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Agronotícias

Ministra entrega a Eduardo Leite certificado de área livre de aftosa sem vacinação

A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, participou da cerimônia de abertura oficial da 44ª Expointer, realizada em Esteio, no Rio Grande do Sul.

Tereza Cristina, ministra da Agricultura e o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB) (Foto: Gustavo Mansur/GovRS – Reprodução Instagram)

A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, entregou nesta sexta-feira ao governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), o certificado oficial da Organização Mundial da Saúde Animal (OIE) que garante o status de área livre de aftosa sem vacinação ao Estado.

O reconhecimento internacional de seis estados brasileiros ocorreu em maio.

Conforme a pasta, em nota, são mais de 40 milhões de cabeças que deixam de ser vacinadas no Rio Grande do Sul, o que corresponde a cerca de 20% do rebanho bovino brasileiro, e 60 milhões de doses anuais da vacina que deixam de ser utilizadas, gerando uma economia

de aproximadamente R$ 90 milhões ao produtor rural.

“Esse reconhecimento significa confirmar o elevado padrão sanitário da nossa pecuária e abre diversas possibilidades para que o Ministério da Agricultura trabalhe pelo alcance de novos mercados para a carne bovina e suína do Brasil, assim como pela ampliação dos tipos de produtos a serem exportados aos mercados que já temos acesso”, disse a ministra, que participou da cerimônia de abertura oficial da 44ª Expointer, realizada em Esteio (RS).

Por: Estadão Conteúdo

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Aftosa

Adepará prorroga campanha de vacinação contra febre aftosa até o dia 30 de junho

Produtor deve realizar a vacinação e notificar a Agência de Defesa Agropecuária do Pará até o dia 15 de julho

Autorizada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), a Agência de Defesa Agropecuária do Pará prorrogou o prazo para conclusão da vacinação contra a febre aftosa em bovinos e bubalinos etapa maio de 2021. O novo período vai até o dia 30 de junho para aquisição e vacinação e até dia 15 de julho a notificação. O produtor deve realizar a vacinação e notificá-la à Adepará.

A prorrogação do prazo foi necessária em razão da falta de vacinas em alguns municípios, e para o alcance da melhor cobertura vacinal do rebanho e também por conta das condições climáticas do Baixo Amazonas.

A Adepará objetiva atingir um alto índice de vacinação contra a doença para cumprir com o Plano Estratégico do Programa Nacional de Erradicação da Febre Aftosa (Pnefa), que visa a retirada da vacinação a fim de expandir as áreas livres de aftosa sem vacinação e gerar benefícios econômicos ao País.

“A união dos esforços públicos e privados, a infraestrutura dos serviços veterinários e os fundamentos técnicos são a base para a conquista. O objetivo agora é que o Pará como outros estados  possa retirar a vacinação contra a febre aftosa  e comprovar um eficiente sistema de defesa sanitário animal”, disse a gerente de Defesa Animal da Adepará, Melanie Castro.

Notificação –  A Adepará também alerta para um procedimento importante no processo de vacinação: a comprovação. O produtor deve comparecer ao escritório da Adepará em que a sua propriedade esteja localizada, portando a nota fiscal da compra das vacinas e a relação do rebanho com a quantidade de animais, faixa etária e espécie trabalhada.

Devido à pandemia do novo coronavírus (Sars-Cov-2), a notificação pode também ser realizada via internet, pelo Sistema de Integração Agropecuária (Siapec3), que está disponível para acesso no site da Adepará.

Por Manuela Viana (ADEPARÁ)
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Defesa Agropecuária

Aftosa: Brasil tem parecer favorável para novas zonas livres sem vacinação

Aftosa: Brasil tem parecer favorável para novas zonas livres sem vacinação
Aftosa: Brasil tem parecer favorável para novas zonas livres sem vacinação

O Ministério da Agricultura informou que os pedidos de reconhecimento do Paraná, do Rio Grande do Sul e do Bloco I (Acre, Rondônia e parte do Amazonas e do Mato Grosso) como zonas livres de febre aftosa sem vacinação, assim como do Paraná como zona livre de peste suína clássica independente, passaram pela avaliação técnica da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) e receberam parecer favorável.

 “Diante desse resultado, os pleitos brasileiros foram recomendados para avaliação durante a 88ª Sessão Geral da Assembleia Mundial dos Delegados da OIE, que ocorrerá no período de 22 a 28 de maio deste ano, no formato virtual”, disse a pasta em nota ao Broadcast Agro. O prazo é de 60 dias para solicitar informações sobre os pleitos brasileiros, de forma a sustentar a votação durante a 88ª Sessão Geral.

O processo de transição de zonas livres de febre aftosa com vacinação para livre sem vacinação está previsto no Plano Estratégico do Programa Nacional de Vigilância para a Febre Aftosa (Pnefa), conforme estabelecido pelo Sistema Unificado de Atenção à Sanidade Agropecuária (Suasa).

Por: Brasil agro.

Fonte: Broadcast Agro

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Agronotícias

Campanha de vacinação contra febre aftosa é prorrogada até o dia 21 de dezembro no Pará

Dados mostram que cerca de 9,5 milhões de bovinos e bubalinos foram vacinados na segunda etapa de Campanha de Vacinação Contra a Febre Aftosa no estado.

Animal sendo vacinado contra a febre aftosa — Foto: Divulgação

Animal sendo vacinado contra a febre aftosa — Foto: Divulgação

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) prorrogou a notificação da vacinação contra a febre aftosa no Pará e agora os produtores têm até o dia 21 de dezembro para informar a Agência de Defesa Agropecuária do Pará (Adepará) sobre a vacinação.

O produtor é o responsável pela vacinação, e terá até o dia 21 de dezembro para fazer a comunicação da vacina nos escritórios da Adepará. As vacinas devem ser adquiridas em estabelecimentos cadastrados pela Agência e o produtor deve exigir a nota fiscal, para apresentá-la a Adepará, comprovando que vacinou e atualizando seu cadastro. Quem não realizar a notificação fica impedido de adquirir novas vacinas, paga multa de acordo com o rebanho, entre outros impedimentos.

Nesta fase da campanha, realizada no período de 1º a 30 de novembro, foram vacinados animais com idade entre zero e dois anos, em aproximadamente 103 mil propriedades. Os dados mostram que cerca de 9,5 milhões de bovinos e bubalinos foram vacinados na segunda etapa de Campanha de Vacinação Contra a Febre Aftosa.

Para que o estado ganhe o status de livre da febre aftosa é preciso alcançar a meta estipulada OIE de 90%. Em campanhas anteriores, o Pará alcançou índices acima de 98% de vacinação do rebanho.

Fonte: Por G1

 

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Agronotícias

Segunda etapa de vacinação contra a febre aftosa é prorrogada em 13 estados

Nesta etapa, são vacinados bovinos e bubalinos com até 2 anos de idade, na maioria dos estados brasileiros

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Asegunda etapa da campanha de vacinação contra a febre aftosa, que inicialmente terminaria no dia 30 de novembro, foi prorrogada em 13 unidades federativas do Brasil. A ampliação do prazo, principalmente em função da pandemia do novo Coronavírus (Covid-19), foi avaliada e autorizada pelo Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (Mapa).
Nesta etapa, são vacinados bovinos e bubalinos com até 2 anos de idade, na maioria dos estados brasileiros, conforme o Calendário Nacional de vacinação 2020.
Para os pecuaristas de Sergipe e do Distrito Federal, a prorrogação vale até a próxima sexta-feira (4). No estado de Mato Grosso, o novo prazo será até o dia 10 de dezembro e no Maranhão, até o dia 14. Já os estados de Piauí, Pernambuco, Espírito Santo, Alagoas, Rio de Janeiro e Rio Grande do Norte a ampliação do prazo vai até o dia 15 de dezembro. No estado do Ceará, a prorrogação vai até o dia 19. Por fim, produtores do Amapá e Paraíba terão até o dia 31 de dezembro para realizar a imunização.
As vacinas devem ser adquiridas nas revendas autorizadas e mantidas entre 2°C e 8°C, desde a aquisição até o momento da utilização – incluindo o transporte e a aplicação, já na fazenda. Devem ser usadas agulhas novas para aplicação da dose de 2 ml na tábua do pescoço de cada animal, preferindo as horas mais frescas do dia, para fazer a contenção adequada dos animais e a aplicação da vacina.
Além da vacinação, o produtor deve fazer a comprovação junto ao órgão de defesa sanitária animal de seu estado. A declaração da vacina pode ser entregue de forma online ou, quando não for possível, presencialmente nos postos designados pelo serviço veterinário estadual nos prazos estipulados.
Em caso de dúvidas, a orientação é para que procurem o órgão de defesa sanitária animal de seu estado.
Fonte: Mapa
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Agronotícias

Campanha de vacinação contra a febre aftosa no Pará segue até o fim de novembro

Vacinação abrange todo o território paraense, com exceção do Arquipélago do Marajó e dos municípios de Faro e Terra Santa, na região oeste.

Campanha de vacinação contra a febre aftosa no Pará segue até o fim de novembro

Vai até o próximo dia 30 deste mês, a última Campanha de Vacinação Contra a Febre Aftosa, no Pará. Até o final da campanha, devem ser imunizados cerca de 9,5 milhões de bovinos e bubalinos, em 127 municípios do Estado. A etapa abrange todo o território paraense, com exceção do Arquipélago do Marajó e dos municípios de Faro e Terra Santa, na região oeste.

A Agência de Defesa Agropecuária do Pará (Adepará) informa que nesta fase da campanha, que está sendo realizada desde 1º de novembro, serão vacinados animais com idade entre zero e dois anos, em aproximadamente 103 mil propriedades, e alerta os produtores para o prazo, pois quem não o cumprir estará sujeito à multa, cujo valor pode variar de acordo com a quantidade de animais.

O produtor é o responsável pela vacinação, e terá até o dia 15 de dezembro para fazer a comunicação da vacina nos escritórios da Adepará. As vacinas devem ser adquiridas em estabelecimentos cadastrados pela Agência e o produtor deve exigir a nota fiscal, para apresentá-la a Adepará, comprovando que vacinou e atualizando seu cadastro.

Fonte: G1para

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Agronotícias

Tem início a campanha de vacinação contra febre aftosa para bovinos e bubalinos

O prazo para imunização se encerra no dia 30 de novembro, informa a Agência de Defesa Agropecuária do Pará (Adepará)

Nesta etapa deverão ser vacinados os bovídeos (bovinos e bubalinos) com idade entre zero e dois anos de idadeFoto: Sidney Oliveira/Ag. ParáCerca de 9,5 milhões de bovinos e bubalinos devem ser vacinados na segunda etapa de Campanha de Vacinação Contra a Febre Aftosa, em 127 municípios do Pará. Essa etapa abrangerá todo o território paraense, com exceção do Arquipélago do Marajó e dos municípios de Faro e Terra Santa, na região oeste. A Agência de Defesa Agropecuária do Pará (Adepará) informa que esta fase da campanha é realizada entre 1º a 30 de novembro e serão vacinados animais, com idade entre zero e dois anos, em aproximadamente 103 mil propriedades.

Hoje, o Pará tem cadastrado o número de 22.371.788 milhões de cabeças de gado e, desde o ano de 2014, é reconhecido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) como “Estado livre da febre aftosa com vacinação”. A segunda etapa da Campanha já faz parte do planejamento estratégico do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) para retirada da vacinação do Pará.

“Ainda somos um estado livre de febre aftosa, mas com a vacinação, e não podemos deixar de atender essa exigência para que não percamos os mercados que já conquistamos e, assim, podermos continuar alavancando nossa economia. Desta forma, para que o produtor não seja autuado e possamos ter garantias sanitárias do rebanho do Marajó, ratificamos a importância de os produtores manterem suas obrigações em dia junto a Adepará.”, informa a gerente do Programa Estadual de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa, Joélia Guerra.

Nesta etapa, será vacinado apenas o rebanho de zero a dois anos de idade, porque os animais com mais de 24 meses já possuem pelo menos quatro vacinações, o que lhes confere alta imunidade, sendo reforçada, anualmente, na etapa de maio, que agrega bovinos e bubalinos de todas as idades.

O produtor é o responsável pela vacinação, e terá até o dia 15 de dezembro para fazer a comunicação da vacina nos escritórios da Adepará. As vacinas devem ser adquiridas em estabelecimentos cadastrados pela Agência e o produtor deve exigir a nota fiscal, para apresentá-la a Adepará, comprovando que vacinou e atualizando seu cadastro.

O estado do Pará sempre ultrapassa a meta estipulada pela  Organização Mundial de Saúde Animal, que é de 90% de proteção em animais e propriedades, para áreas livres de febre aftosa com vacinação. “Os registros das campanhas anteriores nos mostram que regularmente alcançamos a meta e que normalmente os índices estão acima de 98%. Nesta etapa, esperamos vacinar um total de 9.490.881 animais.”, explica a gerente Joélia Guerra.

Qualidade

Em maio de 2017, o Pará deu um passo importante na garantia da qualidade da carne paraense e na eficácia da preservação da sanidade dos animais, quando o Estado recebeu o reconhecimento internacional de área 100% livre da febre aftosa, durante a programação da 86ª Assembleia Geral da OIE, em Paris, na França. A entrega ocorreu em conjunto com outros Estados brasileiros que também alcançaram a certificação, como Amapá, Amazonas e Roraima.

O Plano Estratégico do Programa Nacional de Febre Aftosa (PNEFA) objetiva criar e manter condições sustentáveis para garantir o status de país livre de aftosa e ampliar as zonas de status ‘livre da doença sem vacinação’. Para realizar a transição desses status sanitários, foram considerados critérios técnicos e estratégicos. A união dos esforços públicos e privados, a infraestrutura dos serviços veterinários e os fundamentos técnicos são a base para a conquista. O objetivo agora é que o Brasil possa retirar a vacinação contra a febre aftosa de todos os estados brasileiros.

“É fundamental cumprimos com o calendário preconizado para a etapa de vacinação, objetivando a manutenção da sanidade do nosso rebanho. Sempre importante ressaltar que o produtor rural deve adquirir sua vacina em uma revenda cadastrada na Adepará, vacinar seu rebanho e posteriormente realizar a notificação da vacina, portando a nota fiscal de compra e quantitativo do rebanho”, explica o diretor geral da Adepará, Jamir Macedo.

Para comprovar a vacinação, é necessário apresentar, além da nota fiscal de aquisição da vacina, a relação do rebanho, com a quantidade de animais, faixa etária e espécie trabalhada. O produtor que não notificar a vacinação estará sujeito à multa, cujo valor pode variar de acordo com a quantidade de animais.

Fonte: Por Manuela Viana (ADEPARÁ)

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Aftosa

Avanço no status sanitário vai abrir novos mercados para carne brasileira, diz Acrimat

Diretora-executiva da entidade afirma que ampliar áreas livres da febre aftosa sem vacinação vai permitir ao país acessar países como Japão e Coreia do Sul. Mais quatro estados e parte do AM e MT devem ser reconhecidos pela OIE em 2021

Os avanços no status sanitário do Brasil em relação à febre aftosa e as oportunidades para a cadeia produtiva da carne forma os temas do programa Direto ao Ponto deste domingo, 6. Nesta edição, a diretora-executiva da Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), Daniella Bueno, falou sobre o andamento do Plano Estratégico do Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa (Pnefa), em que fase o país está na ampliação das áreas livres da doença sem vacinação, a atuação do setor produtivo e como essa nova etapa melhora o posicionamento do país em relação a países importadores.

A dirigente da Acrimat destacou que esse avanço no status sanitário vai permitir ao Brasil expandir as exportações de carne in natura. “A gente já acessa o mercado de 156 países. No entanto, vários deles não compram a totalidade da nossa carne, apenas as carnes processadas em virtude da vacinação da febre aftosa”, disse.

Ela afirmou que se trata de importadores considerados livre da doença sem vacinação e, por isso, são mais exigentes. “Eles têm algumas restrições. Exemplos são o Japão e a Coreia do Sul, que não aceitam carne bovina vacinada”, ressaltou.

Em agosto, o Ministério da Agricultura reconheceu os estados do Acre, Paraná, Rio Grande do Sul e Rondônia e partes do Amazonas e Mato Grosso como áreas livres sem vacinação. Os municípios mato-grossense de Rondolândia e partes de Aripuanã, Colniza, Comodoro e Juína tiveram esse reconhecimento. A decisão abrange uma área com cerca de 500 mil cabeças de gado.

“O próximo passo agora é que esses estados sejam reconhecidos pela Organização Mundial da Saúde Animal (OIE) como zonas livres de febre aftosa sem vacinação em maio do ano que vem e, até 2023, em todo o país”, atestou. Para isso, o país passa por um momento de revisão Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa com uma série de ações do governo e setor produtivo.

Daniella Bueno informou houve uma forte mobilização dos criadores em Mato Grosso nessa última etapa da vacinação, o que permitiu a imunização de 99,67% do rebanho do estado. São mais de 30 milhões de cabeças.

“Nós temos qualidade, quantidade, sanidade e sustentabilidade. Somos um parceiro confiável. Esse é o grande recado que nós temos que levar para o mundo”.

Entenda o Pnefa

O Plano Estratégico do Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa foi criado para manter as condições sustentáveis e garantir o status sanitário do Brasil como livre de febre aftosa e ampliar as zonas livres sem vacinação. O plano 2017-2026 está alinhado com o Código Sanitário para os Animais Terrestres, da Organização Mundial de Saúde Animal, com as diretrizes do Programa Hemisférico de Erradicação da Febre Aftosa (Phefa) em parceria com o setor privado e governo.

Cabe ao Ministério da Agricultura realizar o monitoramento e a execução das ações previstas, com a finalidade de avaliar a necessidade ou a possibilidade de antecipar ou adiar o cronograma de transição em unidades da federação. No Brasil, apenas o estado de Santa Catarina tem o reconhecimento junto à Organização Mundial de Saúde Animal e possui a certificação internacional como zona livre de febre aftosa sem vacinação.

Fonte: Por Bruno Amorim

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Agronotícias

Cruzamento é a forma simples de obter um salto na pecuária

A pecuária de corte vem passando por várias mudanças e, acredito, para melhor. O pecuarista está ávido por informações e tecnologia, buscando conhecimento para melhorar índices produtivos e, claro, seus lucros.

A busca por tecnologia e consequentes avanços passam, necessariamente, pelo cruzamento. Cruzar é a maneira mais simples de se obter um salto de produtividade com muito pouco esforço. A heterose é uma ferramenta que vem sendo explorada há décadas no mundo e vem sendo subutilizada no Brasil.

Inúmeras são as raças disponíveis para fazer cruzamento e a experiência em desenvolver bovinos compostos, o Montana, me ensinou que não existem melhores raças. Existem raças, ou suas combinações, que se adequam melhor ao nosso clima tropical.

Tourinhos Montana

Tourinhos Montana Durante os anos 2000, o cruzamento foi (mal) visto pelos pecuaristas como negativo, reflexo do uso desastrado de determinadas raças que foram mal explicadas para os pecuaristas. Mal usadas, causaram frustração, prejuízo e fizeram que com o pecuarista se refugiasse no bom e seguro zebu.

Nos últimos anos, o cruzamento voltou com força. Tanto raças já bem conhecidas do produtor brasileiro, como raças novas vêm sendo usadas nos quatro cantos do País. Ponto para o cruzamento!

Programas de qualidade de carne vêm surgindo e a melhor remuneração pelas carcaças de qualidade já é uma realidade, com carne marmorizada e boa cobertura de gordura, itens que o bom cruzamento atende na íntegra. Ponto para o cruzamento! Um assunto que me causa certo desconforto é a grande procura por determinado cruzamento, o que pode fazer crescer o olho de alguns. Quando a demanda é grande, machos apenas registrados nas associações passam a ser oferecidos como touros, sem avaliação genética e sem nenhuma pressão de seleção. O comprador desavisado pode estar levando um animal inferior, que não trará os resultados esperados e voltaremos a amargar os péssimos exemplos da década de 1990. Esse mesmo comprador desavisado também poderá comprar um animal sem adaptação mínima para trabalho em sua região.

Touro bom tem que ter avaliação genética. Atestados de vacinação e exame andrológico positivo já nem tinham mais que ser mencionados, já deveria estar subentendido que, se é touro, tem andrológico positivo. Vacinas, então…

Avaliação genética é outro quesito que vivo mencionando. Touro sem melhoramento genético sério, processado por pesquisadores sérios é um retrocesso. Esses dias vi uma propaganda de leilão falando em “melhoramento genético” de touros que tinham, no máximo, peso de desmama e peso de sobreano. Dá vontade de rir, mas é para chorar.

Junto com a avaliação genética, todo touro deveria ter o Certificado Especial de Identificação e Produção (CEIP). O CEIP é a garantia, oferecida pelo Ministério da Agricultura, de que o touro pertence a um programa de melhoramento genético sério e que faz parte da cabeceira do rebanho. Registro de associação só garante pureza racial e beleza. Produção mesmo quem garante é o CEIP.

Touro bom tem que trabalhar a campo e trabalhar direito. Estamos no Brasil e a nossa temperatura média anual é alta. O touro tem que estar preparado para encarar os pastos, as distâncias, o calor e ainda tem que querer saber de vaca. No Brasil tem carrapato, mosca, berne e o touro tem que estar preparado para isso. Se tivermos que trocar touros de lotes para dar “descanso” e suplementação, é preciso reavaliar a raça escolhida, pois tem algo muito errado.

Touro bom tem que produzir bezerro bom. Bezerros adaptados, ganhadores de peso, precoces e com carne de qualidade. Tem que deixar novilhas boas na fazenda para a reposição. Essas novilhas devem ser interessantes para o produtor, pois manter dois rebanhos na fazenda, um de zebu para fazer reposição e outro para fazer cruzamento, só serve para dar trabalho e desestimular o cruzamento.

Antes de escolher determinada raça para cruzar sua vacada, pesquise, avalie todas as possibilidades sem preconceitos e sem modismos. É importante lembrar que o investimento em touros é baixo perto do benefício que um bom touro traz ao rebanho. Desconfie dos “preços de ocasião”. Lembre-se sempre que a sua fazenda é o seu negócio.

Artigo por Gabriela Giacomini é zootecnista e gerente de operações do Programa Montana

Reproduzido do site Revista Safra

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Pecuária

Brasil descarta parte vacinada do boi antes de exportar carne aos EUA

Medida visa evitar abscessos na carne, que já gerou muitos problemas, e foi adotada mesmo após mudanças na formulação da vacina.

vacinação-febre-aftosa-pecuaria-boi-nelore (Foto: Governo de Rondônia/Reprodução)
Apesar de não ter problemas com febre aftosa há muito tempo, Brasil continua vacinando o rebanho. (Foto: Governo de Rondônia/Reprodução)

Mesmo após todas as adequações feitas na produção nacional de carne aos padrões exigidos pelos importadores dos EUA, a indústria brasileira tem optado por medidas drásticas para evitar perder o acesso ao mercado americano. De acordo com Antônio Jorge Camardelli, presidente da Associação Brasileira das Indústrias dos Exportadoras de Carne (Abiec), as empresas associadas à entidade assumiram o compromisso de não enviar ao país a parte do animal onde é realizada a aplicação de vacinas, evitando assim ocorrência de abscessos vacinais na carne bovina in natura.

“Para nos precavermos, fizemos um pacto interno entre nossos associados de que, momentaneamente, nós não vamos exportar aqueles cortes onde normalmente a vacina é utilizada, mitigando ao extremo o risco de aparecimento de qualquer problema”, assegura Camardelli.

A presença de abscessos vacinais na carne brasileira foi a razão apontada pelos EUA para a suspensão das importações em junho de 2017, menos de um ano após a abertura comercial do país ao produto in natura. Desde então, o Brasil se preparou para retomar os
embarques ao mercado americano, reaberto em fevereiro.

Nova vacina

As mudanças realizadas para atender os EUA incluíram alterações na formulação da vacina contra a febre aftosa no Brasil. O Ministério da Agricultura retirou a necessidade de imunização nacional contra o tipo C da doença, considerada extinta no país, o que permitiu reduzir a dose aplicada nos animais de 5ml para 2ml. Ao mesmo tempo, a indústria pôde substituir a composição da fórmula, eliminando a saponina, um dos adjuvantes presentes na vacina até então. “Pela nossa experiência e pela nossa conversa com o governo e com os produtores, nós responsabilizamos a saponina como grande veiculador desse problema [com abscessos]”, explica o presidente da Abiec.

A nova vacina tem sido aplicada no rebanho brasileiro desde maio do ano passado e Camardelli assegura que a nova formulação é “uma das melhores do mundo”. Segundo o presidente da Abiec, o setor confia nos estudos já realizados apontando que mudanças permitirão diminuir a incidência de abscessos na carne brasileira, mas tomou cuidados adicionais. “Como se tratam de estudos e como não temos um histórico dessa garantia que está sendo dada, mesmo sendo uma vacina de excelência, fizemos esse pacto interno para nos precavermos”, esclarece Camardelli

Por: CLEYTON VILARINO