Categorias
Agricultura

Agricultor tem papel de destaque no fortalecimento da cadeia produtiva

Pará ocupa o topo da produção nacional de cacau, abacaxi e açaí. Outras culturas, como a da soja, estão surgindo como grandes potenciais para o agronegócio paraense.

 

Foto: DIEGO INOVE / DIVULGAÇÃO

Nesta quarta-feira (28) é comemorado o dia do agricultor. A data celebra a importância desses trabalhadores para o crescimento econômico do país e para a sociedade. No Pará, a Agência de Defesa Agropecuária do Pará (Adepará) tem cadastrado 5.912 agricultores que desenvolvem atividades na área vegetal. O órgão tem a missão de planejar e executar ações que promovam a sanidade e a qualidade da produção agropecuária, contribuindo para o desenvolvimento sustentável e competitivo do agronegócio.

A agricultura do Pará desempenha um papel muito importante na economia brasileira. O Pará está no topo da produção nacional de cacau, abacaxi e açaí, além de ocupar a oitava posição na produção de banana. Outras culturas, como a da soja, estão surgindo como grandes potenciais para o agronegócio paraense.

Foto: Divulgação

A produção de citros também está crescendo, com destaque para o município de Monte Alegre, no Baixo Amazonas, que é considerado o maior polo produtor de limão Thaiti do Pará.

Dados da Unidade de Certificação Fitossanitária de Origem (UCFO) da Adepará, apontam 6.613 propriedades cadastradas no Estado.

Para Jamir Macedo, diretor-geral da Adepará, o agricultor tem um papel fundamental para o desenvolvimento econômico, em todos os 144 municípios paraenses.

“É um profissional responsável pelo manejo dos mais diversos tipos de plantação, desde a semeadura até a colheita. E a Agência atua em todas as etapas da sua produção, executando ações que visam promover e manter a sanidade dos produtos oriundos dessa atividade, contribuindo para o aumento da produção, consequentemente maior geração de emprego e renda para o nosso Estado”, explicou.

 

 

Há 40 anos trabalhando com agricultura familiar, a agricultora Maria Leocádia Siqueira, moradora de Marituba, comunidade Boa Vista, na Grande Belém, tem como “carro-chefe” a produção de hortaliças, além de pequenos plantios de mandioca, açaí, pupunha e milho. Ela sempre trabalhou na roça e orgulha-se de ter criado os filhos a partir da comercialização dos produtos da agricultura.

“Criei meus filhos trabalhando diretamente com a produção de hortaliças folhosas e frutíferas. Já fui beneficiada com um projeto de crédito viabilizado pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater), e isso contribuiu significativamente para o aumento da minha produção”. E completa: “eu tenho orgulho de ser agricultora, de fazer o que eu faço, acordar cedo, trabalhar, vender minhas hortaliças e contribuir para o crescimento do Pará”, contou.

Atuação

A atuação da Adepará se dá na atenção ao controle de qualidade, bem como de inspeção, padronização e armazenamento de produtos e subprodutos de origem animal e vegetal, cumprindo com as legislações Estadual e Federal. As medidas executadas abrangem o pequeno, o médio e o grande produtor, em todo o território do Pará, sendo essenciais para que os produtos paraenses atendam ao mercado interno e possam competir em preço e qualidade no restante do país.

Foto: Divulgação

Estão entre as atribuições da instituição, estabelecer medidas de prevenção e monitoramento sobre as ocorrências zoofitossanitárias no Pará, exercer atividades de vigilância epidemiológica para o diagnóstico precoce de doenças e pragas, como também elaborar e propor normas legais para assegurar a sanidade animal e vegetal.

Cadastro 

De acordo com Raimundo Cunha, da UCFO, para realizar o cadastro junto à Adepará, o agricultor deve procurar um dos 144 escritórios do Estado.

“Em números gerais, chegamos a 8.420 Unidades Produtivas, e a Adepará trabalha em parceria com os agricultores para aumentar esse número e fortalecer o setor produtivo”, explicou. Os dados são do Sistema de Integração Agropecuária (Siapec).

 

 

Cacau
Foto: Pedro Guerreiro / Ag. Pará

Mais da metade do cacau produzido no Brasil é paraense.

Em 2020, a produção da fruta no Estado foi de 144.663 toneladas, o equivalente a 52% da produção nacional. A Adepará é responsável pelo planejamento e execução de atividades que promovam a sanidade e a qualidade da produção agrícola. Cerca de trinta mil produtores atuam com a cacauicultura no Estado, em 29 municípios. Medicilândia, Tucumã e Tomé-açu lideram o ranking de produção paraense.

 

Banana

Com 33.662 hectares de área plantada e uma produção de 381.248 toneladas ao ano, o Pará é o 8º produtor de banana no ranking nacional. 38,27% da produção paraense de banana é proveniente da Transamazônica. As principais variedades produzidas no Pará são: banana Prata (90% em Belém consome essa variedade), Mysore, Nanica, Comprida, Conquista, Branca (maçã) e a Inajá.

Abacaxi

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Pará é o maior produtor de abacaxi do Brasil, com uma produção de 22.726 unidades por hectare. A fruta, cultivada em uma área de 18.779 hectares, tem sua produção acompanhada pelos técnicos Adepará, por meio do Programa Fitossanitário da Cultura do Abacaxi.

Os municípios de Floresta do Araguaia, Conceição do Araguaia, na região sudeste, e Salvaterra, no arquipélago do Marajó, são os maiores produtores.

Comércio

A rastreabilidade do fruto garante o comércio de abacaxi paraense dentro e fora das fronteiras nacionais. Ou seja, sua cadeia produtiva está organizada e passível de acompanhamento desde o momento da produção até à comercialização do fruto, o que garante ao consumidor informações sobre a origem e as práticas de produção do produto consumido.

A ferramenta utilizada para fazer esse rastreio de frutas e vegetais frescos no Pará é o Guia de Trânsito Vegetal (GTV), documento que deve acompanhar as cargas de vegetais dentro do Estado. A Guia é emitida pela Adepará com base nas informações de cadastro de produtores. Ela identifica a origem, rota, quantidade do produto, finalidade e seu destino.

Fonte:  (ADEPARÁ)

Por: Agência Pará

Categorias
Meio Ambiente

Votorantim vai usar caroço de açaí como fonte de energia

A Votorantim vai substituir sua matriz energética (coque de petróleo, não renovável) pela queima de caroços de açaí como fonte de energia em sua fábrica de cimento no município de Primavera

A Votorantim vai substituir sua matriz energética (coque de petróleo, não renovável) pela queima de caroços de açaí como fonte de energia em sua fábrica de cimento no município de Primavera, nordeste do Pará. A empresa recebe o apoio do Governo do Estado, via secretarias de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia (Sedeme) e de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas), que concedeu Selo de Prioridade ao projeto por meio de Protocolo de Intenções assinado no dia 14 passado.

Com este selo, todos os trâmites de implantação terão prioridade em órgãos do governo, como a própria Semas e o Corpo de Bombeiros. A intenção é garantir as vantagens da nova fonte energética o mais rápido possível. “O caroço de açaí é uma fonte renovável e hoje é um problema ambiental, mas assim se transforma em solução, explica o titular da Sedeme, Adnan Demachki. “Haverá uma diminuição significativa na emissão de C02 e a não-emissão de dióxido de enxofre, além de gerar alternativas novas de renda em municípios de baixo IDH e para famílias praticamente sem renda”. A previsão é de que a Votorantim irá consumir, por ano, mais de 100 mil toneladas de caroços de açaí.

A Votorantim está comprando os caroços secos (no máximo, 10% de umidade) da fábrica Ecobiomassa, de Igarapé-Miri, que por sua vez adquire os caroços “brutos” pela região (Abaetetuba, Mocajuba, Barcarena, Igarapé-Miri). Este ano, já foram transportados, em caminhões, 2,5 toneladas de caroços para Primavera.

“Este projeto piloto foi exitoso e a expectativa agora é fornecer numa escala maior”, informa o dono da Ecobiomassa, Marcos Tadeu Bragatto. “Isto resolverá o problema dos resíduos gerados pela grande quantidade de caroços em Igarapé-Miri e região e também será uma fonte a mais de renda para pequenos produtores”.

Reaproveitamento seria solução também para a capital paraense

Como a Votorantim é uma gigante, espera-se que este tipo de solução seja seguido por outras empresas, até para resolver também um problema sério em Belém: 50% dos resíduos sólidos produzidos na capital são caroços de açaí (130 mil toneladas/ano).

Em Igarapé-Miri e região, o recolhimento dos caroços se dá por meio de bags (recipientes de plástico que parecem sacos gigantes) que são colocados por um munch num caminhão e substituídos por outros vazios.

“A Política Estadual do Açaí, implementada pelo Governo do Pará, vai tornar este fruto uma coqueluche mundial”, garante Adnan Demachki. “A partir de ações da Sedeme, 12 empresas já ampliaram, estão ampliando suas instalações ou implementam novas indústrias, com vistas a verticalizar a cadeia em produtos com valor agregado”.

Com isto, a produção de caroços de açaí vai crescer exponencialmente e “precisamos transformar este fato, ao invés de um problema, em fonte de renda: quem se interessar pode procurar a Sedeme que apoiaremos os projetos”, conclui Adnan.

Pelo Protocolo de Intenções assinado com o Governo do Estado, a Votorantim se compromete também a apoiar a implantação de cooperativa de secagem de caroço de açaí; participar dos estudos de viabilidade de plantação e produção de capim-elefante para produção de biomassa e estimular a produção de açaí na região de atuação da indústria.

Por Edson Coelho

Fonte: Agência Pará

Categorias
Eventos do Agronegócio

“Superalimentos” como o açaí brasileiro invadem feira alimentar no Japão

América Latina está expondo produtos da região na Foodex 2018

Estande brasileiro na Foodex 2018, no Japão. São esperados cerca de 85 mil visitantes na feira (Foto: CHRISTOPHER JUE/EFE)
ESTANDE BRASILEIRO NA FOODEX 2018, NO JAPÃO. SÃO ESPERADOS CERCA DE 85 MIL VISITANTES NA FEIRA (FOTO: CHRISTOPHER JUE/EFE)

A América Latina está expondo no Japão seus “superalimentos”, produtos com um alto valor nutricional, como a quinoa peruana e o açaí brasileiro, buscando abrir caminho para estes e outros produtos no mercado asiático, no marco da Foodex 2018, a maior feira de alimentação da Ásia.

A grande feira voltada para a alimentação e a gastronomia, para a qual são esperados cerca de 85 mil visitantes até o seu encerramento na sexta-feira (09/03), acolhe na sua 43ª edição 3.466 empresas de 83 países, entre elas, dezenas de companhias de 11 países latino-americanos.

“O ser humano quer viver mais tempo e, sobretudo, viver melhor e com maior qualidade de vida”, explicou à Agência Efe Gustavo Pereda, responsável da empresa peruana Interamsa Agroindustrial, que se dedica a exportar quinoa e chia, entre outros grãos, ao Japão.

A quinoa, um cereal ancestral peruano, se transformou em um alimento muito demandado entre aqueles que preferem não comem carne – ou consumem menos – pela sua alta dose de proteínas e o seu valor nutricional.

Açaí do Brasil
Já o Brasil tingiu de roxo seu estande da Foodex 2018 com o açaí, muito apreciado no país e que tem todas as propriedades para cair no gosto dos asiáticos.

Originário de uma palmeira da região amazônica, o açaí é uma fruta rica em proteínas, fibras e lipídios e que pode ser consumida de diversas formas: sucos, doces, vitaminas, sorvetes e geleias. Na região de origem, a polpa do açaí é muito consumida com farinha de mandioca ou tapioca.

O açaí também é um ótimo energético, sendo que cada 100 gramas possuem 250 calorias. A fruta também é rica nas vitaminas C, B1 e B2 e possui uma boa quantidade de fósforo, ferro e cálcio.

Fonte: Negócios

Categorias
Fatos e Acontecimentos

Produtores de Peixe-Boi recuperam áreas de preservação com apoio da Emater – Agência Pará


FOTO: ASCOM/ EMATER
DATA: 20.01.2017
PEIXE-BOI – PARÁ

A partir de parceria entre a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Pará (Emater), o Instituto de Desenvolvimento Florestal (Ideflor-bio) e a Prefeitura de Peixe-Boi, no nordeste do Estado, o projeto Renascente Municipal desenvolve atividades como oficinas e mutirões, mobilizando as famílias dos produtores locais. Há três anos, a iniciativa já viabilizou a implantação de viveiros, que juntos contêm mais de 30 mil mudas de espécies diversas.

O projeto contempla a recuperação das Áreas de Preservação Permanente da margem do Rio Peixe-Boi, por meio de ações como os mutirões que ocorrem neste mês em dois dos viveiros implantados no município. O primeiro foi na última terça-feira (17), no viveiro Ananim, e o segundo na comunidade Terceira Travessa, da Colônia Pedro Teixeira, na quarta (18), com a participação das famílias dos produtores cadastrados.


FOTO: ASCOM/ EMATER
DATA: 20.01.2017
PEIXE-BOI – PARÁ

No viveiro Ananim foram feitos a capina, o plantio de 9.483 mudas de açaí e o manejo de espaçamento; no viveiro da comunidade Terceira Travessa, o mutirão fez o manejo de espaçamento (conforme o tamanho das mudas) e o plantio de 12 mil palmeiras de açaí. Em cada mutirão, membros de sete famílias cadastradas participaram. O técnico em agropecuária Cleto Cella, da Emater em Peixe-Boi, orientou os serviços, com o apoio do engenheiro agrônomo Sérgio Wagner da Silva Holanda, da regional de Capanema, no trabalho da comunidade Terceira Travessa.

O projeto Renascente de recuperação do Rio Peixe-Boi ocorre em quatro municípios do nordeste paraense, fazendo o trabalho de revitalização e reflorestamento das margens assoreadas do rio pela implantação de Sistemas Agroflorestais. As mudas de espécies diversas são cultivadas de acordo com os interesses manifestados dos próprios ribeirinhos, que participam ativamente das oficinas e mutirões.

Por Edna Moura

Fonte: Agência Pará

Banner rodapé fornecedor

Categorias
Pecuária

Governo e CEF assinam termo para financiamento do setor agropecuário paraense – Agência Pará

Um protocolo de intenções assinado na quinta-feira (19) entre o governo do Estado – por intermédio das secretarias de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia (Sedeme) e de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (Sedap) – e a Caixa Econômica Federal vai garantir a destinação de crédito rural para os produtores no Pará. O termo de cooperação beneficiará produtores e cooperativas rurais.

As linhas de crédito, a serem disponibilizadas pela Caixa Econômica, serão destinadas a operações de custeio, comercialização e investimentos agropecuários. Ao governo, caberá divulgar as ações da CEF no financiamento de projetos rurais e informar previamente as datas dos eventos para permitir a participação do banco. 

Na ocasião, o titular da Sedeme, que assinou o termo junto com o vice-presidente da CEF, Fábio Lenza, destacou o plano de desenvolvimento econômico e social elaborado pelo governo estadual, o “Pará 2030”, e suas cadeias de investimento no agronegócio, em especial a pecuária sustentável, além das culturas do cacau, do açaí, de grãos e da produção de óleo de palma.

Titular da Sedap, Giovanni Queiroz, elogiou o acordo. “Com isso, a Caixa estende a mão ao produtor rural e fomenta a verticalização no estado”. Já Fábio Lenza ressaltou a importância do agronegócio no Brasil – segundo ele, “o único setor a continuar crescendo no país apesar da crise” – e o papel da Caixa nesse cenário. “A instituição não poderia deixar de apoiar o setor que verdadeiramente impulsiona o Brasil.”

Por Tylon Maués

Fonte: Agência Pará

 

Banner rodapé fornecedor

Categorias
Cursos e Concursos

Emater capacita extrativistas de Chaves no manejo de açaizais de várzea – Agência Pará

FOTO: ASCOM / EMATER PA
DATA: 03.01.2017
CHAVES – PARÁ

Cinquenta e quatro extrativistas da comunidade Nossa Senhora de Nazaré, na Ilha Caviana, em Chaves, município do Marajó, participaram de uma capacitação em manejo de açaizais de várzea ofertada pelo escritório local da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater) em parceria com a Embrapa do Amapá. O curso permitiu aprimorar os conhecimentos dos agricultores familiares para aumentar a produção do fruto.

A Emater vem garantindo assistência técnica à comunidade desde 2011 no manejo de açaizais nativos de várzea, com resultados satisfatórios, a partir da qual foi possível implantar, na própria comunidade, uma Unidade de Aprendizagem de Manejo de Açaizais. Em 2017, o objetivo é dar continuidade às capacitações para que se possa avaliar os resultados obtidos na Unidade.

FOTO: ASCOM / EMATER PA
DATA: 03.01.2017
CHAVES – PARÁ

Segundo o engenheiro agrônomo Orlando Sauma Lameira, chefe do escritório local da Emater, estão previstas no município mais três capacitações este ano, com apoio do Projeto Bem Diverso”. Segundo Lameira, na última capacitação de 2016, os extrativistas receberam, com o apoio do projeto, um kit contendo botas, capacetes, terçados, machados, cavadeiras retas e trenas.

O curso abordou tópicos como o novo código florestal, diversidade e estrutura das florestas de várzea, princípios e requisitos para o manejo desse ecossistema, licenciamento ambiental e manejo sustentável de açaizais. Na parte prática, os participantes fizeram pontos de demarcação de blocos, inventário florestal, planejamento de intervenções e intervenções de manejo.

Por Edna Moura

Fonte: Agência Pará

Banner rodapé fornecedor

Categorias
Fatos e Acontecimentos

Resíduos do açaí se transformam em assento de bancos escolares – Agência Pará

Fruto símbolo do Pará, o açaí, tomado puro, na tigela com farinha, com ou sem açúcar, versátil como é, já virou sabor de sorvete, iogurte e até energético. Pesquisas mostram que, além de saboroso, o açaí é rica em ferro e também um potencial redutor do nível de colesterol. Mas se engana quem pensa que os benefícios do fruto terminam aí. Eles são muitos e vão da polpa até o caroço. 

Em Salvaterra, no Arquipélago do Marajó, o fruto ganhou outra utilidade. A partir da coleta dos caroços descartados pelos batedores artesanais de açaí é possível produzir, acredite, assentos de bancos escolares. Com cerca de 900 gramas do caroço triturado são confeccionados assentos destinados a escolas públicas rurais do município, frequentadas normalmente por crianças carentes.

A ideia de transformar os caroços em bancos foi tema do Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) da egressa de Tecnologia de Alimentos da Universidade do Estado do Pará (Uepa), campus Salvaterra, Joseane Gonçalves Rabelo, 42 anos. O Trabalho foi orientado pela doutora em Engenharia Agrícola, Carmelita de Fátima Amaral Ribeiro, pela co-orientada Núbia Santos, e auxiliado pelo Técnico de Laboratório Rosivan Matos. 

Na cidade marajoara, Joseane e Carmelita notaram o acúmulo de resíduos gerados pelos batedores artesanais e por não ter nenhum tipo de beneficiamento, os caroços ficavam acumulados pelas ruas. “Isso traz poluição. Com o trabalho, a intenção é retirar esses resíduos, que nada mais são do que lixo depositado nas ruas, promovendo mau odor, atraindo ratos e gerando uma poluição visual cada vez maior”, diz a professora Carmelita de Fátima.

A produção do móvel ocorreu por etapas. As sementes foram coletadas, em seguida lavadas e secadas ao sol por um período de 25 a 30 dias. No laboratório, os caroços foram triturados, peneirados, adicionados à cola branca e, posteriormente, enformado e prensado. A prensagem ocorreu no Laboratório de Design do Centro de Ciências Naturais e Tecnologia (CCNT), em Belém.

O resultado do processo foi uma chapa de conglomerado, moldada na altura, tamanho e espessura para o assento do banco usado pelas crianças. As pernas foram produzidas a partir da madeira típica da região, a Ananin. O banco foi testado até por adultos, que aprovaram a ideia. Segundo a professora Carmelita, o material produzido a partir de resíduos agroindustriais de açaí é de extrema resistência.

“Eles ficaram prontos em menos de um dia, sendo que tem um tempo a mais de secagem dos materiais para poder montar. O banco mede aproximadamente 40 x 40 cm², já direcionado para as crianças. O material tem flexibilidade, durabilidade e pode ser usado na fabricação de qualquer móvel como mesas, cadeiras, estantes, além de quadros para paredes”, diz a professora.

A tecnóloga em alimentos Joseane Gonçalves almeja produzir o móvel para as crianças em grande escala e já pensa na possibilidade de confeccionar bancos também para as praças de Salvaterra. “A maioria dos bancos de concreto nas praças estão quebrados, sem falar nos colégios, que muitos não têm. O nosso produto era um que estava no lixo e hoje podemos reaproveitar”, ressalta.

Por Renata Paes

Fonte: Agência Pará

Banner rodapé fornecedor

Categorias
Agronotícias

Pará bate recorde na produção de cacau em 2016 – Agência Pará

Mendes informou que a atividade cacaueira no Pará gerou neste ano, uma receita de R$ 888 milhões e uma safra de 118,4 mil toneladas de cacau, passando à frente do maior produtor brasileiro, a Bahia, que sofreu queda na produção por causa da seca no estado. “A nossa produtividade também é a maior do mundo, 948 quilos/ha, com 170 mil hectares plantados, gerando 283 mil empregos, 57 mil deles diretos”, enfatizou o pesquisador da Ceplac.

A reunião do Funcacau, presidida pelo titular da Sedap, Hildegardo Nunes, discutiu as ações prioritárias a serem implementadas em 2017 no setor. Em razão do crescimento da produção é necessário investir na infraestrutura laboratorial, pondo em funcionamento a biofábrica de cacau, já montada em Medicilândia, na região da Transamazônica, para produção de mudas enraizadas.

Para formar demanda à biofábrica e viabilizar o projeto serão incluídos o açaí e a mandioca. Uma parceria com a Universidade Federal do Pará (UFPA) vai viabilizar o Laboratório de Análise Sensorial para classificação das amêndoas de cacau que hoje é feita em Itabuna, na Bahia. Está previsto também o processo de certificação de indicação geográfica para o cacau de várzea e orgânico.

Será intensificado o treinamento nas unidades de processamento artesanal de chocolates de origem, incluindo as bombonzeiras. A transferência de conhecimento e difusão de tecnologia serão feitas por meio de clínicas tecnológicas e oficinas para produção de cacau orgânico e técnicas de irrigação. Na área de Defesa Sanitária, estão previstos a capacitação de técnicos ao Plano de Contingência da Monilíase para impedir a contaminação dos plantios no Pará, além do reforço no combate à Vassoura de Bruxa.  

O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Pará (Faepa), Carlos Xavier, propôs a implantação de 250 pequenas unidades processadoras de chocolate, com recursos do Funcacau, Conselho do Agronegócio (Consagro) e do Fundo de Aval da Assembleia Legislativa do Pará (Alepa). Por sugestão do secretário Hildegardo Nunes, a proposta será discutida na próxima reunião do Funcacau, marcada para o dia 17 de janeiro, juntamente com o projeto que prevê a assistência técnica e extensão rural para sustentabilidade das unidades de produção familiar na cadeia produtiva do cacau, já que os assuntos estão coligados.

Por Leni Sampaio

Fonte: Agência Pará

Banner rodapé fornecedor

Categorias
Fatos e Acontecimentos

Viveiro implantado em Mosqueiro poderá produzir até 60 mil mudas – Agência Pará

FOTO: ASCOM EMATER DATA: 21.11.2016 MOSQUEIRO - PARÁ
FOTO: ASCOM EMATER
DATA: 21.11.2016
MOSQUEIRO – PARÁ

A montagem da irrigação de um viveiro, com capacidade estimada para 60 mil mudas, foi finalizada este mês no Projeto de Assentamento Paulo Fonteles, no distrito do Mosqueiro. O trabalho foi realizado pela Diretoria de Desenvolvimento da Cadeia Florestal (DDF), do Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do Estado do Pará (Ideflor-bio).

Considerado um dos maiores construídos pelo Instituto, o viveiro conta hoje com cerca de 25 mil mudas produzidas pelos assentados. Açaí, maracujá, cupuaçu, pupunha e maranhoto são algumas das espécies já produzidas pela comunidade, com o apoio do Ideflor-bio.

Os viveiros florestais são os locais nos quais são produzidas mudas de plantas e que reúnem todas as condições necessárias para o seu desenvolvimento. As plantas que ali estão em fase inicial de desenvolvimento, geralmente são de espécies nativas da região onde se encontra instalado o viveiro, e o destino delas em grande parte é o reflorestamento – para recomposição da mata ciliar e de áreas degradadas, entre outros.

Além da montagem do Viveiro, a DDF já realizou outras atividades no Projeto de Assentamento, e exemplo de um curso prático de produção de mudas, ministrado em parceria com a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater) e a Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra), no mês de agosto.

A DDF coordena a execução de projetos de produção e de restauração florestal, com base em Sistemas Agroflorestais (SAFs) comerciais, para fins de recuperação de áreas alteradas, promoção de incremento econômico, consolidação de práticas sustentáveis de uso e de aproveitamento dos recursos naturais, contribuindo com a redução da pressão do desmatamento sobre as áreas de floresta e do passivo ambiental em áreas de agricultores familiares.

O Projeto de Assentamento Paulo Fonteles está situado na estrada da Baia do Sol, a cerca de cinco quilômetros da estrada do Carananduba, e soma uma área de 927,9399 hectares, sendo parte utilizada como reserva ambiental. No local, as famílias praticam a horticultura, a piscicultura, a criação de pequenos animais e a extração do látex da borracha para uso no artesanato e culturas de subsistência como a mandioca.

Por Denise Silva

Fonte: Agência Pará

Banner rodapé fornecedor

Categorias
Fatos e Acontecimentos

Emater e Embrapa debatem implantação do Arranjo Produtivo Local do Açaí no Pará – Agência Pará

Foto: Ascom Emater
Foto: Ascom Emater

Técnicos da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater-Pará) começaram a analisar, durante reunião realizada na quarta-feira (16), a proposta de implantação do Arranjo Produtivo Local do Açaí (Aplaçaí) no Pará. O encontro foi no Escritório Central da Emater, em Marituba.

Na reunião foram apresentadas três regiões de Arranjos Produtivos Locais do Açaí: Arranjo Marajó, Nordeste Paraense e Tocantins. No primeiro, cinco municípios estão inseridos (Breves, Curralinho, Muaná, Ponta de Pedras e São Sebastião da Boa Vista). No Nordeste Paraense, seis municípios fazem parte (Castanhal, Igarapé-Açu, Inhangapi, Paragominas, São Miguel do Guamá e Tomé-Açu). E no Arranjo Tocantins, cinco cidades foram selecionadas (Abaetetuba, Igarapé-Miri, Cametá, Limoeiro do Ajuru e Oeiras do Pará).

FOTO: ASCOM EMATER DATA: 24.03.2015 BAGRE - PARÁ
FOTO: ASCOM EMATER
DATA: 24.03.2015
BAGRE – PARÁ

O nivelamento das ações das duas empresas relativas impulsiona outros importantes projetos complementares, nas áreas de pesquisas e conhecimento, que auxiliam a proposta de sustentabilidade socioeconômica e ambiental dos empreendimentos que envolvem os produtores de açaí.

Nesse cenário, encontram-se mais de 13 mil pequenos proprietários ribeirinhos, mais de 15 mil batedores artesanais, agroindústrias locais e exportadoras, entre outros elementos ativos da cadeia produtiva. Tais atividades agregam para a agricultura familiar oportunidades de geração de renda por meio do fruto durante todo o ano, seja comercializando a matéria-prima do açaizeiro, ou mesmo os subprodutos.

O desafio inicial do projeto será a implantação de um portal que apresentará informações sistematizadas sobre mercado e relações socioeconômicas entre os diferentes agentes que atuam na cadeia produtiva para disponibilizá-las a todos os interessados. Pela Embrapa, lidera o projeto Alberto Willian Viana de Castro. Já pela Emater, quem está à frente é o diretor-técnico Rosival Possidônio.

Por Edna Moura

Fonte: Agência Pará

Banner rodapé fornecedor