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Projeções dos EUA apontam para “década de ouro” do agronegócio brasileiro

O espaço para o agronegócio brasileiro crescer é grande, apontam projeções realizadas pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês) e pelo Ministério da Agricultura brasileiro.

As estimativas indicam que, nos próximos dez anos, as exportações de milho do Brasil podem crescer 45,8%; as de soja, 36,2%; as de algodão, 50,6%; as de carne bovina, 41,8%; as de suína, 44,4%; e as de aves, 43,6%.

Uma série de fatores contribui para isso, explica César de Castro Alves, da consultoria agro do Itaú BBA: a disponibilidade de terras, o clima favorável; a infraestrutura mais desenvolvida em relação a outros países que estão na mesma latitude; e a possibilidade de se colher de duas a três safras por ano. “O Brasil é um caso único de avanço tecnológico no agronegócio”, diz ele.

Ele aponta que há uma demanda internacional em expansão. Grandes oportunidades para o Brasil, segundo ele, estão na China, onde há um amplo mercado a ser explorado, e em países desenvolvidos, como nos EUA e na União Europeia.

Outros aspectos que também contribuem, segundo ele, são o ambiente rico em empreendedorismo e inovação, que fica evidente com a expansão das “agritechs”, e a sanidade e qualidade dos produtos brasileiros.

Necessidade de fazer a lição de casa
Mas, para intensificar a presença do produto brasileiro no exterior, é necessário intensificar a realização de acordos comerciais, afirma o especialista.

Atualmente, o Brasil possui acordos com Angola, Guiana, México, Panamá, São Cristóvão e Nevis, Suriname e Venezuela. No âmbito do Mercosul, há parcerias com Bolívia, Chile, Colômbia, Cuba, Egito, Equador, Índia, Israel, Peru e União Aduaneira da África Austral.

A expansão das exportações também vai exigir o aumento da produção. E ela pode ser obtida, segundo Castro Alves, por meio de ganhos de produtividade. “O que vem acontecendo no campo vai continuar a ser replicado, por meio da incorporação de mais tecnologia.”

Outra fonte de expansão na agricultura poderá vir do reaproveitamento de terras antes usadas pela pecuária, principalmente no Centro-Oeste.

O Brasil também terá de fazer a lição de casa. Uma das questões mais importantes, segundo os especialistas ouvidos pela Gazeta do Povo, é a ambiental. “Isto trava a fluidez dos acordos comerciais”, ressalta o analista do Itaú BBA. O caminho passa por conter desmatamento e queimadas. E por um trabalho de relações públicas por parte do governo brasileiro.

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Outro avanço necessário é na questão da infraestrutura, que pode melhorar ainda mais a competitividade da produção brasileira. “O agro avançou mesmo com carências neste setor. Imagine se elas fossem menores ou não existissem”, afirma o analista.

A falta de investimentos públicos e problemas em concessões privadas reduziram investimentos em infraestrutura rodoviária, aponta a Confederação Nacional do Transporte (CNT).

“Um ganho muito importante neste sentido foi a possibilidade de escoar parte da safra do Centro-Oeste pelo Arco Norte. Isto tornou a produção de grãos brasileira mais competitiva”, comenta Castro Alves.

Um novo projeto, a Ferrogrão, pode reforçar o escoamento da safra de milho e soja pelo Norte do país. O governo prevê lançar, no 4.° trimestre, o edital da ferrovia que liga Sinop (MT) ao porto de Miritituba (PA), em uma extensão de 933 quilômetros. A proposta foi encaminhada para análise do Tribunal de Contas da União (TCU) no ano passado. Porém, os trâmites relacionados ao projeto foram suspensos em março pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Outra necessidade apontada por Castro Alves é em relação à melhoria do nível educacional. “Há ilhas de excelência espalhadas pelo Brasil afora, mas é preciso avançar mais.” Um dos principais desafios é o de saber trabalhar com big data. Segundo o especialista, pouca gente está capacitada para pilotar novas tecnologias.

Grandes oportunidades para o algodão brasileiro
Um dos produtos com grandes oportunidades de expansão no cenário internacional é o algodão. As projeções do USDA sinalizam para um crescimento de 50,6% nas exportações brasileiras de algodão, atingindo 13,1 milhões de fardos (217,72 kg) em 2030/31 – a expectativa é de que o país responderá por um oitavo da produção mundial.

Atender à demanda internacional deverá ser a principal alternativa para os produtores, já que, de acordo com estudos do Ministério da Agricultura, o consumo interno desse produto deve apresentar ligeira redução nos próximos dez anos, situando-se em torno de 676 mil toneladas.

Segundo a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) e a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO, na sigla em inglês) isso deve destacar a importância do mercado internacional para o crescimento do setor nos próximos anos.

“O Brasil tem um potencial muito grande, principalmente no que se refere à qualidade da fibra e ao domínio da safrinha”, diz o especialista do Itaú BBA. E grande parte desse crescimento pode ser direcionado ao mercado asiático.

Produção de carnes pode ter expansão de 24% até 2031
O Ministério da Agricultura projeta, para os próximos dez anos, um crescimento de 24% na produção de carne de frango, bovina e suína, levando-a a 34 milhões de toneladas em 2031. Segundo estudos do órgão, as maiores expansões devem ocorrer na oferta de frango (27,7%) e suína (25,8%).

Os três tipos de carne poderão ter forte expansão no período. O USDA projeta que, em 2030, o Brasil será o maior exportador de carne bovina e de frango e o quarto no ranking de vendas de porco, atrás de União Europeia, Estados Unidos e Canadá.

O órgão norte-americano projeta crescimento de 23,5% nas exportações brasileiras de porco; 30% nas de frango e 33,8% nas de carne bovina.

Segundo o especialista em mercado de carnes do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada da Universidade de São Paulo (Cepea-USP), Thiago Bernardino de Carvalho, o Brasil tem boas condições competitivas. “São custos baixos de produção, uma indústria processadora eficiente e bons preços finais.”

Castro Alves, do Itaú BBA, aponta outro poderoso trunfo: “Não há casos de gripe aviária, nem de peste suína”. E as áreas livres de febre aftosa sem vacinação estão em expansão.

Potencial de crescimento do milho é grande
Outro produto com grande potencial de crescimento é o milho. As projeções do USDA sinalizam para uma expansão de 45,8% nas exportações, atingindo 60,2 milhões de toneladas. Esse mercado, aliado à demanda de milho para a produção de etanol, poderá contribuir para a expansão da safra do cereal.

A expectativa do Ministério da Agricultura é de que, no ano safra 2030/31, sejam colhidos 124 milhões de toneladas. Na última, foram 86,6 milhões de toneladas, por causa de problemas na segunda safra.

A China, um dos maiores consumidores do grão, não está conseguindo dar conta de tanta demanda. O país asiático está recompondo seu rebanho suíno, que foi afetado, nos últimos anos, pela peste suína africana.

O aumento na produção de milho não exigirá expansão sobre novas áreas, aponta o estudo realizado pelo Ministério da Agricultura. “Áreas de soja liberam a maior parte das áreas requeridas pelo milho. As chamadas áreas de reforma de culturas, como cana-de-açúcar, também costumam ser usadas com milho, amendoim e outras”, apontam os especialistas do ministério. Eles também sinalizam que é esperada uma produtividade crescente nos próximos anos.

Ritmo menor de crescimento da soja, com demanda mundial forte
O ritmo do crescimento de produção de soja deverá perder força ao longo dos próximos dez anos, aponta o Ministério da Agricultura. Se, nos últimos dez anos ela cresceu 103%, com um aumento de produtividade de 33%, a previsão é de uma expansão de 29,5% até 2030/31.

A expectativa é de que a área plantada com soja aumente 26,9%. É a lavoura que mais deve expandir a área e esse incremento deve acontecer em áreas do Matopiba – uma região formada por partes dos estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia.

“São terras de alto potencial produtivo”, apontam os pesquisadores do Ministério da Agricultura. A necessidade adicional de áreas também poderá ser suprida por substituição de culturas e aproveitamento de áreas dedicadas a pastagens.

O cenário-base do USDA projeta que, nos próximos anos, o Brasil atenderá a maior fatia da demanda mundial de soja, com 55,5%.

Esta é a sexta reportagem da série “O Brasil que cresce”, que apresenta alguns dos setores que mais avançam no país. Acompanhe a série neste link.

Repost: Gazeta do Povo

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Agronotícias

CONHEÇA A HISTÓRIA POR TRÁS DE IMAGEM VIRALIZADA NAS REDES

Agricultura dinâmica: cultivo de soja em Serras Gerais, na área plana é o Oeste da Bahia e na parte baixa o Tocantins; divisa impressiona pela beleza.
Foto: Rui Rezende / @ruirezendeoficial

Rico por Natureza! Acredito que você tenha visto essa imagem por aí, ela foi compartilhada dezenas de vezes e curtida outras milhares. Nós encontramos o autor dela, bem como a história por trás de uma das mais belas imagens que representam o progresso do agronegócio brasileiro. A região da foto faz parte do Matopiba, extensão geográfica que recobre parcialmente os territórios dos estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia. Uma curiosidade importante, engana-se você que acredita que a imagem foi produzida com drones, o fotógrafo fez a imagem à bordo de um pequeno avião usando sua câmera fotográfica.

O Matopiba é uma das novas fronteiras agrícolas do país, e tem o agronegócio como fonte econômica e entre as principais culturas se destacam o cultivo de soja e o milho para exportações. A produtividade é crescente a cada ano e os números do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, prevê que na próxima década o Brasil será o maior fornecedor mundial de soja (49%) e o segundo maior de farelo de soja (26,9%).

Foto: Rui Rezende / @ruirezendeoficial

Na imagem é possível observar que a parte superior plana é o Oeste da Bahia, na parte baixa coberta pela mata é Tocantins. A parte plana tem em média 800 até 1000 metros de altitude, a região é rica de água e uma das maiores produtoras de soja e algodão do país, engloba cidades como Barreiras, Luis Eduardo Magalhães, Formosa do Rio Preto e São Desidério. Segundo informações obtidas na internet a área inferior é a Fazenda dos Castelli no município de Lizarda do Tocantins, que faz parte das Serras Gerais.

 

Por: Compre rural

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Agronotícias

Tarcísio Meira, o pecuarista que buscava o campo para revigorar o ator

O Brasil não perdeu para a covid-19 apenas um dos seus maiores nomes da teledramaturgia. A morte do ator Tarcísio Meira, aos 85 anos, nesta quinta-feira (12), no Hospital Albert Einstein, também deixou a agropecuária de luto. Tarcísio era pecuarista, atividade pela qual tinha enorme carinho, como revelou, há cerca de 25 anos, em entrevista ao apresentador Gil Reis, exibida numa emissora de tevê do Pará.

“Eu sou uma pessoa muito simples. Eu sou uma pessoa muito ligada às coisas simples e às coisas naturais. Eu acho que na terra, no contato com os animais, com o campo, eu me renovo, eu me reabasteço para enfrentar um trabalho tremendamente neurotizante, estafante e desgastante que é o meu trabalho de ator”, disse Tarcísio Meira ao jornalista Gil Reis, hoje consultor em agronegócio, articulista de temas ligados ao agro e ao meio ambiente e colaborador do AGRO em  DIA.

A entrevista ao extinto programa Gil Reis Especial foi concedida durante um leilão promovido pelo pecuarista Evandro Mutran, no Iate Clube do Pará. Uma relíquia da tevê paraense e brasileira e também da memória do agro nacional.

Por: Agro em Dia.

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Agronegócio

No Dia do Produtor Rural, Ministério da Agricultura celebra 161 anos de história

 

O Dia do Produtor Rural, celebrado hoje (28) foi criado em 1960, em comemoração ao aniversário de fundação do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), que completa hoje 161 anos. A então Secretaria de Estado dos Negócios da Agricultura, Comércio e Obras Públicas foi criada no dia 28 de julho de 1860, com a assinatura do decreto Nº 1.067, pelo Imperador D. Pedro II.

O Brasil tem cerca de 5 milhões de produtores rurais, segundo o Censo Agropecuário do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Somos o terceiro maior exportador mundial de produtos agrícolas e o principal produtor e exportador de alimentos importantes como, açúcar, café, suco de laranja, soja em grãos e carnes.

A safra de grãos deverá atingir 262,13 milhões de toneladas no período 2020/2021, segundo projeção da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A  estimativa do Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) de 2021 é de R$ 1,099 trilhão, 10,5% acima do valor de 2020. Tudo isso aliado a práticas de sustentabilidade e preservação ambiental, seguindo a exigência mundial para que a demanda por alimentos seja atendida com impacto ambiental mínimo e baixo custo.

“Quero cumprimentar todos vocês pelo trabalho que fazem e pelo alimento que colocam na mesa dos brasileiros. Parabenizo todos do campo que produzem com tecnologia, os pequenos produtores rurais, os agricultores familiares, enfim, todos que trabalham com a terra, que trabalham no campo produzindo alimentos para o Brasil e o mundo”, disse a ministra em vídeo gravado em Roma, onde participa da Pré-Cúpula de Sistemas Alimentares.

Segundo dados da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), o Brasil é responsável pela alimentação de pelo menos 1 bilhão de pessoas em diferentes partes do planeta e isso deve aumentar nos próximos anos devido às nossas condições de clima ameno e disponibilidade de terras, água e tecnologia própria.

O secretário de Política Agrícola do Mapa, Guilherme Bastos Filho, comemorou a data lembrando os bons números do setor. “O agro brasileiro mostra sua força e sua responsabilidade de suprir e abastecer com alimentos a população brasileira e o mundo. Com o Plano Safra 2021/2022, poderemos contribuir com os bons resultados para a agropecuária brasileira. Vamos rumo às 300 milhões de toneladas na próxima safra”, disse.

Nos últimos 47 anos, a agropecuária cresceu em média 3,22% ao ano. Entre os censos de 2006 e 2017, a taxa de crescimento aproximou-se de 4,3%, superando países como Estados Unidos, China, Chile e Argentina. De 1995 a 2017, o Valor Bruto da Produção dobrou, sendo que a tecnologia foi responsável por mais de 60% desse crescimento.

Nos próximos 10 anos, a produção de grãos deverá atingir 333,1 milhões de toneladas, alta de 27,1%. Soja, milho de segunda safra e algodão devem continuar puxando o crescimento da produção de grãos. A produção de carne bovina pode crescer até 16%; da carne suína, 27%, e da carne de frango, 28%.

Por: Mapa

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Agronotícias

“O empresário agroambiental pode trazer grandes mudanças”, afirma Abag

Às vésperas do 20º Congresso do Agronegócio, o presidente do conselho-diretor da Abag, Marcello Brito, comenta o mercado de carbono e expectativas para a COP26.

A cada dia que passa surgem novos modelos de negócios sustentáveis dentro da agropecuária brasileira, o que mostra que o setor vem somando alta produtividade e respeito ao meio ambiente. E em meio a iniciativas para reduzir o impacto das mudanças climáticas e descabonizar a economia, a Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), em parceria com a B3 (Bolsa do Brasil), realiza no dia 2 de agosto o vigésimo Congresso de do Agronegócio.

Quem conversa com a gente sobre os temas que serão discutidos no evento é o presidente do conselho-diretor da Abag, Marcello Brito.

“No mercado de carbono, o Brasil ainda é muito incipiente e tem pouca coisa acontecendo. Em termos globais, é um mercado que movimentou, em 2019, US$ 220 bilhões. Em 2020, movimentou em torno de US$ 280 bilhões. A expectativa para esse ano é algo em torno de US$ 380 bilhões. Ou seja, é um mercado em franco crescimento, no qual o Brasil tem muito potencial para se enquadrar”, declara ele.

“A gente precisa entender que carbono não é um negócio simples, que fica à venda na prateleira do supermercado. Você tem todo um histórico de medição, verificação e report. Você tem que estar enquadrado dentro de uma plataforma ESG, vamos dizer assim. Você precisa ter um histórico de medições e participações no mercado que são integradas. O mercado de carbono começa na propriedade do fazendeiro, no solo, nas florestas e termina nas ferramentas financeiras que envolvem esse processo e limpam o mundo inteiro com ele. As bolsas estão muito inseridas nisso aí. Ou seja, é um mercado horizontal, onde todos os players do agronegócio têm sua participação especial”, acrescenta.

O especialista também disse estar otimista com a realização da Cúpula do Clima (COP26) em Glasgow, na Escócia, em novembro.

“A Europa e a China já apresentaram, nesta semana, seus planos de metas. Os Estados Unidos ainda não inteiramente — alguns estados, sim. Aos poucos, deixa de ser algo regional e vai se tornando mundial. A expectativa é que os 193 países que estarão presentes possam finalmente chegar num acordo de como podemos fazer a internacionalização desse mercado, para que todos os países tenham oportunidades de ganho, e não só os países desenvolvidos, que têm estrutura. Esperamos que o Brasil tenha uma participação de protragonista e trabalhe junto com as principais economias do mundo”, diz Brito.

“A gente precisa regular esse mercado internamente. Já existem projetos na Câmara e no Senado em relação a isso. Agora, o produtor vai ser o grande ganhador desse processo. O produtor agrícola, o conservador de florestas, o empresário agroambiental. Essa fusão de produtor com preservador ambiental no Brasil pode trazer grandes mudanças. Agora, nós precisamos entender que isso se encaixa dentro de umaestrutura ESG, então a gente precisa dar um compliance, uma governaça natural aos processos. Não existe mercado de carbono com desmatamento ilegal, grilagem, queimadas ilegais, ou seja, o compliance da atividade ambiental e social brasileira tem que subir vários degraus para que a gente possa dar a transparência e a confiança necessárias para se integrar nesse mercado”, conclui o representante da Abag.

Por: Canal Rural

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Agricultura

Vazio sanitário da soja está em vigor

Começa nesta quinta, 15, a primeira etapa do vazio sanitário da soja no Pará, que se estende até o dia 15 de setembro. Nesse período, é proibido cultivar ou implantar cultivos de soja, bem como manter ou permitir a presença de plantas vivas da espécie em qualquer fase de desenvolvimento.

Foto: Adepará

O calendário deverá ser cumprido nos seguintes municípios: Bannach, Conceição do Araguaia, Cumaru do Norte, Floresta do Araguaia, Pau-d’Arco, Redenção, Santa Maria das Barreiras, Santana do Araguaia, Ourilândia do Norte, São Félix do Xingu, Tucumã, Água Azul do Norte, Rio Maria, Sapucaia, Xinguara, Brejo Grande do Araguaia, Itupiranga, Jacundá, Marabá, Nova Ipixuna, Palestina do Pará, Piçarra, São Domingos do Araguaia, São Geraldo do Araguaia, São João do Araguaia, Canaã dos Carajás, Curionópolis, Eldorado do Carajás, Parauapebas, Aveiro, Itaituba, Jacareacanga, Novo Progresso, Trairão, além dos distritos de Cachoeira da Serra e Castelo de Sonhos.

A soja é o principal produto da pauta de exportação brasileira, alcançando, em 2020, o volume recorde de 119,4 milhões de toneladas exportadas, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O grão tem apresentado um ritmo significativo de crescimento no Pará. Entre os anos de 2010 e 2020, a área cultivada expandiu de 85,4 mil para 603.473 mil hectares, tornando-se a cultura de maior representatividade no Estado. A soja, atualmente, representa cerca de 25% do valor exportado pelo setor no Pará.

Diante da importância econômica do agronegócio para o Estado, há uma demanda significativa para a prevenção e controle das pragas que atacam a cultura.

A Adepará executa a defesa sanitária na sojicultura paraense, seguindo as diretrizes do Programa Nacional de Controle da Ferrugem Asiática da Soja  (PNCFS), assim como as demandas do Programa Estadual.

Vazio Sanitário

O objetivo do vazio sanitário é prevenir e controlar a principal praga que acomete as plantações de soja: o fungo Phakopsora pachyrhizi, que é o causador da ferrugem asiática, doença que pode ocasionar até 75% de perda da safra. O fungo possui alta capacidade de reprodução e disseminação. Por necessitar de hospedeiro vivo para sobreviver, ele prejudica a plena formação dos grãos, causando a queda prematura das folhas.

“O vazio sanitário objetiva a redução da sobrevivência do fungo causador da ferrugem asiática e a diminuição de esporos desse fungo no ambiente, causando, com isso, o atraso de ocorrência da doença nos plantios. É uma estratégia muito importante, pois quebra a ponte verde que existe de uma safra a outra”, reforça Maria Alice Thomaz Lisboa, gerente de Programas de Pragas de Importância Econômica da Adepará.

Cadastro

Desde 2008, é obrigatório que todos os sojicultores paraenses, inclusive aqueles que utilizam quaisquer sistemas de irrigação, cadastrem-se anualmente na Adepará. O registro do plantio deve ser feito por meio do preenchimento de formulário, que contempla informações sobre as áreas plantadas.

O mapeamento das áreas produtoras de soja no Estado é essencial para o planejamento das ações de defesa fitossanitária. “O cadastro de produtores de soja tem como objetivo a otimização dos recursos orçamentários, com conhecimento e mapeamento das áreas com soja no Estado, dando condições para executarmos e planejarmos ações dos programas nacional e estadual do controle da ferrugem asiática da soja”, acrescenta a gerente.

Os produtores que não se cadastrarem responderão às penalidades previstas na Lei Estadual de Defesa Vegetal e aqueles que não cumprirem a obrigatoriedade do vazio sanitário estarão sujeitos a notificação e autuação.

Fonte: Adepará

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Agronegócio

Brasil bate recorde de importação de commodities agrícolas

Estiagem prolongada afeta lavoura de grãos e provoca aumento de importações; compra externa de milho atinge patamar histórico.

A quebra da safra de milho devido a estiagens prolongadas nas principais regiões produtoras preocupa produtores e exportadores. De acordo com a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec), as exportações brasileiras de milho devem atingir cerca de de 2,37 milhões de toneladas neste mês, o que representa uma queda de 50% em relação ao mesmo período do ano passado.

Com as perspectivas de falta de milho no mercado nacional, a solução foi partir para as importações. Entre janeiro e junho deste ano, as importações do cereal aumentaram 102%, um recorde. O movimento foi favorecido pela suspensão do imposto de importação do produto, definida pelo governo em abril deste ano. A medida também vale para a soja.

O grande volume de exportações de soja no primeiro semestre, principalmente para a China, em que a retomada econômica disparou, também fez com que o Brasil precisasse apelar às importações para garantir um bom nível de estoques. As compras externas de soja aumentaram 92% no primeiro semestre, segundo dados do governo, enquanto as importações de óleo de soja cresceram 315%.

As boas perspectivas para o agronegócio este ano, quando deve ser batido um novo recorde de produçao de grãos, impulsionaram as importações de abudo, que atingiu um recorde de  16,6 milhões de toneladas no primeiro semestre, 15% a mais do que no mesmo período do ano passado.

A compra de defensivos agrícolas também aumentou. As importações desse tipo de produto somaram135 mil toneladas no primeiro semestrem, em um aumento de 23% em relação a 2020.

 

Por: Exame Agro

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Agronotícias

Conab identifica produtos com direito ao desconto nas parcelas do Pronaf em junho

Os produtores e extrativistas de açaí no estado do AC, da banana na PB, cará/inhame no ES, castanha-de-caju no PI e PE, maracujá na BA, SE, SC e GO, além da manga na BA, terão novamente direito ao bônus garantido pelo Programa de Garantia de Preços para a Agricultura Familiar (PGPAF), que garante aos agricultores familiares um desconto no pagamento ou na amortização de parcelas do financiamento no Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). O benefício foi mantido após análises da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que identificou a necessidade de retomar o incentivo para esses produtos, com base no preço de garantia sobre o valor médio praticado no mercado dos ítens.

Além desses, a Companhia incluiu também, nesse mês de junho, a banana produzida no estado de Alagoas, vendida ao preço médio de mercado por R$ 17,31, ou seja, 2,53% abaixo do preço mínimo, estabelecido em R$ 17,76. Os maiores índices de desconto, no entanto, ficaram para o cará/inhame do Espírito Santo, comercializado ao preço médio local de R$ 1,05, o que proporcionou percentual de 37,50% sobre o preço mínimo, estipulado em R$ 1,68, e para o maracujá de Sergipe, que alcançou bônus de 28,57% após ser negociado a R$ 1,30, abaixo do preço mínimo definido em R$ 1,82.

Alguns itens que constavam no mês passado saíram da lista em junho, graças à melhora do comércio nos estados de origem e a consequente elevação dos preços pagos ao produtor. É o caso da juta/malva no Amazonas e da uva em Santa Catarina, que deixam o bônus neste mês. Com relação aos estados beneficiados, houve ainda algumas alterações, como a castanha-de-caju, que foi excluída na Paraíba, e o maracujá, que também não será mais necessário receber bonificação no Ceará, Pernambuco e Espírito Santo.

Os índices entram em vigor nesta quinta-feira (10), a partir da portaria publicada no Diário Oficial da União, e terão validade até o dia 9 de julho. Os percentuais são atualizados mensalmente pela Conab a partir de pesquisas sistemáticas dos preços de mercado em todas as unidades da federação, com base em metodologia própria, que são registrados no banco de dados das séries históricas de preços. Os bônus são calculados no fechamento do mês e as informações seguem para a Secretaria de Agricultura Familiar e Cooperativismo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (SAF/Mapa), responsável pela análise e encaminhamento para publicação.

Acesse aqui a lista completa dos produtos no Diário Oficial, com os percentuais de descontos.

Fonte: Conab
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Ruralbook em Campo

As novas estratégias para os DIAS DE CAMPO adotadas pelas Empresas do Agro

 

 

Diante de toda situação e não poder realizar os eventos presenciais, as empresas do agronegócio estão adotando os novos formatos digitais para chegar até seu público.

Esse foi um primeiro vídeo de muitos que eu, Rodrigo Fraoli e minha equipe, queremos produzir para levar informações do nosso agronegócio a todos.

O que acha de vídeos como esse?

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Agronotícias

CNA discute iniciativas para o setor de irrigação

A Comissão Nacional de Irrigação da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) se reuniu, na quarta (12), para discutir iniciativas para a expansão do setor de agricultura irrigada no País.

Um dos itens da pauta foi a apresentação da 2ª edição do Atlas de Irrigação, realizada pelo coordenador de Estudos Setoriais da Agência Nacional de Águas (ANA), Thiago Fontenelle.

O documento traz um compilado de informações sobre o uso da água na irrigação, principais sistemas, culturas, e o potencial de expansão da área irrigada no Brasil. A primeira edição foi publicada pela Agência em 2017.

“É uma iniciativa de técnicos da própria ANA que viram o uso apenas de dados técnicos do Censo Agropecuário feito de 10 em 10 anos e que a dinâmica da atividade não pode esperar 10 anos para ter dados renovados e então resolveram formar uma base técnica sobre o tema”, afirmou Fontenelle.

O atlas é coordenado pela ANA e foi produzido em parceria com outras entidades como a Embrapa, Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), IBGE, além de universidades. Segundo a publicação, até 2040 poderá ter um acréscimo de 76% da área irrigada atual, com estabilidade na área fertirrigada e um aumento da participação de pivôs centrais na agricultura, passando dos atuais 27% para 38%.

Hoje o potencial efetivo da irrigação no País é de 13,7 milhões de hectares e pode chegar a 55,85 milhões se melhorar a infraestrutura de algumas regiões do País, afirmou Fontenelle. Ele acrescentou que o atlas servirá para contribuir com o reconhecimento da agricultura irrigada no Brasil, além de dar subsídios para a tomada de decisões e implementação de políticas públicas direcionadas ao setor.

De acordo com o presidente da Comissão Nacional de Irrigação, Eduardo Veras, a CNA e as demais entidades que compõem a comissão, estão dispostas a estabelecer uma parceria com a ANA para que a atualização do Atlas seja feita de forma constante e sirva como propulsora de políticas públicas para o setor “Comparado com o potencial que a agricultura irrigada tem no país, estamos muito aquém no uso dessa tecnologia, por isso, a CNA buscará meios de divulgar o atlas, pois é um trabalho completo e a sua atualização deve ser constante.”

Energia – A comissão também tratou da Resolução n.° 901/2020 que altera artigos na resolução n.º 800/2017, da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que estabelecem o recadastramento para fins de aplicação dos descontos da tarifa de energia elétrica.

As atividades de irrigação e aquicultura podem receber desconto na fatura de energia elétrica utilizada durante 8,5 horas por dia, em geral entre 21h30 e 6h.

Os descontos são para o Nordeste e demais municípios da área de atuação da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), sendo 90% para consumidores atendidos em baixa tensão. No Norte, Centro-Oeste e demais municípios de Minas Gerais, os descontos são de 80% para alta tensão e de 67% para baixa tensão. Demais regiões, 70% de alta tensão e 60% de baixa tensão.

A assessora técnica da Comissão de Irrigação da CNA, Jordana Girardello, explicou que o produtor pode solicitar o benefício tanto para as unidades consumidoras já existentes como para novas instalações, basta seguir os requisitos estabelecidos.

Além disso, uma nova revisão cadastral será realizada a cada três anos. “Mesmo com esse novo prazo para o recadastramento e a opção de auto declaração nesse primeiro cadastro, entendemos que ainda existem problemas a serem sanados como, por exemplo, a demora dos órgãos na emissão das autorizações ambientais e de outorga, que pode fazer com que o produtor perca o desconto inviabilizando a atividade em alguns casos”, disse Jordana.

Outro item da pauta foi o uso da energia solar como alternativa para irrigação no campo. A empresa Valmont apresentou alternativas à rede elétrica para auxiliar o produtor rural a reduzir custos e a ter mais um negócio na propriedade ao gerar energia solar.

O Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) também apresentou as iniciativas de apoio à produção irrigada. Antônio Leite, representante do órgão, afirmou que as principais dificuldades para a expansão da agricultura irrigada, de acordo com levantamento realizado pelos polos de irrigação nos estados, são o licenciamento de barramentos, a outorga, o licenciamento ambiental e os custos com energia.

Para auxiliar na questão da energia, estão trabalhando uma proposta para financiar estruturas de uso comum que serão geridas pelas associações locais e sejam capazes de fornecer energia elétrica para a comunidade privada de irrigantes, que terão prazos e condições viáveis de pagamento pelo investimento.

Fonte: CNA