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Adepará planeja diretrizes para 2022 com participação do Ministério da Agricultura

O evento promovido pela Agência também discutiu a programação de capacitações e reuniões técnicas.

Planejar as metas de defesa animal da Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (Adepará) e discutir futuras diretrizes são os principais objetivos da primeira “Semana do Planejamento das Atividades Técnicas da Defesa Animal para o exercício de 2022”, que ocorre no período de 23 a 27, na sede da Escola de Governança Pública do Estado do Pará (EGPA).

 

No evento são definidas as diretrizes e ações para a continuidade do trabalho de fiscalização e defesa sanitária no Pará Foto: Marcelo Seabra / Ag.Pará

“Este é um momento muito importante para nós, pois é uma oportunidade na qual traçamos as metas para o próximo ano, trocamos ideias e nos alinhamos às diretrizes do Mapa. Também discutimos e planejamos a nossa programação de capacitações/reuniões técnicas, indispensáveis para que a Agência possa planejar e executar ações que promovam a sanidade e a qualidade da produção agropecuária, contribuindo para o desenvolvimento sustentável e competitivo do agronegócio no Estado do Pará”, destacou a gerente de Defesa Animal da Adepará, Melanie Castro, que coordena a Equipe Estadual de Supervisão e Padronização (EESP).

 

 

Planejamento

 A defesa agropecuária atua para evitar prejuízos à produção agrícola e pecuária, criando barreiras contra pragas e doenças no Pará. Participam da Semana de Planejamento 12 gerências e suas equipes. Já foram discutidas e planejadas mais de 300 ações para o próximo ano.

Foto: Marcelo Seabra / Ag.Pará

A médica veterinária Zila Cristina Bacelar Sidônio, auditora fiscal federal agropecuária do Serviço de Fiscalização de Insumos Pecuários e Saúde Animal, do Mapa, disse que “essa reunião realizada pela Adepará é uma demonstração clara da organização e transparência da gestão, facilitando a troca de ideias entre os setores da Agência”.

Foto: Marcelo Seabra / Ag.Pará Auditora Zila Sidônio, representante do Ministério da Agricultura

“Nós, do Ministério da Agricultura, ficamos extremamente satisfeitos com o convite para participar das apresentações e poder contribuir com as atividades planejadas.

As apresentações foram técnicas e objetivas, o embasamento para a programação foi pautado na legislação vigente e atende às particularidades de cada programa”,avaliou a auditora do Mapa.

Também participaram os auditores federais do Mapa/SFA/PA, Jorge Reis, do Programa da Sanidade Equídea, Raiva dos Ruminantes e Encefalopatia Espongiforme Bovina, e Raimundo Leal, do Programa de Controle e Erradicação da Brucelose e Tuberculose e Raiva de Herbívoros.

Agricultura sustentável

A Adepará alinha suas ações aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), da Organização das Nações Unidas (ONU), visando garantir a segurança alimentar e a melhoria da nutrição, por meio da promoção de uma agricultura sustentável, conforme estabelece o ODS 2.

Entre as atividades desenvolvidas pela área de Defesa Animal da Agência estão: coordenação e execução de programas de controle e erradicação de pragas e doenças de animais; controle do trânsito intra e interestadual de animais e produtos de origem agropecuária e florestal, em postos de fiscalização zoofitossanitários; coordenação e execução de programas de Educação Sanitária Animal; inspeção e fiscalização da qualidade dos insumos e serviços nas atividades agropecuárias que compõem o agronegócio paraense; inspeção, classificação e padronização de produtos de origem animal, seus subprodutos, derivados e resíduos de valor econômico; cadastramento e credenciamento de profissionais que prestam serviços de sanidade animal e atualização dos informes zoofitossanitários.

Foto: Marcelo Seabra / Ag.Pará Jefferson Oliveira, diretor de Defesa e Inspeção Animal

“A defesa é feita por todos nós, e estamos felizes de estarmos em um novo momento na Agência, de quebra de paradigmas. Antes, estávamos sempre resolvendo problemas. Agora, conseguimos planejar as nossas ações, o que consequentemente nos coloca em outro patamar, nos permitindo proporcionar uma defesa com muito mais efetividade. Aproveito a oportunidade para agradecer a todos os colegas que contribuem, diariamente, para a melhoria da agropecuária do nosso Pará”, disse o diretor de Defesa e Inspeção Animal da Adepará, Jefferson Oliveira.

 

A Adepará desenvolve, atualmente, dez programas na área de defesa animal:

• Erradicação da Febre Aftosa

• Programa da Brucelose e Tuberculose

• Programa de Controle da Raiva dos Herbívoros e outras Encefalopatias Transmissíveis

• Programa de Sanidade Apícola

• Programa de Sanidade Avícola

• Programa Estadual de Sanidade dos Organismos Aquáticos

• Programa de Sanidade Equídea

• Programa de Sanidade Suídea

• Programa de Pequenos Ruminantes

• Plano Estratégico do PNEFA

Por: Manuela Viana (ADEPARÁ)

 

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Pecuária

Marajó conquista mercado nacional com o leite de búfala e quer agora supermercados do Pará

Trabalho integrado entre a Sedap, Adepará e Emater fomenta o mercado bubalino e gera emprego e renda para a população do arquipélago.

Rebanho bubalino do Marajó garante emprego e renda para a população do arquipélago com a produção de leite e de vários derivadosFoto: Ascom/Sedap

O leite de búfala é considerado pelos especialistas um ótimo alimento para proteger o organismo contra doenças cardiovasculares. Com o apoio da Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (Sedap), a produção leiteira bubalina ganha cada vez mais destaque no cenário estadual e no Brasil, principalmente pelos seus derivados, em especial o queijo do Marajó, que em março deste ano ganhou o selo da Indicação Geográfica (IG) do Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI).

O Arquipélago do Marajó concentra todo o leite das fazendas de criadores de búfalas nos campos da região. Os municípios de Chaves, Soure e Cachoeira do Arari se destacam na produção leiteira da búfala. Segundo a Agência de Defesa Agropecuária do Pará (Adepará) – vinculada à Sedap e encarregada da inspeção fitossanitária do rebanho – a produção dos laticínios locais alcançou a média mensal de 4,170 toneladas.

Ano passado, um dos derivados do leite de búfala, o queijo marajoara (artesanal) também recebeu o Selo Arte, que vai permitir o aumento da produtividade e venda para outros estados. O processo teve a participação efetiva da Sedap e da Adepará.

Iniciativas governamentais, em parceria com o setor privado, melhoraram a produtividade e contribuíram para conquistar o mercadoFoto: Ascom/Sedap

Melhoramento genético dos animais – sobretudo das fêmeas -, capacitação do produtor local e assistência técnica da Emater – também vinculada à Sedap – estão entre as iniciativas para garantir a qualidade da produção bubalina, como destaca o coordenador de produção animal da Sedap,o veterinário Ronnald Tavares, ao mencionar o trabalho feito pela Adepará.

Apesar de ter o maior rebanho bubalino do Brasil (quase 72% da produção paraense é no Marajó), como observa o veterinário, a produtividade na região vinha há algum tempo deixando a desejar.

“Ao longo dos últimos anos, foram deslanchadas iniciativas pelos órgãos governamentais em parceria com o setor privado e representantes de segmentos, que melhoraram a produtividade do rebanho”, frisou.

REBANHO

Segundo informações da Associação Paraense de Criadores de Búfalas (APCB), somente no município de Cachoeira do Arari, há em torno de 80 mil a 90 mil reses de búfalas. É o terceiro município no Pará com o maior número desses animais, atrás de Chaves, que tem 160 mil, e Soure, que apresenta pouco mais de 90 mil cabeças.

Torneios consolidam cultura bubalina no Arquipélago do Marajó, que já conquistou duas insígnias: os selos Arte e de Indicação GeográficaFoto: Ascom/Sedap

O produto movimenta a cultura desses municípios, que promovem tradicionais competições leiteiras, como torneios, por exemplo. No final de julho deste ano, para estimular uma maior produção, melhorar a qualidade e incentivar o criador, foi realizado o I Torneio Leiteiro de Búfalas do município, uma versão local do torneio estadual realizado um mês antes.

O programa Ateg Leite é apenas uma das ações que fomentam aa produção de leite, sobretudo dos pequenos criadores, como ressalta o presidente APCB, João Rocha, ao informar que a iniciativa fornece condições técnicas aos produtores, sobretudo na região de Cachoeira do Arari.

Apesar da bubalinocultura no Pará ser voltada tanto para a produção de carne quanto leiteira, o resultado ainda não chega às gôndolas dos supermercados, como observa o criador marajoara.

“O gado de búfala produz menos leite que o bovino. A produção de leite de búfala, podemos dizer, ainda está no seu início. No caso da produção leiteira, ela só atende – e malmente – os laticínios. Mas já começou a entrar na merenda escolar. Já é um diferencial. Não há interesse, ainda, dessa produtividade chegar até esses estabelecimentos, mas o queijo chega e já estamos enviando o produto para outros estados. Com a aquisição do Selo Arte, o Marajó já começou a exportar o queijo para São Paulo e Rio de Janeiro, além de outros mercados já estarem à procura”, ressalta o criador.

Ele observa também que o leite de búfala apresenta no processo industrial um rendimento médio superior a 40% do leite de vaca. “Por isso, é um investimento que vale a pena”, diz Rocha.

EMPREGOS
A geração de emprego e renda é outro destaque da produção bubalina de leite no Arquipélago do Marajó, que fomenta a economia localFoto: Ascom/Sedap

Além de ser uma ótima fonte de vitamina e reduzir os riscos de doenças cardiovasculares, o leite de búfala gera emprego e renda no Marajó. O presidente da APCB estima que um laticínio com produção de mil litros de leite emprega 30 famílias, direta e indiretamente.

“É um número expressivo, haja vista que o emprego aqui no Marajó é com os laticínios. Só na nossa região, temos em torno de 22 laticínios e alguns não oficializados ainda. A nossa grande busca é fomentar e tentar legalizar todo mundo”, garante Rocha.

O criador é proprietário da Fazenda Paraíso, em Cachoeira do Arari, e diz que emprega 10 pessoas. “Se a gente não mexesse com leite, teríamos apenas três colaboradores”, informa.

O vaqueiro Andrei Cardoso, 23 anos, trabalha desde os 18 com búfalos, animal pelo qual ele diz ter muito apreço. “Não só por gostar do trato com ele, mas porque é de onde tiro o meu sustento. Desde meus 15 anos que comecei a me interessar em trabalhar com búfalos. Quando completei 18 anos, consegui meu primeiro emprego aqui na fazenda e desde então cuido desses animais com todo carinho”, diz o vaqueiro, que demonstra uma habilidade típica de quem conhece o animal na hora da ordenha. Ele revela que graças ao trabalho consegue prover o seu sustento e ajudar nas despesas da família.

Cleidiane Cuimar, cozinheira, diz que a consistência e o sabor do leite de búfala faz dele um insumo fundamental na culináriaFoto: Ascom/Sedap
COZINHA

Nascida na vila de Retiro Grande, no município de Cachoeira do Arari, a cozinheira Cleidiane Cuimar cresceu tomando leite de búfala. É uma tradição que passou de geração a geração. Embora goste de leite de vaca, a dona de casa prefere o leite da produção bubalina. Ela considera o sabor diferente: forte e ao mesmo tempo adocicado, com um aroma que lembra a sua infância.

“Como eu trabalho com doce e salgado, uso o leite na massa do bolo e na massa da coxinha, no recheio do canudinho e do “canudão” e no meu consumo diário. A gente sempre está utilizando o leite, pois meu pai tira leite da búfala, além de achar muito saudável. Olha só isso aqui”, diz a moradora do Marajó, apontando para a panela cheia do líquido branco, aquecendo sobre o fogão. E complementa: “Desde que eu me entendo por gente, sempre tomei leite de búfala, até porque meu pai sempre foi um pequeno criador; é um leite puro e forte”, resume a moradora do Marajó.

Ela ensina que do leite é possível fazer outros tipos de iguarias, como doces, o queijo, em especial o mozzarella, que é um alimento com demanda crescente nos mercados de todo o planeta, até iogurtes. “É muito bom. Rende bastante”, garante.

Estudos de diversos centros de pesquisa para a Organização Mundial de Saúde (OMS) mostram que o consumo do leite de búfala e de seus derivados reduz os riscos de doenças cardiovasculares, especialmente o infarto e a aterosclerose.

Roger Maia, gerente do Sebrae, diz que a entidade fomenta derivados do leite de búfala, como o doce, a manteiga e o queijo do MarajóFoto: Ascom/Sedap

O gerente da agência do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) nos campos do Marajó, Roger Maia, diz que a entidade trabalha no fomento da bubalinocultura, especialmente dos derivados como o leite, doce de leite, da manteiga e do queijo do Marajó.

O técnico lembra das conquistas obtidas pelo queijo local, como o Selo Arte e a Indicação Geográfica – duas “insígnias” obtidas pelo produto marajoara graças ao esforço conjunto entre entidades públicas e privadas, com a participação dos produtores marajoaras.

LEGALIZAÇÃO

Maia explica que o Sebrae trabalha com a legalização do leite e doce da búfala, assim como foi feito com o queijo do Marajó. “Vamos entrar nesse trabalho para verticalizar o leite da búfala, já conseguimos colocar o leite do Marajó para a merenda escolar com o processo de pasteurização, mas não conseguimos colocar nos supermercados, ainda, como já fizemos com o queijo. Já avançamos muito com o desenvolvimento da bubalinocultura marajoara, mas ainda temos muito a avançar. Muitos investidores já estão interessados em investir no Marajó”, observa Maia.

*Texto de Rose Barbosa (Sedap)

Por:  Governo do Pará (SECOM)

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Agricultura

Ações da Adepará garantem qualidade do limão Thaiti de Monte Alegre

 

 

A produção de limão Taiti em Monte Alegre, no oeste do Pará, deve chegar a 98 mil toneladas neste ano, somando as duas safras anuais, superando a de 2020, que foi 86,184 mil toneladas. Para garantir que o fruto chegue com qualidade na mesa da população, a Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (Adepará), promove ações periódicas de fiscalização de controle sanitário e documental.

Foto: Divulgação

Na última semana, uma ação de fiscalização ocorreu no Terminal Hidroviário Argemiro Bahia da Costa, do município, onde os técnicos da Adepará realizaram o levantamento da documentação fitossanitária das cargas, que para trânsito interestadual é a Permissão de Trânsito Vegetal (PTV), assim como identificação de pragas e doenças. Durante a ação, não foi identificada nenhuma irregularidade.

Segundo Cesar Augusto Sousa Filho, Agente Fiscal Agropecuário (AFA) da Adepará, o município de Monte Alegre é um importante polo de citricultura da região do baixo amazonas, e é reconhecido como área livre de cancro cítrico e zona tampão para a mosca-da carambola, pelo Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (Mapa).

“E como o município abastece estados como Amazonas, Amapá, Maranhão e também para outros países, é necessário que este produto esteja totalmente regularizado. Neste sentido, a Adepará trabalha ativamente na fiscalização no Posto de Fiscalização Agropecuária (PFA) de Monte Alegre, para controlar o envio dessas cargas”, explicou Cesar.

Produção – Atualmente, a produção de limão representa algo em torno de 20% a 25% do Produto Interno Bruto (PIB) do município de Monte Alegre, gerando uma receita anual superior a 40 milhões de reais aos produtores da região.

E 90% da produção de Monte Alegre é absorvida pelo mercado de Manaus no Amazonas, indo também para Macapá, no Amapá, Belém no Pará, Imperatriz no Maranhão e Sinop no Mato Grosso.

De acordo com o último levantamento realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2017, o Pará é o segundo maior produtor de limão do Brasil, perdendo apenas para o Estado de São Paulo.

 

Foto: Divulgação

Apoio – Há cerca de 25 anos o cultivo de limão já é desenvolvido em Monte Alegre, mas comercialmente o produto começou a se fortalecer uma década depois e há 10 anos vem recebendo o apoio contínuo de órgão do Estado, como a Adepará e a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater). A produção é significativa e grande parte dos agricultores são familiares.

O técnico em agropecuária da Emater em Monte Alegre, Francisco Lima, comenta que o apoio sistemático dos órgãos do Estado tem proporcionado o crescimento considerável da produção local.

“A Emater atua para fortalecer a relação com o produtor, levando assistência técnica diferenciada, crédito rural e políticas públicas. A expectativa é chegar a mais de 4.000 hectares de área plantada, neste ano. É um limão de qualidade e que tem conquistado cada vez mais mercados no Brasil e no mundo”, garante o técnico em agropecuária.

Morador da comunidade Novo Brasil, na zona rural do município, o produtor Jean Silva trabalha há nove anos com o plantio do fruto, em uma área de mais de oito hectares. Ele pretende aumentar a área e, assim, gerar maior renda para a família. “É do limão que eu tiro o meu sustento, então tenho que investir para aumentar a produção e vender mais. Conto com o apoio da Adepará e Emater, isso é fundamental”, pontua.

Controle – O trabalho de controle de pragas, educação e inspeção sanitária foi importante para colocar o Pará como pioneiro entre os Estados com o título de área livre de cancro cítrico, pelo Mapa, por meio das resoluções números 1 e 6, de março de 2017. No mesmo ano, por meio do decreto nº. 1943, o Governo do Estado criou dois pólos citrícolas, localizados no nordeste e oeste paraense.

No ano de 2017, o município recebeu o status de área livre do cancro cítrico, com um produto de excelente qualidade. O Pará também é ausente para as pragas pinta preta e greening.
“Esse status proporcionou um grande avanço pra cadeia produtiva, com a ampliação do mercado e reconhecimento da qualidade e padrão sanitário, segurança alimentar, fomentando ainda mais a cadeia produtiva e gerando emprego e renda”, finaliza Cesar Filho.

O cancro cítrico é uma praga que ataca todas as variedades e espécies de citros. Altamente contagiosa, a bactéria é resistente e consegue sobreviver em diversos ambientes por vários meses. Por tratar-se de uma praga quarentenária, o comércio de frutos cítricos e seus derivados, é regulamentado por legislação internacional. A não adoção de medidas de exclusão ou erradicação da doença impede o comércio para países livres do cancro.

Para que tenha autorização de trânsito e comércio, o produtor deve estar cadastrado na Adepará. O cadastramento pode ser feito no site da Agência ou na unidade Adepará mais próxima.

Por: Rodrigo Reis (Adepará)

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Agricultura

Adepará investe no potencial competitivo e sustentável da agricultura paraense

Promoção de ações rotineiras de fiscalização, educação sanitária, monitoramento de pragas e doenças, entre outras frentes, garantem o desenvolvimento sustentável e competitivo.

O controle de qualidade, bem como de inspeção, padronização e armazenamento de produtos e subprodutos de origem animal e vegetal, são fatores fundamentais para garantir que os produtos paraenses atendam a exigência do mercado interno e possam competir em preço e qualidade no restante do país. A Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (Adepará) promove ações rotineiras de fiscalização, educação sanitária, monitoramento de pragas e doenças, entre outras frentes, para garantir o desenvolvimento sustentável e competitivo do agronegócio.

Foto: Ascom/Adepará

Entre os programas permanentes na área vegetal estão: atividades de monitoramento da mosca-da-carambola em todo o Estado – controle e erradicação do foco em no distrito de Monte Dourado, em Almeirim, e no município de Gurupá (Marajó); inspeções nas áreas de citrus, para manutenção do status de Área Livre; levantamento de detecção de pragas dos citros, monilíase do cacaueiro (causada pelo fungo Moniliophthora roreri) e inspeções de pragas nas lavouras de soja.

Entre as ações, destaca-se ainda a investigação epidemiológica, trabalho desenvolvido pela Adepará que assegura a sanidade aos produtos, para que estejam sempre aptos à comercialização.

As ações periódicas de fiscalização fixa e móvel são necessárias para manter a regularização dos produtos e subprodutos de origem vegetal.

Jamir Macedo, diretor-geral da AdeparáFoto: Ascom/AdeparáO diretor-geral da Adepará, Jamir Macedo, explica que a agricultura paraense tem papel de grande relevância para o desenvolvimento econômico do Estado. “O Pará tem características geográficas peculiares, que proporcionam o crescimento e expansão de diversas culturas, dentre as quais podemos destacar o rebanho bovino que supera 21 milhões de cabeças, a produção de cacau e abacaxi como as maiores do Brasil e o avanço crescente dos grãos e soja. Com isso, o Agro ganha força e maiores investimentos, tanto da iniciativa privada como do governo do Estado, estimulam o desenvolvimento do setor em todas as etapas da produção de maneira perene e sustentável”, explicou.

 

Liderança

O Pará está no topo da produção nacional de cacau, abacaxi e açaí, além de ocupar a oitava posição na produção de banana. Outras culturas, como a da soja, estão surgindo como grandes potenciais para o agronegócio paraense.

A produção de citros também está crescendo, com destaque para o município de Monte Alegre, no Baixo Amazonas, que é considerado o maior polo produtor de limão Thaiti do Pará. Dados da Unidade de Certificação Fitossanitária de Origem (UCFO) da Adepará, apontam 6.613 propriedades cadastradas e 5.912 agricultores desenvolvendo atividades na área vegetal. Os dados são do Sistema de Integração Agropecuária (Siapec).

Foto: Veloso Junior / Ascom Emater

Cacau

Mais da metade do cacau produzido no Brasil é paraense. Em 2020, a produção da fruta no Estado foi de 144.663 toneladas, o equivalente a 52% da produção nacional. A Adepará é responsável pelo planejamento e execução de atividades que promovam a sanidade e a qualidade da produção agrícola. Cerca de 30 mil produtores atuam com a cacauicultura no Estado, em 29 municípios. Medicilândia, Tucumã e Tomé-açu lideram o ranking de produção paraense.

Banana

Com 33.662 hectares de área plantada e uma produção de 381.248 toneladas ao ano, o Pará é o 8º produtor de banana no ranking nacional. 38,27% da produção paraense de banana é proveniente da Transamazônica. As principais variedades produzidas no Pará são: banana Prata (90% em Belém consome essa variedade), Mysore, Nanica, Comprida, Conquista, Branca (maçã) e a Inajá.

Abacaxi

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Pará é o maior produtor de abacaxi no Brasil, com uma produção de 22.726 unidades por hectare. A fruta, cultivada em uma área de 18.779 hectares, tem sua produção acompanhada pelos técnicos Adepará, por meio do Programa Fitossanitário da Cultura do Abacaxi.

Os municípios de Floresta do Araguaia, Conceição do Araguaia, na região sudeste, e Salvaterra, no arquipélago do Marajó, são os maiores produtores.

Comércio

A rastreabilidade do fruto garante o comércio de abacaxi paraense dentro e fora das fronteiras nacionais. Ou seja, sua cadeia produtiva está organizada e passível de acompanhamento desde o momento da produção até à comercialização do fruto, o que garante ao consumidor informações sobre a origem e as práticas de produção do produto consumido.

A ferramenta utilizada para fazer esse rastreio de frutas e vegetais frescos, no Pará, é o Guia de Trânsito Vegetal (GTV), documento que deve acompanhar as cargas de vegetais dentro do Estado. A Guia é emitida pela Adepará com base nas informações de cadastro de produtores. Ela identifica a origem, rota, quantidade do produto, finalidade e seu destino.

Educação sanitária – Uma das frentes mais importantes da Adepará é a educação sanitária, fundamental para instruir o produtor sobre o manejo das plantações e notificações de doenças que possam atingir as lavouras. Por isso, a educação sanitária é outro trabalho desenvolvido de forma regular pela Adepará, levando ao público ações educativas desenvolvidas com as comunidades e entidades representativas de produtores rurais, além de escolas do meio urbano, feiras agropecuárias, universidades e outros eventos do setor. Essas ações geralmente são elaboradas e executadas em parceria com as comunidades, valorizando a integração.

CAPACITAÇÃO

A equipe técnica da Adepará também promove capacitações regulares, cuja proposta é conscientizar e sensibilizar agricultores sobre a importância em identificar e notificar doenças obrigatórias como brucelose, tuberculose, febre aftosa, peste suína clássica e doença de newcastle.

A gerente de Educação Sanitária da Adepará, Karina Santos, destaca a importância das capacitações rotineiras nos municípios e como as ações contribuem para fortalecer a relação da Agência e os produtores.

“São temas que têm relação direta com o dia a dia do produtor, então ele precisa conhecer e se atualizar sobre as doenças que podem atingir seus animais. E, também, como proceder caso identifique qualquer suspeita. É uma oportunidade de ouvir sugestões e ideias dos produtores, para melhorar ainda mais os serviços ofertados pela Adepará em seus municípios”, garante.

 

Fonte: ADEPARÁ

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Agronotícias

Adepará orienta equipe da Regional de Xinguara sobre doenças em suínos e equinos

As diretrizes do Programa Nacional de Sanidade Suídea (PNSS) e do Programa Nacional de Sanidade Equídea (PNSE) foram os temas da capacitação destinada a servidores da Agência de Defesa Agropecuária do Pará (Adepará), no sudeste paraense, no período de 28 de junho a 2 de julho. A atividade foi proporcionada aos agentes fiscais agropecuários e fiscais estaduais agropecuários que trabalham nos escritórios de Xinguara, Sapucaia, Bannach, Floresta do Araguaia, Rio Maria e Canaã dos Carajás, pertencentes à Regional de Xinguara.Foto: Divulgação

Durante a capacitação, uma equipe de servidores da sede repassou orientações ao corpo técnico da Regional sobre procedimentos dos programas estaduais de sanidade voltados a equinos e suínos, de acordo com o padrão de atendimento à notificação de suspeita da síndrome hemorrágica dos suínos e com os procedimentos operacionais para cumprimento de metas técnicas.

Também foi realizada capacitação sobre procedimentos de sanidade equina em foco e suspeita de Anemia Infecciosa Equina (AIE) e Mormo, assim como a execução dos indicadores de meta de cadastramento e vigilância em propriedades com equídeos, protocolo de eutanásia e controle de fármacos.

Na área administrativa foram apresentadas orientações sobre uso dos sistemas informatizados da Adepará: o Portal de Sistemas de Apoio ao Serviço de Vigilância em Defesa e Inspeção Agropecuária (Siviagro), Sistema de Integração Agropecuária (Siapec3) e o Sistema Brasileiro de Vigilância e Emergências Veterinárias (Sisbravet).

A gerente do Programa Estadual de Sanidade Equídea e Suídea da Adepará, Elaine Serrão, apresentou aos técnicos da Gerência Regional de Xinguara, e aos fiscais agropecuários Danilo Brito e Susi Barros, os resultados da execução dos programas de defesa animal entre os meses de janeiro e junho.

“O evento foi uma ótima oportunidade para levarmos informações aos colegas da Regional. Agora, estamos com a previsão de que mesma atividade ocorra nas regionais de Soure, Paragominas e Santarém”, informou a gerente.

Fonte: Agência Pará

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Pecuária

Adepará prorroga prazo de vacinação contra a febre aftosa

A Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (Adepará) prorrogou o prazo da primeira etapa da campanha de vacinação de 2020 contra a febre aftosa no Pará, que finalizaria no dia 20 de junho. O novo calendário foi publicado nesta quarta (24), no Diário Oficial do Estado, por meio da Portaria nº 1451/2020. Os produtores rurais terão até 30 de junho para vacinar o rebanho e até 15 de julho para realizar a notificação da vacina.

A prorrogação atende a um pedido da Federação da Agricultura e Pecuária do Pará – FAEPA, acompanhado pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil – CNA, Fundo de Desenvolvimento da Pecuária – FUNDEPEC, Serviço Nacional de Aprendizagem Rural – SENAR e Superintendência Federal de Agricultura no Pará – SFA-PA. Na época, o presidente da FAEPA, Carlos Xavier, externou sua preocupação com a pandemia, que vem exigindo ações que alteram a vida tanto pessoal como laboral dos produtores rurais nas suas propriedades.

De acordo com o diretor-geral da Agência, Jamir Macedo, a ampliação da campanha ocorreu devido à situação de pandemia vivenciada atualmente. “A Adepará se sensibilizou ao pleito do setor produtivo e encaminhou a solicitação de prorrogação ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), que foi aprovada considerando as condições adversas que a Covid-19 impôs”, explicou o gestor.

A proatividade da Adepará em atender ao pedido de prorrogar o período de vacinação demonstra o bom relacionamento com o setor produtivo, visto que a decisão foi acatada em conjunto. Conforme Jamir Macedo, a proibição da livre circulação de pessoas e veículos entre municípios e dentro das próprias cidades, medida de enfrentamento ao coronavírus, dificultou a aquisição da vacina contra a febre aftosa.

“A prorrogação vai possibilitar que os produtores que não conseguiram adquirir a vacina, no período estipulado anteriormente, possam realizar a vacinação dos rebanhos” – Jamir Macedo, diretor-geral da Adepará.

Orientações – Na primeira etapa da campanha, bovinos e bubalinos de todas as idades devem ser vacinados. A imunização abrange todos os municípios paraenses, exceto o Arquipélago do Marajó e as cidades de Faro e Terra Santa, no Baixo Amazonas, que possuem etapas de vacinação específicas.

As vacinas devem ser compradas em revendas agropecuárias registradas pela Adepará e o produtor precisa exigir a nota fiscal no momento da compra. Com uma dose de 2 ml, a vacina contra a febre aftosa deve ser administrada através da via subcutânea ou intramuscular, na região da tábua do pescoço (terço médio) do animal.

A declaração da imunização deve ser feita, preferencialmente, de forma online, por meio do Sistema de Integração Agropecuária (Siapec), conforme tutorial. O produtor também pode realizar a notificação via e-mail ou telefone, junto à unidade local ou gerência regional do município de atuação. Os contatos estão disponíveis no site da Adepará. Devem ser informados os dados do rebanho e da nota fiscal de aquisição da vacina.

Caso o produtor rural não tenha acesso à internet, também poderá comprovar a vacinação presencialmente, mediante agendamento, no escritório mais próximo do órgão. Serão cumpridas todas as recomendações de prevenção ao coronavírus durante o atendimento.

A Adepará alerta que a não vacinação acarreta em medidas coercitivas cabíveis, como auto de infração e bloqueio da propriedade para movimentação, até que a pendência seja solucionada.

Fonte: Adepará

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Adepará sugere acesso as plataformas digitais

A Agência de Defesa Agropecuária do Estado (Adepará) tem adotado medidas de prevenção por conta da pandemia do novo coronavírus, garantindo o atendimento aos produtores rurais em todo o Pará.

A Agência vem investindo em tecnologias que permitem o acesso remoto a e-mail e aplicativos, inclusive possibilitando a emissão das Guias de Trânsito Animal e Vegetal (GTA e GTV) online.

A Adepará recomenda aos produtores a emissão de documentos pelo Sistema de Integração Agropecuária (Siapec). A plataforma é uma base de dados que confere maior credibilidade e segurança às ações sanitárias, possibilitando o cadastro de produtores, proprietários, estabelecimentos, entre outros. Osoftware também permite o controle dos registros de trânsito animal e vegetal, gerenciando o quantitativo e o deslocamento do rebanho paraense.

Aos produtores que não possuem acesso à internet, podem comparecer, se necessário, ao escritório da unidade regional, respeitando a distância de um metro e meio durante o atendimento. Os servidores das gerências estão fazendo uso de álcool em gel 70%, máscaras, luvas, óculos de proteção e desinfetantes. Os escritórios da Adepará estão sendo higienizados todos os dias ou sempre que necessário e o atendimento ocorre de forma individual para evitar aglomerações.

Brucelose – A Agência também informa sobre a campanha de vacinação obrigatória contra a brucelose bovina e bubalina, que é feita em duas etapas, a cada seis meses. Ambas são destinadas a animais que estão na idade vacinal entre 3 e 8 meses. A primeira etapa de vacinação iniciou 1º de janeiro e irá até 30 de junho, enquanto que a segunda vai começar no dia 1º de julho com término em 31 de dezembro. A comunicação da vacinação deve ser feita até o último dia do período de cada etapa da campanha.

A notificação pode ser realizada por e-mail ou telefone (o contato deve ser feito diretamente com a unidade local de cadastro). Para isso, é necessário ter em mãos a série e o número de atestado emitido pelo médico veterinário cadastrado responsável pela vacinação, além do cartão do produtor.

Manuais – A Adepará disponibiliza o passo a passo de emissão de GTA para a finalidade de abateengorda e reprodução. Caso o produtor rural tenha perdido a senha do Siapec, a Agência de Defesa montou um tutorial para recuperá-la.

SistemaFaepa

 

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Novo sistema da Adepará vai agilizar o trabalho e gerar economia para produtores rurais

A Agência de Defesa Agropecuária do Pará (Adepará) deu mais um passo importante na execução das ações de defesa sanitária em todo o estado do Pará. A partir de segunda-feira, 10, começa a funcionar o novo Sistema de Integração Agropecuária (Siapec-3), que marca um importante avanço para os produtores rurais do Estado, onde o mesmo vai ganhar em agilidade e economia ao evitar deslocamentos e menos burocracia na hora de utilizar os serviços da Agência.

Todas as unidades da Adepará estão conectadas ao sistema, que é on-line e parametrizado (com elementos de controle) de informações. O sistema vai contar com novos módulos, como de agrotóxicos, termos, arrecadação, vacinação, atestados e exames de brucelose, tuberculose, AIE e Mormo. A Adepará ressalta que todo produtor tem que fazer seu cadastro no portal de serviços do Sipaec-3.

Será necessário ter um email e anexar o RG, CPF, COMPROVANTE DE RESIDÊNCIA, CERTIDÃO IMOBILIÁRIA, CAR E CONTRATO DE PARCERIA (Quando necessário). A emissão do GTA será condicionada ao recadastramento do produtor à partir da referida data.

Durante o mês de agosto, foi realizado treinamento em todas regionais para os fiscais, agentes e técnicos das unidades aprenderem a manusear o novo sistema e, dessa forma, atender melhor e repassar as informações sobre o Siapec-3 para o produtor rural.

Uma função inovadora do sistema, é que o produtor pode fazer cadastro e emitir documentos diretamente de sua propriedade, sem precisar se deslocar até um escritório da Agência no município. Além disso, o aplicativo do Siapec-3 já está disponível para baixar no sistema Android do celular, facilitando ainda mais o acesso do produtor, que poderá utilizar o sistema pelo seu smartphone.

O novo sistema vai gerar menos burocracia, mais economia, mais agilidade, e reforçar a segurança sanitária. Portanto, uma ferramenta extremamente importante para o produtor e, principalmente, para a execução das ações pela Adepará, já que o fiscal vai poder sair do atendimento nas unidades e trabalhar diretamente com a fiscalização e orientação ao produtor em campo.

>>> Link de Cadastro ao SIAPEC 3 <<<

>>> Link de Acesso ao SIAPEC 3 <<<

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Pará inicia busca pelo status de livre de aftosa sem vacinação

O Pará é reconhecido pela Organização Mundial de Saúde Animal como Estado livre da febre aftosa com vacinação desde 2014. Agora, começa a dar os primeiros passos para se tornar área livre da doença sem vacinação até 2020. O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) já apresentou o plano para retirada da vacina em todo o País, e até 2023 o Brasil deve conquistar o status de zona livre da aftosa sem vacinação.

A Agência de Defesa Agropecuária do Pará (Adepará) iniciará na quarta-feira (1º) a segunda etapa da Campanha de Vacinação Contra a Febre Aftosa, que já faz parte do planejamento estratégico do Mapa para retirada da vacinação. Essa etapa abrangerá todo o território paraense, com exceção do Arquipélago do Marajó e dos municípios de Faro e Terra Santa, na região oeste, porém apenas o rebanho de 0 a 24 meses de idade deve ser vacinado.

O produtor é o responsável pela vacinação, e tem até o dia 15 de dezembro para fazer a comunicação da vacina nos escritórios da Agência, e mesmo o produtor que não possua animais nessa faixa etária deverá atualizar o cadastro na Adepará.

Retirada gradual – A meta é imunizar 9.084.876 milhões de cabeças, em 48.433 propriedades espalhadas por 127 municípios paraenses. O diretor geral da Adepará, Luiz Pinto, explica a importância do procedimento e como será a retirada da vacina no Pará. “Nessa etapa vamos iniciar oficialmente a campanha de vacinação contra a febre aftosa, dentro do planejamento estratégico do Ministério da Agricultura para erradicação da aftosa sem vacinação até 2023. Este ano já vamos iniciar a retirada gradual da vacinação, vacinando nesta segunda etapa apenas animais de 0 a 24 meses de idade”, informou.

A campanha de vacinação é um passo para o Estado se tornar cada vez mais livre da aftosa. “Estamos querendo caminhar para sermos uma zona tão protegida a ponto de não precisar da vacinação, ou seja, como não tem doença, não precisa de vacinação. Vamos ter um controle maior do que vem de outros estados ou países, e isso facilitará a vida do produtor”, garantiu o diretor geral.

Ainda segundo Luiz Pinto, o status de livre da aftosa vai otimizar os recursos, tanto para o produtor quanto para o governo do Estado. “Isso permitirá que utilizemos esse recurso, que antes era gasto com as etapas de vacinação, para investir em fiscalização e controle, em uma proporção muito maior. Isso possibilitará a abertura de mercados e oportunidades para o Estado. Além disso, o produtor também não vai ter mais gastos com vacinação, podendo utilizar esse recurso para gerar mais lucro para ele”, ressaltou.

Mercado – O rebanho do Pará é o quinto maior do Brasil, com mais de 20 milhões de cabeças, o que demonstra a importância do setor para a economia local e nacional e, como consequência, o fortalecimento das ações de defesa sanitária. A febre aftosa é a principal barreira sanitária do mundo, e a exportação de cortes bovinos é o principal item da pauta estadual no setor de carne.

O Pará livre da febre aftosa sem vacinação vai garantir a abertura de mercados em todo o mundo, já que a população paraense consome apenas 30% da produção de carne bovina do Estado. Os outros 70% são destinados à exportação. Alguns países, como Japão, não importam carne de países que ainda vacinam. “A aquisição desse status representa ganho de mercado e fortalecimento da nossa vigilância sanitária. Agora, é discutir junto com o setor questões técnicas, de logística e até de exportação, para que o País saia mais fortalecido deste processo”, informou Luiz Pinto.

Fonte: ADEPARÁ

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Notificação da vacinação contra aftosa termina na sexta-feira (16/06)

Encerra na próxima sexta-feira (16) o prazo para o produtor rural notificar a vacinação do rebanho contra febre aftosa aos escritórios da Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (Adepará). A notificação é importante porque comprova que o rebanho foi imunizado. A etapa de vacinação ocorreu de 1º a 31 de maio, em 128 municípios.

O prazo terminaria na quinta-feira (15), mas devido ao feriado de Corpus Christi foi estendido por mais um dia útil, para que todos os pecuaristas possam notificar a vacinação.

O diretor-geral da Adepará, Luiz Pinto, explicou que o prazo foi prorrogado “para que o produtor não fique prejudicado. Essa é uma etapa muito importante, em que temos que obter êxito”, ressaltou.

Imagens: Agência Pará

Segundo George Santos, gerente do Programa Estadual de Erradicação da Febre Aftosa, os criadores devem fazer a notificação para evitar problemas. “Caso não vacine ou não comprove a vacinação, o produtor é classificado como inadimplente, perde o direito de emitir a Guia de Trânsito Animal (GTA) para transitar com os animais, tem sua propriedade bloqueada pela falta da vacina e é multado. A vacinação é obrigatória, e a comunicação da vacina é fundamental, pois é através dela que a Adepará toma conhecimento que o produtor, de fato, vacinou seus bovinos e bubalinos”, informou.

Estímulo – A vacinação garante a imunização do rebanho do Estado e a diminuição da possibilidade de foco de febre aftosa. “Os relatórios sobre as atividades de vigilância epidemiológica e informações das etapas de campanha são repassados para os órgãos competentes. Além disso, a Adepará utiliza para análise esses dados e na avaliação da situação sanitária do Estado, que estimula o agronegócio paraense”, acrescentou George Santos.

Durante a campanha, a meta da Adepará foi imunizar 21 milhões de animais em 109 mil propriedades rurais. Até o momento, mais de 90% dos animais foram vacinados, com base na notificação. A meta é atingir 98%, repetindo o êxito de outras campanhas.

Este ano, 2.340 mil doses de vacina contra a febre aftosa foram doadas aos produtores rurais com até 20 cabeças de gado, em municípios que não conseguiam atingir a meta. “A doação é uma das formas de garantir o acesso à vacina para pequenos produtores que têm dificuldade de adquirir”, explicou George Santos.

Geração de renda – O rebanho do Pará livre da febre aftosa é importante para a economia do Estado, pois valoriza a qualidade da carne e abre novos mercados, gerando internamente mais empregos e renda.

Em maio deste ano, a Adepará foi informada que o rebanho bovino do Pará está 100% livre da febre aftosa, após a conclusão do estudo epidemiológico para avaliação de transmissão viral no Estado, realizado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), em parceria com a Agência.

O relatório contém dados referentes aos oito municípios paraenses localizados nas divisas com os estados do Amazonas e Amapá, áreas consideradas, respectivamente, de médio e alto risco para aftosa.

Segundo Luiz Pinto, as ações desenvolvidas em defesa da agropecuária paraense, como as campanhas de vacinação, vêm alcançando seus objetivos.

Por Inara Soares – Agência Pará