo entre 26/jun e 9/jul

A Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) informou que 603 novos surtos de peste suína africana foram notificados no mundo entre os dias 26 de junho e 9 de julho, ante 540 novos casos verificados no levantamento anterior. Já o número total de surtos em andamento caiu de 7.154 para 7.043, sendo 3.517 somente na Romênia e outros 1.472 no Vietnã. Dos novos surtos, 376 foram notificados pela Europa, outros 224 na Ásia e três na África. Os dados foram publicados em levantamento quinzenal divulgado na última sexta-feira (10).

De acordo com a OIE, surtos novos ou em andamento foram registrados em 25 países. Na Europa, Bulgária, Grécia, Hungria, Letônia, Moldávia, Polônia, Romênia, Rússia, Sérvia e Ucrânia ainda apresentam a incidência da doença. Na Ásia, China, Índia, Indonésia, Coreia do Norte, Coreia do Sul, Laos, Mianmar, Papua Nova Guiné, Filipinas, Rússia, Timor Leste e Vietnã têm casos em andamento. Já na África, Namíbia, Nigéria e África do Sul reportam a presença do vírus.

No período de cobertura do levantamento, foram notificadas perdas de 17.565 animais, número bem superior ao reportado no boletim anterior, de 402 animais eliminados. A maior parte desse número foi observada na Ásia, com abate sanitário de 16.894 animais, sobretudo nas Filipinas, onde 10.175 animais foram perdidos, e no Vietnã, que descartou 6.054 suínos. Na Europa, 569 animais foram eliminados, destes 521 foram reportados na Romênia. Na África, foi reportado descarte sanitário de 102 animais na África do Sul, mas a Nigéria não informou as perdas de suínos em virtude da contaminação com a doença no período.

Fonte: Estadão conteudo

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Suinocultura

Exportações brasileiras de carne suína crescem 50,4% em junho

Volume exportado em 2020 supera em 37,01% o saldo acumulado do ano anterior

As exportações brasileiras de carne suína (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) totalizaram 96,1 mil toneladas em junho, informa a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). O número supera em 50,4% o volume embarcado no sexto mês de 2019, com total de 63,9 mil toneladas.

No acumulado do ano, as vendas de carne suína seguem 37,01% maior este ano, em comparação com 2019. Foram 479,4 mil toneladas entre janeiro e junho de 2020, contra 349,9 mil toneladas exportadas nos seis primeiros meses do ano passado.

Em receita, houve elevação de 52,5% no mesmo período comparativo, com US$ 1,076 bilhão este ano e US$ 705,6 milhões em 2019.

Carro-chefe das exportações brasileiras, as vendas para a Ásia chegaram a 374,5 mil toneladas no primeiro semestre deste ano, saldo 83,1% superior ao registrado em 2019. A China, maior importadora de carne suína do Brasil, foi destino de 230,7 mil toneladas no período (+150,2%). Hong Kong, no segundo posto, importou 18,6% a mais, com 92,9 mil toneladas. Outro mercado de destaque foi Singapura, com 27,8 mil toneladas (+51,6%).

“Os impactos gerados na Ásia pela Peste Suína Africana desde 2018 continuam a ditar o ritmo das importações da região. O Brasil mantém sua posição como parceiro pela segurança alimentar da China e das demais nações que impulsionaram suas compras neste ano”, destaca Francisco Turra, presidente da ABPA.

EXPORTAÇÕES DE CARNE DE FRANGO – As exportações brasileiras de carne de frango (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) totalizaram 341,9 mil toneladas em junho, volume 12,4% menor que o registrado no mesmo período do ano passado, com total de 390,5 mil toneladas.

Em receita, o saldo de exportações chegou a US$ 446,5 milhões em junho, número 30,95% menor em relação ao registrado no mesmo período de 2019, com US$ 646,2 milhões.

No acumulado do ano, as vendas do setor se mantiveram positiva em 1,7%, com 2,106 milhões de toneladas embarcadas entre janeiro e junho deste ano, contra 2,072 milhões de toneladas em 2019.

No mesmo período, as vendas para o mercado externo geraram receita de US$ 3,144 bilhões, número 8,8% menor em relação ao saldo do primeiro semestre de 2019, com US$ 3,448 bilhões.

Como no setor de suínos, o mercado asiático foi o principal destino das exportações brasileiras – chegaram a importar 837,3 mil toneladas no primeiro semestre, número 15% maior que o efetivado no mesmo período de 2019. Principal destino, as vendas para o mercado chinês seguem positivas, com alta de 32% e embarques de 346,3 mil toneladas entre janeiro e junho de 2020. Singapura, com 67,6 mil toneladas (+49%), Filipinas, com 43,8 mil toneladas (+72%) e Vietnã, com 19,8 mil toneladas (+73%) foram os destaques nas vendas para a região neste ano.

“Houve também fortalecimento nas vendas para nações da África, como Egito, Líbia e Angola, além de nações árabes como Kuwait, Iêmen e Catar, que deram sustentabilidade aos embarques do setor no ano em médias mensais superiores às realizadas no primeiro semestre de 2019”, avalia Ricardo Santin, diretor-executivo da ABPA.

Fonte: ABPA

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Suinocultura

Inseminação pós-cervical dobra o número de aplicações em matrizes

Procedimento se revelou mais eficiente que o estilo convencional, mas exige cuidados

A inseminação artificial é um procedimento muito utilizado na suinocultura. A técnica está relacionada ao melhoramento genético e à redução dos custos de produção, entre outros objetivos. O extensionista Cleison Trevisan, que trabalha em Castro (PR), explica que é “um processo simples que consiste na deposição do sêmen no trato reprodutivo da fêmea com auxílio de algumas pipetas e catéteres. Hoje, a inseminação artificial é utilizada em cem por cento das propriedades com sistema industrial de produção”.

De acordo com o extensionista, a inseminação artificial vem sendo aprimorada no Brasil ao longo dos anos. Para uma boa execução, deve obedecer exigências sanitárias. “A partir das décadas de 70 e 80 a inseminação artificial passou a ser amplamente difundida no Brasil. No início, utilizávamos pipetas reaproveitáveis que mesmo após a higienização apresentavam um risco sanitário grande. Hoje, buscando minimizar os riscos, utilizamos material cem por cento descartável”, disse Cleison.

“A maioria das granjas integradas utiliza o sistema de inseminação artificial pós–cervical, em que o sêmen é colocado no interior do útero da fêmea com o auxílio de um cateter. Um único funcionário consegue inseminar até uma fêmea por minuto, o que reduz a mão de obra. Outro benefício é o pequeno volume de sêmen necessário para o processo, o que nos permite utilizar melhor os machos de maior valor genético no rebanho e imprimir assertivamente as características desejadas, como qualidade de carne e produtividade.  Assim, reduzimos os custos de produção e o produto chega mais barato ao consumidor”, concluiu.

De acordo com o médico veterinário Eder Batalha, a aplicação pós–cervical se tornou mais viável devido aos custos dos insumos necessários para o procedimento e se difundiu rapidamente no campo. Eder destacou que o principal benefício da técnica é o ganho genético. “A inseminação pós–cervical permite reduzir a concentração espermática necessária para inseminar matrizes e utilizar machos de maior valor genético, aumentando a produtividade. O procedimento é simples, mas o treinamento adequado da equipe é essencial para a correta execução, já que a técnica é mais invasiva e exige cuidados higiênicos. É preciso fazer a limpeza adequada da vulva da fêmea antes da introdução da pipeta, utilizando gel lubrificante próprio para o processo para evitar lesões”, orienta

Fonte:Ligados&Integrados

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Avicultura

Brasil embarca 91,6 mil toneladas de carne de frango

Na comparação com 2018 a média diária de embarque é 12,2% maior

Na primeira semana de dezembro, com cinco dias úteis, o Brasil enviou ao mercado externo 91,6 mil toneladas de carne de frango, registrando uma média diária de 18,3 mil toneladas. Na comparação com novembro a média registrada na semana é 18,5% maior, já na comparação com dezembro de 2019, o incremento é de 12,2%.

A soma dos embarques dessa primeira semana ficou em US$ 145,16 milhões. O preço pago por tonelada no período foi de US$ 1584,88, 06% menor que os US$ 1593,74 pagos em novembro e 0,8% menor que os US$ 1596,93 pagos em dezembro de 2018.

O mês de dezembro conta com 21 dias úteis, se a média for mantida o volume embarcado no mês pode chegar aos 384 mil toneladas embarcadas.

RESULTADOS GERAIS

Na primeira semana de dezembro de 2019, com 5 dias úteis, a balança comercial registrou superávit de US$ 1,646 bilhão e corrente de comércio de US$ 8,500 bilhões, resultados de exportações no valor de US$ 5,073 bilhões e importações de US$ 3,427 bilhões. No ano, as exportações somam US$ 210,936 bilhões e as importações, US$ 168,216 bilhões, com saldo positivo de US$ 42,720 bilhões e corrente de comércio de 379,152 bilhões.

Fonte: Agrolink