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O Que São Cavalos De Conformação?

Fonte: Pinterest

Dentre as raças que abrange o mercado equino, a que vem obtendo grande visibilidade é a Quarto de Milha, por possuir uma alta versatilidade quanto as suas aptidões esportivas. Segundo a Associação Brasileira de Criadores de Cavalo Quarto de Milha (ABQM) a raça dispõe de habilidades para várias modalidades esportivas como apartação, rédeas, três tambores, corrida, vaquejada, conformação e etc. Além disso, é também conhecida por apresentar características relacionadas com robustez e velocidade, se adaptar a qualquer situação, somada à capacidade melhoradora de plantel.

Na linhagem de conformação, os animais são selecionados pelo biotipo do cavalo e o propósito da competição é preservar o padrão racial da raça Quarto de Milha. Nesta prova, o animal é julgado com base na sua constituição física, equilíbrio, musculatura e que tenha a combinação mais perfeita às características da raça. As categorias são divididas por idade e sexo (macho, fêmea e castrado) e competem nas classes Aberta, Amador e Jovem.

A classificação em conformação depende da avaliação de vários aspectos, correção na estrutura, nível de musculatura, características da raça, sexo e equilíbrio. Porém o equilíbrio é o mais relevante, e refere-se à mistura da estrutura e estética das partes do corpo. O cavalo ideal é geralmente considerado de cor compacta, que possua apelo no olhar, garganta delicada, pescoço proporcional e elegante, espádua alongada e inclinada, peito aprofundado, dorso curto, lombo firme e unido, garupa e anca alongadas, soldra e pernas bem delineadas e antebraço e peito musculosos. Além disso, as pernas deverão ser retas e estruturalmente corretas e sem manchas. O cavalo deverá ser um atleta uniformemente musculoso.

No momento do julgamento da prova, os cavalos são levados com um cabresto de couro e apresentados ate o juiz, um de cada vez. O animal é avaliado ao trote e após trotar, os cavalos são alinhados da cabeça à cauda para a inspeção individual do juiz. O avaliador irá inspecionar minuciosamente cada animal de ambos os lados, de frente e por trás. Todos os machos com 2 anos ou mais, deverão possuir dois testículos em bolsa escrotal e no caso de cavalos mancos, criptorquidas ou prognatas, estes deverão ser retirados da pista antes da classificação do juiz. As éguas apresentadas na categoria das reprodutoras (éguas que tenham produzido cria resultante de período de gestação, no ano em curso ou no ano anterior, éguas de qualquer idade) não poderão competir em nenhuma das categorias destinadas a potrancas. Na classe Amador não haverá categoria Fêmea de Cria (reprodutoras) e na classe Jovem não haverá categorias de Machos e Fêmea de Cria. Éguas castradas não poderão ser apresentadas em provas de conformação. Na competição, um cavalo pode ser apresentado em somente uma categoria com direito a pontos.

Quando os julgamentos de todas as categorias estiverem finalizados, todos os premiados com os primeiros e segundos lugares daquela categoria por sexo devem retornar à pista; onde formarão uma fila. É exigido que o juiz faça a seleção do Grande Campeão e do Reservado Grande Campeão de cada grupo por sexo (macho, fêmea e castrado) nas classes Aberta, Amador e Jovem que tenham três ou mais inscritos.

Existem duas categorias adicionais, caso haja o interesse e tenha número de inscritos, mas nesta não será atribuída pontuação para efeito do Registro de Mérito ou Campeonatos, são elas: Progênie de Mãe onde poderão ser apresentados 2 animais de 4 anos ou menos, podendo ser macho ou fêmea, por mãe, a progenitora não precisa ser apresentada e Progênie de Pai onde poderão ser apresentados 3 animais de 4 anos ou menos, podendo ser macho ou fêmea, por pai e o progenitor também não precisa ser apresentado. Os cavalos a serem apresentados na categoria de Progênie de Pai e de Mãe devem ter sido apresentados em suas categorias individuais.

Texto por: Myrian Megumy Tsunokawa Hidalgo. Médica Veterinária, CRMV: 14336/PR

Referências

Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Quarto de Milha (ABQM). Regulamento Geral de Concursos e Competições da Raça Quarto de Milha: Regulamento de Provas e Competições – Revisão Setembro 2014. Disponível em: <http://www.abqm.com.br/documentos/esportes/abqm_regulamento-de-competicoes-set2014.pdf>. Acesso em: 23/04/2018

FAO – Food and Agriculture Oganization of United Nations.

Fonte:  Informativo Equestre

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Reduzindo Fatalidades De Corridas De Cavalo: O Que Nós Realizamos E Para Onde Vamos Daqui?

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Fonte: Google

As ocorrências de feridos fatais em cavalos em corridas planas na América do Norte diminuíram 23% desde o início do Relatório de lesão padronizada para a base de dados do Jockey Club. A tendência decrescente das mortes começou em 2013, e alcançou significância estatística em 2015. Esta redução, acreditamos, pode ser atribuída a mudança significativa dentro da cultura do cavalo de corridas como expressas em múltiplas iniciativas de segurança. No Kentucky, essa mudança se manifestou não só como uma diminuição nas mortes de corrida, mas também diminui em rascunhos regulatórios veterinários iniciados pela falta de satisfação e número de cavalos observados doentes após uma corrida inadequada. Essas descobertas são evidências que a saúde geral da população de corrida melhorou. Muitas iniciativas de segurança foram implementadas e creditadas por contribuir com a melhora do registro de segurança. Exemplos incluem:

  • Restrições em dispositivos de tração em ferraduras
  • Mudanças na regulamentação de medicamentos terapêuticos
  • Monitoramento e gerenciamento sistemático e objetivo de superfícies de corrida
  • Implementação de regulamentos de “reivindicação anulada”
  • Credenciamento da Aliança de Segurança e Integridade das pistas de corrida na National Thoroughbred Racing Association
  • Programas de Necropsia e júri de Revisão de Mortalidade
  • Emprego de Comissários de Segurança
  • A adoção de uma Regra de Modelo pela Associação de Comissários de Corrida
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Fonte: Google

Outros afirmam que a diminuição da ocorrência de fatalidades é uma expressão do efeito Hawthorne, em que há um resultado melhorado como uma consequência da consciência de uma população em ser observada. Isso talvez não seja tão gratificante quanto a ideia de que o esforço combinado de todo o espectro dos atores de corrida, tornaram-no um esporte mais seguro. Mas, no final do dia, de qualquer forma, nós vamos aceitar. A redução de 23% nas mortes de corrida não é uma abstração. Centenas de cavalos não morreram no passado e poderia muito bem ter acontecido no passado. A mensagem importante é que a ocorrência de mortes de corrida não é imutável. Isto deve servir de incentivo e de aviso. Encorajamento na medida em que é possível uma mudança positiva, e os esforços para melhorar a segurança devem, e deve continuar. Há trabalho adicional a ser feito através da investigação de biomarcadores de doença ortopédica inicial recente, melhorando a tomada de decisões em todos os níveis que salvaguardem a saúde do cavalo a longo prazo, durante e depois de sua carreira de corrida, identificando modelos de negócios que incentivam a saúde e segurança humana e equina, e desenvolvendo relevantes e envolventes programas de educação para todos os que estão em contato com cavalos de corrida. E o aviso? A mudança também pode ser negativa. Complacência, a afirmação de uma missão realizada, coloca cavalos e seus pilotos, bem como o esporte como um todo em risco, as mortes em corridas ainda podem acontecer em consequência da inércia e de uma perda de vigilância. As ocorrências das fatalidades em corridas na América do Norte continuam a exceder em relação a outros lugares do mundo. Até que a América do Norte pode legitimamente ser reconhecida como líder na proteção da saúde, segurança e bem-estar de cavalos de raça e aqueles que viajam ou dirigem eles, nosso trabalho está longe de ser considerado feito.

Fonte:  Informativo Equestre 

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Bem-Estar Dos Cavalos

Bem-estar animal ainda não possui uma definição única sobre o que significa, mas tem como conceito uma boa ou satisfatória qualidade de vida de um animal, referente à sua saúde, felicidade e longevidade. De modo geral, bem-estar se refere às condições físicas, psicológicas e se são adequadas  ao animal, para que o mesmo possa expressar seu comportamento natural em harmonia com o ambiente que o rodeia e também a sua capacidade de adaptação ao seu meio ambiente. O Farm Animal Welfare Council – FAWC (Conselho do Bem-estar dos Animais de Fazenda) estabeleceu as cinco liberdades nas quais os animais devem estar. Funcionando como fundamentos para as diversas formas de manejo e criação de animais de produção; sendo elas:

1) Livres de fome, sede e desnutrição;

2) Livres de desconforto;

3) Livres de dor, ferimentos e doenças;

4) Livres para expressar seu comportamento;

5) Livres de medo e estresse;

Porém estas são diretrizes gerais e as características especificas de cada espécie indicam quais são as necessidades a serem atendidas e os erros de manejo que devem ser evitados.

Características ou sinais individuais (comportamentais e físicos) dos animais ou do ambiente em que eles se encontram (instalações, alimentação e o manejo) são indicadores de bem-estar do animal. Apontando assim as dificuldades de cada animal ou do grupo de animais em se adaptarem ao meio em que vivem. Através de observações e análise de tais indicadores, consegue-se obter um dimensionamento do comprometimento ou do grau do bem-estar dos animais. As avaliações dos indicadores devem ser realizadas separadamente, para assim, identificar o grau de bem-estar dos cavalos em determinada situação, e indicar quais os procedimentos ou instalações que necessitam de mudanças para que ocorra um aumento do grau de bem-estar destes animais.

Os indicadores individuas assim como os ambientais, devem ser considerados na avaliação do grau do bem-estar dos cavalos. Enquanto os indicadores ambientais (indiretos) demonstram riscos que podem afetar o bem-estar do animal, os indicadores individuais (diretos) mostram quanto o animal já está afetado (AWIN, 2015).

Os indicadores diretos (observados nos animais) são respectivamente:

1. Condição corporal: avaliação do escore ou da condição corporal do animal. Um escore acima de 3 e abaixo de 7,  significa respectivamente que o animal está com um bom grau de bem-estar (segundo escala de escore corporal).

2. Estado de saúde: avaliação da aparência física dos animais. Sendo que, para que se tenha um bom grau de bem-estar, se espera que os animais apresentem:

• Pelo brilhante e sem falhas;

• Apetite e fezes normais presentes;

• Ausência de corrimento em nariz, olhos, ouvidos ou genitália;

• Ausência de tosse e respiração forçada ou ofegante;

• Ausência de sinais de lesões recentes ou antigas;

• Ausência de sinais de claudicação;

• Ausência de sinais de febre ou apatia;

• Ausência de mau hálito;

• Ausência de qualquer sinal de dor;

• Ausência de partes do corpo inchadas;

• Ausência de parasitas externos (piolhos, carrapatos);

3. Comportamento, expressão corporal e facial: avaliação dos comportamentos dos cavalos sem a interferência de humanos ou durante procedimentos específicos.

Para que se tenha um bom grau de bem-estar, é esperado que os animais se comportem:

Fonte: snapshot ofourlives

• Com mais curiosidade do que medo frente a situações novas;

• Permitindo a aproximação de pessoas e permitindo o toque em todas as partes do corpo;

• Sem apresentar estereotipias de qualquer tipo;

•Sem apresentar agressividade com pessoas ou outros animais;

•Sem apresentar reações defensivas, agressivas ou de medo quando submetidos a práticas de manejo como vacinações, vermifugações, preparo para montaria, embarque, entre outros;

• Interagindo positivamente com outros cavalos (brincadeiras, grooming);

Caso haja um  comportamento anormal, uma avaliação do manejo e do programa de treinamento ao qual o animal está sendo submetido deve ser realizada com a finalidade de  identificar falhas e oportunidades de melhorias.

1. Os indicadores indiretos (observados no ambiente e nos procedimentos de manejo) são respectivamente: Manutenção e organização do ambiente externo ou interno: avaliação do ambiente, das suas características arquitetônicas, das suas instalações e tempo de permanência do cavalo nesses ambientes.

Para que se tenha um bom grau de bem- estar se espera que a propriedade disponha de:

• Espaços amplos e seguros para cavalos se exercitarem, espojarem e interagirem entre si e, se possível, se alimentarem em pastos bem manejados;

• Cercas em bom estado de manutenção e construídas para evitar lesões nos animais;

• Piquetes sombreados com boa oferta de alimento e água à disposição;

• Baias amplas, arejadas, com aberturas, bebedouros e comedouros planejados, limpos e em caso de bebedouro automático, em funcionamento;

• Camas em boa quantidade e secas.

2. Disponibilidade de alimentos: avaliação da variedade, fonte, tipo, qualidades e características nutricionais. Para um bom grau de bem-estar, é importante oferecer uma dieta que favoreça a expressão de comportamentos naturais de forrageamento, com:

• Presença de pastagem com consórcio de forragens para pastejo;

• Presença de área de cultivo de capim para corte e fornecimento no cocho;

• Presença de cocho de sal em todos os locais onde se mantém animais;

• Dieta balanceada e variada respeitando as características do trato gastrintestinal dos cavalos.

  1. Manejo alimentar: avaliação das variedades, das quantidades, das qualidades, das proporções entre volumoso: concentrado, forma de apresentação, oferta e horários  de fornecimento dos alimentos.

Fonte: Equisport

Para um bom grau de bem-estar, a alimentação dos cavalos deve:

• Ser composta por no mínimo 70% de volumoso;

• Respeitar os horários de fornecimento de concentrado;

• Ser oferecida em espaço adequado para que todos os animais se alimentem ao mesmo tempo;

• Aumentar o total de horas que os animais passam se alimentando, evitando frustrações.

• Oferecer dieta balanceada e variada respeitando as características do trato gastrintestinal dos cavalos.

4. Disponibilidade e qualidade de água: avaliação da fonte, qualidade, quantidade e o recipiente da água a ser fornecida para os cavalos.

Fonte: Cavalos do Sul

Para um bom grau de bem-estar, é importante a disponibilidade contínua de água de boa qualidade, com:

• Presença de cochos com água limpa em todos os espaços onde os animais são mantidos em número e locais suficientes;

• Cochos automáticos em funcionamento.

5. Armazenamento de insumos: avaliação dos locais, forma, validade, condições de umidade e temperatura dos ambientes de armazenamento de insumos.

Para um bom grau de bem-estar, é importante que haja um armazenamento correto dos insumos:

• Alimentos mantidos em local separado, seco, limpo e ventilado, sem a presença de insetos e roedores;

• Farmácia para guarda de medicamentos e demais instrumentos, organizada, limpa e sem presença de medicamentos vencidos;

• Existência de procedimento apropriado para descarte de agulhas, seringas e medicamentos vencidos.

6. Equipamentos: avaliação da qualidade, eficiência, bom estado e uso adequado de equipamentos.

Para um bom grau de bem-estar, é essencial que os equipamentos não causem prejuízos para os animais, devendo:

• Estar limpos e organizados;

• Em bom estado de conservação

7. Manejo: avaliação dos procedimentos e práticas com relação aos cavalos. Para um bom grau de bem-estar, o manejo geral deve minimizar situações de estresse, medo e riscos de lesões e injurias aos animais, devendo:

• Limitar o tempo diário de exercícios ou trabalho;

• Aumentar o tempo diário de liberdade;

• Utilizar medicamentos para controle de dor, em caso de procedimentos dolorosos;

• Inspecionar com frequência os animais;

• Manter frequência de casqueamento/ferrageamento;

• Manter frequência de inspeção dos cascos dos animais.

Um importante e essencial critério para uma definição de bem estar animal útil é que a mesma deve referir-se a característica do animal individual, e não a algo proporcionado pelo homem ao animal. O bem-estar de um indivíduo é seu estado em relação às suas tentativas de adaptar-se ao seu ambiente (BROOM, 1986) Medidas limitadas de bem-estar pode desencadear um sofrimento para o cavalo, como:

Fonte: Leo Jarzomb/SGVN

– aumento da incidência de doenças;

– alterações no comportamento;

– problemas reprodutivos;

– perda de peso;

– ferimentos frequentes;

– desenvolvimento de estereotipias;

Simples modificações que são muitas das vezes ignoradas pelos proprietários e tratadores podem aumentar o bem-estar equino e soluciona alguns problemas tanto fisiológicos como comportamentais. Quem convive com cavalos percebe facilmente que eles preferem situações que lhes tragam prazer e evitam situações que lhes causem medo e sofrimento (DUNCAN e PETHERICK, 1991; BROOM e MOLENTO, 2004).

Referências

AWIN, Welfare Assessment Protocol for horses. http://dx.doi.org/10.13130/ AWIN_horses_2015, 2015.

DUNCAN, I.J.H.; PETHERICK, J.C. The implication of cognitive processes for animal welfare. Journal of Animal Science, Savoy, v. 69, p. 5017-5022, 1991.

BROOM, D. M. e MOLENTO, C. F. M. “Bem-estar animal: conceitos e questões relacionadas – Revisão”. Archives of Veterinary Science, v. 9, n. 2, p. 1-11, 2004.

LEME, D. P.; SILVA, E. L.; VIEIRA, M. C.; BUSS, L.P. Manual de boas práticas de manejo em equideocultura / Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Secretaria de Mobilidade Social, do Produtor Rural e Cooperativismo. – Brasília: MAPA/ACE/CGCS, 2017. 50 p. Disponível em: <http://www.agricultura.gov.br/assuntos/boas-praticas-e-bem-estar-animal/arquivos-publicacoes-bem-estar-animal/manual_boas_praticas_digital.pdf>. Acesso em: 10 mar. 2018.

ANDRADE, P.K. O bem-estar equino. Disponível em: <https://www.etologiaclinicaequina.com/laser-hair-removal>. Acesso em: 10 mar. 2018.

Entenda o que é bem-estar animal: Compreender as necessidades dos animais ajuda a melhorar a vida de milhares criados em fazendas. Disponível em: <https://www.worldanimalprotection.org.br/blogs/entenda-o-que-e-bem-estar-animal>. Acesso em: 10 mar. 2018

BROOM, D.M ; MOLENTO, C.F.M. BEM-ESTAR ANIMAL: Conceito e questões relacionadas – Revisão(Animal welfare: concept and related issues – Review) Archives of Veterinary Science v. 9, n. 2, p. 1-11, 2004 Printed in Brazil. Acesso em: 10 mar. 2018.

Bem-estar Animal: um conceito. Disponível em: <http://www.korin.com.br/blog/bem-estar-animal-um-conceito/>. Acesso em: 10 mar. 2018.

As cinco liberdades e os três Rs para o Bem-Estar Animal. Disponível em: <https://www.portaleducacao.com.br/conteudo/artigos/veterinaria/as-cinco-liberdades-e-os-tres-rs-para-o-bem-estar-animal/29018>. Acesso em: 10 mar. 2018.

ZANIN, E. Definição e importância do bem-estar animal. Disponível em: <http://folhaagricola.com.br/artigo/definicao-e-importancia-do-bem-estar-animal-1>. Acesso em: 10 mar. 2018.

Fonte: Informativo Equestre

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Acupuntura Veterinária Em Equinos

A acupuntura veterinária provém da Medicina Tradicional Chinesa (MTC) sendo uma das várias terapias complementares oriundas da Medicina Oriental. Com a domesticação dos animais (12.000 a.C. 2.000 a.C.), em especial os equinos, que eram usados para a agricultura e fins de guerra, a acupuntura se expandiu para outras partes do mundo. (Schoen, 2006). Com os crescentes estudos através de técnicas menos invasivas, a acupuntura ganha cada vez mais adeptos e conquista seu espaço na medicina veterinária.

A acupuntura tem por objetivo estimular pontos específicos no organismo, os acupontos, e dessa maneira geram um estímulo para obter um efeito, um resultado fisiológico desejado.Os orifícios na pele comunicam-se com órgãos através de um meridiano principal (Jing) e seus colaterais (Luo), que se localizam principalmente próximos a terminações nervosas, entre músculos, tendões ou ossos.(Shoen, 2006)

Através do estímulo do acuponto, fibras nervosas que estão dentro de nervos periféricos são ativadas. Eles fazem sinapse com a medula espinhal e ativam por consequência determinadas regiões do SNC (medula espinhal, tronco cerebral e hipotálamo-hipófise), eu resultam na liberação de neurotransmissores que bloqueiam as mensagens de dor. (Schoen, 2006) Essa estimulação pode ser feita através da moxabustão (aquecimento indireto através de uma bastão da erva Artemisia), eletroacupuntura (uso de corrente elétrica nas agulhas inseridas), acupuntura com agulhas, dentre outras técnicas. (Luna, 2007)

Figura 1. Acupuntura com agulhas em equino. Fonte: Google

Em cavalos atletas, os sistemas cardiovascular, respiratório, nervoso e musculoesquelético são requeridos com maior intensidade e lesões do sistema locomotor são bem frequentes. Muitas vezes, a acupuntura é indicada na prevenção e tratamento destas. Ela melhora a circulação, estimula os sistemas de defesa do organismo, ativa a liberação de neurotransmissores, alivia espasmos musculares, dentre outras situações no organismo que podem vir a auxiliar o rendimento do animal em sua atividade e melhorar a qualidade de vida.

Ela também reduz os efeitos colaterais de medicamentos de uso convencional da medicina ocidental, condição que pode ser benéfica após longos tratamentos de doenças crônicas. Proporciona a redução do estresse, dores, possíveis erros de manejo e dessa forma contribui para aumentar o desempenho do animal.

Figura 2. Acupontos em cavalo (vista lateral). Ilustração: Peggy Fleming, 1994.

O constante desenvolvimento devido aos estudos contínuos levou a uma expansão das práticas milenares que proporcionaram à acupuntura se tornar uma especialidade com grande área de atuação no cotidiano. Em cavalos atletas, a acupuntura pode se tornar uma ferramenta útil no sentido de tratar lesões principalmente do sistema locomotor e assim proporcionar um desempenho mais eficiente aliado ao bem estar animal, tão importante para qualidade de vida e resultados esperados.

Texto por Carolina Rogerio Panossian, 7º semestre de Medicina Veterinária – Universidade Anhembi Morumbi/SP

Referências bibliográficas:

SCHOEN, A. Acupuntura Veterinária: da arte antiga à medicina moderna. 2. ed. São Paulo: Roca. Caps. 1, 2, 30,36., 2006

BRAGA, N.S. e SILVA, A.R.C. Acupuntura como opção para analgesia em veterinária. PUBVET, Londrina, V. 6, N. 28, Ed. 215, Art. 1435, 2012.

SCOGNAMILLO-SZABÓL, R. M. V.; BECHARALL, H., G. Acupuntura: histórico, bases teóricas e sua aplicação em Medicina Veterinária. Ciência Rural, Santa Maria, v.4, nº2, p.491-500. Fev, 2010.

ANGELI, A. L; JOAQUIM, F. G. J.; LUNA, L. P. S. Acupuntura aplicada à medicina esportiva equina. Rev. Acad., Curitiba, v. 5, n. 3, p. 325-333, jul./set. 2007

https://cavalus.com.br/saude-animal/acupuntura-e-medicina-esportiva-equina

https://periodicos.ufersa.edu.br/index.php/acta/article/viewFile/2363/5024

https://www.vetsmart.com.br/be/2017/09/29/voce-conhece-os-beneficios-da-acupuntura-na-rotina-dos-cavalos/

Fonte: Informativo Equestre

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Creep Feeding Ou Cocho Privativo

Para os potros, o período de desmame é a fase mais crítica, geralmente realizada entre o quarto e sexto mês de vida onde o stress da separação da mãe promove o aumento da concentração do cortisol e diminui a resposta imune do potro, além de diminuir o consumo alimentar, ficando mais susceptíveis a doenças infecciosas e úlceras gástricas.

 OTT (1986); FRAPE (1992) e MEYER (1995) recomendam a suplementação dos potros a partir dos dois a três meses de idade para complementar a dieta de leite. O NRC (2007) também recomenda a suplementação dos potros entre 2-3 meses com o sistema creep feeding visando manter o crescimento durante o aleitamento e para minimizar a perda de peso que ocorre após o desmame. (Ourofino Saúde Animal, 2013)

O CREEP FEEDING ou cocho privativo trata-se de uma estrutura física para suplementação de equinos, onde só quem tem acesso são os potros, visando suplementa-los sem separa-los da matriz ou desmama-los. Pode ser feita com ração balanceada, proteico ou mineral aditivado, sendo estes especialmente desenvolvidos para a fase de crescimento em que se encontram.

O sucesso da suplementação de crescimento depende do “consumo de fato” do concentrado pelos potros, para tanto, algumas práticas de manejo devem ser adotadas, o creep feeding é a de maior eficácia delas, alinhando custo-benefício e manejo simples.

As recomendações de fornecimento diário irão variar de acordo com cada propriedade, composição, teores dos nutrientes, forragem disponível e de acordo com a ração oferecida, sempre respeitando a indicação do fabricante ou orientação profissional.

O sistema de creep feeding exige instalação adequada de segurança, uma vez que a natureza dos potros é curiosa, atrelando a isso uma maior susceptibilidade a acidentes.  A estrutura para fornecimento do alimento é muito simples, composta basicamente de um cocho livre e um cocho cercado que contém uma barreira física na altura onde os potros passam por baixo, por serem pequenos e as éguas não tem acesso pelo porte maior; os cochos são colocados lado a lado e seu tamanho depende do número de animais a serem suplementados; a localização deve ser em área de fácil visualização e acesso, tanto dos animais como dos tratadores, é importante também que o local não alague nos períodos de chuva, evitando atoleiros e acidentes. A área ao redor também deve receber atenção, evitando-se pedras soltas ou pontiagudas e irregularidades no terreno.

Dimensionamento indicado para 10 éguas lactantes com 12 potros até 10 meses(a depender da raça)

Custo: Varia de acordo com região, materiais e mão-de-obra
Materiais: Formas arredondadas, sem arames, pregos, pontas expostas.
Tamanho: 4,00mt linear de cocho e 5,00×7,00×1,40mt de área cercada
Altura boca do cocho ao chão: Éguas de 0,90 á 1,00metro; potros de 0,40 á 0,60cm
Capacidade:  10 éguas- 0,80cm por animal; 12 potros- 0,65cm por animal.
Cercado: 5,00×7,00metros; altura ajustável da trave de 1,20 á 1,40metros do chão.
Proteção: Ideal que seja coberto e com proteção lateral contra vento e chuva.(Variação: sem coberta)
Localização: Obrigatoriamente ao lado do cocho das éguas, área de fácil acesso e visualização
Manutenção: Regular, evitando frestas nos cochos, ou encharcamento pelo telhado/chuvas
Vantagem: desmama de potro mais forte; antecipação da desmama; maior uniformidade dos animais; melhor condição corporal inclusive na seca; diminuição do estresse da desmama.

Cuidados com a estrutura do sistema Creep Feeding:
Podem e devem ser realizadas adaptações nestas instalações de acordo com cada região bem como raça e manejo da propriedade, porém, alguns pontos devem ser observados.

  • A altura da boca do cocho das matrizes deve ser mantida alta, impossibilitando o acesso dos potros ao suplemento das mesmas, para que não diminua a ingestão do seu próprio concentrado, prejudicando sua mineralização e eficiência do sistema.
  • O cocho dos potros deve ficar ao lado do cocho das éguas, já que nessa fase eles não saem do lado das mães, facilitando assim que os potros acostumem a entrar no “cercadinho” e consumam o seu suplemento específico.
  • Podem ser armazenados sacos da ração/sal mineral etc. logo abaixo da coberta, na intenção de facilitar a reposição deste pelo tratador, observando sempre a presença de roedores(causadores de doenças nos equinos)­­­
  • A trave de cima pode e deve ser ajustável em altura, para que acompanhe o crescimento dos potros, permitindo sempre seu acesso á área interna do cercado.
  • Os cochos devem ter fácil acesso, permitindo a circulação tanto dos animais quanto dos tratadores que irão reabastecê-los,
  • O abastecimento deve ser feito de forma contínua, sendo indicado dividir a porção estipulada, sempre em 2x ao dia(adequar ao manejo da propriedade). É de extrema importância evitar cochos vazios, esta falha no manejo compromete a eficácia da suplementação, pois interfere na regularidade e quantidade, principal ação do creep, fazendo o proprietário perder tempo e dinheiro investido na estrutura.
  • Uma das variações estruturais, pode ser a dos cochos sem coberta. Mantendo os outros itens de segurança.

Referências:

REZENDE, A. S. C.  Efeito de Dois Diferentes Programas Nutricionais sobre o Desenvolvimento Corporal de potros mangalarga marchador. Rev. bras. zootec., 29(2):495-501, 2000

SOARES Felipe A.P. – Nutrição de potros – 2013-  www.ourofinosaudeanimal.com/ – acesso em 06/03/2018.

Imagens 3D: Próprias da autora em parceria com a Designer Cláudia Fernanda Silva Nascimento.

Texto: Marília Gabriela de Mendonça Silva, 3º período, UNIBRA, Recife-Pernambuco

Fonte: Informativo Equestre

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Cólica: O Que Fazer Até Que O Veterinário Chegue?

Encontrar um cavalo com cólica pode ser assustador e desafiador para o proprietário, porém, é crucial saber como agir nos primeiros momentos até que o veterinário chegue e examine o animal. Felizmente, a maioria dos casos de cólica são considerados leves e se resolvem com o tratamento por seu veterinário em casa.

Imagem disponível em: https://i.ytimg.com/vi/t6idMtzrGYU/hqdefault.jpg

O grau de dor que o cavalo demonstra pode variar conforme o caso que o animal apresenta e conforme as estruturas que estão envolvidas no problema. Alguns cavalos simplesmente demonstram desinteresse pelo alimento e água, enquanto outros permanecem deitados e quietos. Outros sinais ainda podem envolver suor excessivo, coices, olhar para o flanco continuamente, raspar o solo, deitar e rolar por repetidas vezes.

Manter o cavalo em pé e impedir que ele role é uma boa recomendação, mas isso depende da gravidade dos animais que o animal apresenta. Alguns cavalos se mostram mais confortáveis caminhando, então, pode-se continuar caminhando com o cavalo até que o veterinário chegue, de forma a promover o estímulo dos movimentos gastrointestinais, podendo ser mais favorável do que manter o animal na baia. Alguns casos de cólica leve se resolvem com uma caminhada ou um “passeio no reboque”.

Se o cavalo é incapaz de manter-se em pé ou caminhando, a segurança pessoal deve ser prioridade, o animal poderá ser mantido na baia e esse fato deve também ser reportado ao médico veterinário.

As cólicas podem ser determinadas como médicas/clínicas ou cirúrgicas. As cólicas médicas ou clínicas são aquelas que se resolvem em casa de maneira favorável, enquanto que as cólicas cirúrgicas requerem cirurgias e uma série de cuidados pós operatórios para evitar a reincidência.

Enquanto espera pelo médico veterinário, o proprietário deve mantê-lo informado de todas as alterações no comportamento do animal e dos sinais que ele demonstra, permitindo que o veterinário possa ter idéia da gravidade da situação em que o animal se encontra.

Uma pergunta comum dos proprietários é: “Posso dar analgésico para meu cavalo para controlar a dor?” Essa resposta pode ser dada pelo veterinário do seu cavalo quando informado do quadro que o animal apresenta, pois o mesmo já está familiarizado com o cavalo e vai avaliar os sinais que o proprietário descreve sobre comportamento e dor, podendo tomar uma decisão com base nessas informações até que chegue à propriedade.

A administração de analgésicos pode trazer alguns problemas como, por exemplo, efeitos tóxicos nos rins e intestinos, que aumentam se o animal estiver desidratado (Fato comum em cavalos com cólica, pois geralmente bebem pouca água). Dessa forma, é importante que só se administre medicamentos com a indicação do médico veterinário.

Outra dúvida comum é sobre impedir o cavalo de comer ou estimular a alimentação. Na maioria dos casos, é importante impedir que o animal coma até que o veterinário chegue e realize os procedimentos de avaliação e diagnóstico do caso. Após a resolução do quadro, a alimentação será reintroduzida de forma gradual após o período de jejum, evitando o reaparecimento dos sinais de dor abdominal.

Deivisson Ferreira Aguiar – Médico Veterinário

Fonte: Informativo Equestre

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FEEP publica nota de agradecimento aos competidores pela Etapa Paraense de Hipismo 2017

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DOL – Paraense integra quadro de arbitragem nacional


 

Paraense integra quadro de arbitragem nacional (Foto: Divulgação/FEEP)Hipismo terá também um paraense na lista de árbitros no quadro nacional. (Foto: Divulgação/FEEP)

Não é somente no futebol que a arbitragem paraense está em alta. A Confederação Brasileira de Hipismo (CBH) divulgou a lista de árbitros da modalidade e entre eles, um paraense aparece como destaque.

Antes instrutor, agora Alberto Vianna passa a ser árbitro do esporte, que mostra uma evolução da modalidade no estado do Pará.

“Essa entrada no quadro de árbitros visa um grande salto na modalidade no nosso estado”, disse Alberto.

Para o presidente da Federação Equestre do Estado do Pará (FEEP), Ricardo Santana, a inclusão do árbitro paraense no esporte poderá trazer benefícios para a modalidade na área estadual.

“Nosso custo de trazer alguém de fora era alto, mas não teremos mais este problema. Isso poderá ajudar também a inserir o Pará no mapa das grandes competições do esporte”.

(Foto: Via Whatsapp)

 (Diego Beckman/DOL) – http://www.diarioonline.com.br/esporte/para/noticia-365146-.html

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Cavalo Brasileiro de Hipismo – BH da continuidade ao processo de regionalização.

A Associação Brasileira dos criadores de Cavalo Brasileiro de Hipismo – BH da continuidade com ao processo de regionalização da raça com objetivo de se aproximar nos criadores locais, a associação nomeou recentemente o cavaleiro olímpico e campeão pan a americano Andre Giovanini como diretor do núcleo norte nordeste do BH. O cavaleiro André Giovanini esteve recentemente no Pará ministrando uma clínica na Hípica Vitória onde fez muitos elogio (matéria do ruralbook) para o hipismo paraense.

André giovanini hipismoO diretor técnico da Federação Equestre do Estado do Pará (FEEP) Alberto Vianna destaca a importância da nomeação do Cavaleiro André Giovanini – “é de extrema importância termos alguém tão próximo e que conhece como poucos o esporte hípico na região, não podemos deixar de destacar que como diretor técnico do circuito norte nordeste de hipismo, juntamente com toda a diretoria do circuito, André fez um trabalho brilhante o que levou o Circuito ao centro do hipismo nacional, o André é com toda certeza a pessoa certa para a função nesse momento especial onde teremos o mundo hípico voltado para a criação do cavalo BH durante as olimpíadas do Brasil. E o melhor é um cavaleiro e instrutor portanto conhece a realidade daquela que conduzem literalmente as rédeas do BH”

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Sucesso total, a clínica com o cavaleiro olímpico Andre Giovanini no Pará.

O cavaleiro fez questão de elogiar o nível do atletas e ficou impressionado com a estrutura do hipismo paraense e em especial da Hípica Vitória local onde foi realizada a clínica.

André que é medalhista Pan Americano e cavaleiro Olímpico deixou claro que é assim que se forma um campeão, “com trabalho sério, investimento na qualificação e estrutura de primeira como a disponível aqui no Pará” e a Federação do Pará está de parabéns pelo trabalho que vem desenvolvendo.

cedb023e-5a34-4c4b-b717-6520b5715ffaO ano já começou com tudo no hipismo do Pará. Vianna convida a todos para prestigiarem a abertura do Ranking 2016 da Federação Paraense que será dia 5 de março nas instalações da Hípica Vitória com a presença de várias entidades do hipismo paraense. Além da presença do cavaleiro bi campeão brasileiro Gabriel Baptista que já começou o ano vencendo na primeira semana de janeiro um concurso de salto internacional na cidade de Miami nos Estados Unidos vindo a superar mais de 60 conjuntos de todos os cantos do mundo.

Alberto Vianna, diretor técnico da Federação comemorou o sucesso da clínica e fez questão de ressaltar o trabalho de toda equipe da federação na pessoa do instrutor e presidente da FEEP Ricardo Santana, juntamente com nossa Vice Presidente e Titular da Hípica Vitória Andrea Baptista e toda equipe da Vitória.

Parabéns ao Hipismo Paraense.