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Agricultura

Produção agrícola em 2020 bate novo recorde e atinge R$ 470,5 bilhões

Produto que mais contribuiu para o resultado foi a soja.

O valor da produção agrícola do país em 2020 bateu novo recorde e atingiu R$ 470,5 bilhões, 30,4% a mais do que em 2019. A produção agrícola nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas chegou, no ano passado, a 255,4 milhões de toneladas, 5% maior que a de 2019, e a área plantada totalizou 83,4 milhões de hectares, 2,7% superior à de 2019.

Os dados constam da publicação Produção Agrícola Municipal (PAM) 2020, divulgada hoje (22) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

“Com a valorização do dólar frente ao real, houve também um crescimento na demanda externa desses produtos, o que causou impacto direto nos preços das principais commodities, que apresentaram significativo aumento ao longo do ano. Como resultado, os dez principais produtos agrícolas, em 2020, apresentaram expressivo crescimento no valor de produção, na comparação com o ano anterior”, explicou o IBGE.

A cultura agrícola que mais contribuiu para a safra 2020 foi a soja, principal produto da pauta de exportação nacional, com produção de 121,8 milhões de toneladas, gerando R$ 169,1 bilhões, 35% acima do valor de produção desta cultura em 2019.

Em segundo lugar no ranking de valor, veio o milho, cujo valor de produção chegou a R$ 73,949 bilhões, com alta de 55,4% ante 2019. Pela primeira vez desde 2008, o valor de produção do milho superou o da cana-de-açúcar (R$ 60,8 bilhões), que caiu para a terceira posição. A produção de milho cresceu 2,8%, atingindo novo recorde: 104 milhões de toneladas.

O café foi o quarto produto em valor de produção, atingindo R$ 27,3 bilhões, uma alta de 54,4% frente ao valor de 2019. Já a produção de café chegou a 3,7 milhões de toneladas, com alta de 22,9% em relação ao ano anterior, mantendo o Brasil como maior produtor mundial.

No ano passado, Mato Grosso foi o maior produtor de cereais, leguminosas e oleaginosas do país, seguido pelo Paraná, por Goiás e o Rio Grande do Sul.

Em relação ao valor da produção, Mato Grosso, destaque nacional na produção de soja, milho e algodão, continua na primeira posição no ranking, aumentando sua participação nacional para 16,8%, novamente à frente de São Paulo, destaque no cultivo da cana-de-açúcar. O Paraná, maior produtor nacional de trigo e segundo de soja e milho, ocupou, em 2020, a terceira posição em valor de produção, à frente de Minas Gerais, destaque na produção de café.

“O Rio Grande do Sul, que teve a produtividade de boa parte das culturas de verão afetadas pela estiagem prolongada no início de 2020, apresentou retração de 6,9% no valor de produção agrícola, caindo para a quinta posição no ranking, com participação nacional de 8,1%”, informou o IBGE,

Os 50 municípios com os maiores valores de produção agrícola do país concentram 22,7% (ou R$ 106,9 bilhões) do valor total da produção agrícola nacional. Desses 50 municípios, 20 eram de Mato Grosso, seis da Bahia e seis de Mato Grosso do Sul.

Sorriso (MT) manteve a liderança entre os municípios com maior valor de produção: R$ 5,3 bilhões, ou 1,1% do valor de produção agrícola do país. Em seguida, vieram São Desidério (BA), com R$ 4,6 bilhões, e Sapezal (MT) com R$ 4,3 bilhões.

Por: Agência Brasil

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Agricultura

Produção de grãos na safra 2020/21 deve chegar a 252,3 milhões de toneladas

Apesar da diminuição na produção total da safra, a soja deve ter uma produção recorde estimada em 135,9 milhões de toneladas.

A produção da atual safra brasileira de grãos deverá chegar a 252,3 milhões de toneladas. A estimativa foi divulgada nesta quinta-feira (9) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), no 12º Levantamento da Safra de Grãos 2020/21. Em comparação com a safra passada, houve uma redução de 1,8%.

“Esta foi a safra mais difícil dos últimos 30 anos que nós tivemos no país. Chuvas tardias no início do plantio, chuvas na colheita, secas, geadas, pragas. Mas mesmo assim tivemos recordes em algumas produções”, ressaltou o diretor-presidente da Conab, Guilherme Ribeiro.

Apesar da diminuição na produção total da safra, algumas culturas apresentam crescimento. É o caso da soja, que deve ter uma produção recorde estimada em 135,9 milhões de toneladas, aumento de 8,9% em relação à safra 2019/20.

Outra cultura com número positivo é o arroz, que nesta safra tem produção estimada em 11,75 milhões de toneladas, 5% superior ao volume produzido na temporada anterior.

Já para as culturas de inverno (aveia, canola, centeio, cevada, trigo e triticale), a projeção é de aumento de 13,1% na área plantada. O destaque é para o trigo, que apresenta um expressivo crescimento na área de 14,9%, chegando em torno de 2,69 milhões de hectares. A estimativa atual é de uma produção de 8,15 milhões de toneladas.

Entre as culturas que devem apresentar redução na produção estão o milho, com produção total de 85,75 milhões de toneladas, volume 16,4% menor do que em 2019/20. Outro é o feijão, com produção total estimada em 2,86 milhões de toneladas, 11,4% menor que a obtida na safra anterior.

Exportação

O algodão em pluma e a soja seguem com cenário positivo no mercado internacional. A previsão é de que sejam exportadas 2,1 milhões de toneladas de fibra de algodão e aproximadamente 83 milhões de toneladas de soja neste ano.

Por outro lado, foi reduzida a previsão do volume exportado de milho. A expectativa é de que as vendas do produto no mercado externo caiam 37%. A projeção de importação está mantida em 2,3 milhões de toneladas.

Este é o último levantamento para esta safra 2020/2021. A partir de outubro, a Conab reinicia o ciclo e passa a contabilizar os números da próxima colheita no país.

Próxima safra

O Governo Federal prevê R$ 251,22 bilhões para apoiar a produção agropecuária nacional na safra 2021/2022. O valor reflete um aumento de R$ 14,9 bilhões (6,3%) em relação ao Plano anterior.

“Os dados de contratação de crédito rural nos dois primeiros meses, assim que foi anunciado o plano safra, já ultrapassaram os R$ 64 bilhões. As operações de custeio estão 25% mais fortes do que no ano passado, são R$ 36 bilhões. Nos investimentos, as tomadas de recursos somaram R$ 18,3 bilhões nesses dois primeiros meses, tendo uma alta de 61% em relação ao ano passado. As premissas para uma boa safra estão dadas”, destacou o secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura e Abastecimento, Guilherme Bastos.

Por: Governo do Brasil

 

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Agricultura

Alto preço de fertilizante desafia produtor

De olho nas condições climáticas e nas cotações agrícolas, os produtores brasileiros preparam-se para iniciar o plantio da safra 2021/22 a partir de setembro – após o encerramento do vazio sanitário contra a ferrugem da soja.

Foram muitos os desafios para adequar o orçamento desta próxima safra, especialmente diante do cenário econômico instável do País e do mundo e, especificamente, dos expressivos reajustes nos preços médios dos agroquímicos. Nestes comentários o foco recairá sobre o caso dos fertilizantes nos mercados interno e externo.

No contexto internacional, as valorizações dos nitrogenados estiveram atreladas à menor produção chinesa destes fertilizantes. Quanto aos fosfatados, os valores foram impulsionados pelo início da taxação norte-americana sobre o produto proveniente do Marrocos, que é um grande produtor de fosfatados. Assim, os produtores dos Estados Unidos estão buscando se abastecer em outras origens.

Alto preço de fertilizante desafia produtor

De janeiro a julho de 2021, o valor médio da tonelada de ureia prill negociada nos principais portos do mundo ficou 60,3% acima do registrado no mesmo período do ano passado. O preço médio da tonelada da ureia no porto ucraniano (Yuznhy) em julho, inclusive, foi o maior, em termos nominais, desde julho de 2012.

Também entre janeiro a julho deste ano, o preço médio do MAP (fosfatado monoamônico) negociado nos portos de Casa Blanca (Marrocos) e de São Petersburgo (Rússia) ficou 96,3% superior ao do mesmo período de 2020. Para este insumo, foram observadas fortes valorizações nos dois primeiros meses de 2021. Em julho, especificamente, a cotação média da tonelada do MAP no porto russo foi a maior desde outubro de 2008, em termos nominais.

Quanto ao cloreto de potássio, um forte reajuste foi observado mais recentemente. De junho para julho, o preço do cloreto de potássio disparou, com forte avanço de 39,6% no porto de Vancouver (Canadá). Essa valorização se deve à medida restritiva da União Europeia aplicada à Bielorrússia, aprovada no final de junho, que inclui a proibição da venda, fornecimento, transferência ou exportação via direta ou indireta de vários bens (equipamentos, softwares, equipamentos militares, etc.), produtos petroquímicos e cloreto de potássio. Vale lembrar que Bielorrússia é responsável por pelo menos com 1/5 da produção mundial de cloreto de potássio, sendo o segundo maior produtor do mundo. De janeiro a julho de 2021, o preço médio do cloreto de potássio no porto de Vancouver ficou 26,9% acima do observado no mesmo período de 2020. Em julho, o valor médio foi o maior nominal desde dezembro de 2012.

Diante disso, agentes nacionais e internacionais estão atentos à intervenção do governo chinês sobre as vendas de fertilizantes, à relação política entre Bielorússia e a União Europeia e também ao novo avanço de casos de covid-19 em muitos países. Na China, empresas de fertilizantes estão sofrendo pressão do governo para suspender temporariamente a exportação, visando a garantir o abastecimento doméstico. A intervenção do governo chinês no mercado, por sua vez, tem como objetivo conter a alta de preços dos fertilizantes no país. A China é a maior produtora e consumidora de nitrogenado e fosfatado, mas também é uma grande exportadora dos dois produtos.

No Brasil (considerados todos os estados acompanhados mensalmente pelo Cepea), a média de janeiro a julho deste ano do preço da tonelada da ureia subiu 58,4% frente ao mesmo intervalo de 2020, atingindo, em julho, o maior patamar nominal desde outubro de 2008 nos estados do Paraná e de Mato Grosso. No caso do MAP, a cotação média da tonelada do período avançou significativos 90,3% na mesma comparação, com os preços de julho sendo os maiores desde novembro de 2008 em Mato Grosso e no Paraná. A tonelada do cloreto de potássio se valorizou 52,4% na parcial deste ano frente ao mesmo período de 2020, com o insumo comercializado em julho ao preço mais alto desde agosto de 2009 em Mato Grosso e no Paraná.

 

Diante disso, simulações[1] realizadas pelo Cepea mostram que o gasto médio orçado com fertilizantes para a produção de soja e de milho verão na safra 2021/22 deve subir 50,1% e 55,4%, respectivamente, frente ao da temporada anterior (2020/21). Para o milho segunda safra, feijão, arroz irrigado e trigo, são estimados aumentos nos gastos médios com fertilizantes de 2020/21 para 2021/22 das ordens de 53%, 65,2%, 68,2% e 71,1%, respectivamente.

Outros dois importantes itens na composição de custo de produção também apresentaram avanços. No caso dos defensivos agrícolas, a elevação estimada de gastos da safra 2021/22 foi de 3% para a produção de trigo, de 6,7% para o milho verão, de 9% para o feijão, de 11,1% para o arroz irrigado, de 11,2% milho segunda safra e de 12,5% para a soja. Nos casos dos gastos com diesel e com a manutenção preventiva das máquinas, foram calculadas elevações de 10,3% para a produção de soja na safra 2021/22, de 10,5% para o milho verão, de 15% para o milho segunda safra, de 11,9% para o trigo, de 15,4% para o feijão e de expressivos 21,1% para o arroz irrigado, também da safra 2021/22 em relação à anterior.

Diante dos aumentos nos gastos com os fertilizantes, defensivos agrícolas, diesel, com a manutenção preventiva das máquinas e também de outros itens, a estimativa do orçamento total de produção para a safra 2021/22 cresceu, sendo a maior alta a calculada para a soja, de 32,9%. No caso do trigo, o incremento nos custos de produção calculado pelo Cepea foi de 31,6%; para o milho verão, de 30,9%; para o milho segunda safra, de 28,7%; para o arroz irrigado, de 20,1%; e, para o feijão, de 16,1%. A propósito, esses custos podem registrar novos avanços no decorrer desta safra 2021/22, dependendo muito do clima e de incidências de pragas e doenças nas lavouras, do comportamento da taxa de câmbio (dólar) e dos preços das matérias-primas dos agroquímicos e do petróleo nos países produtores.

[1] Para as simulações acima, foram considerados dados técnicos levantados pelo Projeto Campo Futuro (parceria entre o Cepea e a CNA) da safra 2019/20, os preços dos insumos atualizados mensalmente pela Equipe do Cepea e os custos médios de produção da soja e do milho verão da safra 2020/21. Além disso, foi considerado que, em média, 60% dos fertilizantes desta temporada 2021/22 foram comprados com os preços médios do primeiro trimestre de 2021 e outros 40%, com os valores médios do segundo trimestre de 2021. No caso dos demais itens que estruturam o custo de produção, foram considerados que os valores médios do primeiro trimestre de 2021 representaram 30% do custo e os preços do segundo trimestre de 2021 tiveram peso de 70%. Os valores médios estimados para milho segunda safra, feijão e arroz irrigado compreendem o período de abril a julho de 2020 para representar a safra 2020/21 e o de abril a julho de 2021 para sinalizar a safra 2021/22; para o trigo, os valores médios abrangem o intervalo de fevereiro a maio de 2020 para retratar a safra 2020/21 e o mesmo período de 2021 para caracterizar a temporada 2021/22.

Mauro Osaki – Pesquisador da área de Custos Agrícolas do Cepea

Por: Portal do Agro

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Tecnologia

População rural usa a internet para tirar dúvidas e participar de eventos durante a pandemia

Agricultores passaram a receber assistência técnica à distância e a procura por cursos on-line cresceu. Exposições virtuais de gado reuniram criadores de todo o Brasil.
População rural usa a internet para tirar dúvidas e participar de eventos durante a pandemia

População rural usa a internet para tirar dúvidas e participar de eventos durante a pandemia.

Quando a pandemia começou, muitos agricultores pararam de receber visitas técnicas no campo. Frequentar aulas ou participar de exposições também parecia mais difícil em tempos de isolamento social.

Mas algumas iniciativas permitiram que esses encontros ocorressem de forma segura. E reuniram pessoas de todo o Brasil pelo computador e pelo celular .

A assistência técnica à distância se intensificou e foi um alívio para muitos produtores, como para o agricultor Antônio Porfirio, de Sobradinho, no Distrito Federal (DF).

Ele tinha receio de perder plantações por não saber controlar pragas, mas as visitas on-line o ajudaram e hoje ele comemora o fato de não ter que esperar cerca de 30 dias por uma assistência presencial. Porfirio até comprou um celular mais moderno para mandar fotos e vídeos para os técnicos.

Quem o atende do outro lado da tela é o agrônomo Thiago Campos. Ele faz cerca de 20 consultas por dia, mas conta que sente falta dos atendimentos presenciais para “examinar mais de próximo o paciente”, “olhar a raiz, cortar a planta, pegar no solo”.

Por outro lado, ele avalia que o modelo híbrido (presencial e on-line) veio para ficar.

Conexão no campo

O atendimento presencial ainda é muito importante porque tem muito produtor desconectado.

Segundo o Banco Interamericano de Desenvolvimento, mais da metade da população rural ainda não tem acesso à internet de qualidade.

“Nós não queremos criar exclusão de agricultores em relação às ferramentas digitais. A gente quer agilizar as demandas e o atendimento ao agricultor, mas sem perder de vista o falar de perto com o agricultor, que é a essência da extensão rural”, diz Helena Silva coordenadora de metodologia de extensão rural.

Cursos on-line em alta

Quando a internet se expande pelo campo, a educação fica mais acessível. Exemplo disso foi o aumento dos cursos on-line.

Na Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), por exemplo, os cursos virtuais gratuitos alcançaram 11 vezes mais pessoas depois da pandemia.

“A gente tem que buscar formas de levar para a sociedade aquilo que a gente produz, que é a pesquisa. O uso das plataformas virtuais para disseminação de conhecimento é uma coisa sem volta”, diz Marcelo Müller, engenheiro florestal da Embrapa Gado de Leite.

A Universidade do Cavalo, em Sorocaba (SP), também viu os números de seus cursos crescerem.

A instituição matriculou 5 vezes mais alunos virtuais durante a pandemia e passou a oferecer conteúdo ao vivo para os amantes de cavalo, em um evento chamado “Live de pista”, que chegou a reunir 30 mil pessoas de uma só vez.

Leilões e concursos

Outro setor que se reinventou foi o de leilões e de concursos de animais.

Uma exposição das raças dos gados Simental, Simbrasil e Simlandês, por exemplo, que acontecia presencialmente em Itapetininga (SP), passou a ser totalmente on-line.

Os organizadores precisaram contratar uma equipe para filmar 40 candidatos ao prêmio. E o gasto saiu pela metade do valor que seria para deslocar todo o gado até a cidade paulista.

Uma das vantagens da exposição virtual é que o gado fica no ambiente que está acostumado, sem sofrer nenhum estresse.

O outro benefício é que mais animais podem participar. Na última edição, foram inscritos 500, bem mais do que nos eventos presenciais.

Além disso, a exposição teve leilões virtuais que faturaram mais de 10 vezes o valor da edição de 2019.

Para assistir a reportagem completa acesse o link:
https://g1.globo.com/economia/agronegocios/globo-rural/noticia/2021/09/05/populacao-rural-usa-a-internet-para-tirar-duvidas-e-participar-de-eventos-durante-a-pandemia.ghtml

Por: Globo Rural

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Agronotícias

CONHEÇA A HISTÓRIA POR TRÁS DE IMAGEM VIRALIZADA NAS REDES

Agricultura dinâmica: cultivo de soja em Serras Gerais, na área plana é o Oeste da Bahia e na parte baixa o Tocantins; divisa impressiona pela beleza.
Foto: Rui Rezende / @ruirezendeoficial

Rico por Natureza! Acredito que você tenha visto essa imagem por aí, ela foi compartilhada dezenas de vezes e curtida outras milhares. Nós encontramos o autor dela, bem como a história por trás de uma das mais belas imagens que representam o progresso do agronegócio brasileiro. A região da foto faz parte do Matopiba, extensão geográfica que recobre parcialmente os territórios dos estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia. Uma curiosidade importante, engana-se você que acredita que a imagem foi produzida com drones, o fotógrafo fez a imagem à bordo de um pequeno avião usando sua câmera fotográfica.

O Matopiba é uma das novas fronteiras agrícolas do país, e tem o agronegócio como fonte econômica e entre as principais culturas se destacam o cultivo de soja e o milho para exportações. A produtividade é crescente a cada ano e os números do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, prevê que na próxima década o Brasil será o maior fornecedor mundial de soja (49%) e o segundo maior de farelo de soja (26,9%).

Foto: Rui Rezende / @ruirezendeoficial

Na imagem é possível observar que a parte superior plana é o Oeste da Bahia, na parte baixa coberta pela mata é Tocantins. A parte plana tem em média 800 até 1000 metros de altitude, a região é rica de água e uma das maiores produtoras de soja e algodão do país, engloba cidades como Barreiras, Luis Eduardo Magalhães, Formosa do Rio Preto e São Desidério. Segundo informações obtidas na internet a área inferior é a Fazenda dos Castelli no município de Lizarda do Tocantins, que faz parte das Serras Gerais.

 

Por: Compre rural

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Agricultura

Interação planta-nematóide: entender para conviver


Os nematóides constituem um diverso grupo dos invertebrados, abundantes como parasitas ou na forma de vida livre no solo, em ambientes aquáticos ou marinhos. Cerca de 26% dos gêneros descritos habitam o solo sob diferentes grupos funcionais delimitados pelos seus hábitos alimentares: bacteriófagos (se alimentam de bactérias), micófagos (se alimentam de fungos), onívoros (se alimentam de bactérias e fungos), predadores (se alimentam de outros nematoides) ou fitoparasitas (se alimentam de plantas). A umidade do solo, a umidade relativa e os fatores ambientais afetam diretamente a sobrevivência dos nematóides. Os nematóides possuem variadas formas de adaptação a mudanças que ocorrem no ambiente, causadas por diversos fatores, entre os quais o manejo dos cultivos, estresse climático, época de plantio, fisiologia das plantas e melhoramento genético.

A importância dos fitonematoides é justificada pela dificuldade e pelos altos custos envolvidos no seu controle, onde certamente estão entre os fitopatógenos mais danosos às plantas. Com mais de 4.100 espécies descritas de fitonematoides, as mais importantes, em relação às pesquisas e danos econômicos, são os nematóides formadores de galhas (Meloidogyne spp.), os nematóides de lesões radiculares (Pratylenchus spp.) e os nematóides s de cisto (Heterodera spp. e Globodera spp.). Estima-se que 12 a 15% da produção mundial de alimentos sejam perdidos anualmente como consequências de ataque dos nematóides parasitas de plantas. Esses danos podem ser ainda maiores, em regiões menos desenvolvidas, nas quais a tecnologia empregada na exploração agrícola não alcança níveis mínimos encontrados nas regiões com alto nível de tecnificação agrícola. Para alavancar o sucesso na redução populacional dos fitonematóides na agricultura, sem dúvida, é necessário entender a interação planta- nematóides para desenvolver e implementar métodos para “conviver” em harmonia com esses fitoparasitas em baixa população e causando o mínimo de danos econômicos para a produtividade das plantas.

A interação planta- nematóides envolve dois sistemas complexos e bem distintos, nematóides do Reino Animal e as plantas do Reino Vegetal. Os nematóides fitoparasitas adaptaram-se à outra fonte de alimento, evitando a competição com os bacteriófagos, micófagos e parasitas de pequenos animais e plantas inferiores. Para isso, tiveram que adaptar suas peças bucais para se alimentar e parasitar as plantas, desenvolvendo um órgão pontiagudo com canalículos interno ligado a músculos constrictores possibilitando a introdução do mesmo na planta e a sua retração, chamado estilete. Apenas os fitonematóides possuem estiletes.

A interação planta- nematóides envolve diversas fases, começando pela atração do nematóides para o local de alimentação no órgão da planta e o contato inicial com suas camadas externas, principalmente as raízes. Esse contato gera uma liberação de compostos químicos para a penetração do estilete na planta, permitindo que os nematóides absorvam os conteúdos celulares ou líquidos nutritivos diretamente do floema.

Por outro lado, as plantas têm desenvolvido uma gama de mecanismos de defesa envolvidos na resistência e proteção contra os nematóides. Esses mecanismos incluem a síntese de fitoalexinas e inibidores de proteases, o reforço físico químico da parede celular e o acumulo de enzimas hidrolíticas, como as quitinases. A resistência pode depender da capacidade da planta em reconhecer rapidamente o patógeno e induzir essas respostas de defesa a fim de limitar a dispersão dos mesmo em campo.

Seguindo a linha de ataque dos fitonematóides e defesa das plantas, inúmeros métodos de redução populacional desses agentes são utilizados em diferentes sistemas de produção vegetal como:

Métodos químicos: nematicidas químicos são os mais utilizados para o controle de fitonematoides, entretanto, a maior parte desses compostos estão perdendo a eficiência ao decorrer dos anos pelo uso massivo e pela falta de manejo adequado das lavouras, acarretando a seleção dos nematóides resistente e aumento descontrolado de suas populações.

Método Biológico: dentre os diversos inimigos naturais dos nematóides comumente encontrados nos solos, os que apresentam maior potencial como agentes de controle biológico são as bactérias e os fungos. Esses microrganismos podem atuar diretamente nos fitonematóides ou em suas massas de ovos, parasitando ou inibindo sua “aterrissagem” e posterior alimentação dos conteúdos celulares das raízes das plantas. Os principais agentes que desempenham esses mecanismos são os fungos Trichoderma spp., Purpureocillium lilacinum e Pochonia chlamydosporia. Já pesando em bactérias, o Bacillus subtilis ainda é o mais utilizado. Observando ainda que a indução dos mecanismos de resistência das plantas por agentes microrgabianos também possui sua relevância na inibição do parasistimos dos nematóides nas plantas. Dessa maneira, podemos citar todos os microrganismos supracitados, principalmente o Trichoderma spp., Pochonia chlamydosporia e Bacilluis subtilis.

Rotação de culturas: esse método, que também pode ser considerado como biológico, têm ampla utilização na agricultura como adubo verde, cobertura morta, fixação de nitrogênio, controle de nematóides e reciclagem de nutrientes. Entre as leguminosas promissoras para essas práticas, destacam-se: a mucuna-preta (Stilozobium aterrimum Piper e Tracy), a crotalária (Crotalaria juncea, Crotalaria spectabilis ) e o feijão-de-porco (Canavalia ensiformis D.C.), por serem plantas rústicas e de eficiente desenvolvimento vegetativo, adaptadas às condições de baixa fertilidade e de elevadas temperaturas. Visando a redução populacional dos fitonematoides a utilização da Crotalaria spectabilis é umas das mais utilizadas. Há muito tempo sabe-se que a Crotalaria spectabilis têm ação sobre os fitonematóides. De acordo com Lordello (1973), já em 1940, Barrons demonstrou que as larvas infestantes do nematóide das galhas (Meloidogyne spp.) penetram nas raízes de C. spectabilis, mas não sobrevivem, perecendo prematuramente sem deixar sobreviventes. Outro fator importante na rotação de culturas é o manejo para acumular palhada e matéria orgânica no solo. Esse fator é de grande relevância na agricultura, onde o solo é estimulado a desenvolver uma microbiota antagônica que propicia o controle biológico dos nematóides e até de outros fitopatógenos fúngicos ou bacterianos.

Utilização de variedades resistentes: embora seja o método ideal de controle de doenças, nem sempre é possível aplicá-lo, pois depende da disponibilidade de genótipos que combinem características de resistência com qualidades agronômica. Assim, a utilização dessa ferramenta deve ser utilizada com cautela, respeitando todo o manejo dessas variedades e não deixando de lado as ferramentas já mencionadas anteriormente.

Assim, o estudo do modelo de vida dos nematóides em relação à pratica agrícola é de extrema importância para a tomada de decisão quanto à redução populacional dos nematóides e o incremento da microbiota do solo. O manejo agrícola correto deve surtir efeito em médio prazo não apenas para os nematóides, esse processo irá desencadear o controle biológico de outros fitopatógenos e gerar aumento na produtividade vegetal.

Dr. Magno Rodrigues de Carvalho Filho

PhD em Fitopatologia

Universidade de Brasília/Universidade do Minho-Portugal
Área de concentração: Controle biológico de pragas e doenças de plantas

Fonte: Gerente de pesquisa e Desenvolvimento: JCO Bioprodutos

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Agricultura

Acabar com a fome exige “mais comércio livre na agricultura”, diz ministra

 

Acabar com a fome exige “mais comércio livre na agricultura”, diz ministra Tereza Cristina Dias. REUTERS Amanda Perobelli

A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, disse na Pré-Cúpula de Sistemas Alimentares, promovida pela Organização das Nações Unidas (ONU) em Roma, que acabar com a fome “é um dos desafios mais urgentes de nossos tempos, juntamente com a erradicação da pobreza e o combate às mudanças climáticas”.

 A ministra participou nesta segunda-feira do painel “Alcançando Fome Zero: Nutritiva e Sustentavelmente”, que tratou de soluções para erradicação da fome no mundo. Tereza Cristina reforçou, em seu discurso, que o esforço para acabar com a fome exige “mais comércio livre na agricultura”, além de transferência de tecnologia e aumento da capacidade produtiva.

“Nos últimos 50 anos, o Brasil fez grandes avanços na alimentação de sua população. A ciência e a inovação modernizaram nossa agricultura. A oferta de alimentos aumentou, os preços baixaram”, disse Tereza Cristina. “No Brasil, a insegurança alimentar hoje está fortemente relacionada a acesso, e estamos trabalhando muito para superá-la.”

A ministra afirmou, ainda, que as políticas brasileiras de segurança alimentar combinam transferência de renda, apoio à produção sustentável e suprimento e acesso adequados a alimentos. “Neste empreendimento, qualidade, dados e monitoramento são essenciais”, afirmou. “Dessa forma, podemos direcionar as políticas de forma mais eficiente para aqueles que mais precisam.”

A representante afirmou que os programas de compras governamentais, incluindo os voltados para alimentação escolar, direcionam alimentos para grupos mais vulneráveis da sociedade e promovem hábitos alimentares saudáveis ao mesmo tempo em que proporcionam renda a agricultores familiares. “São políticas que podem ser facilmente replicadas em outros países e com impacto significativo.”

Está prevista também a presença da ministra no Primeiro Fórum de Ministras da Agricultura das Américas, evento organizado pelo Instituto Interamericano para Cooperação para a Agricultura.

Por: Brasil Agro

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Agronotícias

Agricultores temem perdas com previsão de geada e frio histórico

 

Agricultores temem perdas com previsão de geada e frio histórico
Legenda: Geada no Vale da Invernadinha, a 11km de São Joaquim, em Santa Catarina – Imagens Mycchel Legnaghi/São Joaquim Online

Massa polar pode ser uma das piores do século no Centro-Sul; Minas já tem prejuízo no café.

A massa polar histórica que chega ao Brasil nesta semana deixa em alerta produtores das regiões Sul e Sudeste, que já registraram prejuízo após uma geada repentina na semana passada.

Embora agricultores gaúchos e paranaenses cultivem culturas específicas para o frio, como trigo e cevada, o efeito de -10ºC, como previsto pela meteorologia, pode ser devastador.

A tendência é de geada no centro-sul do país e de temperaturas que podem cair até -20ºC em áreas de maior amplitude no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, de acordo com boletim da Metsul Meteorologia emitido no sábado (24). Na avaliação de técnicos, pode ser uma das massas de ar polar mais fortes a alcançar o Brasil no século.

O agricultor Laércio Dalla Vecchia, de Mangueirinha (PR), plantou 200 hectares neste inverno. Há uma semana, o termômetro da lavoura marcou -9,5ºC no solo. A temperatura congelou parte da produção de aveia. Com previsão de mais frio, ele teme perdas com os outros alimentos.

“O trigo, quando está pequeno, aguenta geada. Mas -10ºC é capaz de matar tudo. A cevada também não resiste a um frio extremo desse”, afirma.

Com o inverno rigoroso no Rio Grande do Sul, produtores de regiões mais frias postergam o plantio de trigo para que o cereal ainda esteja em fase vegetativa em julho, o que diminui o risco de danificação.

Para o produtor Maurício de Bortoli, de Cruz Alta (RS), a geada e o frio intenso do mês de julho não representam uma grande preocupação para os cultivos de inverno. O receio é se novas ondas de frio invadirem o estado em agosto e setembro, como previsto, quando a maioria dos cereais estará em floração ou enchimento dos grãos.

“A preocupação é grande na cidade, em termos de prejuízo econômico e alimentar, mas não há prejuízo relevante nesta época para as grandes culturas [na lavoura]. Após o mês de julho poderemos perder, além do trigo, a cultura do milho, por exemplo” afirma.

A estimativa para a safra de trigo do Brasil é recorde neste ano, totalizando 8,48 milhões de toneladas, 36% a mais do que no ciclo anterior, de acordo com a Conab (Companhia Nacional do Abastecimento). A geada impactou pequena parcela da área cultivada.

O cenário do café, entretanto, preocupa e gera incerteza sobre a próxima safra. A estimativa é que a geada tenha atingido 300 cidades produtoras do país. Em São Paulo e Minas Gerais, maior produtor nacional, a perda foi relevante e logo fez disparar os preços no mercado.

A projeção de prejuízo é de 15% da produção em regiões como Franca (SP), segundo a Faesp (Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo).

“A geada está preocupando. A última não foi tão danosa em São Paulo quanto em Minas Gerais, mas vai impactar até a produção de gado de leite e corte, porque afetou 40% das pastagens de São Paulo”, afirma Tirso Meirelles, vice-presidente da entidade.

A alimentação do gado comprometida impacta nos custos ao produtor, considerados já elevados neste ano com a alta do milho. No caso do café, Meirelles diz que é preciso levar em conta na recuperação que um hectare produtivo custa de R$ 18 mil a R$ 20 mil.

Na região mineira de Patrocínio, produtores estimam desfalque de 50% na produção local. O cafeicultor Matheus Grossi afirma que 40% do seu parque cafeeiro foi afetado na semana passada. Ele calcula 40 mil sacas a menos na safra de 2022 graças à geada, a pior que presenciou desde 1994.

“Pegou todas as lavouras, velhas e novas. Algumas vamos ter que arrancar, com outras é só manejo de poda.” Apesar da técnica agrícola, produtores afirmam que pouco se pode fazer contra geadas fortes e inesperadas do tipo.

A Faemg (Federação da Agricultura e Pecuária de Minas Gerais) está realizando um levantamento com sindicatos e produtores para mensurar o impacto do fenômeno na atividade agrícola. Embora a previsão seja de geada mais forte no Sul, há possibilidade de um novo evento em Minas Gerais no fim do mês. Produtores também estão preocupados com a entrega de café já estabelecida com as cooperativas.

Por: Brasil Agro

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Vazio sanitário da soja está em vigor

Começa nesta quinta, 15, a primeira etapa do vazio sanitário da soja no Pará, que se estende até o dia 15 de setembro. Nesse período, é proibido cultivar ou implantar cultivos de soja, bem como manter ou permitir a presença de plantas vivas da espécie em qualquer fase de desenvolvimento.

Foto: Adepará

O calendário deverá ser cumprido nos seguintes municípios: Bannach, Conceição do Araguaia, Cumaru do Norte, Floresta do Araguaia, Pau-d’Arco, Redenção, Santa Maria das Barreiras, Santana do Araguaia, Ourilândia do Norte, São Félix do Xingu, Tucumã, Água Azul do Norte, Rio Maria, Sapucaia, Xinguara, Brejo Grande do Araguaia, Itupiranga, Jacundá, Marabá, Nova Ipixuna, Palestina do Pará, Piçarra, São Domingos do Araguaia, São Geraldo do Araguaia, São João do Araguaia, Canaã dos Carajás, Curionópolis, Eldorado do Carajás, Parauapebas, Aveiro, Itaituba, Jacareacanga, Novo Progresso, Trairão, além dos distritos de Cachoeira da Serra e Castelo de Sonhos.

A soja é o principal produto da pauta de exportação brasileira, alcançando, em 2020, o volume recorde de 119,4 milhões de toneladas exportadas, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O grão tem apresentado um ritmo significativo de crescimento no Pará. Entre os anos de 2010 e 2020, a área cultivada expandiu de 85,4 mil para 603.473 mil hectares, tornando-se a cultura de maior representatividade no Estado. A soja, atualmente, representa cerca de 25% do valor exportado pelo setor no Pará.

Diante da importância econômica do agronegócio para o Estado, há uma demanda significativa para a prevenção e controle das pragas que atacam a cultura.

A Adepará executa a defesa sanitária na sojicultura paraense, seguindo as diretrizes do Programa Nacional de Controle da Ferrugem Asiática da Soja  (PNCFS), assim como as demandas do Programa Estadual.

Vazio Sanitário

O objetivo do vazio sanitário é prevenir e controlar a principal praga que acomete as plantações de soja: o fungo Phakopsora pachyrhizi, que é o causador da ferrugem asiática, doença que pode ocasionar até 75% de perda da safra. O fungo possui alta capacidade de reprodução e disseminação. Por necessitar de hospedeiro vivo para sobreviver, ele prejudica a plena formação dos grãos, causando a queda prematura das folhas.

“O vazio sanitário objetiva a redução da sobrevivência do fungo causador da ferrugem asiática e a diminuição de esporos desse fungo no ambiente, causando, com isso, o atraso de ocorrência da doença nos plantios. É uma estratégia muito importante, pois quebra a ponte verde que existe de uma safra a outra”, reforça Maria Alice Thomaz Lisboa, gerente de Programas de Pragas de Importância Econômica da Adepará.

Cadastro

Desde 2008, é obrigatório que todos os sojicultores paraenses, inclusive aqueles que utilizam quaisquer sistemas de irrigação, cadastrem-se anualmente na Adepará. O registro do plantio deve ser feito por meio do preenchimento de formulário, que contempla informações sobre as áreas plantadas.

O mapeamento das áreas produtoras de soja no Estado é essencial para o planejamento das ações de defesa fitossanitária. “O cadastro de produtores de soja tem como objetivo a otimização dos recursos orçamentários, com conhecimento e mapeamento das áreas com soja no Estado, dando condições para executarmos e planejarmos ações dos programas nacional e estadual do controle da ferrugem asiática da soja”, acrescenta a gerente.

Os produtores que não se cadastrarem responderão às penalidades previstas na Lei Estadual de Defesa Vegetal e aqueles que não cumprirem a obrigatoriedade do vazio sanitário estarão sujeitos a notificação e autuação.

Fonte: Adepará

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Aprosoja Pará faz estradeiro pela Transamazônica

Objetivo é para mostrar desafios e oportunidades e atrair investimentos para região.

Uma comitiva da Associação dos Produtores de Soja do Pará (Aprosoja Pará) realizaram, entre os dias 30 de junho e 2 de julho, um estradeiro pela BR 230, também conhecida como rodovia Transamazônica, para visitar regiões produtoras de soja.

O circuito visitou oito municípios paraenses (Goianésia, Tucuruí, Novo Repartimento, Senador José Pórfiro, Altamira, Brasil Novo e Medicilândia), num total percorrido de 2.400 Km de rodovias, sendo 650 de estradas de chão.

De acordo com o presidente da entidade, Vanderlei Ataídes, a rota da soja no estado foi criada para conhecer e divulgar as áreas onde já se planta soja no estado, trocar informações com produtores e divulgar o potencial do Pará, tanto dentro quanto para fora do estado.

“O estradeiro que também serviu para mostrar às nossas autoridades os nossos gargalos e as nossas vantagens competitivas, tanto o que é bom quanto o que é difícil para a vida do produtor e das populações”, disse Vanderlei.

O roteiro começou em Paragominas, principal polo produtor da oleaginosa no estado, e passou por cidades que já produzem o grão, como Tailândia e Goianésia. Durante o percurso, o grupo atravessou a hidrelétrica de Tucuruí e detectou a necessidade de asfaltamento e construção de pontes para o transporte de pessoas e mercadorias.

A próxima rota será pela BR 163, entre Santarém e a divisa com Mato Grosso, no Sul do estado. Também está prevista uma visita pela BR 158 até outro ponto da divisa com Mato Grosso e Tocantins.

“Queremos mostrar que a produção de soja em nosso estado é sustentável, que respeita as leis, o Código Florestal, e, assim, atrair novos investimentos para o Pará e oportunidades para populações desassistidas”, salienta Vanderlei Ataídes.

 

 

Por: Aprosoja