Gafanhotos já alcançam sete municípios

O Rio Grande do Sul mantém o monitoramento dos gafanhotos no noroeste do estado. Desde o dia 30 de novembro os levantamentos são feitos diariamente para verificar a situação da infestação pela praga.

Segundo o último boletim da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr) os insetos já alcançam sete municípios sendo 10 municípios em observação, com incidência em 32 pontos. O que mais concentra os insetos é São Valério do Sul, com 13 focos. Em segundo vem Santo Augusto com sete. Bom Progresso tem cinco focos; Chiapeta está com três focos; Campo Novo tem dois; Coronel Bicaco e Redentora tem um foco cada. Ainda estão sendo monitoradas as cidades de Braga, Nova Ramada e São Martinho, que por enquanto não têm nenhum foco.

 

Outros 12 municípios ainda serão vistoriados de acordo com o plano traçado pelos fiscais de observar um raio de 30 km ao redor do primeiro foco. Inclusive foi realizado sobrevoo a fim de estimar os impactos na mata nativa e culturas adjacentes. Com as chuvas ocorridas na região, houve diminuição na mobilidade dos gafanhotos. A situação exige monitoramento constante”, alerta o chefe da Divisão de Defesa Sanitária Vegetal da Seapdr, Ricardo Felicetti.

Prejuízos na agricultura

No total foram vistoriados 6.777,5 ha, destes 3.432,5 ha (50,65%) de área agrícola e 3.345 ha (49,35%) de área de mata nativa.  O total da área agrícola com incidência foi de 26,47% (1794 ha), enquanto que na mata nativa este percentual representa 46,14% (3.127 ha).

Em relação à área agrícola vistoriada, observou-se que 52,27% do total apresenta incidência, enquanto que na mata nativa notou-se um percentual maior, de 93,48% (3.127 ha) do total de área de mata nativa. Considerando a média no período de levantamentos tem-se uma incidência média de 39,97% e uma severidade média de 7,92%, apontou o levantamento oficial.

A chuva diminuiu a mobilidade dos gafanhotos. Os adultos estão se alimentando, em sua maioria, de folhas de Timbó (Ateleia glazioveana), e as ninfas preferencialmente de Fumo-Bravo (Solanum mauritianum). Observa-se uma concentração de indivíduos adultos nas mesmas árvores, em atividade reprodutiva.

Nas áreas agrícolas eles se encontram na bordadura das matas, sem danos expressivos. O maior impacto se deu em 5 hectares de soja, junto ao ponto do foco inicial (Reserva Indígena do Inhacorá – São Valério do Sul) com intensidade de desfolha em cerca de 5%, sendo que na bordadura da mata apresentava cerca de 15% dos folíolos de soja cortados. No total da área de soja vistoriada (2483 ha), nota-se uma incidência média de 33,37 % e uma intensidade de desfolha média de 0,41%. Nas áreas de milho observa-se uma incidência de 20,45% e uma intensidade de desfolha de 0%. Já nas áreas de mata Nativa (3345 ha) a incidência média foi de 56,53% e a intensidade de desfolha 30,81%.

Fonte: Agrolink

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