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Agronegócio

No segundo semestre, abate de suínos cresceu 12 milhões, diz IBGE

A categoria foi a único que teve crescimento, tanto em relação aos primeiros três meses de 2020, quanto frente ao segundo trimestre de 2019.

suínos, porco, suinocultura
Foto: Arnaldo Alves / ANPr

A produção pecuária do Brasil recuou no abate de bovinos e frangos entre abril e junho deste ano. O abate de suínos foi o único que teve crescimento, tanto em relação aos primeiros três meses de 2020, quanto frente ao segundo trimestre de 2019. Aumentou 5,9% de abril a junho de 2020, em relação ao mesmo período de 2019.

O abate de suínos alcançou 12,07 milhões de cabeças de abril a junho deste ano. O peso acumulado das carcaças somou 1,10 milhão de toneladas, uma elevação de 8,2% em relação ao segundo trimestre de 2019 e de 3,2% em comparação com o trimestre anterior.

É o que mostram os primeiros resultados da produção animal entre abril e junho de 2020 das Pesquisas Trimestrais do Abate: primeiros resultados – 2º trimestre de 2020, que o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta quinta-feira, 13.

Bovinos

Conforme a pesquisa, foram abatidas 7,17 milhões de cabeças de bovinos sob algum tipo de serviço de inspeção sanitária no segundo trimestre de 2020. A produção de carcaças bovinas atingiu 1,85 milhão de toneladas, o que significa redução de 6,6% na comparação com igual trimestre do ano anterior e aumento de 0,5% em relação aos primeiros três meses de 2020.

Frango

Entre abril e junho de 2020, foram abatidas 1,40 bilhão de cabeças de frango. O peso acumulado das carcaças atingiu 3,21 milhões de toneladas, recuo de 4,0% em relação ao mesmo período em 2019 e queda de 7,7% frente ao trimestre anterior.

Leite

A aquisição de leite cru, feita pelos estabelecimentos que atuam sob algum tipo de inspeção sanitária federal, estadual ou municipal ficou em 5,69 bilhões de litros, resultado que representa queda de 2,9% em comparação ao segundo trimestre do ano passado e mais acentuada (9,7%) em relação aos primeiros três meses de 2020.

Outros produtos 

Os curtumes pesquisados receberam menos quantidade de couro entre abril e junho deste ano. Eles informaram que conseguiram 7,25 milhões de peças de couro no período, uma retração de 13,7% em comparação ao mesmo período em 2019. No entanto, em relação ao trimestre anterior em 2020, a redução é de 3,6%. O IBGE destacou que “os curtumes investigados pela Pesquisa Trimestral do Couro são aqueles que efetuam curtimento de, pelo menos, 5 mil unidades inteiras de couro cru bovino por ano”.

A produção de ovos de galinha registrou aumento de 1,9% em relação a igual período de 2019, mas estabilidade frente ao primeiro trimestre de 2020. O total produzido ficou em 965,41 milhões de dúzias.

Por: Agência Brasil

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Exportações

Exportação de bovinos: conhecer para apoiar (ou não) – Por Fernando Furtado Velloso

A exportação de bovinos está completando 15 anos no Brasil, mas nos últimos 5 anos é que ganhou maior espaço na mídia e nas discussões entre pecuaristas, frigoríficos e defensores do bem estar animal.

Em 2017 o Brasil exportou aproximadamente 400 mil bovinos, sendo 85 mil do RS. Apesar de ainda representar uma fatia muito pequena do abate nacional, algo próximo de 1% apenas, a exportação de bovinos vivos vem sendo muito criticada pela indústria frigorífica no sul do Brasil e na carona por outros setores, como grupos contra a carne vermelha, etc.

Como todo assunto com grandes interesses econômicos envolvidos e radicalismos nas opiniões contrárias surgem muitas informações ou visões distorcidas. O propósito deste texto é trazer dados que podem melhorar a compreensão sobre a atividade e o seu impacto na pecuária e nos rebanhos.

Fonte: ABREAV e Porto do Rio Grande (RS)

Porque bovinos são exportados?

Considerando o valor final do kilograma do produto, seguramente, é mais econômico importar carne do que animais vivos, porém esta atividade existe por motivos religiosos, culturais e econômicos também. Em torno de 5 milhões de animais trocam de países anualmente para abate ou reprodução e o Brasil tem representado 10% ou menos desta movimentação.

Nos países árabes, o costume é o consumo de carne fresca e também de abates locais mediante a tradição halal. A importação de animais atende essas exigências culturais nestes países que tem consumo de carne muito superior à dimensão de seus rebanhos bovinos.

A grande maioria das exportações para os países árabes são para engorda e abate. No caso da China e Rússia as importações de animais destinados à reprodução estão crescendo, pois estes países estão ampliando seus rebanhos de corte e leite.

Exportação de bovinos e o impacto no tamanho dos rebanhos

A redução ou desestruturação dos rebanhos bovinos dos países exportadores é uma das situações indicada como negativa, pois se retira uma parcela adicional ao % normalmente abatido. O histórico de locais que exportam bovinos por vários anos mostra que esta situação não ocorre e até o contrário pode ocorrer, ou seja, o crescimento do efetivo bovino.

A Austrália é um dos mais antigos exportadores de bovinos, vendendo anualmente cerca de 1 milhão de animais, e mantém estável seu rebanho bovino em cerca de 25 milhões de animais.

O Pará é o estado que mais exportou animais no Brasil, tendo superado 90% das exportações nacionais em alguns anos. O rebanho bovino paraense subiu de 15,3 milhões de bovinos em 2007 para 20,5 milhões em 2017, com crescimento contínuo a cada ano. Apesar de ter exportado mais de 4 milhões de animais neste período, o estado ainda ampliou seu rebanho em 5 milhões de animais.

É fácil perceber que a exportação no Pará gerou grande demanda e valor para os animais e consequente incentivo à produção e ao aumento do rebanho dos pecuaristas.

Exportação de bovinos e o impacto em produção e exportação de carne

A exportação de bovinos é rotulada como exportadora de empregos, divisas e até é responsabilizada pela ociosidade dos frigoríficos nacionais. A Austrália é o maior exportador naval de bovinos e também está entre os maiores exportadores mundiais de carne. Juntamente com os EUA está posicionada como exportador de carne de alta qualidade, atingindo os maiores valores médios por tonelada de carne. Observa-se que a exportação de animais não é característica de países subdesenvolvidos.

Gráfico: Evolução da Exportação de Bovinos no Uruguai (Fonte: El Observador / MGAP)

O Uruguai alcançou em 2017 o maior número de animais exportados de sua história, superando 300 mil bovinos. No mesmo ano, o país cresceu 3,6% em exportação de carne, somando 442 mil toneladas, maior volume desde 2006. Lembre que o Uruguai tem porte de rebanho similar ao do RS e exportou quase 4 vezes mais animais que este estado em 2017.

Gráfico: Evolução da Exportação de Carne no Uruguai (Fonte: Blasina y Asociados / INAC)

A afirmativa de que a exportação de bovinos é danosa à cadeia da carne não se sustenta com a observação do histórico de países que operam fortemente nesta atividade.

Mudança do eixo Norte para o Sul

Nos últimos anos, a Venezuela perdeu o posto de maior cliente brasileiro de exportação de animais para a Turquia. Esta mudança alterou também o eixo de exportação, reduzindo gradualmente o domínio do Pará neste mercado e dando mais importância aos estados do Sul e Sudeste, pois a Turquia tem preferência por animais Europeus ou Cruza Europeus. Desta forma, o RS cresceu grandemente suas exportações e até SC e SP ingressaram como exportadores de animais.

Fonte: Porto do Rio Grande (RS)

A exportação de bovinos vem sendo bastante criticada no sul do país, especialmente pela indústria frigorífica. A maior parte dos argumentos traz uma visão bastante exagerada de desmonte da pecuária, inviabilização das indústrias, exportação de matéria prima e empregos, e de oportunismo dos pecuaristas em uma atividade que não terá continuidade. Os dados simples apresentados aqui demonstram que a atividade não canibaliza a produção e exportação de carne, pois a elevação na demanda por animais gera confiança, investimentos e ampliação da escala dos pecuaristas.

O tema tem sido discutido de forma um tanto apaixonada e ainda persiste a lógica do “nós contra eles”. Repetindo o que já escrevi em outros artigos, acredito muito que a informação é transformadora. Vamos nos debruçar sobre os números para então acusar ou defender a exportação de bovinos.

Por Fernando Furtado Velloso, Assessoria Agropecuária FFVelloso & Dimas Rocha

Fonte: Beefpoint

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Mercado pecuário

Queda na demanda doméstica explica recuo de 5,8% no abate de bovinos, diz IBGE – BeefPoint

A queda na demanda doméstica explica o recuo de 5,8% no abate de bovinos no primeiro trimestre ante igual período de 2015, afirmou nesta quinta-feira, 16, o gerente de Pecuária do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Maxwell Almeida.

Fonte: Internet
Fonte: Internet

A retração é explicada pela dinâmica de recessão na economia, com queda na renda e aumento do desemprego, lembrou o pesquisador. A inflação elevada aperta ainda mais o orçamento das famílias, que cortam gastos. A carne vermelha é candidata natural a deixar as listas de compras em supermercados.

Almeida destacou que o mercado externo não basta para compensar a queda da demanda doméstica.  Segundo o pesquisador do IBGE, de 75% a 80% da criação nacional de gado é destinada ao mercado interno, ou seja, o crescimento das exportações tem efeito limitado sobre o abate total no País.

O aperto no orçamento das famílias ajuda a explicar também o crescimento do abate de aves e suínos, destacou Almeida. Ao cortar gastos, é comum os consumidores trocarem a carne vermelha por opções de proteína mais em conta, como frango, porco e até mesmo ovos.

Fonte: Estadão, resumida e adaptada pela Equipe BeefPoint.

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Mercado pecuário

MT: Abate de bovinos cresceu 6,6% em janeiro

A oferta de bovinos para abate nos frigoríficos de Mato Grosso somou 413,97 mil cabeças em janeiro, volume 6,6% superior ao registrado em dezembro. O volume é o maior desde janeiro do ano passado, segundo o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), com base em dados do Instituto de Defesa Agropecuária (Indea/MT).

bovinocultura_de_corte[1]Os técnicos do Imea comentam que o aumento se deve, exclusivamente, à elevação de 26% no abate de fêmeas, “já que o abate de machos apresentou redução de 4% no mesmo período”.

Eles explicam que embora a pecuária esteja passando por um período de retenção de fêmeas, por causa da valorização do bezerro, esse acréscimo no abate das vacas é característico no início de ano.

Os pecuaristas descartam parte das matrizes que não emprenharam após a estação de monta, devido ao custo de oportunidade de mantê-las no rebanho sem produzir.

 

Fonte: Globo Rural

 

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Pecuária

Abate de bovinos quebra recorde no segundo trimestre; frango, leite, couro, suínos e ovos também registram alta

O abate de bovinos no Brasil atingiu novo recorde histórico no 2º trimestre de 2013 (8,5 milhões de cabeças abatidas), registrando aumentos de 5,3% em relação ao trimestre imediatamente anterior e de 11,7% frente ao 2º trimestre de 2012. A produção de carcaças de bovinos também alcançou nova marca recorde (2,0 milhões de toneladas), com aumentos de 6,1% em relação ao trimestre imediatamente anterior e de 11,7% frente ao 2º trimestre de 2012.

nelore_02O abate de frangos (1,4 bilhão de cabeças) apresentou aumento de 8,3% em relação ao trimestre imediatamente anterior e de 13,2% em relação ao 2º trimestre de 2012. Já o abate de suínos (8,9 milhões de cabeças) cresceu 0,7% em relação ao 1º trimestre de 2013 e 1,6% frente ao mesmo 2º tri de 2012.

A aquisição de leite cru foi de 5,3 bilhões de litros, um aumento de 2,0% com relação ao 2º trimestre de 2012 e queda de 6,0% com relação ao 1º trimestre de 2013.

A produção de ovos de galinha foi de 682,0 milhões de dúzias, com aumento de 1,3% sobre o 2º trimestre de 2012 e de 2,4% sobre o 1º trimestre.

Abate bovino registra novo recorde histórico no 2º trimestre

No segundo trimestre de 2013, foram abatidas 8,5 milhões de cabeças de bovinos, aumento de 5,3% em relação ao trimestre imediatamente anterior e de 11,7% frente ao 2º trimestre de 2012. A quantidade de bovinos abatidos no 2º trimestre de 2013 atingiu recorde histórico. O recorde anterior havia sido alcançado no 4º trimestre de 2012, com a marca de 8,2 milhões de cabeças abatidas.

O peso acumulado de carcaças no 2º trimestre de 2013 (2,0 milhões de toneladas) também alcançou marca recorde, crescendo 6,1% frente ao trimestre imediatamente anterior e 11,7% em relação ao 2º trimestre de 2012.

Todas as grandes regiões apresentaram aumento da quantidade de bovinos abatidos, no comparativo do 2º trimestre de 2013 com o mesmo período do ano anterior: 17,0% no Sudeste; 14,0% no Centro-Oeste; 10,0% no Norte; 6,2% no Nordeste; e 2,3% no Sul. O desempenho superior da pecuária bovina no 2º trimestre de 2013 em relação ao mesmo período do ano anterior foi impulsionado pelo aumento do abate de bovinos em 20 das 27 unidades da Federação, merecendo destaque os estados Mato Grosso (16,3%), Goiás (26,3%) e Minas Gerais (29,6%). No ranking do abate de bovinos, destacam-se os estados da Região Centro-Oeste, ocupando as três primeiras posições, pela ordem, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás.

Abate de frangos cresce 13,2% em relação ao 2º trimestre de 2012

No 2° trimestre de 2013 foram abatidas 1,4 bilhão de cabeças de frangos, representando aumento de 8,3% em relação ao trimestre imediatamente anterior e 13,2% na comparação com o mesmo período de 2012, estabelecendo novo patamar recorde na série histórica. O peso acumulado das carcaças foi de 3,2 milhões de toneladas, representando aumento de 10,9% em relação ao registrado no trimestre imediatamente anterior e 10,6% frente ao 2° trimestre de 2012.

No 2° trimestre de 2013, na comparação com o mesmo trimestre de 2012, houve aumento da participação da região Sul, em âmbito nacional, de 57,8% para 61,5%. O Paraná registrou aumento de 10,3% no volume de abate e permanece como principal estado no ranking brasileiro. O Sudeste foi a segunda região brasileira em importância no volume abatido e teve sua participação de 22,8% reduzida para 19,6%. Entre os 11 principais estados no ranking, São Paulo foi o único a reduzir o volume de frangos abatidos, abatendo 11,4% a menos que o volume abatido no 2° trimestre de 2012.

Abate de suínos tem aumento de 1,6% sobre o 2º trimestre de 2012

No 2° trimestre de 2013 foram abatidas 8,9 milhões de cabeças de suínos, representando aumento de 0,7% em relação ao trimestre imediatamente anterior e de 1,6% na comparação com o mesmo período de 2012. A série histórica do abate trimestral de suínos a partir de 2008 mostra que o abate desta espécie tem sido crescente no comparativo anual dos mesmos trimestres.

O peso acumulado das carcaças no 2º trimestre de 2013 alcançou 869,6 mil toneladas, representando aumento de 2,1% em relação ao trimestre imediatamente anterior e queda de 0,4% frente ao mesmo período de 2012.

O Sul do país respondeu por 64,8% do abate nacional de suínos no 2º trimestre de 2013, seguida pelas regiões Sudeste (18,7%), Centro-Oeste (15,1%), Nordeste (1,3%) e Norte (0,1%). O Sudeste apresentou crescimento na sua participação (+1,2%), com aumento de abate de suínos em todos os estados, sobretudo Minas Gerais, que abateu 11,4% a mais no comparativo entre os 2° trimestres 2013/2012. Rio Grande do Sul aumentou o abate de suínos em 12,5% e passou a liderar o ranking nacional, já que Santa Catarina registrou queda de 12,3%.

Aquisição de leite sobe 2,0% em relação ao 2º tri de 2012

A aquisição de leite foi de 5,3 bilhões de litros no 2º trimestre de 2013, o que representou um aumento de 2,0% sobre o mesmo período de 2012 e queda de 6,0% sobre o 1º trimestre de 2013. A industrialização do produto foi de 5,3 bilhões de litros, registrando as mesmas variações percentuais observadas na aquisição. No acumulado do ano de 2013 foram adquiridos 11,0 bilhões de litros de leite, mantendo-se quase estável (+0,2) sobre o 1º semestre de 2012.

A pesquisa mostra que 40,9% de todo o produto foi adquirido pelas indústrias localizadas no Sudeste do país e 34,2% por aquelas do Sul. Minas Gerais adquiriu 26,6% de todo o leite nacional no 2º trimestre de 2013, aumentando ligeiramente a sua participação frente ao mesmo período de 2012 (24,8%).

Aquisição de couro registra aumento de 8,5% sobre 2º trimestre de 2012

A aquisição de couro foi de 9,7 milhões de unidades no 2º trimestre de 2013, representando um crescimento de 8,5% sobre o volume comprado no 2º trimestre de 2012 e de 6,6% comparativamente ao 1º trimestre de 2013. Do total do couro total adquirido, 63,1% vinham de matadouros frigoríficos. Entre os estados, observaram-se aumentos relativos importantes no Paraná (24,3%); Minas Gerais (28,5%),Tocantins (43,3%) e em Santa Catarina (18,5%). Rondônia teve redução de 25,5% nas compras de couro.

Produção de ovos no trimestre cresceu 2,4% em relação ao 1º trimestre de 2013

A produção de ovos de galinha foi de 682,0 milhões de dúzias no 2º trimestre de 2013, representando aumento de 1,3% sobre o 2º trimestre de 2012 e aumento de 2,4% sobre o 1º trimestre desse ano. Em termos de participação regional tinha-se no 2º trimestre de 2013 que 47,7% da produção de ovos de galinha estava localizada no Sudeste do país; 22,1% no Sul; 13,9% no Centro-Oeste; 13,6% no Nordeste e 2,6% na Região Norte.

Fonte: IBGE

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Pecuária

Pará fecha o ano com recorde de abates bovinos

Foram abatidas no ano passado 2,17 milhões de cabeças de bovinos no Pará, com aumento de 4,7% em relação a 2011 e nova marca recorde na série histórica do abate de bovinos por ano. O recorde anterior – desde 1997 quando a Pesquisa Trimestral de Abate de Animais foi iniciada – havia sido alcançado em 2011, quando foram abatidas 2,079 milhões de cabeças de bovinos. No ranking nacional, é atualmente o sexto maior rebanho. Os dados são da Pesquisa Trimestral de Abate de Animais, divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em todo o País, também foi verificado um novo recorde, com 31,118 milhões de cabeças de bovinos abatidas – aumento de 8,0% em relação a 2011. Segundo o IBGE, a redução nos preços nacional e internacional e o aumento das exportações de carne bovina contribuíram para o aumento da oferta desse produto.

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A pesquisa avalia também o desempenho no 4° trimestre de 2012, onde foram abatidas 566,15 mil cabeças de bovinos no Estado do Pará, representando um aumento de 5,6% frente ao mesmo período de 2011. Pela pesquisa, o aumento foi constatado em quase todos os Estados brasileiros, o que apontou um recorde histórico de 8,18 milhões de cabeças abatidas de bovinos, superando a marca de 7,95 milhões de cabeças, do primeiro trimestre de 2007. A variação nacional no 4º trimestre do ano passado foi 11,1% superior a do ano passado.

A frente do Pará no ranking de abates bovinos nos últimos três meses de 2012, aparecem somente Mato Grosso (1,32 milhão de cabeças), Mato Grosso do Sul (1,01 milhão), São Paulo (913,83 mil), Goiás (735,59 mil) e Minas Gerais (674,43 mil). No entanto, a maior variação positiva entre os dois trimestres foi indicada na Paraíba, da ordem de 29,2%. Já a quantidade geral de bovinos abatidos, apontada ao fim do ano, foi de 5,01 milhões em Mato Grosso, 3,98 milhões no Mato Grosso do Sul, 3,34 milhões em São Paulo, 2,70 milhões em Goiás e 2,48 milhões em Minas Gerais.

Em compensação, a quantidade de carne bovina in natura exportada pelo Pará sofreu um decréscimo de 2,1% entre os dois 4º trimestres de 2011 e 2012. A variação deixou o Estado na oitava posição do ranking nacional. No Brasil a quantidade de exportações de carne bovina in natura passou de 210,34 milhões para 267,01 milhões de quilos – um aumento de 26,9%. São Paulo foi o maior destaque, com 75,39 milhões de quilos exportados.

Também foram abatidas 8,27 mil cabeças de suínos no Pará em 2012, o que indicou uma queda de 6,9% em relação ao ano anterior. Em 2011, foram 8,88 mil. Na análise do 4º trimestre dos últimos dois anos, a redução foi quase o dobro (14,3%). Foram abatidos 2,44 mil suínos em 2011 e 2,09 mil em 2012. No acumulado de 2012 no País, foram abatidas 35,98 milhões de cabeças de suínos, um crescimento de 3,2% em relação a 2011. A série anual mostra que houve crescimento ininterrupto dessa atividade desde 2005. O peso acumulado das carcaças no abate de suínos, em 2012, alcançou 3,465 milhões de toneladas, representando aumento de 2,8% em relação ao ano anterior.
Já o abate de frangos no território paraense, somou 41,78 milhões de animais, o que representou um aumento de 9,8% sobre o volume registrado em 2011. Nos últimos três meses de 2011 e 2012, a variação no Estado foi positiva (5,2%), resulta no abate de 10,91 milhões de frangos. A marca nacional indicou 5,23 bilhões de animais abatidos em 2012 – 0,9% a mais sobre o volume de 2011. Nos trimestres analisados, foi indicada uma queda de 2,8%, de 1,32 bilhão de cabeças abatidas para 1,28 bilhão.A produção de ovos de galinha no Pará ainda subiu 9,4%, chegando a 4,18 milhões de dúzias entre outubro e dezembro de 2012.
A aquisição de leite cru pela indústria paraense neste último trimestre foi de 78,24 mil litros, queda de 7,7% em relação ao mesmo período de 2011 (era 84,78 mil litros). No ano, a produção fechou em 297,47 mil litros – 5,2% superior a marca de 2011. Já a aquisição de couro pelos curtumes no Pará teve aumento no 4º trimestre em comparação com o mesmo período de 2011 (6,9%). Passou de 570,25 mil unidades para 609,33 mil, se mantendo na sétima posição, entre todos os Estados brasileiros. No ano, foram 2,41 milhões, resultante da variação positiva de 10,1% em relação a 2011.

Fonte: O Liberal