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Agronegócio

Brasil é referência na aplicação de economia circular em embalagens de defensivos agrícolas

As embalagens de defensivos agrícolas possuem um destino ambientalmente correto no Brasil, por mérito do Sistema Campo Limpo, programa gerenciado pelo InpEV – Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias, que apresenta um índice de 94% no encaminhamento sustentável das embalagens primárias comercializadas em todo território nacional. Com isso, tanto o país como o programa são considerados referências globais na aplicação dos conceitos de economia circular nesse segmento.

Conforme informações trazidas pelo engenheiro agrônomo João Cesar Rando, diretor-presidente do InpEV (Instituto Nacional de Processamento de Embalagens), durante o BW Talks Siga a Rota da Logística Reversa, desde a criação do programa, em 2002, até o ano passado, mais de 630 mil toneladas de embalagens vazias foram destinadas de forma correta. “Para este ano, devemos receber entre 53 e 54 mil toneladas”, estimou. O evento online foi promovido pelo Movimento BW, iniciativa da Associação Brasileira de Tecnologia para Construção e Mineração (Sobratema), no dia 30 de setembro.

Além desse montante expressivo, o InpEV, em parceria com a Fundação Espaço Eco, realizou estudos para avaliar os impactos ambientais e econômicos do sistema, que ressaltam a importância da implementação desse programa em nível nacional, como por exemplo, a economia de energia de 36 bilhões de megajoules, valor suficiente para abastecer 5,2 milhões de casas por um ano, e a extração 20 vezes menor de recursos naturais. Em relação ao impacto nas mudanças climáticas, o sistema evitou a emissão de 823 mil toneladas de CO2eq na atmosfera, ou o equivalente à 1,8 milhão de barris de petróleo não extraídos.

De acordo com Rando, o Sistema Campo Limpo foi idealizado no conceito de logística reversa, integrando a cadeia produtiva em um objetivo comum e, ao mesmo tempo, atendendo, desde sua criação, aos critérios ESG (Governança Ambiental, Social e Corporativa), uma vez que trabalha conceitos de economia circular, conserva o meio ambiente e promove a geração de mais de 1000 empregos diretos. O programa está assentado em quatro pilares: legislação, integração (responsabilidade compartilhada), educação e conscientização, e gestão de processos e informações.

Atualmente, são atendidas 1,8 milhão de propriedades agrícolas que fazem o uso do defensivo agrícola, com a participação de mais de 130 fabricantes e 267 associações de cooperativas e distribuidores. O sistema conta ainda com mais de 400 unidades de recebimento das embalagens, além de promover recebimentos itinerantes para atender produtores com dificuldade de movimentação e regiões onde não existem cadeias produtivas estruturadas. “Antes da pandemia, tivemos 5 mil recebimentos itinerantes em todo país. Mesmo com as restrições da pandemia, ano passado, foram quase 4 mil”, disse Rando.

O transporte das embalagens é realizado pelo InpEV, levando esses resíduos aos recicladores e incineradores parceiros. Para manter a logística eficiente, adotou-se uma gestão de processos e informação, que orienta a tomada de decisão, tem foco na eficiência e produtividade, contribui para a redução de custo e para a captura de valor. “Todos os nossos processos são bem-organizados”, pontuou Rando, que acrescentou que foi necessário o desenvolvimento de sistemas para suportar toda a operação. Hoje, cerca de 70 caminhões trafegam pelas estradas do país diariamente com as embalagens vazias de defensivos agrícolas.

Entre as tecnologias citadas pelo CEO do InpEV está o agendamento online de devolução de embalagens vazias, que permitiu ao sistema receber informações sobre o volume de devolução dos produtores rurais, organizado de forma mais assertiva a logística. “Estamos trabalhando para implantar também um sistema de código de barras, a fim de automatizar e agilizar as informações”, comentou.

Quando as embalagens são recicladas, elas se tornam novos produtos para a construção civil, indústria automotiva, energia e indústria moveleira. Os artefatos também estão sendo transformados em novas embalagens e tampas para atender as indústrias de defensivos agrícolas. O InpEV, inclusive, montou a primeira fábrica que recicla e produz embalagens, a partir da resina plástica reciclada, com certificação das Nações Unidas.

Além de receber as embalagens, o sistema também tem atuado para receber as sobras dos defensivos agrícolas pós-consumo dos produtores rurais, regularmente fabricados e comercializados. São mais de 160 unidades para receber essas sobras e dar a destinação e tratamento ambientalmente adequados a esses resíduos.

 

Por: Noticias Agrícolas

 

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Tecnologia

População rural usa a internet para tirar dúvidas e participar de eventos durante a pandemia

Agricultores passaram a receber assistência técnica à distância e a procura por cursos on-line cresceu. Exposições virtuais de gado reuniram criadores de todo o Brasil.
População rural usa a internet para tirar dúvidas e participar de eventos durante a pandemia

População rural usa a internet para tirar dúvidas e participar de eventos durante a pandemia.

Quando a pandemia começou, muitos agricultores pararam de receber visitas técnicas no campo. Frequentar aulas ou participar de exposições também parecia mais difícil em tempos de isolamento social.

Mas algumas iniciativas permitiram que esses encontros ocorressem de forma segura. E reuniram pessoas de todo o Brasil pelo computador e pelo celular .

A assistência técnica à distância se intensificou e foi um alívio para muitos produtores, como para o agricultor Antônio Porfirio, de Sobradinho, no Distrito Federal (DF).

Ele tinha receio de perder plantações por não saber controlar pragas, mas as visitas on-line o ajudaram e hoje ele comemora o fato de não ter que esperar cerca de 30 dias por uma assistência presencial. Porfirio até comprou um celular mais moderno para mandar fotos e vídeos para os técnicos.

Quem o atende do outro lado da tela é o agrônomo Thiago Campos. Ele faz cerca de 20 consultas por dia, mas conta que sente falta dos atendimentos presenciais para “examinar mais de próximo o paciente”, “olhar a raiz, cortar a planta, pegar no solo”.

Por outro lado, ele avalia que o modelo híbrido (presencial e on-line) veio para ficar.

Conexão no campo

O atendimento presencial ainda é muito importante porque tem muito produtor desconectado.

Segundo o Banco Interamericano de Desenvolvimento, mais da metade da população rural ainda não tem acesso à internet de qualidade.

“Nós não queremos criar exclusão de agricultores em relação às ferramentas digitais. A gente quer agilizar as demandas e o atendimento ao agricultor, mas sem perder de vista o falar de perto com o agricultor, que é a essência da extensão rural”, diz Helena Silva coordenadora de metodologia de extensão rural.

Cursos on-line em alta

Quando a internet se expande pelo campo, a educação fica mais acessível. Exemplo disso foi o aumento dos cursos on-line.

Na Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), por exemplo, os cursos virtuais gratuitos alcançaram 11 vezes mais pessoas depois da pandemia.

“A gente tem que buscar formas de levar para a sociedade aquilo que a gente produz, que é a pesquisa. O uso das plataformas virtuais para disseminação de conhecimento é uma coisa sem volta”, diz Marcelo Müller, engenheiro florestal da Embrapa Gado de Leite.

A Universidade do Cavalo, em Sorocaba (SP), também viu os números de seus cursos crescerem.

A instituição matriculou 5 vezes mais alunos virtuais durante a pandemia e passou a oferecer conteúdo ao vivo para os amantes de cavalo, em um evento chamado “Live de pista”, que chegou a reunir 30 mil pessoas de uma só vez.

Leilões e concursos

Outro setor que se reinventou foi o de leilões e de concursos de animais.

Uma exposição das raças dos gados Simental, Simbrasil e Simlandês, por exemplo, que acontecia presencialmente em Itapetininga (SP), passou a ser totalmente on-line.

Os organizadores precisaram contratar uma equipe para filmar 40 candidatos ao prêmio. E o gasto saiu pela metade do valor que seria para deslocar todo o gado até a cidade paulista.

Uma das vantagens da exposição virtual é que o gado fica no ambiente que está acostumado, sem sofrer nenhum estresse.

O outro benefício é que mais animais podem participar. Na última edição, foram inscritos 500, bem mais do que nos eventos presenciais.

Além disso, a exposição teve leilões virtuais que faturaram mais de 10 vezes o valor da edição de 2019.

Para assistir a reportagem completa acesse o link:
https://g1.globo.com/economia/agronegocios/globo-rural/noticia/2021/09/05/populacao-rural-usa-a-internet-para-tirar-duvidas-e-participar-de-eventos-durante-a-pandemia.ghtml

Por: Globo Rural

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Agronegócio

Laboratório Solos & Plantas comemora a marca de 10 mil análises de solo processadas em Água Boa

Unidade Solos e Plantas em Água Boa -MT Foto: Solos e Plantas
Uma grande conquista foi realizada pela Unidade de Rede de laboratórios Solos e Plantas na cidade de Água Boa-MT, na última semana. Foram atingidas 10 mil analises de solos realizadas pela equipe da unidade neste ano de 2021.

As comemorações foram registradas nas redes sociais da empresa, com direito a bolo para simbolizar essa importante marca para o Laboratório Solos e Plantas.

Equipe Laboratório Solos & Plantas, unidade de Água Boa -MT: Fonte: Divulgação/instagram Solos & Plantas Água Boa.
O Laboratório Solos e Plantas em Água Boa atende a toda a região do Vale do Araguaia, na prestação de serviços em analises de solos, corretivos agrícolas, tecidos vegetais, os demais serviços vinculados a empresa são encaminhados para a unidade de Sorriso-MT.

Sobre SOLOS & PLANTAS

No ano de 2013 surgiu o Laboratório Solos & Plantas. A empresa presta serviços em análises agronômicas com qualidade, agilidade e conhecimento aplicado com o objetivo de atender todas as demandas das regiões onde atua.

Com unidades nos estados de Mato Grosso, São Paulo e Pará, o Laboratório de Análises Agronômicas Solos & Plantas torna-se acessível aos Produtores, Consultores e Revendas de todas as regiões do Brasil. O domínio das técnicas laboratoriais e o conhecimento das práticas agrícolas locais proporcionam um atendimento personalizado e agregam habilidades aos serviços prestados.

A visão futurista faz com que a empresa proporcione ao cliente resultados com qualidade e conhecimento, atrelado a tecnologia para realizar estudos com eficiência e que forneçam resultados confiáveis para a tomada de decisão do agricultor. Por exemplo: análise de solo no preparo da terra, análise de semente antes da semeadura, análise de foliar no acompanhamento da cultura e análise de doenças (nematológicas e fungos), caso sua lavoura apresente sintomas.

Os Produtores Rurais e Consultores Agrícolas encontram em nosso Laboratório de Análises Agronômicas o diferencial necessário para conseguir máxima lucratividade com um valor justo e perfeito, recebendo atendimento qualificado e personalizado onde estiverem e todas as outras análises agronômicas.
As necessidades do cliente são o que motiva o Laboratório Solo & Plantas a implementar sistemas de trabalho e ensaios agronômicos que atendam em todas as ocasiões.

Para maiores informações entre em contato:
Endereço: Rua Um 3031 Centro II, Água Boa-MT
Telefone: (66) 9 9667-0924 ou 66 3468-3846
E-mail: aguaboa@soloseplantas.com.br
Site:www.soloseplantas.com.br
Por: Repórter Agro
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Agronegócio

Aprosoja Brasil critica aprovação de joint venture para cobrança de royalties de sementes transgênicas

A Associação dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil), que representa cerca de 240 mil agricultores, divulgou nota nesta terça, 10 de agosto, relatando indignação pela aprovação sem restrições pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) da criação de uma nova empresa para a cobrança de royalties das sementes geneticamente modificadas de soja. A joint venture reúne Bayer, Syngenta Corteva e Basf.

Colheita de soja (Foto: REUTERS/Jose Roberto Gomes)
Empresas de biotecnologia se uniram em mecanismo de cobrança de royalties. Produtores criticam (Foto: REUTERS/Jose Roberto Gomes)
 

A aprovação saiu em 5 de agosto. A nota de protesto coincide com o lançamento nesta terça da nova biotecnologia da Corteva, a soja Enlist, que vai custar R$ 136,15 por hectare ao produtor, incluindo royalties e germoplasma.

“Desde a aprovação da megafusão entre Bayer e Monsanto no Brasil, sucedem-se as situações de abuso de posição dominante por parte da gigante do setor. O preço dos royalties praticado no Brasil, e pago pelos sojicultores à gigante do setor, superam enormemente os valores praticados pela Bayer-Monsanto em países vizinhos, e sua forma de cobrança revela-se constrangedora, agressiva e claramente abusiva.”

Segundo a nota da Aprosoja Brasil, havia a expectativa de que, com a entrada de novas empresas no mercado de sementes, houvesse uma competitividade para desafiar o abuso de poder econômico que vem sendo praticado pela Bayer. Os produtores de soja recorrem à Justiça desde 2009 para contestar o sistema de pagamento de royalties no mercado brasileiro, que foi implantado pela Monsanto, incorporada depois pela Bayer.

“A monopolista Bayer-Monsanto, em um ato de benevolência e altruísmo, se dispôs a franquear o seu sistema de cobranças de royalties a todas as suas potenciais e futuras concorrentes, e elas, juntas, propuseram ao Cade a criação de uma nova empresa para monitoramento, em tempo real, de transações econômicas e cobrança de royalties.”

A entidade afirma ainda que apresentou ao Cade as graves consequências que a aprovação da empresa teria para os produtores brasileiros e a competitividade do setor, mas os dados e argumentos foram ignorados pelo órgão. “Perde o país, perde o bem-estar do consumidor brasileiro.”

Globo Rural procurou o Cade, que exigiu as perguntas por email, mas não enviou as respostas até a publicação deste texto.

Por: Globo Rural

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Agronegócio

Pará tem aumento de empregos no Agronegócio

Setor apresentou saldo positivo na geração de trabalhos formais em um ano, segundo o Dieese. Números mostram importância para o desenvolvimento local.
Portal Agro

O novo estudo divulgado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) aponta que o Pará apresentou saldo positivo na geração de empregos no setor agropecuário. Esse resultado foi observado durante os quatro primeiros meses deste ano e também nos últimos 12 meses.

No comparativo entre admitidos e desligados durante os quatro primeiros meses de 2021, o setor registrou 5.693 admissões, contra 4.634 desligamentos, gerando um saldo positivo de 1.059 postos de trabalhos. No mesmo período do ano passado (Jan-Abr/2020), o setor também apresentou resultado positivo de empregos formais, só que bem menor do verificado este ano. Foram feitas, naquela oportunidade, em todo o Pará, 3.167 contratações, contra 3.146 demissões, resultando 21 novos postos de trabalho.

Segundo a análise do Departamento Intersindical de Estatísticas, esse resultado fez com que o Pará ganhasse destaque como o estado que mais gerou postos de trabalhos formais, nesse segmento, na região Norte, seguido do estado do Tocantins, com saldo positivo de 431 postos de trabalhos e do Estado de Rondônia, com saldo positivo de 122 postos de trabalhos.

“Os dados demonstram não só a liderança do nosso Estado na geração de vagas de emprego nesse segmento, como também apontam que o setor tem um espaço enorme de crescimento, haja vista que cadeias produtivas estão sendo fortalecidas, como a produção de soja, o milho, o açaí. O agronegócio, ele cresce a cada ano, na medida que melhoram também a nossa estrutura, infraestrutura, logística. O escoamento dessa produção também tem sido facilitado e o Pará vem sendo destaque nós últimos anos pela estrutura que oferece como atrativo de investimentos para outros segmentos”, analisa Everson Costa, economista e técnico do Dieese. O estudo demonstra, ainda, que, no Pará, a agropecuária é um dos setores que apresentou uma trajetória positiva nos últimos 12 meses (Mai/2020-Abr/2021). Nesse período foram feitas, em todo o estado, 15.638 admissões, contra 12.695 desligamentos gerando saldo positivo de 2.943 postos, o melhor resultado de toda a região.

Segundo o titular da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (Sedap), Alfredo Verdelho, as ações postas em práticas pelo governo estadual têm sido fundamentais para o crescimento na taxa de emprego dentro desse segmento, bem como no aumento da qualificação de trabalhadores. “Há um investimento maior nas ações da agricultura familiar e o implemento no escoamento da produção. O aumento da produtividade faz com que haja necessidade, por exemplo, de aquisição de novas máquinas e de mão-de-obra qualificada para o manuseio. O estado tem tomado diversas iniciativas, através da Sedap e Emater, e em parceria com o Sistema Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) tem fortalecido e incentivado a qualificação de profissionais que estão entrando no mercado agropecuário,” destacou Verdelho.

Fonte: Revista AgroPará

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Agronegócio

Com tecnologia de São José, empresa agro evita perdas com inadimplência

Empresa da RM Vale faz análise tecnológica da capacidade produtiva e os riscos de crédito.

 

 

Um dos riscos do agronegócio é o de crédito das vendas a prazo da safra (Divulgação)

A Agro Galaxy, holding de algumas das maiores distribuidoras de insumos agrícolas do Brasil, fechou o primeiro trimestre de 2021 com receita de R$1,2 bilhão, 49% maior do que o mesmo período em 2020.

Parte desse crescimento é atribuído à otimização de sua gestão na concessão de crédito, essencial para a produção e manutenção das lavouras.

Mesmo grandes empresas do setor não se veem livres dos riscos do agronegócio, como o risco de crédito das vendas a prazo da safra.

Para aprimorar a segurança de seus financiamentos, desde o final de 2020 a Agro Galaxy utiliza os serviços da agfintech Terra Magna, de São José dos Campos, para fazer a análise tecnológica da capacidade produtiva e os riscos de crédito, agronômicos e climáticos, de suas operações. Para isso, são utilizados satélites, inteligência artificial e dados alternativos.

Em um cenário no qual diversas tradings sofreram com três vezes a inadimplência histórica em contratos de venda de soja devido à diferença entre os preços dos contratos a termo fixados e o preço do mercado, algumas das empresas da holding conseguiram diminuir em até 60% a inadimplência no primeiro quadrimestre de 2021, devido à análise e monitoramento de suas áreas de garantia realizadas com a TerraMagna.

ECONOMIA

Em um caso no município de Paragominas, no Pará, o Agro Galaxy, por meio de sua controlada Rural Brasil, fechou contrato para fornecer sementes e fertilizantes para um produtor fazer sua lavoura de milho em uma área de 4.200 hectares.

Com o acompanhamento semanal do monitoramento, perceberam que, depois de um longo tempo, o plantio ainda não tinha sido iniciado. Quando começou, depois da janela ideal, apenas pouco mais de metade da área foi plantada.

Mediante a situação, o fornecimento inicial de insumos no valor total de R$ 13 milhões foi reduzido para cerca de R$ 7 milhões, uma vez que o produtor não teria capacidade de pagamento com a safra reduzida.

Por meio do acompanhamento tecnológico, foi possível verificar essa ação enquanto ainda acontecia, não apenas contabilizar o problema no final da safra. Isso fez com que fosse evitado o prejuízo iminente de R$ 6 milhões.

Essa foi apenas uma das mais de 500 áreas monitoradas pela empresa.

“O monitoramento e controle sobre o risco de crédito faz parte da estratégia de governança da companhia. Em outubro, a Agro Galaxy aprovou uma política de crédito e cobrança única para todo o grupo estabelecendo diretrizes, critérios e procedimentos para a análise e aprovação de limites de crédito, bem como, o processo de mitigação de riscos de inadimplência e execução de cobrança”, disse Mauricio Puliti, diretor Financeiro da Agro Galaxy.

“O resultado extraordinário da parceria entre Agro Galaxy e Terra Magna demonstra que, mesmo em meio ao cenário hostil em que vivemos na última safra verão, uma execução estelar associada ao ferramental tecnológico apropriado protege um dos pilares fundamentais da distribuição de insumos, o crédito”, afirmou Bernardo Fabiani, diretor executivo da Terra Magna e especialista em concessão de crédito para o agronegócio.

Por: O vale

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Tecnologia

Fazendas do Piauí começam a operam com 4G tratores e outras máquinas

A conectividade permite que produtores rurais adotem tecnologias, diminuam seus custos e encontrem melhores oportunidades de venda.

Um fato inédito e pioneiro marcou esta semana a região do Cerrado do Piauí: a chegada do sinal 4G em  fazendas da região de Baixa Grande do Ribeiro e Ribeiro Gonçalves. O investimento é do Grupo Insolo que investe no Piauí há mais de 20 anos.  “A chegada do 4G na região tem também um grande impacto social porque é um sinal que será também usado pela população das comunidades”, avalia o presidente da Associação dos Produtores de Soja do Piauí, Aprosoja Piauí, Alzir Neto.

Segundo ele, agora as lavouras da região estarão diretamente ligadas, via Internet, com o mundo. Isso representa um grande avanço tecnológico para pesquisa, produtividade, economia e atração de investimentos porque tudo que é feito pelos produtores agora poderá ser acompanhado em tempo real  em qualquer lugar do mundo.

Com isso,  a telefonia celular é acessada  em qualquer parte do campo dos Cerrados piauienses. “É um salto importante porque o sinal é aberto e pode ser usado pelas comunidades nos telefones celulares dos habitantes dos municípios. Até a semana passada nenhuma fazenda no meio do Cerrado tinha rede , só nas sedes das fazendas e era  via rádio.

Fazendas do Piauí começam a operam com 4G tratores e outras máquinas (Foto: Divulgação)
Fazendas do Piauí começam a operam com 4G tratores e outras máquinas (Foto: Divulgação)

“Com essa possibilidade até o maquinário pode ser mais moderno.  Máquinas que trabalham com pesquisas em tempo real enviando e recebendo dados passam a funcionar nos Cerrados”, declarou.

A conectividade permite que produtores rurais adotem tecnologias, diminuam seus custos e encontrem melhores oportunidades de venda. A conexão veloz pode  facilitar pesquisas, dar acesso a novos fornecedores e permite ver preços e pesquisar equipamentos.

Atribuem-se mais de 60% do crescimento agrícola nos últimos anos à melhora tecnológica, que não é restrita à utilização de maquinário moderno. Desenvolvimento de sementes, acesso a insumos com preços menores, sistemas para venda com preços competitivos, meios para escoamento das produções, formação educacional de produtores e mecanismos para acesso rápido a crédito também fazem parte.

A tecnologia só é adotada se for lucrativa. Com a diferença de preços, a tecnologia que está tocando os grandes produtores, levando a agricultura brasileira a salvar a economia brasileira.

Pequenos, médios e grandes produtores se auxiliam, e os menores saem favorecidos com tecnologia, expertise e infraestrutura. “Existe uma estrutura de apoio a eles em termos de orientação tecnológica. Com o passar dos anos, eles vão se tornando autossuficientes e profissionais. Era isso que se queria há mais de 40 anos”, afirma Elias Teixeira Pires, consultor em agronegócio e produtor.

Fazendas do Piauí começam a operam com 4G tratores e outras máquinas (Foto: Divulgação)Fazendas do Piauí começam a operam com 4G tratores e outras máquinas (Foto: Divulgação)
Fazendas do Piauí começam a operam com 4G tratores e outras máquinas (Foto: Divulgação)

Presença 4G no Cerrado aumenta produtividade

Apesar do avanço tecnológico em equipamentos e conectividade ainda é um desafio a agricultores. A realidade no campo é que a modernidade ainda esbarra na falta de conectividade. Os dados não chegam aos produtores em tempo real. Enquanto 1% dos moradores nas cidades diz não ter acesso à internet, nas áreas rurais esse índice é de 21%, segundo levantamento do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Há dois anos, menos de 10% do território agrícola brasileiro está conectado atualmente, o que representa 7 mil quilômetros quadrados cobertos por internet 4G – as principais áreas estão nos estados de Mato Grosso do Sul, Goiás e Bahia. Uma torre de telefonia pode cobrir até 35 mil hectares.

Atualmente, com apenas 23% da área rural coberta com sinal de internet móvel, o Brasil poderia ampliar o valor da produção agrícola em até R$ 100 bilhões com a ampliação do sinal de telefonia. A estimativa consta de estudo da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (Esalq/USP) divulgado em maio pela ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, e pelo ministro das Comunicações, Fábio Faria.

Por: O meionorte

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Agricultura Tecnologia

Tecnologia de aplicação no sulco de plantio amplia eficiência dos biológicos

 

Parceria entre Biotrop e Orion para aplicação de bioinsumos via sulco de plantio vai atingir mais de 100 mil hectares tratados em menos de um ano. – Foto: Divulgação

O processo de seleção e manipulação das bactérias para compor os produtos biológicos e naturais na indústria e em seus laboratórios é algo complexo e que exige muita tecnologia, segurança e preparo por parte das empresas. A Biotrop, companhia que tem feito massivos investimentos principalmente em Pesquisa & Desenvolvimento (P&D) e biossegurança, visando a alta performance de seus bioinsumos, é um grande exemplo. Para oferecer aos produtores o alto desempenho nos biodefensivos, inoculantes e bioativadores na lavoura, a empresa firmou, no fim do ano, uma parceria com a Orion Tecnologia e Sistemas Agrícolas Ltda, de Pompeia/SP, que desenvolve equipamentos profissionais de alta qualidade para aplicação de produtos líquidos no sulco do plantio.

Por meio do exclusivo programa de fidelidade Biopontos, os agricultores clientes tiveram acesso a condições comerciais diferenciadas para a compra dos equipamentos de aplicação no sulco fabricados pela Orion. Em menos de um ano, a parceria teve grande adesão por parte dos produtores, que reconheceram os ganhos em aliar as duas tecnologias. Até o momento mais de 50 mil hectares estão sendo tratados com produtos da empresa em equipamentos da Orion.

De acordo com Ivan Grossi Nakamoto, e especialista de inteligência de mercado da Biotrop, já foram fechados mais 50 mil hectares até safra 2024, dentro da parceria. “Hoje já atendemos em torno de 50 produtores em oito estados diferentes, principalmente de Goiás, São Paulo e Mato Grosso, o que comprova o sucesso dessa parceria.”, acrescentou.

O sucesso do Programa Biopontos deve-se à unificação de tecnologias de ponta no atendimento ao agricultor, com uma excelente produtividade e rentabilidade das lavouras. O programa está disponível em todas as grandes regiões agrícolas do Brasil, sendo encontrado em todos os canais de distribuição parceiros Biotrop e Orion.

Tecnologia na aplicação

Existe uma série de fatores que precisam ser observados para que os bioinsumos possam expressar todo o seu potencial uma vez aplicados. Com a tecnologia da Orion, a Biotrop tem a segurança de que as bactérias atingem o alvo perfeitamente ativas. “Com a aplicação de produtos biológicos e naturais com jato dirigido no sulco de plantio, o produtor se beneficia da precisão, condição, local, quantidade e momento correto que a prática permite, protegendo não só a semente, mas também o microambiente no qual ela é depositada”, diz Ricardo Rodrigues da Cunha, fundador e CEO da Orion.

Segundo ele, o uso da tecnologia de aplicação de produtos líquidos no sulco de plantio já é comum para algumas culturas, sendo muito utilizada em soja e milho. Entretanto para culturas como algodão, arroz, centeio, cevada, trigo, amendoim, batata, entre outras, o aumento da adoção tem acontecido de forma bastante intensa, nas últimas safras.

Para que a aplicação seja efetiva, entretanto, faz-se necessária uma especial atenção para alguns parâmetros, que interferem diretamente na ação dos produtos biológicos. “Estamos lidando com organismos vivos e a Orion sempre teve o devido cuidado com fatores como o pH da água, temperatura da calda e pressão de trabalho, que se mantidos nos padrões adequados e garantem o sucesso da operação”, ressalta Ricardo Cunha.

Ainda segundo o diretor, quando o uso dos produtos é realizado seguindo todos os parâmetros destacados, os feedbacks dos produtores sempre são positivos: “Nosso compromisso é com uma produção mais rentável e sustentável, e essa parceria com a Biotrop garante isso”, finaliza Ricardo Cunha.

Por: Revista Cultivar

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Impostos e Taxas

Reforma Tributária vai deixar o alimento mais caro

 

Alteração do Imposto de Renda trará impactos negativos para o setor produtivo rural.

Toda reforma que venha a corrigir distorções, promover o equilíbrio fiscal e gerar desenvolvimento e renda à população é bem-vinda e necessária. Não é o caso, porém, das propostas de Reforma Tributária em tramitação no Congresso Nacional, principalmente o Projeto de Lei 2.337/2021, que altera o Imposto de Renda das pessoas físicas e jurídicas e traz uma série de impactos negativos para setor produtivo rural.

Em resumo, a chamada Reforma do Imposto de Renda proposta pelo governo federal buscará compensar a perda de arrecadação com a promessa de atualização da tabela do IR da pessoa física, como planeja o Ministério da Economia. Para isso, no entanto, vai mexer na renda de atividades produtivas e nas formas de financiamento da produção.

Como consequência, a proposta vai inibir empreendedores de todos os setores da economia, inclusive os produtores rurais, de optarem pelo enquadramento como pessoa jurídica e de ampliarem seus negócios, gerarem mais oportunidades de trabalho e profissionalização da atividade. Isso porque o projeto eleva a tributação sobre as empresas, especialmente no momento da distribuição dos lucros.

Entre outros pontos, o projeto prevê a tributação de lucros e dividendos, permitindo que o lucro líquido de uma empresa que é repartido entre os acionistas – hoje isento de impostos – seja tributado na fonte em 20%. Contudo, se considerarmos que estas empresas terão que continuar ainda arcando com os 20% de Imposto de Renda da Pessoa Jurídica somados aos 9% da CSLL, chegaremos ao impensável patamar de 49% de tributos sobre a renda das empresas, um convite à sonegação de impostos e à evasão de divisas. Ainda que tenhamos uma diminuição da alíquota do IRPJ, fato é que teremos um aumento na carga tributária. É isso que o projeto prevê e pretende.

Na proposta de Reforma Tributária do Imposto de Renda, qualquer rendimento distribuído por fundo, inclusive para pessoas jurídicas isentas, deverá ter retenção na fonte de 15%. Neste caso, sobram dúvidas em relação à forma de tributação dos Fundos de Investimentos nas Cadeias Produtivas Agroindustriais (Fiagro), instrumento recentemente criado para proporcionar a qualquer pessoa física ou pessoa jurídica acesso aos investimentos do agronegócio, amplindo as fontes de financiamento e reduzindo a pressão sobre o crédito rural oficial.

Muito se fala, em se tratando de Reforma Tributária, que não há como fugir de elevação de impostos. Exemplo disso são as Propostas de Emenda Constitucionais 45 e 110, ambas de 2019, que tramitam em paralelo no Congresso Nacional. De acordo com os textos, o agro seria taxado em 25% pelo tributo a ser criado, o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), culminando diretamente em aumento do preço dos alimentos aos consumidores.

Entendemos que a Reforma Tributária deve buscar a simplificação e desburocratização do que existe e não aumentar imposto para o produtor nem impactar o custo da cesta básica à população. Os sojicultores não se opõem a uma reforma, mas são contra especificamente a propostas que dificultem a retomada do crescimento ou que prejudiquem a população já castigada pelos efeitos da pandemia.

Um antigo anseio da sociedade é a redução do Custo Brasil, tornando o Estado mais eficiente e moderno. Por este motivo, uma Reforma Tributária só deveria ser aprovada depois da Reforma Administrativa. Ou seja, antes de redefinir quantos impostos vamos pagar, é imperioso que o Estado faça o dever de casa cortando despesas desnecessárias.

Não somos contra o governo, mas reiteramos que a proposta do Ministério da Economia não trará benefícios para um País em franca recuperação como o Brasil. Acreditamos, no entanto, que com debate transparente possamos apresentar alternativas eficazes para superar os pontos que ainda são divergentes e, assim, corrigir os rumos que a Reforma está tomando.

O agronegócio vem ajudando o País a retomar o patamar de crescimento de antes da pandemia. Números divulgados pelo IBGE apontam que o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro cresceu 1,2% no primeiro trimestre de 2021, comparado ao último trimestre de 2020. A agropecuária foi o principal motor do PIB com crescimento de 5,7%.

Aprovar o texto atual do Projeto de Lei 2.337/2021 é o equivalente a jogar um balde de água fria na recuperação econômica e frustrar avanços legislativos recentemente conquistados, um verdadeiro desserviço para o País no momento atual.

Por:*Antonio Galvan é presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil).

Fonte: Canal Agro

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Agronegócio

No Dia do Produtor Rural, Ministério da Agricultura celebra 161 anos de história

 

O Dia do Produtor Rural, celebrado hoje (28) foi criado em 1960, em comemoração ao aniversário de fundação do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), que completa hoje 161 anos. A então Secretaria de Estado dos Negócios da Agricultura, Comércio e Obras Públicas foi criada no dia 28 de julho de 1860, com a assinatura do decreto Nº 1.067, pelo Imperador D. Pedro II.

O Brasil tem cerca de 5 milhões de produtores rurais, segundo o Censo Agropecuário do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Somos o terceiro maior exportador mundial de produtos agrícolas e o principal produtor e exportador de alimentos importantes como, açúcar, café, suco de laranja, soja em grãos e carnes.

A safra de grãos deverá atingir 262,13 milhões de toneladas no período 2020/2021, segundo projeção da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A  estimativa do Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) de 2021 é de R$ 1,099 trilhão, 10,5% acima do valor de 2020. Tudo isso aliado a práticas de sustentabilidade e preservação ambiental, seguindo a exigência mundial para que a demanda por alimentos seja atendida com impacto ambiental mínimo e baixo custo.

“Quero cumprimentar todos vocês pelo trabalho que fazem e pelo alimento que colocam na mesa dos brasileiros. Parabenizo todos do campo que produzem com tecnologia, os pequenos produtores rurais, os agricultores familiares, enfim, todos que trabalham com a terra, que trabalham no campo produzindo alimentos para o Brasil e o mundo”, disse a ministra em vídeo gravado em Roma, onde participa da Pré-Cúpula de Sistemas Alimentares.

Segundo dados da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), o Brasil é responsável pela alimentação de pelo menos 1 bilhão de pessoas em diferentes partes do planeta e isso deve aumentar nos próximos anos devido às nossas condições de clima ameno e disponibilidade de terras, água e tecnologia própria.

O secretário de Política Agrícola do Mapa, Guilherme Bastos Filho, comemorou a data lembrando os bons números do setor. “O agro brasileiro mostra sua força e sua responsabilidade de suprir e abastecer com alimentos a população brasileira e o mundo. Com o Plano Safra 2021/2022, poderemos contribuir com os bons resultados para a agropecuária brasileira. Vamos rumo às 300 milhões de toneladas na próxima safra”, disse.

Nos últimos 47 anos, a agropecuária cresceu em média 3,22% ao ano. Entre os censos de 2006 e 2017, a taxa de crescimento aproximou-se de 4,3%, superando países como Estados Unidos, China, Chile e Argentina. De 1995 a 2017, o Valor Bruto da Produção dobrou, sendo que a tecnologia foi responsável por mais de 60% desse crescimento.

Nos próximos 10 anos, a produção de grãos deverá atingir 333,1 milhões de toneladas, alta de 27,1%. Soja, milho de segunda safra e algodão devem continuar puxando o crescimento da produção de grãos. A produção de carne bovina pode crescer até 16%; da carne suína, 27%, e da carne de frango, 28%.

Por: Mapa