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Mercado pecuário

ExpoGenética 2020 será virtual e com 13 leilões

Com transmissão pela TV e canal na internet, a ExpoGenética 360° está programada para ocorrer entre os dias 15 e 23 de agosto.

Foto: Júlia Campos / ABCZ
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Mercado pecuário

Boi: arroba sobe em julho com exportações aquecidas e reabertura do comércio

Analista fala sobre a situação atual do setor e o que esperar para o mercado do boi gordo nas próximas semanas.

O preço da carne bovina subiu 22,5% no acumulado deste ano, segundo a consultoria Safras e Mercados. A reabertura gradual dos comércios e estabelecimentos contribuiu com a alta nos preços da proteínas, segundo o analista Fernando Henrique Iglesias.

Fonte: Canal Rural

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Mercado pecuário

Cinco frigoríficos são habilitados a vender para o Vietnã

De janeiro a maio de 2020, o Brasil abriu 30 mercados para produtos agropecuários. Foto: Mapa

Nesta semana, mais quatro unidades frigoríficas de aves e uma de suínos foram credenciadas e irão exportar as carnes do Brasil ao Vietnã. As novas plantas frigoríficas de aves aptas a exportar para o Vietnã estão localizadas nos estados de São Paulo, do Paraná, de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul. Já a suína, em Minas Gerais.

De acordo com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), as exportações de produtos agrícolas para o Vietnã, em 2019, somaram US$ 27,5 bilhões. Em 2018, totalizaram US $ 22,6 bilhões.

Desde janeiro de 2019, Mais de 700 estabelecimentos foram habilitados a exportar produtos agropecuários para 24 países.

“Isso mostra que o mundo olha o Brasil como grande fornecedor de alimentos, supridor de alimentos”, diz a ministra Tereza Cristina.

Mercados abertos para o agro brasileiro

Desde janeiro de 2019, o Brasil abriu 65 mercados para produtos agropecuários, sendo 30 aberturas registradas somente este ano.

No último dia 25 de maio, a Tailândia comunicou que irá importar carne bovina com osso, carne desossada e miúdos comestíveis de bovino do Brasil, mercado com potencial de receita de US$ 100 milhões nos próximos anos. O país também abriu seu mercado para os lácteos brasileiros.

No início do mês passado, o governo das Filipinas credenciou estabelecimentos de carnes bovinas (Goiás, São Paulo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rondônia, Minas Gerais, Tocantins e Pará), de aves (Paraná, Santa Catarina e rio Grande do Sul), de peru (Rio Grande do Sul) e suína (Santa Catarina).

Outros novos mercados são castanha-de-baru para Coreia do Sul, melão para China (primeira fruta brasileira para o país asiático), gergelim para a Índia, castanha-do-Brasil (castanha-do-Pará) para Arábia Saudita, material genético avícola para diversos países e milho de pipoca para Colômbia.

Exportação de carnes do Brasil ao Vietnã

(em milhões de dólares)

2011= US$ 17,2
2012= US$ 24,9
2013= US$ 21,2
2014= US$ 31,3
2015= US$ 70,6
2016= US$ 60,7
2017= US$ 40,1
2018= US$ 48,5
2019= US$ 66,1

Dados: Agrostat

Fonte: Portal DBO

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Mercado pecuário Suinocultura

Competitividade da carne suína frente à do boi é a maior da série

Carcaça suína esteve 5,6 Reais/kg mais barata que a carcaça casada bovina em novembro

A competitividade da proteína suína frente à bovina registrou, em novembro, o maior patamar da série histórica do Cepea, iniciada em janeiro de 2004. Quanto ao frango, por outro lado, a carne suína perdeu competitividade, porque, segundo dados do Cepea, essa proteína se valorizou mais que a avícola no mês.

A carcaça suína esteve 5,6 Reais/kg mais barata que a carcaça casada bovina em novembro, elevação de 54,3% na competitividade frente à verificada no mês anterior. Na comparação com o frango, a carcaça suína ficou 3,41 Reais/kg mais cara de outubro para novembro, ampliando a diferença em 2,6%.

Reposts: Agrolink 

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Mercado pecuário

Com crise na Austrália, carne brasileira deve ganhar mercado da Indonésia

De acordo com a Abiec, além de novos compradores de proteína bovina, o país deve ganhar espaço nas exportações de gado em pé

Foto: Pixabay

Quinhentas mil cabeças de gado foram mortas pelas inundações na Austrália. Com isso, as exportações de carne bovina do país podem cair entre 2% e 3%. O presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), Antônio Camardelli, diz que a recuperação não se dará no curto prazo. “Indiretamente, podemos nos beneficiar da Indonésia e de outros países com gado em pé”, afirma.

De acordo com o analista de mercado César Castro Alves, as chances do Brasil se aproveitar desta demanda são pequenas. “O Japão — um dos principais compradores de carne da Austrália — irá recorrer a um mercado já aberto, como o norte-americano, argentino ou uruguaio”, exemplifica.

Camardelli afirma que é “uma aberração” o Brasil não ter acesso ao mercado japonês, sendo que exporta para mais de 180 países sem problemas. “Mas há um cenário novo se desenhando e a entidade está trabalhando junto ao governo para que isso seja negociado”, conta.

Quanto à Indonésia, o dirigente da Abiec afirma que os produtores brasileiros têm vantagem na disputa, uma vez que dificilmente a Austrália vá assumir outra demanda diante desta crise. “A liberação está na mesa do ministro da Agricultura deles e estamos prontos para abastecer essa lacuna”, declara. O país importa cerca de 187 mil toneladas de carne bovina por ano.

Suínos

A China vive um momento delicado devido aos casos de peste suína, que diminuíram a produção desta proteína. “O tamanho da possível queda não teria como ser atendida pelo trade mundial se a essa queda for de 5% ou 7%, como tem sido ventilado, perto de três milhões de toneladas. Então o Brasil deve exportar mais carne suína e bovina esse ano”, finaliza Alves.

Repost: Canarural

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Arábia Saudita barra importação de frango de 5 frigoríficos brasileiros, diz associação.

Não foram esclarecidos os motivos da suspensão. Segundo a ABPA, 25 fábricas seguem habilitadas para vender a carne para o país árabe.

A Arábia Saudita, maior importador de frango do Brasil, barrou a importação de 5 frigoríficos do país, afirma a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

Segundo a entidade, o governo foi comunicado da medida na última segunda-feira (21), mas não foi detalhado o motivo da suspensão.

Em comunicado divulgado na tarde desta terça (22), a associação afirmou que ela foi causada por “critérios técnicos”. A ABPA informou ainda que “planos de ação corretiva estão em implementação para a retomada das autorizações.”

Ainda de acordo com a associação, entre os frigoríficos com exportações barradas estão um da JBS e um da BRF, que atuam fortemente no setor. O presidente da ABPA, Francisco Turra, disse ao G1 que ainda não tinha a lista completa das unidades suspensas porque não tinha recebido o comunicado dos países árabes.

imagem: AgroNovas

Por conta disso, ele afirmou que também não é possível mensurar o impacto da suspensão na exportação de frango para a região. “Pode ser que eles passem a comprar mais de outros frigoríficos”, disse.

Segundo a ABPA, de 58 frigoríficos habilitados, 33 frigoríficos não têm permissão para exportar para aquela região, incluindo os 5 suspensos na segunda. “Mas nem todos estavam exportando para lá”, observou Turra.

O presidente da associação afirmou ainda que, no mesmo comunicado enviado ao governo, a Arábia Saudita deixa aberta a possibilidade de que frigoríficos não-habilitados peçam esse aval às autoridades brasileiras.

Repost Por G1

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BATE PAPO #02: Mercado Pecuário 2018/19 – Análises e perspectivas

Em um bate papo (12/12/2018) com a ruralbook, Rodrigo Fraoli conversou com Thiago Carvalho sobre uma análise do mercado de 2018 e perspectivas para 2019.

Veja no vídeo o que conversaram:

[youtube= https://youtu.be/_J6ZYEgu-J8]

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Mercado pecuário

As três quebras de paradigmas da pecuária de corte

Thiago Bernardino de Carvalho – Pesquisador do Cepea

A cadeia de pecuária de corte passou por intensas transformações nas últimas décadas, que resultaram em uma nova dinâmica do setor. É evidente para os agentes da cadeia que, desde o início do Plano Real e do fim do movimento inflacionário e ganhos financeiros, tanto o produtor como a indústria tiveram que se adaptar à nova realidade de margens reduzidas e à necessidade de capital de giro.

Esse novo cenário da economia brasileira e o movimento de globalização da década de 90 foram, de certa forma, os propulsores da busca por melhor planejamento da atividade como cadeia.

Nesse sentido, desde o início dos anos 2000 – e especialmente nos últimos 10 anos –, com o expressivo aumento das exportações de carne bovina brasileira, o setor de pecuária de corte vem passando por três grandes movimentos de quebras de paradigmas: o industrial, o do mercado consumidor e, por fim, o de dentro da porteira, da produção.

O primeiro grande movimento observado foi em relação aos frigoríficos. Com a redução do ganho financeiro da inflação, a abertura do mercado e a necessidade de se tornar mais eficiente, o setor industrial se viu na necessidade de maiores fluxo de caixa e de capital para investimento e também de crescimento – tanto no mercado interno quanto no externo. Esse movimento começou em 2007, com a abertura de capital da JBS, Minerva e Marfrig, somada à política do governo da época – de criação das “campeãs nacionais” –, com aporte de órgãos públicos, como BNDES e fundos de previdência de estatais.

A abertura de capital dessas empresas, por sua vez, trouxe uma nova realidade para o setor. Houve melhora na estruturação financeira e na atuação nos mercados futuros de câmbio e de boi gordo, assim como alongamento de contratos com clientes e busca para se chegar ao consumidor final.

Essa nova realidade no setor fez com que muitas indústrias deixassem a atividade por faltas de eficiência e de profissionalismo e pela forte concorrência justamente com os grupos que estavam adquirindo maior aporte de capital. Como consequência, houve um movimento de concentração do setor – a participação das três grandes empresas do setor no abate nacional saiu de 27,8% em 2007 para 57,4% em 2016 (com base no abate com SIF). E esse movimento mudou as relações entre fornecedores e clientes, estimulando alterações também nos demais elos da cadeia.

A segunda quebra de paradigma (e a grande transformação na cadeia) ocorreu no mercado consumidor. No período de 2005 a 2014, a economia brasileira passou por um cenário positivo, com controle de inflação e aumentos do salário real e do emprego, resultando em um mercado consumidor aquecido, principalmente com o crescimento da classe média. O maior poder aquisitivo, por sua vez, levou o consumidor brasileiro a buscar produtos com maior valor agregado e, no caso da carne bovina, uma carne mais padronizada, macia, precoce e de diferentes raças.

Esse movimento fez com que, pela primeira vez, surgissem no mercado as marcas de carne bovina e “boutiques de carnes”. Observou-se, também, crescimento de frigoríficos com selos de carnes diferenciadas e especializadas em nichos de mercado. Nesse ponto, surge a economia de diferenciação, em que o consumidor busca qualidade e cria uma relação nova com o produto ofertado.

Em São Paulo, novos frigoríficos surgiram, trabalhando com carnes de gado cruzado ou europeu, tendo somente o selo Sisp (Serviço de Inspeção Estadual), ou seja, no intuito de vender carne apenas no estado paulista, onde há alto poder aquisitivo e demanda firme e forte por produtos diferenciados. Um número que atesta esse movimento é o de abate. Em 2010, o abate SIF (Serviço de Inspeção Federal) representava 92% do total nacional e, em 2017, caiu para 77%.

Dados do Indea (Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grossso) mostram como a busca por precocidade e maciez impactou também no setor produtivo. Enquanto em 2006 o abate de bovinos com mais de três anos representava 57% do total do estado mato-grossense, em 2017, o abate de bovinos até três anos correspondeu a 77% (Indea).

A terceira grande quebra de paradigma ocorreu dentro da porteira, no sentido de como o produtor passou a enxergar a sua atividade após as mudanças no setor na última década – vale lembrar que, até os anos 90, pecuaristas tinham o boi gordo como reserva de valor.

A necessidade de melhorar a produtividade e a rentabilidade da atividade – devido ao avanço de outras atividades (grãos, cana-de-açúcar, floresta etc.) e ao limite de área disponível para expansão – levou o pecuarista a buscar novas tecnologias em nutrição, pastagem, manejo sanitário e genética – este último registrou forte avanço a partir de 2008, por meio do cruzamento industrial, principalmente com gado angus e nelore. E esse contexto resultou em menor custo fixo, fazendo um giro mais rápido na propriedade e aumentando a competitividade da atividade.

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Cenário de 2018 ainda não garante crescimento do confinamento, diz Assocon

finamento

Pesquisa realizada com os associados da Associação Nacional da Pecuária Intensiva (ASSOCON) em maio apontavam expectativa de crescimento de 12% no volume de animais confinados. Entretanto, 19% do total de animais necessário não estão garantidos, pois alguns confinamentos ainda dependem de parcerias para engorda de parte dos animais previstos para 2018 (boitel, por exemplo). Como as expectativas de rentabilidade pioraram de maio para julho, ainda é possível que o confinamento não aumente em relação a 2017. A segunda quinzena de julho e agosto são importantes para essa definição.

Segundo Bruno Andrade, gerente executivo da Assocon, tomando como exemplo um confinamento no Estado de São Paulo, as margens sobre a receita bruta são negativas de fevereiro a junho: – R$ 173,28 em janeiro, -R$ 140,08 em fevereiro, – R$ 230,83 em março, – R$ 116,03 em abril, – R$ 94,19 em maio e – R$ 121,53 em junho. “A margem bruta é o resultado da receita bruta com a venda do animal menos a despesa parcial do confinamento (aquisição do boi magro + despesas com a dieta no período de engorda). A margem bruta não representa lucro, mas sim o que sobra para pagar as demais despesas de uma fazenda. Nas simulações feitas pela Assocon, não há sobra. Portanto, os confinamentos nas condições calculadas estariam no prejuízo”, explica Andrade.

Considerando os confinamentos no Estado de São Paulo que abaterão animais em outubro de 2018, o alvo de precificação para o boi gordo naquele mês seria de R$ 165,00/arroba. Atualmente, os valores estão ao redor de R$ 147,30/@ no contrato de vencimento em outubro de 2018. Somadas premiações, como rastreabilidade, cota Hilton e acabamento, pode-se somar de R$ 3,00 a R$ 5,00 reais por animal – ainda insuficiente para garantir rentabilidade ao sistema.

Para Alberto Pessina, presidente do Conselho de Administração da Assocon, observa-se na pesquisa da Assocon, que nos patamares atuais de preços, as intenções de confinamento se reduzem. “Isso ocorre devido a inviabilidade nos custos de produção, ração cara e preços baixos da arroba no mercado futuro, dificultam principalmente os pequenos produtores a produzir. Ainda mais após um ano difícil como 2017″, explica Pessina.

O dirigente destaca que, dessa forma, “embora em números absolutos seja possível ter expectativa de crescimento, ele não é consistente, pois parte dos animais não está garantida e o custo da engorda no confinamento está em nível de paridade com os preços pagos pelo boi gordo, não havendo, assim, atratividade no momento para o investimento no confinamento”, ressalta Pessina.

Por Monique Oliveira

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Paradeira no mercado do boi gordo

Alguns frigoríficos estiveram com as compras abertas na manhã da última sexta-feira (22/6), apesar do jogo do Brasil x Costa Rica, pela copa do mundo de futebol, mas no começo da tarde ainda não havia relato de negócios fechados.

As escalas de abate atendem em média cinco dias úteis. Na verdade, ninguém contava mesmo com as compras de sexta-feira para completar essas programações.

Alguns compradores aproveitaram esta condição de debandada de vendedores para ofertar preços menores e testar o mercado.

A semana passada terminou com a margem da desossa nos maiores patamares desde novembro de 2017. Situação que não se repete quando o mix de venda é composto com a carcaça, que entrega receita 14,3% maior que o preço da arroba. Há duas semanas estava em 24,8%. Sendo este produto mais sensível à variação de demanda, o comportamento indica que o consumo não está estimulante.

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