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Agronotícias

Exportação do agronegócio do estado cresce em 26, 23% no mês de maio

Entre os produtos que mais se destacaram na balança comercial paraense estão a soja e a carne.

O desempenho da exportação no mês de maio, de produtos do agronegócio, no Pará, avançou 26,23%, em comparação com o mesmo período do ano passado. De acordo com as informações divulgadas pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), através do Portal Agrostat – Estatísticas de Comércio Exterior do Agronegócio Brasileiro, o valor exportado no mês de maio – mês tomado como base pelo estudo – foi de US$ 280,32 milhões (2,01% da Exportação Agro Nacional e 12,82%, do Valor Global Exportado do Estado do Pará).

Considerando o desempenho acumulado, anual (janeiro-maio), o agro paraense movimentou um montante de US$ 782,41 milhões, registrando um acréscimo de 0,76% em relação ao mesmo período do ano anterior (US$ 776,49milhões). O estudo foi sistematizado pelo Núcleo de Planejamento e Estatísticas da Sedap, com base no levantamento do Mapa.

De acordo com as informações fornecidas pelo estatístico da Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (Sedap), João Ulisses Silva, em maio de 2021, a soja continua sendo o principal produto da pauta de exportação do estado, com valor de US$ 144,87 milhões (51,68% do total do estado), alcançando um ganho de 9,33%, em relação ao mesmo período do ano anterior, e um volume de exportação 373,75 milhões de toneladas (82,95% do total do estado). O estatístico repassou, ainda, que a carne responde como o segundo produto que mais contribuiu para o resultado positivo na balança comercial externa paraense (US$ 52,14milhões), seguida dos produtos florestais – celulose, madeira e papel – (US$ 49,82 milhões); animais vivos (exceto pescado), no valor de US$ 8,59 milhões e os chás, mate e especiarias (US$ 6,55 milhões).

“Esses cinco produtos correspondem aproximadamente a 94% do valor de exportação paraense no mês de maio”, observou João Ulisses Silva.

De acordo com o levantamento, o acumulado de janeiro a maio deste ano, também tem a soja como o maior produto exportado pelo Pará: 42,23% do valor exportado (US$ 330,42 milhões) e 76,48% do volume em toneladas do estado (882,11 milhões de toneladas).

Completando os cinco principais produtos têm-se: carnes; produtos florestais; chá, mate e especiarias e pescados, que no acumulado, representam o valor de exportação e volume em toneladas, respectivamente, no estado, no período citado: 91,50% e 96,57%.

Destino – O estudo mostra que em maio deste ano, a China foi o principal destino do agronegócio. O total da exportação para o país foi de US$ 90,99 milhões (32,46% do valor total) e um volume de 109,60 milhões de tonelada (24,33% do volume total agro paraense), seguido dos países Turquia e Estados Unidos. Segundo explica Ulisses Silva, “a trinca de países correspondem em aproximadamente, 50% do valor agro Exportado paraense”, conclui.

 

Por: Governo do Pará (SECOM)

Fonte: Agência Pará

 

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Bate Papo rb

Programação da exposição mais badalada do Pará

 

Conversei com a presidente @maxiely sobre a @agropec_pgm que acontece entre os dias 23 a 31 de Outubro de 2021.

Confira os detalhes da Exposição.

Realização @sprpgm

Agradecer sempre a nossos parceiros:

* Cooperativa Sicredi MT PA – @sicredisudoestemtpa

* JCO Bioprodutos – @jcobioprodutos

* Intergrãos – @intergraospa

* Laboratório Solos e Plantas @soloseplantas_paragominas

* Portal Agro – @portalagropa

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Agronotícias

Carros da Fiat, Ram e Jeep já podem ser pagos em soja; saiba como

 

Crédito: Divulgação
A marca Ram, através do programa Barter Ram, oferecerá as picapes 1500 e 2500 (Crédito: Divulgação)

A Stellantis lançou uma modalidade de venda de veículos ao setor do agronegócio por meio de operações barter trade – do inglês, troca ou permuta.

Agora, os produtores rurais que poderão adquirir modelos da Fiat, Jeep e Ram mediante o pagamento fixo e liquidado em grãos como soja, commodity cotada internacionalmente.

As operações barter trade se baseiam na troca de mercadorias, ocorrem envolvendo a definição do valor do bem a ser adquirido, cotação básica da commodity agrícola a ser usada como pagamento, seguro, aquisição do bem e, ao fim, liquidação financeira.

Serão disponibilizados veículos de trabalho e de passeio. A Fiat denominou seu programa de Agro Fácil Fiat e oferecerá as picapes Toro e Strada (exceto o modelo Volcano) e o furgão Fiorino. A Jeep disponibilizará seus modelos Renegade e Compass, produzidos no Brasil, e Wrangler e Grand Cherokee, que são importados, denominando seu programa de Barter é Jeep. A marca Ram, através do programa Barter Ram, oferecerá as picapes 1500 e 2500.

Nesta primeira fase do projeto, 1,2 mil produtores de soja do Mato Grosso, Goiás, Tocantins, Bahia, Paraná e Pará foram selecionados e podem se habilitar à compra dos veículos.

“A modalidade da operação barter trade será uma maneira ágil para fomentar negócios com produtores rurais, uma vez que utilizará uma modalidade de pagamento com a qual eles já estão familiarizados. É um modelo de negócio que oferece segurança e previsibilidade aos produtores”, afirma Fabio Meira, diretor de Vendas Diretas da Stellantis, por meio de nota.

“O agronegócio é um parceiro estratégico com o qual queremos manter um relacionamento estável e duradouro. Por isto, estamos adotando o mesmo mecanismo de pagamentos com o qual o setor já está acostumado”, diz Meira.

Por: Dinheiro Rural

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Agronegócio

Com tecnologia de São José, empresa agro evita perdas com inadimplência

Empresa da RM Vale faz análise tecnológica da capacidade produtiva e os riscos de crédito.

 

 

Um dos riscos do agronegócio é o de crédito das vendas a prazo da safra (Divulgação)

A Agro Galaxy, holding de algumas das maiores distribuidoras de insumos agrícolas do Brasil, fechou o primeiro trimestre de 2021 com receita de R$1,2 bilhão, 49% maior do que o mesmo período em 2020.

Parte desse crescimento é atribuído à otimização de sua gestão na concessão de crédito, essencial para a produção e manutenção das lavouras.

Mesmo grandes empresas do setor não se veem livres dos riscos do agronegócio, como o risco de crédito das vendas a prazo da safra.

Para aprimorar a segurança de seus financiamentos, desde o final de 2020 a Agro Galaxy utiliza os serviços da agfintech Terra Magna, de São José dos Campos, para fazer a análise tecnológica da capacidade produtiva e os riscos de crédito, agronômicos e climáticos, de suas operações. Para isso, são utilizados satélites, inteligência artificial e dados alternativos.

Em um cenário no qual diversas tradings sofreram com três vezes a inadimplência histórica em contratos de venda de soja devido à diferença entre os preços dos contratos a termo fixados e o preço do mercado, algumas das empresas da holding conseguiram diminuir em até 60% a inadimplência no primeiro quadrimestre de 2021, devido à análise e monitoramento de suas áreas de garantia realizadas com a TerraMagna.

ECONOMIA

Em um caso no município de Paragominas, no Pará, o Agro Galaxy, por meio de sua controlada Rural Brasil, fechou contrato para fornecer sementes e fertilizantes para um produtor fazer sua lavoura de milho em uma área de 4.200 hectares.

Com o acompanhamento semanal do monitoramento, perceberam que, depois de um longo tempo, o plantio ainda não tinha sido iniciado. Quando começou, depois da janela ideal, apenas pouco mais de metade da área foi plantada.

Mediante a situação, o fornecimento inicial de insumos no valor total de R$ 13 milhões foi reduzido para cerca de R$ 7 milhões, uma vez que o produtor não teria capacidade de pagamento com a safra reduzida.

Por meio do acompanhamento tecnológico, foi possível verificar essa ação enquanto ainda acontecia, não apenas contabilizar o problema no final da safra. Isso fez com que fosse evitado o prejuízo iminente de R$ 6 milhões.

Essa foi apenas uma das mais de 500 áreas monitoradas pela empresa.

“O monitoramento e controle sobre o risco de crédito faz parte da estratégia de governança da companhia. Em outubro, a Agro Galaxy aprovou uma política de crédito e cobrança única para todo o grupo estabelecendo diretrizes, critérios e procedimentos para a análise e aprovação de limites de crédito, bem como, o processo de mitigação de riscos de inadimplência e execução de cobrança”, disse Mauricio Puliti, diretor Financeiro da Agro Galaxy.

“O resultado extraordinário da parceria entre Agro Galaxy e Terra Magna demonstra que, mesmo em meio ao cenário hostil em que vivemos na última safra verão, uma execução estelar associada ao ferramental tecnológico apropriado protege um dos pilares fundamentais da distribuição de insumos, o crédito”, afirmou Bernardo Fabiani, diretor executivo da Terra Magna e especialista em concessão de crédito para o agronegócio.

Por: O vale

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Bate Papo rb

Projeto exclusivo para Inoculação no sulco do plantio

 

Recebi esta semana em uma visita na agência o Adriano Quarella da Delta Agro Paragominas, José Augusto e Samir da Orion Indústria e aproveitei para fazer um bate papo rápido com eles.
O olha no que deu.
Assistam!!!
Aos entrevistados:
Delta Agro Paragominas 
Orion Industria
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Agronegócio

O agro é muito maior do que qualquer partido

Entre esquerda e direita, o agronegócio sempre escolheu seguir em frente, com a cabeça erguida e abrindo o caminho para o desenvolvimento e o progresso com sustentabilidade.

Ser do agro é acreditar na ciência – pois a agricultura moderna é ciência na veia – é se dedicar ao trabalho árduo do dia a dia no campo, para aumentar a produtividade, alimentar o mundo, gerar empregos, ampliar nossas exportações e contribuir de maneira significativa com PIB Nacional.

O agro não pode ter seu nome associado a políticos e manifestações políticas com ataques à democracia e que ferem claramente a Constituição brasileira.

Menos ainda, agro não pode ter sua imagem associada com um ministério do Meio Ambiente que não respeita as melhores práticas ambientais, não se comunica de maneira adequada, transmitindo uma péssima imagem para o mundo, de que no Brasil não está nem aí para o meio ambiente e que vai é “passar a boiada”, como infelizmente uma operação recente da PF tem demonstrado.

 

Devemos associar o nome do agro com a paz, a eficiência, a competência e a inteligência.

Assistir à CPI da Covid-19, um senador que é apresentado como “representante do agro”, um agrônomo, praticamente receitando cloroquina, é muito constrangedor. A ciência de alto nível já se manifestou sobre o assunto e o próprio Ministério da Saúde também.

Todos sabemos que para o agronegócio ampliar sua consolidação é preciso que tenhamos regras claras e planos de longo prazo bem definidos.

Precisamos de uma Política de Estado da Agricultura, com um planejamento estratégico de longo prazo (Agro 2050), com diretrizes consistentes da ciência e desenvolvimento tecnológico, das melhores práticas agrícolas, das questões ambientais, do financiamento e seguro rural, para todos os segmentos do nosso agronegócio, e que independente do partido que estiver no poder, será obrigatório o seu cumprimento destas diretrizes.

A guerra nunca é boa, especialmente neste ano que o agro concorre ao Nobel da Paz, com o nosso líder de agricultura tropical Alysson Paolinelli.

Portanto, chega de guerra e provações com a China, com a Europa, com os EUA, chega de atritos, somos da paz.

Por: (Aparecido Mostaço – CEO da Energia Humana Consultoria – Nasceu, cresceu e se formou dentro de uma fazenda e ama o agronegócio).

Fonte: Brasil Agro

 

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Agronotícias

Agrishow: decisão sobre adiar ou cancelar edição de 2021 deve sair na semana que vem

Agrishow (Foto: Divulgação)
(Foto: Divulgação)

A organização da Agrishow deve anunciar na próxima semana o adiamento ou cancelamento da 27ª edição da feira, que estava prevista para ser realizada entre os dias 21 e 25 de junho, em Ribeirão Preto (SP). Considerada a maior feira de tecnologia agrícola a céu aberto da América Latina, a Agrishow não foi realizada no ano passado e, neste ano, é a única entre os grandes eventos do setor no primeiro semestre que ainda não foi cancelada oficialmente.

O presidente da feira, Francisco Matturro, disse, na quarta-feira (28/4), que a Agrishow só poderá ser realizada quando Ribeirão Preto estiver na fase azul do Plano São Paulo, que permite a realização de eventos com número maior de pessoas. Atualmente, o Estado está na fase de transição entre a vermelha (a mais restritiva) e a amarela. A fase azul é a menos restritiva.

Segundo Matturro, foi feita uma pesquisa com os expositores para saber se pretendem participar do evento e qual data preferem, mas os dados ainda não foram compilados. A possibilidade de adiar a data, que já havia sido alterada porque a feira acontece tradicionalmente no início de maio, depende também do clima. “Como a feira é realizada a céu aberto, precisamos contar com tempo seco”, explica. Segundo ele, a montagem da feira demanda pelo menos um mês de trabalho.

Pedro Estevão, presidente da Câmara Setorial de Máquinas e Implementos Agrícolas (CSMIA) da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), diz que Agrishow não deve acontecer este ano novamente, em razão da falta de segurança sanitária para a realização da feira presencial. A opinião é compartilhada por executivos das grandes indústrias de máquinas. Desde o início do ano, as maiores montadoras do setor como Case IH, New Holland, Valtra, Massey, John Deere e Jacto anunciaram que não iriam participar de feiras agrícolas neste ano, porque a pandemia da Covid-19 não permite aglomerações.

Para o presidente da Abimaq, José Velloso, as feiras presenciais são uma oportunidade para os produtores testarem novas tecnologias, conhecerem de perto as máquinas e interagirem com os fabricantes, além de terem a possibilidade de aproveitar ofertas especiais de financiamentos. No entanto, ele avalia que, devido ao ritmo de vendas do mercado de máquinas e implementos agrícolas no momento, não é uma necessidade para a indústria fechar negócios. Por isso, o cancelamento da Agrishow não impactaria negativamente nos resultados das empresas até o final do ano.

“O impacto vai ser pequeno porque estamos com 11 semanas na carteira de pedidos. O mercado está muito aquecido. No ano passado, nossa carteira caiu para cinco semanas. A feira faz muita diferença quando a indústria não está vendendo, daí tem que fazer um esforço para vender, o que não é o caso este ano”, disse Bastos.

Por: Globo Rural

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Agronotícias

Café brasileiro: exemplo para o agronegócio global, por João Moraes

João Moraes é diretor de contas globais na Yara Internacional.

Todos os anos, celebramos em 14 de abril o Dia Mundial do Café. Para o Brasil, a data merece ainda mais destaque, pois somos o país com maior produção e exportação. O grão faz parte da história e da cultura nacional, tem um papel relevante na base de nossa economia e está presente na rotina dos brasileiros, seja em suas versões mais simples ou sofisticadas. Mas seu papel vai muito além disso.

A pandemia afetou fortemente diversos setores, inclusive alguns produtos do agronegócio, e o café não passou ileso. Com o fechamento de restaurantes, hotéis, cafeterias e escritórios, o mercado interno sofreu alterações importantes, apesar de termos visto um crescimento no consumo domiciliar da bebida e o surgimento de novos rituais de café em casa – talvez insuficientes para equilibrar essa balança.

Nesse sentido, o comércio exterior também deve ser estudado, afinal o café é uma das commodities com maior flutuação no mercado internacional. Alguns eventos climáticos, como o grande volume de chuvas que atrasaram a colheita no Vietnã no começo do ano, os furacões que assolaram Honduras ano passado e a confirmação de uma colheita menor em cerca de 500 mil sacos na Colômbia, três grandes protagonistas na produção mundial do grão, reduziram a disponibilidade e elevaram o preço do café. E mesmo após uma safra generosa em 2020, o atual cenário no Brasil também não foi dos melhores. Em setembro e outubro do último ano, registramos meses extremamente quentes e praticamente sem chuvas no cinturão cafeeiro, especialmente na região Sudeste, o que prejudicou o pegamento da florada e estimulou um aumento importante na área de podada – um impacto que não pode ser recuperado ao longo da safra. O bom volume de chuvas desse início de ano beneficiou o enchimento dos frutos que vingaram e a recuperação da vegetação, mas isso não repõe o prejuízo gerado pelo clima em setembro e outubro de 2020 para a colheita de 2021.

Além das variáveis citadas acima, o café é uma cultura de comportamento bienal, ou seja, sempre temos um ano de alta produção, seguido por um ano de resultado mais baixo. No Brasil, os anos pares são os positivos, e podem ser recordes se o clima e o preço continuam a favor do produtor. Como estamos em um ano ímpar, um recuo na safra já era esperado, e no 1º levantamento de safra da CONAB, a instituição já trabalha com uma previsão de 43,9 a 49,6 milhões de sacas para 2021, com diminuição relevante no café arábica que poderá alcançar quase 40% de redução frente a 2020, cenário esse agravado por impactos climáticos, como a falta de chuva, e aumento na área de poda. Por isso, o grande desafio para a cultura este ano talvez esteja na incerteza da relação oferta/demanda.

Agora que caminhamos para o início da colheita, o produtor rural precisa tomar decisões difíceis, já pensando na próxima safra. Temos um cenário de dólar alto, que apesar de valorizar o grão exportado, aumenta o preço dos principais insumos, como defensivos e fertilizantes, e do combustível. Também tivemos uma valorização da mão de obra no campo e dos próprios processos, que atualmente exigem mais cuidados por parte dos cafeicultores devido à Covid-19.

Outro ponto que demanda cada vez mais atenção do setor cafeeiro é a sustentabilidade, exigência não apenas do mercado global, mas uma preocupação crescente do consumidor interno também. A cadeia de valor do café, com grandes empresas e traders, tem se posicionado fortemente para reduzir os impactos do campo à xícara do consumidor, estimulando a transformação em todas as etapas – trabalho que pode ser exemplo para o agronegócio global.

Quando olhamos para a produção do café, os estudos nos permitem afirmar que grande parte das emissões é oriunda do uso incorreto de nitrogênio para a nutrição do cultivo. Porém, as melhores práticas agrícolas, acompanhadas por assistência técnica e incluindo programas nutricionais que substituem a fonte de nitrogênio ureia por fórmulas com nitratos, permitem ao produtor alcançar uma resposta rápida e relevante em relação aos impactos ambientais por meio de maior produtividade de sua lavoura. A ureia está sujeita a altos níveis de volatilização – processo químico que resulta na perda de parte de sua composição como forma de gás ao ser aplicada em determinadas condições climáticas. Pesquisas mostram perdas superiores até mesmo a 50% em condições extremas.

É muito importante que os produtores observem também o balanço nutricional, incluindo macronutrientes secundários (Cálcio, Magnésio e Enxofre) e os micronutrientes (principalmente Boro, Zinco, Manganês), além do NPK. Programas nutricionais que incluam produtos com excelência em sua fabricação e balanço adequado de nutrientes com base em nitratos não só reduzem as emissões de gases de efeito estufa (GEE), mas também permitem que o agricultor produza mais com menos, por meio da eficiência do uso do ponto de nitrogênio e balanço nutricional, melhorando os rendimentos agronômico, econômico e ambiental da cultura.

Nesse sentido, os investimentos frequentes dos agricultores brasileiros em melhores práticas, qualidade de insumos, inovações na produção, qualidade e comercialização de café, têm colaborado para que o país se destaque em relação aos outros players mundiais – mesmo em cenários adversos como o atual. Os avanços na cultura são cada vez maiores, e isso envolve o uso intensivo de análise de solo e folha, adubação equilibrada, além de programas nutricionais que trazem uma gama de nutrientes adequada à cada etapa da lavoura. E esse protagonismo brasileiro é uma grande conquista, principalmente quando analisamos que o café é uma cultura predominantemente dominada por pequenos produtores em nosso país, com uma média de sete hectares cada, que geralmente enfrentam mais desafios no acesso ao crédito, à tecnologia e outros fatores.

É com trabalho sério e comprometido que o Brasil seguirá sua liderança no mercado internacional do café: desenvolvendo segmentos de alta performance, cafés de qualidade, segurança produtiva e buscando a neutralidade em carbono. E somente dessa forma, com uma atuação integrada entre todos os players da cadeia na promoção desse “ecossistema positivo”, que seguiremos na direção certa para alcançar um ponto comum entre a viabilidade econômica, ambiental e social para a cultura do café.

Fonte: Yara

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Agronotícias

Agro está cada vez mais atento à reciclagem e reutilização de materiais

Após o uso, o silo-bolsa é utilizado na fabricação de sacolas de lixo e embalagens (Foto: Getty Images)
Agro está cada vez mais atento à reciclagem e reutilização de materiais

Para quem observa o Brasil entre os principais fornecedores mundiais de alimentos do século XXI, com projeção de superar os 268 milhões de toneladas de grãos nesta safra, não imagina o trabalho árduo feito nos últimos anos para atingir tamanha produtividade. Além do uso de tecnologia dentro e fora da porteira e da profissionalização da gestão nas propriedades rurais, a atuação ambientalmente responsável tem sido preponderante para um resultado que impressiona.

O avanço dos sistemas de integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF), a recuperação de pastagens degradadas e o uso intensivo da agricultura de precisão são alguns modelos dessa nova agricultura verde. Mas muito mais do que os processos, os materiais utilizados no campo também são alvo de preocupações dos produtores.

Um exemplo de bom custo-benefício – e responsabilidade ambiental – é o silo-bolsa (ou silo-bag), espécie de armazém “móvel”, fabricado a partir de plástico polietileno, uma solução relativamente barata (entre R$ 1 e R$ 2 por saca de grão armazenada).

Hector Mallinarich, diretor técnico da argentina Ipesa, companhia líder no mercado nacional, explica que a resistência da lona do silo-bag suporta o armazenamento de grãos por até 24 meses, embora a grande maioria dos agricultores o faça por um período bem mais curto, entre quatro e seis meses. Isso para preservar a qualidade dos grãos.

Após lavagem, secagem, aquecimento e peletização do plástico do silo-bag, é possível fabricar produtos como sacolas de lixo e embalagens. Outra vertente para reutilização que é pequena, mas vem crescendo, é a compactação para aplicação na construção civil, como tijolos, telhas e placas. Na agricultura, é aproveitado, ainda, para impermeabilizar depósitos de água para irrigação.

Por: Revisa Globo rural

 

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Agronotícias

Novo híbrido de sorgo é altamente produtivo

Pesquisador da Embrapa trouxe mais informações sobre o grão em entrevista ao apresentador JorgeZaidan

O novo híbrido de sorgo granífero, BRS 3318, desenvolvido recentemente pela Embrapa, registrou altos índices de produtividade de grãos quando comparado a outras variedades existentes no mercado, além de demonstrar tolerância as principais doenças da cultura. Veja os detalhes na entrevista de Jorge Zaidan.

Foto de Capa: Divulgação Embrapa
Fonte: Canal do Boi
Por: SBA