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População rural usa a internet para tirar dúvidas e participar de eventos durante a pandemia

Agricultores passaram a receber assistência técnica à distância e a procura por cursos on-line cresceu. Exposições virtuais de gado reuniram criadores de todo o Brasil.
População rural usa a internet para tirar dúvidas e participar de eventos durante a pandemia

População rural usa a internet para tirar dúvidas e participar de eventos durante a pandemia.

Quando a pandemia começou, muitos agricultores pararam de receber visitas técnicas no campo. Frequentar aulas ou participar de exposições também parecia mais difícil em tempos de isolamento social.

Mas algumas iniciativas permitiram que esses encontros ocorressem de forma segura. E reuniram pessoas de todo o Brasil pelo computador e pelo celular .

A assistência técnica à distância se intensificou e foi um alívio para muitos produtores, como para o agricultor Antônio Porfirio, de Sobradinho, no Distrito Federal (DF).

Ele tinha receio de perder plantações por não saber controlar pragas, mas as visitas on-line o ajudaram e hoje ele comemora o fato de não ter que esperar cerca de 30 dias por uma assistência presencial. Porfirio até comprou um celular mais moderno para mandar fotos e vídeos para os técnicos.

Quem o atende do outro lado da tela é o agrônomo Thiago Campos. Ele faz cerca de 20 consultas por dia, mas conta que sente falta dos atendimentos presenciais para “examinar mais de próximo o paciente”, “olhar a raiz, cortar a planta, pegar no solo”.

Por outro lado, ele avalia que o modelo híbrido (presencial e on-line) veio para ficar.

Conexão no campo

O atendimento presencial ainda é muito importante porque tem muito produtor desconectado.

Segundo o Banco Interamericano de Desenvolvimento, mais da metade da população rural ainda não tem acesso à internet de qualidade.

“Nós não queremos criar exclusão de agricultores em relação às ferramentas digitais. A gente quer agilizar as demandas e o atendimento ao agricultor, mas sem perder de vista o falar de perto com o agricultor, que é a essência da extensão rural”, diz Helena Silva coordenadora de metodologia de extensão rural.

Cursos on-line em alta

Quando a internet se expande pelo campo, a educação fica mais acessível. Exemplo disso foi o aumento dos cursos on-line.

Na Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), por exemplo, os cursos virtuais gratuitos alcançaram 11 vezes mais pessoas depois da pandemia.

“A gente tem que buscar formas de levar para a sociedade aquilo que a gente produz, que é a pesquisa. O uso das plataformas virtuais para disseminação de conhecimento é uma coisa sem volta”, diz Marcelo Müller, engenheiro florestal da Embrapa Gado de Leite.

A Universidade do Cavalo, em Sorocaba (SP), também viu os números de seus cursos crescerem.

A instituição matriculou 5 vezes mais alunos virtuais durante a pandemia e passou a oferecer conteúdo ao vivo para os amantes de cavalo, em um evento chamado “Live de pista”, que chegou a reunir 30 mil pessoas de uma só vez.

Leilões e concursos

Outro setor que se reinventou foi o de leilões e de concursos de animais.

Uma exposição das raças dos gados Simental, Simbrasil e Simlandês, por exemplo, que acontecia presencialmente em Itapetininga (SP), passou a ser totalmente on-line.

Os organizadores precisaram contratar uma equipe para filmar 40 candidatos ao prêmio. E o gasto saiu pela metade do valor que seria para deslocar todo o gado até a cidade paulista.

Uma das vantagens da exposição virtual é que o gado fica no ambiente que está acostumado, sem sofrer nenhum estresse.

O outro benefício é que mais animais podem participar. Na última edição, foram inscritos 500, bem mais do que nos eventos presenciais.

Além disso, a exposição teve leilões virtuais que faturaram mais de 10 vezes o valor da edição de 2019.

Para assistir a reportagem completa acesse o link:
https://g1.globo.com/economia/agronegocios/globo-rural/noticia/2021/09/05/populacao-rural-usa-a-internet-para-tirar-duvidas-e-participar-de-eventos-durante-a-pandemia.ghtml

Por: Globo Rural

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Tecnologia

Fazendas do Piauí começam a operam com 4G tratores e outras máquinas

A conectividade permite que produtores rurais adotem tecnologias, diminuam seus custos e encontrem melhores oportunidades de venda.

Um fato inédito e pioneiro marcou esta semana a região do Cerrado do Piauí: a chegada do sinal 4G em  fazendas da região de Baixa Grande do Ribeiro e Ribeiro Gonçalves. O investimento é do Grupo Insolo que investe no Piauí há mais de 20 anos.  “A chegada do 4G na região tem também um grande impacto social porque é um sinal que será também usado pela população das comunidades”, avalia o presidente da Associação dos Produtores de Soja do Piauí, Aprosoja Piauí, Alzir Neto.

Segundo ele, agora as lavouras da região estarão diretamente ligadas, via Internet, com o mundo. Isso representa um grande avanço tecnológico para pesquisa, produtividade, economia e atração de investimentos porque tudo que é feito pelos produtores agora poderá ser acompanhado em tempo real  em qualquer lugar do mundo.

Com isso,  a telefonia celular é acessada  em qualquer parte do campo dos Cerrados piauienses. “É um salto importante porque o sinal é aberto e pode ser usado pelas comunidades nos telefones celulares dos habitantes dos municípios. Até a semana passada nenhuma fazenda no meio do Cerrado tinha rede , só nas sedes das fazendas e era  via rádio.

Fazendas do Piauí começam a operam com 4G tratores e outras máquinas (Foto: Divulgação)
Fazendas do Piauí começam a operam com 4G tratores e outras máquinas (Foto: Divulgação)

“Com essa possibilidade até o maquinário pode ser mais moderno.  Máquinas que trabalham com pesquisas em tempo real enviando e recebendo dados passam a funcionar nos Cerrados”, declarou.

A conectividade permite que produtores rurais adotem tecnologias, diminuam seus custos e encontrem melhores oportunidades de venda. A conexão veloz pode  facilitar pesquisas, dar acesso a novos fornecedores e permite ver preços e pesquisar equipamentos.

Atribuem-se mais de 60% do crescimento agrícola nos últimos anos à melhora tecnológica, que não é restrita à utilização de maquinário moderno. Desenvolvimento de sementes, acesso a insumos com preços menores, sistemas para venda com preços competitivos, meios para escoamento das produções, formação educacional de produtores e mecanismos para acesso rápido a crédito também fazem parte.

A tecnologia só é adotada se for lucrativa. Com a diferença de preços, a tecnologia que está tocando os grandes produtores, levando a agricultura brasileira a salvar a economia brasileira.

Pequenos, médios e grandes produtores se auxiliam, e os menores saem favorecidos com tecnologia, expertise e infraestrutura. “Existe uma estrutura de apoio a eles em termos de orientação tecnológica. Com o passar dos anos, eles vão se tornando autossuficientes e profissionais. Era isso que se queria há mais de 40 anos”, afirma Elias Teixeira Pires, consultor em agronegócio e produtor.

Fazendas do Piauí começam a operam com 4G tratores e outras máquinas (Foto: Divulgação)Fazendas do Piauí começam a operam com 4G tratores e outras máquinas (Foto: Divulgação)
Fazendas do Piauí começam a operam com 4G tratores e outras máquinas (Foto: Divulgação)

Presença 4G no Cerrado aumenta produtividade

Apesar do avanço tecnológico em equipamentos e conectividade ainda é um desafio a agricultores. A realidade no campo é que a modernidade ainda esbarra na falta de conectividade. Os dados não chegam aos produtores em tempo real. Enquanto 1% dos moradores nas cidades diz não ter acesso à internet, nas áreas rurais esse índice é de 21%, segundo levantamento do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Há dois anos, menos de 10% do território agrícola brasileiro está conectado atualmente, o que representa 7 mil quilômetros quadrados cobertos por internet 4G – as principais áreas estão nos estados de Mato Grosso do Sul, Goiás e Bahia. Uma torre de telefonia pode cobrir até 35 mil hectares.

Atualmente, com apenas 23% da área rural coberta com sinal de internet móvel, o Brasil poderia ampliar o valor da produção agrícola em até R$ 100 bilhões com a ampliação do sinal de telefonia. A estimativa consta de estudo da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (Esalq/USP) divulgado em maio pela ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, e pelo ministro das Comunicações, Fábio Faria.

Por: O meionorte

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Agricultura Tecnologia

Tecnologia de aplicação no sulco de plantio amplia eficiência dos biológicos

 

Parceria entre Biotrop e Orion para aplicação de bioinsumos via sulco de plantio vai atingir mais de 100 mil hectares tratados em menos de um ano. – Foto: Divulgação

O processo de seleção e manipulação das bactérias para compor os produtos biológicos e naturais na indústria e em seus laboratórios é algo complexo e que exige muita tecnologia, segurança e preparo por parte das empresas. A Biotrop, companhia que tem feito massivos investimentos principalmente em Pesquisa & Desenvolvimento (P&D) e biossegurança, visando a alta performance de seus bioinsumos, é um grande exemplo. Para oferecer aos produtores o alto desempenho nos biodefensivos, inoculantes e bioativadores na lavoura, a empresa firmou, no fim do ano, uma parceria com a Orion Tecnologia e Sistemas Agrícolas Ltda, de Pompeia/SP, que desenvolve equipamentos profissionais de alta qualidade para aplicação de produtos líquidos no sulco do plantio.

Por meio do exclusivo programa de fidelidade Biopontos, os agricultores clientes tiveram acesso a condições comerciais diferenciadas para a compra dos equipamentos de aplicação no sulco fabricados pela Orion. Em menos de um ano, a parceria teve grande adesão por parte dos produtores, que reconheceram os ganhos em aliar as duas tecnologias. Até o momento mais de 50 mil hectares estão sendo tratados com produtos da empresa em equipamentos da Orion.

De acordo com Ivan Grossi Nakamoto, e especialista de inteligência de mercado da Biotrop, já foram fechados mais 50 mil hectares até safra 2024, dentro da parceria. “Hoje já atendemos em torno de 50 produtores em oito estados diferentes, principalmente de Goiás, São Paulo e Mato Grosso, o que comprova o sucesso dessa parceria.”, acrescentou.

O sucesso do Programa Biopontos deve-se à unificação de tecnologias de ponta no atendimento ao agricultor, com uma excelente produtividade e rentabilidade das lavouras. O programa está disponível em todas as grandes regiões agrícolas do Brasil, sendo encontrado em todos os canais de distribuição parceiros Biotrop e Orion.

Tecnologia na aplicação

Existe uma série de fatores que precisam ser observados para que os bioinsumos possam expressar todo o seu potencial uma vez aplicados. Com a tecnologia da Orion, a Biotrop tem a segurança de que as bactérias atingem o alvo perfeitamente ativas. “Com a aplicação de produtos biológicos e naturais com jato dirigido no sulco de plantio, o produtor se beneficia da precisão, condição, local, quantidade e momento correto que a prática permite, protegendo não só a semente, mas também o microambiente no qual ela é depositada”, diz Ricardo Rodrigues da Cunha, fundador e CEO da Orion.

Segundo ele, o uso da tecnologia de aplicação de produtos líquidos no sulco de plantio já é comum para algumas culturas, sendo muito utilizada em soja e milho. Entretanto para culturas como algodão, arroz, centeio, cevada, trigo, amendoim, batata, entre outras, o aumento da adoção tem acontecido de forma bastante intensa, nas últimas safras.

Para que a aplicação seja efetiva, entretanto, faz-se necessária uma especial atenção para alguns parâmetros, que interferem diretamente na ação dos produtos biológicos. “Estamos lidando com organismos vivos e a Orion sempre teve o devido cuidado com fatores como o pH da água, temperatura da calda e pressão de trabalho, que se mantidos nos padrões adequados e garantem o sucesso da operação”, ressalta Ricardo Cunha.

Ainda segundo o diretor, quando o uso dos produtos é realizado seguindo todos os parâmetros destacados, os feedbacks dos produtores sempre são positivos: “Nosso compromisso é com uma produção mais rentável e sustentável, e essa parceria com a Biotrop garante isso”, finaliza Ricardo Cunha.

Por: Revista Cultivar

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Tecnologia

Governo Federal inaugura primeira antena de 5G em área rural do País

 A nova tecnologia vai permitir ao produtor reduzir custos e ganhar competitividade.

Antena 5G instalada em fazenda modelo em Rondonópolis (MT) – Foto: Guilherme Martimon Mapa

Ao sobrevoar a plantação de algodão, um drone transmite em tempo real e com alta definição (4K) a situação da lavoura. No escritório, a equipe técnica usa óculos de realidade virtual e consegue reproduzir as imagens a partir de hologramas, recriando, assim, a situação do campo.

Esse é um dos cenários possíveis a partir da conectividade 5G no campo, que passa a estar disponível a partir desta terça-feira (11) com a inauguração da primeira antena em área rural dessa nova geração da internet na fazenda modelo do Instituto Matogrossense de Algodão (IMAmt), em Rondonópolis (MT).

É a partir da conexão em 5G que drones, chips, GPS e equipamentos como tratores poderão entrar em ação e enviar informações sobre comportamento e saúde do animal e manutenção de condições climáticas da lavoura, por exemplo.

Com esse serviço, a digitalização do agronegócio ganha força e reforçar o papel do Brasil como protagonista no cenário mundial de produção de alimentos a partir da redução de custos e diminuição de perdas na produção. O acesso à internet no campo ainda leva cidadania, conhecimento e oportunidades aos produtores rurais das áreas mais remotas, assim como oportuniza aos produtores mais competitivos a implementação das tecnologias mais avançadas no que diz respeito à agricultura digital e de precisão.

A ministra Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) destacou que o governo federal trabalha para que a tecnologia 5G chegue a todos os brasileiros.  “Esse leilão [das frequências de operação da nova geração de internet móvel] vai bombar para que essa tecnologia seja democratizada, chegue a todos. Com certeza, isso vai trazer melhoria no social, ambiental e na produtividade do agro brasileiro. Isto é o início de uma estrada do que virá para o futuro do agro brasileiro”.

Instalada pela fabricante Nokia, a antena permite o sinal de internet em alta velocidade a partir de uma transmissão gerada pela própria estrutura. É o chamado 5G “pura” ou standalone.

“O 4G revolucionou a vida das pessoas e o 5G vai revolucionar as indústrias. Para o agronegócio, que é quem está fazendo o nosso Brasil crescer, mesmo nessa crise, junto às telecomunicações, será um avanço gigantesco. O 5G vai fazer que o nosso agro vai crescer 20% a mais, em média, e esse leilão está muito próximo de acontecer. O 5G é um dos eventos mais importantes que ocorrerá nesse governo do Jair Bolsonaro e demonstra a preocupação desse governo com esse setor que alavanca a nossa economia”, ressaltou o ministro das Comunicações, Fábio Faria.

Cases

O monitoramento remoto, a partir de sensores, permite a medição da temperatura e avaliação das condições hídricas imediatas na plantação. Em simulação, foi possível acionar a irrigação em determinada área mesmo a quilômetros de distância.

Os tratores também estão conectamos. Ao comprar esse tipo de máquina, o produtor não adquire apenas o equipamento, mas um serviço conectado, que gera dados para aprimorar a produção. Pelo serviço digital inteligente, é possível que a fábrica preste manutenção no trator e atue como uma unidade de treinamento.

“A informação tem que ser rápida, certa e confiável. Com a tomada de decisão mais rápida possível, podemos chegar ao problema e a solução muito antes que cause prejuízo no desenvolvimento das lavouras”, explica o presidente da IMAmt, Paulo Sérgio Aguiar, sobre as vantagens da instalação da antena e do monitoramento remoto.

Foto: Guilherme Martimon Mapa

De acordo com o CEO da Nokia Brasil, Ailton Santos, a conectividade será fundamental para a missão do Brasil de atender a demanda crescente global por alimentos nos próximos anos. “O mundo precisa do Brasil”, afirmou.

Já o diretor de Soluções Corporativas da TIM Brasil, Paulo Humberto Gouvea, destacou que implantar a tecnologia 5G se trata de “um projeto de país” e que empresa está  investindo para que o acesso do serviço esteja disponível em todo o país. A experiência com padrão standalone foi garantida por operação de rede realizada pela empresa, que obteve uma licença temporária, em caráter experimental.

O presidente da Associação ConectarAgro, Gregory Riordan, disse que a instituição irá contribuir para integração entre agentes do setor com o objetivo de levar internet a mais propriedades rurais e a geração de novos negócios no agro.

Diversos parlamentares participaram da cerimônia.

5G no Brasil

O sinal da tecnologia “5G pura” foi acionado pelo presidente Jair Bolsonaro na abertura da Semana das Comunicações, dia 5 de maio. A primeira antena do modelo está localizada no Palácio do Planalto, em Brasília.

Segundo o ministro das Comunicações, até o fim deste ano serão 20 pilotos de 5G em todo o país, sendo que a expectativa é que todas as capitais brasileiras tenham internet 5G até julho do ano que vem e que todos os brasileiros tenham acesso a internet até 2028.

Para a implementação do 5G no Brasil, será realizado leilão das frequências de operação da nova geração de internet móvel. Discutido em diversas audiências públicas ao longo de 60 dias em 2020, o leilão é considerado não arrecadatório, já que todas as verbas levantadas serão investidas em infraestrutura de comunicação e aprimoramento da conectividade em áreas ainda carentes.

 

Por: Brasil agro

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Tecnologia

Trator movido a biogás tornará fazendas autossuficientes

Modelo zera emissões de CO2 e reduz custos com combustíveis em até 40%.

A New Holland Agriculture vai disponibilizar ao mercado, ainda em 2021, o trator T6 Methane Power em diversos países do mundo. O maquinário utiliza gás metano como combustível e, assim, pode tornar autossuficientes as fazendas com biodigestores para produção de biogás.

Máquina estará disponível para mercado brasileiro até 2022. (foto – CNH Industrial)

A primeira unidade do trator foi apresentada pela CNH Industrial na feira Agritechnica, na Alemanha, em 2019, como uma peça fundamental do conceito de “Fazenda Independente de Energia” da marca.

Os testes de campo estão nos estágios finais e, até a metade do ano, as primeiras unidades do trator serão entregues a clientes selecionados na Alemanha, França, Itália, Reino Unido, Bélgica, Holanda e Luxemburgo. Estes mercados estão mais avançados na produção de biogás.

Até o final do ano, o trator ficará disponível para os demais clientes europeus e de alguns outros mercados ao redor do mundo. Este desenvolvimento consolidará a marca New Holland em soluções de combustíveis alternativos. Os tratores elétricos são uma destas alternativas.

“Há 14 anos, desenvolvemos um ciclo fechado entre a produção agrícola e a geração de energia para tornar a agricultura neutra em CO2 ou até mesmo negativa em carbono. Neste ano, transformamos isso em realidade, uma vez que nosso trator movido a metano entrará na linha de produtos da New Holland”, afirma Carlo Lambro, presidente mundial da New Holland Agriculture.

América latina

Para o mercado sul-americano, a expectativa é de que o trator movido a metano esteja disponível para importação a partir de 2022 para Brasil e Argentina. Por ora, o modelo não será fabricado por aqui, apesar de estar sendo testado, com sucesso, há pelos menos dois anos na região.

Esse tipo de trator dá ao produtor rural a possibilidade de utilizar o biogás gerado dentro da propriedade (por meio de um biodigestor, por exemplo) para abastecer o equipamento.

Deste modo, ele aproveita o chamado ciclo virtuoso da fazenda, que se torna cada vez mais autossuficiente do ponto de vista energético e ambientalmente correta.

Além disso, o agricultor tem a redução dos seus custos operacionais e tranquilidade no gerenciamento das suas atividades, pois se torna autossuficiente em produção e uso de combustível e livre das oscilações do mercado de combustíveis fósseis.

Brasil

O trator utilizado em testes no Brasil, um T6.180, utiliza o metano gerado através da biomassa renovável produzida na usina de biogás disponível na fazenda.

Ele possui todas as características de um trator comum e está equipado com um motor de seis cilindros produzido pela FPT Industrial, que gera uma potência máxima de 180 cv e torque de 750 Nm. O biometano é armazenado em tanques no trator. A autonomia é de pelo menos meio dia de trabalho durante a operação normal.

“A tecnologia oferece inúmeras vantagens ambientais, incluindo a redução de até 80% das emissões em comparação com um motor diesel padrão. O impacto de carbono é virtualmente zero. Além disso, uma redução de custos entre 25% e 40% pode ser alcançada”, explica Nilson Righi, gerente de portfólio agrícola da CNH Industrial.

Por: AG Evolution

Fonte: Canal Rural

 

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Tecnologia

Produtores querem ampliar conectividade da zona rural, hoje de apenas 23%

Produtores querem ampliar conectividade da zona rural, hoje de apenas 23%
Legenda: O assunto foi debatido em audiência pública realizada pelo grupo de trabalho da Câmara dos Deputados (Imagem: Paulo H. Carvalho/ Agência Brasília)

Produtores rurais querem garantir que o leilão de 5G no Brasil seja uma oportunidade de ampliar a baixa conectividade da área rural. Diretor de Inovação da Agropecuária do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Cléber Soares afirmou que hoje apenas 23% da área rural brasileira tem algum nível de conectividade e chamou atenção para o impacto que a conectividade poderia ter sobre o valor da produção agropecuária brasileira, estimada em R$ 1 trilhão para 2021.

“Se dobrarmos a conectividade no campo no território brasileiro, o impacto será em torno de 6.3% sobre o valor bruto da produção agrícola brasileira. Se chegarmos a 80% de conectividade no espaço agrícola brasileiro – não estou considerando nem 5G, mas 4G, 3G ou mesmo 2G – isso representa um impacto sobre o valor bruto da produção agrocpecuária brasileira de 10,2%”, disse.

O assunto foi debatido em audiência pública realizada pelo grupo de trabalho da Câmara dos Deputados que acompanha a implantação da tecnologia 5G no Brasil, nesta quinta-feira (18). O deputado Vitor Lippi (PSDB-SP), que pediu a audiência, concorda que a conectividade pode aumentar a produtividade no campo. “Embora estejamos falando sobre 5G, aproveitando o leilão, queremos abordar como ampliar a conectividade do campo também por meio de outros programas”, esclareceu.

Compromissos das empresas

O presidente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Leonardo Euler, lembrou que a Anatel está “em vias” de realizar o leilão do 5G, cujo edital já foi aprovado pela agência. Ele esclareceu que, neste leilão, serão licitadas diversas faixas de radiofrequência para aprimorar os serviços de telecomunicações tanto de quinta geração (5G) quanto de 4G, incluindo a faixa de 700MHz, considerada ideal para a conectividade na área rural. O edital também prevê compromissos de investimentos da empresa, inclusive a ampliação da cobertura de 4G em pequenas localidades e a conectividade em rodovias.

De acordo com o presidente da Anatel, mais de 90% dos municípios e da população brasileira têm cobertura 4G, mas a cobertura é centrada nos municípios-sede. Entre 12 e 14 mil localidades não-sede, como vilas e povoados, estão hoje sem nenhum tipo de cobertura celular, nem mesmo de primeira geração. O edital deve contemplar a cobertura de 8 mil localidades. Entre os estados com menores percentuais de população coberta, estão estados do Nordeste, como Maranhão e Piauí.

Por: Brasil Agro

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Governo do Tocantins debate inovações tecnológicas para aumentar produtividade e redução de custos na agropecuária

Realizado virtualmente na última sexta-feira, 19, pelo Governo do Estado, por meio da secretaria da Agricultura, Pecuária e Aquicultura (Seagro), Universidade Federal do Tocantins (UFT) e parceiros, o seminário Agro Innovation 2021, Uso de Tecnologia de Precisão no Campo 4.0, foi uma excelente oportunidade para que agricultores, docentes, universitários, representante de associações, cooperativas e empresas ligadas ao agronegócio  tiraram suas dúvidas e aprofundaram seus conhecimentos na produção tecnológica no campo.

Sustentabilidade na agroindústria; revolução no campo com startups e blockchain; transformação digital no agronegócio; geomonitoramento e rastreabilidade e oportunidades e desafios ao longo da cadeia produtiva na agricultura foram temas debatidos durante as palestras e ciclo de debates.

“Um momento especial para o incentivo ao avanço tecnológico da agricultura e pecuária no campo. O Brasil e o mundo precisam cada vez mais de alimentos, portanto faz necessário à difusão de tecnologia para aumentar a produtividade, qualidade e redução de custos da produção de alimentos no campo. É também uma oportunidade para que os produtores possam evoluir na produção tecnológica no campo”, enfatizou o secretário da Seagro, Jaime Café, durante a abertura do seminário que seguiu até às 18h.

O secretário relembrou ainda que o Tocantins é genuinamente agropecuário e é preciso incentivar o uso tecnológico na agricultura de forma mais produtiva e sustentável. “É preciso debater cada vez mais a importância da inovação, da sustentabilidade e da comunicação no agronegócio para conseguirmos conquistar novos mercados com credibilidade. O Governo do Estado incentiva os produtores rurais na busca de novas tecnologias para o avanço da produção e produtividade no campo”, disse.

Aproximadamente 600 pessoas participaram do seminário. O atual presidente da Fundação de Amparo a Pesquisa do Tocantins (FAPT), Márcio Silveira, apresentou as tecnologias utilizadas na entidade, apresentado as pesquisas desenvolvidas, nos últimos anos. Ele lembrou ainda que, o governo do Estado tem projeto de construir o Parque Tecnológico no Estado, centro de pesquisa para o desenvolvimento das tecnologias. “Esse empreendimento impulsionará ainda mais a tecnologia no Tocantins, em diversos segmentos, sendo instrumento de desenvolvimento no agronegócio”, lembrou.

Na palestra, “sustentabilidade na agroindústria” proferida pelo doutor em engenharia mecânica da Universidade Beira Rio Interior, Portugal, Pedro Dinis, foram apresentadas diversas tecnologias de ponta utilizadas nos modelos de produção e as experiências  adquiridas e desenvolvidas na Europa, na agricultura e agroindústria. “A otimização tecnológica na agricultura aliada à agroindústria é fundamental para promover o desenvolvimento altamente produtivo e sustentável no campo, amparado em projetos inovadores, incorporando um conjunto de tecnologias eficientes e sustentáveis na agroindústria para ganhos mais produtivos”, disse.

Para o palestrante, Silon Júnior Procath da Silva, da Universidade Federal de  Santa Maria (RS), “o futuro do agro está no desenvolvimento científico, integrando, produtores no uso sistematizado das tecnologias disponíveis em plataformas  e aplicativos voltados para atender o homem do campo, e assim, reduzir custos e alcançar alta na produtividade”. Ele reforçou o uso das tecnologias utilizadas por meio de startups, inteligência artificial, uso de robôs e drones para auxiliar o produtor em suas tomadas de decisões no cultivo das lavouras.

Mesa redonda

Também participou das discussões, a gerente de Desenvolvimento Tecnológico da Seagro, Mestre em Modelagem Computacional de Sistemas, Valéria Pereira Mota Seagro; a professora da Universidade Federal do Tocantins (UFT), Flávia Lucila Tonani Siqueira; o diretor de Agrotecnologia, tecnologias e sociobiodiversidade da Seagro, Fernando Garcia; o consultor em Inovação e Transformação Digital, Pompeo Scola; e a engenheira de Alimentos, Doutora em Química, gerente de Fomento à Agroindústria da Seagro, Verônica França.

“Estamos na nova era do agro, com nascimento da indústria 4.0, onde as novas tecnologias digitais estão sendo determinantes para o aumento da produtividade nas lavouras, além de trazer diversas possibilidades ao agricultor nas tomadas de decisão, no acesso a informações vitais e precisas para o acompanhamento de todo ciclo agrícola na propriedade”, pontuou Valéria Pereira Mota.

Participam também do evento, a empresa Markestrat, a Universidade Beira Interior, a Universidade Federal de Santa Maria, Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, Instituto de Desenvolvimento Rural do Tocantins (Ruraltins), Universidade Estadual do Tocantins, Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, Universidade Católica do Tocantins, Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Superintendência Federal de Agricultura (SFA/TO), Agência de Defesa Agropecuária  (Adapec), Instituto Federal da Educação, Ciências e Tecnologia do Estado do Tocantins (IFTO),  Fundação de Amparo às Pesquisas no Estado do Tocantins, Organização das Cooperativas do Brasil – TO, Federação de Agricultura e  Pecuária do Estado do Tocantins e Instituto Natureza do Estado do Tocantins (Naturatins).

Fonte: Sec. de Agricultura – TO

Por: Noticias agrícolas

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Irrigação foi fundamental para a safra de arroz 20/21

É uma redução de 50% no consumo de água.
Imagem: Divulgação

Para correr cada vez menos riscos com as variações climáticas, produtores de arroz estão investindo na irrigação por pivô central. A tecnologia tem feito a diferença nos resultados da safra.

No Rio Grande do Sul, estado que produz cerca de 70% do grão no país, o sistema foi destaque na safra 20/21, especialmente no período de estiagem que assolou as lavouras entre o final de 2020 e o começo deste ano. “Devido ao baixo volume de água utilizado pelo pivô central na cultura de arroz, os agricultores que usam a ferramenta conseguiram manter suas áreas planejadas, mesmo com os baixos níveis de chuva”, diz Henrique Levien, diretor da Infosafras.

O especialista destaca que a irrigação das lavouras de arroz por pivô central impulsiona a produtividade e reduz custos. Ele explica que a irrigação por inundação, tradicional no plantio de arroz gaúcho, quando comparada ao pivô central, tem gastos superiores. “No arroz, a inundação gasta 10.000m³ de água por hectare, enquanto a irrigação por pivô central gasta 5.000m³. É uma redução de 50% no consumo de água, entregando os mesmos resultados na colheita”, comenta.

Outro diferencial possibilitado pela irrigação por pivô central é a rotação de culturas, que protege o solo e potencializa a produção. “Hoje, o arroz tem um casamento muito bom com a soja. Em um ano, o produtor pode plantar arroz, e no outro, soja. O pivô central atende perfeitamente essas duas culturas. Como temos um verão muito bem definido, que é seco, essa tecnologia vai auxiliar ambas. Isso dilui os custos de aquisição para o produtor”, afirma.

Por: Agrolink

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Tecnologia

MP Agro aposta em linha de transformação de autopropelidos

A MP Agro, empresa do interior de São Paulo, deu uma nova função aos pulverizadores autopropelidos parados na fazenda.Com a linha de distribuidores de fertilizantes em aço inox, batizada de “Z”, é possível optar pela revitalização do autopropelido que não estava sendo utilizado, gerando grande economia ao produtor. “A Linha Z é um projeto que nasceu para atender um dos maiores grupos do Brasil, o grupo Bom Futuro, e hoje é um produto consolidado no mercado como uma solução inteligente para o produtor devido à sua alta qualidade, baixo investimento e excelente aplicabilidade em campo”, conta o CEO, Douglas Peccin.

A Linha Z, além de ser fabricada com estrutura 100% em inox, o que a torna uma máquina para a vida toda, tem soluções desenvolvidas para cada modelo de autopropelido do mercado, ou seja, oferece configurações específicas para o equipamento que o produtor tem, seja de qual marca for. “Vale destacar que além de ser fabricada em material de alta durabilidade, tem fácil instalação, sistema de esteira removível, agricultura de precisão embarcada de fábrica e sua instalação é realizada pela equipe técnica da MP Agro diretamente na propriedade do cliente”, aponta a profissional.

Economia 

Optando por fazer a transformação oferecida pela MP Agro, é possível gerar uma grande economia. Ao invés de ter que se desfazer da máquina e perder dinheiro, o produtor tem o equipamento transformado, economizando até 80% do valor em relação a um autopropelido novo, que custa em média entre R$ 600 mil e R$ 900 mil.

Outra importante vantagem é a de poder fazer aplicações em culturas mais altas ou mais avançadas. “Por possibilitar o fracionamento da aplicação de fertilizantes em estágios mais avançados da cultura, o aumento de produtividade e qualidade se torna muito significativo, como é o caso da aplicação de nitrogênio no milho e algodão, possibilitando que o investimento feito no equipamento seja pago logo na primeira safra ou safrinha apenas com o que foi produzido a mais devido a aplicação fracionada”. Além disso, permite utilizar o mesmo rastro do pulverizador, diminuindo as perdas por amassamento, com uma produtividade de até 600ha/dia”, explica o CEO da MP Agro.

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Variedade de milheto aumenta qualidade dos grãos e reduz custos

A variedade é geneticamente modificada para sobreviver o clima no Sul e não multiplica nematóides, que prejudicam o solo

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) lançou uma nova variedade de milheto. Com o objetivo de ser uma opção para a produção de grãos, de forragem e de palhada de alta qualidade, a tecnologia pode também reduzir os custos dos criadores de animais.

A pesquisadora da Embrapa Milho e Sorgo Jane Machado explica que uma das principais diferenças dessa variedade é o material geneticamente melhorado. “Quando a gente pensa em melhorar o desenvolvimento da cultura, pensamos na genética. No caso dessa nova variedade de milheto, tem o diferencial que foi desenvolvida para a região sul. Por isso, ela se torna mais adaptada às condições climáticas da região”, diz.

Além disso, reforça a especialista, o milheto apresenta elevado potencial produtivo, arranque inicial de desenvolvimento rápido e não multiplica o nematoide. “Essa cultivar é tolerante ou resistente a desenvolvimento de nematóides, e isso hoje para o nosso país é muito importante porque esses micro-organismos têm causado danos relevantes, principalmente no solo”, completa.

Fonte: Por Canal Rural