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Agronotícias

Agropecuária criou 72 mil vagas de emprego até abril, mostra Caged

Só no último mês, o setor produtivo contratou cerca de 11 mil pessoas, de acordo com dados do Ministério da Economia.

Em abril deste ano, o número de trabalhadores contratados com carteira assinada foi superior ao de demitidos, embora a geração de postos de trabalhos formais tenha ficado abaixo do resultado do mês de março.

Segundo o Ministério da Economia, em abril, houve 1.381.767 admissões e 1.260.832 desligamentos no mercado formal de trabalho, o que resultou na geração de 120.935 postos de trabalho. Os dados fazem parte das estatísticas mensais do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), que o ministério divulgou nesta quarta-feira, 26.

O destaque foi para o setor de serviços, que gerou 57.610 postos de trabalho, tendo admitido, ao longo do mês, 614.873 pessoas, e demitido 557.263. A agropecuária terminou o mês com saldo positivo de 11.145 empregos, tendo admitido 84.650 e demitido 73.505.

“[O resultado] parece pouco frente ao que gerávamos antes, mas temos que considerar que [abril] foi o mês em que se sentiu mais o impacto da segunda onda da covid-19. Na primeira onda, ano passado, perdemos mais de 900 mil empregos. Agora, criamos 120 mil empregos. O Brasil está mostrando resiliência. Os programas estão funcionando. E, principalmente, a vacinação em massa está entrando. E é com isso que temos que contar para um retorno seguro ao trabalho”, destacou o ministro da Economia, Paulo Guedes.

Com o resultado, o estoque de empregos formais no país (quantidade total de vínculos celetistas ativos) chegou a 40.320.857 – o que representa uma variação positiva de 0,30% sobre os 40.199.922 registrados em março.

Empregos

De janeiro a abril, houve 6.406.478 contratações e 5.448.589 demissões, o que representa um saldo de 957.889 empregos. Nesse período, a agropecuária brasileira contratou 361.209 e demitiu 289.100, gerando saldo positivo de 72.109, o que representa alta de 4,48%.

No acumulado dos últimos 12 meses, o avanço do setor é de 5,04%, com saldo de 123.699.

Por: Agência Rural

 

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Agronegócio

Agropecuária criou 32.986 postos de trabalho em janeiro, revela pesquisa

O ministério apontou ainda que o Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda tem sido bem-sucedido em evitar demissões.

O Brasil fechou o mês de janeiro de 2021 com um saldo de 260.353 empregos formais, segundo balanço do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) apresentado nesta terça-feira, 16, pelo Ministério da Economia. O saldo é o melhor da série histórica para o mês de janeiro e é resultado de 1.527.083 admissões e 1.266.730 desligamentos. O numero também é maior do que o registrado em dezembro de 2020, quando a geração de empregos ficou em 142.690 postos de trabalho.

Ainda de acordo com os dados, a Agropecuária também apresentou saldo positivo de 32.986, principalmente nas subclasses Cultivo de Maçã (12.222) e Cultivo de Soja (9.194).

Com isso, o estoque de empregos formais no país chegou a 39.623.321 vínculos, o que representa uma variação de 0,66% em relação ao estoque do mês anterior. De acordo com o ministério, a modernização trabalhista teve papel importante na geração de empregos de janeiro.

“Foram 15.600 admissões e 12.517 desligamentos na modalidade de trabalho intermitente, gerando saldo de 3.083 empregos, envolvendo 3.784 estabelecimentos contratantes. Um total de 201 empregados celebrou mais de um contrato na condição de trabalhador intermitente”, informou a pasta.

O ministério apontou ainda que o Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda tem sido bem-sucedido em evitar demissões, “em um ano tão atípico de enfrentamento de uma grave pandemia”. O programa institui o Benefício Emergencial de Preservação do Emprego e da Renda (BEm), pago a trabalhadores que tiveram o contrato de trabalho suspenso ou a jornada e o salário reduzidos.

A pasta informou que os dados atualizados até 31 de dezembro mostram que o benefício permitiu 20.119.858 acordos entre 9.849.116 empregados e 1.464.683 empregadores no país.

Já a jornada em regime de tempo parcial teve saldo negativo de 610 postos de trabalho no ano, resultado de 15.808 admissões e 16.418 desligamentos. O regime parcial é aquele cuja duração não excede trinta horas semanais, sem a possibilidade de horas suplementares semanais ou cuja duração não excede 26 horas semanais, com a possibilidade de acréscimo de até seis horas suplementares semanais.

Segundo o Caged, em janeiro, a movimentação envolveu 6.413 estabelecimentos contratantes e 57 empregados celebraram mais de um contrato em regime de tempo parcial.

Atividade econômica

Os números mostram que, no mês de janeiro, todos os grupamentos de atividades econômicas apresentaram saldo positivo, com destaque para o setor da Indústria, com a geração de 90.431 novos postos de trabalho formais.

“Em nível de subclasses, podemos apontar a Confecção de Peças do Vestuário, exceto Roupas Íntimas e as Confeccionadas Sob Medida, com o maior saldo (7.855), a maior parte no Paraná (3.058). A [subclasse] Fabricação de Calçados de Couro registrou o segundo maior saldo (5.762), principalmente na Bahia (1.670) e Rio Grande do Sul (1.658)”, informou o ministério.

Na sequência vem o setor de Serviços que apresentou o segundo melhor saldo, com 83.686 empregos formais. A maioria deles registrado nos grupamentos de Informação, Comunicação e Atividades Financeiras, Imobiliárias, Profissionais e Administrativas”, com 55.896; e Administração Pública, Defesa e Seguridade Social, Educação, Saúde Humana e Serviços Sociais”, com 18.353.

O terceiro maior crescimento do emprego formal ficou com o setor da Construção, com saldo de 43.498 postos de trabalho formais, principalmente na subclasse Construção de Edifícios, com saldo de 16.636 postos.

Por: Agência Brasil

 

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Pecuária

Agropecuária foi o único setor que cresceu no PIB de 2020; entenda

Atividade avançou 2% em relação a 2019, apoiada em safra e preços recordes e demanda aquecida. Expectativa é de mais crescimento este ano, apesar de preocupação dos produtores com clima e custos.

Em ano de fortes perdas geradas pela pandemia do coronavírus, a agropecuária foi o único dos três grandes setores da economia (serviços e indústria) que cresceu em 2020.

Em relação a 2019, o segmento avançou 2%, em meio ao tombo recorde de 4,1% do Produto Interno Bruto (PIB), mostram dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira (3).

Com este resultado, a agropecuária aumentou a sua participação no PIB brasileiro de 5,1% em 2019, para 6,8% em 2020.

Segundo o IBGE, essa alta ocorreu pelo crescimento e ganho de produtividade das lavouras, com destaque para a soja (7,1%) e o café (24,4%), que alcançaram produções recordes na série histórica.

Por outro lado, no 4º trimestre de 2020, em relação a igual período de 2019, o agro teve variação negativa de 0,4% por perdas em culturas como a laranja (-10,6%) e o fumo (-8,4%).

Produtores e economistas consultados pelo G1 afirmam que os fatores ajudaram a impulsionar o agro em 2020 foram:

.A safra recorde de grãos de 257,8 milhões de toneladas em 2019/2020;
.Investimento dos produtores em pacotes tecnológicos avançados – sementes, defensivos, fertilizantes e rações de maior qualidade;
.Clima favorável;
.Demanda externa aquecida – receio de desabastecimento de alimentos por causa do fechamento de fronteiras impulsionou importações dos países. E Brasil é um grande exportador do setor;
.Agro foi considerado uma atividade essencial durante a pandemia para evitar falta de mantimentos;
.Auxílio emergencial aqueceu a demanda interna;
.Valorização do dólar em relação ao real impulsionou exportações do agro;
.Recomposição do rebanho suíno chinês após peste suína africana puxou vendas de soja e milho do Brasil – grãos viram ração para os animais;
.Aumento da produção e exportação de carnes.

E 2021?

Para este ano, a expectativa é de mais crescimento, apesar de algumas preocupações dos produtores com o clima e custos de produção.

Consultado pelo G1, o economista Renato Conchon, da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), espera que a agropecuária avance mais 2,5% no PIB de 2021, apoiada na expectativa de mais uma safra recorde de grãos, estimada em 268,3 milhões de toneladas pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), até o momento.

“A colheita de grãos deve ser maior este ano do que em 2020, mas ela não deve vir tão boa quanto se esperava por questões climáticas e estabilização dos preços”, diz Talita Pinto, pesquisadora do FGVAgro.

Os fatores que preocupam os produtores são:

.O atraso na colheita de soja que postergou o plantio de milho;
.Chuvas intensas na colheita que estão prejudicando a qualidade da soja em alguns locais do país;
.Alta do dólar aumentou custo de importação de insumos, como fertilizantes e defensivos;
.Preços elevados da soja e milho pressionam o custo da ração animal;

Apesar disso, economistas avaliam que as expectativas de crescimento para o PIB agropecuário e para a safra de grãos continuam muito positivas para o ano.

Agro: ‘ilha da prosperidade’

 

Soja — Foto: Divulgação/Confederação Nacional da Agropecuária
Soja — Foto: Divulgação/Confederação Nacional da Agropecuária

Zilto, que também é diretor administrativo da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT), afirma que as chuvas comprometeram a qualidade da soja nesta safra.

E que, diante deste cenário, prevê uma diminuição de 25% a 30% na produtividade da sua plantação. O que significa que ele espera colher menos grão por hectare.

O PIB calculado pelo IBGE leva em conta somente o que é produzido dentro das fazendas. Mas se colocar nessa conta tudo o que acontece da porteira para a fora, o crescimento do agro pode ter sido bem maior em 2020, e ter alcançando 19%, estima Talita, pesquisadora da FGV.

A projeção dela é para o PIB do agronegócio calculado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, em parceria com a CNA.

Esse indicador leva em conta o movimento de toda a cadeia do setor: insumos, agroindústria e serviços, que não pararam durante a pandemia, já que foram considerados atividades essenciais.

De janeiro a novembro de 2020, o índice expandiu 19,66%, contra o mesmo período de 2019. “Uma grande ilha de prosperidade para a economia brasileira”, comenta Guilherme Bellotti, gerente de consultoria de Agronegócios do Itaú BBA.

“Apesar de todas as preocupações da pandemia, as pessoas continuam comprando comida. Elas podem substituir, por exemplo, uma carne de boi por frango ou porco, que seria mais barato, mas, ainda assim, continuam comprando”, diz Talita, da FGV.

Este cenário, somado à valorização do dólar em relação ao real, puxou as exportações do agronegócio brasileiro, que chegaram a US$ 100,81 bilhões em 2020, segundo maior valor da série histórica, atrás somente de 2018.

As vendas externas foram puxadas, principalmente, pela soja. Somente a China comprou 73,2% do grão nacional.

“Algo importante que tem puxado as exportações brasileiras é a recomposição do rebanho suíno chinês, depois de uma liquidação que teve entre 2018 e 2019”, diz Bellotti, do Itaú.

“Essa recomposição está ocorrendo baseado em um modelo de produção mais industrial, que depende de ração. E ração é basicamente farelo de soja e milho”, acrescenta.

A redução do rebanho suíno aumentou também a demanda chinesa por proteínas animais, o que favoreceu, mais uma vez, o Brasil. Em 2020, o país bateu recorde de exportação de carne bovina e suína.

Quem ficou de fora?

Por outro lado, o economista da CNA, Renato Conchon, lembra que nem todas as atividades do agro conseguiram se beneficiar do dólar alto.

“O real desvalorizado oferece mais renda aos produtores exportadores, e temos muitos produtores que destinam alimentos ao mercado interno, como hortaliças e frutas”, ressalta.

Outras atividades sofreram bastante no início da pandemia. É o caso do setor de flores, por exemplo, que costuma vender mais no Dia das Mães, em maio, período em que medidas de restrição de circulação e de isolamento social estavam em curso em boa parte do país.

“Naquele momento, houve uma redução do consumo de lácteos também e deixou-se de comprar leite dos produtores rurais”, lembra Renato.

Clima e investimentos

No campo, os agricultores também foram “coroados” por um clima bom durante toda a safra de grãos de 2019/20.

“O produtor fez um planejamento que deu tudo certo. Ele investiu em um pacote tecnológico avançado: isso quer dizer que ele utilizou sementes, fertilizantes e defensivos de maior qualidade, o que gerou uma maior produtividade”, diz o economista da CNA, Renato Conchon.

Atraso nas lavouras

Mas, neste ano, o clima tem preocupado os produtores. A seca em setembro de 2020 atrasou o plantio de soja em Mato Grosso e no Paraná, principais estados produtores e que “dão a largada” na semeadura do grão.

Já as chuvas intensas estão prejudicando a colheita neste início de ano, pois há dificuldade para avançar com as máquinas nas lavouras. E, com isso, o plantio do milho também está sendo postergado.

“Eu tive 30 dias de atraso no plantio [de soja], e mais 15 dias na colheita. Então, grosso modo, nós temos um atraso de 40, 45 dias no plantio do milho”, diz o produtor rural do município de Cláudia (MT), Zilto Donadello.

Plantio do milho atrasou 45 dias na propriedade de Zilto Donadello — Foto: Arquivo pessoal
Plantio do milho atrasou 45 dias na propriedade de Zilto Donadello — Foto: Arquivo pessoal

“Se as condições climáticas não melhorarem durante o [cultivo do] milho segunda safra, a gente pode ter uma redução da quantidade produzida ao longo de 2021”, diz o economista da CNA.

Ele reforça, porém, que as expectativas para o setor continuam muito positivas, diante da demanda internacional aquecida e projeção de safra recorde.

Em resposta ao G1, a Conab diz que, “até o presente momento”, não tem informações de que o atraso nos cultivos de soja e milho possa impactar “a produção estimada para estas duas culturas”.

Renda

Zilto acrescenta ainda que produtores que venderam a soja antecipadamente não têm se beneficiado dos preços recordes da oleaginosa.

“Eu comecei minhas vendas com R$ 78, R$ 80 [a saca] e terminei de vender por cerca de R$ 92, R$ 94. Pelo menos eu consegui cumprir meus contratos […] Mas essa rentabilidade que está no mercado eu não vou ter”, diz.

A saca de 60 kg de soja fechou a terça-feira (2) cotada a R$ 168,96, segundo o Cepea.

Custos de produção

Se, por um lado, a valorização do dólar tem remunerado bem os produtores, por outro, deve aumentar os gastos para produzir neste ano, afirma o economista da CNA.

“O custo de produção da safra 2020/2021 subiu significativamente com a desvalorização do real em relação ao dólar. Com isso, fica mais caro importar insumos. 85% do fertilizante que a gente usa, por exemplo, é importado. E temos defensivos que são atrelados o câmbio também”, diz Conchon.

O pecuarista Aldo Rezende Telles, presidente da Associação dos Criadores Nelore de Mato Grosso (ACNMT), conta que os gastos de alguns criadores para engordar o gado também aumentaram.

O setor tem sido bem remunerado na venda do boi gordo e o preço da arroba chegou a bater recorde em fevereiro.

“Dá uma aparência que é bom, mas os custos de produção estão crescendo. […] Se usa milho e o caroço de algodão [para a ração], por exemplo. Nós compramos o caroço de algodão a R$ 420 a tonelada no ano passado, hoje ele custa R$ 1.150”, diz.

Aldo Rezende Telles, pecuarista de Mato Grosso e presidente da Associação dos Criadores Nelore de Mato Grosso (ACNMT) — Foto: Arquivo pessoal
Aldo Rezende Telles, pecuarista de Mato Grosso e presidente da Associação dos Criadores Nelore de Mato Grosso (ACNMT) — Foto: Arquivo pessoal

“Mas, na minha propriedade, estamos indo razoavelmente bem, porque sobrou muito produto do ano anterior. Então vai pesar para a gente na hora de voltar a comprar os produtos as próximas safras. Nós temos trato até junho”, diz Telles.

Para o economista da CNA, o aumento dos custos pode impactar mais o PIB agro de 2022 do que o deste ano.

Baixa oferta de carne

Telles menciona ainda que há, atualmente, no mercado uma baixa oferta de gado para a produção de carnes.

“Do ano passado para cá, o bezerro valorizou muito, então o pessoal deixou de matar vaca. Em vez de abater [a vaca], leva ela para o pasto e insemina para ter produção. Por isso que tem baixa oferta”, diz Telles.

Apesar deste cenário, o consultor de agronegócios do Itaú, Guilherme Bellotti, diz que, diante da demanda internacional aquecida, o setor de carnes, em geral, deve ter crescimento este ano.

“Com relação à carne bovina, provavelmente a gente deve ter um nível de produção oscilando ao redor do que foi 2020”, diz Bellotti.

Segundo a pesquisadora da FGVAgro, Talita Pinto, a produção de carne bovina alcançou 10,1 milhões de toneladas no ano passado, mas deve avançar para 10,5 milhões este ano.

Por: G1

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Tecnologia

Governo do Tocantins debate inovações tecnológicas para aumentar produtividade e redução de custos na agropecuária

Realizado virtualmente na última sexta-feira, 19, pelo Governo do Estado, por meio da secretaria da Agricultura, Pecuária e Aquicultura (Seagro), Universidade Federal do Tocantins (UFT) e parceiros, o seminário Agro Innovation 2021, Uso de Tecnologia de Precisão no Campo 4.0, foi uma excelente oportunidade para que agricultores, docentes, universitários, representante de associações, cooperativas e empresas ligadas ao agronegócio  tiraram suas dúvidas e aprofundaram seus conhecimentos na produção tecnológica no campo.

Sustentabilidade na agroindústria; revolução no campo com startups e blockchain; transformação digital no agronegócio; geomonitoramento e rastreabilidade e oportunidades e desafios ao longo da cadeia produtiva na agricultura foram temas debatidos durante as palestras e ciclo de debates.

“Um momento especial para o incentivo ao avanço tecnológico da agricultura e pecuária no campo. O Brasil e o mundo precisam cada vez mais de alimentos, portanto faz necessário à difusão de tecnologia para aumentar a produtividade, qualidade e redução de custos da produção de alimentos no campo. É também uma oportunidade para que os produtores possam evoluir na produção tecnológica no campo”, enfatizou o secretário da Seagro, Jaime Café, durante a abertura do seminário que seguiu até às 18h.

O secretário relembrou ainda que o Tocantins é genuinamente agropecuário e é preciso incentivar o uso tecnológico na agricultura de forma mais produtiva e sustentável. “É preciso debater cada vez mais a importância da inovação, da sustentabilidade e da comunicação no agronegócio para conseguirmos conquistar novos mercados com credibilidade. O Governo do Estado incentiva os produtores rurais na busca de novas tecnologias para o avanço da produção e produtividade no campo”, disse.

Aproximadamente 600 pessoas participaram do seminário. O atual presidente da Fundação de Amparo a Pesquisa do Tocantins (FAPT), Márcio Silveira, apresentou as tecnologias utilizadas na entidade, apresentado as pesquisas desenvolvidas, nos últimos anos. Ele lembrou ainda que, o governo do Estado tem projeto de construir o Parque Tecnológico no Estado, centro de pesquisa para o desenvolvimento das tecnologias. “Esse empreendimento impulsionará ainda mais a tecnologia no Tocantins, em diversos segmentos, sendo instrumento de desenvolvimento no agronegócio”, lembrou.

Na palestra, “sustentabilidade na agroindústria” proferida pelo doutor em engenharia mecânica da Universidade Beira Rio Interior, Portugal, Pedro Dinis, foram apresentadas diversas tecnologias de ponta utilizadas nos modelos de produção e as experiências  adquiridas e desenvolvidas na Europa, na agricultura e agroindústria. “A otimização tecnológica na agricultura aliada à agroindústria é fundamental para promover o desenvolvimento altamente produtivo e sustentável no campo, amparado em projetos inovadores, incorporando um conjunto de tecnologias eficientes e sustentáveis na agroindústria para ganhos mais produtivos”, disse.

Para o palestrante, Silon Júnior Procath da Silva, da Universidade Federal de  Santa Maria (RS), “o futuro do agro está no desenvolvimento científico, integrando, produtores no uso sistematizado das tecnologias disponíveis em plataformas  e aplicativos voltados para atender o homem do campo, e assim, reduzir custos e alcançar alta na produtividade”. Ele reforçou o uso das tecnologias utilizadas por meio de startups, inteligência artificial, uso de robôs e drones para auxiliar o produtor em suas tomadas de decisões no cultivo das lavouras.

Mesa redonda

Também participou das discussões, a gerente de Desenvolvimento Tecnológico da Seagro, Mestre em Modelagem Computacional de Sistemas, Valéria Pereira Mota Seagro; a professora da Universidade Federal do Tocantins (UFT), Flávia Lucila Tonani Siqueira; o diretor de Agrotecnologia, tecnologias e sociobiodiversidade da Seagro, Fernando Garcia; o consultor em Inovação e Transformação Digital, Pompeo Scola; e a engenheira de Alimentos, Doutora em Química, gerente de Fomento à Agroindústria da Seagro, Verônica França.

“Estamos na nova era do agro, com nascimento da indústria 4.0, onde as novas tecnologias digitais estão sendo determinantes para o aumento da produtividade nas lavouras, além de trazer diversas possibilidades ao agricultor nas tomadas de decisão, no acesso a informações vitais e precisas para o acompanhamento de todo ciclo agrícola na propriedade”, pontuou Valéria Pereira Mota.

Participam também do evento, a empresa Markestrat, a Universidade Beira Interior, a Universidade Federal de Santa Maria, Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, Instituto de Desenvolvimento Rural do Tocantins (Ruraltins), Universidade Estadual do Tocantins, Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, Universidade Católica do Tocantins, Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Superintendência Federal de Agricultura (SFA/TO), Agência de Defesa Agropecuária  (Adapec), Instituto Federal da Educação, Ciências e Tecnologia do Estado do Tocantins (IFTO),  Fundação de Amparo às Pesquisas no Estado do Tocantins, Organização das Cooperativas do Brasil – TO, Federação de Agricultura e  Pecuária do Estado do Tocantins e Instituto Natureza do Estado do Tocantins (Naturatins).

Fonte: Sec. de Agricultura – TO

Por: Noticias agrícolas

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Agronegócio

Brasil amplia o número de adidos agrícolas e fortalece atuação no exterior

O governo federal ampliou de 25 para 28 o número de adidos agrícolas brasileiros junto às representações diplomáticas no exterior. O Decreto Nº 10.519, com as mudanças, foi publicado no Diário Oficial da União desta quinta-feira (15).

Atualmente, o Brasil conta com 24 adidos agrícolas ativos lotados em 22 países (Pequim e Bruxelas contam com dois adidos). Uma vaga em Genebra (Suíça) encontra-se em aberto e deverá ser preenchida ainda este ano.

Os novos adidos agrícolas irão desempenhar suas funções em novos postos estratégicos, que serão definidos por Portaria Conjunta dos Ministros das Relações Exteriores e da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Espera-se que as novas adidâncias iniciem seus trabalhos já no início do próximo ano.

O decreto traz outras mudanças, como a exigência de que o adido seja há no mínimo dez anos servidor público federal ocupante de cargo efetivo ou empregado do quadro permanente de empresa pública federal ou de sociedade de economia mista federal. Anteriormente, esse prazo era de quatro anos. A mudança busca adequar os candidatos à senioridade e experiência esperadas do cargo, que teria equivalência ao posto de Conselheiro da carreira diplomática.

Outra nova exigência é que o servidor esteja em exercício no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) ou em uma de suas entidades vinculadas.

A duração da missão de assessoramento em assuntos agrícolas será a princípio de quatro anos consecutivos, não prorrogáveis, contados da data de apresentação do adido agrícola à representação diplomática para a qual tiver sido designado. Anteriormente, o prazo era de dois anos, prorrogáveis uma vez por igual período.

Os adidos desempenham missões permanentes de assessoramento junto às representações diplomáticas brasileiras no exterior. Têm o papel de identificar oportunidades, desafios e possibilidades de comércio, investimentos e cooperação para o agronegócio brasileiro. Para isso, têm interlocução com representantes dos setores público e privado, assim como interagem com relevantes formadores de opinião, na sociedade civil, imprensa e academia.

Os adidos agrícolas têm sido amplamente reconhecidos como agentes para maior inserção da agropecuária brasileira nos mercados locais. No último encontro de adidos, atividade realizada em setembro em plataforma virtual, ocorreram mais de 500 reuniões entre esses profissionais e diversos representantes do setor privado brasileiro.

Fonte: MAPA

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Agronegócio

Valor Bruto da Produção em 2020 deve ser 15% e atingir R$ 855 bilhões

Valor Bruto da Produção em 2020 deve ser 15% e atingir R$ 855 bilhões
Valor Bruto da Produção em 2020 deve ser 15% e atingir R$ 855 bilhões

O Valor Bruto da Produção (VBP) agropecuária, que mede a receita da atividade primária (dentro da porteira), deve atingir R$ 855 bilhões em 2020, alta de 15,3% em relação a 2019, segundo estimativa da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). “A safra recorde de grãos e fibras e desvalorização do real frente ao dólar, que beneficiou as exportações do agro, ajudarão a impulsionar o resultado desse ano”, disse a entidade em nota. A projeção para o VBP agrícola deve chegar a R$ 549,8 bilhões, 19,7% acima de 2019, enquanto a receita da pecuária deve crescer 8,1%, para R$ 305,7 bilhões.

De acordo com a projeção da CNA, a soja deve ter faturamento de R$ 232,2 bilhões, aumento de 27,4% frente a 2019, alavancada pelo incremento de 4,3% na produção e pela elevação de 22,2% nos preços. O VBP do milho terá crescimento de 28,3%. Também há estimativas positivas para as culturas do arroz (42,9%), café arábica (50,8%), feijão (19,1%) e trigo (58,3%), resultado tanto do aumento de produção como de preços.

No caso da pecuária, a baixa disponibilidade de boi gordo para o abate explica a expectativa de queda de 3,6% na produção de carne bovina esse ano, diz a CNA. No entanto, o VBP da carne bovina deve chegar a R$ 151 bilhões, uma expansão de 14,6% frente a 2019. Os setores de suínos e ovos também devem ter incremento de receita, de 17,7% e 16,2%, respectivamente.

PoR: Brasil agro

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Agronotícias

Setor produtivo apresenta proposta de Fundo de Defesa Agropecuária

Representantes do setor agropecuário se reuniram com o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Piauí – FAEPI, deputado federal Júlio César para pedir apoio para a criação do Fundo de Defesa Agropecuária no Estado do Piauí, que visa o fortalecimento das ações de defesa agropecuária que precisam estar alinhadas às tendências de mercado em relação às cadeias produtivas.

De defesa sanitária animal da ADAPI, Idílio Moura o fundo dará possibilidade de promoção de ações mais pontuais. A proposta de criação do fundo foi de iniciativa do setor produtivo.

O presidente da FAEPI, deputado federal Júlio César ressalta a importância de um estudo para que haja efetividade. “Temos que levar em consideração, primeiro, a base de financiamento da arrecadação desse fundo. Nós vamos estudar tanto a pecuária quanto a agricultura e os objetivos desses recursos aplicados aqui no Piauí para dar eficiência na produção, comercialização e qualidade do que é produzido no Estado”, explica.

A reunião contou com a presença do superintendente do Senar-PI, Diego Paz; de representantes do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) – Piauí, Paula Cardoso e Airton Leôncio; da secretaria de Agricultura Familiar, Juscelino Pacheco; da Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Piauí (Adapi), Idílio Moura e Simone Lima; da Associação Piauiense de Criadores de Caprinos e Ovinos (APICOV), Bonifácio Moura; Reginaldo Veloso, veterinário e da Secretaria de Governo (SEGOV), Tardelli Ribeiro.

O próximo passo, após estudo, será apresentar a proposta para outras lideranças e representantes do setor. A próxima reunião está prevista para o mês de outubro.

Por: FAEPI

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Agronegócio

Em audiência no STF, ministra diz que agropecuária e meio ambiente andam juntos no Brasil

A ministra Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) ressaltou nesta segunda-feira (21), em audiência pública promovida pelo Supremo Tribunal Federal (STF), a importância de aliar a produção agrícola e o desenvolvimento sustentável. Segundo a ministra, a agropecuária nacional está intimamente ligada ao meio ambiente.

“A sinergia entre a natureza, as técnicas produtivas e o homem do campo é justamente o que faz do Brasil uma potência agroambiental. Somos um dos únicos países do mundo capazes de responder simultaneamente a dois dos grandes desafios globais das próximas décadas: garantir a segurança alimentar e conservar o meio ambiente”, disse a ministra, em audiência pública para debater o funcionamento do Fundo Nacional sobre Mudança do Clima.

Tereza Cristina disse que a produtividade é a chave para que a agropecuária brasileira continue a crescer em sintonia com a conservação do patrimônio ambiental do país. Ela lembrou que, em pouco mais de 50 anos, investimentos em pesquisa científica e avanços tecnológicos permitiram o desenvolvimento de uma agricultura moderna e produtiva no país. Nesse período, enquanto a produção de grãos cresceu 425%, a área plantada aumentou apenas 43%.

Ela também lembrou a contribuição da agropecuária para o atingimento das metas climáticas assumidas pelo Brasil em instrumentos legais como o Acordo de Paris sobre a Mudança do Clima. “A atuação do Mapa na área da produção sustentável tem buscado dar continuidade às revoluções promovidas na agricultura desde o final da década de 1960, que transformaram o campo brasileiro no celeiro de alimentos do mundo e, ao consolidar a integração entre sistemas produtivos, geraram fantásticos ganhos de produtividade e prosperidade”, disse a ministra, lembrando políticas públicas como o Plano Agricultura de Baixo Carbono (Plano ABC), o Plano Nacional de Bioinsumos e a promoção de finanças verdes.

A importância do Código Florestal Brasileiro, aprovado em 2012, também foi destacada pela ministra. Segundo ela, é imprescindível manter a integridade do dispositivo. “Alterações de elementos específicos da legislação certamente causarão prejuízos ao todo, enfraquecendo sua estrutura e comprometendo seu adequado funcionamento”, disse.

Ela também ressaltou a necessidade de promover as políticas de regularização fundiária, especialmente na Amazônia Legal. “A regularização fundiária é, ainda, comprovadamente, um eficaz instrumento de proteção do meio ambiente, na medida em que a titulação permite responsabilizar os proprietários rurais pelo cumprimento dos requisitos de preservação de vegetação nativa impostos pelo Código Florestal Brasileiro”

O ministro Luís Roberto Barroso, relator da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 708, destacou que a ministra tem atuado de maneira construtiva na questão do desmatamento. “Vossa Excelência mais de uma vez já se manifestou favorável ao desmatamento ilícito zero, o que é muito importante, e também pela utilização de áreas já desmatadas para que não se abram novas fronteiras. Penso também que são as políticas públicas adequadas”, disse o ministro do STF.

A audiência pública, que ocorrerá até amanhã, conta com exposições de autoridades, organizações da sociedade civil, institutos de pesquisa, acadêmicos e empresários. Também participaram hoje os ministros do Meio Ambiente, Ricardo Salles; da Ciência, Tecnologia e Inovações, Marcos Pontes; e o ministro Chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, general Augusto Heleno, além de representantes dos ministérios da Justiça e de Minas e Energia.

Fonte: Mapa

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Agronotícias

GO: agropecuária registra saldo positivo de emprego em todos os meses de 2020

Somente de janeiro a julho deste ano, foram abertos 7.064 novos postos de trabalho no Estado em atividades ligadas à agricultura.

Imagem: Divulgação

De janeiro a julho deste ano, o setor agropecuário foi responsável pela criação de 7.064 novos postos de trabalho em Goiás. O segmento registrou saldo positivo de empregos em todos os meses de 2020, ou seja, quando o número de admissões foi maior que de demissões. Só em julho, foram 504 novas vagas em atividades ligadas à agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura. Somando com dados da indústria da área de alimentação – cuja matéria-prima tem origem na agropecuária -, a quantidade aumenta, pois só a área de fabricação de produtos alimentícios teve saldo de 1.145 novos postos de trabalho no mês passado. Os números são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério da Economia.

Segundo o secretário de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Antônio Carlos de Souza Lima Neto, apesar de a Covid-19 ter impactado diversos setores da economia, a agropecuária não parou as atividades ao longo do ano e isso refletiu de forma positiva na criação de empregos. “Enquanto outros segmentos passaram por dificuldades na contratação de mão de obra e por desemprego, a agropecuária se manteve na contramão dos índices, promovendo a inclusão de pessoas no mercado de trabalho e contribuindo para a geração de renda e o desenvolvimento de cidades”, disse o secretário.

Antônio Carlos enfatiza que o agro contribuiu não só para criar novos postos de trabalho no campo, mas também por incentivar, principalmente nos últimos dois meses, a retomada de vagas em setores como a indústria. “Algumas áreas dependem do agro como fonte de matéria-prima para suas atividades, como é o caso da indústria de alimentos, que registrou um dos maiores saldos positivos de emprego no mês passado”, comemora.

O secretário acrescenta também que o setor agropecuário alcança resultados expressivos, principalmente na safra de grãos e em exportações, o que proporciona mais segurança para que produtores possam investir na atividade e, por consequência, oportunizar mais vagas de trabalho.

“É preciso reforçar ainda que o Governo de Goiás atua para fortalecer o agro e as cadeias produtivas deste setor, o que permite levar melhorias para todos que atuam direta ou indiretamente no meio rural”, informa o secretário. Ele explica que as ações vão desde internet em assentamentos rurais e operacionalização do Programa de Aquisição de Alimentos até investimentos em obras como barragens e entrega de máquinas e implementos agrícolas para melhoria da infraestrutura rural. “Temos seguido a orientação do governador Ronaldo Caiado em desenvolver políticas públicas, assim como levar projetos e melhorias para permitir a criação de emprego e renda, especialmente para as regiões mais vulneráveis no nosso Estado”, destacou o secretário.

Contratações

Os números recordes alcançados pelo agro goiano e as ações voltadas para desenvolver o setor no Estado atraem cada vez mais a atenção de empresas e indústrias, o que permite, inclusive, investimentos na construção de novas unidades em Goiás. É o caso da Rech Agrícola, que já possuía oito lojas espalhadas pelos Estados de Mato Grosso, Bahia, Maranhão e Goiás, e agora instala cinco novas lojas. Uma delas será em Rio Verde, no Sudoeste goiano, onde a empresa deve investir R$ 500 mil, com a expectativa de abertura de mais 10 vagas diretas de trabalho.

Somente no período de pandemia, quando muitos setores demitiram, a Rech Agrícola fez a contratação de 26 profissionais. Um deles é o Erik Ribeiro de Morais, de 42 anos, consultor de vendas de campo da empresa. Ele começou as atividades no início de agosto, na unidade de Goiânia, mas atua no atendimento a produtores rurais de 15 municípios que integram a região da Estrada de Ferro em Goiás. “São locais ricos na produção agrícola e pecuária, comprovando a importância que o agro exerce na economia dessas cidades”.

Para ele, a vaga de trabalho representou uma excelente oportunidade de crescimento na profissão. “Trabalho no setor agropecuário há 20 anos e acredito no potencial desse segmento. Hoje, praticamente tudo passa pelo agro. Se o setor funciona, o mercado do bairro também funciona, tudo funciona. Por isso, busco desenvolver minhas atividades de forma que eu possa contribuir para esse crescimento e estimular ainda mais o desenvolvimento do agro goiano”, destaca.

Agro e a criação de empregos em 2020

Janeiro – 1.144
Fevereiro – 1.601
Março – 996
Abril – 685
Maio – 178
Junho – 1.956
Julho – 504
Total: 7.064 novos postos de trabalho

Por: Agrolink

Fonte: Caged/Ministério da Economia

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Pecuária

Governador de MG assina decreto que regulamenta a produção e comercialização de queijos artesanais

Medida tem como objetivo valorizar os produtos e a cultura regional e beneficiará cerca de 30 mil produtores da iguaria no estado.

Foto: Divulgação/Seapa

O governador Romeu Zema assinou nesta última quarta-feira (19/8) o decreto que regulamenta a produção e comercialização dos queijos artesanais em Minas Gerais. A medida tem como objetivo contribuir para o desenvolvimento do segmento, valorizando os produtos e a cultura regional, além de melhorar o ambiente de negócios e buscar novos mercados. Cerca de 30 mil produtores de queijos artesanais e empreendedores rurais no estado serão beneficiados com a medida.

O decreto regulamenta a Lei Nº 23.157, de 18 de dezembro de 2018, e estabelece condições para produção e comercialização dos produtos, determina normas sanitárias, boas práticas agropecuárias e de fabricação para garantir a qualidade dos queijos.

Avanço para o setor

O governador destacou que a medida irá promover um grande avanço para o setor e é uma demanda antiga dos produtores.

O que nós queremos é que a produção seja regulamentada, de forma que que o produtor tenha o produto reconhecido, e o consumidor tenha segurança na hora de consumir. Com isso, vamos fortalecer o setor, formalizando esta produção”, disse Zema.

Ele lembrou, ainda, que a medida também objetiva valorizar os produtos regionais e tradicionais do estado, agregando qualidade e valor de mercado. Zema destacou que os queijos mineiros são reconhecidos e premiados em todo o mundo.

Produzir commodities é bom e ajuda, mas produzir produtos diferenciados é o que pode trazer receita extra e agregar valor naquilo que fazemos. Nós temos pessoas capacitadas que ainda não tiveram esta oportunidade de mostrar o quão bem eles podem trabalhar. Esta atividade vai muito além da econômica, reforça a nossa cultura, pode atrair turistas para o nosso estado e está dentro deste contexto nosso de valorizarmos esta alma mineira”, afirma Zema.+

Regulamentação

Antes da normatização, apenas o Queijo Minas Artesanal de Casca Lavada tinha embasamento legal para ser produzido no estado – sem permitir variações do produto. Agora, outras variedades poderão também ser reconhecidas e regularizadas, por exemplo, o queijo cabacinha, o requeijão moreno, os queijos de Porteirinha e o artesanal das regiões de Alagoa e Mantiqueira, que tem a receita original proveniente do parmesão.

A norma também permitirá a elaboração de queijo com leite de outras espécies como cabra, ovelha e búfala, além de reconhecer oficialmente novas técnicas para produção ou maturação dos produtos. O objetivo é estimular a diversificação do produto e incentivar os produtores, buscando novas oportunidades de mercado, sem, contudo, abrir mão das normas sanitárias.

Entre as novas técnicas contempladas na legislação está o processo chamado de “afinação”, etapa na qual um queijo fornecido por um produtor é alterado a partir de métodos específicos que vão dar novas características ao produto. Também está prevista a oficialização da maturação em caves e a produção com a presença de fungos, além da adição de ingredientes, desde que não resulte na perda de qualidade da iguaria e nem represente risco para os consumidores.

Segundo a Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), o próximo passo é a regulamentação de cada tipo/variedade do produto, a fim de garantir que as especificidades de cada região sejam preservadas e consideradas no processo de regularização a partir de estudos técnicos.

Reconhecimento

O secretário-executivo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Marcos Montes Cordeiro, que participou da cerimônia de assinatura por videoconferência, destacou a importância da medida para o agronegócio do país e valorização do pequeno produtor.

“A agricultura e o agronegócio brasileiro são pujantes e respeitados no mundo inteiro. Nós não precisamos focar só nos grandes produtores, a agricultura hoje é uma só. Este ato que o governador faz hoje terá um reflexo enorme em Minas Gerais nos pequenos produtores”, disse.

A secretária de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), Ana Maria Valentini, afirma que a regulamentação da lei foi amplamente discutida com produtores e entidades do setor.

“O queijo mineiro é, ao mesmo tempo, um alimento e quase uma obra de arte. Por isso, são considerados muitos detalhes, o valor histórico e as muitas particularidades de fabricação desses queijos artesanais em cada canto do nosso estado. Além do tradicional Queijo Minas Artesanal, que já foi anteriormente regulamentado, a produção se estendeu para outros tipos de leite e também para as inovações, com outros processos de maturação”, disse.

Parceria

A secretária lembrou a parceria com a Secretaria de Desenvolvimento Econômico, a Secretaria de Cultura e Turismo, por meio do Instituto Estadual do Patrimônio Cultural e Artístico de Minas Gerais, e das vinculadas da Seapa – Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) e Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Minas Gerais (Emater).

O presidente da Associação Mineira dos Produtores de Queijo Artesanal (Amiqueijo) e da Associação dos Produtores de Queijo Canastra (Aprocan), João Carlos Leite, comemorou a assinatura do decreto.

Agora, nós, produtores, queremos continuar avançando nesse processo e, com certeza, as portarias que o IMA irá publicar são de extrema importância porque trarão objetividade ao que está estabelecido tanto na lei quanto na regulamentação e esperamos continuar como parceiros neste processo”, afirmou.

Tradição e Prêmios do Queijo Minas Artesanal

O Queijo Minas Artesanal, um dos tipos de queijo produzido no estado, é um dos principais símbolos da rica gastronomia mineira e Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro reconhecido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

A fabricação do Queijo Minas Artesanal está espalhada por toda Minas Gerais. Os polos de produção estão nas regiões da Serra da Canastra, Serro, Campo das Vertentes, Araxá, Serra do Salitre, Cerrado e Triângulo Mineiro, e são fonte de renda e emprego para cerca de 9 mil famílias.

As regiões da Serra da Canastra e do Serro possuem o reconhecimento de Indicação Geográfica, certificação concedida pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi), que indica que um produto ou serviço de determinado local possui características específicas e diferenciadas de qualquer outro lugar do mundo.

Segundo a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG), estima-se que são produzidas 80 mil toneladas do Queijo Minas Artesanal por ano.

Prêmios

Minas Gerais é mundialmente reconhecida como referência na produção de queijo artesanal. Em 2019, por exemplo, conquistou 50 medalhas no 4º Concurso Mundial de Queijo, realizado na França. Foram três na categoria Super Ouro, cinco na Ouro, 20 na Prata e 22 na categoria Bronze.