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Desenvolvimento

Agronegócio não para mesmo diante de incertezas na economia – Globo Rural


agrishow2016 (Foto: Pierre Duarte/Ed. Globo )

“O produtor rural é um teimoso”, brinca Paulo Sergio Martins de Campos, produtor de citros em Itápolis (SP). “Estamos comprando porque temos que acreditar no Brasil. O país pode estar em crise, mas acreditamos na nossa profissão e temos que fazer o que sabemos de melhor, que é plantar”.

Frases cmo essas mostram como estava o humor do produtor rural na Agrishow 2016: preocupado com a crise econômica que o país atravessa, mas esperançoso e consciente de que o setor agrícola continua em um bom momento. Essa atitude otimista se refletiu no balanço final da feira que, apesar das expectativas negativas, conseguiu superar a edição anterior, com negócios girando em torno de R$ 1,95 bilhão de reais neste ano.

A Agrishow é considerada a principal vitrine da agricultura brasileira. Muitas empresas reservam os lançamentos para o evento e levam condições melhores para convencer o produtor retraído a abrir a carteira. “Prorroguei a compra que estava negociando na concessionária da minha cidade, vim aqui conhecer o produto pessoalmente e tentar uma negociação melhor. Consegui 10% de desconto”, conta Luiz Carlos Rando Rosolen, de Avaré (SP), que adquiriu uma roçadeira que estava negociando há dois meses.

A necessidade do produto o fez comprar mesmo com a crise econômica. “A economia não está boa, não concordo com a política, mas o setor do agronegócio não pode reclamar”, complementa.

O mesmo aconteceu para o produtor de café da região da Alta Mogiana, Elder Moscardini Filho. Ele ampliou em 100 hectares sua produção, necessitando de máquinas para dar conta do recado. “Aumentamos a área e estamos precisando. O que nos influenciou foi só a necessidade mesmo. Somos mais controlados e preferimos investir somente quando precisamos”, diz.

Volta dos investimentos

Atualmente, setores que durante anos passaram por crises, como a cana e a citricultura, voltam a investir em maquinário. É o caso do fornecedor de cana de Presidente Prudente, Alexandre Cândido, cujo canavial tem cerca de 18 mil hectares.

Para produzir em uma propriedade tão grande, é preciso investir sempre em renovação, ainda que parcial, da frota. Com a alta no preço do açúcar e uma valorização do consumo interno do etanol, os produtores estão mais capitalizados. “Estamos bastante motivados. Com certeza viveremos momentos melhores que os últimos cinco anos. Estamos investindo mais que o ano passado, mas menos que o devido”, declarou.

Ele aponta sua retração como consequência da crise que assola a economia brasileira. “Existe uma insegurança grande do cenário macroeconômico, fora do agro. Para o setor agrícola, com certeza as perspectivas são boas, mas o cenário externo causa insegurança”.

O citricultor Paulo Sergio de Campos acredita que o momento do setor é bom, com a quebra da safra norte-americana (principal concorrente do Brasil em produção de laranja), mas não o suficiente para arriscar grandes gastos. “A citricultura teve cinco anos de crise, então não podemos falar que esse ano dá pra sanar todos os débitos atrasados. Precisamos inovar nas lavouras, e por isso compramos tecnologias para economizar os insumos, que subiram muito”.

Juros incertos

O Plano Safra do ciclo 2016/2017 será anunciado no próximo 4 de maio. Por não saberem quais mudanças serão feitas – se é que haverá alguma –, os produtores decidiram antecipar as compras do que precisam. Marina Bartô, que tem uma empresa de terceirização de etapas da produção, comprou mais uma colheitadeira de grãos para sua frota. “Estamos comprando agora porque pode ser que os juros cresçam por conta da crise”, diz.

Francisco Matturo, vice-presidente da Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), acredita que o agricultor acabou percebendo que o momento mais seguro de investir é agora, já que não há nada definido para a próxima temporada.

Fonte: Globo Rural

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Fatos e Acontecimentos

Agronegócio vai pedir a Temer que utilize o Exército em conflitos contra os sem-terras – Blasting News


Exército Brasileiro, em exercício militar.
Exército Brasileiro, em exercício militar.

Os graves problemas decorrentes de conflitos armados no campo e invasões de terras em todo o Brasil, em razão da deficiência de políticas públicas de governo, e opondo os fazendeiros a movimentos sociais como o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), podem estar com os dias contados. Antecipando a suspensão da presidente Dilma Rousseff em meio ao processo de impeachment, um grupo de congressistas pertencentes à “bancada rural” da Câmara e Senado, a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), num almoço realizado nesta terça-feira (26), concordou em apresentar propostas que possam beneficiar o setor da agricultura no Brasil, com o objetivo de que o vice-presidente Temer, se vier a ser empossado, tenha melhor interlocução para com os parlamentares.

Durante a reunião dos parlamentares da bancada rural, constatou-se que a bancada contribuiu favoravelmente com a maioria dos votos em prol do impeachment da presidente Dilma. O governo do PT é habitualmente mais próximo dos movimentos sociais, por questões ideológicas e pela histórica proximidade do ex-presidente Lula ao MST. Os parlamentares, dessa forma, pretendem brevemente, até mesmo nessa semana, apresentar ao vice-presidente da República, Michel Temer, um documento preparado pela Frente e entidades do agronegócio recheados de propostas para a área.

A FPA pretende que suas sugestões possam ser implementadas por um possível governo Michel Temer, que não toleraria conflitos que tragam mais instabilidade, desde que o processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff resulte no afastamento definitivo da atual mandatária, de acordo com o prosseguimento dos trabalhos e desfecho no Senado Federal que encaminhe para isso.

Uma das propostas mais polêmicas que será apresentada a Temer, trata-se da utilização das Forças Armadas, em nível nacional, para coibir conflitos no campo e invasões de terras. Atualmente, essas ações ficam a cargo das polícias militares dos estados. Outro tema sensível e bastante complexo, de acordo com a FPA, é a situação que envolve a demarcação de terras indígenas no Brasil.

Os representantes do agronegócio acreditam que estas medidas poderão controlar a propagação da violência no campo, que por vezes resulta até mesmo em vítimas fatais, em razão de conflitos envolvendo fazendeiros e os movimentos sociais. Não se conhece ainda qualquer reação de Temer a esta questão.

Fonte: Blasting News

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SBA – Dados do IBGE apontam queda de 11,64% na produção de carne bovina no MT

Publicado em 22 de março de 2016

O IBGE divulgou na última semana a produção de carne bovina brasileira em 2015, foram 7,49 milhões de toneladas de carcaça bovina geradas no país. Tal volume é 7,10% menor que o registrado em 2014. Das 27 unidades federativas do Brasil, 18 apresentaram redução no total de carne bovina produzida do ano.

Mato Grosso faz parte dessa estatística, o Estado diminuiu sua produção em 11,64% na comparação anual, fechando o ano de 2015 com 1,17 milhão de toneladas. Apesar de tamanha queda, o Estado continua a ser o maior “fabricante” de carne bovina do Brasil, representando 15,64% de toda proteína bovina do país.

De maneira geral, como já vem sendo destacado nos boletins, tanto Mato Grosso quanto o Brasil atravessam um ciclo pecuário que reduziu a oferta de bovinos no mercado, principalmente de fêmeas, e, somado a isso, o momento delicado da economia não colabora para uma melhoria desse cenário.

http://www.sba1.com/noticias/pecuaria-de-corte/69399/dados-do-ibge-apontam-queda-de-1164-na-producao-de-carne-bovina-no-mt

Fonte: Imea / SBA