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Mapa prepara novo Cadastro da Agricultura Familiar

HomeAgronegócioMapa prepara novo Cadastro da Agricultura Familiar Mapa prepara novo Cadastro da Agricultura Familiar 10/05/2019 posted on 10/05/2019 at 9:04 O fortalecimento do Planapo significa um importante passo em direção ao acesso e ao aperfeiçoamento das ações do governo federal em torno da agroecologia.. Foto: Reprodução/Internet

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) está elaborando novo cadastro voltado para a agricultura familiar com previsão inicial para o lançamento em 6 de junho. O anúncio foi feito pelo secretário de Agricultura Familiar e Cooperativismo do Mapa, Fernando Schwanke, durante audiência realizada na quarta-feira (8), na Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) do Senado Federal.

“Estamos trabalhando para tornar a emissão da Declaração de Aptidão ao Pronaf, a DAP, mais segura e livre de possíveis irregularidades. Entre as iniciativas, está a criação de um cadastro inteligente da Agricultura Familiar, com o cruzamento das bases de dados oficiais de órgãos e entidades do Governo. Por exemplo, já está bastante avançado o processo de integração desse novo sistema com os dados do Cadastro Nacional de Informações Sociais, do INSS. Estamos focados em cumprir todas as recomendações do TCU (Tribunal de Contas da União) voltadas para coibir fraudes ou irregularidades, e na otimização do atendimento ao público-alvo”, disse Schwanke.

Na audiência, o diretor de Agricultura e Ordenamento Especial do Tribunal de Contas da União, Vinícius Neves, apresentou o resultado de estudo realizado pelo órgão, indicando que mais de 1,3 milhão de DAPs concedidas nos governos anteriores, entre 2007 e 2017, apresentavam indícios de irregularidades. Desse total, cerca de 640 mil acessaram recursos públicos.

Fernando Schwanke informou que 815 mil das Declarações apontadas no levantamento do TCU já se encontram inativas, devido ao fim do prazo de vigência. Outras 485 mil serão avaliadas até o dia 4 de junho e podem ser suspensas, caso irregularidade seja comprovada. Após a data, será determinado um prazo para que os agricultores bloqueados prestem esclarecimentos ao governo.

O debate foi conduzido pela senadora Soraya Thronicke (PSL-MS), presidente da Comissão. A audiência pública contou com a participação dos presidentes do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), general João Carlos Correa, da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), Antoninho Rovaris, e da Confederação Nacional dos Agricultores Familiares (Conafer), Carlos Lopes. Também estavam presentes os senadores Kátia Abreu (PDT-TO) e Luís Carlos Heinze (PP-RS).

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Governo publica lista de produtos da agricultura familiar com bônus em abril

A Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura divulgou nesta sexta-feira (8) a lista de produtos   contemplados em março pelo Programa de Garantia de Preços para a Agricultura Familiar (PGPAF). Os cultivos que tiveram queda no preço de mercado terão descontos no momento de amortização ou liquidação do crédito obtido junto ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). O desconto concedido é correspondente à diferença entre o preço de mercado e o de garantia.

Ao todo, entraram na lista 11 produtos, sendo açaí, arroz em casca natural, babaçu (amêndoa), borracha natural cultivada, cacau (amêndoa), castanha de caju, feijão caupi, leite, maracujá, mel e raiz de mandioca. Para os agricultores que têm operações de investimento sem um produto principal, há uma cesta. Nesses casos, os descontos são calculados por meio de uma média ponderada do feijão, leite, mandioca e milho.

Os estados que integram a lista deste mês são: Acre, Amapá, Amazonas, Sergipe, Tocantins, Ceará, Maranhão, Piauí, Mato Grosso, Paraíba, Pará, Pernambuco, Bahia, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Alagoas e Espírito Santo.

Os bônus para algumas culturas chegam a 68,95%, como é o caso do feijão caupi para os agricultores do Tocantins.

O produto, que tem Preço de Garantia de R$ 147,49, a saca de 60 kg, teve o preço de mercado no último mês registrado em R$ 45,94 a saca de 60 kg, o que representa queda de 68,95%. Os descontos de todos os cultivos são calculados mensalmente pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e divulgados pela Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento.

A tabela com os produtos que têm o desconto é publicada mensalmente no Diário Oficial da União (DOU) e o bônus. Então, é aplicado pelo banco que operou o Pronaf sobre o valor do pagamento para os produtos da lista, garantindo que os agricultores familiares tenham assegurado, no mínimo, o custo de produção para garantir o pagamento.

Fonte: Ruralpecuaria

 

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A mulher no campo e o avanço da agricultura familiar

A presença das mulheres rurais e a sua importância na produção agrícola familiar é um fato. Não se pode negar que elas estão ocupando terras, plantando, colhendo, cultivando, e usufruindo da terra com seu trabalho. Presentes em casa, na educação dos filhos, na roça e na luta pela terra, as mulheres ainda batalham pelo direito de serem reconhecidas como trabalhadoras.

Em 2007 um grupo constituído por 24 mulheres organizaram seus trabalhos com o objetivo de diversificar a produção e melhorar o ganho da família, que consistia no máximo, em um salário mínimo por mês. Esta iniciativa foi romper com o monopólio da pecuária leiteira que até então se fazia presente, sendo a principal base econômica das famílias residentes no assentamento Juncal. Desta forma, foi criada a Amaju – Associação das Mulheres Produtoras do Assentamento Juncal.

O grupo contou com apoio da Incubadora Tecnológica de Cooperativas Populares da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul – ITCP/UFMS para a produção de frango caipira. O projeto foi definido com a proposta inicial da criação de 500 frangos por mulheres em três etapas: 100, 150 e 250 frangos. O valor do projeto incluindo a infraestrutura foi liberado pela linha de crédito da agricultura familiar, Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), com prazo de pagamento em 7 anos e um ano de carência. A parceria foi fundamental para o sucesso da proposta. O grupo contou também com o apoio da Prefeitura Municipal de Naviraí, da DFDA/MS, do Incra, entre outros.

Vários desafios foram vencidos e por conta da criação da Cooperativa dos Produtores do Assentamento Juncal – Coopaju, o grupo abastece o mercado local, entrega para o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae) e participa do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA). Esses programas foram fundamentais para incentivar a expansão da produção de frango que, atualmente, está em 20 toneladas a cada ciclo de 90 dias. E graças ao Programa de Apoio à Infraestrutura nos Territórios Rurais (Proinf), a cooperativa adquiriu um caminhão refrigerado para transporte dos produtos.

O Delegado Federal de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário do Mato Grosso do Sul, Daniel Mamédio do Nascimento, afirmou que o avanço da participação da mulher é muito importante para o fortalecimento da agricultura familiar. Levando em consideração a igualdade de gênero, a importância da mulher brasileira é o avanço para o desenvolvimento da agricultura. “As mulheres são, cada dia mais, parte essencial das transformações que visam o desenvolvimento no campo. Elas estruturam as famílias rurais e acolhem como ninguém, a causa da sustentabilidade”, salientou o delegado.

Diversas políticas públicas voltadas para garantir a autonomia e a igualdade de gênero para as mulheres rurais têm sido adotadas pelo nosso país. A criação da cooperativa foi o passo fundamental para acelerar o desenvolvimento da cadeia produtiva do frango caipira como projeto pioneiro no Mato Grosso do Sul, que vem sendo referência para outros assentamentos.

Além da produção de frango caipira, a Coopaju produz doces de leite e pães. Atualmente entregam em média 3 mil pães ao dia nas escolas municipais e estaduais. O artesanato é outro núcleo em constante crescimento. Grande parte da matéria-prima é encontrada no próprio assentamento, como palha de milho, fibra de bananeira, sementes e outros.

Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário 

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Agricultura estende para 2 anos validade das declarações de aptidão ao Pronaf

 

 A ministrada Agricultura, Tereza Cristina, assinou nesta quarta-feira, 30, portaria alterando o prazo de validade da Declaração de Aptidão (DAP) ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) de um para dois anos.

“Da forma como estava a norma,seriam afetados cerca de 2,5 milhões de registros, gerando demanda por emissão de novas DAPs, incompatível com a capacidade de emissão da rede”, disse a ministra, em nota.

A portaria será publicada nesta quinta-feira (31) no Diário Oficial da União (DOU). Ela altera a publicada em 24 de agosto do ano passado, que havia fixado a validade da DAP até o próximo dia 27 de fevereiro e o prazo para a emissão em um ano.

“A DAP funciona como carteira de identidade do agricultor familiar e dá acesso às linhas de crédito rural do Pronaf, aos programas de compras institucionais, como a Aquisição de Alimentos (PAA) e o de Alimentação Escolar (PNAE), além da Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater), o Programa Garantia Safra e o Seguro da Agricultura Familiar, além de outras 15 políticas públicas”, explica o ministério.

 

Fonte: Estadão Conteúdo

 

 

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Recuperação ambiental com agroflorestas é tema de roda de conversa no Pará

 

O jogo “Me Safando nos SAFs” foi construído colaborativamente com agricultores e estudantes do nordeste paraense

Pesquisadores se reúnem com agricultores e atores da cadeia produtiva do município de Irituia, nordeste paraense, nos dias 16 e 17 de janeiro, em roda de conversa, para apresentar os primeiros resultados do projeto Restauração Florestal por Agricultores Familiares na Amazônia Oriental (Refloramaz). Dia 16, a apresentação ocorre no auditório Francisco Nunes e dia 17, na Escola Estadual de Itabocal.

Durante todo o ano de 2018, pesquisadores da Embrapa Amazônia Oriental, Universidade Federal do Pará e Cirad atuaram junto a diversos agricultores familiares para elencar as diversas formas de recuperação ambiental realizadas em vários municípios da região, avaliando os benefícios econômicos, sociais e ambientais da atividade. Paralela à pesquisa, o grupo desenvolveu, junto aos alunos Escola Estadual Itabocal, ações interdisciplinares para, a partir da perspectiva dos estudantes, levantar informações sobre os Sistemas Agroflorestais (SAF) e estimular o interesse desses jovens nas atividades sócioprodutivas desenvolvidas pelas famílias.

A roda de conversa tem como tema “Fazendo recuperação ambiental com agroflorestas no município de Irituia”. Segundo a pesquisadora Joice Ferreira, da Embrapa Amazônia Oriental, o objetivo do encontro é trocar experiências e socializar os primeiros resultados das pesquisas e destacar a diversidade de práticas e modelos de recuperação que os agricultores da região vêm realizando nos seus SAFs.

Um dos resultados prévios, adianta a pesquisadora, é que o SAF está presente em 78% das propriedades visitadas, como estratégia de recuperação em diversas modelagens, seja em consórcios de poucas espécies, quintais expandidos, roças transformadas progressivamente em SAF ou capoeiras enriquecidas.  Entre os resultados a serem apresentados está a construção colaborativa do Jogo “Me Safando nos SAFs”.

Jogo ajuda a pensar estratégias de recuperação nas propriedades

Criado com um jogo de tabuleiro, o “Me Safando nos SAF” é uma forma lúdica de construção e partilha de conhecimentos entre agricultores, pesquisadores e estudantes para identificar e também estimular diversos tipos de modelagens e práticas desenvolvidas em sistemas agroflorestais (SAFs). Para os pesquisadores, o jogo proporcionou uma reflexão sobre o papel dos SAFs no futuro da recuperação ambiental nas propriedades e no município, pois, promoveu discussões acerca de estratégias de recuperação florestal em ambientes onde, ate então, não eram comumente tratado, como as escolas, proporcionando a circulação de conhecimento agroecológico.

 

Embrapa

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Programa busca parâmetros conservacionistas em lavouras

Projeto quer avaliar a qualidade física, química e biológica do solo em propriedades rurais do PR

Coleta de amostras em propriedades do Paraná. Foto: Arquivo Cocamar

A cooperativa Cocamar, a Embrapa Soja e a Universidade Estadual de Londrina (UEL) deram início na safra 2018/2019 a um projeto que pretende avaliar, nas próximas três safras, a qualidade física, química e biológica do solo em propriedades rurais de diferentes regiões do Paraná. O objetivo é criar um banco de dados para estabelecer parâmetros e auxiliar na elaboração de projetos conservacionistas nas propriedades rurais do Estado. “Queremos gerar dados que comprovem para o produtor a importância de um manejo adequado e como isto influencia na produtividade da lavoura”, explica o pesquisador Henrique Debiasi, da Embrapa Soja.

Depois do levantamento dos dados, o projeto prevê o compartilhamento dos resultados com os produtores para reforçar a relevância do manejo adequado do solo na sustentabilidade da propriedade. O gerente técnico da cooperativa Cocamar, Renato Watanabe, destaca que tanto os produtores campeões de produtividade, assistidos pela cooperativa, quanto os produtores que se sobressaem por suas médias elevadas, apresentam um ponto em comum: o manejo adequado do solo. “Este trabalho, realizado em parceria com a Embrapa, quer mostrar como o manejo influencia a capacidade de produção. Estamos visitando diversos ambientes de produção e analisando diferentes formas de manejo, para saber como o solo consegue absorver mais água e ter melhor estrutura física”, diz Watanabe.

Para a Embrapa, conduzir as pesquisas em parceria com a iniciativa privada é importante, porque aproxima a empresa da assistência técnica dos produtores, que são os usuários da tecnologia. “Quando eles fazem parte do processo, a legitimidade dos resultados é muito maior”, avalia. “É muito diferente o produtor dizer que o manejo adequado traz retorno, a partir da experiência pessoal, e com o respaldo de dados científicos”, conta Debiasi. “Isso é relevante também para outros produtores que ainda não estão adotando as mesmas práticas conservacionistas, porque conseguem visualizar que não é algo inacessível, pelo contrário; apesar do esforço, traz muitas vantagens”.

Definição da amostragem – As 24 áreas amostradas foram escolhidas de acordo com o tipo de solo (arenoso e argiloso) e as diferentes altitudes. “A altitude é importante porque influencia a temperatura e a chuva, fatores que afetam o acúmulo de matéria orgânica no solo. Áreas com temperatura mais alta têm maior dificuldade de acumular matéria orgânica porque a decomposição é mais rápida”, explica Julio Franchini, pesquisador da Embrapa Soja.

Uma das regiões que compõem a amostra é a do Arenito Caiuá, que tem menos de 500 metros de altitude e possui solos arenosos (Iporã e Jussara). A outra região é a de basalto com solos argilosos. Neste caso, há lavouras a menos de 500 metros de altitude, que ficam no norte do Estado (Maringá e Londrina) e lavouras com mais de 500 metros (São Sebastião da Amoreira, por exemplo). Também compõem a amostra áreas de Integração Lavoura-Pecuária e outras formas de diversificação de culturas no sistema plantio direto.

Indicadores de qualidade – Nos pontos de amostragem, Franchini explica que foram determinados quatro indicadores: a taxa de infiltração de água no solo, o índice de qualidade estrutural do solo (estimado pela metodologia Diagnóstico Rápido da Estrutura do Solo – DRES <www.embrapa.br/dres>), a porcentagem e a massa de cobertura do solo, a fertilidade química (teor de nutrientes e acidez) e o Índice de Qualidade Participativo do Plantio Direto (IQP2), metodologia desenvolvida pela Federação Brasileira de Plantio Direto (Febrapdp) e outros parceiros. O projeto pretende estabelecer relações entre estes atributos. “O IQP2, por exemplo, é um valor que reflete a qualidade do sistema plantio direto adotado pelo produtor. Quanto mais próximo de 10, melhor é a qualidade do sistema”, define Franchini “Esta metodologia dimensiona o nível de diversificação de culturas da propriedade, a frequência de intervenção mecânica no solo, se existem terraços e suas características, se há erosão, entre outros indicadores”, revela Franchini.

O pesquisador exemplifica ainda que conhecer a taxa de infiltração de água é um indicador de qualidade estrutural do solo porque a água que não infiltra não fica disponível para as plantas. “Uma alta taxa de infiltração é essencial para aumentar a disponibilidade de água às plantas, evitando seu escoamento e erosão”, reforça. “Além disso, a infiltração de água é o parâmetro básico para a construção dos terraços nas propriedades. E hoje carecemos de dados precisos em diferentes situações para o planejamento próximo da realidade”, diz.

Iniciado na safra 2018/2019, o trabalho será conduzido ao longo das próximas três safras. O projeto foi inserido no calendário do Rally Cocamar de Produtividade e teve como trajeto os seguintes municípios paranaenses: Iporã, Mandaguaçu, Jussara, Florai, Maringá e São Jorge do Ivaí, Primeiro de Maio, Sertanópolis, São Sebastião da Amoreira e Santa Cecília do Pavão. Ao final da safra de soja, os resultados serão repassados aos produtores por meio de dias de campo e outros eventos técnicos.

 

Report: Embrapa

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Agricultura Familiar Orgânicos

Plataforma colaborativa permite encontrar as feiras orgânicas do Brasil

Mapa criado pelo Idec busca estimular a alimentação saudável e o consumo de produtos orgânicos e agroecológicos.

Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) lançou, em Brasília, uma nova versão do Mapa de Feiras Orgânicas, durante 10º Congresso Brasileiro de Agroecologia, nesta terça-feira (12). Criada em 2012, a plataforma foi criada com o intuito de estimular a alimentação saudável e o consumo de produtos orgânicos e agroecológicos.

A nova versão do Mapa permite ao usuário realizar a busca de feiras por região, estado e município ou utilizar sua própria localização para identificar as mais próximas. A ferramenta também oferece filtros para identificar diferentes tipos de feiras.

O Mapa também oferece um conteúdo sobre receitas e uma biblioteca que oferece informações sobre agroecologia, produção orgânica e alimentação saudável.

>>> Mapa de Feiras Orgânicas <<<

Repost: Globo Rural

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Agricultura Familiar

Agricultura familiar do Brasil é 8ª maior produtora de alimentos do mundo

Levantamento feito pelo portal Governo do Brasil mostra que a agricultura familiar tem um peso importante para a economia brasileira. Com um faturamento anual de US$ 55,2 bilhões, caso o País tivesse só a produção familiar, ainda assim estaria no top 10 do agronegócio mundial, entre os maiores produtores de alimentos.

Os dados fazem parte de uma comparação entre dados do Banco Mundial e do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Quando se soma a agricultura familiar com toda a produção, o Brasil passa de oitavo maior para a quinta posição, com faturamento de US$ 84,6 bi por ano.

“O crescimento do Brasil passa pela agricultura familiar. O agricultor familiar tem grande importância para o crescimento do Brasil”, afirma o secretário da Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário, Jefferson Coriteac.

De acordo com o último Censo Agropecuário, a agricultura familiar é a base da economia de 90% dos municípios brasileiros com até 20 mil habitantes. Além disso, é responsável pela renda de 40% da população economicamente ativa do País e por mais de 70% dos brasileiros ocupados no campo.

Peso da agricultura familiar na produção

A agricultura familiar ainda produz 70% do feijão nacional, 34% do arroz, 87% da mandioca, 46% do milho, 38% do café e 21% do trigo. O setor também é responsável por 60% da produção de leite e por 59% do rebanho suíno, 50% das aves e 30% dos bovinos.

Coriteac explica que 84% dos estabelecimentos rurais são de agricultores familiares. “E pelo novo censo agropecuário que está sendo feito, a tendência é esse número crescer cada vez mais, principalmente com a procura por produtos agroecológicos”, afirma.
O secretário ainda relata que o governo trabalha com uma série de políticas públicas para reduzir o êxodo rural e tornar a produção dessas famílias mais eficiente.

Entre elas, uma das mais importantes é da titulação da terra. Com esse título, esses trabalhadores ganham acesso a crédito rural e a programas como os de assistência técnica.

O que é um agricultor familiar

A Lei 11.326/2006 diz que agricultores familiares são aqueles que praticam atividades no meio rural, possuem área de até quatro módulos fiscais, mão de obra da própria família e renda vinculada ao próprio estabelecimento e gerenciamento do estabelecimento ou empreendimento por parentes.

Também entram nessa classificação silvicultores, aquicultores, extrativistas, pescadores, indígenas, quilombolas e assentados da reforma agrária.

Fonte: Agência Brasil.

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Fatos e Acontecimentos

Demandas da agricultura familiar em agroecologia no estado de Goiás – Embrapa

Foto: Embrapa

Muitos agricultores em Goiás consideram a agroecologia a base para se produzir de forma sustentável. Alterando os sistemas produtivos, estes produtores modificam os cultivos, os tipos e a intensidade de insumos aplicados na produção com vistas à sustentabilidade e segurança alimentar.

As ações destes produtores tendem a apresentar maior biodiversidade, comparadas às grandes propriedades rurais, em função da tendência aos policultivos e pluriatividade local que são desenvolvidos por eles.

As formas de agricultura baseadas na agroecologia vêm se convertendo em uma via utilizada pelos agricultores familiares, que utilizam distintas maneiras para superar a exclusão econômica e social e, também, à deterioração ambiental. 

Um fator importante neste processo é o papel do associativismo como uma das formas de ação coletiva utilizada pelos agricultores familiares, e que põe em marcha projetos de agricultura mais adequados no contexto socioespacial em que vivem.

Como exemplo de experiências de busca por formas de produção agroecológicas se destacam algumas práticas utilizadas pelos agricultores familiares, tais como, os sistemas agroflorestais, ou simplesmente, SAF’s.

Neste sistema são utilizados o manejo da terra, nas quais as árvores e os arbustos são utilizados em conjunto com a agricultura e os animais na mesma área, de maneira simultânea ou numa sequência de tempo.

Devido a grande diversidade de espécies vegetais os SAF’s criam condições favoráveis para o restabelecimento das funções agroecológicas-ambientais na propriedade permitindo, também, maior fixação de mão-de-obra no campo e uma maior rentabilidade financeira, devido sua diversificação na produção.

As ações agroecológicas buscam a valorização do espaço rural de cada comunidade como um ambiente rico em experiência de vida e intimamente ligada à preservação dos recursos naturais da região.

Objetivando fortalecer as ações em agroecologia no Estado de Goiás a equipe de pesquisadores da Embrapa Arroz e Feijão (Santo Antônio de Goiás/GO), executam o projeto Compostar, iniciado em junho de 2014, sob a coordenação da pesquisadora Flavia Alcântara.

A proposta do projeto tem como base desenvolver e validar fertilizantes orgânicos e organominerais a partir de resíduos da pecuária leiteira, dando suporte ao manejo produtivo agropecuário na região. 

O senhor Elísio Pinheiro é um agricultor familiar que produz banana, feijão, hortaliças e faz parte de um grupo de agricultores agroecológicos em Taquaral (município de Orizona/GO). Na equipe do Projeto Compostar, ele passou a perceber a riqueza de materiais que tinha disponíveis na propriedade para fazer compostagem, como, por exemplo, serapilheira da mata (folhas, galhos e frutos que caem das árvores), além das próprias folhas de bananeira. “Vi a diferença do composto que faço agora e do que eu fazia antes do projeto. O último que eu fiz ficou bem melhor e eu usei nas hortaliças e o resultado foi muito bom. Aqui a gente corre atrás de tecnologia para ajudar a gente”, destacou o produtor.

A ação tem como suporte a pesquisa participativa feita junto aos agricultores e por meio da produção e do uso dos fertilizantes orgânicos e organominerais produzidos nas próprias propriedades, passam a funcionar como polos de irradiação dos conhecimentos e práticas gerados.

Além do projeto agroecológico junto aos produtores de Orizona, o centro de pesquisa da Embrapa em Goiás, conta com outra ação com foco em sustentabilidade, segurança alimentar e qualidade de vida do produtor, com o projeto ‘Uso de sistemas agroflorestais para a recuperação de áreas degradadas, produção de alimentos e desenvolvimento rural sustentável’.

Coordenado pelo pesquisador Agostinho Didonet, o projeto reúne desenvolver conhecimento técnico, científico e caráter ecofisiológico, ambiental e social, utilizando um sistema agroflorestal com espécies arbóreas nativas do Cerrado brasileiro, fortalecendo a segurança alimentar, a recuperação de áreas degradadas e a recomposição florestal para o desenvolvimento rural da localidade.

Esta associação da produção de cultivos destinados à produção de alimentos básicos, com sistemas agroflorestais de finalidades múltiplas e agroecológicas pode ser uma alternativa importante e sustentável na preservação ambiental com agregação de renda e valor para a agricultura familiar.

 

Hélio Magalhães (4911 – MTb/MG)
Embrapa Arroz e Feijão

Fonte: Embrapa

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Fatos e Acontecimentos

Feira de agricultura familiar aproxima produtores e população – Agência Pará

O Núcleo de Gerenciamento do Pará Rural realizou na sexta-feira (6), na sede do órgão, no bairro Batista Campos, a primeira Feira da Agricultura Familiar de 2017.  A feira, que completará um ano em maio, já reúne excelentes resultados. Um deles é aproximar produtores familiares dos consumidores. Em menos de 12 meses, a iniciativa já aumentou o seu faturamento em mais de 200%.

 A Feira da Agricultura Familiar faz parte de uma série de feiras promovidas pelo Estado, com apoio da Central de Abastecimento do Pará (Ceasa), da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), da Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e de Pesca (Sedap) e do Pará Rural, entre outros parceiros, em diversos pontos da Região Metropolitana de Belém.

“O Pará Rural é um programa do governo do Estado que quer desenvolver a agricultura familiar e fazer com que o nível de renda das famílias rurais melhore e se desenvolva. Para isso, nós fomentamos esse contato dos produtores com a população. Além de proporcionarem a venda de produtos de qualidade a um custo mais baixo, essas feiras são também uma oportunidade dos produtores rurais entrarem em contato com compradores pequenos e de grandes empreendimentos”, avalia Frederico Monteiro, gerente executivo do Pará Rural.  

Clientela – Gisane Rodrigues é uma das participantes da feira. Veio direto do município de Bragança, de onde vem uma das farinhas mais famosas do Pará. Gisane produz, por meio da agricultura familiar, sua própria marca de farinha. O produto cumpre todas as exigências da Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará – e  tem como diferencial alguns sabores e misturas. Ela adiciona ingredientes como calabresa, jambu, carne seca e até mesmo o açaí durante o processo de fabricação da iguaria.

“A feira é uma ótima oportunidade para vendermos os nosso produto direto para o cliente. Além disso, nós conseguimos formar outra clientela. A farinha de Bragança é muito famosa. E para chamar mais a atenção, nós produzimos essas variações, que têm agradado muito o público, principalmente a farinha feita com charque seco. E todas estão de acordo com as normas da Adepará”, sorri Gisane, orgulhosa de sua produção.

Em outro ponto da feira, a barraca da Cooperativa Agropecuária do Salgado Paraense (Casp) de Vigia chama atenção. A cooperativa tem se destacado pela produção de iogurtes e queijos – o que surpreende os consumidores, pois o município quase sempre é associado apenas a produção de pescado.

“Estamos participando da feira desde 2015 [da feira] e tem sido uma ótima oportunidade para o público conhecer os nossos produtos, saber que Vigia também tem outras coisas de qualidade, como os nossos iogurtes e queijos. Já fornecemos também para algumas escolas de municípios próximos. As feiras são sempre um momento importante para nós”, explica Antônio Alcoforado, diretor financeiro da Casp.

Vizinhança – Quem mora próximo a sede do Pará Rural, localizada na rua dos Apinagés (270), entre Mundurucus e Tamoios, também já fica atenta para as datas da feira. “Eu sempre venho aqui comprar frutas, verduras e legumes. Hoje o que me chamou atenção foram esses queijos, e resolvi experimentar. A feira é uma oportunidade boa tanto para os produtores quanto para os consumidores. Melhora os preços e as vendas”, diz Augusto Burnett, vizinho e consumidor da feira.

O chefe da Casa Civil, José Megale, esteve presente na primeira feira do ano para conversar com os produtores e também levar alguns produtos para casa. “Esta é uma política fantástica, orientada pelo governador Simão Jatene, e vem na direção de aproximar o produtor da sociedade, de facilitar a escoação da pequena produção, especialmente da agricultura familiar, que está cada vez melhor e mais qualificada”, ressaltou Megale. “O maior problema deste produtor é a comercialização, principalmente com o atravessador, que mesmo sendo necessário, causa perdas nos preços. Aqui esses produtores podem vender a um preço mais justo e atrativo para ambos os lados”.

Dias de feira – No decorrer de 2017, o Pará Rural realizará as feiras mensalmente, na própria sede do núcleo. Serão 12 feiras realizadas ao longo do ano, no período de janeiro a dezembro. O calendário prevê as próximas feiras da Agricultura Familiar, na sede do Pará Rural, para as seguintes datas: 3 de fevereiro, 3 de março, 7 de abril, 5 de maio, 2 de junho, 7 de julho, 4 de agosto, 1 de setembro, 4 de outubro, 10 de novembro e 8 de dezembro.

Nelas, o consumidor encontrará os mais variados produtos hortifrutigranjeiros, além de mel, própolis, queijo, iogurte, farinha, tucupi, pimenta, entre outras iguarias da culinária local, produzidas nos municípios de Santa Bárbara, Marapanim, Igarapé-Açu, Acará, Vigia e Bragança.

Por Diego Andrade

Fonte: Agência Pará

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