Categorias
Agroeconomia

Preço da soja sobe, mas efeito no Brasil é limitado, diz Cepea – Globo Rural

Indicador do Cepea registra elevação na última semana, mas ainda não reverte baixa acumulada no mês de julho

Fonte: Internet
(Foto: José Medeiros/Ed. Globo)

 

Um mercado global mais aquecido e a expectativa de um consumo recorde nas safras 2015/2016 e 2016/2017 ditaram o ritmo dos preços internacionais da soja na última semana. É o que informa, nesta segunda-feira (18/7), o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

“Além disso, previsões de clima quente e baixo volume de chuva nos EUA para as próximas semanas, quando as lavouras entram em importante fase de desenvolvimento, também influenciaram as altas”, informam os pesquisadores.

No mercado brasileiro, entre os dias 8 e 15 de julho, o indicador do Cepea, com base no Porto de Paranaguá (PR), teve alta de 1,7%, fechando R$ 89,17 a saca de 60 quilos. A referência com base na média de negócios no Paraná subiu 1,6% no período, chegando a R$ 84,42 a saca.

No entanto, o efeito dessas altas da semana passada sobre os preços internos foi limitado, segundo a instituição. A desvalorização do dólar em relação ao real desfavorece as exportações do grão e inibe negócios. Vendedores estão retraídos e compradores demonstram certa apreensão com os preços, afirmam os pesquisadores.

A elevação nos indicadores da última semana ainda não foi suficiente para reverter a baixa acumulada neste mês. Até a última sexta-feira, o indicador do Cepea base Paranaguá tinha queda de 3,09%. A referência baseada na média do Paraná caiu 2,72% até o dia 15. Ainda assim, as cotações se mantêm em níveis considerados elevados, variando entre R$ 84 e R$ 90 a saca de 60 quilos.

Fonte: Globo Rural

Categorias
Fatos e Acontecimentos

Atoleiros na Transamazônica dificultam tráfego de veículos no Pará

Durante o inverno amazônico, com as chuvas mais intensas, os atoleiros na rodovia Transamazônica se multiplicam. A estrada vira um caos, e complica a vida de motoristas e passageiros, que são obrigados a fazer uma viagem demorada e perigosa.
Quem precisa viajar pela rodovia Transamazônica entre os municípios de Itupiranga e Marabá, ambos na região sudeste do estado, enfrenta um trecho de mais de um quilômetro de atoleiros, que deixam o trânsito parado. Sem poder seguir viagem, dezenas de caminhões estacionam a beira da estrada e esperam o tempo melhorar.

Quem tenta passar, se arrisca. “Daqui até Itupiranga está crítico, muito crítico. É prejuízo para quem precisa e para nós né, que precisamos trafegar”, lamenta o motorista Kennedi Dantas.
Muitos motoristas que tentam passar pelo atoleiro, acabam ficando no meio do caminho. “Todo ano é desse jeito, complicadíssimo”, afirma Manoel, um dos motoristas que tentava passar pelo local. Segundo o condutor, ele já estaria parado no local há mais de três horas.

Um ônibus que vinha da cidade de Tucumã precisou parar na estrada. “É um sacrifício. A gente já vem lutando a mais de dez anos que eu tô nessa linha aqui, e é cada vez pior”, comenta o motorista do ônibus, Francisco Wellington.
Uma ambulância trazia um índio que estava com a perna quebrada. Há horas na estrada, o motorista tentava chegar ao hospital mais próximo. “Eu vim de manhã e não deu [para passar]. Aí eu vim agora e está do mesmo jeito”, conta Francisco João da Silva.

Os caminhoneiros, quem precisam da rodovia para trabalhar, reclamam da situação. “Eu gasto dois dias, dois dias e pouco no asfalto, e aqui são 4 ou 5 dias”, enumera o condutor José Arnaldo Pereira. “Se não for os amigos entre si, o cara apodrece aí. Passa aí na beira da estrada, e ninguém dá assistência nenhuma”, ressalta outro motorista, José Gonzaga.
Por telefone, a unidade do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) em Marabá informou ao G1 que o trecho da rodovia Transamazônica entre Itupiranga e Marabá, que tem 40km, é quase todo asfaltado. O trecho em que não há asfalto seria de apenas um quilômetro, mas estaria em boas condições de tráfego.

 

Fonte: G1 Pará (Reprodução/TV Liberal)