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CBA vai investir R$ 4 bi no aumento de produção e na exploração de bauxita

Companhia deve investir no aumento da capacidade de produção e também na exploração de bauxita, no Pará.

A Companhia Brasileira de Alumínio (CBA), do Grupo Votorantim, anunciou que já tem preparado R$ 4 bilhões para serem investidos nos próximos cinco anos. A empresa vai investir em aumento de capacidade de produção e na exploração de bauxita, até 2025.

De acordo com a companhia, os investimentos serão divididos em 50%, para cada iniciativa. O projeto de produção de bauxita, chamado de “Projeto Bauxita Rondon”, em Rondon do Pará (PA), já tem todas as licenças prévias concedidas, as reservas auditadas e agora, estamos na fase de viabilização do projeto.

A capacidade de extração, prevista no projeto, é de até 18 milhões de toneladas por ano, e pode atender mercados como a China e países do Oriente Médio. Segundo o presidente da companhia, Ricardo Carvalho, “a expectativa é, na primeira fase, produzir 4,5 milhões de toneladas por ano e podemos aumentar a produção em módulos de 4,5 milhões de toneladas, até chegar a capacidade de 18 milhões anuais”.

Os investimentos previstos de R$ 2 bilhões são para todo o projeto de bauxita e considera o desenvolvimento de mina e a parte logística. De acordo com o executivo da empresa, já existe um diálogo com a VLI, que administra a Estrada de Ferro Carajás, para o escoamento da produção na ferrovia, e também a ideia de construir um terminal no Porto de Itaqui para a exportação da bauxita.

A empresa vai investir os outros R$ 2 bilhões na produção de alumínio primário e na reciclagem. Isso representa o retorno de capacidade de alumínio primário no país, que, em 2014, por causa da alta do custo com energia, fez muitas produtoras fecharem usinas em todo país.

A CBA pretende religar os fornos 1 e 3 da unidade na cidade de Alumínio, no interior de São Paulo. Hoje, a companhia tem uma capacidade instalada de 350 mil toneladas por ano e o retorno dos equipamentos devem adicionar mais 80 mil toneladas à empresa.

Segundo Carvalho, o aumento de capacidade deve ocorrer até 2025, mas será de forma escalonada. O executivo ressaltou que, a sala de fornos 3 deve retornar à operação no final de 2022. “Temos ainda o projeto de aumentar a reciclagem em nossa produção de tarugos destinados à construção civil. Para isso, vamos aumentar a nossa capacidade de processar sucata. Hoje, no país, 30% da produção de alumínio vem da sucata. A Metalex, nossa usina de Araçariguama (SP), já usa mais de 60% de sucata para fazer o tarugo. Estamos em processo uma nova linha para processar o material de mercado e tirar as impurezas. A nossa meta é ter mais de 80% de nossa produção de tarugo por meio de sucata”, disse Carvalho.

Com esse projeto de reciclagem a CBA poderá aumentar a capacidade instalada de produção em 50 mil toneladas por ano. Até o final de 2025, a companhia será capaz de produzir, entre alumínio primário e sucata, 580 mil toneladas de alumínio por ano, o que representa um aumento de 130 mil toneladas anuais.

Por: Revista  Mineração e Sustentabilidade

 

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Governo anuncia Plano Safra 2020/21 com R$ 236,3 bilhões para pequenos, médios e grandes produtores rurais

O governo federal anunciou nesta quarta-feira (17), durante cerimônia no Palácio do Planalto, a liberação de R$ 236,3 bilhões em financiamentos por meio do Plano Safra 2020/2021 para os pequenos, médios e grandes produtores.

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É cerca de R$ 10 bilhões a mais que os R$ 225,59 bilhões anunciados na safra passada. A liberação dos recursos do plano agrícola começará em julho, quando se encerra o atual, e seguirá até junho do ano que vem.

O valor total do plano desta temporada será distribuído da seguinte maneira:

  • R$ 33 bilhões para agricultores familiares participantes do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf);
  • R$ 33,20 bilhões para médios agricultores (Pronamp);
  • R$ 170,17 bilhões para demais produtores e cooperativas.

Do total, R$ 179,38 bilhões serão destinados a linhas de crédito custeio e comercialização e R$ 56,92 bilhões serão para investimentos em infraestrutura.

Ministra da Agricultura, Tereza Cristina, discursa no lançamento do Plano Safra 2020/21 observada pelo presidente Jair Bolsonar — Foto: Carolina Antunes/PR

Ministra da Agricultura, Tereza Cristina, discursa no lançamento do Plano Safra 2020/21 observada pelo presidente Jair Bolsonar — Foto: Carolina Antunes/PR

  • 2,75% a 4% ao ano para pequenos produtores, participantes do Pronaf.
  • 5% ao ano para os médios produtores, participantes do Pronamp;
  • 6% ao ano para os grandes produtores.

Para a Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil), principal produto do agronegócio do país, as taxas de juros ficaram abaixo da expectativa, embora reconheçam o esforço do Ministério da Agricultura (leia mais abaixo).

Apoio a setores afetados pela pandemia

Durante a apresentação, o secretário de política agrícola do Ministério da Agricultura, Eduardo Sampaio, disse que haverá recursos para apoiar o setor da cana-de-açúcar, que foi afetado – especialmente o etanol – pela crise do novo coronavírus.

Segundo ele, haverá linhas de crédito para que usinas e agricultores possam formar estoques desses produtos e consigam negociar em um melhor condição de mercado.

Sampaio disse também que haverá apoio para a cadeia do algodão, sem dar mais detalhes.

Para setor, juros continuam altos

Bartolomeu Braz, presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil), afirma que o Plano Safra ficou abaixo das expectativas do setor, que é o maior exportador do país.

O objetivo era de que o juro cobrado nas linhas de financiamento dos grandes agricultores, anunciado em 6% ao ano, ficassem mais próximos da Selic, hoje em 2,25% ao ano.

“A gente viu empenho do governo em busca de reduzir, mas vimos que não seria possível alcançar esse objetivo”, diz Braz.

O dirigente reconhece que os recursos do Plano Safra só conseguem financiar cerca de 30% dos grandes produtores, mas afirma que os juros altos afetam a competitividade da soja brasileira perto do maior concorrente: os Estados Unidos, onde há mais crédito e subsídios do governo.

“Agora, nós precisamos que o produtor nos dê o retorno, para saber se esse crédito está chegando e de que forma. Temos que fazer ele seja bem distribuído. Já não é um plano muito bom, então a gente tem que acompanhar.”

Agricultura familiar

Segundo o governo, os pequenos produtores rurais terão R$ 33 bilhões para financiamento pelo Pronaf, com juros de 2,75% e 4% ao ano, para custeio e comercialização.

Do total, R$ 19,4 bilhões é para linhas de custeio da atividade e R$ 13,6 bilhões para investimentos na propriedade.

Os agricultores familiares e os médios produtores poderão financiar atividades de assistência técnica e extensão rural, de forma isolada, por meio do Pronaf e Pronamp, respectivamente.

De acordo com o ministério, o governo também reservou R$ 500 milhões para construção ou reforma de moradias de pequenos agricultores, mesmo valor da temporada passada.

Seguro rural

Além disso, haverá R$ 1,3 bilhão para subsídio do seguro rural, recurso que será distribuído ao longo de 2021. Se confirmado – já que o montante costuma passar por contingenciamento durante o ano – será o maior valor da história.

Segundo o governo, o valor deve possibilitar a contratação de 298 mil apólices, possibilitando um montante segurado da ordem de R$ 52 bilhões e cobertura de 21 milhões de hectares.

O valor anunciado foi bem visto pelo representante da Aprosoja Brasil, que afirma que é possível notar o aumento da procura pelo seguro e que a medida estimula o produtor rural a investir mais na atividade..

Fonte: Globo Rural

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Empresas de fertilizantes integram negócios

As empresas de Goiás e multinacional suíça buscam expandir negócios no Brasil

Imagem: Divulgação

 Fertilizantes Tocantins (FTO) e a EuroChem Group AG firmaram um acordo definitivo de integração de negócios.  O processo iniciou em 2016, quando a EuroChem adquiriu o controle majoritário da FTO, a parceria já previa a completa consolidação, parte da evolução natural do negócio. O acordo agora aguarda a aprovação regulatória e deve ser concluído no terceiro trimestre deste ano.

Esta integração reflete a estratégia da EuroChem em se tornar a principal produtora de fertilizantes do mundo. Além das fábricas de mistura de fertilizantes da FTO, sua presença de mercado e os canais de distribuição fornecem à EuroChem uma plataforma ideal para oferecer aos agricultores toda a gama de produtos. São produzidos atualmente nitrogênio (ureia), fosfatados (MAP) e potássio (MOP), até uma ampla gama de fertilizantes especiais, incluindo NPK composto, NPS e produtos solúveis em água.

A soma dos recursos permitiu a construção de novas fábricas no Brasil. Além das unidades já existentes, outras três novas instalações em Araguari (MG), Catalão (GO) e Sinop (MT) foram inauguradas. O objetivo da  EuroChem é ampliar sua base de produção e alcance de distribuição em solo brasileiro.

Fundada em 2003, a Fertilizantes Tocantins está estrategicamente localizada nas regiões agrícolas que mais crescem no país como Norte, Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste. A empresa tem apresentado crescimento de vendas de dois dígitos por sete anos consecutivos, atingindo 2,4 milhões de toneladas de fertilizantes vendidos em 2019. Tem sede administrativa em Goiânia e outras nove fábricas localizadas nas cidades de Porto Nacional (TO), São Luís (MA), Querência (MT), Sinop (MT), Rondonópolis (MT), Barcarena (PA), Catalão (GO), Araguari (MG) e em Luis Eduardo Magalhães (BA).

A EuroChem é líder mundial na produção de fertilizantes nitrogenados, fosfatados e potássicos. O Grupo está verticalmente integrado com atividades que abrangem mineração, produção, logística e distribuição de fertilizantes. Com sede em Zug (Suíça), opera unidades de produção na Europa e na Ásia. Com a produção de potássio em sua mina Usolskiy e uma segunda operação em VolgaKaliy, amabas na Rússia, tornou-se uma das três únicas empresas no mundo com capacidade de produção nos três principais grupos minerais (NPK), com logística e rede de distribuição global próprias.

Fonte: AGROLINK

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Agronegócio cresce 3,8% e representa 21% do PIB brasileiro em 2019, diz CNA

Estudo leva em conta o desempenho de todo o setor durante o ano, ao contrário do IBGE que só considera o resultado das lavouras.

O Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio brasileiro cresceu 3,81% em 2019 na comparação com 2018, divulgou nesta segunda-feira (9) a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) em parceria com a Escola de Estudos Agrários da USP (Esalq).

Soja é um dos principais produtos agrícolas do país e não teve — Foto: Enrique Marcarian/Reuters

Segundo o levantamento, o setor representa 21,4% do PIB total do país. Esse dado é diferente do PIB agropecuário, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na última quarta-feira, que calcula o que é produzido dentro das fazendas.

Já o índice da CNA leva em conta o agronegócio como um todo, como as agroindústrias (como frigoríficos) e o setor de serviços (como transporte de mercadoria).

Entre os segmentos do setor, o PIB cresceu para insumos (5,54%), agroindústria (4,99%) e agrosserviços (6,77%), mas recuou para o segmento primário (3,03%); nesse último caso, pressionado para baixo pela agricultura. Por outro lado, o desempenho da pecuária foi considerado excelente pelo estudo.

Soja e café decepcionam
Dentre as culturas com reduções no faturamento, destaca-se o café. O menor faturamento da cultura (24,99%) em 2019 refletiu os menores preços reais (6,20%) e a menor produção (20,03%).

No caso da soja, principal produto do agronegócio brasileiro, o menor faturamento anual (-9,33%) em 2019 também ocorreu às diminuições do preço (-5,97%) e da produção (-3,56%), frente a 2018.

De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a queda na produção foi atribuída à redução na produtividade (-5,5%).

Bom desempenho das carnes
O relatório destaque a suinocultura, por exemplo, foi a atividade que registrou a maior elevação de preços em 2019: 29,65% frente a 2018. Com o setor respondendo ao cenário positivo, a produção também teve crescimento, de 4,21%. O impulso costumeiro da demanda doméstica nos últimos meses do ano também influenciou na alta de preços.

Segundo a Esalq, o índice de preço da arroba do boi gordo (15 kg) foi o maior da série histórica iniciada em 1994. Isso ocorreu especificamente em novembro, quando se observou o aquecimento da demanda doméstica pela carne, concomitantemente ao da demanda externa, especialmente da China.

A avicultura também registrou alta considerável dos preços reais (13,09%), de acordo com o levantamento, mas a produção de aves ficou praticamente estável (-0,07%). Pesquisadores apontam que as exportações da carne, embora tenham sido firmes, ficaram aquém das boas expectativas atreladas ao possível efeito da PSA sobre a demanda internacional.

Por Rikardy Tooge, G1

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Alta do boi gordo em Goiás e Pará

A oferta de animais terminados está restrita, principal fator que tem ditado o rumo dos preços

Em Goiás, um dos principais estados confinadores do país, há negócios sendo realizados acima da referência, principalmente na região Sul do estado, onde a arroba do boi gordo está cotada em R$144,50, à vista, livre de Funrural, alta de 0,3% frente ao fechamento de terça-feira (1/10).

Além do Sul de Goiás, foram registradas altas em Campo Grande-MS, Sudeste de Mato Grosso, Paragominas-PA, no Espírito Santo e no Rio de Janeiro.

No Espírito Santo e Rio de Janeiro, a valorização do boi gordo foi de 1,4% e 1,0%, respectivamente, considerando o preço à vista, no mesmo período.

Já em Paragominas-PA, a escala de abate gira em torno de três dias, o que fez com que os frigoríficos ofertassem preços maiores. A cotação está em R$148,00/@, à vista, livre de Funrural, e há ofertas de preço acima da referência.

Vale ressaltar que em São Paulo as programações de abate tiveram um ligeiro avanço em relação a semana anterior, o que indica que as compras fluíram melhor nos últimos dias. No estado, as escalas atendem, em média, sete dias.

Fonte: Scoltconsultoria

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Produção de carne de frango crescerá 1,5%

“Além disso, a economia brasileira deve se recuperar no próximo ano”, diz o USDA.

A produção de carne de frango em 2020 crescerá 2,5%, para 13,975 milhões de toneladas, com a demanda global, especialmente da China, impulsionando o crescimento devido ao impacto da peste suína africana na Ásia. Foi isso que informou um relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

O USDA acredita que as fontes comerciais continuam otimistas de que as exportações para a China permanecerão firmes no próximo ano devido ao surto da Febre Suína Africana (AFS) na Ásia. “Prevê-se também que a demanda doméstica por carne de frango aumente devido à recuperação esperada da economia brasileira em 2020, projeção de inflação mais baixa e queda nas taxas de desemprego”, completa.

“Outros fatores que contribuem para a perspectiva otimista do próximo ano incluem: os custos de alimentação provavelmente permanecerão estáveis devido a um recorde de safras 2019/2020 de soja e milho, um número acima da média de pintos colocados em operações de cultivo de carne nos últimos meses, refletindo os produtores ‘confiança no mercado, o peso vivo médio das aves continua a crescer devido à melhoria da genética e aos preços competitivos do produto brasileiro. O último fator assume uma taxa de câmbio média acima de R $ 3,85 por dólar americano”, conclui o relatório do USDA.

Fonte: Agrolink

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Soja trabalha estável nesta 2ª à espera de novas informações sobre a safra dos EUA

Os futuros da soja trabalham com leves baixas na manhã desta segunda-feira (3) na Bolsa de Chicago. Por volta de 7h55 (horário de Brasília), as cotações perdiam entre 1,75 e 2,50 pontos nos principais contratos, com o julho cotado a US$ 8,76 eo o agosto, US$ 8,82 por bushel.

O mercado opera bem próximo da estabilidade neste início de semana e de mês, esperando, principalmente, pelas próximas informações sobre a nova safra dos Estados Unidos.

De acordo com informações apuradas pela Labhoro Corretora, o fim de semana norte-americano registrou menos chuvas do que as previsões indicavam, o que poderia permitir um ligeiro avanço do plantio nos próximos dias.

No entanto, os traders estão atentos ainda aos números que o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) traz nesta segunda-feira com o avanço dos trabalhos de campo na última semana. As chuvas foram muito intensas e não permitiram um grande progresso, segundo analistas e consultores.

A expectativa é de que a área plantada da soja venha reportada em algo entre 41% e 43%. Os novos números saem às 17h (horário de Brasília), após o fechamento do pregão em Chicago.

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Sicredi aponta crescimento da carteira rural em 20,1% e chega a R$ 23,4 bilhões em 2018A carteira de crédito total cresceu 27,7% no ano passado, alcançando um total de R$ 56,1 bilhões

A carteira de crédito rural e direcionados do Sicredi atingiu R$ 23,4 bilhões em 2018, um crescimento de 20,1% foi o que informou a instituição financeira cooperativa neste último dia 26 de março. Estas são linhas voltadas para o setor agropecuário com taxas controladas definidas pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES.

O Sicredi se manteve como o agente financeiro com o maior volume de repasses no Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), com R$ 4,1 bilhão, em mais de 120 mil operações. A carteira de crédito comercial somou R$ 32,7 bilhões, um incremento de 33,7% na comparação anual. A carteira de crédito total cresceu 27,7% no ano passado, alcançando um total de R$ 56,1 bilhões.

Com relação à captação de recursos, o crescimento foi de 20,1% em depósitos totais, para R$ 60,5 bilhões no ano passado. A poupança, um dos focos do Sicredi por gerar recursos para concessão de crédito rural, teve crescimento de 38,7%, alcançando R$ 13,3 bilhões. O resultado líquido aumentou 15,8% em relação a 2017, para R$ 2,7 bilhões, o que, segundo o Sicredi, representa um recorde histórico.
Os ativos totais somaram R$ 95,1 bilhões, 23% acima do apurado no ano passado. O patrimônio líquido cresceu 17,3%, totalizando R$ 14,9 bilhões. O Sicredi destacou ainda que tem reduzido a inadimplência, “o que permite oferecer melhores taxas e condições de empréstimos”. A instituição saiu de uma taxa de inadimplência de 2,38% em 2016, para 1,47% em 2017 e 1,45% em 2018.

O Sicredi informou ter ultrapassado em 2018 a marca de 4 milhões de associados. São atualmente com 114 cooperativas de crédito filiadas, presentes em 1.285 municípios, sendo que em 205 deles é a única instituição financeira presente. No último ano, foram inauguradas 120 agências, totalizando 1.670. Agora em março já são 1.699 agências em 22 Estados e no Distrito Federal.

A instituição destacou ainda o lançamento da conta digital Woop Sicredi e a continuidade do processo de atualização dos sistemas que processam os produtos e serviços da instituição. “Trata-se de um avanço essencial para nossa sustentabilidade em um ambiente de negócios em evolução constante, com a digitalização cada vez maior do setor financeiro e, principalmente, a mudança na mentalidade dos consumidores”, disse o presidente executivo do Banco Cooperativo Sicredi, João Tavares.
Em 2018, foram distribuídos os resultados do exercício de 2017 aos associados, com base nas decisões tomadas nas assembleias gerais. Do montante de R$ 677 milhões disponíveis, R$ 526 milhões foram distribuídos aos associados, representando 77,7% do total.

Sobre o Sicredi

O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento dos seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. O modelo de gestão do Sicredi valoriza a participação dos mais de 4 milhões de associados, os quais exercem papel de donos do negócio. Com presença nacional, o Sicredi está em 22 estados* e no Distrito Federal, com mais de 1.600 agências, e oferece mais de 300 produtos e serviços financeiros (www.sicredi.com.br)
*Acre, Alagoas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.

 

Por Mábia Cristine
Sicredi Verde Pará

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A expectativa é que o volume de vendas de máquinas agrícolas aumente em 2019, aponta consultor

Durante o evento, os dirigentes de cada indústria debateram a respeito da agricultura 4.0 e da necessidade de equipar os agricultores familiares.

SIMPÓSIO SAE BRASIL 2018

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O 10º Simpósio SAE BRASIL de Máquinas Agrícolas debateu as perspectivas agroeconômicas e a visão dos principais fabricantes em relação ao mercado e desenvolvimento de máquinas e implementos para a agricultura. O evento teve como objetivo reunir a comunidade agrícola e os profissionais de desenvolvem às máquinas no Brasil para debater sobre as inovações tecnologias no setor.

O evento contou com a presença do palestrante e economista da Farsul, Antonio da Luz, que destacou as demandas da agricultura brasileira para ser mais produtiva e eficiente. “As máquinas agrícolas começam a ter uma retomada do crescimento e ainda tem muito espaço para a venda de tratores desde tenha produtores com níveis de endividamento mais baixos”, comenta.

O simpósio também contou com a palestra do analista da consultoria Agroêconomica, Carlos Cogo, que mostrou os números do mercado nacional de máquinas agrícolas que foi realizado pelo censo do Instituo Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no ano de 2017. “A gente sabe que o brasil tem capacidade instalada para atender até 30% do que está sendo vendido atualmente”, afirma.

O analista ainda ressalta que as perspectivas é que as vendas de máquinas aumente no próximo ano. “Acredito que em 2019 vai ter uma surpresa positiva em vendas de maquinários”, aponta.

O evento também promoveu um debate com os dirigentes de cada indústria sobre as perspectivas de mercado para o segmento da mecanização agrícola brasileira com a chegada da agricultura 4.0 e a necessidade de equipar melhor os agricultores familiares.

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Valor da produção agropecuária do país deve somar R$ 565,6 bi em 2018

O valor bruto de produção da agropecuária (VPB) deverá atingir R$ 565,6 bilhões em 2018, divulgou nesta segunda-feira (24) o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). O número representa uma queda de 2,5% em relação a 2017. No mês passado, a expectativa do governo era de um valor de R$ 563,5 bilhões para este ano.

Do total, R$ 384,2 bilhões devem vir da agricultura (queda de 1,2% frente a 2017) e R$ 181,3 bilhões, da pecuária (queda de 5,1%).

Dos R$ 565,6 bilhões apurados pelo ministério em agosto, 24,7 % deve vir da soja.

Em valores absolutos, a queda na pecuária em relação a 2017 soma R$ 10 bilhões, com impacto principalmente da carne suína. Todos os produtos do setor devem apresentar queda nos valores. As maiores devem ser, além da carne de porco, no frango, leite e ovos.

Já a queda no valor de produção do campo será motivada por preços menores em produtos importantes como como café, cana-de-açúcar, laranja, uva, mandioca, feijão, e arroz, por exemplo. A redução de 5,2% na produtividade estimada pela Conab também deve contribuir.

Os produtos com maior queda de valor projetada em relação a 2017 são:

  • amendoim: -14,1 %
  • arroz: -18 %
  • banana: -8,7 %
  • batata-inglesa: -5,4 %
  • cana-de-açúcar: -10,7 %
  • feijão: -30,2 %
  • laranja: -19,4%
  • mandioca: -17,8 %
  • milho: -10,8 %
  • uva: – 26,8 %

Por outro lado, devem crescer os valores das produções de:

  • algodão: 44,4 %
  • cacau: 27,6 %
  • café: 7,9%
  • soja:10,6%
  • tomate: 10,9%
  • trigo: 79,2%

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