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Eventos do Agronegócio

Inscrições abertas para a ExpoBrahman 2021

Maior evento da raça Brahman será realizado em outubro com a participação de criadores de várias regiões do país.

Capital mundial do Zebu, a cidade mineira de Uberaba volta a sediar mais uma edição da Exposição Internacional da Raça Brahman (ExpoBrahman), que acontecerá de 11 a 17 de outubro, no Parque Fernando Costa. A expectativa é de que participem criatórios de várias regiões do país.

As inscrições de animais estão abertas e podem ser feitas até o dia 8 de outubro na Associação dos Criadores de Brahman do Brasil (ACBB).

A XVII ExpoBrahman terá dois tipos de competições: o julgamento de pista e o julgamento à campo. As disputas terão início no dia 14 de outubro, com o Julgamento Brahman a Campo. No dia 15 de outubro, será a vez do Julgamento de Pista. A final das duas competições será no dia 16 de outubro.

A escolha do jurado que comandará os grandes campeões do evento será feita pelos expositores, que poderão indicar três profissionais no momento da inscrição, desde que feita até o dia 20 de setembro.

De acordo com o presidente da ACBB, Paulo Scatolin, a ExpoBrahman marca a retomada em 2021 das exposições da raça, que é o zebuíno mais selecionado no mundo. “Esta volta às pistas estava sendo muito aguardada por todos os criadores. Será um momento importante para mostrarmos o criterioso trabalho de seleção do Brahman, raça que tem contribuído sobremaneira para o avanço da pecuária de corte não só do Brasil, mas de dezenas de outros países”, destaca Scatolin.

O evento conta com o apoio institucional da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ) e ocorrerá juntamente com a Exposição de Nelore (Expoinel).

A ACBB informa que todos os protocolos sanitários determinados pelas autoridades locais para prevenção da Covid-19 serão seguidos à risca durante todo o evento.

 

Por: Larissa Vieira

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Pecuária

Raça Brahman confirma participação na ExpoZebu 2021

A raça terá dois tipos de competições no evento e a expectativa é de que 150 animais Brahman participem

Agendada para o período de 1º a 9 de maio, a 86ª ExpoZebu (Exposição Internacional de Gado Zebu) terá a participação da raça Brahman em duas competições. A expectativa da Associação dos Criadores de Brahman do Brasil (ACBB) é contar com cerca de 150 exemplares inscritos, número semelhante ao da última edição da ExpoZebu. “As exposições são importantes vitrines para a raça. Os criadores estão animados em voltar a competir nas pistas e certamente trarão os melhores exemplares para a ExpoZebu, mostrando o grande potencial do Brahman como uma raça de corte que vem contribuindo para a pecuária nacional e internacional”, assegura o presidente da ACBB, Paulo Scatolin.

As inscrições de animais já estão abertas e vão até o dia 23 de abril. A 86ª ExpoZebu será realizada no Parque Fernando Costa, em Uberaba/MG. A raça competirá em duas modalidades: Julgamento de Pista e Brahman a Campo. As disputas terão início na manhã do dia 5 de maio, com o campeonato Brahman a Campo, que tem por finalidade identificar os melhores exemplares com foco na pecuária extensiva de corte. Esta é uma modalidade de julgamento exclusiva da raça Brahman. Já os animais inscritos para o julgamento de pista começarão a competir na tarde do dia 5 de maio. A final do julgamento será no dia 8 de maio, quando ocorrerá a entrega dos prêmios aos Grandes Campeões e Grandes Campeãs de todas as raças zebuínas.

O evento seguirá todos os protocolos sanitários exigidos pela prefeitura de Uberaba/MG. A ExpoZebu é promovida pela Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ).

Por: Redação

Fonte: Minuto Rural

 

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Pecuária

Parceria entre Sistema FAEMG e ABCZ cria o Centro de Pecuária de Precisão

Foi oficializada a criação do Centro de Pecuária de Precisão – CPP Uberaba. O termo de cooperação técnica entre o Sistema FAEMG/SENAR/INAES e a Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ) foi assinado nesta quarta-feira (3), com a participação do presidente do Sistema FAEMG, Roberto Simões, por videoconferência.

A solenidade foi na sede da associação, em Uberaba. O superintendente do SENAR MINAS, Christiano Nascif, participou presencialmente do evento, com a coordenadora de Formação Profissional Rural e Promoção Social, Liziana Rodrigues, e o gerente regional do Sistema FAEMG em Uberaba, Caio Sérgio Oliveira. Nascif assinou o termo pelo Sistema FAEMG. Pela ABCZ, a assinatura foi feita pelo presidente Rivaldo Machado Borges Júnior.

Formação completa para o produtor

O Centro de Pecuária de Precisão vai gerar informação, pesquisa, tecnologia e qualificação profissional, contribuindo para o aumento da produção sustentável de carne e leite bovinos. No local também será desenvolvido o Programa de Assistência Técnica e Gerencial – ATeG para produtores participantes do Programa Pró-Genética e Integra Zebu em Minas Gerais. E serão ofertados outros programas especiais e ações de formação profissional rural e promoção social.

O início das atividades está previsto para maio, mas os primeiros cursos devem ser ministrados já em março. A construção contará com duas salas de aulas equipadas com kits multimídia, sendo uma com computadores para os cursos das áreas de tecnologia e inovação. Para os animais, haverá um curral inteligente e antiestresse. A Embrapa irá desenvolver trabalhos conjuntos em campo para estudos de ILPF (Integração Lavoura Pecuária Floresta) e cultivares para pastagens.

“Nossas carnes continuam fortíssimas no mercado e na exportação. É um setor que nos orgulha muito. Mas os desafios são mais complexos a cada dia, então é preciso que juntemos forças. A criação deste Centro é uma iniciativa moderna, e será mais uma forma de nos unirmos para enfrentar as dificuldades e os desafios trazidos pela pandemia.” – Roberto Simões

“É uma satisfação muito grande ratificar essa parceria com a ABCZ. A primeira de muitas. Essas ações reforçam ainda mais a atuação da Federação no Triângulo Mineiro, região da mais alta importância para o estado e para a economia nacional. O Centro vai prover muita informação importante para o estado, o país e o mundo, dar muita amplitude para o trabalho do Sistema FAEMG junto à ABCZ e todo o Triângulo. Estamos dando um salto no que tange à pecuária de precisão.” –  Christiano Nascif

“Agradecemos o trabalho da Federação nesta parceria, trata-se de um apoio importantíssimo para o crescimento da agricultura e pecuária de Minas Gerais. O Centro representa o crescimento do atendimento às necessidades do pequeno, médio e grande pecuarista. Contamos também com a participação importantíssima do Sindicato dos Produtores Rurais de Uberaba em várias ações proativas. Esta é a oportunidade da ABCZ levar para a Fazenda Experimental conhecimento e tecnologia, beneficiando o estado e todo o Brasil. Estamos juntos para levar tudo isso para o agronegócio brasileiro.”

Fonte: faemg

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Agronotícias

Com fila de espera, inscrições para Programa Carne de Qualidade terminam, superando expectativas

As 100 vagas abertas pela ABCZ para o pioneiro Programa Carne de Qualidade foram totalmente preenchidas

Em menos de um mês, criadores de todo o país, que utilizam o PMGZ – Programa de Melhoramento Genético de Zebuínos – se mobilizaram e doaram bezerros para a participação no programa que quer comprovar a superioridade da carne de Zebu.

“Estamos muito felizes e queremos agradecer a confiança destes criadores na ABCZ e neste projeto que, temos a certeza, representará um grande passo na valorização do Zebu Brasileiro. Vamos, juntos, provar que é possível produzir carne de qualidade de forma economicamente sustentável, por meio da utilização de toda a tecnologia adequada – nutrição, sanidade e genética”, afirma o presidente da associação, Rivaldo Machado Borges Jr.

Para esta edição piloto, o programa será realizado com animais Nelore, mas, nos anos seguintes, contemplará todas as raças zebuínas. Os bezerros inscritos são de 11 estados diferentes: Bahia, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Pará, Paraná, Rio de Janeiro, Rondônia, São Paulo e Tocantins. “A adesão foi espetacular. Inclusive, temos alguns criadores que tentaram inscrever seus animais e não conseguiram. Colocamos os nomes em uma lista de espera e, caso haja alguma desistência, entraremos em contato”, destaca o Superintendente Geral da ABCZ, Jairo Machado Borges Furtado.

Os animais devem chegar à Fazenda Experimental Orestes Prata Tibery Júnior, em Uberaba (MG), no final do mês de abril e no início de maio, segundo o cronograma da entidade. O programa será executado em três etapas. A primeira é a recria da desmama ao sobreano a pasto. A segunda etapa é o confinamento e eficiência alimentar. A terceira e última é o abate técnico. Haverá divulgação do ranking classificatório ao final de cada uma delas nas mídias da ABCZ.

“Cada uma dessas etapas oferecerá dados que serão divulgados publicamente e disponibilizados aos produtores participantes. Ao final das três etapas, um índice composto pelo desempenho dos animais a pasto, no confinamento e no abate irá apresentar o resultado final. Temos a certeza que os resultados da genética zebuína registrada e bem avaliada pela ABCZ, nos apresentarão uma carne de altíssimo nível de qualidade, sendo a ponta da pirâmide deste promissor rebanho bovino comercial brasileiro”, descreve o gerente de melhoramento genético da ABCZ, Lauro Fraga Almeida.

A equipe técnica responsável pelo programa é multidisciplinar e conta com pesquisadores e técnicos da ABCZ, Embrapa, Epamig, Fazu, UFV, Unicamp e USP. Vale destacar que a Fazenda Experimental já recebe os últimos preparativos para o início do teste. Todo o investimento em infraestrutura, equipamentos, logística de transporte de animais (frete) e de recursos humanos, necessários para a condução do projeto, são de responsabilidade da ABCZ.

Fonte: ABCZ

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Guzerá Guzerá da Amazônia

A Consolidação do Guzerá no Brasil

O Guzerá foi a primeira raça zebuína a chegar ao Brasil, entre as que persistem . A raça foi trazida da Índia, na década de 1870, pelo Barão de Duas Barras, logo dominando a pecuária nos cafezais fluminenses. Surgia como solução para arrastar os pesados carroções e até vagões para transporte de café, nas íngremes montanhas, e também para produzir leite e carne. Com a abolição da escravidão, em 1888, os cafezais fluminenses entraram em decadência, levando os fazendeiros a buscar maior proveito do gado, por meio da seleção das características leiteiras e cárneas. Os criadores de Guzerá foram os apologistas das vantagens e virtudes do gado, enfrentando a “guerra contra o Zebu”, promovida por cientistas paulistas e estimulada pelo Governo Federal, ao mesmo tempo que abasteciam o Triângulo Mineiro, onde iria se sediar a futura “meca do Zebu”.

O Guzerá foi a raça de maior contingente até o inicio da década de 1920, quando surgiu a raça “Indubrasil”, produto da infusão de sangue Gir sobre o mestiço “GuzoneL” (Guzerá x Nelore). Seu reinado, portanto, durou mais de 50 anos Nenhuma outra raça zebuina teve um reinado tão longo, depois do Guzerá, até hoje! A partir dessa data, as fêmeas Guzerá eram adquiridas para formar a nova raça promovida no Triângulo Mineiro, culminando em uma autêntica “caçada”, resultando na decadência da raça. Apenas dois criadores sustentaram o Guzerá nesse período:João de Abreu Júnior, em Cantagalo, RJ e Cristiano Penna, em Curvelo, MG.

Mesmo com poucos criadores no país, o Guzerá manteve sua presença nas exposições nacionais e brilhava em concursos leiteiros. Na Exposição Nacional de 1936, venceu as campeãs das raças holandesa, Jersey e Guernsey, provocando entusiasmo no então presidente Getúlio Vargas. Foi a raça escolhida para diversas exportações, estando presente em duas dezenas de países, e também para implantação nos núcleos de desbravamento governamental, tais como “Projeto Radambrasil”, escolas agrícolas, postos indígenas, etc.

Depois da importação de 1962/63, o Guzerá ganhou novo impulso, principalmente quando a “Maldição dos 100 Anos liquidou grande parte do rebanho nordestino” (Grande Seca de 1978-1983, que se repete de 100 em 100 anos). Era comum ouvir a frase: “quando um Guzerá cai para morrer, todos os demais gados já morreram”. Nesse período, 70% do contingente da Exposição Nordestina era de Guzerá, pois somente esta raça continuava viva no sertão (Santos, 1998). Ao mesmo tempo, consolidava diversos cruzamentos de formação de raças bimésticas. Rapidamente, a fama como gado ideal para toda sorte de cruzamentos ganhou todo o território nacional.

Na década de 1990, o Guzerá passou a ser francamente utilizado como alternativa para formação da vaca da F-2 nos mais diversos cruzamentos de corte, abrindo horizontes que levam á crença de que será uma das mais vigorosas raças no inicio do novo milênio. Grandes e famosos criadores de Nelore passaram a criar Guzerá, para atender seus clientes, fornecendo possantes tourinhos “Guzonel” que são indicados para os cruzamentos indiscriminados com raças européias. Em dezenas de grandes leilões de Nelore ou mesmo de raças européias, vai crescendo a presença do Guzerá, atingindo bons preços (DBO, Jan/2000).

Repost: Guzerá

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Fatos e Acontecimentos Guzerá Guzerá da Amazônia

Curso de julgamento movimenta Parque Fernando Costa em Uberaba – MG

Imagem: ABCZ

Ao todo, 90 pessoas participam essa semana de mais uma edição do Curso de Julgamento das Raças Zebuínas, promovido pela ABCZ. As aulas teóricas e práticas são ministradas por profissionais das ciências agrárias, membros do quadro de jurados da ABCZ, com especialização em Julgamento.

Emanuel Adrian Silva veio de Piauí para participar do curso. Ele é criador de Nelore PO há cerca de oito anos e se inscreveu em busca de mais informações para contribuir para a seleção. “Sou apaixonado pela pecuária e estou sempre em busca de mais conhecimento. Estamos no segundo dia de aulas e o curso já superou todas as minhas expectativas. Um curso que realmente ensina a gente a diferenciar os melhores animais”, comemora.

Nas aulas práticas, os alunos têm contato com todas as raças zebuínas: Brahman, Gir, Gir Leiteiro, Guzerá, Indubrasil, Nelore, Nelore Mocho, Sindi e Tabapuã. Este ano, pela primeira vez, também a equipe organizadora também trouxe um animal Nelore pintado para o Centro de Avaliação das Raças Zebuínas.

A programação começou ontem (23) e segue até a próxima sexta-feira (27).  de julho. O curso é um pré-requisito para os profissionais das áreas das ciências agrárias, Agronomia, Veterinária e Zootecnistas que desejam se tornar jurados das Raças Zebuínas. A coordenação é da Superintendência Técnica e Superintendência Técnica Adjunta de Julgamento da ABCZ.

REPOST: ABCZ

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Pecuária

Pesquisa comprova que touros POs são melhoradores – Rural Pecuária

Um estudo conduzido pelo Departamento de Pesquisa e Melhoramento Genético da ABCZ comprovou a superioridade dos touros PO Nelore. O levantamento mostrou que quase três quartos da população de animais puros nascidos em 2014, que receberam registro definitivo (RGD), estão entre os 30% melhores animais de toda a raça, considerando o iABCZ.

“Certamente, os resultados reforçam a percepção de que o selecionador de zebu, com o auxílio do conjunto ferramental oferecido pela ABCZ, tem direcionado as mudanças no perfil genético dos rebanhos puros no sentido do aumento da produtividade e excelência zootécnica”, comenta Henrique Torres, Superintendente Adjunto de Melhoramento Genético da ABCZ, ressaltando que essa seleção é aliada à consistência de padrão racial fixada ao longo das gerações.

O levantamento foi feito com base no banco de dados da Associação e também mostrou outros resultados que atestam a evolução genética do zebu. Por exemplo, em 2001, apenas 18,61% dos touros com RGD estavam classificados até Top 30%. Entre os animais nascidos em 2014 o índice foi de quase 75%.

Ainda pelo estudo, foi comprovado um aumento expressivo no iABCZ médio dos touros puros com RGD. Em 2001, a média era de -0,22, o que corresponde ao top médio de 62% e, com uma evolução genética significativa, observou-se que em 2014 tal média foi de 11,04, o que corresponde ao top médio de 15%. “Fica evidente que o touro zebuíno puro é sim um animal melhorador, capaz de promover mudanças genéticas importantes nos rebanhos comerciais de produção de alimentos”, comenta Torres.

O serviço de registro genealógico das raças zebuínas é executado pela ABCZ em todo o país, garantindo a procedência e qualidade dos animais. “É uma ferramenta importante em busca da criação de uma identidade fenotípica que se mantém fixada ao longo das gerações, aliada a uma produtividade que passa de ancestrais para descendentes”, informa o superintendente, ressaltando que o PMGZ (Programa de Mellhoramento Genético de Zebuínos), desenvolvido pela entidade, têm contribuído para a evolução dan pecuária brasileira.

Fonte: Rural Pecuária

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Agronotícias

Definidas novas regras para os concursos leiteiros

A partir de 2017, os concursos leiteiros terão de atender a novas determinações para garantir o bem-estar animal e as boas práticas de ordenha. As mudanças vinham sendo avaliadas este ano e foram concluídas ontem (14/12), em Brasília/DF, durante reunião que contou com a presença de representantes da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), do Departamento de Desenvolvimento das Cadeias Produtivas e da Produção Sustentável (DEPROS) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), da Universidade Estadual Paulista (UNESP), da Associação Brasileira dos Criadores de Gir Leiteiro (ABCGIL), da Associação Brasileira dos Criadores de Bovinos da Raça Holandesa e da Associação Brasileira dos Criadores de Girolando.
O diretor da ABCZ, Eduardo Falcão, participou das reuniões para elaboração da Normativa e acredita que as mudanças são importantes para garantir não só o bem-estar animal, mas também a melhoria na qualidade do leite produzido nos torneios leiteiros e da imagem do leite perante o consumidor. “Os torneios ajudam a promover as raças leiteiras, mostrando o grande potencial genético dos animais para o público em geral e, por isso, precisam ocorrer sempre em sintonia com o conceito de pecuária sustentável. Assim, conseguiremos fortalecer a imagem da cadeia leiteira junto ao consumidor final.”, diz Falcão.
A Normativa deve ser publicada no primeiro trimestre de 2017 e já será aplicada no concurso leiteiro da ExpoZebu 2017, que terá as ordenhas realizadas de 29 de abril a 3 de maio. Dentre as diversas determinações da norma, algumas são: a proibição do uso de medicamentos, a fiscalização do concurso por um profissional credenciado pelo Conselho Regional de Medicina Veterinária, a adoção das boas práticas de ordenha e o alojamento dos animais nos pavilhões seguindo as normas de bem-estar.
Outra alteração diz respeito à definição das campeãs dos concursos leiteiros. A premiação não será mais para a vaca que produzir maior volume de leite e, sim, a que atingir melhor desempenho com base em volume, proteína e gordura. Para chegar a esse índice, foi estabelecida a fórmula LCST (Leite Corrigido para Sólidos Totais): (12,3X grama de gordura) + (6,56X grama de sólidos não gordurosos) – (0,0752X kg de leite).

Fonte: ABCZ

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Fatos e Acontecimentos

PA: Candidato à presidência da ABCZ divulga plano de trabalho em Belém

O pecuarista Frederico Cunha Mendes, 46 anos, candidato à presidência nas próximas eleições da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ) pela Chapa ABCZ Unida roda o Brasil para divulgar seu plano de trabalho. Na companhia do presidente atual, na companhia de Luiz Claudio Paranhos, presidente atual, essa semana ele passou por Mato Grosso, Pernambuco, Paraíba e Natal, recendo muitas manifestes de apoio. Amanhã, 19 de dezembro, às 19 horas, o ponto de encontro com associados, pecuaristas e lideranças do agronegócio será em Belém (PA), na FAEPA (Federação de Agricultura e Pecuária do Pará).

Fred-Mendes-2[1]A ABCZ, sediada em Uberaba (MG), é delegada no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), no Serviço de Registro Genealógico das Raças Zebuínas e conta mais de 20 mil associados em todo o território nacional, dos quais cerca de 12 mil são ativos. Fred Mendes, como é conhecido, acumula em sua bagagem mais de 20 anos de contribuições à entidade, especialmente na gestão do Rômulo Kardec de Camargos e principalmente de Luiz Claudio Paranhos, quando superou o desafiado em tornar o PMGZ (Programa de Melhoramento Genético das Raças Zebuínas) o maior e melhor programa de melhoramento genético em todo o território nacional.

Fred criou um departamento de pesquisa e desenvolvimento dentro da entidade, adotou tecnologias avançadas e agora o programa roda internamente, que tem índices de aprovação de quase 94% dos associados. Essa é apenas uma das ações que qualificam sua candidatura. Uma de suas propostas é capacitar os mais 105 técnicos do programa espalhados pelo Brasil para que ofereçam assistência técnica total aos associados, indo além das ações cartoriais e de melhoramento genético.

“Estamos propondo uma filosofia no atendimento ainda mais eficiente. Nosso objetivo é fazer uma varredura completa nas fazendas dos associados e recomendar as soluções para que a genética expresse todo seu potencial”, diz Fred Mendes.

Quem é Fred Mendes – Conhecido entre os zebuzeiros, é uma jovem liderança que converge o faro da pecuária seletiva ao tino empresarial que a cadeia produtiva tanto necessita, endossado por um MBA em Gestão Empresarial pela Fundação Getúlio Vargas. É Médico-veterinário, neto do lendário criador Torres Homem Rodrigues da Cunha, filho de José Olavo Borges Mendes, presidente da ABCZ em três ocasiões, e empresário de sucesso na área reprodutiva, sendo pioneiro no domínio da técnica de transferência de embriões e no uso da ultrassonografia aplicada à reprodução animal nas feiras de gado promovidas no Parque Fernando Costa.

Muito bem posicionado em relação às diretrizes necessárias para que a ABCZ continue evoluindo e acompanhando às necessidades de mercado, as propostas de Fred se sustentam em cinco pilares principais:

Melhoria Contínua da Prestação de Serviços – A meta é reduzir custos aos associados e aperfeiçoar os serviços já prestados. As formas de fazer isso é desburocratizando, dentro do possível, as regras do Serviço de Registro Genealógico, especialmente no que tange ao exame de DNA; desengessando o procedimento de comunicações e otimizando os processos vigentes, como já acontece com os criadores participantes do PMGZ, que passam a contar com acasalamentos gratuitos das matrizes inscritas no programa.

Representação e Participação Política – A ABCZ ganhou força e respeito com o passar das décadas, exercendo papel primordial junto à defesa da classe pecuarista e por que não dizer de todos os produtores rurais. É conselheira e interveniente na elaboração de políticas públicas que envolvam o setor e determinante quando na defesa da carne brasileira. Isso possível graças a parcerias com outras entidades-irmãs como a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (ABIEC) e às cadeiras que possui na Câmara Setorial da Carne Bovina e na Confederação Nacional de Agricultura e Pecuária (CNA).

Inserção de Gestão Empresarial – A entidade máxima do zebu nada mais é hoje que uma empresa de grande porte. Por este motivo, além da necessidade de se fazer mais com menos, aprimorar os serviços prestados e reduzir os custos dos associados, a gestão deve ser conduzida de forma igualmente profissional, algo já realizado e que será levado adiante. Um bom exemplo está no gerenciamento das finanças da ABCZ, com a implantação de uma “Central de Custos”, com cada receita aplicada no próprio departamento que a gerou. “Eu explico: dinheiro advindo do PMGZ será investido no próprio programa, assim como a receita com registros serão destinadas à melhoria do Serviço de Registro Genealógico e assim sucessivamente”, esclarece Fred. Além disso, o software de gestão da ABCZ – o Produz – passará por inovações e, da mesma forma que os técnicos de campo, passará a atender os associados em assuntos extra-genética (sanidade, nutrição, manejo e adubação de pastagens).

Otimização da Infraestrutura – ABCZ, ao longo das últimas gestões, dotou o Parque Fernando Costa de uma completa estrutura para realização de eventos de promoção do zebu. Adquiriu a Estância Orestinho (OT), uma área com 70 hectares onde são desenvolvidos pesquisas e eventos voltados para inovação, transferência de tecnologia e treinamentos para associados e pecuaristas em geral. “Agora. vamos ainda mais além. Pretendemos oferecer aos associados e seus colaboradores cursos gratuitos e presenciais sobre manejo e adubação de pastagens, sanidade, reprodução, nutrição e bem-estar animal”, informa Fred.

Melhoria da Comunicação em Todas as Frentes – A ABCZ percorre o país e ouve sistematicamente os associados através de reuniões, encontros, eventos, meios eletrônicos, ouvidoria e pesquisas. Faz das críticas e sugestões uma ferramenta de melhoria contínua. A associação recebeu reclamações quanto à impossibilidade de consulta às datas de comunicação das cobrições. Essa questão já foi resolvida, da mesma forma que se tornou possível conferir e corrigir informações pendentes que necessitariam de um atendimento extra.

Fonte: Revista Pará +

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Mercados e Créditos

Mais carne bovina e leite, o desafio da pecuária brasileira

A pecuária brasileira está fechando 2013 com recordes importantes. No segmento de corte, o país encerra o ano com produção de 9,5 milhões de toneladas de carne e exportação de mais de US$ 6 bilhões, volume destinado a 150 países em todos os continentes. Em leite, a oferta interna é superior a 32 bilhões de litros, mantendo o país entre os maiores produtores mundiais.São números muito expressivos, não restam dúvidas. Mas, a melhor notícia é que há espaço para produzir mais e com resultado econômico superior para todos os elos da cadeia, a começar pelos pecuaristas de corte
e produtores de leite.

rebanho-bovino_repDe acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), na média, as propriedades pecuárias trabalham com cerca de 1 UA (unidade animal por hectare). É pouco. Dobrar esse indicador é perfeitamente possível. Temos conhecimento e tecnologia disponíveis para isso. Mas, para implanta-las, é preciso investir em genética (raças bovinas ­ como as zebuínas ­ que se adequam às condições brasileiras), em nutrição de qualidade, incluindo nesse quesito a necessária recuperação das pastagens, e em manejo sanitário. Tudo aliado à gestão profissional e mão de obra capacitada.Esse compromisso é coletivo e todos os agentes ligados à produção de carne bovina e de leite devem trabalhar para essa finalidade. As entidades de classe também devem ter participação ativa nesse processo.

A Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ) faz a sua parte. Entre várias iniciativas, a entidade desenvolve um importante programa de melhoramento genético (PMGZ), que contribui para o contínuo aprimoramento das raças zebuínas, base do rebanho nacional. Realiza a Expozebu e a Expogenética ­ as duas mais importante mostras da pecuária nacional, promove o Pró-Genética, programa que amplia a oferta de touros melhoradores para os pequenos criadores, possibilitando o acesso desses à genética de qualidade superior. Treina e capacita seus colaboradores e colaboradores dos seus associados (em 2013 são mais de 7.000 participantes), e gerencia o Brazilian Cattle, plataforma da exportação de genética zebuína para outros países de clima tropical.

Produzir mais e melhor não é um conceito etéreo. Em última análise, estamos falando em aumentar a oferta de carne vermelha e leite, duas proteínas animais da mais absoluta prioridade para a população brasileira e mundial. Aliás, a FAO, órgão da Organização das Nações Unidas para a alimentação, diz que até 2050 o mundo tem mais que dobrar a atual produção global de 50 milhões de toneladas de carne bovina e de 600 bilhões de litros de leite somente para atender à demanda por proteína vermelha naquele ano. Tudo isso, com respeito ao meio ambiente.

A própria FAO atribui ao Brasil papel preponderante nesse cenário e ressalta que o nosso país tem de dobrar a produção atual de carne bovina e leite para que o mundo seja abastecido em 2050.
A pecuária brasileira aceitou esse desafio e faz a sua parte. O contínuo melhoramento genético do rebanho nacional, estimado em 207 milhões de cabeças, está na base da evolução da produtividade, que possibilita a obtenção de melhores indicadores ano após ano. Os resultados de 2013 comprovam que estamos no caminho certo. Mas esse é um compromisso de cada um de nós.

Fonte: Dinheiro Rural