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Pesquisa recomenda uso de armadilhas para controle da tilápia-do-nilo em bacia no Amapá – Embrapa

Foto: Gabriel Pupo Nogueira
Foto: Gabriel Pupo Nogueira

Estudos conduzidos pela Embrapa Amapá indicam a necessidade de um plano de manejo para o controle da tilápia-do-nilo (Oreochromis niloticus) na Bacia Igarapé Fortaleza, que abrange os municípios de Macapá e Santana (AP). Como não é um peixe nativo, está causando forte pressão sobre espécies nativas como os peixes conhecidos por acarás, reduzindo sua população. Também tem potencial para comprometer a estrutura da população de outras espécies de peixes dessa região da Amazônia. A tilápia-do-nilo foi introduzida no Brasil no início da década de 1970, para repovoamento de açudes do Nordeste, por meio de um plano do governo federal de combate à fome nessa região. Depois, o cultivo espalhou-se por todo o País.

As várzeas da Bacia Igarapé Fortaleza, integrada ao Rio Amazonas, são áreas de preservação permanente (APP) que servem de abrigo e alimentação para diversas espécies de peixes e têm importância na pesca de subsistência para famílias dos municípios de Santana e Macapá. Nessa região, a tilápia-do-nilo foi introduzida em diversas pisciculturas para alimentar pirarucus, devido à sua capacidade de se reproduzir naturalmente em viveiros de cultivo. Porém, a criação trouxe impactos ambientais decorrentes de  escapes e solturas para a natureza.

Para controlar a proliferação do peixe exótico, a Embrapa recomenda o uso de armadilhas tradicionais como redes e tarrafas ou captura mais moderna como a pesca elétrica. Os dados fazem parte de publicação técnico-científica da Embrapa Amapá, de autoria do pesquisador Marcos Tavares-Dias.

A introdução da tilápia-do-nilo no Estado do Amapá remete a 1970, por iniciativa de uma mineradora que aproveitou suas áreas escavadas para o cultivo desse peixe, mas não há registro do sucesso do empreendimento. Na década de 1990, houve uma nova introdução da tilápia-do-nilo, quando alevinos foram obtidos para cultivo em algumas pisciculturas de Macapá. “Essa introdução deve-se ao fato de que esse peixe já dispunha de tecnologias para sua criação intensiva e vinha sendo cultivado em outras regiões do Brasil”, explica Marcos Tavares-Dias, pesquisador do Núcleo de Pesquisas em Aquicultura da Embrapa Amapá.

Entre 2001 e 2002, um levantamento conduzido na região da Bacia Igarapé Fortaleza mostrou que a maioria dos piscicultores aproveitava a disponibilidade de água das áreas de várzeas para cultivo da tilápia-do-nilo, mas nascentes e o próprio rio também eram usados com essa finalidade.

A tilápia-do-nilo originária do Rio Nilo, no continente africano, é uma espécie de água doce disseminada em diversas regiões do planeta. O cultivo desse peixe pelo mundo foi promovido visando à subsistência de populações pobres de países em desenvolvimento. A publicação da Embrapa destaca que atualmente essa espécie de tilápia vem causando também problemas ambientais e comprometendo espécies nativas do México, Panamá, Austrália, Estados Unidos, Filipinas e Madagascar, por causa do elevado potencial invasor desse peixe nos ambientes.

Invasão de espécie exótica ocorre em cinco fases

O impacto ambiental ocorre devido a um processo que inclui o fato de a tilápia-do-nilo possuir extrema plasticidade alimentar, ou seja, alimenta-se de invertebrados aquáticos que não têm capacidade fotossintética e que vivem dispersos na coluna de água e com pouca capacidade de locomoção; como também de organismos aquáticos microscópicos que têm capacidade fotossintética e vivem dispersos flutuando na coluna de água; além de detritos, sedimentos, larvas de insetos e ovos de outros peixes, dependendo da fase do ciclo de vida. Outro fator é que a espécie invasora apresenta grande resistência aos ambientes com elevada concentração de matéria orgânica acumulada nos ambientes aquáticos, altas temperaturas, altas concentrações de amônia e baixas concentrações de oxigênio dissolvido na água. Em ambiente natural, a tilápia-do-nilo pode reduzir a biomassa dos organismos que vivem dispersos nas águas doces da Bacia do Igarapé Fortaleza tanto diretamente pelo consumo dos organismos planctônicos como indiretamente, pelo consumo dos seus principais recursos alimentares.

O autor da publicação lembra que como os alevinos da maioria das espécies de peixe dependem do plâncton (organismos dispersos na água da bacia), é possível que o recrutamento (entrada de indivíduos jovens no ambiente) das espécies de peixes nativos seja negativamente afetado pela competição com a tilápia-do-nilo. Essa espécie exótica tem forte comportamento territorialista, ocupa preferencialmente as margens dos corpos de água, locais preferidos para a desova da maioria das espécies de peixe como os acarás. Portanto, suas características tornam a tilápia um invasor biológico com forte potencial de impacto para ecossistemas naturais.

Fases da invasão

O processo de invasão de uma espécie não nativa inclui, geralmente, cinco fases. Na primeira fase, os invasores biológicos recém-chegados adaptam-se às novas condições ambientais ou não. Na segunda fase, se reproduzem para iniciar uma nova população. Na terceira, a abundância do invasor aumenta drasticamente, pela ausência de predadores, competidores e doenças no novo ecossistema invadido. Na quarta fase, a abundância do invasor diminui, por causa da  exacerbação das relações bióticas no ecossistema. Na quinta fase, o invasor naturaliza-se, formando uma população de peixes com capacidade reprodutiva estável. Porém, as mesmas características de comportamento dos invasores podem estimular o processo de invasão biológica em alguma dessas fases e inibir em outra fase.

No Brasil, o cultivo da tilápia-do-nilo começou a ganhar importância na década de 1990, principalmente nos estados do Sul e Sudeste. Nesse período, a criação dessa espécie exótica mostrou grande vantagem sobre as espécies nativas em relação ao conhecimento técnico-científico disponível, principalmente quanto à sua biologia e tecnologias para a produção intensiva. Consta também na publicação que, atualmente, essa tilápia representa o principal modelo de cultivo em diferentes sistemas de produção intensiva no País, principalmente nas regiões Nordeste, Sul e Sudeste, mas sua maior produção tem sido na região Nordeste.

O cultivo ocorre principalmente em sistemas intensivos de viveiros escavados e tanques-rede. A tilápia-do-nilo, juntamente com as carpas, foram as espécies responsáveis pelo crescimento da produção na piscicultura continental brasileira em 2011, representando quase 64% do total de peixes produzidos no país. Embora o cultivo de espécies não nativas seja uma atividade econômica importante para o País, os escapes e solturas representam um problema ambiental pouco avaliado. Na Amazônia Legal, esse peixe é cultivado nos estados do Acre, Amapá, Maranhão, Mato Grosso, Pará e Tocantins. De acordo com dados do IBGE, em 2014 a produção de tilápia-do-nilo no município de Macapá foi de 16.206 kg.

 

Dulcivânia Freitas (MTb 1063-96/PB)
Embrapa Amapá

Fonte: Embrapa

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Cursos e Concursos

Oficina no Pará vai envolver potenciais beneficiários de projeto – Embrapa

Nos próximos dias 15 e 16 de setembro, acontece em Marabá-PA mais uma oficina de trabalho dentro do Projeto Integrado da Amazônia, do Fundo Amazônia. Realizado pela Embrapa, conta com recursos financeiros do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e será desenvolvido nos estados da chamada Amazônia Legal, que envolve os sete estados do Norte do país (Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins), Mato Grosso e Maranhão.

Foto: Divulgação institucional
Foto: Divulgação institucional

Esta é a última de sete oficinas. De acordo com Alexandre Freitas, chefe adjunto de Transferência de Tecnologia da Embrapa Pesca e Aquicultura (Palmas-TO), “as oficinas têm por objetivo identificar demandas e discutir com parceiros potenciais e beneficiários soluções tecnológicas que promovam a recuperação, a conservação e o uso sustentável do bioma Amazônia. O projeto é destinado aos povos e comunidades tradicionais e aos agricultores familiares”.

São quatro grandes áreas dentro do projeto: monitoramento do desmatamento e da degradação florestal e serviços ecossistêmicos; restauração, manejo florestal e extrativismo; tecnologias sustentáveis para a Amazônia; e aquicultura e pesca. Cada grande área reunirá projetos dentro de arranjos (que é como a Embrapa considera grupos de projetos afins) coordenados por quatro diferentes unidades da empresa.

A temática aquicultura e pesca será liderada, como o nome sugere, pela Embrapa Pesca e Aquicultura. De acordo com Alexandre, “caberá a nós não só apoiar os demais centros, mas atuar diretamente na execução dos projetos. É importante ressaltar que, dos nove estados participantes, temos três (Rondônia, Acre e Maranhão) em que os respectivos centros não possuem profissionais na área de aquicultura. Acredito que teremos a oportunidade de contribuir na formação de uma rede de inovação na região do bioma, integrando tanto as equipes da Embrapa, como dos parceiros e beneficiários para o atendimento das demandas”.

A oficina terá a participação de profissionais de duas unidades da Embrapa: além da Pesca e Aquicultura, a Amazônia Oriental (Belém-PA). Desta última, estarão presentes Adriano Venturieri, chefe geral, Silvio Brienza Júnior, chefe adjunto de Transferência de Tecnologia, Walkymário Lemos, chefe adjunto de Pesquisa e Desenvolvimento, Oriel Lemos, Aldecy Moraes, Everaldo Almeida, Alexandra Regina Bentes, Bruno de Maria, Michelliny Bentes e Luiz Guilherme Teixeira, da Pesquisa, Mazillene Borges, da Transferência de Tecnologia, e Vinícius Kuromoto e Sabrina Gaspar, da Comunicação. Já pela Embrapa Pesca e Aquicultura, participarão Daniele Kloppel e Pedro Alcântara, da Transferência de Tecnologia, e Viviane Verdolin, da Pesquisa.

Exercício fundamental – Segundo Alexandre, “a Embrapa faz um exercício fundamental que possibilitará a construção de uma agenda de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) e Transferência de Tecnologia (TT) segundo o olhar dos beneficiários e dos parceiros. É um exercício de escuta muito mais que de proposição, pois as soluções também serão construídas em conjunto. Embora a Embrapa já faça a prospecção de demandas, acredito que essas oficinas marcarão definitivamente uma nova forma de atuar da empresa, onde teremos cada vez mais proximidade com a realidade local e teremos a possibilidade de trabalhar o ‘D’ do desenvolvimento local com base no desenvolvimento tecnológico e assim fechando o processo de inovação”.

 

Clenio Araujo (6279/MG)
Embrapa Pesca e Aquicultura

Fonte: Embrapa

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Fatos e Acontecimentos

Inspeção de alimentos da agricultura familiar é tema de seminário no Amapá – Embrapa

Quais são os desafios da fiscalização sanitária de alimentos produzidos no Amapá e sua relação com a saúde pública? Esta e outras questões relacionadas à inspeção de alimentos produzidos no Amapá estão sendo debatidas no Seminário “Produção na Agricultura Familiar: Inspeção e Controle de Qualidade no Estado do Amapá”, realizado nesta sexta-feira, 24/6, no auditório da Embrapa Amapá. O evento é organizado pelo Grupo Estadual de Execução de Políticas Agrícolas para Reforma Agrária (GERA), gerido pela Secretaria de Agricultura Familiar e Desenvolvimento Agrário do Governo Federal. O objetivo do evento é debater o sistema de inspeção sanitária, normas e o processo de certificação das empresas, familiares e empresariais, que beneficiam e manipulam alimentos.

Foto: Dulcivânia Freitas
Foto: Dulcivânia Freitas

Durante a solenidade de abertura, o chefe-geral da Embrapa Amapá, Jorge Yared, parabenizou os organizadores pela iniciativa de realizar o seminário. “Percebemos nos últimos cinco anos, uma mudança no panorama da produção agrícola do Amapá. É importante estarmos preparados para esse novo processo por meio da inovação tecnológica, que é o papel da Embrapa, como também nos aspectos da legislação ambiental e do controle e qualidade dos alimentos. Nesse contexto, um evento como esse é de grande importância porque afeta diretamente a qualidade do produto da nossa agricultura”.   

Após a abertura, o gerente do núcleo de inspeção de origem vegetal da Agência de Defesa e Inspeção Agropecuária do Estado do Amapá (Diagro), César Velasco, falou sobre o papel deste órgão e a inspeção de alimentos no Amapá, esclarecendo a situação atual e perspectivas. Em seguida, foram realizadas as palestras de Walterly Silva, gerente do núcleo de análise, registro e rotulagem da Diagro, sobre registro de estabelecimento; a palestra seguinte foi apresentada pelo fiscal Rômulo Costa, da Diagro, sobre procedimentos na inspeção de alimentos de origem vegetal conforme a Portaria 027/2016. A última apresentação do período da manhã foi do técnico José Severino Silva, da Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (Adepará), sobre os 10 anos do sistema de inspeção estadual no Pará. No período da tarde, serão realizadas palestras sobre a atuação da Vigilância Sanitária da agricultura familiar, a política federal de inspeção de alimentos e uma apresentação sobre a agricultura familiar e o papel da sociedade civil.

De acordo com os organizadores, o GERA “une forças por meio de parcerias para potencializar a agricultura familiar e desenvolver a cadeia produtiva do estado dentro dos padrões sanitários exigidos pela legislação”. Neste sentido, estão presentes representantes de órgãos federais, estaduais e municipais, cooperativas, associações de agricultores, produtos do estado do Amapá, e sociedade civil organizada, valorizado o fato de que essa política é fundamental para que os agricultores tenham acesso aos mercados consumidores formais e institucionais, com o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE). 

 

Dulcivânia Freitas (DRT-PB 1.063/96)
Embrapa Amapá

Fonte: Embrapa

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Pecuária

Governo do Pará propõe ao Amapá defesa animal compartilhada

Comitiva institucional reuniu representantes do setor produtivo paraense, dia 4 de abril, em Macapá (AP), por ocasião do encontro com o governador do Amapá, Camilo Capiberibe, no Palácio do Governo, para propor assinatura de Termo de Cooperação Técnica em torno da defesa compartilhada entre os Estados vizinhos, com o objetivo de obter êxito no monitoramento de pragas e no trânsito de animais e vegetais ao longo das fronteiras interestaduais, em especial no controle da erradicação do foco da Mosca da Carambola e no combate à febre aftosa.

Imagem: uol
Imagem: uol

Integraram a comitiva o superintendente federal de Agricultura no Pará, Andrei Castro, o secretário especial de Desenvolvimento Econômico e Incentivo à Produção, Sidney Rosa, o diretor geral da Agência de Defesa Agropecuária do Pará (Adepará), Mário Moreira, e os diretores operacional e técnico da Adepará, Sálvio Freire e Ivaldo Santana, respectivamente, além do chefe da Defesa Agropecuária pela  Superintendência Federal de Agricultura (SFA), Milton Cunha.

Após as boas vindas à comitiva, Mário Moreira entregou em mãos do governador Capiberibe a proposta de minuta para análise e, se necessário, acréscimo de formalizações e ações conjuntas para posterior assinatura do Termo de Compromisso. Ele ressaltou que representantes do Ministério da Agricultura têm interesse em participar da agenda positiva.

Sidney Rosa sugeriu que a próxima etapa se confirme, com a vinda ao Pará do governador Camilo Capiberibe e da comitiva amapaense, com o objetivo de consolidar a assinatura do Termo de Compromisso não só entre os governos dos Estados vizinhos, como entre as superintendências federais representantes do Ministério da Agricultura e as respectivas agências de defesa agropecuária do Pará e Amapá. O secretário confirmará agenda positiva entre os Estados com a presença do governador do Pará, Simão Jatene.

União – “Esta é uma ótima oportunidade para fortalecermos a defesa agropecuária e as ações conjuntas dos dois Estados”, disse Mário Moreira. O diretor mencionou o árduo e exitoso trabalho em torno do foco erradicado da Mosca da Carambola em 2012 e 2013 e do combate à febre aftosa no Pará, o que elevará o status sanitário do Estado para livre de aftosa com vacinação em todo o território paraense, devidamente certificado até o mês de maio do corrente ano. Ele ressaltou que a união de forças, aliada à experiência acumulada no Pará, promoverá o alcance de metas ainda para 2013, no que diz respeito à mudança de status para médio risco ao Estado do Amapá.

Em 2012, o Pará destacou-se na defesa agropecuária com o êxito da erradicação do foco da Mosca da Carambola. “Diante dos resultados positivos no Pará, é importante que as fronteiras do Estado sejam monitoradas para impedir o trânsito livre de animais e vegetais sem a devida certificação”, finalizou o diretor da Adepará.

Atualmente, o Amapá e os Estados do Amazonas e Roraima têm status de alto risco, mas o Amazonas  confirmou, segundo Mário Moreira, que está à frente da direção regional do Fórum Nacional de Sanidade Agropecuária  (Fonesa) e que trabalha para que, até o fim do ano, esteja com status de médio risco. “Precisamos  garantir a eficiência do Programa Nacional de Erradicação da Mosca da Carambola (Pnefa) e o trânsito de animais saudáveis entre os Estados da região Norte. Temos que aproximar as ações de defesa, é importante para a economia dos governos estaduais e para economia nacional”, disse Mário Moreira.

Defesa – O superintendente federal de Agricultura no Pará, Andrei Castro, lembrou a importância de se manter a unidade nacional e que à atenção à defesa agropecuária é importante para o Brasil. Segundo o chefe da Defesa Agropecuária da SFA-PA, Milton Cunha, é preciso ter um nivelamento da região como um todo, portanto é salutar para todos que a parceria se confirme. “Podemos, de imediato, contribuir com as etapas que não exigem custos e sim troca de experiência, principalmente no que tange a elaboração de normas, procedimentos e formulários e demais situações oriundas de experiências acumuladas”, declarou em reunião no Amapá.

Segundo o governador Camilo Capiberibe, a proposta de defesa compartilhada é uma possibilidade, mas, segundo ele, é necessário que os Estados vizinhos entrem em consenso com relação a outras questões que se fundamentam, de forma também compartilhada, a exemplo da saúde pública do Amapá, que atende parcela significativa da população paraense, principalmente a residente na Ilha do Marajó. Camilo observou a necessidade de avançar em torno da pactuação da saúde entre os Estados. “É uma via de mão dupla que precisa ser reavaliada urgentemente”, declarou o governador, afirmando que aguarda retorno de agenda positiva juntamente com o governador do Pará para firmarem parcerias e compromissos na saúde e na defesa agropecuária.

O secretário Sidney Rosa lembrou que várias são as ações conjuntas entre os Estados que hoje estão ativas e que essa aproximação tem que se estender em vários segmentos para garantir soluções a problemas comuns. Ele aproveitou para informar sobre ações do Governo do Pará na Ilha do Marajó que contribuirão para ambos os Estados.

A busca pela certificação internacional de livre de afosa

Em 26 de março de 2013, a Agência de Defesa Agropecuária do Pará (Adepará) encaminhou relatório ao Ministério de Agricultura contendo os resultados obtidos no inquérito soro-epidemiológico no Estado, que confirma a inexistência da circulação do vírus da aftosa em propriedades paraenses. Dessa forma, o Estado está apto a receber a certificação nacional como livre da doença. A meta, agora, é garantir da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) a certificação internacional, em 2014, como Estado livre de febre aftosa.

Segundo o site do Ministério da Agricultura, o Brasil também avança para obter o status internacional de país livre de febre aftosa; para tanto, foi preciso um intenso trabalho ao longo de 2012 e 2013 junto aos Estados brasileiros que ainda não tinham status de livre da doença. Após um investimento na ordem de R$ 34,8 milhões no período, o ministério informa que, até maio deste ano, o Pará e mais sete Estados nordestinos serão reconhecidos nacionalmente. A pendência, entretanto, fica por conta dos Estados do Amapá e Roraima.

 

Fonte: Agência Pará