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Agronotícias

CNA discute iniciativas para o setor de irrigação

A Comissão Nacional de Irrigação da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) se reuniu, na quarta (12), para discutir iniciativas para a expansão do setor de agricultura irrigada no País.

Um dos itens da pauta foi a apresentação da 2ª edição do Atlas de Irrigação, realizada pelo coordenador de Estudos Setoriais da Agência Nacional de Águas (ANA), Thiago Fontenelle.

O documento traz um compilado de informações sobre o uso da água na irrigação, principais sistemas, culturas, e o potencial de expansão da área irrigada no Brasil. A primeira edição foi publicada pela Agência em 2017.

“É uma iniciativa de técnicos da própria ANA que viram o uso apenas de dados técnicos do Censo Agropecuário feito de 10 em 10 anos e que a dinâmica da atividade não pode esperar 10 anos para ter dados renovados e então resolveram formar uma base técnica sobre o tema”, afirmou Fontenelle.

O atlas é coordenado pela ANA e foi produzido em parceria com outras entidades como a Embrapa, Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), IBGE, além de universidades. Segundo a publicação, até 2040 poderá ter um acréscimo de 76% da área irrigada atual, com estabilidade na área fertirrigada e um aumento da participação de pivôs centrais na agricultura, passando dos atuais 27% para 38%.

Hoje o potencial efetivo da irrigação no País é de 13,7 milhões de hectares e pode chegar a 55,85 milhões se melhorar a infraestrutura de algumas regiões do País, afirmou Fontenelle. Ele acrescentou que o atlas servirá para contribuir com o reconhecimento da agricultura irrigada no Brasil, além de dar subsídios para a tomada de decisões e implementação de políticas públicas direcionadas ao setor.

De acordo com o presidente da Comissão Nacional de Irrigação, Eduardo Veras, a CNA e as demais entidades que compõem a comissão, estão dispostas a estabelecer uma parceria com a ANA para que a atualização do Atlas seja feita de forma constante e sirva como propulsora de políticas públicas para o setor “Comparado com o potencial que a agricultura irrigada tem no país, estamos muito aquém no uso dessa tecnologia, por isso, a CNA buscará meios de divulgar o atlas, pois é um trabalho completo e a sua atualização deve ser constante.”

Energia – A comissão também tratou da Resolução n.° 901/2020 que altera artigos na resolução n.º 800/2017, da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que estabelecem o recadastramento para fins de aplicação dos descontos da tarifa de energia elétrica.

As atividades de irrigação e aquicultura podem receber desconto na fatura de energia elétrica utilizada durante 8,5 horas por dia, em geral entre 21h30 e 6h.

Os descontos são para o Nordeste e demais municípios da área de atuação da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), sendo 90% para consumidores atendidos em baixa tensão. No Norte, Centro-Oeste e demais municípios de Minas Gerais, os descontos são de 80% para alta tensão e de 67% para baixa tensão. Demais regiões, 70% de alta tensão e 60% de baixa tensão.

A assessora técnica da Comissão de Irrigação da CNA, Jordana Girardello, explicou que o produtor pode solicitar o benefício tanto para as unidades consumidoras já existentes como para novas instalações, basta seguir os requisitos estabelecidos.

Além disso, uma nova revisão cadastral será realizada a cada três anos. “Mesmo com esse novo prazo para o recadastramento e a opção de auto declaração nesse primeiro cadastro, entendemos que ainda existem problemas a serem sanados como, por exemplo, a demora dos órgãos na emissão das autorizações ambientais e de outorga, que pode fazer com que o produtor perca o desconto inviabilizando a atividade em alguns casos”, disse Jordana.

Outro item da pauta foi o uso da energia solar como alternativa para irrigação no campo. A empresa Valmont apresentou alternativas à rede elétrica para auxiliar o produtor rural a reduzir custos e a ter mais um negócio na propriedade ao gerar energia solar.

O Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) também apresentou as iniciativas de apoio à produção irrigada. Antônio Leite, representante do órgão, afirmou que as principais dificuldades para a expansão da agricultura irrigada, de acordo com levantamento realizado pelos polos de irrigação nos estados, são o licenciamento de barramentos, a outorga, o licenciamento ambiental e os custos com energia.

Para auxiliar na questão da energia, estão trabalhando uma proposta para financiar estruturas de uso comum que serão geridas pelas associações locais e sejam capazes de fornecer energia elétrica para a comunidade privada de irrigantes, que terão prazos e condições viáveis de pagamento pelo investimento.

Fonte: CNA

 

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Pecuária

Uso da água na pecuária

A água é essencial na atividade pecuária. É um recurso natural limitado que deve receber atenção especial em todos os elos da cadeia.

Independentemente da sua fonte, seja ela superficial, subterrânea ou pluvial, o uso racional desse componente deve constar na lista de medidas ligadas à sustentabilidade ambiental.

Consumo de água para bovinos

O consumo de água na bovinocultura varia devido a diversos fatores, entre eles: ingestão de matéria seca e sódio, tamanho do bovino, fase de crescimento ou produção, produção diária de leite e temperatura e umidade relativa do ar.

A qualidade da água (salinidade e impurezas) e a temperatura da água também afetam o consumo.

Na tabela 1 apresentamos os principais fatores que influenciam no consumo de água.

Tabela 1. Fatores que influenciam o consumo de água por bovinos.

Bovino Zootécnicos Ambientais
Tipo e tamanho Tipo de dieta Umidade
Peso Ingestão de MS Temperatura
Idade Taxa de ganho de peso Velocidade do vento
Genética Produção de leite

 

Quando o teor de MS na dieta diminui, o consumo de água também diminui, uma vez que parte da necessidade de água é suprida pela água contida nos alimentos. Alimentos com alta umidade (silagens ou pastagens) possuem elevados teores de água em sua composição, já o feno, por exemplo, tem baixos teores.

Palhares (2013) propôs um consumo médio diário de água para bovinos de corte e leite tendo como base informações, recomendações técnicas, estudos científicos e legislações ambientais, veja na  tabela 2.

Tabela 2. Consumo de água por bovinos de corte e de leite.

Bovinos de corte Consumo (l/dia/cabeça)
Até 250 kg* 22-27
Até 370 kg* 30-50
Até 455 kg* 41-78
Bovinos de leite
Vaca em lactação 64
Vaca e novilha no final da gestação 45
Bezerro lactante (a pasto) 12

 

Captação da água da chuva

A captação da água da chuva pode ser feita aproveitando-se de telhados ou qualquer outra cobertura em contruções, através de calhas e encanamentos condutores até cisternas ou outro tipo de reservatório.

Uma série de fatores determinarão a qualidade da água da chuva armazenada em cisternas, como a pureza da atmosfera, época do ano, duração e intensidade da chuva, condições climáticas regionais, materiais utilizados no sistema de captação etc.

Algumas vantagens do aproveitamento da água da chuva:

– A água da chuva é gratuita;

– O sistema de captação é de fácil manutenção e com tecnologia disponível para todo tipo de propriedade;

– Maior segurança hídrica.

Mensuração do consumo da água

A mensuração do uso e consumo da água é um procedimento importante, tem baixo custo e traz informações que auxiliam na decisão quanto aos aspectos econômicos, ambientais, sociais e de produção.

A forma mais simples de realizar essas medições é através de hidrômetros.

Essa medição é necessária para saber o consumo dos animais, da quantidade de água absorvida em cada elo do processo de produção e, é claro, identificar prontamente vazamentos no sistema hidráulico da propriedade rural.

Considerações finais

As tecnologias para prevenir os desperdícios, reuso e coleta da água da chuva devem ser consideradas.

A porcentagem de MS presente na dieta do animal é o principal fator que influencia o livre consumo de água.

No processo de captação da água da chuva, é necessário determinar o que se pretende fazer para determinar a qualidade, a quantidade de agua e a tecnologia de coleta e armazenamento que deverá ser adotada.

Por: Scot Consultoria

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Pecuária

Gado que bebe água suja pode perder mais de 90 gramas por dia

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Da cidade de Apuí, no Amazonas, o pecuarista Valter Konrad, da Fazenda Dois Irmãos, compartilhou sua preocupação com a água que serve para o gado. Ele tem pequenos açudes na propriedade e quer saber se tem como fazer a limpeza ou exercer algum tipo de controle sobre a qualidade do líquido que serve à hidratação dos bovinos, como aplicar produtos como cal ou cloro.

O médico veterinário especialista no tema Fernando Loureiro esclareceu as dúvidas de Konrad, indicando os pontos positivos e negativos do fornecimento de água nos açudes. “A grande vantagem dos açudes, que são utilizados para fornecer água para bovinos no Brasil todo, é a sua facilidade de captação de água de chuva. Os açudes ficam em locais mais baixos nas pastagens e captam, no período chuvoso, esta água para servir durante o ano inteiro. Mas nem tudo são flores”, ponderou.

“Os açudes tem o problema de, na época de estiagem, na época de inverno, que tem menos chuvas, de começar a secar. Eles diminuem de volume. Ocorre evaporação pela insolação, o vento e até mesmo infiltração no solo e aí vai concentrando os sólidos totais, sujeira do açude, lama, lodo, algas, restos de animais mortos, esterco dos animais… tudo isso se concentra numa lama e o animal se vê obrigado a beber aquilo. Os animais bebem menos, bebendo menos eles têm um desempenho pior porque eles também vão comer menos e ficam muito mais expostos a doenças, a contaminações. Se concentra ali a ação de bactérias, de protozoários, de vírus, de verminoses, então tem este problema”, alertou.

“O que pode ser feito? Que produto que pode ser utilizado? Na verdade, no açude a gente não exerce o controle. A grande vantagem de controle, de gestão, é no bebedouro artificial. Se você tiver um bebedouro em que você encanou e captou esta água do açude, levando até o bebedouro, os animais já não entram, eles não revolvem o fundo, não vão estercar lá dentro. E tem a facilidade do pessoal de apoio na fazenda, os peões, fazerem a limpeza frequente. Aí, sim, podem ser usados produtos como cloro. Existem hoje produtos probióticos, detergente para lavar o bebedouro. No açude, você não tem o controle da quantidade de água, da capacidade de água que tem ali. Em alguns períodos os açudes vão ter mais água, pode estar numa época chuvosa. Em outros, estará mais seco e este volume vai estar muito pouco. Até mesmo estes produtos, por exemplo, a cal virgem, que é utilizada para sedimentar a sujeira que está em suspensão, levar para o fundo, ela tem uma ação de efeito muito curta, não tem efeito duradouro, então teria que repetir e, na nossa concepção, não seria viável economicamente”, sustentou.

O veterinário comentou um gráfico comparando o desempenho dos animais que bebem água suja do açude e no bebedouro artificial. “A única diferença foi essa, a forma de se fornecer água para os animais. Os animais eram da mesma categoria, da mesma raça, da mesma idade, peso, eram equilibrados e em pastagens semelhantes, mesmo tamanho e lotação. A diferença foi só na água. E vocês veem que, em um ano seco, em que o açude seca demais e concentra esta sujeira, os animais apresentaram uma perda de peso diária na ordem de 80 a 90 gramas. E no mesmo período, na mesma época, os animais que estavam em bebedouro apresentaram um ganho de peso de 700 gramas. É uma diferença muito grande e esta diferença, em ganho de peso, traduz em rentabilidade para a fazenda”, ressaltou.

Fonte: VEIRA, D. M. Livestock Water: Impact on production and behavior. Western Range Science, Seminar at Medicine Hat, Alberta. 2003.

Confira a resposta completa de Fernando Loureiro no vídeo a seguir:

Por: Giro do boi.
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Agronotícias

Anvisa terá que fiscalizar uso indevido de fungicida de madeira – Globo Rural

Segundo o MPF, o tribromofenol vem sendo aplicado em tratamento de águas e efluentes industriais e preservação de couro e papel

Foto: Acervo/Ed. Globo
Foto: Acervo/Ed. Globo

A pedido do Ministério Público Federal em São Paulo (MPF/SP), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) deverá fiscalizar o uso do fungicida tribromofenol para outras finalidades que não o tratamento de madeira. O produto, que é altamente tóxico à saúde humana, vem sendo utilizado com objetivos não autorizados no Brasil, como o tratamento de águas e efluentes industriais e a preservação de couro e papel. Decisão da Justiça Federal determinou que o órgão regulador inicie a fiscalização das empresas importadoras da substância em até 180 dias, sob pena de multa diária de R$ 10 mil.

O MPF explica que o uso do tribromofenol como fungicida para preservação de madeira é permitido e controlado pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama), tendo em vista o alto risco que oferece ao meio ambiente e aos organismos aquáticos e do solo. Após constatar que o produto vinha sendo importado para fins diversos, o MPF recomendou à Anvisa que atuasse no controle da substância nos casos em que sua utilização estivesse em desacordo com a legislação.

A agência, no entanto, apesar de classificar o tribromofenol como extremamente tóxico à saúde humana, se recusou a exercer esta fiscalização, afirmando ser atribuição do Ibama. A omissão do órgão de vigilância sanitária levou, então, o MPF a ajuizar ação civil pública para que, por determinação do Poder Judiciário, a ré exercesse seu poder de polícia administrativa.

Segundo a sentença, é imprópria e injustificada a falta de atuação do órgão em relação ao tribromofenol, pois o entendimento restrito da Anvisa sobre suas atribuições não encontra respaldo na legislação vigente. “Considerando a Lei 9.782/99, dentre as competências da agência está a de estabelecer normas e padrões sobre substâncias que envolvam risco à saúde (art. 7º, IV), cabendo ainda regulamentar, controlar e fiscalizar os produtos e serviços que envolvam risco à saúde pública (art. 8º)”, destaca a juíza federal Denise Aparecida Avelar.

A magistrada lembra ainda que a Lei 7.735/89, que criou o Ibama, restringiu a atuação do instituto às atividades umbilicalmente ligadas à preservação do meio ambiente, excluindo atribuições relacionadas ao controle de substâncias que afetem a saúde da população, caso do tribromofenol, quando utilizadas de forma indevida. A sentença confirmou liminar proferida em março deste ano.

Por Redação do Globo Rural

Fonte: Globo Rural

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Pecuária

Publicação orienta produtor de leite sobre gestão da água – Embrapa

articleA adoção de práticas de produção hidricamente corretas contribui para o pecuarista manter-se competitivo e fazer com que a produção agropecuária esteja de acordo com as exigências das legislações ambientais. A Embrapa Pecuária Sudeste disponibilizou, em outubro, um guia para auxiliar produtores, técnicos e gestores a manejar os recursos hídricos e conservar o meio ambiente na propriedade.

A publicação “Boas Práticas Hídricas na Produção Leiteira”, segunda edição, orienta o pecuarista na adoção de ações em cada etapa do processo produtivo. Práticas simples como a troca de mangueiras comuns por de pressão, captação de água da chuva para uso na lavagem do piso, detecção de vazamentos, manter os bebedouros limpos, formular e balancear corretamente as dietas dos animais podem fazer a diferença.

“As boas práticas hídricas proporcionam o entendimento da água nas três dimensões em um sistema de produção animal: alimento, insumo produtivo e recurso natural. Exercitar a utilização e o manejo da água nestas três dimensões proporcionará disponibilidade hídrica em quantidade e com qualidade na propriedade rural”, explica o pesquisador Julio Palhares, autor do documento.

Para a implantação das boas práticas é fundamental que o técnico e o produtor tenham os conhecimentos necessários ou sejam capacitados.

No manual, a Embrapa propõe algumas ações para a gestão eficiente da água na propriedade e redução de possíveis impactos negativos no uso dos recursos hídricos. As recomendações consideram a realidade da produção leiteira brasileira e as legislações ambientais. “A pecuária leiteira pode ser pioneira na utilização de boas práticas hídricas, garantindo a oferta de um produto que considere os valores de segurança dos alimentos e de conservação do meio ambiente, bem como a saúde de humanos e animais”, destaca o pesquisador.

Gisele Rosso ((MTb 3091/PR))
Embrapa Pecuária Sudeste

Fonte: Embrapa

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Fatos e Acontecimentos

Agricultor investe em irrigação localizada e reduz mais de 80% no consumo de água e energia – Notícias Agrícolas

sem-tituloConhecido como Netinho, o agricultor Manoel Marcos Cardoso tem sido um grande exemplo para as comunidades rurais que trabalham com agricultura em Claro dos Poções, Norte de Minas. Com o apoio da Emater-MG, ele implantou um projeto na sua propriedade utilizando a irrigação localizada e microaspersão. Com isso, reduziu em mais de 80% o consumo de água e energia elétrica.

Netinho mora na comunidade rural do Brejão e, em fevereiro deste ano, começou a adotar práticas racionais de cultivo e métodos de irrigação com menor impacto ambiental. Ele conta que antes trabalhava com o modelo de irrigação convencional e pagava mensalmente em torno de R$1.150,00 a R$1.400,00 de energia elétrica. Com a implantação do novo método esses valores estão variando entre R$120,00 e R$190,00. No uso da água, também houve uma redução expressiva. Antes, ele gastava 38 horas para irrigar dois hectares. Atualmente, gasta em média 8 horas para irrigar a mesma área.

O técnico da Emater-MG, Manoel Cardoso, é o autor do projeto e acompanhou este trabalho desde o início. Segundo ele, a água utilizada para irrigar vem do rio São Lamberto com a autorização legal do Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam). “A principal proposta do projeto seria a utilização racional dos recursos naturais e econômicos, com o objetivo de aumentar a produtividade e melhorar a qualidade de vida do agricultor familiar. Com isso, conseguimos diminuir os impactos ambientais, ou seja, produzir alimentos saudáveis, evitar o desperdício de água, reduzir os custos com energia elétrica e utilizar métodos naturais de controle de pragas e doenças”, afirma.

Para implantar o projeto, Netinho teve que fazer um investimento na propriedade, adequando ao novo sistema de irrigação e às culturas envolvidas. “Estou muito satisfeito com os resultados que consegui, pois tive um retorno rápido e expressivo. Hoje me tornei exemplo para os meus colegas em Claro dos Poções e outros municípios vizinhos, que já vieram conhecer o projeto”, comenta o agricultor.

Atualmente o agricultor cultiva quiabo, maxixe, coentro, alface americana, lisa e crespa, cebolinha, milho doce, dentre outras. O maracujá ocupa um hectare e é a cultura que desperta maior expectativa de rendimento. Está no sexto mês de implantação, iniciando a fase de florescimento. Os produtos são vendidos no município de Claro dos Poções.

As mudanças no trabalho do agricultor foram expressivas não só na economia de água e energia elétrica, mas também na forma de combater as pragas. O controle é feito utilizando extratos naturais de plantas. Satisfeito com a dimensão que o seu negócio tomou, Netinho agradece pela assistência da Emater. “É muito importante o acompanhamento que tenho. Isso foi imprescindível para o sucesso desse projeto”, finaliza o agricultor.

Fonte: Notícias Agrícolas

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Agricultura

Sistema de classificação de terras para irrigação terá versão nacional – Mapa

Agora, ferramenta poderá ser usada nas culturas de arroz, café e soja

Fonte: Internet
Fonte: Internet

Em 2012, a Embrapa Solos (RJ), em parceria com a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), lançou a segunda versão do Sistema Brasileiro de Classificação de Terras para Irrigação (SiBCTI). O trabalho, então voltado para o Semiárido, agora terá versão nacional.

O SiBCTI permite uma avaliação do ambiente para irrigação, cruzando informações do solo, da água, da planta e do sistema de irrigação escolhidos. Além disso, é uma ferramenta fundamental para a correta classificação das terras, evitando o desperdício de recurso financeiro e ambiental em projetos de irrigação inviáveis ou insustentáveis.

“Quando lançamos o SiBCTI para o Semiárido nossa ênfase foi nas frutíferas, principais culturas da região”, conta o pesquisador da Embrapa Solos Fernando Cezar Amaral. “Essa nova versão nacional dará atenção para três cultivos importantes explorados em outros biomas: arroz, café e soja.”

No caso do café, por exemplo, grande parte da produção é conhecida como “café de morro”, proveniente principalmente de Minas Gerais e Espírito Santo. Neste tipo de exploração, a irrigação, quando feita normalmente, tem baixa tecnologia, e o custo é alto devido à colheita manual e à produtividade baixa.

Já no caso do café cultivado em regiões do triângulo mineiro e oeste da Bahia, a irrigação tem nível tecnológico mais elevado, com custo de produção mais baixo devido à colheita mecanizada e a produção é maior e com melhor qualidade, resultando em melhores preços.

O projeto do novo SiBCTI terá orçamento de R$ 700.000,00 e será conduzido ao longo de quatro anos, com recursos dos ministérios da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e da Integração Nacional. O estado de São Paulo e o Triângulo Mineiro deverão ser os pontos de partida do trabalho, que terá o contrato assinado para sua execução até a segunda quinzena de outubro.

A versão do SiBCTI, em ambiente web, pode ser acessada em http://aplic1.uep.cnps.embrapa.br/sibcti/

Mais informações à imprensa:
Carlos Dias
Embrapa Solos
carlos.diniz-dias@embrapa.br

Fonte: MAPA

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Suinocultura

Ministério da Agricultura leva Fórum sobre Suinocultura de Baixa Emissão de Carbono para o Mato Grosso do Sul – Portal do Agronegócio

Alternativas para o tratamento dos dejetos animais serão apresentadas em Dourados no dia 16 de setembro

Os produtores rurais podem gerar energia, melhorar a qualidade do ar, do solo, da água e a saúde dos animais e dos trabalhadores ao tratar os resíduos da suinocultura. Experiências e dicas para uma produção mais sustentável serão apresentadas no auditório do Sindicato Rural de Dourados no dia 16 de setembro, às 13h30.

Foto: Portal do Agronegócio
Foto: Portal do Agronegócio

Temas como viabilidade econômica, tecnologias de produção mais limpa na suinocultura, Plano Agricultura de Baixa Emissão de Carbono (ABC) e financiamento para tecnologias voltadas a uma produção mais sustentável, estarão entre os assuntos a serem apresentados pelos palestrantes.

Os consultores do Projeto Suinocultura de Baixa Emissão de Carbono levantaram diversos modelos de tratamento de dejetos animais seguidos da avaliação econômica de cada um deles, e o resultado dessa pesquisa está sendo propagado nos fóruns e em cartilhas sobre o tema. Essa será a nona edição do evento: Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso e Distrito Federal também receberam edições do fórum.

Fórum na Expointer recebeu 70 participantes

O último Fórum sobre Suinocultura de Baixa Emissão de Carbono foi realizado no dia 30 de agosto, em Esteio/RS, na Expointer 2016. Cerca de 70 participantes ouviram dos especialistas formas de almejar uma produção mais sustentável e econômica.

Atualmente, segundo os profissionais, a renda que o produtor pode conseguir ao tratar os resíduos dos animais é significativa, e consequentemente traz a possibilidade de mitigar os impactos ambientais, além de aumentar a oferta de biogás e reduzir os custos de produção, de fertilizantes industrializados e a emissão de gás metano (CH4) e de outros Gases de Efeito Estufa (GEE).

Para o parceiro terminador e atuante na suinocultura desde 1994, Jorge Luiz Steigner, o fórum traz o principal ponto de preocupação dos produtores e das empresas há anos, que é a questão dos dejetos animais. “Podemos ver por meio do fórum que realmente o produtor está perdendo uma oportunidade de fazer um dinheiro extra. O que ouvimos dos palestrantes aqui é que há alguns anos se pensava que os biodigestores só seriam viáveis para grandes granjas e grandes produtores e hoje vemos que é viável para os médios e pequenos produtores”, destaca. Na visão de Steigner, o estado do Rio Grande do Sul vai ter um avanço significativo nessa área nos próximos anos.

O produtor de suínos e estudante de medicina veterinária Jeferson Fabricio Beto está começando a tratar os resíduos dos animais em sua propriedade. “O encontro foi importante para dar mais ênfase à produção de biogás e ao aproveitamento de dejetos, economia de água e ração, a questão energética, aproveitamento da água da chuva canalizada e o empenho do uso da própria energia vinda do biogás”, diz.

O Fórum é uma ação do projeto Suinocultura de Baixa Emissão de Carbono, coordenado pelo MAPA com o apoio da Embrapa Suínos e Aves, do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA) e da Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS).

Fonte: Portal do Agronegócio

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Meio Ambiente

Integração em pesquisas fortalece medidas para melhorar qualidade da água em bacias hidrográficas – Embrapa

A qualidade da água em bacias agrícolas será tema de debate durante a 24ª edição do Agrinordeste, de 24 a 26 de agosto, no Centro de Convenções de Pernambuco, PE.

Rio Jaguari (Foto: Ricardo Figueiredo)
Rio Jaguari
(Foto: Ricardo Figueiredo)

Conforme o pesquisador da Embrapa Meio Ambiente (Jaguariúna, SP) Ricardo Figueiredo, “a qualidade da água fluvial tem sido afetada pela entrada de sedimentos e de elementos biogeoquímicos dissolvidos, tanto os de origem natural,  pelo desequilíbrio ambiental, como os de origem antrópica decorrentes do uso de agroquímicos”. Para ele, o enfrentamento desse fato requer respostas efetivas dos setores produtivo e governamental. “Soluções existem, mas precisam ser adotadas com urgência, pois de outro modo a crise hídrica até aqui experimentada tomará uma magnitude sem precedentes na nossa história”, alerta.

Pesquisas sobre qualidade da água em bacias hidrográficas de uso agrícola enfrentam frequentemente outros desafios, além dos técnicos, como a falta e dispersão das informações sobre os diversos aspectos inerentes à caracterização ambiental destas bacias.

“Temos exemplos em países desenvolvidos que precisariam ser imitados em nossa nação para a formação dos bancos de dados necessários para tais pesquisas. O tema exige também um tratamento interdisciplinar envolvendo várias áreas do conhecimento. Outro ponto importante seria uma avaliação científica de médio a longo prazos do ambiente em diferentes tamanhos de bacias, dependendo da questão que se pretende abordar”, explica Figueiredo.

O pesquisador acredita que a integração de equipes, e muitas vezes, de instituições é indispensável para o sucesso dessas pesquisas. “No entanto, muitos estudos desenvolvidos em nossa nação já diagnosticaram a necessidade de se buscar uma gestão no uso da terras e, no caso das bacias agrícolas, sistemas de produção mais sustentáveis. Temos cursos d’água com problemas de regulação de vazões que já não atendem as demandas da sociedade e a saúde do ecossistema está afetada”, enfatiza.

O Agrinordese é realizado pelo Federação da Agricultura do Estado de Pernambuco – Faepe, com o apoio do Sebrae, Secretaria de Agricultura e Reforma Agrária – Sara, Senar-AR/PE e BNB. Completa 24 anos, trazendo informações relevantes para os que fazem o agronegócio na região, com painéis sobre apicultura, atualidades, bovinocultura de leite, caprinovinocultura, fruticultura, meio ambiente, recursos hídricos e turismo rural, com um total de 70 palestras.

A programação completa e informações sobre inscrições podem ser acessadas em http://www.agrinordeste.com.br/
 

 

Cristina Tordin (MTB 28499)
Embrapa Meio Ambiente

Fonte: Embrapa

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Fatos e Acontecimentos

Manejo hídrico reduz consumo de água na pecuária – Embrapa

O Dia de Campo na TV vai falar sobre o manejo hídrico adequado na propriedade rural que contribui para reduzir o consumo de água na agropecuária e tornar a atividade mais rentável. Com o aumento no consumo de produtos de origem animal, a pressão da atividade pecuária sob os recursos hídricos vem aumentando. É preciso que o produtor adote em suas rotinas práticas hídricas corretas para manter-se competitivo e fazer com que a produção agropecuária seja sustentável.

Fonte: Internet
Fonte: Internet

De acordo com o pesquisador Julio Palhares, o monitoramento do consumo de água na propriedade fornece ao produtor informações para auxiliá-lo na tomada de decisão sobre os aspectos produtivos, econômicos, sociais e ambientais na fazenda. No entanto, não é comum o pecuarista conhecer esse consumo de água, o que poderia otimizar o uso desse recurso e reduzir os custos da produção animal.

Além da melhor gestão da água na propriedade, o manejo hídrico é uma importante ferramenta para a preservação e conservação dos recursos naturais. São várias alternativas para uma gestão adequada da água nas fazendas: irrigação noturna, reutilização da água da lavagem para fertirrigação, instalação de hidrômetros, reuso de efluentes, e outras. O impacto ultrapassa a cerca da propriedade, com reflexos positivos em toda a cadeia de produção até o consumidor final. O monitoramento do consumo de água garante ao produtor informações para auxiliá-lo na tomada de decisão. Por isso, é importante educar os profissionais agropecuários e capacitar os produtores rurais para a internalização do manejo hídrico.

O Dia de Campo na TV “Manejo hídrico reduz consumo de água na pecuária” foi produzido pela Embrapa Informação Tecnológica (Brasília/DF) em parceria com a Embrapa Pecuária Sudeste (São Carlos/SP), Unidades da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Além do tema principal o programa aborda outros assuntos nos quadros – Agência Embrapa de Notícias, Sempre em Dia; Repórter em Campo; Na Mesa; Quem quer ser cientista; Minuto do Livro e Ciência e Tecnologia em Debate.

Gisele Rosso (MTb 3089/PR)
Embrapa Pecuária Sudeste

Fonte: Embrapa