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Produção agrícola bate novo recorde e atinge R$ 361 bilhões em 2019, diz IBGE; veja os 3 principais municípios

Valor cresceu 5% em relação a 2018, puxado, principalmente, por milho, algodão e cana-de-açúcar. Cidades de Mato Grosso e Bahia lideram ranking de produtores.

Plantação campo Triângulo Mineiro Uberaba  — Foto: Reprodução/TV Integração
Plantação campo Triângulo Mineiro Uberaba — Foto: Reprodução/TV Integração

O valor da produção agrícola do país bateu um novo recorde, ao atingir R$ 361 bilhões em 2019, expansão de 5,1% em relação a 2018, puxada pelo aumento do valor das safras de grãos, com destaque para o milho (+26,3%), algodão (+24,8%) e cana-de-açúcar (+5,3%).

Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (01) no relatório Produção Agrícola Municipal 2019, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Variação do Valor Produção Agrícola em 2019 — Foto: Agronegócios/G1
Variação do Valor Produção Agrícola em 2019 — Foto: Agronegócios/G1

Os principais fatores que ajudaram no resultado foram:

  • Preço das principais commodities em alta;
  • Valorização do dólar em relação ao real;
  • Demanda externa aquecida;
  • Clima favorável;
  • Bons resultados das últimas safras.

Principais Municípios

Dos 50 municípios com os maiores valores da produção agrícola, 22 pertenciam a Mato Grosso (MT) e somaram R$ 37,1 bilhões. Goiás, Bahia e Mato Grosso do Sul vieram na sequência, com seis cidades cada um.

Os três primeiros colocados foram Sorriso (MT), Sapezal (MT) e São Desidério (BA), cidade baiana que tinha conquistado o primeiro lugar em 2018.

Ranking dos municípios agrícolas em 2019 — Foto: Reprodução/IBGE
Ranking dos municípios agrícolas em 2019 — Foto: Reprodução/IBGE

Sorriso respondeu, sozinho, por 1,1% da produção nacional no ano passado, retomando, assim, a posição perdida para São Desidério em 2018.

Com importante participação na geração de grãos, a cidade mato-grossense se destacou como o maior produtor nacional de milho e soja: 3,2 milhões de toneladas de milho, crescimento anual de 11,4%; e 2,1 milhões toneladas de soja, queda de 4,0%.

Cultivo de algodão impulsionou os valores de produção de Sapezal (MT) e São Desidério (BA) — Foto: Reprodução/TV TEM
Cultivo de algodão impulsionou os valores de produção de Sapezal (MT) e São Desidério (BA) — Foto: Reprodução/TV TEM

Já Sapezal (MT), teve destaque na produção de seis produtos: algodão herbáceo (em caroço), soja, milho, feijão, arroz e girassol. Somente o algodão chegou a 894,8 mil toneladas, crescimento de 18,2%, o que representou um valor da produção de R$ 1,9 bilhão.

Esse volume fez com que o município se destacasse como o maior representante da cultura no país, com participação de 13% do total nacional.

São Desidério também contou com o impulso da cotonicultura (cultivo de algodão) que gerou R$ 1,5 bilhão, alta de 2,7%. No total, foram produzidas 592,7 mil toneladas, tornando a cidade baiana o segundo maior produtor de algodão do país.

A soja, porém, teve queda de 19%, totalizando 1,3 milhão de toneladas, com um valor da produção de R$ 1,4 bilhão, enquanto o milho registrou R$ 170,2 milhões, com retração de 39,6% em relação a 2018.

Por região

Dentre as cinco regiões do país, o Centro-Oeste alcançou o maior valor da produção agrícola, com R$ 107,9 bilhões, alta anual 12,2%, com a soja como principal lavoura, seguida do milho e da cana-de-açúcar.

Em seguida, está o Sudeste, com R$ 97,6 bilhões, com destaque também para a produção de cana-de-açúcar. O município de Unaí, em Minas Gerais, liderou o valor da produção na região, com as culturas de soja e milho.

Valor da produção agrícola por região do país — Foto: Agronegócios/G1
Valor da produção agrícola por região do país — Foto: Agronegócios/G1

No Sul, o destaque ficou com o Município de Guarapuava, no Paraná, que teve maior valor de produção R$ 772, 8 milhões dentre as cidades da região, puxada pela soja.

A oleaginosa também impulsionou a produção do Nordeste, junto com a cana-de-açúcar.

E, na região Norte, o Pará apresentou o maior valor da produção agrícola da região, tendo o açaí como principal cultura. O destaque ficou com o município de Igarapé-Miri, que teve o maior valor da produção regional (R$ 891,0 milhões).

Fonte: G.1

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Agronotícias

De onde vem o que eu como (e uso): algodão é o ‘boi vegetal’ que vira desde óleo de cozinha até dinheiro

Assim como o animal, quase tudo desta cultura pode ser aproveitado e se transforma em roupas, alimentos, combustíveis e até faz parte das cédulas de real.

Lavoura de algodão na Bahia, um dos principais estados produtores do Brasil — Foto: Ernesto Rodrigues/Agência Estado
Lavoura de algodão na Bahia, um dos principais estados produtores do Brasil — Foto: Ernesto Rodrigues/Agência Estado

Não à toa o algodão é conhecido como “boi vegetal”. É que, assim como no animal, tudo nele se aproveita… E vira roupa, máscaras de proteção ao coronavírus, óleo de cozinha, combustível e também faz parte das notas de real.

O algodão tem papel importante na economia do Brasil, gerando emprego para cerca de 1,2 milhão de pessoas e tendo movimentado mais de US$ 74 bilhões em 2019, segundo a associação dos produtores (Abrapa).

Hoje, o Brasil é o 4º maior produtor mundialMato Grosso e Bahia são os principais pólos do país. A safra cresce há 4 temporadas seguidas, batendo recorde atrás de recorde, de acordo com o Ministério da Agricultura.

E uma roupa “made in China” pode ser mais brasileira do que se imagina. O Brasil é o 2º maior exportador de algodão no mundo. As vendas renderam quase US$ 3 bilhões entre o 2º semestre de 2019 até agora e boa parte delas teve como destino o país asiático.

Agregar mais valor ao produto nacional é um desafio. É que, quando apenas a matéria-prima é exportada, o país perde a chance de ganhar mais com a venda de tecidos e roupas.

Outro ponto é a sustentabilidade do plantio, já que o setor tem a fama de ser um dos que mais utilizam agrotóxicos.Os próprios agricultores se mobilizam para tentar tornar a atividade um exemplo e alegam que fibras sintéticas, como o poliéster, podem ser mais prejudiciais ao meio ambiente que o algodão (leia mais abaixo).
Por que o algodão é o 'boi vegetal'? — Foto: G1
Por que o algodão é o ‘boi vegetal’? — Foto: G1

Já usou óleo de algodão?

A pluma, parte mais conhecida do algodão, é carro-chefe da atividade e também é o que mais dá dinheiro para o produtor. Dela é feita a fibra utilizada pelas indústrias de tecidos.

Mas o caroço, que surge da segregação da planta, movimenta também uma grande economia, tornando possível “comer” o algodão.

Algodão é uma cultura muito sensível e exige cuidados — Foto: Heckel Júnior/Divulgação
Algodão é uma cultura muito sensível e exige cuidados — Foto: Heckel Júnior/Divulgação

Após ser processado e refinado, ele se torna um óleo comestível, que é o segundo principal produto da atividade, somente atrás da pluma.

O óleo de algodão é o 6º mais consumido no mundo e tem rendimento maior que o óleo de soja, por exemplo. Ele é fonte de ômegas 3 e 6 e vitamina E, substâncias importantes para o funcionamento do organismo.

“Isso (benefícios à saúde) foi descoberto há muito tempo, na década de 1930. Descobriram que era um óleo que tinha poucos ácidos que faziam mal ao organismo”, explica Jorge Mancini Filho, professor sênior do Departamento de Alimentos da Universidade de São Paulo (USP).

“Além disso, é um óleo saudável, possui ácidos essenciais para o organismo humano, ácidos que só podem ser obtidos pela alimentação, já que nosso organismo não tem condições de sintetizá-los.”

Mancini Filho explica que o óleo de algodão e outros óleos vegetais, como de canola, milho, soja e amendoim, ajudam no metabolismo tanto quanto o de coco, que virou moda em dietas pelo mundo.

“O que altera a característica (saudável) e não torna o óleo interessante do aspecto alimentar é o excesso de reaproveitamento, o superaquecimento dele… é só não exagerar”, afirma.

O professor recomenda a utilização do óleo de algodão em, no máximo, 3 frituras, ou em refogados e, até mesmo, em saladas, caso não seja possível utilizar o azeite de oliva.

Óleo de algodão pode ser usado na preparação de alimentos, mas também pode ser usado na salada — Foto: Unplash/Divulgação
Óleo de algodão pode ser usado na preparação de alimentos, mas também pode ser usado na salada — Foto: Unplash/Divulgação

Outra presença do algodão no prato está na carne bovina. O caroço in natura, ou seja, sem processamento, é usado na alimentação do gado. A Abrapa estima que 40% do que é produzido no país é destinado para a pecuária.

Parceria desde o Império

“A indústria têxtil é gêmea siamesa do algodão, são mais de três séculos de história no Brasil. Algumas indústrias tiveram o alvará assinado por Dom Pedro, antes mesmo da República”, afirma Fernando Pimentel, presidente Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit).

“Na ocasião, as principais matérias-primas eram o algodão junto com o linho”, diz.

Porém, antes dessa parceria avançar nos tempos do Império, a coroa portuguesa chegou a limitar a produção de tecidos no país a roupas para escravos e sacos. A medida, que era vista como forma de agradar a Inglaterra, durou de 1775 até 1808, quando a Família Real desembarcou no Brasil.

Hoje, metade da fibra usada pela indústria de tecidos do país vem do algodão, são cerca de 750 mil toneladas por ano, de acordo com a Abit. Os principais usos são para confecção de calças jeans e roupas de cama e banho.

Algodão está presente nas calças jeans — Foto: GloboNews
Algodão está presente nas calças jeans — Foto: GloboNews

A indústria de tecidos no Brasil movimenta cerca de R$ 175 bilhões por ano, tem mais de 30 mil empresas pelo país com 1,5 milhão de empregos diretos.

No mundo, são processadas mais de 100 milhões de toneladas de fibras, pelo menos 25% disso é algodão, ficando atrás apenas do poliéster, que é um subproduto do petróleo.

Desafio de ser sustentável

Um desafio do setor do algodão é a sustentabilidade. A atividade tem a fama de ser uma das que mais utilizam agrotóxicos em números proporcionais.

Um estudo de 2017, feito por pesquisadores de saúde coletiva da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), mostrou que, em 2015, foram aplicados 29,96 milhões de litros de pesticidas nas lavouras de algodão do país, ficando na 4º posição, atrás da soja, do milho e da cana-de-açúcar, atividades com grandes áreas de produção.

Quando dividido o número de litros pela área plantada, o algodão é o 2º colocado, com 28,6 litros por hectare. O líder neste quesito é o fumo, com 60 litros por hectare.

Lavoura de Algodão em Vilhena, Rondônia — Foto: Eliete Marques/G1
Lavoura de Algodão em Vilhena, Rondônia — Foto: Eliete Marques/G1

Também em 2017, uma pesquisa internacional feita pela Rede de Ação contra Pesticidas (PAN, na sigla em inglês) analisou o uso de agrotóxicos na produção de algodão pelo mundo e apontou que, desde a década de 1980, os agricultores vêm utilizando menos defensivos.

Mesmo assim, o número ainda é considerado alto. A preocupação é, principalmente, com os trabalhadores da atividade.

Um dos motivos para o excesso de uso é que existem variedades transgênicas de algodão, a exemplo do que ocorre na soja, o que facilita a aplicação do veneno. A planta se torna resistente ao glifosato, um pesticida que mata plantas daninhas e é o agrotóxico mais vendido no mundo.

O presidente da Abrapa, Milton Garbugio, explica que a produção de algodão passou por um momento delicado na década de 1990, quando o ataque do bicudo do algodoeiro, um inseto, dizimou lavouras do país.

A partir deste momento, a atividade exigiu mais investimentos no controle de pragas e especialmente no uso da tecnologia.

“É uma atividade delicada, que exige muitos investimentos e tratos culturais. Havia muita dificuldade no plantio e colheita do algodão, e hoje ela é uma cultura toda mecanizada. O produtor precisa ter estrutura”, diz Garbugio.

Globo Rural: Algodão brasileiro ganha mercado graças a aposta em tecnoligia
Globo Rural: Algodão brasileiro ganha mercado graças a aposta em tecnoligia.

Para mostrar compromisso com a sustentabilidade, os produtores criaram em 2013 o programa Algodão Brasileiro (ABR), que é uma certificação que segue padrões internacionais de marcas como Nike, Adidas, Ralph Lauren e Levi’s.

Segundo a Abrapa, são 178 requisitos para garantir a certificação, divididos em critérios como: respeito à legislação do trabalho, saúde dos funcionários e boas práticas agrícolas e de preservação do meio ambiente.

Fardos de algodão, que é modo como o produto é armazenado após a colheita — Foto: Alysson Maruyama/TV Morena
Fardos de algodão, que é modo como o produto é armazenado após a colheita — Foto: Alysson Maruyama/TV Morena

Ainda de acordo com a associação, atualmente, 75% da produção nacional é certificada pelo programa ABR, e 100% dela é rastreável, ou seja, é possível saber onde e quando o algodão foi produzido.

Valor agregado

A produção de algodão no Brasil vem crescendo nas últimas 4 safras, batendo recorde atrás de recorde. Os altos valores pagos no mercado internacional do produto fez as exportações aumentarem e estimulou os agricultores a plantarem mais.

Os principais compradores do algodão brasileiro são China, Vietnã, Bangladesh, Paquistão, Indonésia e Turquia. No começo da pandemia, algumas vendas chegaram a ser canceladas, mas isso não está preocupando o setor.

Mas é preciso incrementar a exportação de produtos feitos a partir do algodão e que têm maior valor agregado.

“A cada US$ 1 bilhão de exportação de valor agregado, você consegue gerar o preservar até 80 mil postos de trabalho na indústria”, diz Fernando Pimentel, da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit).

O dirigente aponta que impostos e burocracias no Brasil atrapalham o desenvolvimento desse setor.

“Aumentar a transformação do algodão (em artigos) passa por trabalhar uma agenda de competitividade, e isso é muito importante para a indústria. O Brasil tem potencial para ser exportador da commodity (produto sem tratamento industrial) e de manufaturados.”

Os chineses, líderes nas compras, adquirem a fibra e transformam em itens de vestuário e vendem para o resto do mundo, inclusive o Brasil. “O que não faz a indústria (têxtil) avançar é a concorrência chinesa, o custo Brasil pesa muito”, afirma Milton Garbugio, presidente da Abrapa.

Por: Rikardy Tooge, G1
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Economia

Conab sobe previsão da safra de grãos no Brasil para 251,9 milhões de toneladas

Expectativa do governo é de produção recorde no país, impulsionada pela soja e pelo milho.

Colheita da soja avança em Mato Grosso do Sul — Foto: Anderson Viegas/G1 MS

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) aumentou nesta terça-feira (10) a previsão para a safra de grãos no Brasil, que deverá chegar a 251,9 milhões de toneladas, crescimento de 4,1% sobre o ciclo anterior, ou 9,9 milhões de toneladas.

Em relação aos levantamento de fevereiro, são 800 mil toneladas a mais. Segundo a Conab, as condições climáticas estão favorecendo as lavouras de grãos nas principais regiões produtoras do Brasil. Com exceção do Rio Grande do Sul, outros estados não vem apresentando problemas.

“A perspectiva é que os níveis de produtividade apresentem bom desempenho nesta temporada, sobretudo para as lavouras de soja e milho que impulsionam o volume total e devem garantir mais um recorde na safra de grãos do país”, disse a companhia, em nota.

A área total de plantio deve crescer 2,4%, alcançando cerca de 64,8 milhões de hectares. As culturas de primeira safra (verão) estão respondendo por 46,5 milhões de hectares (71,7%), enquanto que as de segunda, de terceira (outono), e a de inverno deverão ter 18 milhões de hectares (28,3%).

O levantamento da Conab leva em conta o calendário de safra, que começa em julho e termina junho do ano seguinte. Diferentemente da análise Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que considera o que foi produzido durante os 12 meses do ano.

Novo recorde para soja
No caso da soja, principal produto do agronegócio brasileiro, a colheita estimada é de 124,2 milhões de toneladas, crescimento de 8% em relação ao último ciclo e novo recorde para a cultura.

As lavouras de soja deverão ter área 2,6% maior, com expectativa de boa produtividade. De acordo com a Conab, a boa distribuição de chuvas no Centro-Oeste e a colheita acelerada estão ajudando nos resultados de campo.

Arroz e feijão
O feijão primeira safra deve ter produção 6,1% maior, alcançando 1,05 milhão de toneladas. A segunda safra que está em início de cultivo, deve ocupar pouco mais de 1,4 milhão de hectares, similar à safra passada. As maiores áreas estão nesse período nos estados de Minas Gerais, Mato Grosso e Paraná.

Por outro lado, a safra de arroz deverá produzir 0,8% a mais, chegando a 10,5 milhões de toneladas. Porém, apresenta redução de 2,4% na área cultivada, totalizando 1,6 milhão de hectares

Milho
A produção total de milho no país, somando primeira e segunda safras, é de mais de 100 milhões de toneladas, aumento de 0,4% em relação à safra passada. O relatório aponta os bons preços pagos pelo grão como motivo do resultado.

A estimativa de área semeada do milho primeira safra é de 4,23 milhões de hectares, 3,2% maior que o da safra 2018/19. Na segunda safra, cuja semeadura começou em janeiro e segue ocupando o espaço deixado pela colheita de soja, o crescimento de área deve crescer 2,1%, tendo em vista a rentabilidade produtiva e as condições climáticas favoráveis.

Algodão
Após crescimentos significativos da área de algodão nas duas últimas safras, que também aproveita o espaço deixado pela colheita da soja, o boletim da Conab desta vez sinaliza um crescimento de menor variação, cerca de 3,3% na área, chegando a 1,7 milhão de hectares.

A produção também recorde, deve alcançar 2,85 milhões de toneladas de pluma, enquanto a destinação ao caroço chega a 4,28 milhões de toneladas, com 1,6 % de crescimento frente a safra passada.

Por G1

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Agência Onda Rural

Agência Onda Rural #14: O agro nas rádios

Agencia onda ruralSAFRA VERÃO NA COAMO DESPONTA COM MAIS SOJA –  Na área da cooperativa paranaense, a maior do Brasil, a soja deverá crescer mais que o milho, mas as duas cultura chegarão com mais tecnologia.

 

 

Agencia onda ruralMINUTO DO PRODUTOR – Vlamr Brandalizze alerta para o produtor ficar atento ao fôlego da soja em Chicago antes que a colheita nos EUA pressione os preços; então, aproveite para fazer trocas quem precisa.

 

 

Agencia onda ruralPERDAS DO ALGODÃO GOIANO PODEM ESTANCAR NESTA SAFRA – Depois de anos de queda em todos os indicadores, 16/17 deve empatar com última safra, com melhores chances para a safrinha.

 

 

Agencia onda rural

REPLANTIO DOS CANAVIAIS DEVE APROVEITAR BOM MOMENTO – Renovação histórica de 18% das áreas caiu 40%, mas o setor tem chance de melhorar o índice com os bons preços dos derivados. 

 

 

Agencia onda rural

TÍTULOS DO AGRONEGÓCIO TÊM MUITO A CRESCER – Certificados de Recebíveis são bons investimentos – que depois ajudam a financiar o campo – e são mais incentivados pelas gestoras de risco.

 

 

Agencia onda ruralSP LIBERA QUEIMA DA PALHA NO COMBATE À MOSCA DOS ESTÁBULOS – A medida é em caráter emergencial, diante do novo surto, e só pode ser feita com autorização da Secretária de Agricultura.

 

Por Giovanni Lorenzon

*Todo conteúdo da postagem é de responsabilidade de seu autor.

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Fatos e Acontecimentos

Embrapa impediu a entrada de mais de 70 espécies de pragas agrícolas no Brasil – Embrapa

Estudo realizado por pesquisadores da Embrapa concluiu que de 1977 até 2013, as ações de quarentena desenvolvidas pela Empresa impediram a entrada de 75 diferentes espécies de pragas agrícolas no Brasil. De 2014 a 2016, mais quatro espécies foram barradas. Todas essas pragas, que incluem insetos, ácaros, nematoides, fungos, vírus e bactérias, possuem um predicado em comum: são exóticas. Isso significa que não existem no País e, por isso, não há formas conhecidas para combatê-las.

Foto: Claudio Bezerra
Foto: Claudio Bezerra

Para se ter uma ideia, a entrada de apenas uma praga exótica  no início dos anos 2000, a lagarta Helicoverpa armigera, causou danos de cerca de 1,7 bilhão de dólares aos cofres nacionais. Se multiplicarmos esse valor pelo número de pragas interceptadas, é possível estimar que o trabalho de quarentena desenvolvido pela Embrapa poupou centenas de bilhões de dólares à economia do País.

O estudo aponta ainda outro dado relevante e inédito: as pragas exóticas retidas não estão relacionadas ao país de origem, mas sim à parte da planta em que são identificadas. Segundo o pesquisador Marcelo Lopes, autor do artigo resultante desse estudo publicado na revista Pesquisa Agropecuária Brasileira (PAB), a incidência de pragas interceptadas em oliveira, lírio, maçã e videira foi 21 vezes maior do que em milho, trigo, arroz e algodão. O que as difere é a forma de importação do material vegetal, já que as quatro primeiras são intercambiadas por propagação vegetativa, ou seja, na forma de mudas e estacas, enquanto as quatro últimas são enviadas por sementes.

“O fato de que o milho, o trigo, o arroz e o algodão são as espécies com maior volume de importação – o milho ocupa o primeiro lugar com 755 importações – e, mesmo assim, apresentam baixo índice de contaminação por pragas – de 0,4 a 3% – corrobora a associação entre a contaminação e a parte da planta intercambiada. O importante é que esse levantamento leva à recomendação de que o envio de sementes é uma forma segura de intercâmbio internacional de culturas agrícolas”, ressalta o pesquisador.

A equipe envolvida no estudo, que inclui, além de Lopes, os pesquisadores Norton Benito, Márcio Sanches, Denise Návia, Vilmar Gonzaga, Marta Mendes, Olinda Martins e Arailde Urben (Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, DF) e Abi Marques e Fernanda Fernandes (Embrapa Quarentena Vegetal, DF), vai repassar essa e outras informações decorrentes do estudo ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) durante o seminário “Ciência & Tecnologia no enfrentamento de ameaças sanitárias à agropecuária brasileira”, que será promovido pela Embrapa ainda neste ano.

Pragas não listadas

Outro dado muito importante revelado pelo estudo é a alta quantidade de pragas ausentes não regulamentadas (ANR) detectada no material vegetal avaliado. Trata-se de pragas que não existem no Brasil e que não estão incluídas na lista de espécies de importância quarentenária elaborada pelo Mapa. Segundo Lopes, 47 espécies, ou seja, mais da metade das pragas interceptadas pela Embrapa, pertencem à categoria de ausentes não regulamentadas. “Essa predominância constitui uma informação importante para o sistema de defesa vegetal no Brasil”, enfatiza o pesquisador, já que não possuem o status de quarentenárias, ou seja, não constam da lista do Mapa, e, por isso, podem escapar das barreiras sanitárias.

Para concluir que a praga é realmente exótica no Brasil, são feitos exaustivos testes pela equipe da Estação Quarentenária de Plantas da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, que é a instituição oficialmente designada pelo Mapa para proceder a quarentena de todas as plantas que entram no Brasil para fins de pesquisa. A análise envolve procedimentos laboratoriais para verificar se o material vegetal está contaminado por insetos ou microrganismos. Se as pragas detectadas existirem no Brasil, as plantas são tratadas e liberadas. Se forem exóticas, o material é incinerado.

Segundo o pesquisador, a informação sobre a alta incidência de ANRs também será informada ao Ministério. “Esperamos que esse estudo possa resultar na incorporação dessas espécies à lista de pragas quarentenárias, a exemplo do que já aconteceu em outros países da Europa, por exemplo”, afirma. O status de quarentenária é extremamente importante porque funciona como um alerta para evitar a entrada da praga. “As pragas que não estão presentes nessa lista, mas não existem no País nos tornam vulneráveis. Por isso, vamos informá-las ao Mapa para que sejam alvo de estudos para futuras regulamentações”, complementa Lopes.

Ele acredita que os resultados gerados pelo estudo podem ser utilizados como padrões referenciais para o funcionamento de estações quarentenárias no Brasil. “Como não há informações sobre taxas de interceptações disponíveis na literatura, as estatísticas geradas pelo trabalho podem contribuir para a gestão de riscos nessas estações”, constata. O estudo oferece ainda informações sobre as pragas mais frequentemente encontradas nas plantas intercambiadas que são os fungos, seguidos por vírus, ácaros e nematoides.

Quarentena: questão de segurança nacional

O intercâmbio de material vegetal entre os países é uma atividade imprescindível ao enriquecimento do patrimônio genético e para a geração de novas variedades agrícolas. No Brasil, cerca de 80% dos alimentos consumidos têm origem exótica. Um dos piores problemas enfrentados pela agricultura é a ocorrência de organismos nocivos que levam à redução da produção de alimentos, fibras e bioenergia. Esses organismos se enquadram no conceito de praga.

A quarentena de plantas abrange ações voltadas a prevenir a introdução e disseminação de pragas agrícolas e, por isso, é prioridade para a Embrapa desde a sua criação na década de 1970. A atividade começou com a criação da Estação Quarentenária na Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia em 1977. Ao longo de mais de três décadas, com o crescimento do comércio internacional e do fluxo de turistas, as atividades de quarentena se intensificaram, levando a Empresa a criar, em 2014, uma nova Unidade exclusivamente voltada às atividades: a Embrapa Quarentena Vegetal. O objetivo é modernizar a análise das sementes e outros materiais de propagação que são introduzidos no País ou intercambiados com outras instituições de pesquisa.

O artigo “Interceptações de pragas quarentenárias e ausentes não regulamentadas em material vegetal importado” faz parte de uma edição especial temática da revista PAB sobre pesquisa, desenvolvimento e inovações em face de ameaças sanitárias para a agropecuária. A versão na íntegra está disponível na versão digital da publicação no link.
 

Fernanda Diniz (MTb 4685/89/DF)
Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia

Fonte: Embrapa

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Agronotícias

Estudo apresenta perspectivas para a agropecuária em 2017 – MAPA

Segundo a Conab, preços elevados tendem a incentivar produção

agropecuária

O setor agropecuário brasileiro deve seguir em alta na próxima safra. A projeção é do estudo “Perspectivas para a Agropecuária, safra 2016/2017”, divulgado, na terça-feira (13), pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A pesquisa aponta que, apesar do arrefecimento da economia, a atividade teve em trajetória distinta à queda do PIB e subiu 1,8% em 2015.
 
A análise foi realizada para produtos como algodão, arroz, carnes, lácteos, milho, soja e sorgo. No caso do milho e da soja, por exemplo, o cenário atual mostra que os preços elevados tendem a incentivar a produção dos cereais. O cultivo do feijão deve ser incrementado pelo preço recebido pelos produtores – que em termos reais foi um dos maiores da história – e beneficiado pelo clima. A previsão dos meteorologistas é de que o próximo ano será regido pelo fenômeno La Niña, que deverá contribuir para a redução dos riscos de excesso de chuvas durante as colheitas.
 
De acordo com a Superintendência de Gestão da Oferta da Conab, o objetivo do estudo é oferecer ao setor produtivo um panorama do que esperar para a próxima safra, em termos de mercado, e auxiliar o produtor na decisão sobre o que plantar e em que proporção.
 
As perspectivas, feitas anualmente, são elaboradas a partir de ferramentas estatísticas, observando aspectos econômicos, tecnológicos e produtivos, além dos cenários interno e externo, preços e condições da oferta e demanda.

Fonte: Mapa

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Agronotícias

Brasil capacita países africanos para o cultivo do algodão em sistema de plantio direto – Embrapa

Durante esta semana 18 pesquisadores do Brasil, Benin, Burkina Faso, Chade, Mali e Togo estão reunidos em Bamako, capital do Mali, para compartilhar os resultados obtidos com a experiência do cultivo do algodoeiro em sistema de plantio direto em cada país. A capacitação dos pesquisadores africanos em sistema de plantio direto marca o início da segunda fase do projeto de Fortalecimento tecnológico e difusão de boas práticas agrícolas para o algodão nos países do C-4 e Togo.

 

Foto: José Geraldo Di Stefano
Foto: José Geraldo Di Stefano

“O algodão é considerado pelos países africanos produtores como a locomotiva principal, mas também é preciso proteger o solo para garantir a sustentabilidade alimentar do sistema de produção”, afirma o coordenador do projeto Cotton 4 + Togo, José Geraldo Di Stefano.

Neste ano também serão realizadas capacitações voltadas principalmente aos técnicos das estações de pesquisa, vulgarizadores (multiplicadores) e produtores abordando os três eixos tecnológicos do projeto, o plantio direto, Manejo Integrado de Pragas e a planta do algodoeiro.

Para fortalecer a adoção das tecnologias divulgadas pelo projeto dentro da dinâmica dos diferentes sistemas de produção dos cinco países foram implantadas 19 Unidades Comunitárias de Aprendizagem. “Essas unidades nos permitirão medir com precisão os resultados do Manejo Integrado de Pragas, o desempenho das diferentes variedades de algodão e principalmente o efeito do plantio direto sobre as culturas”, explica.

Di Stefano salienta que a capacitação e a revitalização das estações de pesquisa são os principais alicerces do C-4 + Togo nesta segunda fase. “A revitalização dos laboratórios possibilitará o apoio necessário para subsidiarem as dificuldades do sistema de produção, fortalecendo a oportunidade da elaboração de projetos de pesquisa, assim podendo consolidar a importância das instituições de pesquisa nos seus respectivos países”, declara.

A capacitação teve início na segunda-feira (29) e segue até sexta-feira (2). Durante a cerimônia de abertura estiveram presentes o diretor do Instituto de Economia Rural (IER) do Mali, Boureima Dembele, o secretário geral do Ministério da Agricultora do Mali, Daniel Siméon Kelema, o encarregado de negócios da embaixada brasileira, André Bueno, o chefe-geral da Embrapa Algodão, Sebastião Barbosa, e o coordenador geral da gerência de África, Ásia e Oceania da Agência Brasileira de Cooperação (ABC), Nelci Caixeta.

Desenvolvido pelo Brasil em conjunto com Benim, Burquina Faso, Chade, Mali e Togo, o projeto Cotton-4 + Togo tem por objetivo ajudar os cinco países africanos a desenvolver o setor cotonícola, aumentando a produtividade, a diversidade genética e a qualidade do produto cultivado. O projeto é coordenado pela Agência Brasileira de Cooperação (ABC) em conjunto com a Embrapa.

Na primeira fase, iniciada em 2010, foram alcançados resultados duradouros, com destaque para a implantação, no Mali, de um complexo de escritórios, laboratório de entomologia para a criação de inimigos naturais das principais pragas da planta do algodoeiro na região, câmara fria para armazenamento de recursos genéticos, galpão para beneficiamento de amostras e espaço para gerador de energia. Além disso, houve revitalização dos laboratórios de solos e biotecnologia.

A nova fase tem como objetivos contribuir para o aumento da competitividade da cadeia produtiva do algodão nos países do C-4 e Togo, adaptar tecnologias competitivas para o cultivo do algodão em pequenas propriedades e reforçar as capacidades das instituições coexecutoras para o desenvolvimento de soluções tecnológicas adequadas ao setor produtivo algodoeiro dos países parceiros.

 
Edna Santos (MTB-CE 01700)
Embrapa Algodão
algodao.imprensa@embrapa.br

Fonte: Embrapa

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Algodão MT: Com aumento do preço interno e cotações internacionais mais baixas, importações crescem – Notícias Agrícolas

Fonte: Internet
Fonte: Internet

 

Importações aquecidas: As importações brasileiras de algodão encerraram o primeiro semestre de 2016 com uma elevação de mais de 500% sobre o volume importado no ano passado, totalizando até o momento 11,65 mil toneladas ante as 2,15 mil toneladas em 2015. O principal fornecedor neste ano foram os Estados Unidos, que proveram 89,1% do total da pluma importada pelo país. Este aumento de volume foi reflexo, dentre outros fatores, da diminuição das cotações no mercado internacional e aumento dos preços no mercado interno, que foram motivados pela baixa oferta de produto na entressafra, isto acabou favorecendo as importações a partir do mês de fevereiro deste ano. Este fator também pode ser constatado pelo custo médio da tonelada importada, que no primeiro semestre de 2016 ficou em US$ 1427,3/t ante os US$ 2433,5/t de 2015, representando uma redução de 41,3% no custo da pluma importada. 

Fonte: Notícias Agrícolas

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Eventos do Agronegócio

11º Congresso Brasileiro do Algodão será realizado em Maceió – Embrapa

A capital de Alagoas será a próxima sede do Congresso Brasileiro do Algodão, que acontecerá de 29 de agosto a 1º de setembro de 2017, no Centro de Convenções de Maceió. O congresso é um dos maiores eventos da cotonicultura brasileira e abre espaço para o debate das principais demandas do setor, promovendo o intercâmbio de informações sobre a produção da fibra no país. A realização é da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), com apoio do Instituto Brasileiro do Algodão (IBA).

article (18)Segundo a organização do congresso, além de oferecer toda a estrutura para a realização de um grande evento, as belezas naturais e a hospitalidade são alguns dos atrativos de Maceió, conhecida como a “Cidade-Sorriso” e o “Paraíso das Águas”. “Maceió é a porta de entrada para um estado pequeno em território, mas grande em atrações. Alagoas tem um litoral encantador, uma culinária irresistível e muitos atrativos no interior, principalmente na região do Rio São Francisco”, diz a Abrapa.

O congresso é aberto para todos os profissionais que atuam no setor da cotonicultura, da produção à indústria têxtil, passando pelos fornecedores de máquinas, insumos e implementos, pesquisadores, estudantes e consultores.

Sobre o CBA
A 10ª edição do Congresso Brasileiro do Algodão ocorreu em setembro de 2015 em Foz do Iguaçu, durante quatro dias de uma intensa programação focada na qualidade da produção algodoeira e no combate ao bicudo. O evento bateu recorde de participantes, com mais de 1.500 inscritos.

Realizado a cada dois anos, o Congresso Brasileiro do Algodão já foi promovido em Fortaleza/CE (1997); Ribeirão Preto/SP (1999), Campo Grande/MS (2001); Goiânia/GO (2003); Salvador/BA (2005); Uberlândia/MG (2007); Foz do Iguaçu/PR (2009); São Paulo/SP (2011), e em Brasília/DF (2013).

Edna Santos (MTB-CE 01700)
Embrapa Algodão

Fonte: Embrapa

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Agronotícias

Pragas e doenças na Índia devem reduzir colheita esperada este ano em até 25% – Globo Rural

Presidente da comissão permanente do Parlamento Europeu sobre agricultura sugere que a situação deve ser “combatida coletivamente”

(Foto: Kimberly Vardeman/CCommons)
(Foto: Kimberly Vardeman/CCommons)

A Índia deve perder entre 15% a 25% da colheita esperada na safra deste ano por causa de pragas e doenças, em um período em que o país precisa aumentar sua produção para acompanhar o crescimento da população.

Em um ano médio, as perdas de rendimento agrícola na Índia variam entre 10% e 30%. “Há uma necessidade urgente de se concentrar esforços para forjar pesquisa e desenvolvimento para evitar perdas”, disse Hukmdev Narayan Yadav, presidente da comissão permanente do Parlamento Europeu sobre agricultura e bem-estar dos agricultores. Ele sugere que a situação deve ser “combatida coletivamente” com associações de agricultores, indústria, governo e órgãos reguladores de agroquímicos.

O Conselho Consultivo de algodão da Índia disse na semana passada que a produção de algodão deverá cair para o nível mais baixo em cinco anos, principalmente por causa da incidência de mosca-branca nas principais áreas de cultivo.

Fonte: Globo Rural