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Pecuária

Manejo de nascimento em propriedades de cria: quais os primeiros cuidados com a vaca e o bezerro?

O chamado manejo de nascimento ou de maternidade deve ser orientado para que se garanta o bom estado nutricional do animal e a higiene do umbigo, que pode ser porta de entrada para diversas doenças.
Quais os primeiros cuidados com a vaca e o bezerro?- Fotos: Divulgação

Durante as primeiras horas de vida, os bezerros recém-nascidos precisam de uma série de cuidados, já que estão suscetíveis a infecções.  O chamado manejo de nascimento ou de maternidade deve ser orientado para que se garanta o bom estado nutricional do animal e a higiene do umbigo, que pode ser porta de entrada para diversas doenças.

O manejo de nascimento precisa ser programado desde o diagnóstico de gestação (DG). “Com essa antecedência e sabendo a época de prenhez das vacas, a equipe que faz o rodeio da vacada terá tempo para organizar e planejar os partos, tendo em vista que será necessário atender às necessidades tanto da vaca quanto do bezerro, logo após a concepção”, explica o médico-veterinário e gerente de Serviços Técnicos da Biogénesis Bagó, Reuel Gonçalves.

Segundo ele, o cenário ideal é que a partir do oitavo mês, as vacas já estejam no pasto maternidade, que deve ser um ambiente limpo, com área de sombreamento, água e alimento à vontade, além da disponibilidade de sal mineral. A estrutura deve ser analisada também para que não possua declive ou áreas de acúmulo de água, já que ocorre de a estação de nascimento iniciar na seca e terminar na época das águas.

Importância das rondas e importância do colostro

Dentro de todo esse processo, a rotina de vistorias é um fator de suma importância para dar continuidade no trabalho. Gonçalves enfatiza que as rondas precisam ser feitas rigorosamente e a recomendação é que sejam duas por dia: uma de manhã e outra à tarde. Isso para que o animal passe pelo processo de cura de umbigo nas primeiras horas após o nascimento. Depois do parto, as rondas podem ser espaçadas para uma vez ao dia nos primeiros 15 dias e uma vez a cada dois dias até o 30º dia para que seja verificado se há algum animal com diarreia, pneumonia ou tristeza parasitária, situações nas quais o tratamento deve ser iniciado rapidamente.

O médico-veterinário e coordenador de serviços técnicos da Biogénesis Bagó, João Paulo Mendes Lollato comenta que o manejo de maternidade é de fundamental importância dentro do processo de cria e o bezerro deve ser tratado com o maior cuidado possível.

“Os primeiros pontos são: fazer a cura do umbigo e verificar se o bezerro mamou o colostro. Além de ser a sua primeira fonte de nutrientes, a importância do colostro está ainda relacionada ao fato de as vacas não transferirem via placenta os anticorpos para os bezerros, por isso, garantir que ele tenha consumido esse primeiro leite é fundamental. Será fonte de minerais, vitaminas, imunoglobulinas e hormônios de crescimento, que farão com que o bezerro se desenvolva, além de ser a sua primeira fonte de imunidade”, explica o veterinário.

Outro manejo que pode ser iniciado é o tratamento com pasta à base de prébióticos e probióticos para auxiliar o bezerro na formação da sua flora intestinal, o que ajudará na absorção dos nutrientes. Em algumas fazendas também nessa fase são feitas as tatuagens para identificação do bezerro e o furo da orelha para que haja tempo de cicatrizar antes de o brinco ser colocado no manejo de virada do mês.

Reuel Gonçalves reforça ainda a importância de se manter um banco de colostro na fazenda para quando a vaca não produz leite, o animal tem mastite ou outro problema eventual. Ele lembra que o colostro deve ser aquecido e a recomendação é fornecer dois litros de manhã e dois à tarde, com início, preferencialmente, antes das seis horas de nascimento para que haja melhor absorção dos nutrientes do leite.

É nessa fase que também podem ser feitas as primeiras anotações zootécnicas, em que serão registrados o peso do bezerro, o nome da mãe, a raça e o sexo. São informações que servirão para que seja feito o acompanhamento da fazenda e comparar os resultados do animal, imprescindíveis para o pecuarista mensurar os seus ganhos.

Por: O presente Rural

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Exportações FAEPA/CNA/SENAR Pecuária

Senado volta ameaçar a exportação de gado vivo no País

Para debater esse assunto e mostrar a importância desse mercado, o DBO Entrevista desta segunda, 20, conversou com Carlos Fernandes Xavier, presidente da Faepa e Lincoln Bueno, presidente da Abeg.

No início deste mês de setembro a proibição do comércio internacional de boi em pé voltou à tona no País, através de uma sugestão legislativa no Senado. A repercussão foi negativa no setor de pecuária brasileiro, gerando inúmeras críticas de entidades de criadores e genética animal.

O fato é que não é a primeira vez que os congressistas se posicionam contra esse mercado. Desde 2018, um projeto de lei tenta proibir esse comércio, que no ano passado movimentou US$ 217,2 milhões.

Para debater esse assunto e mostrar a importância desse mercado, o DBO Entrevista chamou para a roda de conversa Carlos Fernandes Xavier, presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Pará (Faepa) e Lincoln Bueno, presidente da Associação Brasileira dos Exportadores de Gado (Abeg).

A exportação de bovinos vivos é liderada pelo Pará. Na última década, o Estado respondeu por 83% dos embarques de bovino vivo. É seguido por Rio Grande do Sul e São Paulo. Será que é possível esse mercado se reerguer e mostrar que está alinhado com todas as diretrizes de bem-estar animal? Confira na nossa roda de conversa!

Por: Portal DBO

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Pecuária

Marajó conquista mercado nacional com o leite de búfala e quer agora supermercados do Pará

Trabalho integrado entre a Sedap, Adepará e Emater fomenta o mercado bubalino e gera emprego e renda para a população do arquipélago.

Rebanho bubalino do Marajó garante emprego e renda para a população do arquipélago com a produção de leite e de vários derivadosFoto: Ascom/Sedap

O leite de búfala é considerado pelos especialistas um ótimo alimento para proteger o organismo contra doenças cardiovasculares. Com o apoio da Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (Sedap), a produção leiteira bubalina ganha cada vez mais destaque no cenário estadual e no Brasil, principalmente pelos seus derivados, em especial o queijo do Marajó, que em março deste ano ganhou o selo da Indicação Geográfica (IG) do Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI).

O Arquipélago do Marajó concentra todo o leite das fazendas de criadores de búfalas nos campos da região. Os municípios de Chaves, Soure e Cachoeira do Arari se destacam na produção leiteira da búfala. Segundo a Agência de Defesa Agropecuária do Pará (Adepará) – vinculada à Sedap e encarregada da inspeção fitossanitária do rebanho – a produção dos laticínios locais alcançou a média mensal de 4,170 toneladas.

Ano passado, um dos derivados do leite de búfala, o queijo marajoara (artesanal) também recebeu o Selo Arte, que vai permitir o aumento da produtividade e venda para outros estados. O processo teve a participação efetiva da Sedap e da Adepará.

Iniciativas governamentais, em parceria com o setor privado, melhoraram a produtividade e contribuíram para conquistar o mercadoFoto: Ascom/Sedap

Melhoramento genético dos animais – sobretudo das fêmeas -, capacitação do produtor local e assistência técnica da Emater – também vinculada à Sedap – estão entre as iniciativas para garantir a qualidade da produção bubalina, como destaca o coordenador de produção animal da Sedap,o veterinário Ronnald Tavares, ao mencionar o trabalho feito pela Adepará.

Apesar de ter o maior rebanho bubalino do Brasil (quase 72% da produção paraense é no Marajó), como observa o veterinário, a produtividade na região vinha há algum tempo deixando a desejar.

“Ao longo dos últimos anos, foram deslanchadas iniciativas pelos órgãos governamentais em parceria com o setor privado e representantes de segmentos, que melhoraram a produtividade do rebanho”, frisou.

REBANHO

Segundo informações da Associação Paraense de Criadores de Búfalas (APCB), somente no município de Cachoeira do Arari, há em torno de 80 mil a 90 mil reses de búfalas. É o terceiro município no Pará com o maior número desses animais, atrás de Chaves, que tem 160 mil, e Soure, que apresenta pouco mais de 90 mil cabeças.

Torneios consolidam cultura bubalina no Arquipélago do Marajó, que já conquistou duas insígnias: os selos Arte e de Indicação GeográficaFoto: Ascom/Sedap

O produto movimenta a cultura desses municípios, que promovem tradicionais competições leiteiras, como torneios, por exemplo. No final de julho deste ano, para estimular uma maior produção, melhorar a qualidade e incentivar o criador, foi realizado o I Torneio Leiteiro de Búfalas do município, uma versão local do torneio estadual realizado um mês antes.

O programa Ateg Leite é apenas uma das ações que fomentam aa produção de leite, sobretudo dos pequenos criadores, como ressalta o presidente APCB, João Rocha, ao informar que a iniciativa fornece condições técnicas aos produtores, sobretudo na região de Cachoeira do Arari.

Apesar da bubalinocultura no Pará ser voltada tanto para a produção de carne quanto leiteira, o resultado ainda não chega às gôndolas dos supermercados, como observa o criador marajoara.

“O gado de búfala produz menos leite que o bovino. A produção de leite de búfala, podemos dizer, ainda está no seu início. No caso da produção leiteira, ela só atende – e malmente – os laticínios. Mas já começou a entrar na merenda escolar. Já é um diferencial. Não há interesse, ainda, dessa produtividade chegar até esses estabelecimentos, mas o queijo chega e já estamos enviando o produto para outros estados. Com a aquisição do Selo Arte, o Marajó já começou a exportar o queijo para São Paulo e Rio de Janeiro, além de outros mercados já estarem à procura”, ressalta o criador.

Ele observa também que o leite de búfala apresenta no processo industrial um rendimento médio superior a 40% do leite de vaca. “Por isso, é um investimento que vale a pena”, diz Rocha.

EMPREGOS
A geração de emprego e renda é outro destaque da produção bubalina de leite no Arquipélago do Marajó, que fomenta a economia localFoto: Ascom/Sedap

Além de ser uma ótima fonte de vitamina e reduzir os riscos de doenças cardiovasculares, o leite de búfala gera emprego e renda no Marajó. O presidente da APCB estima que um laticínio com produção de mil litros de leite emprega 30 famílias, direta e indiretamente.

“É um número expressivo, haja vista que o emprego aqui no Marajó é com os laticínios. Só na nossa região, temos em torno de 22 laticínios e alguns não oficializados ainda. A nossa grande busca é fomentar e tentar legalizar todo mundo”, garante Rocha.

O criador é proprietário da Fazenda Paraíso, em Cachoeira do Arari, e diz que emprega 10 pessoas. “Se a gente não mexesse com leite, teríamos apenas três colaboradores”, informa.

O vaqueiro Andrei Cardoso, 23 anos, trabalha desde os 18 com búfalos, animal pelo qual ele diz ter muito apreço. “Não só por gostar do trato com ele, mas porque é de onde tiro o meu sustento. Desde meus 15 anos que comecei a me interessar em trabalhar com búfalos. Quando completei 18 anos, consegui meu primeiro emprego aqui na fazenda e desde então cuido desses animais com todo carinho”, diz o vaqueiro, que demonstra uma habilidade típica de quem conhece o animal na hora da ordenha. Ele revela que graças ao trabalho consegue prover o seu sustento e ajudar nas despesas da família.

Cleidiane Cuimar, cozinheira, diz que a consistência e o sabor do leite de búfala faz dele um insumo fundamental na culináriaFoto: Ascom/Sedap
COZINHA

Nascida na vila de Retiro Grande, no município de Cachoeira do Arari, a cozinheira Cleidiane Cuimar cresceu tomando leite de búfala. É uma tradição que passou de geração a geração. Embora goste de leite de vaca, a dona de casa prefere o leite da produção bubalina. Ela considera o sabor diferente: forte e ao mesmo tempo adocicado, com um aroma que lembra a sua infância.

“Como eu trabalho com doce e salgado, uso o leite na massa do bolo e na massa da coxinha, no recheio do canudinho e do “canudão” e no meu consumo diário. A gente sempre está utilizando o leite, pois meu pai tira leite da búfala, além de achar muito saudável. Olha só isso aqui”, diz a moradora do Marajó, apontando para a panela cheia do líquido branco, aquecendo sobre o fogão. E complementa: “Desde que eu me entendo por gente, sempre tomei leite de búfala, até porque meu pai sempre foi um pequeno criador; é um leite puro e forte”, resume a moradora do Marajó.

Ela ensina que do leite é possível fazer outros tipos de iguarias, como doces, o queijo, em especial o mozzarella, que é um alimento com demanda crescente nos mercados de todo o planeta, até iogurtes. “É muito bom. Rende bastante”, garante.

Estudos de diversos centros de pesquisa para a Organização Mundial de Saúde (OMS) mostram que o consumo do leite de búfala e de seus derivados reduz os riscos de doenças cardiovasculares, especialmente o infarto e a aterosclerose.

Roger Maia, gerente do Sebrae, diz que a entidade fomenta derivados do leite de búfala, como o doce, a manteiga e o queijo do MarajóFoto: Ascom/Sedap

O gerente da agência do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) nos campos do Marajó, Roger Maia, diz que a entidade trabalha no fomento da bubalinocultura, especialmente dos derivados como o leite, doce de leite, da manteiga e do queijo do Marajó.

O técnico lembra das conquistas obtidas pelo queijo local, como o Selo Arte e a Indicação Geográfica – duas “insígnias” obtidas pelo produto marajoara graças ao esforço conjunto entre entidades públicas e privadas, com a participação dos produtores marajoaras.

LEGALIZAÇÃO

Maia explica que o Sebrae trabalha com a legalização do leite e doce da búfala, assim como foi feito com o queijo do Marajó. “Vamos entrar nesse trabalho para verticalizar o leite da búfala, já conseguimos colocar o leite do Marajó para a merenda escolar com o processo de pasteurização, mas não conseguimos colocar nos supermercados, ainda, como já fizemos com o queijo. Já avançamos muito com o desenvolvimento da bubalinocultura marajoara, mas ainda temos muito a avançar. Muitos investidores já estão interessados em investir no Marajó”, observa Maia.

*Texto de Rose Barbosa (Sedap)

Por:  Governo do Pará (SECOM)

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Confinamento

PA: Confina Brasil comprova cuidado com bem-estar animal e uso de tecnologias

A iniciativa da Scot Consultoria (Bebedouro, SP) tem como objetivo levantar dados da produção intensiva de bovinos de corte no País em mais de 120 propriedades.

 

O engenheiro agrônomo Eduardo Henrique Seccarecio, analista de mercado da Scot Consultoria – idealizadora do Confina Brasil – visitou nesta semana propriedades no Estado do Pará.

A iniciativa da consultoria paulista tem como objetivo levantar dados da produção intensiva de bovinos de corte do País, a partir do mapeamento de 40% do gado confinado em 14 estados – o que corresponde a mais de 120 propriedades, que serão visitadas presencialmente.

Foto: Divulgação

“O Confinamento CVK é uma marca tradicional na pecuária intensiva do Pará. A propriedade tem capacidade estática para 8 mil cabeças, mas está em expansão e pretende chegar a 10 mil cabeças. O padrão do gado é bom, com foco em F1 Angus-Nelore. Também produz boa parte do milho consumido em outras fazendas do grupo e gestão é bem feita”, constatou Eduardo .

Já no Confinamento JP (Xinguara, PA), o médico veterinário e técnico da expedição do Confina Brasil Bruno Alvim, informa que o proprietário também tem o frigorífico Rio Maria, com animais de excelente padrão. Além disso, trabalha com três softwares integrados e cada vez mais usa a tecnologia a seu favor.

 

 

“O empresário quer expandir o confinamento e como no Pará, em alguns momentos, chove muito e em outros faz muito calor, ele se preocupa com o bem-estar dos animais. Por isso, tem currais com cobertura de cocho e utiliza sombrite”, detalha Bruno.

Olavo Bottino, médico veterinário e técnico do Confina Brasil, esteve no Confinamento Mercúrio Alimentos (Rio Maria, PA), com a planta para cerca de 3.500 animais estáticos. Por causa da chuva, a propriedade tem toda a parte dos cochos cobertos, e se preocupam com o sombrite para os animais.

“O confinamento oferece gado diretamente para o frigorífico. A maior parte dos animais é de criação própria. O diferencial é que o grupo tem a cadeia completa, desde a engorda até a indústria. Dessa forma, entende bem a importância da qualidade da carcaça. Além disso, o proprietário tem a preocupação com o manejo de embarque para não ter problemas de bem-estar animal e contusões nas carcaças. Outro destaque é que a propriedade utiliza o grão úmido, pois o grão reidratado aumenta em até 30% a eficiência no manejo do milho”, destaca Olavo.

A expedição tem patrocínio ouro da BRA-XP, Elanco, Casale, Nutron e UPL; e patrocínio prata da AB Vista, Associação Brasileira de Angus, Barenbrug, Beckhauser, Confinart, GA (Gestão Agropecuária), Inpasa e Zinpro. A expedição conta ainda com o patrocínio da montadora Fiat e apoio institucional da Assocon, Embrapa Pecuária Sudeste, Embrapa Informática, Hospital de Amor de Barretos e Sociedade Rural Brasileira.

Por: Portal DBO

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Pecuária

Esteja atento à etapa de nascimento para garantir qualidade de rebanho

Com cuidados e equipamentos adequados disponíveis na propriedade auxiliam na manutenção de baixas taxas de mortalidade de bezerros.
Esteja atento à etapa de nascimento para garantir qualidade de rebanho

As bezerras e bezerros são o ápice da genética de qualquer propriedade. Garantir sua boa saúde, desde os primeiros minutos de vida, é fundamental para que o animal inicie bem sua vida produtiva (seja de leite ou de corte). Para isso, é importante que estejam asseguradas baixas taxas de mortalidade e morbidade.

Portanto, a atenção deve ser desde o pré-parto, quando é pensado na alimentação, bem-estar e calendário de vacinação das mães, como também, durante o manejo de nascimento com calma e agilidade. Após o nascimento do bezerro é essencial uma atenção especial a sua saúde, principalmente em seus primeiros 60 dias de vida. O desenvolvimento das futuras vacas ou touros, depende essencialmente dessas etapas. Vamos falar sobre cada uma delas?

1. Parto

O cuidado com os bezerros recém-nascidos precisa começar antes do nascimento, no momento pré-parto. As vacas devem ter suas ‘maternidades’, locais separados dos demais animais, limpo, seco e com sombreamento.

A fazenda também deve estar preparada com equipamentos adequados para auxiliar a vaca, no parto, se necessário. Caso tenha problema para parir o bezerro, existe no mercado o fórceps bovino, cuja função é facilitar a retirada do animal com rapidez e agilidade, sem machucá-lo.

Com a colocação correta e ajuste na catraca do equipamento, o animal é retirado sem muito esforço físico de quem está fazendo o procedimento, e o mais importante, da forma correta (FOTO). Os equipamentos devem ser usados sempre com a supervisão de um médico veterinário.

2. Cura do umbigo

A cura de umbigo deve ser feita imediatamente após o nascimento do bezerro, fazendo a imersão do cordão umbilical no iodo durante 30 segundos. Esse procedimento deve ser feito 2 vezes por dia, até a secagem do umbigo, fazendo assim com que ele se desprenda do abdômen ao secar.

Uma cura mal feita do umbigo, resulta em animais fracos, podendo até levar a morte.

Se o bezerro tem contato com um local infectado e o umbigo mal curado, a fonte de infecção por essa via é muito grande, sendo assim, a bactéria pode alcançar rapidamente todo seu organismo através do umbigo.

3. Limpeza

Após garantir um local limpo e seco para a vaca e sua cria, é importante que seja feito um acompanhamento para garantir que a mãe faça a limpeza correta de todos os fluídos no recém-nascido. Esta limpeza vai garantir que o neonato consiga fazer a ingestão correta do colostro sem dificuldades.

Porém, se a mãe não conseguir fazer essa limpeza de um modo eficiente, a aspiração do líquido amniótico das vias aéreas do filhote deve ser feita manualmente, e o quanto antes, com equipamentos apropriados para esse processo, para isso existe o respirador para bezerros neonato que sugará toda essa secreção.

4. Ingestão do colostro

O colostro, que é o primeiro leite produzido pela vaca, possui um alto valor nutritivo, é rico em proteínas, lipídeos, vitaminas, minerais e enzimas. Ele deve ser o primeiro alimento a ser consumido pelo bezerro nas primeiras 12 horas de vida. A função é ajudar a aumentar os anticorpos que são essenciais para garantir a imunidade do bezerro recém-nascido.

A placenta dos bovinos protege o bezerro contra a maioria das infecções bacterianas ou virais, mas ao mesmo tempo, impede a passagem de proteínas séricas e principalmente imunoglobulinas. Por esse motivo, que ao nascer, o animal não apresenta imunidade adequada, tornando-o dependente da transferência passiva de imunoglobulinas maternas através do colostro.

Caso o bezerro não queira mamar nas primeiras horas de vida, é necessário a utilização de mamadeiras para alimentação forçada para aleitamento, elas devem estar disponíveis na fazenda e bem higienizadas, pois o leite é um ótimo meio de cultura de bactérias.

5. Vermifugação e vacina

Os bezerros devem ser vermifugados aos dois, quatro e seis meses de idade, com vacinadoras adequadas, de acordo com o calendário sanitário da propriedade. Em seguida, após a desmama devem entrar no programa de vermifugação estratégica e vacinação adotados na propriedade.

Com todos esses cuidados sanitários e com a utilização dos equipamentos adequados para tais procedimentos, com certeza a fazenda terá um rebanho de melhor qualidade.

Giana Hirose – Médica Veterinária e gerente nacional de vendas da Agrozootec.

Por: Portal do Agronegócio

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Pecuária

Pastos para vaca de leite não são todos iguais

Para melhor rendimento das fêmeas é importante respeitar o seu momento reprodutivo oferecendo pastagem específica para suprir todas as suas necessidades nutricionais.
Pastos para vaca de leite não são todos iguais

O Brasil tem boa parte de seu rebanho leiteiro mantido em sistemas de criação extensivo, sendo o pasto a única fonte de alimento para as vacas, em muitas ocasiões. Nos últimos anos, o uso de pastagens para produzir leite ganhou maior relevância entre pecuaristas pelo fato de ser um método mais rentável diante da alta de outros insumos utilizados na alimentação.

Mas, para que traga benefícios, a pastagem deve ser cuidadosamente escolhida, levando em conta a produtividade e as necessidades da forragem, mas sem se esquecer das exigências e particularidades das suas categorias produtivas da pecuária de leite.

“Cerca de 70% dos custos com a pecuária leiteira estão relacionados à alimentação dos animais, por isso é importante saber quais os tipos de capim que melhor se adequam às condições climáticas regionais, ao volume de produtividade e que supram as necessidades energéticas, de vitaminas, proteínas e minerais do rebanho”, diz a engenheira agrônoma, Andreza Cruz, técnica em sementes da Soesp.

Diante disso, fica a questão: qual é o melhor pasto para a vaca de leite tomando como base sua categoria produtiva? De acordo com a especialista, a escolha da cultivar deve se basear nas características climáticas da propriedade, solo e na categoria produtiva. “Especificamente para o último aspecto, o manejo nutricional deve ser estabelecido de acordo com cada uma das etapas de vida do animal, tais como vacas em lactação; vacas secas; bezerras e novilhas”, acrescenta.

Bezerras 

As bezerras, por exemplo, devem receber tratamento específico e uma pastagem de excelente qualidade, principalmente porque estão na fase de crescimento e desenvolvimento, além de representarem o futuro da produção. Neste caso, elas devem ser colocadas em uma pastagem que tenha um capim mais mole e com pouco talo, sem perigo de danos físicos com talos, caracterizado por elevados teores de proteína, baixos teores de fibra, boa digestão e boa aceitação: Panicum Massai, Panicum BRS Tamani, Brachiaria BRS Piatã e Brachiaria Marandu.

“O BRS Tamani seria a melhor opção, pela mais alta qualidade e porte baixo, poucos talos, porém ele é mais exigente em fertilidade, além de diminuir mais a produção em época de seca, diferente dos capins Piatã e Marandu, que são mais adaptados nesse quesito”, diz a engenheira agrônoma. “Vale reforçar que, assim como ocorre com os bezerros de corte, tanto a Brachiaria decumbens quanto a Brachiaria humidicola não devem ser utilizadas para bezerras leiteiras, pois são capins hospedeiros do fungo Pithomyces chartarum, causador de casos de fotossensibilização”, completa.

Vacas em lactação 

Já as vacas em lactação precisam estar nas melhores pastagens, pois serão elas as verdadeiras produtoras de leite e bezerras, ou seja, quanto melhor for o pasto para ela, em produção, melhor será a qualidade e o volume do produto (leite e matrizes). Neste caso, algumas indicações de capins são: Panicum maximum BRS Quênia e o Panicum maximum BRS Zuri.

Segundo a técnica em sementes da Soesp, essas duas opções são interessantes pois têm maior potencial de acúmulo de proteína com alta produtividade, o que está diretamente ligado a qualidade do leite, gerando melhores resultados. “Somente o cuidado é com o manejo, principalmente o Zuri ou Mombaça, que podem facilmente passar da altura ideal de entrada (70 e 85 cm respectivamente) e formar talos, podendo causar danos aos animais e diminuir a eficiência de pastejo. O Quênia já não tem esse problema, pois produz bem menos talos, portanto, seu manejo é facilitado, porém é importante reforçar que o capim passado trará desuniformidade à pastagem e, consequentemente, menos lucros para o bolso do produtor”, afirma.

Ela acrescenta ainda que Piatã e Marandu também apresentam bom potencial para a produção de leite, podendo suportar uma boa lotação de vacas no período seco, sendo uma opção para esse período que os Panicuns não respondem tão bem. “Caso haja a oportunidade de fazer uma irrigação na área de Panicum spp eles irão responder muito bem enquanto tiver temperaturas altas, caso a região tenha um frio intenso em algum período, a irrigação não será eficiente, tendo que ser bem planejada para maior retorno do investimento”, diz a engenheira agrônoma.

Vacas secas

Por fim, quando comparadas às vacas em lactação, as secas têm 1,5 a 2 vezes menos exigências nutricionais, pois estão em um momento de descanso e recuperação. Assim, caso haja a necessidade de priorizar alguma categoria, elas podem ficar no final da fila, fazendo o repasse na pastagem, por exemplo.

Neste período, é ideal que a vaca não perca nem ganhe peso em excesso, estando pronta para a próxima lactação. “Algumas opções são pastos de Brachiaria spp. ou Massai, que têm relativamente menor qualidade nutricional, lembrando que todos os pastos têm que estar adaptados a todo o sistema e não somente à categoria animal”, finaliza a profissional.

Por: Portal do Agronegócio

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Pecuária

Etapa de Marabá (PA) do Circuito Nelore de Qualidade reuniu 543 animais

A 8ª etapa do Circuito Nelore de Qualidade de 2021, realizada em Marabá (PA), nos dias 16 e 17 de julho, contou com participação de 10 pecuaristas, que levaram 543 animais, sendo 396 machos e 147 fêmeas.

A etapa teve como destaque fêmeas com ótimo acabamento de gordura. A Associação dos Criadores de Nelore do Brasil (ACNB) realizou a etapa em parceria com a Associação dos Criadores de Nelore do Norte do Brasil (ACNNB).Etapa de Marabá (PA) do Circuito Nelore de Qualidade reuniu 543 animais

O Circuito tem apoio da Friboi e da Matsuda Sementes e Nutrição Animal.

“A etapa de Marabá teve 48% dos machos com até 4 dentes incisivos permanentes (menos de 3 anos de idade) e 93% dos animais com mais de 18 arrobas de peso – média de 21 arrobas”, destaca Gustavo Callejon, assessor técnico da ACNB.

O vencedor da Medalha de Ouro no Campeonato Melhor Lote de Carcaças de Machos foi Hélio Moreira da Silva, da Fazenda Jatobá (Marabá/PA). A Medalha de Prata foi para Regina Maria Avancini Zucatelli, da Fazenda Sororó (Marabá/PA). Já Antônio Vieira Caetano, da Fazenda Centrão II (Marabá/PA), ficou na terceira colocação e recebeu a Medalha de Bronze.

“As fêmeas foram bem avaliadas, 67% delas tinham até 4 dentes incisivos permanentes (menos de 3 anos de idade), sendo 50% com até dois dentes (cerca de 2 anos de idade). O peso médio foi de 14,5 arrobas e 92% delas possuíam cobertura de gordura mediana ou uniforme”, completa Callejon.

Antônio Cesar Olivi, da Fazenda Bocaina (Itupiranga/PA), foi o 1º colocado no Campeonato Melhor Lote de Carcaças de Fêmeas e recebeu a Medalha de Ouro.  A Medalha de Prata ficou com Lucas Carlos Baptistella Junior, da Fazenda Gavião (Rondon do Para/PA). Já a Medalha de Bronze foi para Pedro Miranda de Oliveira Junior, da Fazenda Girassol (Marabá/PA).

Circuito Nelore de Qualidade

Realizado pela Associação dos Criadores de Nelore do Brasil (ACNB), o Circuito Nelore de Qualidade fortalece e promove a genética e a carne Nelore, contribuindo para elevar a produtividade da pecuária nacional. A iniciativa avalia resultados obtidos pelos produtores, cada qual em sua realidade e sistema de produção.

Promovido desde 1999, o Circuito conta com apoio da Friboi e Matsuda Sementes e Nutrição Animal e cresce a cada ano: em 2021, estão confirmadas 36 etapas. Até o fim do ano, mais de 20 mil animais devem ser avaliados. O Circuito Nacional de Qualidade é o maior campeonato de avaliação de carcaças de bovinos do mundo.

 

Por: Portal do Agronegócio

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Pecuária

Você usa email? então você é um “Pecuarista Digital” e não sabia

Você deve ter achado o título deste artigo esquisito e resolveu dar uma conferida, certo? Calma, respira bem fundo e presta atenção que eu vou te explicar porque você também é um “Pecuarista Digital” e nem tem consciência disto. Continue lendo para entender.

A revolução digital

Vamos começar pelo mais simples, o princípio de toda esta explanação. A minha pergunta inicial foi: Você usa email? e se a resposta foi “SIM“, então já deve estar familiarizado com o símbolo @, o mesmo usado comumente pelos pecuaristas para representar o peso do gado.

No caso do mundo digital, o @ ou “arroba” existe para separar o nome pessoal (nome de usuário) do nome do provedor de serviços onde está hospedada a conta sua de e-mail (Ex: joao@gmail.com). O grande mistério disso tudo é saber por que escolheram o @ para colocar nos e-mails e não qualquer outro símbolo?

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Você usa email? então você é um “Pecuarista Digital” e não sabia
Para entender o motivo, vamos recorrer a uma entrevista, concedida ao portal Mundo Estranho, com ninguém menos que o americano Ray Tomlinson, o engenheiro que inventou o correio eletrônico em 1972. Foi ele quem teve a idéia de usar o @ nos primeiros endereços. “Estudei o teclado e escolhi um símbolo que já estava lá e não era usado em nomes. Encontrei o @”, afirma ele.

Ainda por cima, o @ em inglês significa at (o equivalente às nossas preposições “em”, “na” ou “no”), fazendo com que o endereço de e-mail possa ser lido de uma forma muito mais natural. Só para dar um exemplo, um endereço como billgates@microsoft.com pode ser entendido como “Bill Gates na companhia Microsoft”. Em português, como o @ não tem o mesmo significado do inglês, os endereços soam meio bizarros. Aqui no Brasil, o “arroba” indica uma medida de peso que equivale a 15 quilos – ela ainda é amplamente utilizada no setor agropecuário.

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Você usa email? então você é um “Pecuarista Digital” e não sabia
No princípio era o verbo…

Ainda que alguns pensem que esse símbolo é novo, na verdade, a origem da “arroba” está relacionada a fins comerciais e existe desde o século XVI.

Desde então, o símbolo foi muito utilizado como unidade de medida. Entretanto, foi no século XIX que ele foi acrescido às máquinas de escrever e hoje encontramos em todos os teclados.

Embora a arroba tenha sido associada a fins comerciais no século XVI, não se sabe ao certo sua origem específica.

Etimologicamente, como podemos encontrar em alguns sites especializados, o termo pode ter surgido:

  • do francês “at”, denotando o a craseado “à”;
  • da língua árabe “ar-roub”, para indicar “o quarto” de algo;
  • da abreviação da expressão inglesa “each at”, que significa “cada um em”.

Algumas teorias afirmam que esse símbolo teria surgido na Idade Média. Os monges copistas, responsáveis por reescrever alguns manuscritos, foram usando esse símbolo como forma de abreviar a preposição latina “ad” que significa “para”, “em” ou “a”.

Dessa forma, a letra “d” representaria a “cauda” da arroba. Isso porque a ideia era economizar o espaço disponível nos pergaminhos e, claro, buscar a eficiência neste processo.

No entanto, foi em um documento datado de 1536 que pesquisadores encontraram o uso deste símbolo indicando a quantidade de vinho em um barril. O documento supostamente teria sido escrito por Francisco Lapi, um comerciante florentino.

Desde então, a arroba começou a ser usada para simbolizar o peso de produtos comercializados e também a indicar a taxa associada a eles. No Brasil, ela é muito utilizada para medir o peso de alguns animais ou líquidos, sendo que 1 arroba equivale a 15 kg, equivalente a 25 libras.

Pecuarista Digital? está certo disso?

Sim, é isso mesmo! Como deve ter percebido, há uma relação direta com o símbolo (@) usado em ambos os casos a seguir. Seja você uma pessoa comum, totalmente urbana, que apenas usa a tecnologia para mandar algumas mensagens em formatos de emails ou um trabalhador rural que usa técnicas, atividades, práticas no processo de criação de gado, a partir de agora podemos considerá-lo como um “Pecuarista Digital“. E tenha bastante orgulho disto, veja a seguir o que representa a nossa pecuária nacional.

A Pecuária Nacional

Como informa a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – EMBRAPA, a adoção de tecnologias na pecuária brasileira proporcionou a modernização do setor com incremento da produção e da produtividade, em bases sustentáveis. Nos últimos 40 anos, a produção de carne de aves aumentou 22 vezes; a de carne suína, 4 vezes; a de leite, 4 vezes; e a produção de carne bovina, 4 vezes. Pesquisas em genética, avanços no controle de pragas e doenças e melhoria das pastagens aumentaram de 11% para 22% a média de desfrute dos rebanhos bovinos de corte.

Em 2020, o rebanho bovino brasileiro foi o maior do mundo, representando 14,3% do rebanho mundial, com 217 milhões de cabeças, seguido pela Índia com 190 milhões de cabeças. Apesar de o país ser o maior produtor de bovinos do mundo, ao adicionarmos a produção de aves e de suínos, o país passa a ocupar a terceira posição mundial no mercado internacional, com uma produção que corresponde a 9,2%, em 2020, ou 29 milhões de toneladas, atrás da China e dos Estados Unidos.

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Você usa email? então você é um “Pecuarista Digital” e não sabia

Mas em quantidade de carnes exportadas (bovina, suína e aves), em 2021, o Brasil passou a ocupar o segundo lugar, com 7,4 milhões de toneladas ou 13,4% do total mundial.

Entre 2000 e 2020, as exportações de carnes brasileiras renderam US$ 265 bilhões. Porém, ao se fazer o recorte sobre a carne bovina, o país, em 2020, foi o maior exportador de carnes do mundo, com 2,2 milhões de toneladas e 14,4% do mercado internacional. Em seguida, aparecem a Austrália, Estados Unidos e Índia.

Enfim…

Com todos estes números e com esta singela explicação, espero que você esteja convencido da força deste pequeno símbolo @ que você usa na troca de emails, ele representa um legado muito importante para milhões de produtores rurais que vivem da agropecuária. Saiba que você a partir de agora pode encher o peito e dizer em voz alta “Eu sou um Pecuarista Digital”, embora a sua arroba seja digital, ela também é muito importante para todos nós. Use-a com sabedoria e verás a diferença que isso pode fazer em nossa sociedade. Seja um produtor de conhecimentos, mande diversas arrobas (emails) e receba diversas arrobas, mas lembre-se aquilo que você cultiva um dia florescerá.

Fonte:Vicente Delgado – AGRONEWS

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Pecuária

Suplementação de bezerros de corte

Estratégias direcionadas ao suporte do aleitamento são mais comuns, quando estes são produtos de fêmeas jovens, principalmente a partir do terceiro mês pós-parto, ou durante períodos desfavoráveis do ano.

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A prática da suplementação do bezerro de corte ao pé da vaca, dependendo do nível de nutrição proposta, pode ter duas finalidades:

1) beneficiar a vaca, quando esta se propõe a promover a substituição do leite materno em parte ou totalmente;

2) somente o bezerro, quando tal suplementação tem por objetivo a melhora da digestibilidade dos alimentos fibrosos ingeridos ou, controle de morbidades, através do uso de aditivos nutricionais específicos (Gado de Corte Divulga – EMBRAPA, 1995).

Estratégias direcionadas ao suporte do aleitamento são mais comuns, quando estes são produtos de fêmeas jovens, principalmente a partir do terceiro mês pós-parto, ou durante períodos desfavoráveis do ano. A suplementação também é usada quando há interesse do criador em promover o máximo de peso à desmama, conforme estratégia adotada na propriedade.

O período compreendido entre o nascimento e a desmama é a fase de maior eficiência do bezerro (conversão alimentar), período onde observam-se altas taxas de ganho de peso em relação à ingestão diária de alimento. O leite oferece nutrientes indispensáveis ao bezerro, sob uma forma simples e de fácil absorção, de maneira a suprir as exigências relativamente altas nesta fase.

A partir da idade de três a quatro meses, com o aumento do peso metabólico e consequentemente de suas exigências nutricionais, boa parte dos nutrientes necessários ao bezerro de corte passam a provir de outras fontes que não o leite materno, principalmente a pastagem e a suplementação.

Independente da época da desmama, muitas vezes observam-se bezerros com peso corporal inferior ao seu potencial. Isto se deve, provavelmente, à deficiência em quantidade ou qualidade de nutrientes essenciais, tanto no leite das mães quanto nos pastos. Para contornar possíveis deficiências nutricionais, a adoção de estratégias de suplementação de bezerros é necessária.

SUPLEMENTAÇÃO PRÉ-DESMAMA “Creep-feeding”

“Creep-feeding” é o nome dado à suplementação do bezerro com ração balanceada no cocho dentro de um cercado que impede o acesso da vaca, permitindo assim a execução de uma estratégia nutricional direcionada ao bezerro, sem necessariamente apartá-los das fêmeas.

Embora seja discutível os benefícios dessa prática sobre a eficiência reprodutiva da vaca, o “creep-feeding” visa especialmente o bezerro. E, tem como objetivo o aumento do peso à desmama, bem como acostumá-lo à suplementação no cocho.

Essa prática traz vantagens econômicas, quando os animais são submetidos a sistemas mais intensivos de recria, dando-se continuidade em programa nutricional adequado no pós-desmama como, por exemplo, a utilização de suplementação proteico energética.

Em projetos onde a estratégia de recria é feita exclusiva à pasto, com suplementação mineral apenas, os ganhos obtidos no Creep tendem a se diluir ao longo do período de recria que acaba sendo mais longo.

O sistema de “creep-feeding” exige a instalação de um cercado resistente, que permita apenas o acesso do bezerro ao cocho e com metragem de cocho adequada ao nível de suplementação proposto. A localização do cercado deve ser junto às áreas de descanso das vacas (malhadouro), às aguadas, ou nas proximidades do cocho de suplemento mineral de forma que a visita à estrutura seja mais frequente pelos bezerros que acompanham instintivamente as mães a estes locais.

O sucesso da suplementação em sistema de Creep Feeding depende dos bezerros consumirem, de fato, a ração oferecida. Para tanto, algumas práticas de manejo são sugeridas:

  1. Fornecer o suplemento “Creep” em cochos externos ao cercado nos primeiros dias de forma que as vacas também tenham acesso ao suplemento e estimulem os bezerros a fazê-lo.
  2. Reunir o lote de animais no entorno da estrutura no momento do fornecimentos nos primeiros dias.
  3. Utilização de ingredientes palatabilizantes (Ex: sucedâneos lácteos) na composição dos suplementos de forma a aumentar a atratividade do mesmo aos animais.
  4. Trabalhar com lotes de animais de tamanho adequado ao tamanho da estrutura de suplementação de forma permitir o acesso de todos os bezerros.
  5. Trabalhar com lotes de bezerros de idades e raças similares de forma a evitar dominância.
  6. Disponibilidade de cocho: no mínimo 30 cm/cabeça. Construir creep feeding com pelo menos 4 aberturas laterais (0,45m de largura e 1,2m de altura), cerca com 5 fios e cocho distante das laterais, no mínimo 2 metros. Estabelecer área interna útil de 2,5 m2 /bezerro dentro da unidade de creep feeding.
SUPLEMENTAÇÃO PÓS-DESMAMA

Na definição do programa nutricional a ser adotado no pós desmama faz-se necessário levar em consideração o objetivo final do processo, e o histórico nutricional dos indivíduos.

Este pode ser destinado desde a recepção de animais submetidos à desmama precoce ou convencional, tendo por objetivo, ou meta, o atingimento de pesos finais nesta fase dentro de um prazo determinado. Via de regra a fase de recria tem por objetivo final a entrega do animal para engorda ou reprodução.

DESMAMA PRECOCE

A desmama precoce visa especialmente a vaca, poupando-a de amamentar o bezerro,  permitindo, assim, que recupere seu estado corporal e manifeste cio.

Uma prática a ser adotada neste tipo de estratégia é a utilização prévia do Creep Feeding ainda no período pré desmama, de forma que os bezerros estejam adaptados à suplementação no cocho.

No momento da desmama, indica-se a continuidade do fornecimento da ração Creep associada à disponibilidade de pastagem de boa qualidade. Caso não haja boa disponibilidade e qualidade de pasto, o fornecimento de volumoso é uma opção (feno, silagem). Em condições onde não é possível fornecer volumoso, o arraçoamento com ração 2% do peso vivo é uma opção também utilizada.

Esta estratégia de arraçoamento deve ser mantida até os bezerros atingirem a idade usual de desmama (7-8 meses).

Nestes suplementos destinados à desmama precoce, da mesma forma que no Creep, a utilização de sucedâneos lácteos e/ou palatabilizantes faz-se interessante a fim de estimular o consumo por parte dos animais.

RECRIA

Existem várias estratégias possíveis de adoção pensando na recrianutron-graf-jul21 dos animais. Para definição de qual seguir, faz-se necessário o entendimento do objetivo desejado.

Neste momento o produtor pode lançar uso de Aditivos, Proteinados, Proteico Energéticos, Rações e Recria Confinada de forma a ajustar o sistema e propiciar os resultados zootécnicos/econômicos desejados.

 

 

Por: Portal do Agronegócio

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Raças e Genética

Bateria de touros Nelore CEIP da Alta é destaque nas fazendas brasileiras

Animais com progênie destacada se transformam em trunfos para pecuaristas.
Bateria de touros Nelore CEIP da Alta é destaque nas fazendas brasileiras

E se o pecuarista pudesse contar com os melhores touros, de acordo, é claro, com as suas necessidades específicas? A boa notícia é que sim, isso é plenamente possível. Por meio da avaliação do valor genético animal aliado ao conjunto de cada uma de suas características, é fácil escolher os reprodutores que melhor podem contribuir para a evolução do rebanho. A bateria de touros Nelore CEIP da Alta vem se destacando, justamente por contar com touros provados, com progênie destacada.

“A bateria de touros Nelore CEIP da Alta é hoje, destaque em várias fazendas ao redor do Brasil, justamente pela progênie destacada dos animais. E esse fator é fundamental porque um bom touro tem que entregar aquilo que ele é na avaliação genética e no biótipo. Essa prepotência genética é um dos principais fatores do retorno econômico que nossos clientes buscam”, afirma o Gerente de Produto Nelore CEIP da Alta, Fabio Frigoni.

Segundo Frigoni, os resultados superiores obtidos pelos touros da bateria da Alta estão repercutindo entre os próprios pecuaristas. “Temos filhos muito bem avaliados e com ótimo desempenho no campo. Temos uma variabilidade genética muito grande, não só de pedigree, mas também de programas de avaliação genética”.

Alguns dos touros da bateria que estão se destacando, de acordo com Frigoni são o Essencial TN (Deltagen), Qualitas Químico (atual líder do sumário), Paint Orfeu, PRO Boêmio BAL (Nelore de Produção) e CFM Cobiçado. “Nossos clientes estão tendo resultados fantásticos”, finaliza.

Nelore CEIP.  O Certificado Especial de Identificação e Produção (CEIP) garante que o animal foi submetido a avaliações genéticas que geraram DEPs (Diferenças Esperadas na Progênie), que são as ferramentas de seleção mais eficazes para avaliação dos animais. Assim, quando o CEIP é concedido, isso indica que se trata de um touro com características superiores, especialmente no que diz respeito à importância econômica para pecuária de corte – mais produtivo, o que acarreta em mais lucros.

Fonte:  Alta Genetics

Por: Portal do Agronegócio