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Exportações FAEPA/CNA/SENAR Pecuária

Senado volta ameaçar a exportação de gado vivo no País

Para debater esse assunto e mostrar a importância desse mercado, o DBO Entrevista desta segunda, 20, conversou com Carlos Fernandes Xavier, presidente da Faepa e Lincoln Bueno, presidente da Abeg.

No início deste mês de setembro a proibição do comércio internacional de boi em pé voltou à tona no País, através de uma sugestão legislativa no Senado. A repercussão foi negativa no setor de pecuária brasileiro, gerando inúmeras críticas de entidades de criadores e genética animal.

O fato é que não é a primeira vez que os congressistas se posicionam contra esse mercado. Desde 2018, um projeto de lei tenta proibir esse comércio, que no ano passado movimentou US$ 217,2 milhões.

Para debater esse assunto e mostrar a importância desse mercado, o DBO Entrevista chamou para a roda de conversa Carlos Fernandes Xavier, presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Pará (Faepa) e Lincoln Bueno, presidente da Associação Brasileira dos Exportadores de Gado (Abeg).

A exportação de bovinos vivos é liderada pelo Pará. Na última década, o Estado respondeu por 83% dos embarques de bovino vivo. É seguido por Rio Grande do Sul e São Paulo. Será que é possível esse mercado se reerguer e mostrar que está alinhado com todas as diretrizes de bem-estar animal? Confira na nossa roda de conversa!

Por: Portal DBO

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PAGRO - Pará Agronegócio

Produtor de cacau concorre a prêmio em maior evento de chocolate na França

João Evangelista, de Novo Repartimento. Foto: Fundo JBS pela Amazônia

Chegou a hora dessa gente bronzeada mostrar seu valor, como diz a canção “Brasil Pandeiro”, do extinto e lendário grupo Novos Baianos.
Só que no lugar de Tio Sam, quem vai conhecer a “nossa batucada” é o povo francês.

O cacauicultor João Evangelista, do município de Novo Repartimento, no Pará, teve a sua amostra de cacau selecionada para a final da mais prestigiada premiação de cacau do mundo, o Prêmio Internacional do Cacau (ICA, sigla em inglês).

João Evangelista faz parte do projeto RestaurAmazônia, uma iniciativa da Fundação Solidaridad apoiada pelo Fundo JBS pela Amazônia que visa promover a restauração com sistemas agroflorestais (SAFs) utilizando o cacau como a principal espécie para geração de renda.

Das 350 amostras avaliadas por especialistas de todo o mundo, as amêndoas produzidas por três produtores brasileiros fazem parte das 50 finalistas. A premiação, que ocorrerá no Salon du Chocolat de Paris, entre 28 de outubro e 1º de novembro de 2021, é o evento global de maior prestígio do setor de chocolates. As amêndoas selecionadas pelo prêmio são reconhecidas como de alta qualidade.

Bioeconomia 

Pará e Bahia são os maiores produtores de cacau do Brasil, com as lavouras paraenses localizadas dentro da Floresta Amazônica. O cacau é uma espécie nativa do bioma, e o seu cultivo une o desenvolvimento socioeconômico das comunidades locais com a preservação da vegetação nativa.

A lavoura de cacau permite a implementação de sistemas de produção altamente sustentáveis, contribuindo para uma agricultura diversificada, regenerativa e de baixo carbono.

Há quatro anos que João Evangelista é um dos beneficiários do programa desenvolvido pela Solidaridad desde 2016. A iniciativa ganhou novo impulso com o RestaurAmazônia, um dos seis projetos aprovados em 2021 pelo Fundo JBS pela Amazônia, que tem por objetivo promover ações de conservação e preservação da floresta, melhoria da qualidade de vida das comunidades locais e desenvolvimento científico e tecnológico da região. Os seis primeiros projetos receberão um apoio financeiro de R$ 50 milhões do Fundo.

Dono de uma propriedade com 4,5 hectares, o produtor conta que, antes do projeto, havia uma terra desmatada no local, que estava praticamente tomada por capim. Com a assistência técnica fornecida pela Solidaridad e investimento no plantio do cacau, o terreno de Evangelista foi recuperado e hoje cultiva seis mil cacaueiros com mais de 30 variedades de plantas, entre elas 300 árvores mogno.

“Antes, as pessoas derrubavam as árvores, mas eu plantei e hoje elas estão bem desenvolvidas, com copas muito bonitas e amplas”, diz.

Para ele, o caminho correto do produtor é trabalhar com a terra sem depender de desmatamento para aumentar a produtividade.

“Hoje, temos ajuda de profissionais para termos o conhecimento de como produzir mais e, ao mesmo tempo, preservar a floresta. Desmatar e colocar fogo são práticas destrutivas que devem ser abolidas”, conclui.

Sobre o Fundo JBS pela Amazônia 

 O Fundo JBS pela Amazônia é uma associação dedicada a fomentar e financiar iniciativas e projetos que visam ao desenvolvimento sustentável do bioma amazônico. A instituição é aberta a contribuições e parcerias da iniciativa privada, do terceiro setor e de grupos multistakeholder. A JBS compromete-se a igualar a contribuição feita em cada doação até atingir R$ 500 milhões. A meta é que os recursos do Fundo atinjam R$ 1 bilhão até 2030. Qualquer instituição ou empresa pode apresentar projetos para solicitar financiamento, desde que tenha CNPJ ativo (ou o equivalente para empresas internacionais). As inscrições podem ser feitas pelo site https://fundojbsamazonia.org/

Sobre a Solidaridad 

A Fundação Solidaridad é parte da Solidaridad Network, uma organização internacional da sociedade civil que atua há mais de cinquenta anos no desenvolvimento de cadeias de valor socialmente inclusivas, ambientalmente responsáveis e economicamente rentáveis da agropecuária. Busca acelerar a transição para uma produção inclusiva e de baixo carbono, contribuindo para a segurança alimentar e climática do mundo. No Brasil há 12 anos, desenvolve com seus parceiros iniciativas de sustentabilidade nas seguintes cadeias: algodão, cacau, café, cana-de-açúcar, erva-mate, laranja, pecuária e soja.

Por: Pará terra boa.

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PAGRO - Pará Agronegócio

Governo promove debate para impulsionar a produção de cacau do Pará

Fotos: Pedro Guerreiro – Ag. Pará

A Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Pará (Semas), juntamente com Secretaria de Estado de Desenvolvimento Agropecuário, da Pesca (Sedap) e Secretaria Estadual de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia (Sedeme) promoveram, na manhã desta quinta-feira (02), a primeira oficina da cadeia produtiva de cacau, de modo virtual. O encontro teve participação das cooperativas e associações de produtores, com o objetivo de criar uma política pública estadual para desenvolver e beneficiar esta cadeia produtiva no Pará, para que ela possa alcançar seu pleno potencial de mercado.

O encontro faz parte do Projeto “Bioeconomia Pé no Chão”, criado a partir de demanda do governo do estado para atender, facilitar e potencializar a produção do cacau, pimenta e castanha no Estado. Entre os principais aspectos levantados na reunião que podem beneficiar o setor estão o investimento em tecnologia para o desenvolvimento genético da qualidade das amêndoas produzidas no estado e o apoio aos produtores com capacitação técnica e subsídios para exportação do produto, certificação de origem orgânica e rastreabilidade ambiental do cacau paraense. Entre os produtores, o consenso é o de que os gargalos tecnológicos e operacional são atualmente os principais entraves do setor. O Projeto “Bioeconomia Pé no Chão” nasceu a partir de estudo realizado por Salo Coslovsky, professor da Universidade de Nova Iorque (NYU), que identificou que, apesar do seu grande potencial, a participação do Pará e da Amazônia neste biomercado ainda é muito pequena.

As diversas situações apresentadas durante a reunião por produtores de diferentes regiões do estado ajudam a traçar um panorama da situação do mercado paraense e a desenvolver um programa para beneficiar o setor. Raul Protázio Romão, Secretário Adjunto de Gestão de Recursos Hídricos e Clima da Semas, afirma que a articulação iniciada nesta oficina vai impulsionar esta cadeia produtiva. “Esta ação do estado parte de uma oportunidade vislumbrada por um estudo da universidade de Nova York (Amazônia 2030), que mostra baixa participação do estado do Pará no comércio mundial de produtos amazônicos. O Pará, como segundo maior estado amazônico, tem ínfima participação no mercado mundial de exportação de alguns produtos, como cacau, açaí, pimenta-do-reino, por exemplo. Nós decidimos então, a partir de orientação do governador, de que Semas, Sedap e Sedeme irão atuar em conjunto em ações de fortalecimento da produção estadual, para que ela possa atender ao padrão internacional de qualidade. É interessante como produtores e cooperativas de diferentes locais apresentam problemas completamente diferentes, mas abrangentes. E este mapeamento é de fundamental importância para a produção. Vamos incrementar a capacidade de articulação entre banco, produtor e governo do estado e alavancar a participação do Pará no acesso a este mercado internacional de cacau.”

A capacitação dos produtores é ponto fundamental para alavancar a produção do estado, como afirma Lucas Vieira, secretário adjunto da Sedap. “Vamos dialogar para que a gente possa melhorar cada vez mais a cadeia produtiva de cacau do Pará. Em nossos projetos tem a parte da internacionalização do cacau, para que possamos aumentar a exportação deste produto. A gente já tem avançado neste trabalho, precisamos capacitar cada vez mais, temos que fazer nosso dever de casa, capacitar nossos produtores e nos capacitarmos para que a gente possa valorizar cada vez mais e o mercado possa procurar cada vez mais a gente. Por isso, estamos capacitando cada vez mais nossos produtores ao mercado internacional, devido à importância desta cadeia produtiva para o Brasil. Temos previsto para os próximos meses uma capacitação dos produtores na internacionalização da cadeia produtiva do cacau. Vamos selecionar cooperativas e produtores para que gente possa desenvolver este projeto para divulgar nosso cacau em alguns países, como França, Holanda, uma ação que iniciamos em 2019. A nossa produção de cacau fino ainda não é tão grande, vamos começar de forma pequena para depois chegar a outros países.”

A atuação direta junto às cooperativas faz parte da estratégia elaborada pelos órgãos de estado para desenvolver o mercado e a produção, como afirma Rafaela Pimentel, diretora de Projetos Estratégicos da Sedeme. “A Sedeme está realizando trabalho junto a cooperativas, vamos colocar à disposição nosso portfólio junto às cooperativas, temos ações de crédito junto a produtores. Em relação à exportação, estamos com um trabalho muito forte, realizado por intermédio da coordenação entre o mercado e o comércio exterior.”

A valorização do produto e apoio à comercialização são alguns dos pontos centrais para o desenvolvimento do setor, como afirmou o produtor rural Pedro Santos. “Quando a gente fala de qualidade e preço, a nossa grande dificuldade é a questão de valorizar este produto e apresentar um produto de alta qualidade. Quando o produtor tem o cacau seco, ele quer entregar e receber. A cooperativa não tem poder de investimento de pagar um cacau de qualidade, de receber e exportar, de fazer o destino final. E o produtor não consegue andar só, sem auxílio, o melhor caminho é o coletivo. Temos que criar um aporte financeiro para fazer este produto chegar lá na ponta. A bomba está quase para explodir e esta explosão é de qualidade para o nosso estado. Nós provamos que o nosso potencial é muito grande. Agora é pegar esta qualidade e valorizar para que este produto chegue na ponta. A nossa região, tanto na Transamazônica, quanto sudeste, sul e nordeste paraense têm potencial. Temos que organizar este nosso potencial para valorizar esta qualidade e o valorizar o trabalho do produtor.”

O estudo desenvolvido pelo professor Salo Coslovsky mostra que, apesar de possuir 30% das florestas tropicais do planeta, a Amazônia Legal tem apenas 0.17% de participação no mercado internacional da bioeconomia, considerando os produtos que já exporta. Um dos casos examinados pela pesquisa é o da Bolívia, o maior exportador mundial de castanhas-do-brasil. “O cacau do Pará é hoje o produto certo, no local certo. A impressão é de que se trata de fenômeno de potencial gigantesco. Queremos saber o que podemos fazer para apoiar, para que os produtores possam fazer mais e fazer melhor. Queremos saber quais instrumentos estão à disposição do governo, além dos que ele já dispõe, para desenvolver este potencial. A Amazônia exporta produtos da floresta, como castanha, cacau, que já proporcionam recursos razoáveis. No entanto, a região gera uma receita média de 300 milhões de dólares com a exportação de produtos da floresta, mas o mercado global destes produtos é de quase 200 bilhões de dólares”, afirmou Coslovsky.

Por: Bruna Brabo – SEMAS

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PAGRO - Pará Agronegócio

Cacau paraense recebe selo das Olimpíadas de Tokio

O fruto, cultivado em Tomé-Açu, foi o primeiro a receber o selo de Indicação geográfica no estado do Pará.

 

Cacau paraense recebe selo das Olimpíadas de Tokio

Uma linha de chocolate produzida no Japão, que utiliza 100% das amêndoas importadas do município paraense de Tomé-Açu, recebe selo comemorativo das Olimpíadas de Tokio, que ocorrerão até 8 de agosto, no país do sol nascente.

A Meiji, empresa que comercializa as amêndoas paraenses, utiliza como bandeira de qualidade o fato de se tratar do primeiro produto a receber o selo de Indicação Geográfica (IG) no Pará. Concedido pelo INPI – Instituto Nacional da Propriedade Industrial – o selo é usado para produtos ou serviços que são característicos do local de origem, o que lhes atribui reputação e identidade própria, além de os distinguir de seus similares no mercado.

O Pará é o maior produtor de cacau do Brasil e não existem outras cooperativas no país que exportem as amêndoas para o Japão, apenas a Cooperativa Agrícola Mista de Tomé-Açu (CAMTA). “O nosso cacau conseguiu Indicação geográfica justamente por ser um cacau fino, diferenciado, isso fica claro quando exportamos para países que possuem critérios rigorosos de exportação”, explica Fabiano Andrade, analista do Sebrae na região.

Atualmente, são quase 100 produtores cadastrados na cooperativa e o limite para a exportação são 500 toneladas anuais, o que está se tentando aumentar. “A Meiji é a segunda maior produtora de chocolate do Japão, logo é uma vitrine muito importante”, reforça Fabiano.

Sílvio Shibata, presidente da Associação Cultural e de Fomento Agrícola de Tomé Açu (ACTA), lembra que o Sebrae é um grande parceiro por oferecer profissionais especializados para a conquista da IG. “O Sebrae nos forneceu uma assessoria, sem a qual seria muito mais trabalhoso obter essa conquista” afirma. Vale lembrar que o Pará possui a terceira maior colônia japonesa do Brasil, sendo que em Tomé-Açu se concentra a maior comunidade.

O Sebrae trabalha com um processo de governança dentro da Indicação Geográfica e levou consultorias especializadas em IG para a execução do processo. “Hoje trabalhamos a popularização da marca, deixar o brasão, sinal da IG, conhecido regional, nacional e internacionalmente, para trazer esse ganho ao produtor final”, diz Fabiano, ao destacar a parceria com o Governo do Estado na união de esforços para consolidar uma agroindústria de amêndoas, trabalhar o processo de rastreabilidade do produto, gerar um QR Code, além de contar a história dos produtores e expandir o produto.

Exportação

O primeiro lote de amêndoas de cacau com o selo de Indicação Geográfica de Tomé-Açu foi enviado para o Japão em julho do ano passado e foi um marco na conquista dos produtores da região. No primeiro lote foram enviadas 25 toneladas, o que rendeu cerca de 35 mil dólares para a cooperativa.

O grande diferencial do cacau de Tomé-Açu está em seu cultivo ambientalmente responsável, que simula o ambiente de uma floresta nativa: trata-se da tecnologia Sistema Agroflorestal de Tomé-Açu, um modelo exclusivo na Amazônia, desenvolvido pela comunidade nipo-brasileira. “O mercado japonês gosta de saber de onde vem o produto, para nós é a maior alegria e orgulho representar o estado do Pará”, diz Alberto Ke-Iti Oppata, presidente da CAMTA.

O Sebrae atuou no processo por meio de diagnóstico, consultorias e preparo dos produtores, potencializando os negócios. “Atuamos desde o processo de articulação da governança para a obtenção da IG, além de montar estratégias para o momento pós indicação geográfica, tais como acesso a novos mercados, rastreabilidade dos produtos, estudos de mercado, entre outros”, conta Fabiano ao lembrar que, após a conquista da IG, os produtores se sentiram mais valorizados e o mercado passou a solicitar os produtos com certificado de origem. “Após a implantação da rastreabilidade da IG de Tomé-açu, o chocolate consumido no Japão traz as informações do produtor, sua forma de beneficiamento e produção realizados.

O chocolate comemorativo das Olimpíadas é do tipo Bean To Bar – chocolates artesanais fabricados a partir dos grãos de cacau (amêndoas) da melhor qualidade, em uma produção mais natural, que aproveita melhor as propriedades desse insumo. Isso os diferenciam dos chocolates industrializados, que são produzidos, na maioria das vezes, a partir da massa de cacau ou da remoldagem de chocolates já prontos.

Para Rubens Magno, diretor-superintendente do Sebrae no Pará, o fato de o talento e o conhecimento dos produtores de Tomé-Açu chegarem a terras tão distantes, é a prova incontestável da qualidade da amêndoa produzida no estado. “Isso nos dá muito orgulho e sentimento de conquista e gratidão. Ao oferecer um produto de qualidade que vai ter um nível internacional de exposição, só gera contentamento e inspiração para que o trabalho continue e seja cada vez melhor. Tomé-Açu é um grande exemplo de que a perseverança, cautela e aprendizado são grandes ferramentas para grandes conquistas”, finalizou.

Por que há o limite de 500t para exportação?

Temos hoje 4 milhões de pés de cacau em Tomé-Açu, desses, 1 milhão é dos cooperados da CAMTA, cuja  produção é de 800 toneladas/ano, porém, desse total, nem tudo passa pelo crivo padrão da amêndoa exportada, que precisa ser acima de 1 grama, e taxa de germinação indicada. “Só passa 400 ou 450 toneladas dentro desse padrão. É uma limitação que temos e que esperamos resolver em breve com os jardins clonais que estamos trabalhando”, explicou Alberto Oppata. Nos Jardins clonais são cultivadas  espécies de cacau melhorado, propícios para exportação e que são produzidos com melhoramento genético por meio de enxertias. Os três jardins clonais da cooperativa são mantidos em parceria com a Ceplac, Universidade de Agricultura de Tokio e Meiji. Com isso, o objetivo é reduzir o custo de produção e melhorar a produtividade.

E quanto é exportado hoje?

Exportamos 450 toneladas por ano, o que representa cerca de  60% da nossa produção. O restante fica para o mercado interno, como São Paulo, Bahia, Pará e empresas, a exemplo da Natura.

Todo esse volume vai para o Japão ou também para outros países?

O Japão é o principal mercado de exportação, para onde segue a maior parte da produção. Outra parte menor, o chamado “cacau corrente” fica no Brasil para comercialização interna. Atualmente estamos em negociação com Argentina e Estados Unidos, para onde já vendemos nossa pimenta-do-reino.

Como a produção vem crescendo?

Começamos a vender para a Meiji em 2009 e nosso melhor desempenho foi em 2018 com um trabalho intensivo de melhoramento de produtividade. Investimos na tecnologia Sistema Agroflorestal de Tomé-Açu, um modelo exclusivo na Amazônia, desenvolvido pela comunidade nipo-brasileira, o que nos permite oferecer um produto de qualidade, o chamado “cacau fino” para exportação.

Outra coisa é saber se ela tem prêmio no preço, pela qualidade.

Sim. O produtor Jorge Takahashi recebeu o título de um dos melhores cacaus do mundo  no Salão do Chocolate de Paris, evento de referência em chocolate/cacau fino, no ano de 2010.

Fonte: Assessoria de Imprensa Sebrae

Por: Portal do Agronegócio

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FAEMA / SENAR-MA

FPR-Formação Profissional Rural • Notícias

O curso tem duração de dois anos, na modalidade semi presencial

O Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) está com inscrições abertas para o processo seletivo do curso Técnico em Agronegócio, na modalidade semi presencial, com a oferta de 2.410 vagas em 70 polos de apoio presencial distribuídos em 21 estados e no Distrito Federal.

No ato da inscrição, o candidato deverá anexar o histórico escolar e indicar o polo de ensino para participar das aulas presenciais.

O curso Técnico em Agronegócio tem carga horária de 1.230 horas e está dividido da seguinte forma: 80% é feito a distância e 20% com aulas presenciais, no polo indicado pelo candidato aprovado.

Ao longo do curso, o participante estudará técnicas de gestão, de comercialização e aprenderá como atuar na execução de procedimentos para planejar e auxiliar na organização e controle das atividades de gestão do negócio rural.

Antes de efetivar a inscrição, os candidatos devem ler o edital atentamente, pois o sistema aceita somente uma inscrição por CPF e não permite edição após o envio dos dados. As inscrições vão até o dia 14 de fevereiro pelo site senar.org.br/etec

Para mais informações entre em contato via 0800 642 0999.

SERVIÇO

O que: Processo seletivo curso Técnico em Agronegócio
Data: De 23/01 a 14/2
Link para acessar o edital e efetivar a inscrição: http://etec.senar.org.br/
Link para Critérios de Classificação Rede e-TEC MaranhãoClique AQUI 
Informações e dúvidas: 0800 642 0999 – De segunda a sábado, das 8h às 21h (horário de Brasília)

Repost: Senar/ma

Parceria: Ruralbook x Senar MA

 

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Guzerá Guzerá da Amazônia

A Funcionalidade do Guzerá

Uma das grandes vantagens do guzerá é sua rusticidade.

O Guzerá é de dupla aptidão, com algumas linhagens definidas para leite e a maioria do gado selecionada para carne. Mesmo as linhagens de leite são de grande porte, tendo já registrado fêmeas, como Francesa-JA, com 853 kg de peso vivo e produção leiteira de 4.500 kg na lactação, ou Potinga-JA, com 750 kg de peso vivo e produção de 5.672 kg na lactação. Na idade adulta, as fêmeas pesam entre 450-650 kg, com recorde de 941 kg e muitos animais acima de 800 kg; os machos pesam entre 750-950kg, coM recordes ao redor de 1.150kg.

Continua em expansão o Programa de Melhoramento Genético do Guzerá para leite, utilizando a tecnologia MOET, em 2 centros. A produção média verificada em Controles Leiteiros Oficiais é de 2.535 kg, para 1.419 animas, até 1997. A maior produtora é “Maricota da Teotônio”, com 6.716 kg, seguida por várias outras acima de 6.000 kg. A raça Guzerá é famosa pelo teor de gordura no leite, consagrando-se “Faisca-JA” como maior produtora, com 14,5%, seguida por diversas outras que atingiram mais de 10,0% na produção diária.

Os resultados do Guzerá em termos de animal-de-corte são muito conhecidos, bastando observar os diversos cruzamentos obtidos corn a raça. Nas grandes extensões do Brasil Central ou do Centro-Oeste, a rusticidade e a habilidade maternal do Guzerá podem ser atributos valiosos, explicando sua crescente utilização.

Repost: guzerá.org.br

 

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Guzerá Guzerá da Amazônia

A Consolidação do Guzerá no Brasil

O Guzerá foi a primeira raça zebuína a chegar ao Brasil, entre as que persistem . A raça foi trazida da Índia, na década de 1870, pelo Barão de Duas Barras, logo dominando a pecuária nos cafezais fluminenses. Surgia como solução para arrastar os pesados carroções e até vagões para transporte de café, nas íngremes montanhas, e também para produzir leite e carne. Com a abolição da escravidão, em 1888, os cafezais fluminenses entraram em decadência, levando os fazendeiros a buscar maior proveito do gado, por meio da seleção das características leiteiras e cárneas. Os criadores de Guzerá foram os apologistas das vantagens e virtudes do gado, enfrentando a “guerra contra o Zebu”, promovida por cientistas paulistas e estimulada pelo Governo Federal, ao mesmo tempo que abasteciam o Triângulo Mineiro, onde iria se sediar a futura “meca do Zebu”.

O Guzerá foi a raça de maior contingente até o inicio da década de 1920, quando surgiu a raça “Indubrasil”, produto da infusão de sangue Gir sobre o mestiço “GuzoneL” (Guzerá x Nelore). Seu reinado, portanto, durou mais de 50 anos Nenhuma outra raça zebuina teve um reinado tão longo, depois do Guzerá, até hoje! A partir dessa data, as fêmeas Guzerá eram adquiridas para formar a nova raça promovida no Triângulo Mineiro, culminando em uma autêntica “caçada”, resultando na decadência da raça. Apenas dois criadores sustentaram o Guzerá nesse período:João de Abreu Júnior, em Cantagalo, RJ e Cristiano Penna, em Curvelo, MG.

Mesmo com poucos criadores no país, o Guzerá manteve sua presença nas exposições nacionais e brilhava em concursos leiteiros. Na Exposição Nacional de 1936, venceu as campeãs das raças holandesa, Jersey e Guernsey, provocando entusiasmo no então presidente Getúlio Vargas. Foi a raça escolhida para diversas exportações, estando presente em duas dezenas de países, e também para implantação nos núcleos de desbravamento governamental, tais como “Projeto Radambrasil”, escolas agrícolas, postos indígenas, etc.

Depois da importação de 1962/63, o Guzerá ganhou novo impulso, principalmente quando a “Maldição dos 100 Anos liquidou grande parte do rebanho nordestino” (Grande Seca de 1978-1983, que se repete de 100 em 100 anos). Era comum ouvir a frase: “quando um Guzerá cai para morrer, todos os demais gados já morreram”. Nesse período, 70% do contingente da Exposição Nordestina era de Guzerá, pois somente esta raça continuava viva no sertão (Santos, 1998). Ao mesmo tempo, consolidava diversos cruzamentos de formação de raças bimésticas. Rapidamente, a fama como gado ideal para toda sorte de cruzamentos ganhou todo o território nacional.

Na década de 1990, o Guzerá passou a ser francamente utilizado como alternativa para formação da vaca da F-2 nos mais diversos cruzamentos de corte, abrindo horizontes que levam á crença de que será uma das mais vigorosas raças no inicio do novo milênio. Grandes e famosos criadores de Nelore passaram a criar Guzerá, para atender seus clientes, fornecendo possantes tourinhos “Guzonel” que são indicados para os cruzamentos indiscriminados com raças européias. Em dezenas de grandes leilões de Nelore ou mesmo de raças européias, vai crescendo a presença do Guzerá, atingindo bons preços (DBO, Jan/2000).

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Fatos e Acontecimentos Guzerá Guzerá da Amazônia

Curso de julgamento movimenta Parque Fernando Costa em Uberaba – MG

Imagem: ABCZ

Ao todo, 90 pessoas participam essa semana de mais uma edição do Curso de Julgamento das Raças Zebuínas, promovido pela ABCZ. As aulas teóricas e práticas são ministradas por profissionais das ciências agrárias, membros do quadro de jurados da ABCZ, com especialização em Julgamento.

Emanuel Adrian Silva veio de Piauí para participar do curso. Ele é criador de Nelore PO há cerca de oito anos e se inscreveu em busca de mais informações para contribuir para a seleção. “Sou apaixonado pela pecuária e estou sempre em busca de mais conhecimento. Estamos no segundo dia de aulas e o curso já superou todas as minhas expectativas. Um curso que realmente ensina a gente a diferenciar os melhores animais”, comemora.

Nas aulas práticas, os alunos têm contato com todas as raças zebuínas: Brahman, Gir, Gir Leiteiro, Guzerá, Indubrasil, Nelore, Nelore Mocho, Sindi e Tabapuã. Este ano, pela primeira vez, também a equipe organizadora também trouxe um animal Nelore pintado para o Centro de Avaliação das Raças Zebuínas.

A programação começou ontem (23) e segue até a próxima sexta-feira (27).  de julho. O curso é um pré-requisito para os profissionais das áreas das ciências agrárias, Agronomia, Veterinária e Zootecnistas que desejam se tornar jurados das Raças Zebuínas. A coordenação é da Superintendência Técnica e Superintendência Técnica Adjunta de Julgamento da ABCZ.

REPOST: ABCZ

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Eventos do Agronegócio Guzerá Guzerá da Amazônia Raças e Genética

GUZERÁ será destaque nas Feiras Agropecuárias do Pará em 2018

O guzerá foi uma das primeiras raças de zebu trazidas para o Brasil, servindo como base para formação de diversos outras raças zebuinas (indubrasil, tabapuã, brahman) e no cruzamento com a vacada anelorada produz o guzonel. Os primeiros registros indicam que a raça teve origem na Índia e no Paquistão. São conhecidos pela pelagem, que varia entre os tons de cinza, do mais claro ao escuro. Além disso, são animais de grande porte, que se destacam entre os outros bovinos.

O guzerá pode ser bem aproveitado para qualquer ramo da pecuária, com algumas linhagens definidas para leite e a maioria do gado selecionada para carne. Mesmo as linhagens de leite são animais de grande porte, sendo que algumas fêmeas já se destacaram, com 853 quilos de peso vivo e produção leiteira de 4.500 quilos na lactação. Na idade adulta, as fêmeas pesam entre 450 e 650 quilos, com recorde de 941 quilos e muitos animais acima de 800 quilos. Já os machos dessa raça pesam entre 750 e 950 quilos, com recorde de 1.150 quilos.

O rebanho Guzerá, segundo ANCP – Associação Nacional dos Criadores e Pesquisadores, está muito bem em relação às demais raças. Tem o menor PN e 120d entre todas (lembramos q em alguns rebanhos as mães são ordenhadas). Aos 210d praticamente empata c/a Nelore, supera a Brahman e ainda perde p/a Tabapuã. Aos 365d praticamente empata c/a Tabapuã e supera as demais. Aos 450d supera todas.

Nos rebanhos que participam do programa ANCP os pesos médios são: PN=32kg; P120d=125kg; P210d=187kg; P365d=251kg e P450d=288kg

Cruzamentos

A raça Guzolando é representada por bimestiços oriundo dos cruzamentos entre as raças Holandesa e Guzerá. Os animais combinam vantagens das duas raças. As composições de sangue dão destaque à aptidão leiteira do gado Holandês, sem perda da capacidade de produção de carne e leite, rusticidade e adaptabilidade aos trópicos, características pronunciadas no Guzerá. As fêmeas têm elevada aptidão leiteira e ostentam a forma tradicional de cunha, úbere bem inserido e desenvolvido. Os machos são musculosos, com altos índices de ganho de peso. A raça tem excelente desempenho e grande aceitação em todo o Brasil.

Uma Guzolando tem condições de produzir cerca de 25 a 30kg de leite por dia, o mesmo perfil de uma vaca Holandesa, mas com custos 50% menores. O objetivo do cruzamento é fazer com que a raça Holandesa, mundialmente a maior produtora de leite, embora muito exigente quanto ao clima e à alimentação, ceda para a raça Guzolando as suas características produtivas no que se refere à quantidade de leite. Da mesma forma, a raça Guzerá cede à rusticidade que se reflete numa melhor adaptação ao clima tropical e melhor aproveitamento das pastagens grosseiras, tornando o custo de produção do leite mais baixo.

Eventos

No Pará, o Guzerá tem crescido ano após anos através de criadores apaixonados e dedicados pela raça.

Um dos grandes leilões da raça no Brasil é realizado no Pará que já segue em sua 13ª Edição – Leilão Evolução do Guzerá. Este ano será realizado no dia 24 de Agosto no Parque de Exposição da Capital, Belém – PA. O Leilão é realizado pelos criadores Luiz Guilherme Rodrigues (Fazenda Encarnação), Josaphat Paranhos Neto (Guzerá do Guamá), Genis Deprá (Fazenda São Marcos), Adriano Varela & Brilhante Neto (Guzerá da Capital), José Luiz Almeida Filho (Cond. Tachy do Sal) e convidados.

A Associação dos Criadores de Guzerá da Amazônia – ACGA, com mais de 16 criadores, tem trabalhado para melhorar a genética do rebanho como também aumentar o número de exposições com julgamento da raça. Este ano a raça será um dos grandes destaques nas pistas de julgamento das exposições agropecuárias no Pará.

  • Agropec (Paragominas – PA) de 12 a 19 de  Agosto/2018
  • ExpoPará (Belém – PA) de 19 a 26 de Agosto/2018
  • ExpoFac (Castanhal – PA) de 02 a 09 de Setembro/2018
  • Expoama (Marabá – PA) de 08 a 16 de Setembro/2018

Segundo José Luiz Almeida Filho (Luizinho Almeida), Criador e Presidente da ACGA, todas estas exposições já estão com julgamentos de animais confirmados e garante que os melhores animais do Norte estão presentes em pista.

Na EXPOZEBÚ 2017 em Uberaba – MG, o Pará ganhou o prêmio Campeão Touro Sênior – CORONEL II FIV DO GUAMA do criador Josaphat Paranhos Azevedo Neto (GUZERÁ DO GUAMÁ) Faz. São Sebastião em Garrafão do Norte – PA.

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Vem aí, o Grande Leilão de Produção Guzerá da Capital – Edição 2017

Dia 28 de Outubro (Sábado – 14h) em Brasilia – DF e você já tem compromisso marcado conosco no AGROCANAL ou aqui mesmo pelo RURALBOOK. Grandes ofertas de Touros, Bezerras, Vacas e Touros para repasse.

Frete facilitado, condições especiais para pagamento são algumas das atrações deste leilão.

EVENTO: LEILÃO DE PRODUÇÃO GUZERÁ DA CAPITAL – EDIÇÃO 2017
DATA: 28/10/2017
HORÁRIO: 14h00
LOCALTatersal Osvaldo R. da Cunha – Granja do Torto em Brasília / DF
INFORMAÇÕES: (18) 3608.0999
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Você pode assistir o leilão, que será transmitido pelo AgroCanal, pelo portal ruralbook:


Segue link: >>>>>  ruralbook / Agrocanal.  <<<<< Clique Aqui