Categorias
Equinos e Muares

10 anos de SIMCAV com muitas novidades

Em um ano de desafios, a tecnologia foi fator fundamental para agregar ainda mais conhecimento. A edição 2021 será online e com uma ampla programação. Entre as novidades, as palestras gravadas do “How to do” com patrocínio Vetnil

O Simpósio Internacional do Cavalo Atleta (SIMCAV) chega em sua 10ª edição com um novo formato. Este ano é a primeira vez que o evento será online, de 26 a 30 de abril, reunindo profissionais gabaritados do segmento.

Serão 23 palestras na programação com a participação de especialistas nacionais e internacionais. E essa nova versão proporcionou que mais profissionais pudessem fazer parte do SIMCAV, o que para os organizadores foi um dos pontos positivos, apesar da marca do evento ser a recepção de seus congressistas e convidados.

“Uma das nossas marcas registradas é o atendimento personalizado. Gostamos daquele jeito mineiro de receber as pessoas bem, com cafezinho e pão de queijo. Mas para compensar isso temos muitas novidades! Aproveitamos as facilidades do evento on-line para trazer vários palestrantes internacionais, bem além do que normalmente convidamos”, expõe o Professor Dr. Rafael Faleiros, um dos idealizadores do SIMCAV.

Entre as novidades citadas por Faleiros, há um novo espaço com sessão especial de palestras: o How to Do. Com patrocínio da Vetnil, o caráter inovador do espaço deve-se à possibilidade dos congressistas produzirem as palestras, disponibilizadas antes mesmo do evento.

“São palestras objetivas, práticas, em formato dinâmico. E o melhor, além de convidados de alto gabarito, permitimos que os congressistas também participassem enviando técnicas que desenvolveram no seu dia a dia. Serão mais de 5 horas em palestras desse tipo, para o congressista assistir mesmo antes do evento. Outra vantagem do online, foi disponibilizar mais de 90 apresentações de trabalho com vídeos no nosso canal do Youtube do SIMCAV – EQUINOVA, e muitos outros trabalhos em formato pôster no site. Ou seja, temos muito mais conteúdo técnico e ampla possibilidade de interação por nossos canais nas redes sociais”, ressalta o organizador.

Demais ações

Dentro da plataforma do SIMCAV 2021, o congressista terá acesso, além de palestras do How to do “on demand” e das palestras e mesas redondas ao vivo, aos estandes virtuais dos principais patrocinadores.

No caso do estande virtual Vetnil, os participantes contarão com conteúdo técnico exclusivo, como tutorial para utilização de produtos controlados e apresentação de produtos. E ainda, podem participar de sorteios nos intervalos.

SIMCAV e Vetnil

A Vetnil faz parte do SIMCAV desde sua criação, apoiando e fomentando as especializações dos profissionais no meio equestre, pela própria visão da empresa em enxergar toda a evolução da Medicina Equina.

“Tivemos a oportunidade de estar diretamente com o Dr. João Carlos no final dos anos 90, e desde então, houve uma sinergia na forma de enxergar a evolução da Medicina Equina no Brasil. Ao longo desses anos temos orgulho de manter esta parceria em busca de melhores serviços e produtos para o Agronegócio Cavalo”, pontua o Professor Dr. Rafael Faleiros.

“Sem sombra de dúvidas, o SIMCAV é um dos grandes eventos nacionais de Medicina Equina, sendo sempre aguardado pelos Veterinários atuantes na área. Com renomados palestrantes e conteúdo de alta qualidade, o evento estimula e promove a evolução dos alunos e profissionais. E é justamente por isso que a Vetnil sempre apoiou e continua apoiando o SIMCAV. A evolução da Medicina Veterinária é um objetivo comum a ambos”, ressalta Rodrigo Cavalcanti, Gerente de Marketing Equinos da Vetnil.

O envolvimento da Vetnil com o SIMCAV, essa troca de conhecimento e incentivo aos profissionais é tamanha que, em 2017, na oitava edição, a empresa recebeu o Prêmio Prof. Geraldo Eleno Silveira Alves de Excelência em Saúde Equina. Ofertado pelo Núcleo de Pesquisa e Inovação para o Desenvolvimento do Agronegócio Cavalo – EQUINOVA UFMG e pela comissão organizadora do SIMCAV. O prêmio foi recebido pela presidente, Vera Godoy Ribeiro.

SIMCAV – 10 anos de história

O Simpósio Internacional do Cavalo Atleta, em sua versão internacional, foi realizado em 2003 pela primeira vez, sendo repetido nos anos ímpares. O evento foi criado pelo Professor Dr. Rafael Faleiros juntamente com o Prof. Geraldo Eleno, ambos da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

A criação do evento foi uma forma de trazer recursos e conhecimento aos alunos, já que, como instituição pública, e de um setor específico, os recursos são escassos.

“Somos uma instituição pública, que recebe cada vez menos recursos e o nosso setor, de Clínica Cirúrgica de Equinos, sempre ficou nos últimos lugares da fila de distribuição. Assim, aprendemos logo que teríamos que fazer algo além se quiséssemos oferecer o melhor ensino para nossos alunos. E deu certo!”, pontua Faleiros.

Realmente deu certo, já são 10 anos de Simpósio, que vem se inovando a cada edição e criando um crescente público cativo. Esta edição já tem um novo recorde de participantes.

“Temos uma equipe maravilhosa de alunos de graduação e pós-graduação. Eles são a alma do SIMCAV e não medem esforços para que tudo esteja da melhor qualidade possível para nossos congressistas, convidados e patrocinadores”, exalta Faleiros.

O SIMCAV também tem o cuidado em selecionar palestrantes que venham agregar aos participantes não só conhecimento. “Com um cuidado muito especial. Todos eles devem ser altamente competentes considerando o ponto de vista técnico. Mas isto não basta. Estamos sempre à procura de pessoas que contribuem para a expansão do conhecimento e que tenham também, um lado humano de que possam se orgulhar. Sempre buscamos exemplos de competência e caráter”.

Para inscrições, programação completa e demais informações sobre SIMCAV e a participação da Vetnil, acesse www.simcav.com.br.

Categorias
Equinos e Muares

Surto de influenza equina na Argentina alerta brasileiros

Simvet/RS busca posicionamento do Ministério da Agricultura e orienta produtores a realizar vacinação

A incidência de um surto de influenza equina em diversas regiões da Argentina vem deixando em alerta criadores e médicos veterinários no Brasil. A doença, considerada uma enfermidade viral de alta transmissão e forte impacto econômico para a atividade, foi verificada nas províncias de Mendoza, La Pampa, Neuquém e San Juan, com casos confirmados pelo Instituto Nacional de Tecnologia Agropecuária e pelos hipódromos de San Isidro e Palermo, da província de Buenos Aires.

O Uruguai, por meio do Servicio Nacional de Seguridad Agroalimentaria (Senasa), já proibiu, de forma preventiva, a entrada de animais da Argentina. No Brasil, o Sindicato dos Médicos Veterinários no Estado do Rio Grande do Sul (Simvet/RS), está em contato com as autoridades competentes para que seja informado um posicionamento sobre os procedimentos a serem adotados no país.

Resultado de imagem para equinos
Fonte: Google

Segundo o diretor do Simvet/RS, João Junior, a entidade está atenta, especialmente porque o Rio Grande do Sul é uma zona de risco devido às fronteiras com a Argentina. “Temos uma zona bastante extensa de fronteira com o país vizinho. Aguardamos o Ministério da Agricultura para adotarmos as medidas preventivas necessárias, já que o Estado tem um grande risco e a atividade da equinocultura tem uma importância econômica para os gaúchos”, ressaltou.

Junior alerta que os produtores procurem os médicos veterinários para que estes possam iniciar os procedimentos vacinais do rebanho de forma a manter a sanidade dos equinos no Estado. A influenza equina é transmitida por contato direto entre os animais doentes e sadios. Entre os sintomas estão febre, calafrio, respiração acelerada, perda de apetite, entre outros. As perdas em consequência de mortes são pequenas, mas a doença pode trazer complicações como pneumonia, degeneração no coração e fígado além de enterite.

Fonte: Agrolink

Categorias
Equinos e Muares

Principais Patologias Que Acometem Os Equinos

A medicina equina vem se modernizando com o passar dos anos, assim como os sistemas de criação, formas de manejos e utilização destes animais, favorecendo assim a avaliação dos animais principalmente em relação a alterações comportamentais, e sinais clínicos de enfermidades. Dentre as patologias que acometem os equinos, podemos enfatizar como principais ou de maior importância: Síndrome cólica, Anemia infecciosa equina, tétano, garrotilho, laminite e mormo.

Resultado de imagem para patologias equinos
Fonte: Google

Síndrome Cólica Equina

A síndrome cólica é a enfermidade mais comum da clínica médica de equinos (FERREIRA, 2009), sendo caracterizada principalmente pelas dores abdominais podendo ser de origem gastrointestinal (LARANJEIRA e ALMEIDA, 2008) como: excesso de gás no estômago devido a fermentação dos alimentos além de obstrução ou torção em intestinos sendo necessário intervenção cirúrgica emergencial (CAMPELO e PICCININ, 2008) ou com origem em outros órgãos, como por exemplo: peritonite, torção uterina, hepatite, patologias no trato gênito urinário (FERREIRA, 2009).

Algumas infecções parasitárias também aparecem como causa da enfermidade: Strongylus vulgaris por provocar a formação de trombos nas artérias mesentéricas, Anaplocephala perfoliata no íleo e ceco, Parascaris equorum no intestino delgado de potros, além da presença de larvas de Gasterophilus sp Draschia megastoma no estômago causando lesões (LARANJEIRA e ALMEIDA, 2008).

Animais que apresentaram anteriormente quadros de cólica apresentam um risco maior de reincidência, devido a sequelas cirúrgicas no trato gastrointestinal ou alguma lesão no trato gastrointestinal provocada pelo quadro anterior (LARANJEIRA e ALMEIDA, 2008).

A intensa dor provoca alterações comportamentais característicos, onde os equinos deitam e levantam-se constantemente, rolam-se no chão e apresentam dificuldade em caminhar (LARANJEIRA e ALMEIDA, 2008).

O diagnóstico quando realizado de forma rápida e precisa é essencial para a sobrevivência do equino (CAMPELO e PICCININ, 2008).

Realizar controle adequado com anti-helmínticos assim como fornecer volumoso de boa qualidade, menores quantidades de concentrados por refeições, e manter o animal em atividade física, são práticas de manejo que podem contribuir para prevenção da síndrome cólica (LARANJEIRA e ALMEIDA, 2008).

Anemia Infecciosa Equina (AIE)

É causada por retrovírus, da família Retroviridae, a transmissão ocorre através da transferência de sangue de asininos, equinos ou muares infectados para animais sadios. Esta transmissão pode ser através de agulhas e/ou instrumentais cirúrgicos contaminados, assim como transfusão sanguínea e picada de insetos hematófagas principalmente Stomoxys calcitrans e Tabanus spp. (mosca dos estábulos e mutucas). Quando ocorre a transmissão intra-uterina, pode acarretar aborto ou até mesmo os potros nascem infectados e vão a óbito em até dois meses de idade.

O vírus permanece incubado no organismo por um período de 7 – 21 dias. Após isso, os animais infectados podem apresentar síndrome febril aguda, subaguda ou crônica, entretanto alguns animais podem não apresentar sintomatologia clínica. Na síndrome aguda apresentam: Febre (temperatura acima de 41°C), depressão, fraqueza, anorexia moderada e leve anemia, podem apresentar também icterícia, edema em região ventral do abdômen, membros, prepúcio. Os animais que sobrevivem a fase aguda, podem desenvolver a síndrome febril subaguda ou crônica, onde há emagrecimento, fraqueza, severa anemia, e episódios recorrentes de febre.

O diagnóstico é realizado através de testes laboratoriais de ELISA e imunodifusão em gel de ágar (IDGA). Caso o teste seja positivo, o mesmo será repetido após 15 dias, se o resultado for positivo novamente, recomenda-se a eutanásia do animal. Como medidas profiláticas recomenda-se o controle de vetores e prevenção da transmissão mecânica através de sangue e fômites contaminados. Além disso, todos os animais introduzidos na propriedade devem passar por quarentena e possuírem testes negativos para a doença (PIEREZAN, 2009).

Tétano

Conforme descrito por Pierezan (2009), é uma enfermidade neurológica causada pela toxina da bactéria Clostridium tetani. Os sinais neurológicos da enfermidade podem ser observados após a esporulação do Clostridium em ambientes anaeróbicos, como por exemplo, lesões com áreas de necrose e em feridas profundas.

Os sinais clínicos baseiam-se em andar enrijecido devido a contração da musculatura do pescoço e cabeça, assumindo assim posição de cavalete, anorexia, disfagia. Conforme os sinais vão aparecendo, o animal permanece em decúbito, vindo a óbito devido a paralisia da musculatura responsável pela respiração. O diagnóstico se dá através dos sinais clínicos e exames microbiológicos. O animal deve ser mantido em local escuro e tranquilo, e para sucesso do tratamento, a bactéria deve ser eliminada do organismo, além de amenizar a presença e ação das toxinas.

Garrotilho

Trata-se de uma patologia do trato respiratório superior de equinos, possuindo como principal causa a infecção pela bactéria streptococcus equi subespécie equi. A consequência desta infecção é uma inflamação mucopurulenta em vias nasais, linfonodos adjacentes e faringe (TAYLOR; WILSON, 2006).

RADOSTITS et al., (2007) explica que a forma de transmissão do garrotilho é através do contato direto entre animais enfermos e sadios, assim como o contato com equipamentos contaminados, e descargas nasais presentes em pastagem, feno, água, até mesmo na cama dos animais. O principal sinal cínico observado é corrimento nasal seroso, tornando-se mucopurulento com o passar do tempo. Observa-se também febre, anorexia e depressão.

O diagnóstico é realizado com base nos sinais clínicos apresentados, e exames complementares como: cultura microbiológica, radiografia da região faríngea e testes sorológicos (TAYLOR; WILSON, 2006).

Laminite A laminite (popularmente conhecida como aguamento ou pododermatite asséptica difusa) trata-se de uma inflamação nos tecidos laminares presente no casco, podendo ocasionar a rotação na falange distal (LIPPI, 2008). E em casos de mais graves pode haver ruptura da sola, predispondo a septicemia (BUSCH, 2009). É a doença mais grave que acomete o casco dos equinos e provoca alterações anatomopatológicas que podem consequentemente levar a falha na ligação entre a falange distal e o interior do casco. Dentre as causas, podemos destacar a elevada ingestão de carboidratos provindos de dietas ricas em grãos, quadros de toxemia e sobrecarga de peso principalmente quando associado a solos duros. (GOMES, 2009).

Os sinais clínicos dependem da severidade do quadro clínico. Na palpação dos cascos, o animal demonstra dor, há um aumento no pulso da artéria digital, calor na parede do casco, além disso, pode ou não, apresentar claudicação (mancar). O diagnóstico é realizado através dos sinais clínicos e exame radiológico do casco, onde demonstra o nível de rotação da terceira falange (LIPPI, 2008).

Mormo

Leopoldino e Oliveira (2009), explica que o mormo é uma enfermidade infecto – contagiosa, cujo agente causador é a bactéria Burkholderia mallei. A infecção ocorre principalmente por via digestória e respiratória. A transmissão é através de fômites contaminados. Os sinais clínicos apresentados baseiam-se em febre, corrimento nasal, e tosse. As lesões nodulares ulceram-se e após a cicatrização assumem formato de estrela. Entretanto estas lesões aparecem principalmente na fase crônica da doença. O diagnóstico se dá através dos sinais clínicos apresentados, histórico clínico do animal, exames complementares como: cultura microbiológica, testes sorológicos. Contudo, o diagnóstico é realizado apenas por profissionais do Serviço de Defesa Sanitária. Não há tratamento ou vacinas, recomenda-se a eutanásia imediata dos animais positivos, além da interdição das propriedades com focos comprovados, afim de realizar o saneamento necessário.

As enfermidades geram principalmente perda na produtividade ou até mesmo óbito do animal, causando assim grandes prejuízos na criação. Desta forma, é primordial um diagnóstico preciso e rápido das doenças, assim como um tratamento específico para uma boa recuperação do animal. É importante destacar que quanto mais cedo o proprietário observar a ocorrência de alguma enfermidade, e pedir ajuda ao médico veterinário, aumenta a probabilidade de um bom prognóstico para o animal.

Texto por – Valeria Aparecida Alves Barbosa – Sétimo período – Centro Universitário Luterano de Ji-paraná – Rondônia.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ANDRADE, S.F. Manual de Terapêutica Veterinária. 2 ed. São Paulo: Roca, Pág.99 – 112. 2002.

BUSCH, L. Atualidades no tratamento da laminite em equinos. Monografia São Paulo. 2009.

CAMPELLO, J.; PICCININ, A. Cólica Equina. Revista Científica Eletrônica De Medicina Veterinária, Ano VI – Número 10 – janeiro de 2008.

FERREIRA, C. et al,. Cólicas Por Compactação Em Equinos: Etiopatogenia, Diagnóstico E Tratamento. Acta Veterinaria Brasilica, v.3, n.3, p.117-126, 2009.

FERRARI. Paula Cristina Capponi, Clínica Médica, Cirúrgica, Reprodução e Medicina Esportiva de Equinos. Trabalho de Conclusão de Curso. Faculdade Tuiuti do Paraná. Curitiba, 2006.

GOMES, A. G. Terapêutica Da Laminite Crônica Em Equinos. Monografia. Porto Alegre: UFRGS, 2009/2.

LIPPI, B. M. Pododermatite Asséptica Difusa Ou Laminite Em Equinos (Equus caballus). Monografia. São Paulo, 2008.

LARANJEIRA, P.V.E.H.; ALMEIDA, F.Q.De. Síndrome Cólica Em Equinos: Ocorrência E Fatores De Risco. Rev. de Ciência da Vida, RJ, EDUR. v. 28, n. 1, p. 64-78, 2008.

LEOPOLDINO, D.C.C.; OLIVEIRA, R. G. Mormo em equinos. Revista Científica Eletrônica De Medicina Veterinária. Ano VII – Número 12 – Janeiro de 2009.

MORIELLO, K. et. al. Diseases of the Skin,; in REED, S.; BAYLY, W. Equine Internal Medicine.p. 536. 1998.

MURO. Luis Fernando Ferreira, et. al. Habronemose Cutânea. Revista Científica Eletrônica de Medicina Veterinária. Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia de Garça FAMED/FAEF. Editora FAEF, Ano VI – Número 11 – julho de 2008.

PIEREZAN, F. Prevalência das Doenças de Equinos no Rio Grande do Sul. Dissertação de Mestrado. Santa Maria, RS, 2009.

RADOSTITS, O.M. et al. Veterinary Medice: A textbook of the diseases of cattle, horses, sheep, pigs and goats. 10th edition., Philadelphia: Elsevier, 2007, p.2156.

TAYLOR, S.D.; WILSON, D.W. streptococcus equi subsp. Equi (Strangles) infection. Clinical techniques in equine practice, v.5, p. 211- 217, 2006.

WHITE S. D.; EVANS A.G.; VAN METRE D. C. Diseases of the skin, p.1200-1232. In: SMITH, B. P. (Ed.), Large Animal Internal Medicine. 3rd ed. Mosby, Saint Louis. 2002.

Fonte: Informativo Equestre

Categorias
Equinos e Muares

Conheça 8 ótimas razões para comprar um cavalo

Está pensado em comprar um cavalo, mas tem dúvidas sobre esse investimento? Veja aqui 8 razões para ajudar na sua decisão.

Não, cavalos não são um investimento barato. E sim, eles exigem cuidado, tempo e atenção. Se você está pensando se deveria comprar um cavalo, provavelmente está considerando diversos fatores como valor, tempo disponível e até mesmo vantagens de ter o animal.
Acredite, muitas pessoas já estiveram antes nessa mesma situação de dúvida. Mas tomaram a decisão e desfrutam hoje de muitos dos benéficos de um proprietário de cavalo.
Se você está pensando em comprar um cavalo mas ainda está na dúvida sobre esse investimento, veja a seguir oito razões pelas quais você precisa comprar um cavalo

1 – Ajuda a manter a sua forma
Qualquer pessoa que cavalgue regularmente pode atestar o fato de que essa é uma excelente atividade física. Andar a cavalo é uma ótima maneira de se manter fisicamente ativo, especialmente na idade adulta. E se apenas cavalgar não for o suficiente, você pode fazer todas as tarefas de celeiro como um desafio extra.
2 – Seu cavalo vai economizar o dinheiro da terapia
Cavalos oferecem um grande alívio para o stress, e cavalgar no campo é a maneira perfeita de esquecer seus problemas – sejam eles profissionais ou pessoais. Os cavalos são ótimos terapeutas e a conexão emocional que você desenvolverá com o animal será intensa.
3 – Cavalgar é uma grande atividade social
Quando você vai até a baia do seu cavalo, no celeiro, é certo que acabará interagindo com outros donos, cavaleiros e treinadores. Ao andar e cuidar do seu cavalo, você terá a chance de interagir e socializar com outras pessoas. Amplie seu círculo social e agende cavalgadas com seus novos amigos.
4 – Seu cavalo pode lhe ajudar a ter mais autoconfiança
Os cavalos podem ser poderosos impulsionadores de autoconfiança. Conforme você desenvolve sua habilidade de cavalgar e constrói uma conexão com seu cavalo, a sua autoconfiança aumenta. E você poderá empregar essa confiança em outras áreas da sua vida, como no trabalho ou nos relacionamentos.
5 – Seu cavalo lhe ensinará dedicação
Cavalos exigem uma grande quantidade de tempo e atenção. E se você quer ser um cavaleiro de sucesso, a única maneira de fazer isso é trabalhando duro. Ter um cavalo vai lhe ensinar o verdadeiro significado de dedicação.
6 – Seu cavalo é um investimento de longo prazo
Claro, cavalos não são baratos, mas ao fazer esse investimento, você poderá desfrutar dele por muitos anos. É um investimento que lhe trará ótimos retornos com o passar do tempo.
7 – Cavalos constroem confiança
Quando você possui um cavalo, precisará construir confiança. Seu cavalo precisará aprender a confiar em você, e você precisará aprender a confiar no seu cavalo. Comprar um cavalo pode ajudar você a desenvolver mais confiança e paciência durante o processo, e essa é uma ótima forma de aprender a confiar em outras pessoas, também.
8 – Cavalos são recompensadores
Apesar de todo o trabalho duro, tempo e dedicação que eles exigem, os cavalos são extremamente recompensadores. Seja para se participar de corridas e campeonatos ou apenas para cavalgar em momentos de lazer, ter um cavalo é uma experiência recompensadora.

Fonte: Vedovati

 

Categorias
Equinos e Muares

O MMTV mostra como foi o Leilão de Elite dos Haras Aurora e Figueira.

O MMTV mostra como foi o Leilão de Elite dos Haras Aurora e Figueira. Além das emoções da tradicional Exposição Herdeiros da Raça. Esta edição exibe os vencedores dos Leilões da Nacional e do CBM de Marcha Batida e a aula inaugural do curso de Equideocultura da PUC Minas, em parceria com a ABCCMM.

Acompanhe a visita técnica dos alunos do Núcleo de Estudos em Equidecultura da Universidade Federal de Lavras (UFLA) a criatórios atuantes da raça. O programa também vai esclarecer a dúvida de um internauta.

Canal YouTube: MMTV

Categorias
Equinos e Muares

Entenda o julgamento de marcha do Mangalarga Marchador


Conforme os moldes do regulamento da ABCCMM todo concurso de marcha para ser homologado pela associação deve ser julgado por um árbitro do quadro oficial da entidade que tenha sido aprovado e treinado pela ENA (Escola Nacional de Árbitros) para realizar esta função.

Animais montados são julgados a partir do 39º mês, e o resultado do concurso equivale como classificação para julgamento de categoria além de premiar o primeiro colocado como Campeão de Marcha e o segundo colocado como Reservado Campeão de Marcha.

Os animais são avaliados em cinco quesitos, gesto de marcha, comodidade, estilo, adestramento, rendimento e regularidade. O tempo de duração da prova deve ser no máximo de 70 minutos e no mínimo de 20 minutos.

A prova é dividida em três fases:

Fase Seletiva – onde todos os animais da categoria iniciam a prova em ordem cronológica do mais novo ao mais velho, indicada pela numeração de colete, os animais devem ser tocados em marcha reunida, um atrás do outro sem poder ultrapassar. O árbitro neste momento fica ao centro da pista observando o gesto de marcha, o estilo, o rendimento e a regularidade.

Fase Classificatória – neste momento o árbitro começa a montar os animais, também em ordem cronológica do mais novo para o mais velho, os outros animais não precisam mais seguir em ordem de fila nem ser tocados em marcha reunida. O árbitro deve montar em todos os animais, ele inicia a avaliação ao passo depois em marcha reunida, media e alongada, procurando mudar de mão e cumprir o mesmo percurso com todos os animais, na fase classificatória se avalia principalmente a comodidade e o adestramento, ao final desta fase ele separa os sete melhores animais da categoria, os outros animais se retiram da pista e vão se preparar para o julgamento de morfologia.

Fase Final – o árbitro volta ao centro da pista e os sete animais classificados na fase anterior voltam a ser tocados em marcha reunida, em fila na ordem cronológica indicada no colete, não podem ultrapassar salvo o pedido do arbitro. Ao final eles serão colocados em ordem do primeiro ao sétimo lugar conforme se apresentaram nos quesitos de julgamento nas três fases e o arbitro faz então o comentário explicando sua classificação.

Fonte: Meio Rural

Categorias
Equinos e Muares

Cavalos movimentam R$16 bi por ano. Saiba como você pode lucrar


Daniel-Dias-e-IBN-ALAC-DSD[1]A indústria do cavalo cresceu quase 12% ao ano nos últimos 10 anos. Em 2006 eram R$7,5 bilhões de faturamento bruto anual e em 2015 atingimos R$16 bilhões de reais.

Neste artigo estaremos mostrando aos nossos leitores como essa indústria está organizada e quais são os elos da cadeia que mais faturam. Queremos que você entenda mais sobre a indústria do cavalo, tão apaixonante, e passe a lucrar muito dinheiro com o cavalo!

 

Veja materia completa no Blog do Daniel Dias – Canal Rural

http://blogs.canalrural.com.br/danieldias/2016/03/22/o-agronegocio-equino-ja-movimenta-r15-bi-por-ano-saiba-como-funciona-este-segmento-e-como-voce-pode-lucrar-com-cavalos/

Categorias
Equinos e Muares

Leilões do Quarto de Milha deverão movimentar R$ 16 milhões em Avaré (SP)

De acordo com os cálculos da ABQM, na soma de todos os arremates, o volume de comercializações entre éguas, garanhões, ventres e embriões deverá alcançar a soma estimada de R$ 16 milhões com a oferta de 400 animais, aproximadamente.

Esta cifra representa algo em torno de 10% do global do que foi movimentado nos leilões da raça em 2012 quando o Quarto de Milha registrou uma arrecadação superior a R$ 160 milhões.

Avaré - SP
Avaré – SP

A raça Quarto de Milha vem mantendo médias importantes de valorização em seus leilões e nesta nova oportunidade em Avaré, a média de comercialização, por pregão, aguardada pelos quartistas, deverá bater na casa de R$ 2 milhões.

“Serão oito remates programados com convidados especiais e com a participação de importantes selecionadores do Quarto de Milha que vão dispor de destacados exemplares para a comercialização”, endossa Paulo Farha, presidente da Associação Brasileira de Criadores de Cavalo Quarto de Milha (ABQM).

Ele também destaca que na ABQM atualmente são quase 400 mil cavalos Quarto de Milha registrados no Brasil, com um crescimento médio em torno de 15% ao ano. Na Associação também consta o registro de, aproximadamente, 70 mil proprietários de cavalos Quarto de Milha.

O 36º Campeonato Nacional de Conformação e Trabalho terá 18 modalidades e com uma premiação recorde de R$ 1,04 milhão, além de 200 fivelas que serão entregues aos campeões e ainda outros 850 troféus que serão entregues aos cowboys premiados.

As modalidades definidas são as seguintes: Apartação; Três e Cinco Tambores; Maneabilidade e Velocidade; Seis Balizas; Laço de Cabeça e Pé; Laço em Dupla; Bulldog, Laço de Bezerro; Breakaway Roping; Team Penning; Ranch Sorting; Working Cow Horse, Western Pleasure e Rédeas; além do Julgamento de Conformação e Performance Halter.

Os eventos oficiais são patrocinados pela John Deere e Supra. Outras informações poderão ser obtidas pelo (11) 3864.0800 ou pelo site www.abqm.com.br

O Circuito Oficial de Leilões chancelados pela ABQM tem a seguinte programação:

Dia 13/07 (Sábado) – 8º Leilão Select Sale & Convidados, no Tattersall, 20 horas;
Dia 15/07 (Segunda) – Leilão Speed Champions, 20horas, Circo de Leilões;
Dia 16/07 (Terça) – 7º Leilão Parceiros da Raça, 20horas, Circo de Leilões;
Dia 17/07 (Quarta) – 10º Leilão Tradição e Raça, 20 horas, Tattersall;
Dia 18/07 (Quinta) – 14º Leilão WV, 20 horas, Circo de Leilões;
Dia 19/07 (Sexta) – 1º Leilão Haras Imperial e Convidados, 20h, Circo de Leilões;
Dia 20/07 (Sábado) – 8º Leilão Haras Sacramento, 14h30, Tattersall;
Dia 20/07 (Sábado) – 3º Leilão Belinatto & Romanelli, 20 horas, Circo de Leilões.

Fonte: Portal do Agronegócio

Categorias
Equinos e Muares

DNA do cavalo tem 700 mil anos e é o mais antigo já decifrado por cientistas

Uma equipe de pesquisadores conseguiu decifrar o genoma de um cavalo de 700 mil anos, que passou a ser considerado como o mais antigo genoma já analisado até agora e um feito que permite contemplar a possibilidade de ler o DNA de fósseis que se pensavam danificados demais para fornecer informações exploráveis.

O estudo foi publicado nesta última quarta-feira (26) pela revista científica “Nature”. Os cientistas analisaram fragmentos de ossos fossilizados que foram encontrados em 2003, em uma camada de solo congelado em Yukon, no Canadá. De acordo com Ludovic Orlando, cientista do Museu de História Natural da Dinamarca e um dos autores do estudo.

G1
G1

O osso de cavalo permite a comparação morfológica com outros cavalos, pré-históricos ou não. É um osso preservado no frio, com 735 mil anos. Apesar de o mais antigo genoma sequenciado até o momento ter sido o do homem de Denisova, dez vezes mais jovem (com idade estimada entre 70 mil a 80 mil anos), a equipe dinamarquesa decidiu enfrentar o desafio e analisá-lo.

“Era uma oportunidade única para fazer avançar ao limite nossas tecnologias (…) Quando começamos, eu mesmo, para ser honesto, pensei que não fosse possível’, emendou Orlando, principal autor do estudo.

Surpresa na investigação

Os cientistas verificaram antes se as moléculas dos ossos estavam bem preservadas pelo gelo durante tanto tempo. Não só encontraram ali os constituintes do colágeno, proteína principal dos ossos, mas conseguiram sequenciá-la. E, surpresa: desta forma viram outras moléculas, como os marcadores dos vasos sanguíneos que irrigam o osso.

Todas as condições pareciam favorecer a busca do DNA com a tecnologia denominada de “segunda geração”, a única disponível na época. Mas, “só conseguimos obter um fragmento de DNA uma vez a cada 200 tentativas”, afirmou Orlando.

Então, os pesquisadores utilizaram o sequenciamento de “terceira geração”, que possibilita sequenciar moléculas de DNA sem manipulá-las, sem amplificá-las, preservando-as ao máximo, uma vez que estavam bastante degradadas pela passagem do tempo.

O resultado foi de três a quatro vezes melhor do que antes. “Tentamos melhorar mais, mudando alguns parâmetros, como a temperatura, o método de extração e etc. De uma sequência equina de 200, passamos assim a 10 vezes mais”, disse Orlando.
“Tínhamos muitas peças pequenas, mas como havia muitas, podíamos reuni-las e colocá-las sobre um genoma de referência. Como um copo que estivesse quebrado em mil pedaços, é um quebra-cabeças com bilhões de peças!”, acrescentou.

“É claramente um membro da espécie do cavalo”, primo distante situado “fora do grupo de todos os cavalos modernos”, como prova a comparação com o genoma de cinco variedades domésticas, do cavalo de Przewalski (equino selvagem muito próximo do cavalo) e de um equino antigo de 43.000 anos atrás. “É maior que os pôneis atuais, maior que os cavalos Fjord. Tem o tamanho dos cavalos islandeses”, afirmou o pesquisador.

Ancestral antigo

De quebra, os geneticistas demonstraram que o ancestral comum de todos os equinos modernos (cavalos, asnos, zebras e etc) surgiu há 4 milhões de anos, duas vezes mais cedo do que se pensava até agora. Eles também sugeriram que o cavalo de Przewalski, último remanescente da população de cavalos selvagens, é geneticamente viável apesar dos cruzamentos feitos para salvar a espécie da extinção.

Mas em especial, o feito destes cientistas abre perspectivas até agora impossíveis, permitindo sonhar algum dia com a análise de DNA de animais pré-históricos ou ancestrais do homem que se pensavam inalcançáveis.

“Mais ou menos 10% das moléculas de tamanho muito pequeno sobrevivem além do milhão de anos nestas condições. E a boa notícia é que estas moléculas têm suficiente informação detectável”, resumiu o pesquisador.

“Abre-se uma porta que pensávamos que estivesse fechada para sempre! Tudo dependerá do avanço das tecnologias, mas há muitíssimos argumentos para pensar que isto nos levará a uma grande caixa-forte ao invés de a um beco sem saída”, assegurou Ludovic Orlando.

Fonte: G1 / Ciência e Saúde

Categorias
Equinos e Muares

Provas presentes nos eventos mais importantes da raça Quarto de Milha

O cavalo quarto de milha tem como característica a grande força muscular. Junto ao seu cavaleiro, o animal é testado em competições que avaliam sua velocidade e capacidade de organização na lida do campo.

Esporte e Saúde
Esporte e Saúde

Confira as provas que estão presentes na maioria das competições da raça:

 :: Apartação

Essa prova coloca o cavalo contra uma rês. Cavalos de apartação devem possuir habilidade de manobrar um boi, chamada pelos competidores de senso do gado. Cavalo e cavaleiro devem se mover calmamente para dentro do rebanho, apartar um animal do rebanho, dirigí-lo ao centro da arena e mantê-lo afastado do rebanho.

O cavaleiro deve impedir que o boi, já apartado retorne ao resto do rebanho. O cavalo de apartação deve combinar os movimentos com o boi, antecipando todas as suas manobras. O juiz dá nota ao cavalo pela sua habilidade de impedir o boi de retornar ao rebanho, senso do gado, coragem e atenção. A nota é de 60 a 80, com média baseada em 70.

:: Bulldogging

Técnica, velocidade e precisão dos cavaleiros na hora de descerem do cavalo e derrubarem o boi marcam essa prova, que tem algumas semelhanças com o Laço em Dupla. Dois cavaleiros partem atrás de um boi. Quem fica à direita faz o trabalho de esteira, uma forma de garantir que ele não fuja da esquerda.

O cavaleiro, que fica do lado contrário, salta do cavalo em movimento em cima da cabeça do boi, derrubando-o e virando seu pescoço no chão. Vence quem fizer o trabalho no menor tempo.

O cavaleiro é desclassificado quando desce do outro lado do boi, se o boi, quando derrubado, cai do lado contrário ao do cavaleiro.

:: Conformação

Esse tipo de prova é usada como um parâmetro de julgamento de Conformação do cavalo quarto de milha americano como uma raça.

As classes de Conformação são divididas por idade e sexo. Os cavalos são avaliados pela correção estrutural, conjunto, grau de musculatura e características de raça e sexo. É dada ênfase às mais desejadas características que sobressaia a habilidade do cavalo para desempenhar uma função.

Os cavalos são apresentados com um cabresto de couro e antes são mostrados caminhando aos juízes, para serem avaliados os seus aprumos.

:: Cinco Tambores

A corrida de Cinco Tambores é uma prova de resistência, velocidade e adestramento. Consiste em fazer, no menor tempo possível, o trajeto segundo o diagrama, vencendo seu concorrente na dupla.

Ela começa com um fase classificatória, onde os concorrentes fazem o percurso individualmente, classificando-se os melhores tempos. Nas fases seguintes, são elaboradas as duplas que competem em sistema de eliminatórias, sendo vencedor aquele que vencer o último concorrente, isto é na dupla final.

:: Laço Cabeça

Trabalhando juntos como um time, cavaleiros em pasto aberto freqüentemente emparelhavam-se para pegar reses que eram muito grandes para ser pegas com uma só corda.

:: Laço de Bezerro

É uma das funções Western que continua sendo usada ainda hoje em fazendas de todo o mundo. Essa prova testa a habilidade do cavalo em seguir o bezerro em uma grande velocidade, dando ao cavaleiro a melhor oportunidade de pegá-lo. Os cavalos entram no brete e esperam calmamente o bezerro ser solto do brete. O cavalo e cavaleiro devem ficar atrás de uma barreira para dar vantagem à largada do bezerro.

O cavalo e cavaleiro são penalizados se partirem mais cedo, quebrando a barreira. Quando o bezerro é solto do seu brete, o cavalo deve correr em sua direção, seguir a velocidade do bezerro e o cavaleiro deve se posicionar onde ele possa laçá-lo. O laçador, então, joga seu laço e quando o bezerro é pego, o cavalo pára rapidamente. Enquanto o cavaleiro desmonta e derruba o bezerro para amarrar três de suas pernas juntas, o cavalo deve se manter parado e quieto (mas atento) e manter a corda esticada. (No passado, o propósito de se amarrar as pernas do bezerro, era de que ele poderia ser medicado, curado sem dar coice no Cowboy ou machucar a si mesmo).

O Laço de Bezerro é julgado quanto a calma do cavalo no brete, o quão bem o cavalo corre para alcançar o bezerro levando em conta sua velocidade e posicionamento; o quão bem o cavalo pára; e o quanto bem ele trabalha o final da laçada, mantendo a corda esticada sem arrastar o bezerro. A nota é de 0 a 100, com média baseada em 70.

:: Laço em Dupla

Na parte do laço de pé, no Laço em Dupla, o pezeiro pode laçar ambas as pernas traseiras ou somente uma e enrolar o laço. Novamente o cavalo é julgado quanto sua calma (quietude) dentro do brete, a rapidez como parte em direção ao garrote seguindo-o, sua habilidade em manter a mesma velocidade do garrote e posicionar o pezeiro, e sua habilidade de parar reto e intensamente, apertando a corda esticada depois que laçar.

É permitido a ambos, cabeceiro e pezeiro, jogar duas cordas com um tempo máximo (limite) de dois minutos, depois que o garrote for solto para ser laçado.

A nota é de 0 a 100, com média baseada em 70.

:: Laço Pé

Na parte do laço de pé, no Laço em Dupla, o pezeiro pode laçar ambas as pernas traseiras ou somente uma e enrolar o laço. Novamente o cavalo é julgado quanto sua calma (quietude) dentro do brete; a rapidez como parte em direção ao garrote seguindo-o, sua habilidade em manter a mesma velocidade do garrote e posicionar o pezeiro, e sua habilidade de parar reto e intensamente, apertando a corda esticada depois que laçar. É permitido a ambos, cabeceiro e pezeiro, jogar duas cordas com um tempo máximo (limite) de dois minutos, depois que o garrote for solto para ser laçado. A nota é de 0 a 100, com média baseada em 70.

:: Maneabilidade e Velocidade

Agilidade e velocidade são os requisitos necessários para os concorrentes da prova de maneabilidade e velocidade.

A prova deverá ter um percurso composto pelos seguintes movimentos: um salto (80 cm) no terço inicial da pista, um coração ou margarida, um recuo, um oito ou uma baliza, um esbarro e um rodopio e no máximo Três Tambores.

O percurso total não poderá ultrapassar 250 metros, vencerá a prova o cavalo que fizer o percurso completo em menor tempo. A cada falta cometida pelo competidor é acrescido em seu tempo cinco segundos.

:: Ranch Sorting

Ranch Sorting é uma prova de velocidade que consiste em dois cavaleiros transferirem dez cabeças de gado de um curral para o outro em uma seqüência determinada. A equipe que transferir todas as cabeças de gado na ordem correta no tempo mais rápido é a vencedora.

:: Rédeas

Desempenhar a função de rédeas em um cavalo não siginifica apenas guiá-lo, mas também dominar todos os seus movimentos. Em rédeas, é pedido ao cavaleiro para desempenhar um dos 13 percursos existentes pré-estabelecidos, os quais incluem: manobras prescritas de esbarros, spins (giros de 360 graus), rollbacks (esbarro com mudança de direção em 180 graus saindo ao galope), mudança de mão e círculos ao galope.

O cavalo deve ser voluntariamente guiado com pouca ou nenhuma resistência. O cavalo é julgado nos seus movimentos, cumprimento do percurso e atitude. A nota é de 0 a 100, com média baseada em 70.

:: Seis Balizas

Na prova de Seis Balizas o cavalo quarto de milha se desloca como se fosse um esquiador que desliza em seus esquis. Esse evento testa a agilidade e velocidade do cavalo. O percurso consiste em uma série de seis balizas distantes 6,50 metros uma das outras, nas quais cavalo e cavaleiro vão trançando as balizas em alta velocidade.

O cavalo corre até o final delas, vira na última e retorna trançando para fora e para dentro, trabalhando no caminho de volta para a primeira baliza. Então, ele faz o contorno na baliza da frente e volta costurando as balizas novamente, até atingir a última.

Neste ponto, ele completa o giro e volta em linha reta paralela à fila das balizas em direção à linha de chegada a toda velocidade. Será adicionada uma penalidade de cinco segundos para cada baliza que for derrubada.

:: Team Pennig

Este é um evento popular cronometrado, baseado nas tarefas originais dos cowboys da era Western. Como o próprio nome diz, um time de três cavaleiros deve isolar (separar) três cabeças de gado especificamente identificados do rebanho e então colocá-las em um curral do lado oposto da arena em 90 segundos (atualmente 120 segundos) de tempo limite. O tempo começa a ser contado, quando o focinho do primeiro cavalo cruza a linha de partida e termina quando o gado estiver dentro do curral. Os cavaleiros devem separar o gado designado a eles, tomando cuidado, para não deixar que mais de quatro reses cruzem a linha de partida, causando a desclassificação. Todo o gado, exceto aqueles que estão sendo encurralados, devem ser mantidos do outro lado da linha que está o resto do gado quando o tempo for pedido, senão o time será desclassificado.

:: Três Tambores

Os competidores correm contra o cronômetro, seguindo um percurso que consiste em três tambores dispostos triangularmente. Inicia-se a contagem do tempo, quando o focinho do cavalo cruza a linha de partida. Os competidores podem escolher o lado para começar o percurso, tanto direito como esquerdo do 1º tambor, contorná-lo e ir para o próximo tambor e completando o percurso depois de fazer o circulo em volta do 3º tambor. É permitido tocar nos tambores mas se algum tambor cair durante o percurso da prova, uma penalidade de 5 segundos será acrescida por tambor derrubado.

:: Working Cow Horse

O cavalo de Working Cow Horse é uma combinação de habilidade em Rédeas com o senso de gado. Com essa prova, se testa a destreza aplicável ao trabalho de lidar com o gado nas fazendas. A competição consiste em duas partes, o Trabalho de Rédeas prescrito e o Trabalho com o gado rebanho.

Na primeira parte da prova, o cavalo deve seguir um percurso onde são requeridos: mudanças de mão, spins e esbarros. Os juízes não olham apenas um cavalo que seja voluntariamente guiado, mas também controlado em todos os seus movimentos.

Na parte de trabalho com o rebanho, um boi é solto sozinho na arena. Primeiramente, o cavalo deve segurá-lo na ponta final da arena, demonstrando sua habilidade em contê-lo. Então, o cavalo deve dirigir o boi beirando a cerca da arena, virando-o em ambas as direções. Por isso que esta parte da prova é corretamente chamada de Trabalho de Cerca. Finalmente, o cavalo deve mover o bovino para o centro da arena, fazendo círculos ao redor do boi em ambas as direções.

O julgamento é baseado em boas maneiras, maciez, senso de rebanho e facilmente guiado no trabalho de rédeas. A nota é dada para cada parte do trabalho de 0 a 100, com 70 de nota média. Penalidades serão dadas aos cavalos que são excessivamente agressivos com o boi ou na falta de controlar o boi no final da arena.

Fonte: Rural Br