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Aprosoja Brasil critica aprovação de joint venture para cobrança de royalties de sementes transgênicas

A Associação dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil), que representa cerca de 240 mil agricultores, divulgou nota nesta terça, 10 de agosto, relatando indignação pela aprovação sem restrições pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) da criação de uma nova empresa para a cobrança de royalties das sementes geneticamente modificadas de soja. A joint venture reúne Bayer, Syngenta Corteva e Basf.

Colheita de soja (Foto: REUTERS/Jose Roberto Gomes)
Empresas de biotecnologia se uniram em mecanismo de cobrança de royalties. Produtores criticam (Foto: REUTERS/Jose Roberto Gomes)
 

A aprovação saiu em 5 de agosto. A nota de protesto coincide com o lançamento nesta terça da nova biotecnologia da Corteva, a soja Enlist, que vai custar R$ 136,15 por hectare ao produtor, incluindo royalties e germoplasma.

“Desde a aprovação da megafusão entre Bayer e Monsanto no Brasil, sucedem-se as situações de abuso de posição dominante por parte da gigante do setor. O preço dos royalties praticado no Brasil, e pago pelos sojicultores à gigante do setor, superam enormemente os valores praticados pela Bayer-Monsanto em países vizinhos, e sua forma de cobrança revela-se constrangedora, agressiva e claramente abusiva.”

Segundo a nota da Aprosoja Brasil, havia a expectativa de que, com a entrada de novas empresas no mercado de sementes, houvesse uma competitividade para desafiar o abuso de poder econômico que vem sendo praticado pela Bayer. Os produtores de soja recorrem à Justiça desde 2009 para contestar o sistema de pagamento de royalties no mercado brasileiro, que foi implantado pela Monsanto, incorporada depois pela Bayer.

“A monopolista Bayer-Monsanto, em um ato de benevolência e altruísmo, se dispôs a franquear o seu sistema de cobranças de royalties a todas as suas potenciais e futuras concorrentes, e elas, juntas, propuseram ao Cade a criação de uma nova empresa para monitoramento, em tempo real, de transações econômicas e cobrança de royalties.”

A entidade afirma ainda que apresentou ao Cade as graves consequências que a aprovação da empresa teria para os produtores brasileiros e a competitividade do setor, mas os dados e argumentos foram ignorados pelo órgão. “Perde o país, perde o bem-estar do consumidor brasileiro.”

Globo Rural procurou o Cade, que exigiu as perguntas por email, mas não enviou as respostas até a publicação deste texto.

Por: Globo Rural

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Agronotícias

Aprosoja Brasil elege Antonio Galvan presidente e nova diretoria até 2024

O produtor rural Antonio Galvan será o próximo presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Soja para o Triênio 2021/2024. A nova diretoria da entidade foi eleita por aclamação nesta terça-feira (23/3) durante assembleia da entidade, realizada de forma remota, e tomará posse no final mês de abril, em data a ser definida. Atual vice-presidente imediato da entidade, Galvan ocupava até dezembro passado a presidência da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT).

O presidente eleito substituirá o produtor rural Bartolomeu Braz Pereira, que está à frente dos trabalhos da Aprosoja Brasil, em Brasília, desde maio de 2018. O vice-presidente imediato da entidade será o produtor rural José Sismeiro, de Goioerê (PR), que responde atualmente pela vice-presidência da Associação dos Produtores de Soja e Milho do Paraná.

Vão compor a nova diretoria da entidade vice-presidentes regionais, diretores administrativos, diretores financeiros, além de conselheiros fiscais titulares e suplentes indicados pelos presidentes de todas as regiões produtoras. A Aprosoja Brasil congrega 16 associadas estaduais e representa mais de 240 mil sojicultores em todo o País.

Perfil do presidente eleito

 

Antonio Galvan é nascido em Sananduva (RS). Morou no Paraná por sete anos onde ele e sua família já atuavam como produtores rurais. Com formação técnica em contabilidade, chegou em Mato Grosso no ano de 1986 e atualmente é produtor rural no município de Vera, Região Norte do Estado. Foi presidente do Sindicato Rural de Sinop, diretor da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Mato Grosso (FAMATO) e acompanha os trabalhos da Aprosoja MT desde a sua fundação, em 2005.

Por: Aprosoja Brasil