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Conhecer as pragas do milho é um dos segredos para uma boa produtividade

O órgão cortou a projeção para a segunda safra de milho no período 2020/2021, que já foi de 79,8 milhões de toneladas, para 66,9 milhões.

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No Brasil, o plantio do milho segunda safra fora da janela ideal de semeadura, aliado à seca em diversas regiões produtoras, é um dos fatores que explicam a redução da estimativa de colheita do cereal feita pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) no seu 10º levantamento de safra. O órgão cortou a projeção para a segunda safra de milho no período 2020/2021, que já foi de 79,8 milhões de toneladas, para 66,9 milhões.

Além de problemas climáticos, a lavoura do cereal é acometida por pragas e doenças que podem causar sérios prejuízos. De extrema importância para o Brasil e para o mundo, o milho está presente no consumo do dia a dia dos brasileiros; é um dos principais componentes energéticos da ração animal e se destaca como commodity de forte influência para o equilíbrio da balança econômica brasileira.

 

 

Neste contexto, é essencial conhecer as pragas e doenças mais relevantes da cultura, bem como os manejos adequados para proteger o cultivo e maximizar a produtividade da lavoura. Várias pragas podem acometer os milharais, mas algumas se destacam pela recorrência e pelo impacto na produtividade. São elas: a lagarta do cartucho, que pode comprometer até 35% da produtividade; o pulgão do milho; a  Diabrotica speciosa (larva alfinete), que compromete a raiz da planta; a broca da cana; percevejos barriga verde, muito presente no sul do país, Mato Grosso e Goiás, e a cigarrinha do milho, transmissora do complexo de enfezamento.

Já na região central do Brasil, as doenças mais habituais e com maior propensão de causar danos econômicos são a Mancha Branca (Phaeosphaeria maydis/Pantoea ananatis), a Cercospora (Cercospora zeae maydis ;Cercospora  zeina), o Turcicum/HT (Exserohilum turcicum), a Diplodia maidis (Stenocarpella macrospora), o Fusarium (Fusarium verticilioides/F. moniliforme), a Ferrugem polisora (Puccinia polysora), o Complexo Enfezamento do Milho (CSS, MBSP e MVRF), a Antracnose do Colmo (Colletotrichum graminicola) e a Helmintosporium maidis (Bipolaris maydis).

Essas doenças podem contaminar as plantas desde os estágios iniciais da cultura, além de se desenvolver de forma agressiva por influência das condições climáticas (temperatura e umidade) e pela posição geodésica, especialmente altitude, durante o ciclo vegetativo e reprodutivo da planta.

Dependendo das condições ambientais do ano agrícola, da suscetibilidade do material genético e da pressão dos patógenos, as perdas de produtividade podem ultrapassar 70%. Neste cenário, o monitoramento de pragas e doenças, o conhecimento do histórico de ocorrência na região de plantio, o nível de tolerância dos materiais genéticos e as medidas de controle (MIP / MID) são fundamentais para manutenção da produtividade, rentabilidade e redução das perdas.

É essencial saber o momento correto de realizar as aplicações de defensivos químicos/biológicos, escolher produtos devidamente registrados no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e observar a recomendação da bula do defensivo quanto às doses, alvos, intervalo de aplicação e número máximo de aplicação no ciclo da cultura. A tecnologia de aplicação e o conhecimento sobre o comportamento dos milhos híbridos também devem fazer parte da bagagem do agricultor, que quer produzir de maneira cada vez mais sustentável.

 

 

As ações voltadas às práticas de manejo devem ser executadas com profissionalismo, pois à medida que avançamos em tecnologias inovadoras, é exigido um nível maior de conhecimento e atenção. Outro ponto crucial é não depositar toda a responsabilidade pelo sucesso da lavoura em uma única ação de manejo — o conjunto de práticas adequadas é o que fará a diferença no final. Mas é sempre bom lembrar que os milharais mal manejados podem ter perdas de produtividade superiores a 70% em função de pragas e doenças, além de tornarem-se fontes potenciais de produção de esporos e/ou manutenção de pragas que poderão ser dispersados para outras propriedades.

O uso de biotecnologia avançada e de híbridos corretos são importantes aliados na busca por resultados expressivos na lavoura de milho. Tecnologias como a VTPRO3 e a iminente VTPRO4, que promovem, simultaneamente, proteção às raízes e às partes aéreas, são alternativas eficientes para controle de pragas, bem como para um manejo mais eficiente de plantas daninhas.

Outra prática importantíssima, mas muito negligenciada, é a adoção do refúgio, que consiste no plantio de um percentual 10% de sementes não Bt – que não possuem a bactéria Bacillus thuringiensis – ao lado da lavoura de milho geneticamente modificado, mantendo distância máxima de 800mts entre elas e utilizando híbrido refúgio com ciclo e porte similar ao híbrido Bt. Isso é fundamental para evitar o surgimento de pragas resistentes ao milho Bt.

De forma geral, estas informações são passadas aos produtores pelas empresas produtoras de semente e/ou pelos seus parceiros comerciais. No entanto, para eles se prevenirem em relação às pragas e doenças que podem causar severos danos econômicos à sua lavoura, precisam conhecer os itens acima citados, fazer escolhas certas e garantir o melhor sistema de proteção. Por fim, a atividade agrícola precisa ser vista como uma empresa, deve ter planejamento e profissionalismo para o produtor conseguir produzir com sustentabilidade e, ao mesmo tempo, aumentar sua produtividade e rentabilidade.

Fonte: Bayer

Por: Portal do Agronegócio

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Brasil embarca 91,6 mil toneladas de carne de frango

Na comparação com 2018 a média diária de embarque é 12,2% maior

Na primeira semana de dezembro, com cinco dias úteis, o Brasil enviou ao mercado externo 91,6 mil toneladas de carne de frango, registrando uma média diária de 18,3 mil toneladas. Na comparação com novembro a média registrada na semana é 18,5% maior, já na comparação com dezembro de 2019, o incremento é de 12,2%.

A soma dos embarques dessa primeira semana ficou em US$ 145,16 milhões. O preço pago por tonelada no período foi de US$ 1584,88, 06% menor que os US$ 1593,74 pagos em novembro e 0,8% menor que os US$ 1596,93 pagos em dezembro de 2018.

O mês de dezembro conta com 21 dias úteis, se a média for mantida o volume embarcado no mês pode chegar aos 384 mil toneladas embarcadas.

RESULTADOS GERAIS

Na primeira semana de dezembro de 2019, com 5 dias úteis, a balança comercial registrou superávit de US$ 1,646 bilhão e corrente de comércio de US$ 8,500 bilhões, resultados de exportações no valor de US$ 5,073 bilhões e importações de US$ 3,427 bilhões. No ano, as exportações somam US$ 210,936 bilhões e as importações, US$ 168,216 bilhões, com saldo positivo de US$ 42,720 bilhões e corrente de comércio de 379,152 bilhões.

Fonte: Agrolink

 

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Indústria de carne de frango vive cenário positivo

“Países com acesso à China e ao Vietnã verão preços melhores para carne de frango escura”

Imagem créditos: Arquivo

Dados divulgados pelo Rabobank indicaram que a indústria brasileira de carne de frango vive um cenário bastante positivo. De acordo com a CarneTec Brasil, o setor tem conseguido margens positivas enquanto outros países produtores passam por excesso de oferta do produto.

 

“Brasil, China e México são os únicos enfrentando cenário positivo de mercado para a carne de frango neste momento, enquanto União Europeia, Estados Unidos e África do Sul lidam com excesso de oferta do produto. No caso do Brasil, o reajuste na produção realizado pelos frigoríficos no último ano e a forte demanda externa pela carne de frango têm favorecido o setor, segundo o Rabobank”, comenta a CarneTec.

Além disso, a demanda externa vem em grande parte da China, país que enfrenta casos de peste suína africana que reduzem a produção local de carne suína, e tem buscado suprir esta lacuna com o aumento nas importações de todas as proteínas animais. “A demanda gerada pela peste suína africana deverá dar um suporte indireto aos preços de carne de frango em países que têm um bom acesso ao mercado de carne suína da China, incluindo o Brasil, segundo o banco”, completa o portal especializado.

“Países com acesso à China e ao Vietnã (afetados pela peste suína africana) verão preços melhores para carne de frango escura, mas a fraca demanda global por peito de frango continua a ser uma importante preocupação para companhias globais, já que este (corte) é a fonte de lucros de muitas companhias”, escreveram os analistas do Rabobank em relatório, que foi divulgado recentemente.

Fonte: Agrolink

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Cenário preocupante para criadores de frango

 

A rotina dos produtores brasileiros de frango tem sido desafiadora nos últimos tempos. Além das dificuldades que surgem com importadores como a Arábia Saudita, tocar a criação ficou mais caro em 2018. Isso é o que aponta levantamento da Central de Inteligência de Aves e Suínos da Embrapa.

De acordo com os números apurados, os custos com a produção acumularam alta de 14,21% durante todo o ano passado. Apenas os custos com a nutrição subiram 11,65%. O gasto com a alimentação das aves representa 69% do total dos custos de produção dos frangos.

Em seguida, as maiores altas em 2018 ficaram com os itens pinto de um dia (2,18%), custo de capital (0,18%) e depreciação (0,16%);

Em dezembro, no entanto, os produtores tiveram um pequeno alívio, após os custos de produção terem se mantido estáveis (218,06 pontos, ante 218,05 em novembro).

Arábia Saudita

Na última terça-feira, a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) informou que a Arábia Saudita, maior comprador de frango do Brasil, barrou a compra de cinco frigoríficos do País.

Em nota, a ABPA disse que os critérios da revogação da autorização obedeceram a “critérios técnicos” e que “planos de ação corretiva estão em implementação para a retomada das autorizações”.

Atualmente 58 frigoríficos têm autorização dada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) para exportação. Desse total, apenas 30 embarcaram produtos efetivamente e somente 25 receberam a autorização da Arábia Saudita para exportar.

A associação ainda está avaliando frigoríficos atingidos, mas afirmou que na lista estão unidades da JBF e BRF.

Custo de produção de Suínos

Já o ICPSuíno subiu 9,85%, influenciado principalmente pela alimentação dos animais, que teve um aumento de 9,68%. O custo por quilo vivo de suíno produzido em sistema de ciclo completo em Santa Catarina caiu para R$ 3,84 em dezembro (o menor valor desde março de 2018).

Os índices de custos de produção foram criados em 2011 pela equipe de socioeconomia da Embrapa Suínos e Aves e Conab. Santa Catarina e Paraná são usados como estados referência nos cálculos por serem os maiores produtores nacionais de suínos e de frangos de corte, respectivamente.

Fonte: Sociedade Nacional de agricultura

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Aberta consulta pública para normatizar destino de carcaças de suínos e aves

Controles deverão ser revistos a cada cinco anos e objetivam minimizar riscos à saúde pública, à saúde animal e ao meio ambiente

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) publicou nesta quinta-feira (19), a portaria 37, que abre prazo de 30 dias para consulta pública relacionada à elaboração de normas destinadas ao recolhimento, transporte, armazenagem, manuseio, transformação e eliminação de animais de produção mortos por causas naturais – não abatidos – nas propriedades. Não estão incluídos os animais mortos em virtude de emergências sanitárias.

As normas objetivam prevenir e minimizar os riscos de resíduos afetarem a saúde pública e animal, ao meio ambiente, além de possibilitar uma destinação sustentável e com segurança sanitária à estas carcaças. Está previsto que a normatização será atualizada a cada cinco anos.

Estão sujeitos a controle todos os estabelecimentos rurais, registrados no Serviço de Inspeção Federal (SIF), criadores de suínos e aves de produção, transportadores, unidades de transformação e de eliminação de animais de produção mortos por causas naturais (acidentais/catastróficas, ou por causas usuais ou rotineiras, excluindo-se as doenças respiratórias e as causadas por bactérias ou protozoários). Até mesmo o transporte dos resíduos será controlado através do Documento de Trânsito de Animais Mortos (DTAM).

Estimativas dão conta de que mais de 550 mil toneladas de aves e suínos morrem nas propriedades devido a problemas de manejo, desastres e doenças. Conforme a proposta de normatização, além da destinação das carcaças para as indústrias de graxaria para a produção de farinha e produtos gordurosos, também pode ser feita a compostagem ou a incineração.

Veja aqui o link da Portaria 37:
http://pesisa.in.gov.br/imprensa/jsp/visualiza/index.jsp data=19/04/2018&jornal=515&pagina=11&totalArquivos=70

Fonte: Notícias Agrícolas

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Ovo x Milho: melhora capacidade de aquisição do produtor de ovos em fevereiro

Em fevereiro o preço médio dos ovos brancos na granja (interior paulista, caixa com 30 dúzias) alcançou valorização mensal de 36,4%. Entretanto, em doze meses o índice ficou negativo em 16,7%. Do outro lado, o preço médio do milho, saca de 60 kg, interior de São Paulo, obteve valorização mensal de 6,6% enquanto em doze meses o índice foi negativo foi de apenas 1,6%.

Assim, com a recuperação mensal na comercialização da caixa de ovos muito superior à alcançada pelo milho, foi preciso um menor volume de ovos para adquirir o cereal no segundo mês de 2018.

Assim, para adquirir uma tonelada de milho em fevereiro foram necessários 9,4 caixas de ovos, representando melhora de 28% no poder de compra do produtor de ovos em relação ao mês anterior. Mesmo assim, permanece inferior à alcançada no mesmo período do ano passado quando a relação foi de apenas 8 caixas por tonelada de milho.

O ponto positivo é que no primeiro bimestre do ano houve ganho em relação ao volume médio dos últimos oito anos.

Em relação ao mês corrente, por ora, o preço médio acumulado de ambos os produtos indica perda na capacidade de aquisição do produtor de ovos, tanto em relação ao ano passado quanto à média histórica.

Fonte: Avisite

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Para novos frangos, novas dietas

O Presente Rural conversou com especialista para saber um pouco mais sobre o papel nutricional na produção do frango moderno, “sob fogo” pelas novas exigências do mercado
Arquivo/OP Rural

As dietas têm papel fundamental na evolução do ganho de peso do frango e, especialmente, na eficiência em conversão alimentar adquirida nas últimas décadas. A ave que antes demorava 80 dias para atingir 3 quilos hoje consegue isso na metade do tempo.

A Reportagem do jornal O Presente Rural conversou com a especialista Livia Grigoletto Barcellos, gerente de Desenvolvimento para Nutrição da Safeeds, para saber um pouco mais sobre o papel nutricional na produção do frango moderno, “sob fogo” pelas novas exigências do mercado, como a redução no uso de antibióticos promotores de crescimento. “O limite não existe”, garante a profissional.

O Presente Rural (OP Rural) – Qual o papel da nutrição na evolução do peso das aves nas últimas décadas?

Livia Barcellos (LB) – A evolução da produtividade da avicultura obtida nas últimas décadas é resultado da sinergia entre a nutrição, genética, modernas técnicas de manejo, sanidade e ambiência. Todas estas áreas tiveram grandes avanços científicos e tecnológicos que, em conjunto, possibilitaram que o setor atingisse o nível de excelência atual.

Especificamente com relação à nutrição podemos ressaltar que os altos índices produtivos alcançados atualmente são obtidos quando há um adequado fornecimento e aproveitamento dos nutrientes pelas aves. Portanto, existe a necessidade de constantes atualizações dos padrões nutricionais em função do potencial genético visando a obtenção do máximo desempenho de acordo com as exigências de mercado e com os objetivos da criação.

A nutrição representa cerca de 70% dos custos de produção, tornando muito importante que estejamos atentos a índices zootécnicos como ganho de peso e conversão alimentar, que impactam diretamente na lucratividade.

OP Rural – Exemplifique a evolução da conversão alimentar nos últimos anos.

LB – Na década de 80, por exemplo, tínhamos uma conversão alimentar de 2,0 e atualmente temos conversões de 1,65 ou até mesmo abaixo disso.

OP Rural – Quanto tempo um frango da década de 80 demorava para atingir 3 quilos e quanto tempo demora hoje?

LB – Na década de 80 um frango demorava em torno de 80 dias para obter um peso de 3,0 kg. Atualmente é possível atingir esse mesmo peso entre 40 e 45 dias. As empresas podem acelerar ou retardar esse tempo de acordo com sua estratégia ou necessidade.

OP Rural – O que mudou na dieta nesse tempo?

LB – Muita coisa mudou e vem mudando nas dietas dos frangos de corte nestas últimas décadas. A nutrição evoluiu muito nesse período. Algumas décadas atrás iniciou-se o uso de dietas com premixes vitamínicos-minerais. A partir daí foram e continuam sendo desenvolvidos muitos estudos sobre diversos aspectos específicos relacionados à nutrição avícola. Isto proporcionou avanços relacionados a determinação de exigências nutricionais das aves, programas de alimentação por fases, utilização do conceito de proteína ideal, melhoria da qualidade das matérias-primas, e uso de aminoácidos sintéticos, promotores de crescimento, aditivos, antimicotoxinas, dietas processadas, entre outros.

Recentemente as questões relacionadas aos resíduos ambientais gerados pela produção intensiva e a limitação da utilização dos promotores de crescimento na alimentação animal trouxeram a necessidade do desenvolvimento de dietas com novos conceitos. Assim, a nutrição está evoluindo para um novo patamar com o uso de enzimas, óleos essenciais, ácidos orgânicos, prebióticos, probióticos, entre outros.

Os nutricionistas têm o desafio de ajustar a formulação no sentido de não só explorar o máximo potencial de produção da ave, mas também buscar a melhor relação custo/benefício. O preço da ração varia em função dos custos de seus ingredientes e seus níveis de inclusão. Para atender as exigências das aves os frangos recebem diferentes rações de acordo com a idade. Um conjunto de rações fornecido a um lote de frangos é conhecido como programa de alimentação. Dependendo das características nutricionais de cada uma das rações que compõem o programa, os frangos desenvolvem-se de modo diferenciado. Essas diferenças fazem com que, em função do preço da carne do frango, um programa alimentar específico se sobressaia como o mais vantajoso em termos econômicos.

OP Rural – Qual o papel dos aditivos na nutrição?

LB – Aditivos são substancias, microrganismos ou fórmulas adicionadas intencionalmente, que não são comumente utilizadas como ingrediente, podendo ter ou não valor nutricional. Eles auxiliam o desempenho dos animais sadios ou atendem às suas necessidades nutricionais. Sua atuação pode se dar no sentido de melhorar as características dos produtos destinados à alimentação animal e/ou do produto final.

Os aditivos são classificados como tecnológicos, sensoriais, nutricionais ou zootécnicos. Em geral eles são utilizados com o intuito de melhorar índices zootécnicos, reduzir custos, melhorar a qualidade da dieta, economizar recursos, auxiliar na promoção da saúde ou melhorar/adicionar alguma característica do produto final.

OP Rural – Hoje uma dieta pode levar até quantos ingredientes?

LB – Não existe limites no número de ingredientes possível de ser utilizado em uma dieta. O que determina ou limita o uso de determinado ingrediente é sua composição nutricional, disponibilidade, qualidade e preço. Outros fatores não relacionados diretamente com a matéria-prima também são levados em conta para a decisão sobre sua utilização, como por exemplo as exigências nutricionais dos animais, existência de alternativas mais vantajosas, espaço físico na fábrica para armazenamento adequado do ingrediente e espaço na formulação.

As dietas para frangos de corte no Brasil são compostas basicamente por milho, farelo de soja, farinhas de origem animal (que podem ou não estar presentes), macro e microminerais, vitaminas e aditivos.

OP Rural – Explique o que são e como agem os principais ingredientes desse novo conceito em nutrição, como enzimas e óleos essenciais, levando em conta a redução de resíduos e redução no uso de promotores de crescimento que a senhora citou.

LB – As enzimas são substancias naturais envolvidas em processos biológicos que ocorrem nas células vivas. Atuam como catalizadores biológicos, aumentam a velocidade das reações químicas sem degradar-se. Quando utilizadas na nutrição, têm como função principal auxiliar na digestão, sendo que nas dietas de frangos os principais objetivos são melhorar a digestibilidade da dieta e reduzir custos, porém são diversos os benefícios que o uso destas trazem.

Os animais produzem enzimas endógenas, porém, estas muitas vezes não são suficientes para atuar sobre todo o substrato alimentar fornecido. Isto torna necessária suplementação com enzimas exógenas para que o animal aumente o aproveitamento dos nutrientes das dietas. A suplementação enzimática tem se tornado comum nas últimas décadas por proporcionar benefícios ao animal e ao meio ambiente, além de proporcionar ganhos econômicos para as empresas.

Dentre as vantagens da suplementação enzimática merecem destaque: melhora a digestibilidade de nutrientes; minimização ou eliminação de fatores antinutricionais dos alimentos; melhora do valor nutricional dos ingredientes; possibilidade de utilização de alimentos de menor qualidade nutricional; redução do substrato para o microbismo no trato gastrointestinal.

A partir da ação das enzimas obtemos a melhora da formulação das rações, uma vez que ocorre uma melhora na qualidade nutricional dos ingredientes e a redução dos erros na estimativa do conteúdo em nutrientes.  Como consequência, ocorre redução dos custos das dietas e redução do impacto ambiental gerado pelos dejetos.

As enzimas utilizadas na alimentação animal são produzidas industrialmente a partir da fermentação fúngica e bacteriana. As principais enzimas utilizadas são fitases, proteases, xilanases, glucanases, celulases, galactosidase, β mananases e amilases. A escolha das enzimas utilizadas depende do objetivo desejado pelo nutricionista e varia de acordo com a matéria-prima disponível e a fase do programa nutricional.

Fitases – O fósforo é um dos minerais mais caros, altamente exigido na dieta de não ruminantes e que participa no processo de formação dos ossos, de reações envolvendo gasto de energia e na formação dos ácidos nucléicos. A maior parte do fósforo presente nos grãos está ligada à molécula de fitato, o que o torna indisponível para absorção de animais não ruminantes. Desta forma, a utilização de uma enzima exógena (fitase) aumenta a disponibilidade de fósforo para os animais.

Carboidrases – As carboidrases atuam na degradação dos carboidratos que estão intimamente ligados ao valor nutricional dos grãos, que é limitado pelo teor de polissacarídeos não amiláceos insolúveis (celulose) e polissacarídeos não amiláceos solúveis (β–glicanos, xilanas e arabinoxilanas). Os polissacarídeos não amiláceos (PNA) estão muitas vezes associados à lignina, formando o conhecido “complexo total dietético de fibra”. As aves não apresentam enzimas endógenas apropriadas para degradar este complexo, portanto, níveis elevados de PNA aumentam a viscosidade do quimo, dificultando a digestão e absorção de proteínas, lipídeos e vitaminas lipossolúveis.

Assim, o uso de carbroidases possibilita utilizar alimentos alternativos que apresentam grande quantidade de PNA, os quais podem ser mais baratos em determinada época do ano, como o trigo, cevada, centeio, aveia e triticale. Dentro da família das enzimas caboidrases podemos encontrar xilanases, β-glucanases, pectinase, celulases, galactosidases e amilases.

Proteases – As proteases potencializam o uso de proteínas pobremente disponíveis, reduzem o efeito deletério dos fatores anti-tripisínicos presentes nos alimentos e reduzem a ação alergênica de algumas proteínas. Historicamente a proteína é um dos ingredientes mais caros da ração e nos últimos anos este custo vem se tornando ainda mais elevado com o aumento do preço do farelo de soja. Portanto, é crucial a melhora do aproveitamento da proteína pelo animal. Além disso, quando este aproveitamento é baixo, pode ocorrer condições propícias para o crescimento de bactérias indesejáveis, como, por exemplo, Clostridium sp.

Com a inclusão de proteases exógenas na dieta melhoramos a digestibilidade da proteína, complementando a ação das enzimas endógenas, através da hidrolise de certos tipos de proteínas que não são normalmente degradadas pelo animal.

Ácidos Orgânicos e Óleos Essenciais – Não há dúvidas de que promotores de crescimento são uma ferramenta importante para a avicultura, fazendo com que a busca por substâncias com esta função esteja no centro das preocupações da nutrição avícola. Atualmente existe uma tendência mundial pela restrição do uso dos antibióticos como promotores de crescimento na dieta animal, tornando o desenvolvimento de produtos alternativos a estes fundamentais para evolução da cadeia produtiva. Ácidos orgânicos e óleos essenciais possuem propriedades antimicrobianas e por isso vêm sendo cada vez mais utilizados na indústria avícola.

Os ácidos orgânicos na forma não dissociada têm a capacidade de atravessar a membrana citoplasmática das células bacterianas sem a necessidade de um transportador de membrana. Uma vez no citoplasma, os ácidos orgânicos se dissociam, liberando prótons e acidificando o meio, o que causa uma perturbação na homeostase da bactéria. O microrganismo, por sua vez, diminui todas as suas atividades não vitais, como a multiplicação, e dirige a maior parte de sua energia para reequilibrar o pH, bombeando os prótons através da membrana citoplasmática. A consequência deste processo é sua morte por exaustão.

Os ácidos orgânicos são ativos contra as bactérias apenas quando sua dissociação ocorre após atingir o citoplasma da célula bacteriana. Deste modo, é fundamental que estas substâncias estejam protegidas de forma segura até a região alvo onde se pretende reduzir a carga bacteriana patógena. Isto significa que para uma ação eficiente nas porções distais do intestino é necessário que os ácidos orgânicos sejam microencapsulados e sua liberação controlada.

A eficácia antimicrobiana dos ácidos orgânicos ocorre contra bactérias sensíveis ao pH, tais como o Clostridium perfringens, Escherichia coli e Salmonella sp..

Os óleos essenciais, por sua vez, podem apresentar propriedades antimicrobianas, antioxidantes, estimuladoras do sistema imune, antifúngicas, estimulantes de secreção enzimática, entre outras. Muitas pesquisas já foram realizadas sobre o efeito inibitório de óleos essenciais em diferentes populações bacterianas. Além do efeito deletério sobre a transcrição de proteínas na célula bacteriana, os óleos essenciais conseguem facilmente causar um distúrbio na membrana citoplasmática.

O uso associado de ácidos orgânicos e óleos essenciais produz uma ação sinérgica, não apenas aditiva. Isto ocorre porque os óleos essenciais, além de sua função primaria, atuam facilitando a entrada dos ácidos orgânicos nas células bacterianas.

O uso de associações de ácidos orgânicos associados a óleos essenciais é uma alternativa viável aos antibióticos promotores de crescimento e com excelentes resultados, pois tanto um quanto outro atua na dieta e na saúde dos animais, o que reflete na melhoria sanitária e de desempenho das aves.

Aditivos antimicotoxinas – Em todo o mundo, grande parte dos grãos apresentam-se contaminados por uma ou mais micotoxinas. Ao mesmo tempo, nem sempre é possível a realização de análises para a detecção de sua presença nos ingredientes utilizados na ração. Com a diminuição do uso de antibióticos o impacto das micotoxinas pode aumentar ainda mais, uma vez que possuem efeitos imunossupressores nas aves. Assim, a utilização de um bom adsorvente assume grande importância na manutenção da saúde e desempenho das aves.

Os aditivos antimicotoxinas são produtos que adicionados à ração adsorvem, inativam, neutralizam ou bio-transformam as micotoxinas. Atualmente existem vários aditivos antimicotoxinas presentes no mercado, porém alguns pontos devem ser levados em consideração para a escolha do mesmo: eficácia comprovada tanto in vivo como in vitro; taxa de inclusão efetiva; não interação com nutrientes; estabilidade em uma ampla faixa de pH (isto é necessário para que a micotoxina permaneça ligada ao adsorvente em todo o trato intestinal e seja excretada); alta afinidade pela micotoxina em questão, capacidade de adsorver a mesma; rapidez de ação e baixo nível de contaminantes.

Como as micotoxinas são absorvidas e metabolizadas no fígado, este órgão fica suscetível a sofrer lesões que prejudiquem seu funcionamento. Por isso, muitos aditivos antimicotoxinas, além dos ingredientes adsorventes, possuem em sua composição hepatoprotetores, que reduzem os efeitos oxidativos e melhoram a saúde do animal.

OP Rural – Além de nutrir para produzir carne, as dietas hoje protegem os animais contra desafios e ampliam sua performance. Explique mais sobre isso?

LB – Com as restrições ao uso de antibióticos promotores de crescimento nas dietas e as preocupações ambientais cada vez maiores, a primeira linha de defesa dos animais acaba se tornado a nutrição. A utilização de ingredientes livres de contaminantes, com alta digestibilidade e de qualidade acaba se tornado fundamental para uma avicultura rentável.  O uso de aditivos auxilia no alcance destes três fatores, além de auxiliar na saúde intestinal e imunidade das aves.

Então a nutrição atualmente trabalha no sentido de fornecer nutrientes para o desenvolvimento de todo o potencial do animal, melhorar seu estado de saúde e resposta imune.

OP Rural  As dietas ainda podem ser melhoradas ou a nutrição chegou a seu limite?

LB – Não chegamos ao limite, o limite não existe, a ciência está em constante evolução e estamos sempre evoluindo e nos aprimorando com novas tecnologias.

OP Rural – Quais são as novas linhas de pesquisa?

LB – Um sistema gastrointestinal saudável é importante para que a digestão e a absorção de nutrientes ocorram de forma eficiente e as aves demonstrem isso em seu desempenho e na resposta imune frente aos desafios diários normais sofridos durante a criação.

A saúde gastrointestinal das aves se refere à existência ao equilíbrio dinâmico entre a qualidade intestinal e a microbiota presente no intestino, assim como a ausência de toxinas. Um desequilíbrio neste sistema provoca enteropatias que podem comprometer o desempenho das aves. Linhas de pesquisas relacionadas à saúde intestinal devem se intensificar no intuito de continuar melhorando a digestibilidade dos nutrientes, aumentar o bem estar das aves e seu desempenho. Pesquisas no conhecimento e desenvolvimento da microbiota intestinal e na sua modulação, desenvolvimento precoce da mesma e da mucosa intestinal, estimulação da imunidade do animal para que ele responda melhor aos desafios de enfermidades e as vacinas com qualidade de resposta de proteção.

Muitas pesquisas ainda necessitam ser realizadas para melhor conhecimento da microbiota e de sua modulação.

Fonte: O Presente Rural

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OVOS/CEPEA: Diferença de preço entre ovos brancos e os vermelhos aumenta – Cepea

Fonte: Internet

A diferença entre as cotações dos ovos brancos e vermelhos levantados pelo Cepea aumentou significativamente em fevereiro. Enquanto a caixa do ovo branco se valorizou 15,4% na parcial do mês (de 31/1 a 16/2), indo para R$ 87,54 nessa quinta-feira, 16, a do ovo vermelho apresentou alta de 20,2%, para R$ 102,13.

Nesse cenário, a diferença entre os produtos saltou de 9,4 reais/caixa no dia 31 de janeiro para 14,59 reais/caixa em 16 de fevereiro, a maior desde fevereiro/15. Segundo pesquisadores do Cepea, o calor tende a diminuir a produtividade das galinhas e prejudicar a qualidade dos ovos, principalmente do tipo vermelho, e com o aumento da demanda por ovos em geral, a oferta reduzida de vermelhos impulsiona ainda mais os preços dessa variedade frente ao ovo branco.

Fonte: Cepea

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Frango vivo: Demanda reage e preços fecham semana em alta – Notícias Agrícolas

Fonte: Internet

As cotações do frango vivo encerraram a semana com altas na maioria das praças de comercialização. A melhora na demanda interna enxugou os estoques, possibilitando correções.

O levantamento de preço realizado pelo economista do Notícias Agrícolas, André Lopes, apontou  valorização em cinco praças. O maior reajuste ocorreu no Rio Grande do Sul com 4,17% de alta, terminando a semana cotado em R$ 2,50/kg.

De acordo com o analista de SAFRAS & Mercado, Fernando Iglesias, “esse movimento altista nas cotações reflete o bom movimento das exportações e o aquecimento da demanda interna na primeira metade de fevereiro”, diz.

Em entrevista ao Notícias Agrícolas o diretor executivo da Asgav (Associação Gaúcha de Avicultura), José Eduardo dos Santos, afirmou que a demanda interna está em ‘passos de reação’, mas que o produtores precisam da retomada do consumo, pois “é impossível operando por longo período de dificuldade”, diz.

As altas aliadas à queda nos preços do farelo de soja e do milho também garante melhora de receita neste período. “O produtor começou a ter um pouco mais de rentabilidade nos negócios”, avalia Iglesias.

Após enfrentar um longo período de baixas, em reflexo ao crescimento no alojamento de pintos em dezembro – cerca de 10% superior – o mercado parece começar um processo de ajuste dos estoques.

Segundo levantamento de preço da Scot Consultoria, em Campinas (SP) é possível adquirir 4,29/kg de milho na comercialização de um quilo de ave viva. Esse percentual representa crescimento de 4% na semana e 22,9% na comparação anual.

Exportações

As exportações de carne de frango ‘in natura’ totalizaram 137,7 mil toneladas nos oito primeiros dias úteis de fevereiro, segundo dados divulgados pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços na segunda (13).

Os embarques representam um avanço de 13% em relação ao mesmo período do ano passado, e 16,4% na comparação com o mês anterior.

Para Santos as exportações foram e são o grande oxigênio da avicultura nacional, especialmente neste ano onde o consumo interno está defasado. “Agora com o advento da influenza aviária em alguns continentes aumentou a procura pela carne brasileira”, diz.

O incremento nas vendas internas, porém, estão apenas no campo das consultas. Efetivamente os negócios não foram efetivados, mas o diretor diz acreditar que esses resultados devem começar aparecer nas próximas semanas.

Por: Larissa Albuquerque

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Avicultura

OVOS/CEPEA: Período de Final de Ano impulsiona venda de ovos – Cepea

Fonte: Internet

A demanda por ovos segue aquecida nesta semana, devido ao abastecimento dos estoques para as festas de final de ano, segundo colaboradores do Cepea. A média de negociações do ovo tipo extra branco em dezembro/16 está em 15% superior à de mesmo período de 2015, a R$ 85,41 a caixa com 30 dúzias do produto colocado na Grande São Paulo, em termos nominais. Para o ovo tipo extra vermelho, na mesma região, os preços estão 14,2% maiores que os de dezembro/15, com média de negócios a R$ 93,00/cx com 30 dúzias in natura.

A retirar em Bastos (SP), uma das principais regiões produtoras, o cenário também é positivo em dezembro. O ovo tipo extra branco registra preço médio de R$ 83,38, 15,5% maior que o do mesmo período de 2015. Para o ovo vermelho, a média deste mês é de R$ 92,18/cx, 14,2% superior ao mesmo período do ano passado.

Fonte: Cepea

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