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Homeopatia Veterinária #5: Alguns mitos e verdades envolvendo a Homeopatia

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O QUE É A HOMEOPATIA?

É um método terapêutico onde sua aplicação pode ser preventiva e/ou curativa. Os medicamentos agem estimulando o sistema imunológico do indivíduo a se defender da doença, promovendo o Equilíbrio Orgânico. A Homeopatia é fundamentada no princípio de que toda substância capaz de provocar determinados sintomas numa pessoa sadia é capaz de curar tais sintomas numa pessoa doente.

O método foi desenvolvido em 1796, pelo alemão Samuel Hahnemann e trazido ao Brasil pelo médico homeopata francês, Benoit Mure, no dia 21 de novembro de 1840, por isso nesta data é comemorado o “Dia da Homeopatia”. No Brasil é especialidade médica reconhecida pelo Conselho Federal de Medicina desde 1980 e pela Assembleia Geral de Saúde da OMS, desde 1977. É amplamente difundida em muitos países, principalmente na França, Inglaterra, Alemanha, Canadá, Índia, Brasil, Argentina, México e África do Sul.

HOMEOPATIA VETERINÁRIA

O tratamento homeopático pode ser aplicado aos animais segundo o mesmo princípio que para os humanos. Pode ser usada em animais de companhia e grandes animais como bovinos, caprinos, suínos, etc.

QUAIS OS PRINCÍPIOS DA HOMEOPATIA POPULACIONAL?

A Homeopatia Populacional, desenvolvida no Brasil pelo médico veterinário, Claudio Martins Real, que descreveu os seus fundamentos, quais sejam;
•Considera o rebanho como um só organismo, onde cada animal está condicionado aos mesmos estímulos.
•Considera que o rebanho sob exploração está sob estresse permanente e
•Considera que a ação do medicamento homeopático age através do Sistema Nervoso, e tem caráter biomodulador.
O uso populacional foi de importância extraordinária, para a moderna exploração animal por permitir levar a um número muito grande de animais os benefícios da ação dos produtos homeopáticos. Por sua eficácia, pela ausência total de toxidez com impossibilidade absoluta de deixar resíduos na carne ou no leite, a Homeopatia tornou-se a medicina ideal para a saúde dos rebanhos.

EXISTE DIFERENÇA ENTRE FITOTERAPIA E HOMEOPATIA?

Sim. A Fitoterapia é a forma de tratamento que usa medicamentos de origem vegetal em doses ponderais, ou seja, nas formas de cápsulas, tinturas, chás e existe a presença de substâncias ativas. A Homeopatia utiliza medicamentos de origem vegetal, mas também de animal e mineral sendo que estes são produzidos através de uma técnica especial de preparo específica que está disposta em legislação federal (Farmacopeia Homeopática Brasileira).

A AÇÃO DA HOMEOPATIA É LENTA?

Ao contrário do que é comum se ouvir dizer, a ação do medicamento homeopático não é lenta, iniciando-se imediatamente após o contato com as mucosas. Nos casos agudos, quando indicado corretamente, o resultado é igual ou mais rápido do que a alopatia. Porém, nos casos crônicos, assim como a doença teve um determinado período (mais ou menos longo) para estabelecer, o organismo necessita de um determinado tempo para voltar ao equilíbrio.

POR QUE A COMPOSIÇÃO DO MEDICAMENTO HOMEOPÁTICO É IMPERCEPTÍVEL?

Quando Hahnemann iniciou a experimentação, percebeu que certas substâncias não poderiam ser usadas em grandes quantidades. Passou então a diluir cada vez mais, agitando o medicamento (sucussões) e obtendo assim, melhores resultados. As diluições atingem, em determinados momentos, tal ordem que não se encontra mais a presença da substância original.

A substância ao ser diluída e agitada molda-se conforme o insumo ativo original, e com as repetições, produz como que “cópias virtuais” do princípio ativo, independente da presença ou ausência deste. Estas “cópias” (um tipo de imagem do medicamento) ativam ou energizam os sistemas alvos e desencadeia a resposta orgânica do paciente. Esta forma de energia, contida nas “cópias” estimula os mecanismos naturais de cura do indivíduo. Assim o efeito medicamentoso em homeopatia não é bioquímico, mas sim energético.

QUEM USA HOMEOPATIA NÃO PODE MAIS UTILIZAR A ALOPATIA?

A Real H é a favor da solução do problema dos animais, não é contra o uso de alopatia.
As duas formas terapêuticas podem ser associadas, sempre sob supervisão de Médico Veterinário, principalmente, em circunstâncias onde o desequilíbrio no organismo já está tão intenso e profundo que, apesar de (aparentemente) bem medicado com o tratamento o paciente não consegue responder adequadamente. Isto é muito comum nos surtos infecciosos e parasitários, onde as condições ambientais estão de tal ordem desequilibradas que o ambiente torna-se também um fator de manutenção do contágio, mantendo ou retroalimentando a situação problema.

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Homeopatia Veterinária #4: Adeptos e expansão

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2ª parte – Prof. Dr. Claudio Martins Real – Med. Vet. Homeopata

A criação da Homeopatia, por Samuel Hahnemann, no fim do século XVIII e início do XIX, representou, além de uma nova terapêutica, nova concepção sobre a origem das doenças. Os novos métodos e concepções, como vendaval renovador, abalaram o mundo cientifico da época, principalmente a classe médica ciosa de seu saber.

Rapidamente a Homeopatia ganhou adeptos, chegou a Paris, centro cultural da Europa, de onde se expandiu para todos os continentes.
Naquele tempo, inúmeras epidemias dizimavam o rebanho bovino, entre elas: a Peste Bovina e o Carbúnculo Hemático, e o Mormo entre os eqüinos. A França tivera seu rebanho reduzido à metade e foi este fator, entres outros, que levou o governo francês (rei Luiz XV), a formalizar a profissão, criando as primeiras escolas veterinárias do mundo: Lyon,1762 e Alfort,1766.

Diante da pressão que se encontravam os veterinários para solucionar os problemas existentes, é natural que a nova terapêutica, a Homeopatia, grangeasse adeptos.É importante destacar nesta época o veterinário alemão Willem Lux, (1777-1849) professor na escola veterinária de Leipzig contemporâneo de Hahnemann, um dos primeiros veterinários a usar a Homeopatia.

Lux adquiriu fama ao solucionar uma epidemia de Carbúnculo Hemático. Como não dispunha de medicamentos homeopáticos que cobrisse o “retrato” clínico da doença (ver 1a parte), Lux teve a idéia de tratar a epidemia com sangue dinamizado de um bovino carbunculoso e os resultados foram surpreendentes. Posteriormente, solucionou uma epidemia de Mormo na Hungria dinamizando o corrimento nasal de um cavalo com a doença.

Com estas inovações Lux estabeleceu as bases da Isopatia, procedimento terapêutico que usa os métodos homeopáticos no preparo de medicamentos que são extraídos do próprio doente.

A Homeopatia, terapêutica humana, individual, baseada na experimentação do homem sadio e que dá importância primordial aos sintomas psíquicos,apresenta grandes dificuldades em sua aplicação aos animais ,pacientes incapazes de expressar seus sintomas e com poucas manifestações psíquicas. As patogenias, ”retratos”, dos medicamentos estabelecidos para os humanos são projetados, segundo a Lei dos Semelhantes (lei da Homeopatia), para os animais.

homeopatia-veterinariaAo mesmo tempo estabeleceram-se “retratos”de medicamentos de medicamentos com base na experimentação e nos quadros tóxicos em animais.

Como terapêutica individual, a Homeopatia vem sendo utilizadas em clínicas veterinárias onde, não raro, animais portadores de doenças consideradas incuráveis como a displasia coxofemural, tumores, etc. obtém curas memoráveis. No Brasil e em todos os países do mundo, o tratamento individual com a Homeopatia já ultrapassou a clínica de pequenos animais e é usado com êxito em haras, granjas leiteiras e pocilgas. Para exemplificar: na Inglaterra o médico oficial da família real é homeopata,assim como os cavalos e os animais da granja real são atendidos por veterinário também homeopata. O próprio príncipe Charles é um apologista da Homeopatia por sua eficácia e caráter ecológico.

BORDET em Alfort, França; HAENELTH em Hannover, Alemanha; GENGOUX em Liége Bélgica, são de professores que em suas faculdades de veterinária propagaram a Homeopatia. HAENELTH se destacou no tratamento de problemas ginecológicos e de fertilidade da vaca; BORDET no tratamento de pequenos animais e GENGOUX na comprovação experimental da Homeopatia em veterinária, sendo de se destacar o trabalho realizado por JENNER, da prevenção do tumor transmissível de Landschtz no rato, com o emprego dos ácidos ribonucléico, ARN, e desoxiribonucleico , ADN, preparados homeopaticamente.

O interesse dos médicos veterinários brasileiros pela Homeopatia é crescente e pode ser expresso na fundação da Associação dos Médicos Veterinários Homeopatas do Brasil, AMVHB, em agosto de 1993 em São Paulo, com mais de uma centena de veterinários cadastrados e pela existência no País de diversos cursos de especialização em Homeopatia.

A AMVHB é atualmente (2006) uma sociedade de classe consolidade. Já realizou o 1º Congresso Brasileiro de Homeopatia Veterinária em 2003 em São Paulo e o 2º Congresso em 2005 também realizado em São Paulo, com a participação em cada evento de mais de 150 veterinários. O 3o Congresso será realizado em 2007 em Porto alegre, RS demonstrando a pujança e o crescimento da Homeopatia Veterinária no Brasil.

Fonte: Real H

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Homeopetia Veterinária #3: Compreender a Homeopatia e seu papel na história

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1ª parte – Prof. Dr. Claudio Martins Real – Med. Vet. Homeopata

Para bem compreender a Homeopatia e seu papel na história da medicina, há necessidade de retornarmos ao tempo em que ela foi criada.

No século XVIII, os recursos médicos em uso eram muito limitados e causavam mais mortes do que curas. A ideia dominante de que a causa das doenças estava nos líquidos do organismo, fez com que os médicos passassem a tratar seus pacientes com purgações e sangrias sucessivas que, com freqüência, os levavam a morte.

A história registra a morte, na ponta do bisturi sangrador de alguns personagens célebres, entre estes:
– George Washington, 1º presidente dos Estados Unidos
– Cavour, 1º ministro e unificador da Itália
– Leopoldo II imperador da Áustria morto após 4 sangrias em 24 horas.

Esta precária situação fez com que o médico, Samuel Hahnemann (1755-1843), com clinica em Dresden, Alemanha, abandonasse o exercício da profissão. Como falava e escrevia fluentemente cinco idiomas, Hahnemann, para sustentar sua família, dedicou-se então a tradução de obras médicas.

Dotado de excepcional inteligência, conhecimento e curiosidade cientifica, ingeriu, sem estar doente, uma porção de quinino. Este medicamento que ainda hoje é utilizado no tratamento da malária, provocou em Hahnemann um surto febril semelhante ao encontrado em pacientes com essa doença. Desta forma Hahnemann constatou em si próprio que alguns medicamentos curam doenças que têm os mesmos sintomas que são capazes de provocar no individuo sadio.

Estava assim redescoberta a lei terapêutica sob a qual se baseia toda a cura realizada pela Homeopatia, a denominada Lei dos Semelhantes, “Similia Similibus Curantur” (o semelhente é curado pelo semelhante). Trata-se de uma lei natural de cura já conhecida na Antiguidade, (Hipócrates 400 AC).

Para esclarecer a forma de aplicação dessa lei veja-se um exemplo simples:

Para tratar um paciente com diarréia, um médico alopata, que segue a Lei dos Contrários “Contraria Contraribus, Curantur”, usará medicamentos antidiarréicos que estanquem a diarréia, enquanto que, em Homeopatia o médico homeopata , usará medicamentos que quando experimentado no homem sadio provocaram um quadro de diarréia com sintomas semelhantes aos do paciente.

Para evitar a ação tóxica dos medicamentos, Hahnemann passou a usá-los diluídos em álcool e entre uma diluição e outra, agitava a diluição um número determinada de vezes (sucussões) procedimento esse que chamou de ‘dinamizações’.

real hOs medicamentos diluídos e dinamizados eram experimentados em grupos de pessoas sadias na mais diferentes situações de vida e profissão. Em cada grupo experimental, algumas pessoas recebiam só o álcool sem o medicamento (placebo). Assim, ao final de cada experimento, era possível eliminar sintomas que resultavam só da imaginação da pessoa, uma vez que ela não havia recebido o medicamento.

A repetição dos mesmos sintomas, quando usado o mesmo medicamento em lugares diferentes permitiu “montar o retrato” (patogenesia) de cada medicamento experimentado. Cada “retrato” possui características próprias da ação do medicamento e sinais objetivos de todo o organismo.

O modo de preparo (diluir e dinamizar medicamentos) peculiar da Homeopatia, promove um reagrupamento molecular do diluente (solução hidro-alcoólica), que é característico de cada medicamento. Este rearranjo capta a energia existente na substância original que foi diluída e dinamizada, tornando-a uma cópia virtual.

O medicamento homeopático, quando administrado de acordo com a Lei dos Semelhantes, exerce, através da energia produzida e liberada pela dinamização, um efeito energético benéfico ao nível do organismo independente da causa da doença.

A construção e desenvolvimento de aparelhos cada vez mais sofisticados e sensíveis, capazes de detectar a ação dos medicamentos homeopáticos; a comprovação experimental da homeopatia em animais que não se “sugestionam”; o despertar ecológico com medo crescente da poluição e dos efeitos colaterais dos remédios alopáticos têm impulsionado a Humanidade no sentido de uma Sociedade mais justa voltada para a Natureza; projetaram a Homeopatia neste início de século, como a grande arma contra as doenças, tornando-a, sem a menor dúvida, a Terapêutica do futuro, a medicina do século XXI.

Fonte: Real H

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Homeopatia Veterinária #2: Homeopatia Populacional ajuda a reduzir estresse

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Febre, salivação excessiva, feridas na boca, na teta e nos cascos, perda de peso, retardo no crescimento, corrimento nasal, pelo sem brilho, queda na produção leiteira e menor eficiência reprodutiva são alguns dos sintomas apresentados pelos animais acometidos pela febre aftosa. Altamente contagiosa, a doença pode levar os animais a morte, principalmente os mais jovens.

imagemdim (1)A fim de evitar sérios prejuízos econômicos, os produtores rurais devem ficar atentos ao prazo de vacinação.

A médica-veterinária do departamento técnico da Real H, Denise Telles, explica que este período de imunização é marcado por gerar certo desconforto e estresse aos animais. Para driblar o problema, ela diz que uma ótima solução adotada pelos produtores rurais tem sido a utilização da Homeopatia Populacional, que é consumida direto no cocho.

“O estresse do plantel é um dos maiores entraves que o pecuarista encontra na propriedade nesta fase. A alteração no comportamento do rebanho é seguida pela queda da imunidade, bem como pela susceptibilidade a doenças, perda de peso ou até mesmo queda na produção de leite. A terapêutica é grande aliada do produtor rural porque atua na redução do estresse do gado e contribui para melhor resposta imunológica do organismo do animal submetido ao processo obrigsite_produtos_342058521_mediaatório da vacinação”.

De acordo com a profissional é possível constatar que na hora da vacinação do gado os animais tratados com o Homeo Bovis Convert H, por exemplo, apresentam maior tranquilidade.

“Este produto homeopático tem como principal função a redução do estresse nesta fase tão agressiva ao comportamento animal. Outro diferencial percebido pelos produtores que utilizam a terapêutica é a melhoria na resposta imunológica do rebanho, o que evita prejuízos com a perda de peso e a queda brusca na produção de leite”.

No caso da desvermifugação, prática recorrente nesse período, Denise lembra que quando o pecuarista leva em consideração a relação custo benefício, mais uma vez ele chega à conclusão de que vale a pena utilizar a Homeopatia. “Pecuaristas que utilizam o Homeo Bovis Parasitário no rebanho há pelo menos três meses consecutivos, sob orientação e acompanhamento com exames de OPG, são beneficiados pelo controle natural aos vermes gastrointestinais, evitando assim os gastos com a desverminação do rebanho e a redução na utilização de produtos químicos”. A médica veterinária finaliza que, além de reduzir o custo com os remédios, o pecuarista estará produzindo alimentos de qualidade e livre de resíduos.

Fonte: Real H

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Homeopatia Veterinária #1: Homeopatia reduz custos da pecuária

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Gastos com controle de parasitas podem ter redução em 50%, segundo o especialista da Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola (EBDA), vinculada à Secretaria de Agricultura da Bahia, Antônio Vicente Dias. A utilização de homeopatia na pecuária, além de eficiente no combate e prevenção de doenças do rebanho, pode reduzir em até 80% os gastos com produtos veterinários de origem alopáticas – medicamentos tradicionais -. “A homeopatia permite ao produtor curar efetivamente os seus animais e as suas plantas, dando sustentabilidade à produção, sem agredir o meio ambiente, e permitindo a obtenção de produtos de origem animal e vegetal livres de contaminação química”, explica Dias.

imagemdimOs trabalhos de pesquisa com o uso da homeopatia acontecem na Estação Experimental de Aramari, da EBDA, na região de Alagoinhas. No local, também são realizadas ações de manejo sanitário, controle alternativo de formigas, com a borrifação manual de solução que mistura 50 litros de água com 10 quilos de folhas trituradas de Neem. “Com o objetivo de não comprometer a biodiversidade do ecossistema, utilizamos tecnologias com base nos princípios agroecológicos”, conta a veterinária e chefe da estação, Carolina Mello.

Na estação, mais de duzentos animais são tratados com homeopatia. A alternativa orgânica, combate todas as doenças incidentes no gado, como a tristeza parasitária em bezerros, mosca dos chifres, bernes, carrapatos, verminoses e também na cura da mastite. “A homeopatia atua no organismo de forma natural, respeitando e estimulando os mecanismos de defesa do animal, através de ações imunológicas no combate aos vírus, bactérias, fungos e outros agentes causadores das doenças”, explica Dias.

A rotina no uso dos procedimentos se inicia quando o animal ainda não completou seu primeiro ano de vida. Além das vacinas convencionais, cada bezerro é vermifugado com Sulphur 30 X, com sete dias de nascido, e a partir dos 30 dias, a dose é repetida mensalmente, durante todo o ano. Além do trabalho de prevenção a verminoses, todo rebanho recebe, a cada sete dias, borrifadas com a solução de Neem, eficaz no combate a carrapatos.

Em 2006, a pesquisa intitulada “Uso da Homeopatia no Tratamento da Tristeza Parasitária de Bovinos”, do engenheiro agrônomo da EBDA, Sinval Luz, concluiu que este mal poderia ser curado com o uso de medicamentos homeopáticos.

Redução de custos com remédios

O experimento, realizado com 21 bezerros acometidos com a doença, certificou que o tratamento é eficaz, podendo curar um animal em até oito dias, metade do tempo necessário para cura com outros produtos. Outro fator considerado é a redução de custos com medicamentos. Comparando a média de custo dos tratamentos homeopáticos com a estimativa de custo de medicamentos alopáticos, convencionais, a pesquisa garantiu que a redução é de aproximadamente 87%.

No controle de doenças, o gasto com homeopatia custa em média R$ 3,80 por animal/ano, enquanto pelo método tradicional, são gastos mais de R$ 28,20 por animal/ano. Outra vantagem do medicamento homeopático está na possibilidade de manipulação das formas de aplicação respeitando as condições do rebanho. Baseado nas prescrições veterinárias e nos valores das doses dos medicamentos alopáticos, o custo homeopático é 13,47% do alopático, ou seja, o tratamento homeopático é 86,53% mais barato.

O baixo custo do tratamento, a ausência de resíduos químicos na carne e no leite dos animais, e a redução da mortalidade, são vantagens no tratamento homeopático. Outros benefícios são o controle das infecções em bezerros; minimização do estresse na desmama, e retenção de placenta. Também na bovinocultura de corte, a homeopatia controla parasitas, minimiza o estresse na vacinação e no transporte, e erradica diversas doenças infecciosas.

A Estação de Aramari passou a trabalhar exclusivamente com homeopatia, nos seus rebanhos bovino, caprino e bubalino, a partir de 1996. Esse trabalho, um dos primeiro no País, e cujos resultados vem sendo divulgados em outras regiões, tem despertado a curiosidade de professores, técnicos, pesquisadores e produtores, que buscam agregar valor à produção, oferecendo um produto limpo de agrotóxicos, muito valorizado no mercado consumidor.

Fonte: Jornal Tribuna da Bahia / Real H

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