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Veterinária Temple Grandin visita evento no Brasil

Em recente visita ao Brasil, a norte-americana Temple Grandin, uma das maiores referências mundiais em bem-estar animal, esteve em Pirassununga (SP) nos dias 4 e 5 de julho para o evento “Na fazenda com Temple Grandin”, promovido pelo Centro de Estudos Comparativos em Saúde, Sustentabilidade e Bem-estar (CECSBE) da Universidade de São Paulo (USP) e coordenado pelo pesquisador Adroaldo José Zanella. Na ocasião, ela conheceu a campanha nacional para difusão de práticas favoráveis ao bem-estar animal do Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV).

Eleita pela revista Times, em 2010, como uma das cem pessoas mais influentes do mundo, Temple Grandin se destaca por revolucionar o manejo e as instalações de animais nos Estados Unidos, em especial de bovinos. O desenho de curral em curvas, para que o fluxo de animais seja constante, e para que os animais não se machuquem no caminho, é uma de suas ideias. O uso da bandeira como guia dos animais também foi lançado por ela. Seu modo mais simplificado de ver o manejo e as instalações conquistaram o mundo.

E qual é a importância disso?

A indústria de proteína animal ainda é bastante forte em quase todo o mundo. Pensar em técnicas que reduzam o sofrimento dos animais de criação é uma demanda do consumidor para a produção, portanto, enquanto o animal viver, ele tem que ter sua saúde preservada. Deve ter acesso a comida e água, deve estar livre de dor, de doença, de desconforto, e até de medo e estresse, o que é descrito nas recomendações das cinco liberdades da Organização Mundial de Saúde Animal, nas quais se baseia a campanha do Conselho Federal de Medicina Veterinária. Promotores e conscientizadores das práticas de bem-estar animal na produção estão os médicos veterinários e os Zootecnistas, além dos desenvolvimentos em pesquisa.

Com uma visão muito prática sobre o manejo, a cientista afirmou que é  preciso medir para que se tenha parâmetros reais e argumentos sobre o grau de bem-estar dos animais. Essa sugestão se baseia em sua experiência na indústria de proteína norte-americana, quando criou padrões com poucas escalas de classificação para avaliar as plantas frigoríficas, para a indústria, como o Mc Donalds. Com esses dados, pôde avaliar como era o bem-estar no abate de animais, sugerir ajustes e melhorar as instalações para que pudessem ser fornecedoras para a indústria de alimentos. A prova estava em cumprir padrões mínimos.

Temple sugere que o mesmo seja feito nas fazendas. Motivar a medição e mantê-la constante, de forma sistemática, é para ela, o segredo para que se consiga evoluir nas questões de bem-estar animal. “Devem-se criar escalas fáceis e práticas para que se avalie o bem-estar animal. E o médico veterinário ou zootecnista pode ensinar o produtor e sua equipe a aplicar os controles”, explica.

A capacidade de Temple Grandin para solucionar problemas relacionados à produção animal chamou a atenção principalmente por sua condição de saúde. Grandin foi diagnosticada, ainda na infância, com Síndrome de Asperger, que é um tipo de autismo altamente funcional, ou seja, de maior capacidade ou funcionalidade que outros autistas. Ela mesma diz que percebeu que sua maneira de pensar era diferente e que estaria mais próxima do modo que os animais pensam e sentem. Que seu pensamento não era baseado na linguagem, mas em imagens. Sua história Foi contada no filme de 2010, que é dirigido por Mick Jackson e estrelado pela atriz Claire Danes, a qual deve sua participação direta nos sets de filmagem. O filme ganhou cinco estatuetas do Emmy.

Repost: Oxigênio – Matéria de Flávia Tonin

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Prêmio AGROPARÁ 2017 destaca as 18 personalidades do Agronegócio Paraense

Zootecnista Guilherme Minssen, consultor da revista Agropará, destaca que premiação é a maior do Norte e Nordeste do País (Foto: Fernando Araújo)

Dando visibilidade e reconhecimento aos produtores rurais paraenses, nesta quarta-feira (29), serão divulgadas as personalidades do campo que mais se destacaram este ano no Estado. A 3° edição do Prêmio Agropará, realização do DIÁRIO, será realizada no Auditório Albano Franco, na Federação das Indústrias do Pará (Fiepa), em Belém. Durante o evento, os produtores que mais se sobressaíram no agronegócio, em 18 categorias, divididas entre produção animal e vegetal, serão homenageados pelo trabalho que desenvolvem em prol da economia local.

A premiação, assim como a revista Agropará – encartada a cada dois meses em edição dominical do DIÁRIO-, é um marco importante desde 2015, quando passou a valorizar o trabalho do homem do campo e sua importância para economia do Estado. O zootecnista e consultor técnico da Agropará, Guilherme Minssen, lembra que estar na lista dos indicados da premiação é um privilégio. “Assim, o produtor tem seu trabalho reconhecido e valorizado. Isso é um destaque, pois essa é a maior premiação do campo no Norte e Nordeste do Brasil”, destaca.

CRITÉRIOS

Segundo Minssen, estão sendo avaliados na premiação vários critérios, entre eles, produtividade, tecnologia, boas práticas, geração de empregos, gestão, importância para a produção local, entre outras características.

CENSO AGRO

A produção agropecuária tem enorme importância na geração de emprego e renda no Pará, onde cerca de 230 mil estabelecimentos em 144 municípios serão visitados pelos recenseadores que coletam dados para o Censo Agro 2017.

O Pará conta com 26 subáreas, entre as quais se dividirão os mais de mil recenseadores que devem ser distribuídos em campo para a coleta de dados do censo – atualmente, cerca de 60% dos pesquisadores já estão realizando entrevistas.

Até o início de novembro, quando a operação completou um mês em campo, 10% dos estabelecimentos haviam sido recenseados, o que corresponde a cerca de 20 mil propriedades.

PRÊMIO AGROPARÁ

3ª EDIÇÃO
Quando: quarta-feira, 29 de novembro
Onde: Auditório Albano Franco, na Federação das Indústrias do Pará (Fiepa)
Endereço: Tv. Quintino Bocaiuva, 1588 – Nazaré
Horário: 20h

SETOR PECUÁRIA

1 – BOVINOS
​Altair Burlamaqui e Brenno Borges – Fazenda Carioca – Castanhal
Carlos Eduardo Ribeiro do Valle – Fazenda Mutirão – Paragominas
​Mauro Lúcio Castro Costa – Fazenda Marupiara – Paragominas

2 – BUBALINOS
Júnior Santa Helena – Lacticínios Caboco – Marapanim
Fiore di Búfala (grupo BUBRAS) – Tomé-Açu
Marcus Pinheiro – Salvaterra – Ilha do Marajó

3 – EQUINOS, ASININOS e MUARES
Roberto Paulinelli – Mangalarga Marchador e Muares – Rio Maria
Haras Vitória – Brasileiro de Hipismo – Benevides
Renato Giordano – Mangalarga – Ipixuna do Pará

4 – OVINOCULTURA e SUINOCULTURA
Gilmar Tavares Oliveira – Agroreal – Castanhal
Marcos e Murilo Zancaner – Pagrisa – Paragominas
Milton Schnorr – Fazenda Alecrim – Santarém

5 – AVICULTURA
Raul Cepeda Fonseca – Granjas Amazônia – Santa Izabel
Ernesto Kakuei Takakura – Santo Antônio do Tauá
Yasuhida Watanabe – Frango Americano – Santa Izabel

6 – AQUICULTURA
Aquicon – Associação dos Aquicultores de Conceição do Araguaia
Valdir Gama – Piscicultura 18 – Alevinos – Igarapé-Açu
A.P.A. – Associação Paragominense de Aquicultura – Paragominas

7 – APICULTURA e MELIPONICULTURA
Fapic – Gerson de Morais – Marapanim, Pirabas e Curuçá
Apimec – Hélio Rios – Eldorado do Carajás
Apisan – Oziel Monteiro de Souza – Santarém Novo

8 – MERCADO PET
Aquanorte – André Cunha – Belém
Vitória Régia Lagos e Jardins – Belém
King’s Pet – Praça Batista Campos – Belém

SETOR AGRICULTURA

9 – GRÃOS – ARROZ, SOJA e MILHO
Agro São João – Soja – Rondon do Pará (Cliente ruralbook)
Valmor Anversa – Soja e Milho – Paragominas
Paulo Cesar Quartiero – Arroz Acostumado – Santa Cruz do Arari

10 – PALMA, ÓLEOS E GORDURAS VEGETAIS
Agropalma – Marcelo Britto
ADM do Brasil – Archer Daniels Midland
Dendê do Tauá S/A – Dentauá – Santo Antônio do Tauá

11 – CITROS
Claudinei da Silva Costa – Gelo Mania e Limão
Nadja Ornela – Laranjas – Fazenda Ornela
Júnior Zamperlini – Laranjas e Limões – Citropar – Capitão Poço

12 – AÇAÍ
Eloy Luiz Vaccaro – Açaí Amazonas – Óbidos
Francisco de Jesus Costa Ferreira – Palamaz Agroindústria
CAMTA – Cooperativa Agrícola Mista de Tomé-Açu

13 – CACAU
Dona Nena – Cacau Orgânico – Filha do Combu
Nei Teixeira – Rod. Transamazônica – Medicilândia
Rita de Cássia Fernandez Aguiar – Cacauway – Medicilândia

14 – FLORESTAS e MADEIRAS
João Lucas S. da Silva – Floresteca
Tramontina Reflorestamento – Icoaraci
Bemal – Betzel Madeiras Ltda.

15 – MANDIOCA e FEIJÃO CAUPI
Francisco Douglas Rocha Cunha – Augusto Corrêa
Edival Akitó Matsuzaki – Tracuateua
Benedito Dutra Luz de Souza – Tracuateua

16 – FLORES e PLANTAS ORNAMENTAIS
Aflorben – Associação de Floricultores de Benevides
Di Fiori Orquídeas – Castanhal
​Orquidário Torres – Castanhal

EXTENSÃO E ORGANIZAÇÃO RURAL DE PRODUTORES RURAIS

17 – DESTAQUE GERAL 2017
ABEG – Associação Brasileira dos Exportadores de Gado
NCCMMA – Núcleo dos Criadores do Cavalo Mangalarga Marchador da Amazônia (Cliente ruralbook)
ACGA – Associação dos Criadores de Guzerá da Amazônia (Cliente ruralbook)

18 – TÉCNICO DESTAQUE em AGRONEGÓCIOS no PARÁ 2017
Eng. Agrônomo Armando Dias Teixeira Neto – Paragominas

A pecuária é destaque entre as categorias do Prêmio Agropará que está em sua terceira edição (Foto: Fernando Araújo)

REVISTA AGROPARÁ

No próximo dia 10 dezembro, um domingo, todos os ganhadores sairão na 9ª edição da Revista Agropará, que será encartada de forma gratuita no DIÁRIO.

A primeira publicação especializada no setor do campo no Pará vai trazer reportagens sobre as categorias do Prêmio Agropará, entrevistas e colunas do consultor Guilherme Minssen e do jornalista Mauro Bonna.

A publicação traz ainda o calendário do agronegócio no Estado, curiosidades, informações sobre comportamento, tecnologias e produção sobre o meio rural paraense.

Crescimento sustentável do campo paraense gera emprego e renda

O agronegócio no Pará tem ganhado destaque graças ao uso de tecnologia e produção segura em ambientes ambientalmente equilibrados. Em 2008, as pastagens ocupavam uma área correspondente a 12% do Estado, hoje, elas não somam mais de 10%, com cerca de 13.500.000 hectares. O setor agropecuário local é um dos mais diversificados e a tendência é o crescimento das categorias que serão contempladas no prêmio Agropará.

A Federação da Agricultura e Pecuária do Pará (Faepa) aponta que os investimentos no setor primário paraense geram um faturamento médio anual de R$ 12,5 bilhões e ocupa cerca de 800 mil pessoas em empregos diretos e indiretos no Estado.

O Pará é referência na pecuária de corte de bovinos e bubalinos, fruticultura, madeira serrada, equinocultura, cultivo de castanha do Pará, mandioca, feijão, palmáceas, fibra de caroá, na aquicultura, pesca e apicultura.

Homenagem mostra importância econômica do agronegócio

O pecuarista Altair Burlamaqui diz que só o fato de estar participando do prêmio Agropará e ser um dos finalistas na categoria do setor de bovinos é motivo de orgulho. “A iniciativa do DIÁRIO é fantástica, porque o agronegócio é sempre o patinho feio da cadeia produtiva do Estado, sendo taxado de desmatador, de violento, mas ninguém lembra da importância da nossa atividade para a economia do Pará e do Brasil”, ressalta.

Burlamaqui ressaltou a visão e a coragem do DIÁRIO em realizar a premiação, indo na contramão da grande mídia que, segundo ele, “só faz criticar e bater no agronegócio”. O Prêmio Agropará vem, na avaliação do pecuarista, “valorizar um segmento que no final das contas é que gera o desenvolvimento e dá os melhores índices econômicos para o Brasil”, avalia o proprietário da fazenda Carioca, em Castanhal.

Mauro Lúcio Castro Costa, pecuarista da Fazenda Marupiara, em Paragominas, também é finalista na categoria Bovinos e ressalta que está com “um frio na barriga” por ter a possibilidade de sair vencedor da premiação. “É muito importante pegar o agronegócio que é a grande força, a grande locomotiva do nosso Estado, e ressaltar os valores de quem constrói esse segmento”, analisa.

ENTRE AS MELHORES

Costa lembra que a pecuária do Pará está entre as melhores do Brasil e utiliza hoje as técnicas mais modernas de criação existentes no mundo. “Estar entre os três primeiros colocados nessa categoria e poder mostrar um pouco do que fazemos aqui no Pará, para mim, é motivo de muito orgulho e reconhecimento ao que produzimos. O páreo será duro, mas eu quero ganhar”, pontua.

(Roberta Paraense e Luiz Flávio/Diário do Pará)

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Intensificação bem costurada

Fazenda de Marabá, no sul do Pará, região onde água nunca foi problema, integra sistemas de pastejo rotacionado com adubação e irrigação e chega a quase 40 @/ha/ano em área de 900 hectares.

Intensificação bem costurada O sul do Pará foi visto, durante muito tempo, como o “Eldorado” da pecuária de corte brasileira. Apesar das dificuldades logísticas, a região reunia condições extremamente favoráveis à criação de gado – vastas extensões de terras baratas, solos naturalmente férteis, alta luminosidade, chuvas quase o ano todo. Essas condi- Intensificar é “costurar” sistemas Projeto no sul do Pará, o “Eldorado” da pecuária, confirma tendência de intensificação na região, integrando diferentes sistemas de manejo de pastagens e insumos atraíram muitos produtores, especialmente do Sul e Sudeste, mas, nos últimos anos, o “Eldorado” paraense perdeu um pouco o brilho. Devido à exploração extensiva, muitas pastagens se degradaram; a oferta de terras baratas diminuiu e o clima já não é assim tão generoso. Secas atípicas e prolongadas têm surpreendido os pecuaristas, deixando-os sem pasto para o rebanho.

Neste novo cenário, estão surgindo projetos de intensificação de pastagens cada vez mais tecnificados, que buscam explorar melhor as potencialidades da região (ainda bastante atrativas), sem usar a velha cartilha do machado, fogo e superpastejo. A busca incessante – e inócua – por novas áreas tem cedido lugar à intensificação e, acreditem, usando inclusive irrigação, que até pouco tempo era considerada desnecessária no Pará. A Fazenda Valadares, em Marabá, 684 km ao sul da capital paraense, ilustra bem esse processo evolutivo, com seus percalços e conquistas. Voltada à seleção de gado Nelore para venda de tourinhos e à recria/engorda de machos comerciais, por muitos anos essa fazenda ostentou produtividade pouco superior à média regional de 3 @/ha/ano, explorando suas pastagens de forma extensiva, quase sem aporte tecnológico, mas, em 2013, assumiu nova trajetória.

Cansado dos modestos índices de rentabilidade que vinha obtendo e disposto a explorar ao máximo o potencial de suas terras, o proprietário da Valadares, Edimilson Dias Duarte, decidiu dar uma guinada em seu projeto pecuário. Usando diferentes sistemas de manejo de pastagens e insumos, que se ajustam às demandas das diferentes categorias animais e à capacidade de investimento da fazenda, ele conseguiu incrementar a lotação da fazenda em 38,2%. De 2.350 cabeças, em 2014, o rebanho passou para 3.250, em 2016. Com isso, a produtividade média mais que dobrou, subindo de 16 para 38,3 @/ha/ano, resultado excelente para o País. E melhor: com custo viável.

A matéria completa está na edição de novembro da Revista DBO. Clique aqui e veja

Fonte: DBO 445
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Pedro Paulo Diniz: porque o herdeiro de uma das famílias mais ricas do Brasil decidiu largar tudo e voltar para o campo

Ele era conhecido como o playboy da Fórmula1, saía com modelos, era amigo do príncipe de Mônaco, andava de Ferrari e tinha sobrenome: DinizPedro Paulo Diniz, herdeiro do grupo Pão de Açúcar andou sumido, saiu das colunas sociais, fugiu das lentes dos paparazzi e abandonou as pistas – as de corrida e as das baladas. Mas por onde anda um dos homens mais ricos do Brasil?

Diniz vive com a mulher, que de famosa não tem nada, e os dois filhos em uma fazenda no interior de São Paulo. Em vez de carros, glamour e curtição, agora ele pratica ioga diariamente, estuda veterinária, agricultura e quer ser o dono da maior fazenda de orgânicos do país. “No começo você entra no jogo, acha legal, se sente o bacanão. Você se acha fodão por comprar uma Ferrari com desconto, circular em Mônaco com ela. Mas faltava alguma coisa. No primeiro dia é como criança com brinquedo novo, depois enjoa. E não preenche nada“, disse ele em entrevista à Revista Trip.

Depois de tentar a vida como piloto em diversas categorias de competição automobilística e trabalhar também nos bastidores das equipes, Diniz cansou do dinheiro, do jogo de interesses, da velocidade e de chegar a lugar algum. De volta ao Brasil, após uma temporada na Inglaterra, o ex-piloto buscava um novo caminho, algo que fizesse sentido e o levasse para longe do raso da vida. Por indicação da modelo Fernanda Lima, com quem chegou a ter um breve relacionamento, Diniz se iniciou na prática do ioga e então começou a entender que a felicidade não estava em Mônaco, no Caribe ou em um jatinho particular, mas dentro dele mesmo e na natureza.

pedro-paulo-diniz

Nas as aulas de ioga ele conheceu Tatiane Floresti, com quem se casou e teve um filho. Isso foi o que bastou para que Diniz entendesse a necessidade de fazer algo maior, pelo mundo. Na Fazenda da Toca, ele desenvolve métodos para cultivar frutas orgânicas, isto é, sem o uso de venenos, algo que, no Brasil, representa apenas 0,6% do mercado. Seu objetivo é produzir esse tipo de alimento saudável em larga escala, tornando-o mais barato e acessível para a população. Hoje, a fazenda já é a maior produtora de leite orgânico e tem uma produção expressiva de laticínios e ovos orgânicos, além de já produzir algumas frutas. “E no ano em que Tati ficou grávida do Pedrinho, vi aquele filme do Al Gore, Uma Verdade Inconveniente. Aquilo mexeu muito comigo. Caramba, estou colocando um filho no mundo e o mundo está detonado. Como esse moleque vai viver lá na frente?“, contou Diniz, que vive praticamente no anonimato, longe do glamour e feliz.

Dá uma olhada no vídeo e conheça melhor a Fazenda da Toca:

Fonte: Hypeness

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MT: Tijuca vai apresentar a força do agronegócio de Sorriso MT

Sorriso é a capital nacional do agronegócio. Cidade já é dona da quarta maior economia de MT.

A agricultura será novamente destaque no carnaval do Rio de Janeiro. A escola de samba Unidos da Tijuca vai apresentar a força do agronegócio de uma cidade de Mato Grosso, cujo nome já tem muito a ver com a festa, como mostrou o Globo Rural.

Os caipiras da zona norte do Rio foram ao interior do Brasil para fazer o carnaval. “Ano passado a Tijuca fez um enredo sobre a Suíça e esse ano eu estava querendo fazer um enredo bem nacional. Eu também sou vinicultor, gosto da agricultura e o futuro do nosso país é a agricultura. Visitando aquela área de Cuiabá eu cheguei a Sorriso”, explica o presidente da escola Fernando Horta.

11290[1]No ensaio técnico antes do desfile já deu para perceber que a comunidade comprou a ideia de cara, mesmo com pouca intimidade com o tema. “Sorriso é a capital do agronegócio, aonde tem mais plantação de soja, então essa é uma homenagem ao interior brasileiro”, fala Hélcio Paim, da comissão de carnaval.

Com a ideia na cabeça, a comissão viajou até o Mato Grosso para conhecer a cidade. “A gente foi fazer um laboratório, uma imersão na cultura da cidade de Sorriso. A cidade é bonita, a cultura é bonita e deu um grande enredo”, completa Marcos Paulo, também da comissão de carnaval.

Mas enquanto no Rio de Janeiro a Unidos da Tijuca se prepara para o carnaval, em Sorriso um outro desfile já começou: é tempo de colheita na cidade. Hora de tirar do campo o grão que transformou o município num ícone da agricultura brasileira.

São mais de 600 mil hectares de soja. Uma imensidão verde que fez de Sorriso a capital nacional do agronegócio. Mas há quatro décadas nada disso existia. Os primeiros imigrantes começaram a chegar em meados da década de 70. A grande maioria vinda do Sul do país.

Naquela época tudo era um cerrado só, que pouco a pouco foi aberto, dando lugar às plantações de arroz. Só em 1981 as primeiras áreas de soja foram semeadas, ainda em fase de teste, ocupando apenas 500 hectares.

Pioneiro na região, Ignácio Schevinski plantou 20 hectares de soja naquele ano e não parou mais. Cultiva agora 900 hectares, com produtividade média duas vezes maior que a daquele tempo. “Nós não imaginávamos que em tão pouco tempo a gente pudesse melhorar tanto estas terras”, explica.

Migrantes como Ignácio vieram para o norte de Mato Grosso em busca de terras baratas. Com a venda de um hectare no Rio Grande do Sul, por exemplo, dava para comprar cerca de cem em Sorriso. E não era só isso que chamava atenção.

“Em poucas partes do país nós temos áreas tão planas quanto aqui. E também uma certa regularidade no tempo né, chuva frequente, quando é seca é seca, quando chove, chove. Então isso ajudou muito, nunca tivemos nenhuma frustração total de safra”, fala o agricultor.

Sorriso se tornou um retrato da agricultura moderna, que alia produção e preservação. Dos campos que movimentam bilhões, brotou uma cidade-modelo no coração do Centro-Oeste. Sorriso só foi emancipada há 30 anos, mas já é dona da quarta maior economia de Mato Grosso. De 2010 para cá a população cresceu em ritmo acelerado. Entre 4% e 5% em média ao ano. Hoje são mais de 80 mil habitantes e mais de oito mil empresas ativas.

Fonte: MT Agora – Globo Rural

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Pecuária com toque feminino

A máxima “por trás de um grande homem sempre existe uma grande mulher” muitas vezes não se aplica na pecuária nacional, mesmo sendo um ambiente habitualmente masculino. Não é por acaso que hoje é possível encontrar grandes mulheres à frente de projetos incríveis envolvendo as mais diversas raças bovinas. E não é só na fazenda que elas mostram a que vieram. Nas entidades de classe, e até no governo, fazem brilhar a paixão que têm pela atividade que escolheram para suas vidas profissionais.

pecuaria_femAliás, a opção pelo trabalho no campo é um sentimento muito forte para a grande maioria delas. Pelo menos na opinião da médica-veterinária Ice Cardetti Garbellini, gerente técnica da Brazilian Cattle Genetics, braço de exportação da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), e juíza de raças zebuínas: “Acredito que estar na pecuária seja uma escolha de vida. As pessoas nascem com esse dom. Desde que eu era muito pequena já tinha certeza de que mexeria com bovinos. Acho que deveria ter 5 ou 6 anos de idade quando me decidi por isso e nunca me vi senão trabalhando com o gado”.

O mesmo aconteceu à criadora de Simental Rosalu Fladt Queiroz, segunda vice-presidente do Núcleo Paulista da Associação Brasileira de Criadores das Raças Simental e Simbrasil, quando assumiu a sua fazenda, situada na cidade de Nantes, interior de São Paulo, em 1999. “Já li em diversos lugares que a pecuária é apaixonante, e comigo não foi diferente. Trabalhar com a natureza nos ensina a pautar o tempo nas estações, respeitando as chuvas e os invernos e a pecuária de cria se encaixa nisso. É maravilhoso ver a bezerrada nascer e crescer nos campos”, comenta. Ela conta que foi ao inserir a vacada no computador para melhorar controle do rebanho que seu pai percebeu a hora de transferir o gerenciamento da fazenda para ela, mesmo sem ter nenhuma especialização, uma vez que é formada em hotelaria, setor no qual atuou por 18 anos.

Essa identificação com a pecuária acaba sendo natural para todas elas, não só pelo contato com os animais, mas também pelo fato de que a criação é uma tendência inata. “A mulher entende mais, tem mais sensibilidade e isso tudo faz com que se envolva intensamente e goste da atividade”, comenta Alice Ferreira, criadora e vice-presidente da Associação dos Criadores de Nelore do Brasil (ACNB), acrescentando: “acho que é por isso que estão surgindo tantas mulheres ligadas à pecuária. Elas veem florescer o instinto maternal, aquela coisa do belo, do melhoramento. Além do mais, são detalhistas e minuciosas, mais críticas e realistas que o homem. Enxergam com mais profundidade e quando trabalham na criação não pensam em só um lado – o comercial, por exemplo –, observam também o aspecto de criação, de criadora, do seu plantel. Olham com outros olhos, de querer melhorar o ser. A mulher precisa ter a conquista da melhora. É isso que ela mais enxerga. É a mãe melhorando seus filhos”.

Fonte: Revista AG por Silvia Palhares