Feira Agropecuária em Rondon do Pará tem palestras gratuitas sobre mercado de carbono

Fazendeiros que aderiram ao mercado de carbono vão mostrar a produtores rurais e proprietários de terras sobre vantagens de manter a floresta de pé.

Fazenda que usa mercado de carbono para preservar floresta em Ipixuna do Pará  — Foto: Divulgação / Ascom brCarbon
Fazenda que usa mercado de carbono para preservar floresta em Ipixuna do Pará — Foto: Divulgação / Ascom brCarbon

A 40° Exporondon, Feira Agropecuária de Rondon do Pará, começou nessa terça-feira (5) e será realizada até domingo (10) com exposições, oficinas e palestras gratuitas para os produtores rurais da região sudeste do estado.

Nos dias 7 e 8 de julho, às 20h, acontecerão duas palestras sobre como lucrar sem devastar a mata, discutindo soluções climáticas naturais com recursos financeiros do mercado de carbono para mitigar os efeitos das mudanças climáticas.

A ExpoRondon é considerado um dos maiores eventos da Região Norte do país na área de agronegócio. A expectativa de público chega a 100 mil visitantes de todas as regiões do Pará e também de outros estados brasileiros como Maranhão, Tocantins, Goiás, Minas e São Paulo.

As palestras sobre mercado de carbono são promovidas pela empresa brCarbon e contará com a participação de proprietários de terra, como Bruno Machado, dono de uma fazenda em Ipixuna do Pará que trabalha com mercado de carbono.

Ele relata que passou a perceber a importância de se manter a floresta em pé a partir das soluções econômicas de conservação após o mercado de carbono virar uma realidade.

“Hoje a nossa legislação no bioma amazônico nos permite 20% para o uso do solo e 80% conservação das florestas. A nossa realidade está da seguinte forma: 85% de área preservada e 15% para pecuária”, diz sobre sua fazenda.

Segundo o código florestal brasileiro, as áreas com cobertura florestal superior a 80% de preservação podem ser usadas para pecuária ou projetos agrícolas, mediante autorização.

Aqueles proprietários de terras que decidirem aderir à iniciativa, devem abrir mão de desmatar legalmente áreas florestais em suas terras, podendo acessar recursos financeiros do mercado voluntário de carbono.

Por g1 Pará — Belém

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