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Operação Trapaça: Abiec não espera danos à exportação de carne bovina

A deflagração, nesta segunda-feira, 6, da Operação Trapaça pela Polícia Federal (PF), terceira etapa da Operação Carne Fraca, não deve surtir efeito negativo sobre as exportações ligadas à cadeia de bovinos, uma vez que as unidades frigoríficas investigadas estão relacionadas à produção de aves, disse o presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne Bovina (Abiec), Antônio Jorge Camardelli.

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Fonte: Google

“A principal medida que deve ser tomada pela entidade é o reforço na interlocução com os compradores, no intuito de esclarecer que não há nenhuma relação com o setor de bovinos”, pontua o executivo.

Segundo Camardelli, a única preocupação da entidade é a de que a ocorrência de eventos como este acarrete um abalo generalizado à confiança do mercado internacional para com o País. “Com base nisso, já estamos reunidos com técnicos da Abiec para a preparação de um documento aos importadores, informando que se trata de um episódio pontual”, afirma.

A União Europeia, que já direcionou questionamentos ao governo brasileiro, deve ser um dos mercados a receberem o esclarecimento da entidade.

No ano passado, a exportação brasileira total de carne bovina – que considera o produto in natura, industrializado, além de cortes salgados e miúdos – alcançou 1,53 milhão de toneladas, volume 9,5% maior do que o total embarcado ao longo do ano anterior. “Com exceção do impacto negativo de 25% no primeiro mês da Carne Fraca, conseguimos até aumentar o preço médio do produto exportado”, comenta o executivo, reforçando que a primeira etapa da operação não afetou as vendas do setor.

O total da receita cambial com a exportações de 2017 foi de US$ 6,28 bilhões, o que representa um resultado 14% maior do que o obtido em 2016. Ainda segundo a Abiec, o melhor resultado mensal das exportações de carne bovina ocorrido em 2017 foi registrado em agosto, quando foram embarcadas quase 150 mil toneladas e faturados aproximadamente US$ 622 milhões – após a deflagração da Carne Fraca.

Fonte: BeefPoint

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Pecuária

Exportações de carne: volume sobe 1,7% e receita recua 6% – Globo Rural

Os números foram divulgados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec)

Foto: Thinkstock

Em volume, as exportações de carne bovina no período de janeiro a novembro, de 1,3 milhão de toneladas, superou o de igual período do ano passado em 1,7%. A receita, no entanto, ficou 6% abaixo, atingindo US$ 5 bilhões nos 11 meses computados de 2016. Os números foram divulgados em São Paulo, pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec). Segundo Antônio Jorge Camardelli, as variações do câmbio, alta somente no início do ano e queda nos meses seguintes, somado a problemas internos em países compradores, refletiram de forma negativa no balanço financeiro das exportações.

Caso da Venezuela. O país vizinho, que atravessa um período de turbulência extrema tanto na economia como na política, é um forte comprador do produto brasileiro. Neste ano, porém, deu um breque nas importações. Segundo Camardarelli, acaso repetisse o desempenho de anos anteriores, somente o país vizinho teria garantido que o faturamento total do Brasil praticamente se aproximasse do de 2015. A Venezuela gastou US$ 500 milhões em 2015.

Outros mercados importantes, como o da Rússia, do Irã e do Egito, igualmente diminuíram os embarques, informa Camardelli.

A Abiec espera fechar 2016 com um faturamento total de US$ 5,5 bilhões contra US$ 5,9 bilhões do ano passado. A carne nacional é destinada a 133 países. Para se ter ideia da expansão do setor, em 2005, eram 56 os mercados compradores.

Camardelli destaca o desempenho do mercado asiático na temporada 2016. Segundo ele, países como a China, Hong Kong, Filipinas, Malásia e Tailândia foram responsáveis por um faturamento de US$ 1,4 bilhão. “Houve um aumento expressivo de 30%”, ele diz Já o volume embarcado atingiu 361 mil toneladas, incremento de 38% na comparação com o período de janeiro a novembro de 2015.

Camardelli espera melhor desempenho das exportações para o próximo ano por conta do câmbio – que ele espera mais competitivo – e à maior disponibilidade de boi gordo. Ele adianta que as projeções de vendas para os países da Ásia e da América do Norte são positivas, podendo ser incrementadas em 180 mil toneladas. “São mercados com um preço médio alto para a carne bovina, o que pode ampliar a receita do setor em US$ 1 bilhão por ano.”

Liege Nogueira, que recentemente assumiu a diretoria-executiva da Abiec, em substituição a Fernando Sampaio, aborda a questão da Cota Hilton: “Esperamos chegar a 100% da Cota Hilton, que é de 10 mil toneladas. Destaco que 2016 está sendo o melhor ano para a indústria no cumprimento da cota, chegando a 92,9%”, afirma.

Por Sebastião Nascimento

Fonte: Globo Rural

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Pecuária

Mato Grosso conta com 10 municípios entre os maiores produtores de gado do Brasil – Olhar Direto

Dez municípios de Mato Grosso figuram entre os 40 maiores produtores de gado do Brasil. Cáceres possui o 4º maior rebanho com 1,024 milhão de cabeças, ficando atrás apenas de São Félix do Xingu (PA), Corumbá (MS) e Ribas do Rio Pardo (MS). Segundo o setor produtivo de mato-grossense, o Estado pode elevar a sua produção de carne com o empenho de tecnologia e mantendo 62% do território do Estado preservado.

Fonte: Internet
Fonte: Internet

Os números fazem parte do “Perfil da Pecuária no Brasil – Relatório Anual”, desenvolvido pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (ABIEC), em conjunto com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), parceira da entidade no projeto BrazilianBeef. Os dados da cadeia bovina foram calculados pela Agroconsul, a partir de uma metodologia adotada e desenvolvida em 2010 pelo Pensa USP – Centro de Conhecimento em Agronegócios.

Mato Grosso é detentor do maior rebanho bovino comercial do Brasil com 29,5 milhões de cabeças aproximadamente.

De acordo com o relatório divulgado pela Abiec, Cáceres possui o quarto maior rebanho bovino na divisão por municípios com 1,024 milhões de cabeças registradas em 2014. A pesquisa mostra um crescimento de 130,89% no comparativo com 1994 quando o município possuía apenas 443,5 mil cabeças.

Cáceres perde apenas para São Félix do Xingu (PA) com 2,213 milhões de cabeças, Corumbá (MS) com 1,761 milhão e Ribas do Rio Pardo (MS) com 1,099 milhão de cabeças.

Em 6º e 7º lugares surgem Vila Bela da Santíssima Trindade e Juara. O relatório revela um salto de animais em Vila Bela da Santíssima Trindade de 295,6 mil cabeças para 943,2 mil em 20 anos. Já Juara de 319,3 mil para 926,5 mil cabeças.

A pesquisa mostra que além de Mato Grosso, Pará e o Mato Grosso do Sul, Estados como Rio Grande do Sul, Goiás, Rondônia e Acre contam com municípios entre os 40 com maior rebanho bovino.

“A pecuária é o negócio de Mato Grosso. São 86 mil propriedades distribuídas entre os 141 municípios do Estado. A soja e o milho não atingem 100% de Mato Grosso como a pecuária. Temos muito que crescer ainda”, comentou ao Agro Olhar o superintendente da Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), Francisco Manzi.

Hoje, conforme Manzi, se Mato Grosso utilizasse as mesmas técnicas de produção de gado de 15 anos atrás para se atingir o atual rebanho de 29,5 milhões de cabeças seria preciso ter desmatado 18 milhões de hectares. “Mas, estamos crescendo sem abrir novas áreas. Temos hoje cerca de 62% no nosso território preservado. Os Estados Unidos tem a metade do rebanho bovino brasileira e produz mais carne. O Brasil e o Mato Grosso podem ter ganho de produção sem aumentar seu rebanho. Temos espaço para crescer verticalmente por meio do uso de tecnologias, como é o caso da Integração Lavoura-Pecuária”.

Como o Agro Olhar já comentou, há produtores que chegam a registrar ganhos em produtividade de aproximadamente 8 arrobas com o uso da Integração Lavoura-Pecuária.

Vila Rica salta 492,94%

Alta Floresta surge em 11º lugar, segundo a Abiec, com 747,5 mil cabeças, um incremento de 120,36% em relação as 339,2 mil registradas em 1994.

Pontes e Larceda é a 16ª com 663,5 mil cabeças, 86,36% a mais que as 356 mil de 20 anos atrás. A pesquisa mostra ainda Vila Rica em 17º com um crescimento de 492,94% em 20 anos em seu rebanho, de 110,6 mil cabeças para 655,9 mil.

Juína ocupa o 20º com 633,4 mil cabeças, alta de 247,75%. Porto Esperidião possui o 27º maior rebanho bovino do país com 574,4 mil cabeças, salto de 328,12% em 20 anos. Já Santo Antônio do Leverger é o 34º com 515,7 mil cabeças, incremento de 96,89% em 20 anos.

Por Viviane Petroli

Fonte: Olhar Direto