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Armando Soares

Armando Soares #42: Brasil, uma nave sem piloto

Quando se completarem os mil anos, Satanás será solto da prisão do Abismo. /Ele vai sair e seduzir as nações e dos quatro cantos da Terra, Gog e Magog, reunindo-os para combate. O número deles é como a areia do mar. Eles espalharão por toda a Terra e cercaram o acampamento dos Santos e a Cidade amada. (Ap 20, 7-9)

A eleição de Donald Trump, presidente americano, pôde avivar o péssimo momento brasileiro representado pelo degradante quadro político disponível para governar o país e pela indigesta e obscurantista mídia brasileira que dado sua força de persuasão vem impedindo estrategicamente o povo brasileiro de conhecer a marcha civilizatória mundial centrada nos Estados Unidos da América, Europa e Ásia, onde se concentra a tentativa de criar um governo mundial sob o domínio de um comunismo renovado, agora ameaçado de se implantar com a subida ao governo americano de Trump.

Para entender o ambientalismo, o indigenismo, a tentativa de um governo mundial, a nova ordem mundial, o movimento dos refugiados, e os protestos ao redor do mundo e no próprio Estados Unidos da eleição de Donald Trump, é preciso entender o que está por trás de todas essas questões que de alguma forma interferem na vida dos brasileiros e no desenvolvimento econômico do Brasil.

Caso aceitemos que a perestroika faz parte de um processo revolucionário de inspiração leninista, e que os meios que ela produziu para atingir os objetivos que persegue precisam ser conhecidos dos brasileiros para tira-los da ignorância necessário a melhor escolher o caminho para conduzir o Brasil. A questão a que me refiro passa pelo aspecto político da ofensiva soviética, a dissolução do Pacto de Varsóvia com o desarmamento paralelo do Ocidente, construção da “Casa Comum” na Europa etc… A política de desarmamento material e psicológico conduzida pelo Ocidente advém de uma análise do desdobramento da perestroika. Em 1984, quando Gorbatchev subiu ao poder, verifica-se a influência de Antonio Gramsci que observando o sistema soviético, o condenou. Segundo Gramsci, a estratégia usada pelos soviéticos não permitiu assegurar um consenso nacional e nem tampouco tomar o poder nos países capitalistas. Esse objetivo, segundo Gramsci só seria atingido se, primeiramente houver um consenso ideológico. Ao contrário de Marx, que desejava primeiramente modificar a infraestrutura econômica, Gramsci prega uma revolução preliminar na superestrutura ideológica da sociedade, uma revolução do ser, não do ter. Essa inversão se encontra na base da perestroika, ou seja, a revolução psicológica prevalece e a guerra se dará no plano psicológico. Gramsci considerava que o arquétipo da revolução vitoriosa é a instauração do cristianismo no Império Romano e a substituição da cultura greco-romana pela cultura cristã. Em resumo, baseado em suas observações e estudos, Gramsci propõe que se proceda primeiramente com a instauração de uma nova civilização, meios que parecem fracos, mas em verdade bastante poderosos, revolução essa que deverá ser veiculada pelos intelectuais e por uma ditadura pedagógica que deve se fazer em nome de imperativos éticos respeitando a dignidade dos direitos do homem (método não-aversivo), considerando que o centralismo deve ser substituído por um centralismo orgânico, descentralização ou desconcentração. Portanto, como se observa, a perestroika, o globalismo, e a nova ordem mundial só podem ser entendidos através do conhecimento das ideias de Gramsci, daí a dificuldade de o povo entender o que se lhe apresenta com uma coisa do bem.

Admitido a influência de Gramsci e a perestroika como um processo revolucionário é possível entender porque se está usando o meio ambiente para estabelecer uma política de consenso internacional. O meio ambiente e a ditadura pedagógica adiantaram em muito a implantação da nova revolução comunista com apoio grupos econômicos e políticos poderosos ocidentais. O andar dessa revolução foi virótico, ou seja, espalhou-se com rapidez por instituições internacionais, como a ONU que facilitaram o consenso, como se observa nos propósitos da Agenda 21 adotada durante a Conferência do Rio por 77 organizações internacionais e mais de 155 países. Na Agenda 21 já se observa o envolvimento da ONU, cooptada pelos globalistas, com a missão de impor ao mundo uma nova civilização proposta pelos comunistas contidas na perestroika e ideias de Gramsci, assimilada pelo establishment anglo-americano, uma associação diabólica que reúne a ganância e totalitarismo.

Os problemas globais foram criados para servirem a ganância e o totalitarismo, e só podem ser resolvidos com soluções globais e através de instituições internacionais, modelo que está tendo a aceitação de grande parte dos povos já contaminados através da ditadura pedagógica que envolve professores, colégios e universidades. Um preparo a médio e longo prazo para a consolidação revolucionária com nova cara. É necessário observar que após os revolucionários terem usados a classe operária para seus objetivos ditatoriais, usam agora os interesses globais, fazendo com isso desaparecer o “inimigo”, criando um consenso universal através de valores universais. Portanto, fazendo desaparecer a antiga ordem social e política, destruindo a filosofia judaico-cristã substituída pela pagã, dos adoradores da natureza, a civilização global, a nova civilização tem o seu nascimento garantido. A ditadura do proletariado não está fora do comunismo, mas se encaixa a nível de uma globalização.

O mundo todo se preocupa com o novo presidente americano não se sabe quais as principais razões. Se é por que o consideram despreparado para assumir o governo, se é porque internamente contraria interesses políticos e econômicos ou porque é um obstáculo aos objetivos na Nova Ordem Mundial, ao Governo Mundial resultante da nova revolução comunista em curso. Nada se pode afirmar nesse momento. Não há tempo para um julgamento racional. Entretanto, podemos registrar que avaliando o que Donald Trump fala ao povo americano em discurso de que seu objetivo é substituir o establishment corrupto por um novo governo que se volte para os interesses americanos aos invés de se voltar aos interesses globais, entendemos que se refere ao establishment anglo-americano conduzidos por outros presidentes americanos comprometidos com um governo global e com o ambientalismo-indigenismo nocivo que deve ser combatido e afastado dos interesses americanos; quando pergunta ao povo se o povo americano quer tomar a rédea do governo entregue a outros interesses, presume-se que se refere ainda ao projeto do governo mundial; quando diz ao povo que seu objetivo é impedir que o establishment político continue a estabelecer acordos desastrosos para os americanos, entendemos que não admite que os Estados Unidos continue a fortalecer o projeto da revolução comunista gramsciana; quando denuncia que qualquer um que denuncie esse controle é rotulado de “sexista”, “racista”, “xenófobo” e de ter uma deformação moral e deve ser atacado, difamado, ter carreiras destruídas assim como a família e a reputação supõem-se está se referindo aos criadores do governo mundial que querem enfraquecer o poder americano. Todas essas dúvidas só poderão ser confirmadas ou não com o tempo e não por suposição ou “eu acho”. Se o novo presidente americano realmente está convencido da nocividade do projeto do governo global que representa a nova revolução comunista e vai combate-lo, então o Brasil terá a oportunidade de ter um grande parceiro para ajudá-lo a se livrar da causa principal de seus problemas. Caso isso não aconteça, os brasileiros ficarão dependendo de suas próprias forças que são insuficientes para enfrentar as forças que se juntaram para dominar o mundo.

O Brasil político de hoje contaminado por vícios difíceis de superação, sem auxílio de uma força do tamanho da americana, jamais conseguirá vencer as dificuldades internas e externas que estão impedindo o país de crescer e se tornar uma nação rica e próspera.

Vamos torcer para que Donald Trump seja a reação que se faz necessária para mudar o mundo e ajudar o Brasil a se livrar da escravidão em que se encontra.

Armando Soares – economista

e-mail: armandoteixeirasoares@gmail.com

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Agronotícias

Agricultura do Futuro – CNA Brasil

Belo Horizonte / Minas Gerais (10/01/2017) –  Em palestra na FAEMG (Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais), o presidente da Embrapa, Maurício Lopes, falou sobre os cenários e as oportunidades para o agronegócio nas próximas décadas e recordou o milagre promovido pelo Brasil ao desenvolver, nos anos 1970, uma agricultura tropical inexistente no mundo, baseada em ciência e tecnologia. Tão bem-sucedida que, em meio à severa crise econômica enfrentada pelo país, continua obtendo bons resultados e as perspectivas são promissoras.

Diante de uma plateia formada por técnicos da Federação e animada com o bom desempenho do agronegócio mineiro em 2016 – que encerra o ano com crescimento do PIB estimado em 5,18% –, Lopes enfatizou a necessidade de acompanhar as evoluções do mundo e não se isolar no campo. Disse que o futuro da nossa civilização, e também do setor, está no empreendedorismo, sendo fundamental que as ciências agrárias se integrem à tecnologia de informação.

Ele apontou tendências que merecem atenção do setor, como a urbanização, o desenvolvimento tecnológico e o clima: “O futuro está em se adequar à nova conformação da população, que se tornará cada vez mais urbanizada, esclarecida e exigente; às mudanças climáticas, que têm impacto direto nas atividades agropecuárias; e às inovações tecnológicas, acompanhando e incorporando os avanços, sem permitir que ocorra uma ruptura”.

Para o presidente da Embrapa, o país tem de reconhecer os avanços que o setor conquistou nas últimas décadas, mantendo o olhar no futuro: “O Brasil tem que perceber que será necessariamente grande provedor de alimentos para o mundo. Ainda detém áreas para expansão de uma agricultura moderna, muito produtiva e sustentável. O mundo vai precisar disto”.

Entre os cenários trabalhados pela Embrapa, destacou o mercado asiático: “Há crescimento populacional explosivo na Ásia, onde se conformará um modelo de consumo sofisticado, com expansão da classe média, e temos que nos preparar para atender a este novo padrão. Para isto, temos que olhar com cuidado para a sociedade, que tipos de desejos, demandas e expectativas estão se formando em função do processo de urbanização. Vamos ter que pensar numa agropecuária que faça esta leitura”.

Lopes também lembrou a trajetória do país que, nos últimos 40 anos, deixou de ser importador de alimentos e se tornou um dos maiores exportadores do planeta: “O que o Brasil fez é realmente surpreendente. Praticamente, só o setor da agropecuária conseguiu dar esse grande salto e se tornar intensivo em conhecimento, em ciência. E a razão é relativamente simples: não tínhamos de onde copiar um modelo de agricultura, fomos forçados a desenvolver o nosso próprio. Isso fez toda a diferença”.

Repercussão

“A fala do presidente da Embrapa, Maurício Lopes, nos faz pensar que as mudanças que batem à nossa porta são grandes e rápidas. Nosso produtor rural tem que se preparar para não ficar pelo caminho, lamentando. Agradeço ao Maurício por nos fazer este alerta. Todos que lidam com agropecuária tinham que ouvir suas ponderações, para pensar um pouco e refletir sobre para onde estamos indo. O conhecimento é fundamental para que a gente prossiga desenvolvendo uma agricultura sustentável.” 
Roberto Simões, presidente do Sistema FAEMG

“O que mais me chamou a atenção foram os desafios da agropecuária mundial. Foi fantástica esta chacoalhada que o professor nos deu. Certamente vamos ter que reinventar muita coisa daqui pra frente.” 
Rodrigo Alvim, diretor da FAEMG

“A palestra foi fantástica. O mais importante foi ter mostrado os desafios e as oportunidades que estão por surgir. Teremos que quebrar paradigmas e nos modernizar, assimilar tendências e tecnologias. Não podemos ficar parados, esperando as coisas acontecerem. Temos que andar no mesmo ritmo. Acho isso fundamental. O que fazíamos anteriormente, hoje talvez já não valha mais a pena. Portanto, temos que estar abertos a mudanças e, principalmente, às inovações que acontecem diariamente.”
Breno Mesquita, diretor da FAEMG

“Vi dois recados muito importantes. O primeiro é que quem não pensar em inovação, perdeu o bonde da história. E o outro é para meus filhos e netos: o emprego está acabando. A vez é a dos empreendedores. As pessoas precisarão ser muito mais sonhadoras. Não existirá mais um profissional de determinada área. Muitas profissões estão acabando e outras ainda vão surgir.” 
Altino Rodrigues Neto, superintendente técnico da FAEMG

“Estamos num momento de fazer nosso planejamento estratégico até 2020. Precisamos conhecer os cenários à nossa volta. Nesta palestra, vimos algumas mudanças que estão por vir no agronegócio. O Maurício trouxe para a equipe de gestores do SENAR/Minas aspectos para os quais devemos nos atentar, competências que devem ser consideradas pela formação profissional rural. Não dá para continuarmos fazendo o que sempre fizemos, apesar dos bons resultados. Precisamos inovar.”
Antônio do Carmo, superintendente do SENAR Minas

“O que Maurício nos mostrou foi a amplitude de linhas de desenvolvimento que existem, hoje, para a agropecuária. A Embrapa tem enfrentado todos os desafios e mantido linhas de trabalho bastante inovadoras que, em curto espaço de tempo, trarão revoluções para a produção tropical brasileira. É um mundo novo. E não estamos atrasados em relação à indústria e ao setor de serviços. A Embrapa é fundamental para esse avanço, e cabe ao produtor rural correr atrás desse conhecimento.”
Pierre Vilela, superintendente do INAES (Instituto Antonio Ernesto de Salvo)

“Os temas abordados foram de extrema importância e são completamente viáveis para potencializar nossa produção. Passa pela ILPF, pelo trigo tropical do cerrado e por outras várias iniciativas que nos encaminham para, como ele disse, a resiliência. São tecnologias e práticas que dão condições aos produtores rurais de potencializar e organizar sua produção. Nisso, o Sistema FAEMG já atua, levando tecnologia para o campo, debatendo esses assuntos. A Embrapa é uma parceira fundamental para que continuemos este trabalho.”
Aline Veloso, coordenadora da Assessoria Técnica da FAEMG

“Acho que temos que atuar mais incisivamente. Como o palestrante mostrou, tecnologia já existe, o que precisamos é conseguir uma forma de transferi-la aos produtores. A característica de Minas é peculiar. A maior parte dos produtores é de pequeno ou médio porte. Os grandes são minoria. Então, como inserir essas tecnologias? Como trazer intensificação para a produção? Como aumentar a eficiência do uso da água? A palestra foi excelente porque reforçou esses aspectos, dentro dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável estabelecidos pela ONU. O que me deixou muito feliz foi a riqueza de informações que o Maurício passou para os colaboradores da FAEMG, para a diretoria e sindicatos presentes.”
Ana Paula Mello, coordenadora da Assessoria de Meio Ambiente da FAEMG

Fonte: CNA Brasil

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Fatos e Acontecimentos

Larvas do fruto do Tucumã são usadas para extração de óleo natural – Agência Pará


Interessados em compreender o processo de produção e extração do óleo proveniente da larva encontrada no caroço do fruto, Marília Silvany Souza dos Santos, 23 anos, e Kemuel de Abreu Barbosa, 26 anos, egressos do curso de Tecnologia de Alimentos da Universidade do Estado do Pará (Uepa), visitaram as comunidades da zona rural de Joanes, Jubim e Maruacá, em Salvaterra, e descobriram que além de ser consumido como alimento, o óleo também constitui uma fonte de renda complementar para as comunidades extrativistas.

A extração é feita por dois métodos. No primeiro, quebra-se a parte interna do fruto, retira-se as larvas que, em seguida, são imersas em água limpa. Depois de secas elas são transferidas para uma frigideira e aquecidas em fogo brando. O calor faz com que as larvas soltem o óleo. Em outras comunidades, o processo é feito de forma um pouco diferente: primeiro as larvas são amassadas em um crivo e só depois levadas para a frigideira.

É no interior do caroço, parte também conhecida como amêndoa do tucumã, que as larvas se instalam. O fruto tem um caroço lenhoso de cor quase preta, que contém uma amêndoa de massa branca, oleaginosa, dura e recoberta por uma película parda, aderente. Externamente, ele é recorberto por uma polpa amarelo-alaranjada, de pouca consistência e igualmente oleosa.

A partir de um quilo de larva, os produtores obtêm em média 433,3 ml de óleo. O litro do óleo pode variar de R$ 30 a R$ 60. Marília destaca os benefícios do produto extraído da natureza. “Eles passam o óleo no pão como se fosse manteiga, o que já nao pode ser feito com o óleo industrializado, que não pode ser consumido dessa forma. Outro benefício é que o óleo de bicho dificilmente é descartado no meio ambiente devido à dificuldade de extração e também por ser utilizado para fins medicinais”, ressalta ela.

Consumo


As larvas tem o corpo subcilíndrico, pouco encurvado, coloração esbranquiçada e apresentam pequenas garras. O peso médio de cada uma é de 1,78g, com limite mínimo e máximo de altura de 1,5 e 2,0 mm. Ao invés de serem descartadas, são consumidas cruas, fritas ou assadas, colocadas em farofas e também utilizadas para fins medicinais.

Kemuel de Abreu já provou a iguaria. Segundo ele, o óleo tem consistência gelatinosa e sabor levemente adocicado. A larva é o primeiro estágio no processo de formação do inseto identificado como Speciomerus ruficornis, que se forma na amêndoa do tucumã.

Segundo a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), a entomofagia, consumo de insetos por seres humanos, é praticada em vários países em redor do mundo, predominantemente em partes da Ásia, África e América Latina. De acordo com o renomado especialista em insetos, Eraldo Medeiros Costa Neto, o uso medicinal destes na medicina tradicional é chamado de entomoterapia ou etnoentomologia.

“Fui criado em Salvaterra. Conheci e fiz consumo artesanal do óleo e da larva”, diz Kemuel. “Elas (larvas) trazem vários benefícios à saúde. Há pessoas que as comem cruas. Pelo alto teor de proteína, elas são ricas em nutrientes, pois só se alimentam das amêndoas do tucumã”, ressalta Marília.

Curiosidades – Os meses de junho e julho são os mais favoráveis para a extração do óleo de bicho, pois é o período em que a larva chega ao ápice do processo evolutivo. O tucumanzeiro é uma palmeira que produz cerca de 50kg de frutos por ano, mesmo em solos pobres. Anualmente, a árvore produz de dois a três cachos de fruto. Cada cacho pesa entre 10 e 30 quilos e contém de 200 a 400 frutos. As árvores podem chegar até cinco metros de altura.

Por Renata Paes

Fonte: Agência Pará

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Agronegócio

Ásia é fronteira promissora para o agronegócio brasileiro – Globo Rural

País busca um melhor entendimento do mercado chinês e vê oportunidade de negócio nos setores de alimentação e energia

Foto: Thinkstock

Durante exposição no Conselho Superior do Agronegócio (Cosag) da Fiesp, o expositor Roberto Jaguaribe, presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), afirmou que o Brasil deve mirar o mercado asiático, que hoje responde por mais de 50% da demanda do agronegócio brasileiro; a China sozinha representa mais de 25%. O evento aconteceu dia 5 de dezembro e trouxe como tema central a imagem e a comunicação do agronegócio.

Apesar dos números robustos, é preciso um duplo esforço por parte dos setores produtivos para ampliar ainda mais o acesso aos mercados internacionais e, também mudar a imagem da agricultura brasileira no exterior.

A Apex já deu os primeiros passos rumo a essa transformação. Com o objetivo de buscar um melhor entendimento do mercado chinês, a Agência criou um núcleo específico para o país asiático. Vale lembrar que, apesar de possuir a maior produção agrícola do mundo, a China não é auto-sustentável em algumas áreas. O Brasil já identificou oportunidades nos setores de alimentação e energia.

Outro detalhe levantado pelo presidente da APEX é que a China faz opções comerciais estratégicas, como os bens de valor agregado e a consequente geração de empregos. Por isso, será necessário um esforço concentrado que envolverá a internacionalização de empresas brasileiras dentro do país asiático. A tendência também é observada no setor agroindustrial e o movimento oposto, com a China cada vez mais presente no Brasil por meio das subsidiárias adquiridas, já real.

Imagem a ser trabalhada

Para Jaguaribe, a APEX-Brasil encontra-se no “local correto” por ter saído do contexto do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) e estar no âmbito do Itamaraty.  Em sua avaliação, a Agência ganha com a experiência do Ministério de Relações Exteriores em promoção comercial. “Haverá sinergia de capacidade de acesso aos mercados e inteligência comercial com papel importante de apoio às negociações comerciais”, avaliou.

Com o reposicionamento da APEX, o Brasil necessita trabalhar sua imagem no exterior. Apesar de sua produção competitiva – fruto do esforço de modelo de negócio e de pesquisa nos últimos 40 anos – ainda predomina uma imagem negativa, embora isso seja algo equivocado, na avaliação de Jaguaribe.

Então, como inverter essa imagem? Especialmente na Europa, onde ocorrem os debates sobre desenvolvimento sustentável. Conta a favor o fato de o Brasil ser o maior produtor de sustentabilidade do mundo e ter um Código Florestal ambicioso: “temos quase 200 milhões de hectares de pasto que podem ser convertidos em grãos e agricultura”, afirmou. Nesse sentido, Jaguaribe sinalizou que está em andamento um acordo comercial do Mercosul com a União Europeia com o alinhamento do Brasil e da Argentina. “O Brasil está preparado para oferecer muito na área industrial”, disse.

Além disso, o Brasil não está em processo de devastação, mas requer vigilância permanente. A preservação da mata nativa é superior a 60% e a devastação da Amazônia foi estancada, apesar de os números desse ano não serem muito bons.

Opinião concordante tem Marcos Sawaya Jank, consultor internacional de agronegócio e VP da assessoria corporativa da BRF Ásia-Pacífico. “O governo está alinhadíssimo, mas é preciso organizar o setor privado”, disse, reforçando que é importante mudar a geografia da representação, ou seja, o Brasil é exportador de commodities e não player.

Ao avaliar que hoje existe o reconhecimento do agronegócio pela sociedade brasileira, inclusive por ser central na balança comercial, Jank elencou os cinco desafios internacionais a serem enfrentados: competitividade (custos e infraestrutura); acesso a mercados; valor adicionado; melhoria de imagem (comunicação institucional e sustentabilidade) e internacionalização.  Segundo informou, a soja entra sem dificuldade na China, mas o milho e a carne encontram barreiras.

Jank também frisou a necessidade de se trabalhar temas transversais, como segurança alimentar; qualidade e sanidade do alimento; sustentabilidade; energia renovável; modelos de produção; produtividade e coordenação de cadeias de suprimento.

Para a mudança do cenário atual, sugere-se o estabelecimento de uma narrativa baseada em dados sólidos, com base científica e a customização de conteúdos para diferentes temas e países, além da participação regular em eventos-chave.

Na mesa de discussões, também esteve presente o CEO da agência publicitária Lew’Lara/TBWA, Luiz Lara. Para ele, a comunicação deve alavancar a categoria de produtos e serviços, criando marcas também no mercado.

Como iniciativas, citou a campanha de valorização do agronegócio por parte do TV Globo e a criação da Academia da Carne Friboi. Em sua análise, o agro está no mundo conectado e informações relevantes, como a ratificação do Acordo de Paris, precisam ser comunicadas. É necessário construir estratégia de comunicação eficaz e permanente.

Feira tradicional ocorre anualmente na França

Na finalização do Cosag, o Cônsul Geral da França em São Paulo, Brieuc Pont, apresentou a experiência com o Salão Internacional da Agricultura (SIA) de Paris, além da Competição Agrícola (CGA) que há 50 anos fortalece a imagem setorial no país. Os números do Salão são robustos: cerca de 700 mil visitantes, com grande impacto comercial e midiático. A SIA será realizada em fins de fevereiro e início de março de 2017.

Segundo Pont, hoje, mais de 900 empresas francesas estão presentes no Brasil, com mais de 100 filiais nos setores da agropecuária, da indústria agroalimentar, dos insumos e dos equipamentos, empregando 500 mil brasileiros.

Fonte: Globo Rural

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Avicultura

Exportações de carne de frango crescem 5% em 2016, aponta ABPA – Notícias Agrícolas

Mercados da Ásia e América do Sul são destaques nas vendas de carne suína in natura

Fonte: Internet
Fonte: Internet

Apesar do menor desempenho registrado em outubro, as exportações brasileiras de carne de frango mantiveram ritmo crescente em 2016.  Conforme números levantados pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), os embarques do setor (considerando todos os produtos, entre in natura, embutidos e outros processados) registraram crescimento de 5% entre janeiro e outubro na comparação com o mesmo período do ano passado, com total de 3,693 milhões de toneladas.

Em outubro, entretanto, houve retração de 4,5% nas exportações em relação ao décimo mês de 2015, com total de 314,7 mil toneladas.

Conforme o vice-presidente de mercados da ABPA, Ricardo Santin, alterações no ritmo de vendas para mercados da Ásia, como o Japão, influenciaram a retração dos embarques no mês passado.

“Em setembro, as exportações para o Japão chegaram a 47 mil toneladas, diante de uma média mensal de 32 mil toneladas registrada até então. O total de 22 mil toneladas embarcadas para o país em outubro mostram que houve um adiantamento de parte das vendas no mês anterior”, explica Santin.

Outros fatores também influenciaram o desempenho das vendas efetivadas em outubro, conforme explica o presidente-executivo da ABPA, Francisco Turra.

“Houve recentemente a suspensão das exportações de produtos de cinco plantas para a China para ajustes documentais, o que impactou o saldo final do mês.  Soma-se a isso a ausência de embarques para a Venezuela, que em outubro de 2015 superaram 10 mil toneladas”, detalha.

No saldo cambial, houve retração de 2,2% nos resultados de outubro em comparação com o ano anterior, totalizando US$ 509,9 milhões.  No ano, a redução é de 3,57%, com US$ 5,748 bilhões.

Já em reais, o total das vendas dos 10 primeiros meses de 2016 gerou receita de R$ 20,05 bilhões, número 3,83% superior ao alcançado no mesmo período de 2015.  Considerando apenas o mês de outubro, entretanto, houve retração de 20% no desempenho, com R$ 1,6 bilhão.

Carne suína in natura – As exportações de carne suína in natura totalizaram em outubro 53,2 mil toneladas, volume 21% superior ao alcançado no mesmo período de 2015.  No ano, a elevação chega a 38,8%, com 527,3 mil toneladas embarcadas.

Com números positivos também no resultado cambial, os embarques do produto in natura alcançou saldo de US$ 133,1 milhões, 23% acima do registrado no ano anterior.  Entre janeiro e outubro, os incrementos chegaram 12,8%, com 1,099 milhão de toneladas.

Em reais, as altas atingiram 1% em outubro (com R$ 423,9 milhões) e 18,6% no ano (com R$ 3,8 bilhões).

“Os destinos da Ásia e da América do Sul tiveram destaque nos resultados do mês passado, especialmente Hong Kong, Argentina e Uruguai”, destaca Rui Eduardo Saldanha Vargas, vice-presidente técnico da ABPA.

Fonte: Notícias Agrícolas

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Agronotícias

Leite de jumenta é alvo de investidores no RN; queijo custa R$ 3 mil o quilo – G1

Queijo pule, consumido na Europa e Ásia, pode custar até R$ 3 mil o quilo.
Empresários se reuniram na Secretaria de Agricultura para apresentar projeto.

Foto: Odacy Amorim/ Arquivo pessoal
Foto: Odacy Amorim/ Arquivo pessoal

Investidores chineses e ingleses têm um projeto ambicioso para ser desenvolvido no sertão potiguar. A ideia é produzir leite de jumenta para a fabricação de um dos queijos mais caros do mundo: o pule. Consumido principalmente na Ásia e Europa, o quilo pode chegar a R$ 3 mil. O local escolhido para a criação dos animais foi o município de Felipe Guerra, cidade com aproximadamente 6 mil habitantes na região Oeste do estado.

O projeto chegou a cidade depois que uma empresa potiguar comprou uma propriedade com 475 hectares na zona rural de Felipe Guerra. A ideia é que os municípios que já fazem o trabalho de captura dos jumentos se responsabilizem pela entrega dos bichos. No entanto, ainda não existe uma previsão para o projeto começar, pois estão na dependência da adesão dos criadores da região.

A ideia foi bem recebida pela associação protetora de animais que recebe jumentos capturados nas estradas. Atualmente, a associação cuida de 700 animais. De acordo com Eribaldo Gomes, responsável pela associação, o uso das jumentas para a produção de leite pode solucionar um problema antigo. “A questão do leite faz com que mais pessoas acreditem nisso e que se encontre uma solução para esses animais”, diz.

Na quinta-feira (8), representantes da empresa e da prefeitura de Felipe Guerra estiveram em Natal com o secretário de Agricultura do estado, Guilherme Saldanha, que declarou total apoio à abertura da nova atividade econômica. O secretário também projeta a exportação da carne de jumento para o exterior.

“Isso já está acontecendo na Bahia, de forma que se respeite os animais, estão exportando carne e pele de jumento para a China, para o mercado asiático. Encontramos com um grupo de chineses durante a exposição de Lajes, no final de semana, e eles estão interessados nisso também”, disse o secretário.

Por Hugo Andrado do G1 RN

Fonte: G1

 

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