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China suspende a habilitação de quatro plantas frigoríficas australianas

Os fechamentos vêm após troca de acusações entre os governos australiano e chinês acerca da crise do COVID-19

De acordo com as informações divulgadas pela a Consultoria Agrifatto, a Administração Geral da Alfândega da China suspendeu nesta segunda-feira a habilitação de quatro plantas frigoríficas australianas. O volume exportado de carne bovina para a China subiu 41% em março na comparação mensal, tornando a Austrália o 4º principal fornecedor chinês com 11% de marketshare.

Dentre as plantas que foram suspensas pela a potência asiática estão as unidades 170 e 235 da JBS, a unidade 239 da NCMC e a unidade 640 da KILCOY. “Os fechamentos vêm após troca de acusações entre os governos australiano e chinês acerca da crise do COVID-19, em que a Austrália solicitou investigações profundas sobre a origem do surto em Wuhan e da atuação do governo central da China”, ressaltou a consultoria.

Ainda segunda a Agrifatto, a China está sob suspeita da comunidade internacional de ter ocultado informações sobre a transmissão e patogenicidade do vírus, e usa a Austrália como exemplo de como poderá retaliar ações que apontem o dedo para sua atuação ao longo do surto.

As plantas bloqueadas estão entre as maiores habilitadas para exportar, a China enfrenta uma inflação de alimentos persistente que, apesar de ter desacelerado em março para 18,3%, está nos maiores patamares históricos já registrados em função a peste suína africana ter dizimado metade do rebanho suíno no país.

Fonte: Noticias Agrícolas

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Tecnologia australiana de despoluição de águas pode ser aplicada no Brasil – Agência Brasil

Tecnologia pode ser utilizada, inclusive, para a despoluição da Baía de GuanabaraArquivo Agência Brasil
Tecnologia pode ser utilizada, inclusive, para a despoluição da Baía de Guanabara (Arquivo Agência Brasil)

 

Testes feitos em parceria com pesquisadores da Universidade Santa Úrsula, do Rio de Janeiro, com o apoio da Universidade Curtin, da Austrália, mostraram que a tecnologia australiana The Water Cleanser pode despoluir águas de rios, lagoas, bacias e até da Baía de Guanabara. A tecnologia está aprovada em 15 países, tem 11 anos de mercado e patente mundial há cinco anos. Ela começou a ser aplicada em fazendas de ostras na Austrália, que são muito sensíveis à poluição, e demonstrou ser eficaz tanto no tratamento de água doce quanto de salgada.

O representante da tecnologia no Brasil, Joel de Oliveira, disse que os testes iniciais na Universidade Santa Úrsula conseguiram eliminar 75% das bactérias de tanques que reproduziam ambientes similares aos de rios e lagoas poluídas. Nessa pesquisa, foram usadas amostras de água da Lagoa Rodrigo de Freitas, onde vão ocorrer provas de remo durante os Jogos Olímpicos Rio 2016.

Nos tanques, os níveis de coliformes foram reduzidos próximo de zero. “Os resultados têm sido 100% positivos e nos provam que podemos deixar lagoas, rios e baías limpas em um curto espaço de tempo”, afirmou o coordenador do projeto na Universidade Santa Úrsula, Bruno Meurer.

A tecnologia australiana para despoluição de águas está sendo lançada no país pela empresa Greenpolis, criada por três empreendedores brasileiros com o objetivo de desenvolver soluções para a prevenção e recuperação de danos ao meio ambiente.

Joel de Oliveira informou que o mesmo experimento será feito com amostras da Lagoa da Conceição, em Florianópolis (SC), em conjunto com uma universidade da região. Estão em curso também negociações com outras universidades do país, com o mesmo objetivo de comprovar cientificamente a tecnologia australiana, que já resolveu problemas de águas poluídas nos Estados Unidos, no México, na Nova Zelândia, em Myanmar e na Tailândia, além da própria Austrália, onde a lei ambiental é bem rígida.

Oliveira disse que a tecnologia elimina qualquer possibilidade de surgimento de organismo estranho ao ecossistema daquele ambiente. “Em quatro semanas, já estava limpa a água nos tanques, na [Universidade] Santa Úrsula”, acrescentou.

A tecnologia usa oligoelementos, ou microminerais essenciais para os seres vivos, que facilitam para que as bactérias boas que já estejam no meio ambiente se reproduzam de maneira exponencialmente maior e mais rápido, limpando a água poluída. “Se tem uma lagoa, por exemplo, que está poluída, e se você parar de jogar esgoto ou qualquer outro tipo de poluição nela, ela vai ficar limpa, porque a natureza já tem as bactérias que vão comer hidrocarbonetos, gorduras, o esgoto propriamente dito. Só que isso pode demorar muito tempo”, comentou Oliveira.

A patente australiana agiliza o processo porque usa oligoelementos, como zinco e cobre, que ajudam as bactérias boas a se reproduzir e diluir mais rapidamente o dejeto nas águas. “Você não coloca bactérias na água, mas utiliza as bactérias que já estão ali. Você não traz nada criado em laboratório. Utiliza a natureza para limpar a natureza”. Joel de Oliveira confirmou que a tecnologia pode ser utilizada, inclusive, para a despoluição da Baía de Guanabara. Observou, entretanto, que “não adianta a gente tratar e a água continuar sendo poluída. A gente consegue mostrar para a população que a água vai ser tratada, mas é preciso que haja um projeto que estanque a entrada de esgoto na água”.

A intenção dos empreendedores brasileiros é oferecer a tecnologia a governos estaduais e a indústrias que usam muita água, como a cervejeira e a de papel. “A gente pode tratar a água antes e depois, de uma maneira natural, rápida e com melhor custo/benefício que existe”. Oliveira disse que empresas de saneamento básico, como a Sabesp, em São Paulo, a Pró-Lagos e a Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae), no Rio de Janeiro, que fazem tratamento de esgotos, podem reduzir acima de 30% seu custo operacional com a adoção da tecnologia australiana.

Edição: Graça Adjuto
Alana Gandra – Repórter da Agência Brasil
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Fatos e Acontecimentos

Estudantes de veterinária posam nus para calendário em prol da formatura

(Foto: Divulgação / Vets Uncovered)
(Foto: Divulgação / Vets Uncovered)

Uma turma de medicina veterinária na Austrália resolveu angariar dinheiro para o baile de formatura de uma forma diferente: fazendo um calendário nu com os integrantes da turma que se forma em 2015 pela James Cook University.

De acordo com o site criado para vender o calendário, eles preferiram ser corajosos para posarem em um “calendário nu muito divertido e de bom gosto” ao invés de promoverem os tradicionais churrascos e vendas de bolos. Além do dinheiro para o baile, 10% do que for arrecadado vão ser doados para entidades Black River and Districts Rural Fire Brigade, que fazem resgates de animais e ajudam eventos filantrópicos.

Posaram para as lentes do fotógrafo Vicki Miller 25 alunos, em uma propriedade perto de Townsville. Para quem acha que foi fácil, eles afirmam no site que não. “Nós estávamos nervosos e emocionados quando chegamos ao hotel, sem saber muito bem o que esperar. Quando chegou a hora de tirar a primeira foto, só os mais corajosos da classe se ofereceram”, contaram. Na segunda seção de fotos, até um professor se juntou a eles.

Além dos estudantes, posaram também cachorros, bois e cavalos. Turma se forma em 2015.

O calendário poderá ser comprado fora da Austrália, mas as vendas ainda não foram iniciadas. Custa 19.95 dólares australianos.

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(Foto: Divulgação / Vets Uncovered)

Fonte: Globo Rural