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Ford enche de tecnologia a Ranger 2020 e mantém preços inalterados

Em 2012, a Ranger era dona de 9,4% do mercado. No ano passado, chegou a 16,1%, superando a Volks Amarok e a Nissan Frontier. As líderes são a Toyota Hilux e a Chevrolet S10. Agora, a marca norte-americana dá mais uma boa tacada neste jogo duríssimo do segmento de picapes médias. Para conquistar mais participação, os executivos tomaram algumas providências no lançamento da linha 2020 do modelo.

Primeira providência

As vendas da versão Ranger movida a gasolina estavam num patamar de 8% – as demais 92% têm motor a diesel. Resultado: a Ford eliminou essa versão – que, na verdade, só compensa pelo preço, pois motor a diesel é mais forte, dura mais.

O primeiro pode vir com câmbio manual de 6 marchas ou automático de 6 marchas com tração 4×2 ou 4×4 (com reduzida e bloqueio de diferencial); o segundo, só com câmbio automático de 6 marchas e tração 4×4.

Segunda providência

Foi incrementar o modelo com mais tecnologia: toda a linha já vem de série com o AdvanceTrac – com foco total na segurança do motorista, passageiros ou mesmo que estiver cruzando a rua.

O sistema é composto por controle eletrônico de estabilidade e tração, assistente de partida em rampa, controle automático de descida e assistência de frenagem de emergência – e nestas frenagens bruscas, luzes de emergência são acionadas.

A versão topo, a 3.2 Limited automática 4×4, se destaca pelos itens semi-autônomos de assistência ao motorista: tem reconhecimento de sinais de trânsito, frenagem autônoma com detecção de pedestres, alerta de colisão, permanência em faixa, controle de cruzeiro adaptativo e farol alto automático.

A picape ganhou uma nova suspensão. Segundos os engenheiros, ela melhora a dirigibilidade e o conforto – e isso tanto no asfalto como na buraqueira. Este repórter a dirigiu por pouco mais de 70km em estrada de terra e asfalto na região de Mendoza, na Argentina (ela é fabricada, em Pacheco, na grande Buenos Aires) e constatou que ela ficou mais mole, sim. Aliás, a Ranger ficou bem mais agradável de dirigir – tanto no asfalto quanto na terra. A direção é leve, de boa pegada – bem estilo Ford.

Quarta providência

Algumas versões ganharam mais equipamentos de conforto e segurança. A versão 2.2 XLS, por exemplo, agora vem com ar-condicionado digital de duas zonas, central multimídia SYNC 3 com tela de 8 polegadas, painel configurável com duas telas de 4,2 polegadas e novos faróis de neblina. Tem ainda sete airbags, câmera de ré e rodas de liga leve de 17 polegadas. A versão XLT 3.2, com tração 4×4 e transmissão automática, ganha bancos de couro, sensor de chuva, monitoramento individual de pressão dos pneus, faróis automáticos, estribos tipo plataforma cromados.


 

Saiba mais

Assistente autônomo de frenagem com detecção de pedestres
Funciona em velocidades de 5 km/h a 80 km/h, com o auxílio de duas câmeras e um radar. Ao identificar um veículo parado ou pedestre à frente, ele emite um alerta para o motorista e prepara os freios para uma frenagem rápida. Se o motorista não realizar nenhuma ação, ele aciona os freios automaticamente para evitar ou reduzir os danos de uma colisão.

Sistema de reconhecimento de sinais de trânsito
Usa as mesmas câmeras para rastrear as placas na pista, alertando o motorista sobre os limites de velocidade. O objetivo dos dois sistemas é proporcionar uma direção mais segura e tranquila.

 


Mais detalhes

⇒ Tapa no visual

A picape é produzida na Argentina e teve poucas mudanças no design. E se concentram na frente: grade, para-choque, faróis principais e de neblina foram redesenhados. As rodas de 18 polegadas ganharam nova pintura.

 Tampa da caçamba

Ganhou assistente de abertura e fechamento – uma mola, na verdade – que reduz de 12kg para 3kg o peso na hora de movimentá-la. Mas só na versão topo de linha. Ficou muito, muito leve mesmo, movimentá-la.

 Cara n´água

A capacidade de imersão de 800 mm e de reboque de 3,5 toneladas são outros atributos que destacam a Ranger dentro da categoria. Além disso, é a única que oferece cinco anos de garantia.

 400 mil unidades vendidas

A Ranger chegou à América do Sul em 1994, vindo dos Estados Unidos. Em 1997, começou a ser produzida na Argentina. Desde então, já vendeu mais de 400 mil unidades na região. Em 2018, foi a segunda picape média mais vendida na região.

 600 peças redesenhadas

Aparentemente, é difícil encontrar mudanças visuais na nova Ranger. Mas a Ford garante que ela teve 600 peças redesenhadas. A menor parte, é verdade, sequer poderá ser vista (as vinculadas à tecnologia, principalmente).

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O que as novas Ford Rager e Volkswagen Aamarok poderiam aprender uma com a outra

As picapes serão desenvolvidas pela norte-americana, mas bem que deveria, ter um toque alemão

Ford Ranger e Volkswagen Amarok poderiam trocar figurinhas na próxima geração (Foto: Divulgação)
FORD RANGER E VOLKSWAGEN AMAROK PODERIAM TROCAR FIGURINHAS NA PRÓXIMA GERAÇÃO (FOTO: DIVULGAÇÃO)

A Ford e a Volkswagen se uniram novamente. Dessa vez, o objetivo é desenvolver veículos comerciais, a começar pelas novas gerações da Ranger e da Amarok. As versões atuais se destacam por qualidades próprias e seria interessante ver um compartilhamento do que cada uma tem de mais forte nos novos projetos. Além de manterem pontos que são fortes nas duas marcas, caso das últimas centrais de multimídia.

1) O motor V6 da Amarok 

A Ford também tem um motor turbodiesel acima dos quatro cilindros, mas o 3.2 de cinco cilindros em linha e 200 cv e 47,9 kgfm a 1.750 rpm não consegue imprimir o mesmo tipo de desempenho da VW. A arrancada de zero a 100 km/h é despachada em 11,1 segundos.

O desempenho de rivais mais recentes como a Nissan Frontier e seus 10,1 segundos a deixa para trás. Quem sabe se a Ford incluir o novo câmbio automático de 10 marchas no lugar do seu antigo de seis velocidades. Aí seria uma dupla de ataque digna do futebol espanhol.

A fraude do dieselgate arranhou muito a imagem da Volkswagen e causou um prejuízo bilionário, mas o motor V6 3.0 TDI de 225 cv já foi modificado para apagar a antiga trapaça. A usina de força gera 56,1 kgfm de torque a 1.500 rpm e trabalha em dupla com o câmbio automático de oito marchas.

A arrancada de zero a 100 km/h leva 7,8 segundos, uma marca que deixa o Golf 1.4 TSI de 150 cv para trás por quase 1 segundo (8,7 s). Afora o fôlego, o seis cilindros faz a média de 10,2 km/l de diesel entre cidade e estrada.

2) A tração integral permanente da Amarok

A Ranger tem blocante traseiro e tração 4X4 com reduzida, um arsenal que garante uma valentia e tanto no fora de estrada. O problema dela não é no fora de estrada. É nessa situação no asfalto e terra que a Amarok dá um show.

O mérito é da tração integral permanente. Ela não chega a ter a estabilidade de um carro de passeio, a física tem seus limites, porém é um conjunto que conta com maior aderência e compensa o consumo extra em nome da segurança.

3) O aparato de segurança ativa da Ranger

A segurança dinâmica da Amarok é invejável, mas a Ranger se destaca por itens de segurança ativa que ajudam a evitar acidentes, exemplo do controle de cruzeiro adaptativo, capaz de manter a distância do carro que vai à frente ao longo do percurso. Sem falar no assistente de manutenção de faixa e o alerta de colisão frontal.

Ford Ranger Flex 2017 (Foto: Ford)
FORD RANGER TEM UMA BOA SAÍDA NAS VERSÕES FLEX (FOTO: DIVULGAÇÃO)

4) Um motor flex para a Amarok

No entanto é inegável que motores flex de nova geração poderiam ser mais baratos e resolverem o problema de consumo excessivo sem ter que recorrer aos diesel menos potentes. E até substituírem um possível seis cilindros turbodiesel com a adição de um par de turbos e outras tecnologias.

Ambas picapes possuem motores de quatro cilindros a diesel bem competentes, sem falar que a Ford já tem um 2.5 flex. É uma saída para oferecer versões de acesso mais interessantes para aqueles que desejam utilitários para o trabalho.

A Chevrolet já confirmou uma nova geração da S10 para a fábrica de São José dos Campos (SP). A atual encarnação se destaca pelo motor 2.5 flex de até 206 cv e 27,3 kgfm a 4.400 rpm, capaz de levá-la de zero a 100 km/h em 10,7 s. Só que o consumo da S10 é elevada: as médias ficam entre 7 km/l de etanol e 8,9 km/l com gasolina.

5) A garantia longa da Ranger

Garantia de 5 anos é coisa rara no Brasil. A Hyundai é uma das poucas a oferecer para carros de passeio e a Ford faz o mesmo para a sua Ranger. É uma maneira de reforçar a credibilidade da picape em um segmento que tem rivais estabelecidas no topo, caso da Toyota Hilux. E bem que tanto ela quanto a irmã VW poderiam ter a mesma cobertura. Atualmente, a Volkswagen oferece apenas três anos de cobertura.

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Confirmado: nova geração da VW Amarok será derivada da Ford Ranger

Sucessora da Kombi também terá sua próxima geração desenvolvida pela Ford

Picapes médias podem compartilhar plataforma entre si (Arte/Quatro Rodas)

Ford e Volkswagen anunciaram hoje os detalhes de sua aliança global.

Agora está definido que as duas fabricantes desenvolverão vans comerciais e pickups médias em conjunto, e pretendem colaborar entre si no desenvolvimento de veículos elétricos, autônomos e de serviços de mobilidade.

Os resultados do esforço conjunto das duas fabricantes deverá ser visto a partir de 2022, quando os primeiros modelos desenvolvidos em conjunto chegarão às concessionárias.

O principal objetivo desta aliança é dividir custos de desenvolvimento, obter economia de escala e aumentar a competitividade e a capacidade produtiva de seus veículos comerciais, mas mantendo a identidade de cada marca.

Em 2018, as vendas de veículos comerciais das duas marcas somaram mais de 1,2 milhão de unidades. As duas empresas esperam bom crescimento do segmento para os próximos cinco anos.

Amarok com base de Ranger

Conta-se que a cerca que separa as fábricas da Volkswagen e Ford na avenida Henry Ford, em General Pacheco, Argentina, já começou a ser derrubada. Isso porque o local será peça chave para a nova aliança na América Latina

Ford e Volkswagen são vizinhas na Argentina (Reprodução/Internet)

Heranças dos tempos da joint-venture Autolatina, que existiu entre 1987 e 1996, as fábricas vizinhas produzem as picapes médias das duas empresas.

As próximas gerações de Volkswagen Amarok e Ford Ranger, previstas para 2022, usarão o mesmo chassi, que será desenvolvido pela Ford. Fontes ouvidas por QUATRO RODAS revelam que a Ranger é mais lucrativa que a Amarok e manter isso é importante para o sucesso da aliança.

Kombi da Ford

A Volkswagen Transporter vendida hoje na Europa nada mais é do que a sexta geração da saudosa Kombi. Com esta aliança global, Ford Transit e Volkswagen Transporter serão derivadas do mesmo projeto, cujo desenvolvimento ficará sob responsabilidade da Ford.

Ford Transit Custom (Divulgação/Ford)

À Volkswagen caberá o desenvolvimento das novas vans urbanas que substituirão os Volkswagen Caddy e Ford Transit Connect. Este novo carro terá plataforma modular MQB semelhante a usada pela nova geração do Touran.

Ao contrário do que aconteceu na Autolatina, esta aliança não contempla troca de ações entre as empresas.

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Ford confirma Ranger Storm no Brasil

Inspirada pela F-150 Raptor americana, picape exibida como conceito no Salão do Automóvel chegará até 2020

A Ford confirmou que fará uma versão de produção da Ranger Raptor, conceito da picape que foi apresentado pela empresa ainda como protótipo no último Salão Internacional do Automóvel de São Paulo, que ocorreu em novembro. “A Ranger Storm foi apresentada como teste de mercado no Salão do Automóvel e a resposta do público foi tão positiva que estamos anunciando agora o seu lançamento no final 2019 e começo de 2020”, disse Lyle Watters, presidente da Ford América do Sul.

A Ranger Storm é um conceito que destaca a vocação off-road da picape, com um design arrojado e exclusivo em duas cores e elementos visuais que imprimem robustez e musculatura. Ela vem com alargadores de para-lama, rack de teto com iluminação em LED, snorkel, capota marítima, santantônio com trilhas integradas, estribos laterais tipo plataforma, para-choques off-road e ganchos de reboque. Seu visual é similar ao visto no EcoSport Storm 4WD.

Sua grade dianteira preta com o nome Storm em letras grandes é inspirada em elementos da F-150 Raptor e do EcoSport Storm. Ao lado do nome, dois frisos prata em formato de C simulam garras. No capô, duas faixas com grafismos reforçam o seu dinamismo. Os faróis embutem luzes diurnas de LED.

O para-choque incorpora faróis duplos de neblina, com molduras que replicam a treliça do tipo colmeia da grade central. Na parte inferior ele traz um aplique de cor prata com dois ganchos para reboque, de perfil quadrado e robusto.

A carroceria pintada na cor vermelho Toscana tem molduras pretas contrastantes nos para-choques, laterais e caixas de rodas. A tampa traseira da picape é toda escura, com um grande logotipo Storm em prata e a inscrição “4×4 Off Road”. As rodas de liga leve de 17 polegadas, maçanetas, retrovisores, protetor de caçamba e snorkel também são pretos.

Os para-lamas traseiros são decorados com grafismos e a inscrição “4×4 Off Road”. O santantônio tem um desenho exclusivo que se conecta com o rack de teto. Os pneus Pirelli MTR Scorpion 285/70 R17 reforçam o caráter off-road da picape.

Como a versão topo de linha Limited, a Ranger Storm é equipada com motor 3.2 Diesel de 200 cv, transmissão automática de seis marchas, central multimídia SYNC, sete airbags, câmera de ré, sensores de estacionamento e piloto automático com limitador de velocidade.

Ela conta também com vários recursos que aprimoram a dirigibilidade. Além de controle eletrônico de estabilidade e tração, tem os exclusivos controle adaptativo de carga e anticapotamento, assistente de partida em rampa, controle automático de descidas, controle de oscilação de reboque e assistência de frenagem de emergência.

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Produção de máquinas agrícolas cresce 23,8% em 2018, diz Anfavea

Exportações de máquinas agrícolas e rodoviárias caíram 9,1% em 2018, para 12.688 unidades — Foto: Pixabay

Foram fabricadas 65,6 mil máquinas usadas no campo e na construção no ano. Vendas chegaram a 47,7 mil unidades, alta de 12,7%. Setor também puxou venda de caminhões.

O Brasil produziu 65.674 máquinas agrícolas e rodoviárias em 2018, aumento de 23,8% em comparação com o ano anterior, quando foram fabricadas 53.043 unidades, informou nesta terça-feira (8) a associação das montadoras (Anfavea).

Em todo o ano passado, foram vendidas 47.777 máquinas, alta de 12,7% sobre as 42.391 comercializadas em 2017. O número foi puxado principalmente pelo agronegócio, que deve continuar com uma boa performance em 2019, segundo Alfredo Miguel Neto, vice-presidente da entidade.

“Tivemos durante o ano uma série de dificuldades e incertezas e mesmo assim o setor agrícola se manteve forte e confiante, observando oportunidades de venda principalmente no mercado externo”, disse. “Havendo continuidade de disponibilidade de crédito, vamos ter um ano safra de 2019 também bastante produtivo”, emendou.

Já a perspectiva para a venda de máquinas rodoviárias não é boa por conta da lenta retomada do segmento de infraestrutura, de acordo com Neto. Ele destacou, porém, que o desempenho em 2018 ficou bem acima do registrado em 2013, no auge da crise econômica.

As exportações de máquinas agrícolas e rodoviárias, no entanto, caíram 9,1% em 2018, para 12.688 unidades, ante 13.959 em 2017.

Agro puxa venda de caminhões

O setor agrícola impulsionou também a venda de caminhões em 2018, divulgou a Anfavea. Em todo o ano, foram comercializadas 74.058 unidades, sendo 34.756 (46,9%) do segmento de pesados, usados no transporte de grãos e minério, por exemplo. O total de vendas representa uma alta de 47,6% frente a 2017.

“Está faltando a indústria e o setor de serviços voltarem a crescer para puxar os outros caminhões mais leves”, disse Luiz Carlos Gomes de Moraes, vice-presidente da entidade.

Moraes admitiu que a compra de frota própria por empresas que buscam evitar a tabela de preços mínimos para o frete, instituída pelo governo após a greve dos caminhoneiros, teve influência no resultado da venda de veículos pesados, mas disse que esse “movimento não é suficiente para sustentar o crescimento” do nicho.

A expectativa da Anfavea é de que a venda de caminhões cresça em 2019, novamente puxada pelo segmento agrícola.

O país produziu 2,8 milhões carros, caminhões e ônibus no ano passado,alta de 6,7% na comparação com 2017. Já as vendas somaram 2,5 milhões, crescimento de 14,6% na mesma comparação.

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ANFAVEA

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LS TRACTOR – DICAS PARA QUEM PRODUZ – REDUÇÃO DE CUSTOS NA PRODUÇÃO

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=VBov2yfDwCg]

Fonte: MARCAS E MÁQUINAS

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Especialista dá 8 dicas sobre como cuidar melhor das máquinas agrícolas

A manutenção efetiva passa pela boa gestão, faz durar a frota e ajuda a conter gastos em ano de incertezas

POR TERESA RAQUEL BASTOS

agricultura_maquina_grao_trator_newholland (Foto: Divulgação/New Holland)
Com menor intenção de comprar máquinas novas, produtores apostam em peças de reposição (Foto: Divulgação/New Holland)

 

Máquinas agrícolas como tratores podem durar, em média, entre 10 mil e 15 mil horas, dependendo da cultura e da intensidade de uso, influenciando no momento de manutenção ou de troca. “O que não pode é tomar as decisões baseadas no que seu vizinho faz. Cada situação é única, variando de acordo com o que acontece dentro da porteira”, aconselha Milan.

Uso responsável

Para saber quando e o que fazer como equipamento, o especialista indica duas coisas: seguir o manual do fabricante, que prevê as datas de manutenção de acordo com as horas de uso (igual à quilometragem de carros); e ter uma caderneta para controle das despesas com consertos, datas de revisão, gastos com combustível, entre outros dados. “Toda a manutenção de máquinas passa pela gestão correta da frota.” Outro fator que interfere diretamente na vida útil do produto é o uso responsável. Segundo o professor Milan, ações simples podem gerar economia em manutenção e melhores resultados no campo (veja a lista abaixo).

Ponto de troca

Considerar a troca definitiva da máquina também requer planejamento. O chamado “ponto de troca” depende de diversos fatores, mas basicamente é resultado da comparação entre gasto com manutenção e o preço de uma máquina nova. Há um cálculo relativamente simples, como explica José Paulo Molin. “Quando o valor de manutenção fica alto demais ou chega a 100% do preço de um novo, é preciso considerar uma máquina nova”, explica. “A troca também depende da disponibilidade de financiamento: se for a baixo custo, pode ser que valha a pena trocar, mas é preciso pôr na ponta do lápis”, complementa Milan.

Confira as 8 dicas do professor Marcos Milan para aumentar a durabilidade dos equipamentos:

1 – Gestão da frota

Anote tudo relacionado a cada máquina: custos de manutenção, gastos com combustíveis, entre outros dados. Com eles, será mais fácil decidir pelo conserto ou troca definitiva do equipamento;

2 – Leia o manual do fabricante

Ele precisa ser seguido à risca, pois a partir dele é agendada a manutenção preventiva;

3 – Atenção às peças frágeis

Há peças, como as correias, que quebram mais facilmente. Dê atenção especial a esses itens e, se possível, estoque-os na fazenda para um conserto mais rápido;

4 – Verifique sempre

Entre uma manutenção e outra, pode haver imprevistos. Identificar o problema no início pode evitar que outras peças se danifiquem e gerem gastos maiores;

5 – Boas práticas

Use implementos adequados quanto ao peso e tamanho do equipamento; não use a máquina no seu limite de potência; conheça sua máquina e capacite os operadores a identificar algo anormal;

6 – Esteja atento aos sinais de defeitos

Preste atenção em ruídos, cheiros e vibrações da máquina. Nesses casos estranhos, pare o trabalho e investigue. Não ignore também os avisos de erro no painel. Na maioria das vezes, não é defeito na lâmpada, e sim na máquina;

7 – Aposte em peças originais

Elas são mais confiáveis. Desconfie de itens muito mais baratos que os oferecidos pelos fabricantes: o barato pode sair caro. Se for escolher genéricos, opte por aquelas peças que atendam ao padrão de qualidade a que a máquina está acostumada;

8 – Oficina de confiança

Após o fim da garantia, siga levando o equipamento na assistência autorizada, se os custos não aumentarem consideravelmente. Caso saia muito mais caro, leve a um mecânico de confiança.

Fonte: Globo Rural

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Vendas de máquinas despencam 25% no Brasil em novembro – Globo Rural

Queda já era esperada pela indústria, que se surpreende com resultado no acumulado do ano

Foto: Divulgação/New Holland
Foto: Divulgação/New Holland

As vendas de máquinas agrícolas voltaram a esfriar no mês de novembro, conforme dados divulgados nesta terça-feira (06/12) pela Associação Nacional de Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). Segundo a entidade, 3.603 máquinas foram entregues pela indústria ao mercado brasileiro, baixa de 25,2% em relação a outubro, quando foram vendidas 4.814 unidades.

A queda era esperada, levando em consideração que maior parte dos produtores rurais brasileiros já comprou as máquinas que precisava para esta safra, que deve superar as 200 milhões de toneladas, disse Antonio Megale, presidente da Anfavea.

O executivo ainda destacou que o resultado de novembro está 61,3% acima do número registrado em igual mês do ano anterior, quando 2.234 máquinas foram vendidas no país. No acumulado do ano, o saldo atual surpreende. “Os resultados estão acima da nossa previsão, que era fechar o ano com 38 mil máquinas agrícolas vendidas e chegamos a novembro com um número de 38.800 unidades. Nós subestimamos o mercado de máquinas agrícolas. Tivemos o melhor novembro desde 2013”, reconheceu Megale.

Nas exportações, os dirigentes da Anfavea também subestimaram o potencial do mercado de maquinários agrícolas. Com as vendas de 1.283 unidades para outros países em novembro (64,5% acima do registrado em outubro), o setor superou a meta de exportação estimada para 2016, que era de pouco mais de 8 mil unidades. De janeiro a novembro, 9.097 máquinas deixaram o Brasil. “novembro foi o melhor mês do ano para exportação de máquinas”, disse Megale.

Por Cassiano Ribeiro 

Fonte: Globo Rural

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ENGUARD CONCEPT: Uma espetacular Frontier preparada para resgates – 4 rodas

Picape foi desenvolvida para fazer operações de resgate em locais de difícil acesso; modelo é equipado com drone e baterias de carro elétrico

nissan-navara-enguard-concept-11A Nissan apresentou uma versão conceito da Frontier (vendida como Navara na Europa) no Salão de Hanover, evento com exibição de veículos comerciais na Alemanha. A picape, batizada de Navara EnGuard Concept, foi concebida para operações de resgate, contando até com um drone entre os equipamentos.

Projetada com base na versão de cabine dupla, a Navara EnGuard Concept traz altura de rodagem elevada em 5 cm, pneus fora de estrada nas medidas 285/75 e rodas de 16 polegadas. Guincho dianteiro, molduras nos para-lamas, tomada de ar elevada (snorkel) e bagageiro de teto também fazem parte do pacote.

As rodas, estribos e partes da carroceria contam com pintura verde fluorescente para melhor visibilidade em qualquer condição, cor escolhida também por ser identificável por daltônicos. Há luzes de led acopladas no bagageiro de teto, bem como luzes estroboscópicas azul nos para-lamas e nos faróis de neblina redesenhados. Por dentro, há bancos com revestimento verde, central multimídia com navegador GPS e câmera com visão de 360º.

Na caçamba, há equipamentos para as operações, com a primeira bandeja alocando rádios comunicadores bidirecionais, lanternas de longo alcance, extintores de incêndio, cordas, equipamentos de escalada, capacete, uma pá e um machado. A parte inferior guarda tanque de oxigênio, kits de reanimação, coletes salva-vidas, entre outros.

Um dos equipamentos mais interessantes é o drone para ser usado nas operações. O modelo, um DJI Fantasma 4 com peso de 1,3 kg, pode voar a até 6.000 metros de altura (ampliando o campo de visão para buscas, por exemplo), atingindo velocidades de até 72 km/h e com autonomia de 30 minutos.

As imagens captadas pela câmera de 12,4 megapixels do drone são exibidas numa tela de alta resolução acoplada na caçamba da picape.

Há um conjunto de sete baterias de veículo elétrico, cada uma com 2 kW, que ficam alocadas dentro de uma carcaça de alumínio instalada na caçamba. As baterias sempre absorvem a energia gerada pelo motor 2.3 turbodiesel de 190 cv e 45,9 mkgf de torque que equipa a Navara vendida na Europa.

Essas baterias podem ser usadas com função de geradores de energia, tendo ainda duas entradas — uma tomada de 220V e um conector para painéis solares. Há também cinco saídas: duas de 220V e três conexões USB. Confira abaixo o modelo em ação:

Fonte: 4 Rodas