Produção de máquinas agrícolas cresce 23,8% em 2018, diz Anfavea

Exportações de máquinas agrícolas e rodoviárias caíram 9,1% em 2018, para 12.688 unidades — Foto: Pixabay

Foram fabricadas 65,6 mil máquinas usadas no campo e na construção no ano. Vendas chegaram a 47,7 mil unidades, alta de 12,7%. Setor também puxou venda de caminhões.

O Brasil produziu 65.674 máquinas agrícolas e rodoviárias em 2018, aumento de 23,8% em comparação com o ano anterior, quando foram fabricadas 53.043 unidades, informou nesta terça-feira (8) a associação das montadoras (Anfavea).

Em todo o ano passado, foram vendidas 47.777 máquinas, alta de 12,7% sobre as 42.391 comercializadas em 2017. O número foi puxado principalmente pelo agronegócio, que deve continuar com uma boa performance em 2019, segundo Alfredo Miguel Neto, vice-presidente da entidade.

“Tivemos durante o ano uma série de dificuldades e incertezas e mesmo assim o setor agrícola se manteve forte e confiante, observando oportunidades de venda principalmente no mercado externo”, disse. “Havendo continuidade de disponibilidade de crédito, vamos ter um ano safra de 2019 também bastante produtivo”, emendou.

Já a perspectiva para a venda de máquinas rodoviárias não é boa por conta da lenta retomada do segmento de infraestrutura, de acordo com Neto. Ele destacou, porém, que o desempenho em 2018 ficou bem acima do registrado em 2013, no auge da crise econômica.

As exportações de máquinas agrícolas e rodoviárias, no entanto, caíram 9,1% em 2018, para 12.688 unidades, ante 13.959 em 2017.

Agro puxa venda de caminhões

O setor agrícola impulsionou também a venda de caminhões em 2018, divulgou a Anfavea. Em todo o ano, foram comercializadas 74.058 unidades, sendo 34.756 (46,9%) do segmento de pesados, usados no transporte de grãos e minério, por exemplo. O total de vendas representa uma alta de 47,6% frente a 2017.

“Está faltando a indústria e o setor de serviços voltarem a crescer para puxar os outros caminhões mais leves”, disse Luiz Carlos Gomes de Moraes, vice-presidente da entidade.

Moraes admitiu que a compra de frota própria por empresas que buscam evitar a tabela de preços mínimos para o frete, instituída pelo governo após a greve dos caminhoneiros, teve influência no resultado da venda de veículos pesados, mas disse que esse “movimento não é suficiente para sustentar o crescimento” do nicho.

A expectativa da Anfavea é de que a venda de caminhões cresça em 2019, novamente puxada pelo segmento agrícola.

O país produziu 2,8 milhões carros, caminhões e ônibus no ano passado,alta de 6,7% na comparação com 2017. Já as vendas somaram 2,5 milhões, crescimento de 14,6% na mesma comparação.

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ANFAVEA

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