Projeto da Embrapa incentiva plantio de araucárias para preservação ambiental e geração de renda – RBJ

Um projeto desenvolvido pela Embrapa Florestas, com apoio da Secretaria de Meio Ambiente do Paraná, busca estimular o plantio de araucárias na beira de estradas como forma de embelezar a paisagem e, principalmente, a preservação ambiental pela compensação das emissões de gases de efeito estufa. Agregado a isso, o programa gera renda aos pequenos agricultores.

Fonte: Internet

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O projeto incentiva, por meio de pagamentos por serviços ambientais, o plantio de Araucaria angustifolia em divisas de propriedades rurais familiares com faixas de domínio de estradas. Os produtores rurais plantam araucárias em suas propriedades e são pagos por empresas privadas, que utilizam as árvores para compensar emissões de gases de efeito estufa e para promover outros serviços ambientais, como o paisagismo de estradas, proteção ambiental, preservação da araucária, educação ambiental, produção de pinhões, benefícios para a fauna e conforto térmico para o gado.

Cada produtor recebe anualmente R$ 1 mil, referentes a 200 araucárias que ele planta e cuida nas divisas de sua propriedade com estradas. O projeto foi iniciado em 2011 e contempla 63 propriedades no Paraná e Santa Catarina, onde já foram plantadas mais de 16 mil árvores.

O programa pode ser financiado por qualquer empresa do setor privado. A Embrapa atua no mapeamento das propriedades e orientação dos proprietários. A iniciativa também conta com o apoio do Instituto Ambiental do Paraná (IAP), que fornece as mudas de araucárias, além de universidades e escolas agrícolas.

As propostas do projeto estão de comum acordo com as instruções do DNIT, de proteção ambiental destas áreas, pela revitalização arbórea que colabora com a interligação para corredores ecológicos, considerando à implantação de arborização adequada, de forma a harmonizar o campo visual e colaborar para que a rodovia se integre na paisagem e transmita conforto e segurança aos usuários, visando:

-Auxiliar na manutenção e no enriquecimento da cobertura vegetal ao longo da faixa de domínio, recompondo, na medida do possível, pequenas amostras de vegetação nativa;

-Promover a recomposição das formações ciliares na faixa de domínio, reconstituindo corredores ecológicos existentes no passado e oferecendo condições propícias à fauna, além da proteção contra o assoreamento;

-Capturar carbono e realizar a compensação de emissões de gases de efeito estufa de empresas;

-Contribuir com a segurança rodoviária utilizando o potencial da vegetação como sinalização viva;

-Promover medidas compensatórias da perda do patrimônio biótico das áreas de uso do canteiro de obras, devido ao desmatamento necessário em obras rodoviárias;

-Promover barreiras vegetativas na redução do escoamento da drenagem superficial de proteção da estrada.

Fonte: RBJ

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