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Mercado pecuário

ExpoGenética 2020 será virtual e com 13 leilões

Com transmissão pela TV e canal na internet, a ExpoGenética 360° está programada para ocorrer entre os dias 15 e 23 de agosto.

Foto: Júlia Campos / ABCZ
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Manejo

Dicas de bem-estar animal para bovinos e ovinos de acordo com as cientistas Temple Gradin e Erika Voogd

A importância do bem-estar animal e as melhores técnicas para abate halal em bovinos e ovinos com as cientistas Temple Grandin e Erika Voogd

As cientistas renomadas Temple Grandin, Ph.D em Ciência animal e Erika Voogd, consultora da Voogd Consulting, Inc. e expertise em Bem-Estar Animal e Segurança Alimentar comentaram na webinar promovida pela Cdial Halal, no último dia 29, sobre o mercado halal e o bem-estar animal para bovinos e ovinos.

O evento contou com as boas vindas dos executivos, presidente Ahmad Ali Saifi e do CEO, Ali Saifi, da Cdial Halal e ao final, o Sheik Mohamad Al Bukai explicou com assertividade a importância da religião no processo halal.

Em sua fala, Ali Saifi lembrou que “o bem-estar animal e o halal é um conjunto. Nosso objetivo principal, como islâmicos, é respeitar o bem-estar animal, proporcionando um abate profissional, respeitando a jurisprudência islâmica. Deus nos dá a oportunidade de consumir animais, mas desde que os tratamos com dignidade. Como certificadores, independente das diversas culturas, fazemos com que as boas práticas sejam realizadas”, comenta o CEO da Cdial Halal, Ali Saifi.

Em seguida a doutora Temple Grandin iniciou a webinar ressaltando que os profissionais precisam ficar mais atentos aos movimentos dos animais para entender, aplicar as boas práticas de criação e é claro seu bem-estar animal.

Confira os itens mais comentados pelas doutoras Temple Grandin e Erika Voogd:

1-    Os animais que estão a caminho do abate sentem medo de pequenas coisas que as pessoas não percebem, como por exemplo, reflexo, iluminação forte, barulhos, estes fatos incomodam o bem-estar do animal.

2-    O gado deve ser acomodado de forma que todos os animais consigam descansar deitados e com espaço no curral. Amontoá-los de forma numerosa não é bem-estar.

3-    É preciso ter uma correta estabulação no curral. Verifique se piso não está liso e derrapante. Se mais de 1% dos animais caem durante o manejo, há problema no piso instalado.

4-    Para manusear o gado, não é aconselhado utilizar bastão elétrico e nem grite com o animal. Estes atos geram estresse.

Manuseio do gado com uma pá

5-    É muito comum mover o gado de forma silenciosa com um pandeiro como ferramenta para estimular o gado para a seringa de abate.

6-    Reflexos no chão fazem com que os animais tenham mais hesitação.

7-    Iluminar a entrada da área de contenção com luz portátil.

Uso de lâmpada portátil

8-  Bloquear o espaço de contenção dos raios solares com lonas, utilizar cortina para que o animal não veja a circulação de pessoas durante o caminho para o abate.

9-  A contagem de vocalização deve ser 5% ou menos.

Dicas de bem-estar animal

1.- Tolerância zero quanto à pendura do animal quando dá sinais de consciência.

2.- Realizar o corte na garganta imediatamente após a contenção. Utilizar facas afiadas para não causar desconforto ao animal. A faca deve ter o dobro do tamanho do pescoço do animal.

3.- Tolerância zero para esfolamento, escaldamento, remoção dos pelos ou de qualquer parte do animal que apresente quaisquer sinais de sensibilidade.

4.- O chão não deve ser escorregadio e nem de concreto grosso. Estes ambientes causam danos aos animais como má conformidade nas pernas, formação de cascos impróprios, entre outros.

5.- Para completar o ciclo, é estritamente necessário que haja manuseio correto e nutrição adequada aos animais.

6.- Não é correto acelerar o crescimento rápido dos novilhos. Devemos respeitar o tempo natural de crescimento.

7.- Todo o gado tem que ter espaço suficiente para se deitar sem que haja necessidade de se deitar um sobre o outro.

8.- Deve-se oferecer espaço mínimo para o transporte. Utilizar o mínimo de amônia durante a locomoção dos animais.

9.-  As auditorias precisam ser mais assertivas. Os padrões de diretrizes devem ser claramente escritos, os quais não devem ter diferentes interpretações subjetivas por pessoas diferentes. A manutenção de padrões altos requer medidas de prevenção quanto às práticas do manuseio, evitando deterioração.

10.- As equipes devem ser bem treinadas de forma objetiva e de única interpretação, para que não haja dúvida quanto ao manuseio dos animais.

Sistema moderno de rampas curvas para o abate.

 Cortina e papelão bloqueiam a visão dos animais, para que não vejam as pessoas e os equipamentos de abate.

A questão religiosa com Sheik Muhammad Albukai – As pessoas que realizam o abate halal precisam ser treinadas de forma espiritual. “O mercado halal é diferente dos outros. Halal não se resume apenas a forma como a degola é praticada, mas sim, a um conjunto de princípios e regras legislativas islâmicas, que devem ser seguidas e preservadas que envolvem inclusive como o animal deve ser tratado antes, durante e pós degola”, ressalta o sheik.

Há um versículo 6:38 do alcorão que diz: “Não existe ser algum que ande sobre a terra, nem aves que voem, que não constituam nações semelhantes a vós. Nada omitimos no Livro”. O Profeta Mohammad (que a paz e a benção de Deus estejam sobre ele) ressalta a importância de respeitar os animais. A relação do animal e o ser humano é muito forte. “Os animais, como os frangos, são bençãos de Deus ao ser humano. Nós, seres humanos, nos beneficiamos deles para nos alimentar, portanto, devemos respeitá-los. Para enfatizar nosso respeito a todas as espécies de animais, a sociedade islâmica em suas distintas capitais se dedicou a criação de hospitais específicos para tratamentos de enfermos. Há diversas entidades como Awqaf para cuidar exclusivamente de animais idosos em condições especiais; Waqf Al Marj Terra Verde em Damasco e a Waqf Gatos perdidos, entre outros. Ou seja, os animais na jurisprudência islâmica precisam ter direito à vida, à sua alimentação, não serem judiados e ter sua espécie protegida e preservada. Todos têm um único propósito: oferecer bem-estar animal”, finaliza sheik.

A Cdial Halal – uma das maiores e importantes certificadoras halal do Brasil. É única certificadora da América Latina acreditados pelos principais órgãos oficiais dos Emirados Árabes (EIAC) e do Golfo (GAC), o que confere seriedade e competência nos segmentos que atua. “São certificações que comprovam que seguimos as rígidas regras e garantimos a excelência e integridade dos produtos e empresas acreditadas. Somos a certificadora brasileira com maior número de categorias certificadas pelo GAC. Podemos certificar as categorias C, voltada a produtos de origem animal, e L, de produtos químicos. E recentemente, conquistamos mais cinco categorias, sendo: D (voltada para sucos); E (destinada para produtos industrializados com maior tempo de prateleira); F (produção de ração); H (Centros de Distribuição) e J (Transporte e Centros de Armazenagem)”, finaliza Saifi.

Lucia Nunes – diretora e jornalista responsável

Marianna Cardoso – assessoria de imprensa

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Agronotícias

Operação Trapaça: Abiec não espera danos à exportação de carne bovina

A deflagração, nesta segunda-feira, 6, da Operação Trapaça pela Polícia Federal (PF), terceira etapa da Operação Carne Fraca, não deve surtir efeito negativo sobre as exportações ligadas à cadeia de bovinos, uma vez que as unidades frigoríficas investigadas estão relacionadas à produção de aves, disse o presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne Bovina (Abiec), Antônio Jorge Camardelli.

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Fonte: Google

“A principal medida que deve ser tomada pela entidade é o reforço na interlocução com os compradores, no intuito de esclarecer que não há nenhuma relação com o setor de bovinos”, pontua o executivo.

Segundo Camardelli, a única preocupação da entidade é a de que a ocorrência de eventos como este acarrete um abalo generalizado à confiança do mercado internacional para com o País. “Com base nisso, já estamos reunidos com técnicos da Abiec para a preparação de um documento aos importadores, informando que se trata de um episódio pontual”, afirma.

A União Europeia, que já direcionou questionamentos ao governo brasileiro, deve ser um dos mercados a receberem o esclarecimento da entidade.

No ano passado, a exportação brasileira total de carne bovina – que considera o produto in natura, industrializado, além de cortes salgados e miúdos – alcançou 1,53 milhão de toneladas, volume 9,5% maior do que o total embarcado ao longo do ano anterior. “Com exceção do impacto negativo de 25% no primeiro mês da Carne Fraca, conseguimos até aumentar o preço médio do produto exportado”, comenta o executivo, reforçando que a primeira etapa da operação não afetou as vendas do setor.

O total da receita cambial com a exportações de 2017 foi de US$ 6,28 bilhões, o que representa um resultado 14% maior do que o obtido em 2016. Ainda segundo a Abiec, o melhor resultado mensal das exportações de carne bovina ocorrido em 2017 foi registrado em agosto, quando foram embarcadas quase 150 mil toneladas e faturados aproximadamente US$ 622 milhões – após a deflagração da Carne Fraca.

Fonte: BeefPoint

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Desenvolvimento

Rebanho de bovinos tem maior expansão da série histórica

Com alta de 1,4% em 2016, frente ao ano anterior, o efetivo nacional de bovinos atingiu a marca de 218,2 milhões de cabeças, a maior desde 1974, quando começou a série histórica. O Centro-Oeste concentrou 34,4% do rebanho nacional, com destaque para o Mato Grosso, que possui 30,3 milhões de cabeças (13,9% do total), um crescimento de 3,2%. Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso do Sul representaram, respectivamente, 10,8%, 10,5% e 10,0% do efetivo nacional. Entre os 20 municípios com os maiores efetivos, 13 estavam no Centro-Oeste, seis no Norte e um no Sul, com São Félix do Xingu (PA), Corumbá (MS) e Ribas do Rio Pardo (MS) como os maiores rebanhos.

As informações são da Pesquisa Pecuária Municipal (PPM), que investiga a criação animal e outras produções, como leite, lã, ovos de galinha e mel. A analista do IBGE, Mariana Oliveira, explica o contexto regional que contribuiu para o resultado da pesquisa: “A expansão do gado no Centro-Oeste é consequência da extensão do território, que favorece a pecuária de grande porte. Além disso, há a proximidade tanto com a indústria de abate, quanto com os centros de produção de grãos”, conta.

A região Norte, com 47,9 milhões de cabeças, teve o segundo maior efetivo do país, com alta de 1,7% em relação a 2015. De acordo com Mariana, “o deslocamento de bovinos para o Norte foi motivado pelos baixos preços das terras, pela disponibilidade hídrica e pelo clima favorável”. Pequenas altas ainda foram identificadas no Sudeste (0,8%) e no Sul (0,5%), além de baixa no Nordeste (-2,1%). Segundo Mariana, “a redução do rebanho no Nordeste pode ter sido influenciada, entre outros aspectos, por intempéries climáticas”, ressalta.

Se o destaque da PPM para a criação animal foi a quantidade de bovinos, o da produção foi o mel, com 39,59 mil toneladas produzidas, uma alta de 5,1%. Esse crescimento também foi registrado em termos financeiros, com R$ 470,51 milhões, um aumento de 31,5% em relação a 2015. A região Sul representa 43,1% da produção nacional de mel, com o município de Ortigueira/PR como maior produtor, seguido por Itatinga (SP) e Arapoti (PR). Sobre o aumento no valor produção, Mariana comenta que “foi uma consequência do crescimento da demanda pelo mel, que passou a ser um produto considerado mais saudável”.

Texto: Pedro Renaux e Luiz Bello
Gráfico: Simone Mello
Foto: Licia Rubinstein

Fonte: IBGE

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Pecuária

Brasil e Uruguai fecham acordo para comércio de embriões bovinos in vitro

Segundo o Mapa, entendimento com país vizinho contribui para aumentar exportação do produto brasileiro

Fonte: Internet
Fonte: Internet

O Brasil e o Uruguai fecharam acordo para o comércio bilateral de embriões bovinos in vitro (fertilizados em laboratório). Na avaliação do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), esse é mais um passo importante para a ampliação das exportações da genética bovina brasileira.

No mês passado, o Brasil assinou acordo com o mesmo objetivo com a Bolívia. Hoje, os embriões de bovinos brasileiros in vitro já são exportados para o Paraguai, Costa Rica, Botswana, Moçambique, República Dominicana e Etiópia. Esses mercados foram abertos de 2015 para cá.
 
De acordo com o Departamento de Saúde Animal (DSA) do Mapa, a ampliação das exportações de embriões de bovinos in vitro foi debatida durante a Reunião Anual da Sociedade Brasileira de Transferência de Embriões (SBTE), em agosto de 2014.

Naquela ocasião, representantes do Mapa, da SBTE e da Sociedade Internacional de Transferência de Embriões (IETS) se comprometeram a contribuir na discussão de acordos sanitários voltadas ao aumento do comércio internacional de embriões de bovinos in vitro.

O diagnóstico feito à época era o de que o estabelecimento de protocolos sanitários entre países para o comércio de embriões in vitro era incipiente em escola global. Isso ocorria principalmente por causa da falta de conhecimento científico para balizar a fixação de requisitos sanitários pelos serviços veterinários oficiais, o que era necessário para possibilitar as exportações de genética bovina com a preservação da saúde dos rebanhos.

Por isso, segundo o DSA, foi firmado o compromisso para superar esse desafio, com objetivo de atender a grande demanda do mercado externo pela genética bovina brasileira por meio da compra de embriões em vitro.

Fonte: Notícias Agrícolas  

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Pecuária

São Félix do Xingu tinha maior rebanho bovino do País em 2015 – Globo Rural

De acordo com o IBGE, município paraense tinha 2,22 milhões de cabeças de gado

Foto: Ernesto de Souza/Ed. Globo
Foto: Ernesto de Souza/Ed. Globo

O número total de bovinos no País foi de 215,2 milhões de cabeças em 2015, um aumento de 1,3% em relação a 2014. O maior rebanho era o de São Félix do Xingu (PA), com 2.222.949 cabeças no último dia do ano, seguido por Corumbá (MS), Ribas do Rio Pardo (MS), Cáceres (MT) e Marabá (PA). Os dados são da Pesquisa Pecuária Municipal 2015, divulgada nesta quinta-feira (29/9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Entre os 20 municípios com os maiores efetivos, 13 eram do Centro-Oeste; cinco, no Norte; e dois, no Sul do País. Em 2015, 5.529 municípios apresentaram criação de bovinos.De acordo com o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (United States Department of Agriculture – USDA), o Brasil deteve o segundo maior efetivo de bovinos, sendo responsável por 22,5% do rebanho mundial, atrás apenas da Índia.

O País foi também o segundo maior produtor de carne bovina no ano, com 16,3% da produção global. Em relação à exportação de carne bovina, o Brasil ocupou a terceira posição do ranking internacional, atrás da Índia e Austrália.

O efetivo de vacas ordenhadas foi de 21,75 milhões de animais em 2015, uma queda de 5,5% em relação a 2014. Do rebanho total de bovinos, 10,1% eram vacas ordenhadas. Os municípios de Ibiá, Prata e Monte Alegre de Minas, todos em Minas Gerais, ocuparam as primeiras posições do ranking nacional. Segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, o Brasil apresentou o terceiro maior efetivo de vacas leiteiras, atrás de Índia e União Europeia.

A produção de leite foi de 35 bilhões de litros, uma retração de 0,4% em relação ao ano anterior. A produção de leite ocorreu em 5.500 municípios em 2015 e a primeira posição continuou com Castro (PR), com 250 milhões de litros, seguido pelos municípios de Patos de Minas (MG), com 149,65 milhões de litros, e Carambeí (PR), com 140,00 milhões de litros.

O preço médio nacional foi de R$ 0,99 por litro de leite, gerando um valor de produção de R$ 34,71 bilhões. O maior preço médio foi encontrado no Nordeste (R$ 1,18 por litro), enquanto o menor, no Norte do País (R$ 0,87 por litro). A diferença entre o total de leite produzido no Brasil (35 bilhões de litros) apurado pela Pesquisa da Pecuária Municipal e a quantidade de leite cru adquirida pelos laticínios sob inspeção sanitária (24,06 bilhões de litros), obtida pela Pesquisa Trimestral do Leite, também do IBGE, reflete a produção nacional de leite não fiscalizada.

Fonte: Globo Rural

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Pecuária

Como lidar com os surtos da mosca-dos-estábulos – Embrapa

O Dia de Campo na TV vai falar sobre as pesquisas que estão ajudando pecuaristas a lidar com o surto da mosca-dos-estábulos, um parasita que causa milhões de dólares de prejuízos anualmente ao rebanho brasileiro. Pesquisas estão em andamento buscando um controle mais efetivo da mosca-dos-estábulos. Os trabalhos envolvem controle biológico, controle químico, utilização de armadilhas e manejo.

Foto: Paulo Cançado
Foto: Paulo Cançado

A infestação da mosca-dos-estábulos cresce e se torna preocupante para o Brasil em pelo menos cinco estados: São Paulo, seguido do Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso são os que mais sofrem com o problema. No controle biológico o estudo está sendo feito com bactérias e venenos de animais peçonhentos de ação inseticida. Segundo o pesquisador Paulo Cançado, os bovinos são os mais afetados com perdas de 10% a 30% no ganho de peso e até 50% de redução na produção leiteira.

Os surtos aumentam devido à expansão da produção de cana-de-açucar e pela proibição da queima da cana. O manejo dos resíduos de cana-de-açúcar nas usinas alcooleiras é um dos cuidados que se deve ter na hora de combater a mosca-dos estábulos. O trabalho conjunto entre usinas e fazenda contribui para o sucesso no controle da mosca-dos-estábulos.

O programa traz as recomendações técnicas para reduzir a presença do inseto em propriedades pecuárias e mostra que com ações integradas para resolver o problema será possível contribuir para o desenvolvimento sustentável de duas importantes cadeias produtivas do agronegócio brasileiro.

O Dia de Campo na TV  “Como lidar com os surtos da mosca-dos-estábulos” foi produzido pela Embrapa Informação Tecnológica (Brasília/DF) em parceria com a Embrapa Gado de Corte (Campo Grande/MS), unidades da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Além do tema principal o programa aborda outros assuntos nos quadros – Agência Embrapa de Notícias, Sempre em Dia; Repórter em Campo; Na Mesa; Quem quer ser cientista; Minuto do Livro e Ciência e Tecnologia em Debate.

Assista ao programa (horário de Brasília):
Canal Rural (Net/Sky) – sexta-feira, às 9h
TV Câmara – sábado, às 7h, e reprise domingo no mesmo horário
NBR (TV do Governo Federal) – sexta-feira, a partir de 19h30

Eliana Cezar (DRT 15.410/SP)
Embrapa Gado de Corte

Fonte: Embrapa

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Mercado pecuário

Minas Gerais realiza a maior operação de exportação de bovinos vivos de toda história do Estado – CRPBZ

Pecuaristas e empresários do ramo de transporte de animais vivos apostam na demanda de bovinos e búfalos em países como Egito e Turquia. Nesse caminho, empresa de Minas realiza maior operação do gênero envolvendo 4,7 mil animais.

A crise econômica intensa pela qual passa a Venezuela – um histórico comprador de bovinos e bubalinos vivos do Brasil – faz com que o País tenha buscado novos mercados. O melhor exemplo disto foi o restabelecimento do comércio bilaterais com o Egito e a Turquia, que desde 2014 embargaram o gado brasileiro vivo exportado, em razão de interpretações divergentes sobre teste laboratoriais de febre aftosa.
De acordo com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), entre os anos de 2009 e 2014, o Brasil forneceu regularmente bovinos para abate no Egito. Nestes anos foram embarcados 75 mil cabeças de gado para o país africano. No segundo semestre de 2014, as exportações foram interrompidas. Os exames para detecção da febre aftosa, alvo da suspensão das exportações brasileiras, integravam o protocolo firmado na época entre os parceiros comerciais. Os dois países passaram, então, a renegociar certificado veterinário que não impedisse o desembarque dos animais no Egito.

(foto: Wagner Tamietti/Divulgação)
(foto: Wagner Tamietti/Divulgação)

Bois embarcando

O acordo que permite a exportação de animais vivos para a Turquia foi fechado em 24 de agosto do ano passado. E os exportadores brasileiros não perderam tempo. Prova disso é que a AgroExport, única empresa mineira especializada na venda de animais vivos para o exterior, com sede em Uberaba, embarcou no dia 7 de junho deste ano 4.750 bovinos para engorda em fazendas de clientes turcos. Esta é a maior operação do tipo já feita por Minas, segundo o diretor da AgroExport, Alexandre de Castro Cunha Carvalho.

Entre 160 e 180 caminhões que saíram do Triângulo Mineiro rumo ao Porto de São Sebastião, no litoral paulista. “Apesar dos riscos e do fato de ser um negócio ainda novo no Brasil, é um mercado interessante”, observa Carvalho, lembrando que outros dois destinos liberados recentemente também apresentam novas oportunidades para exportação: Iraque e Jordânia.

“Esse tipo de abertura fomenta a pecuária de uma maneira geral. Abrir o mercado é o que a gente sempre está procurando, pois se torna uma alternativa para os pecuaristas”, comenta o gerente de relações internacionais da Associação Brasileira de Criadores de Zebu, Mário Karpinskas Júnior. Ele diz que, a Venezuela, um dos principais compradores de bovinos vivos do Brasil, está há dois anos sofrendo forte crise econômica, que impactou nas importações do país e, consequentemente, atingiu o mercado brasileiro.

“Há, ainda, a Turquia e o Líbano, que compram bastante. E estamos confiantes de que novos mercados vão se abrir daqui pra frente”, antecipa Karpinskas. Carvalho, da AgroExport, observa que os venezuelanos, antes os principais clientes da empresa, deixaram de comprar animais há cerca de um ano. “Vendíamos muito pra lá, mas agora eles não conseguem dólar para quitar as cartas de crédito. Se está faltando até medicamento, não é diferente com comida e carne”, conta.

Segundo Karpinskas, 20% do que se produz de carne no país é exportado. E, quando se trata de bovinos vivos, esse percentual é bem menor. “O mercado interno ainda é o mais forte. No entanto, há muito consumidor para o gado fora do país, principalmente, nesse tipo de negócio que envolve mercados diferentes. Na Turquia, por exemplo, eles exigem o gado novilho (adolescente) destinado à criação para o abate”, afirma. Minas Gerais, por exemplo, segundo ele, se destaca neste mercado com animais para reprodução. “Com o porto de Belém, no Pará, compensa mais a exportação por lá. Aqui em Minas, os bovinos e búfalos são vendidos para reprodução. Os animais têm genética superior, afinal, o estado é um grande provedor de animais de genética apurada.”

A coordenadora da Assessoria Técnica da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (Faemg), Aline de Freitas Veloso, destaca que o Pará é o principal estado exportador de bovinos vivos. “A logística favorece os negócios”, observa. Além da localização favorável, Alexandre Carvalho conta que no estado também há uma oferta maior de animais que podem ser comprados para atender clientes estrangeiros. A AgroExport tem filiais naquele estado e no Maranhão. Desde 1988, a empresa já exportou cerca de 1 milhão de animais vivos para 20 países. A maioria foi embarcada a partir do Pará.

Aline Veloso lembra que o acidente ocorrido em outubro do ano passado no cais do porto de Vila do Conde – em Barcarena, Nordeste do Pará -, quando um navio que levava 5 mil bois vivos naufragou, atrapalhou os negócios relacionados à exportação. Carvalho confirma. “Era o principal porto para este tipo de carga”, recorda. As atividades, agora, estão sendo normalizadas gradativamente, mas análises ainda estão em curso para a liberação total do porto. “A expectativa agora é de retomada”, afirma o empresário.

Fonte: Luciane Evans, Graziela Reis / Jornal Estado de Minas
Adaptação: Equipe CRPBZ

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Pecuária

SP: São Paulo avança no controle e erradicação da brucelose bovina

Dados do sistema informatizado Gedave, da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do estado de São Paulo mostram os avanços na proteção dos bovídeos contra a brucelose bovina. O Estado fechou o ano de 2015 com 91,26% das fêmeas bovinas e bubalinas vacinadas entre 3 a 8 meses de idade. O índice registrado é 2,31% superior a 2014, quando chegou a 88,95% das fêmeas vacinadas.

O Estado vem registrando índices crescentes de vacinação contra a brucelose, comprovados nos dados registrados em 2013 com 83,55% das fêmeas vacinadas, em 2012, com 81,86% e em 2011 com o índice de 81,23.

gado0041jpg145372346156a60f45b32dc[1]O número total de bovídeos com idade em receber a vacinação contra a brucelose no ano foi de 940.155 cabeças, deste total, 858.125 receberam a vacinação. Das propriedades com bovídeos (bovinos e bubalinos) cadastradas no sistema, 82,80% vacinaram seus animais durante 2015.

O destaque durante o segundo semestre de 2015 foi a bubalinocultura, que registrou um aumento no índice de vacinação. De acordo com o médico veterinário da Secretaria, que atua na Coordenadoria de Defesa Agropecuária e responsável pelo Programa Estadual de Controle e Erradicação da Brucelose e Tuberculose, Klaus Saldanha Hellwig, a comparação com o primeiro semestre, o número de bubalinos vacinados foi 16,92% superior, tendo sido vacinadas 5.505 cabeças na faixa etária de 3 a 8 meses, contra as 2.300 vacinadas no primeiro semestre. “Em termos de propriedade houve um aumento de 11,32%. Isso nos deixa otimista, pois o setor da bubalinocultura está caminhando com profissionalismo para os mesmos patamares representados pela bovinocultura” disse.

Contra a brucelose a vacinação é feita uma única vez na vida das fêmeas bovinas ou bubalinas, com idade entre 3 a 8 meses e precisa ser realizada por um profissional médico veterinário, cadastrado no serviço oficial de defesa agropecuária do Estado por ser uma vacina viva, podendo infectar o manipulador. Esse profissional além de garantir a correta aplicação e cuidados de manipulação, fornece o atestado de vacinação ao produtor. Na página da Defesa na internet (http://www.cda.sp.gov.br/www/credenciados/index.php) estão disponíveis os contatos dos 2.935 profissionais cadastrados para realizar a vacinação no Estado.

Hellwig explica que a legislação estabelece que após fazer a vacinação, o médico veterinário tem três dias para informar a realização da vacinação no sistema Gedave e o produtor tem o prazo de três dias para confirmar a execução, ficando assim com sua situação em dia com a sanidade do rebanho.

A vacinação contra a brucelose não tem data específica para ocorrer. O calendário estabelecido no Estado é que as fêmeas vacinadas entre dezembro a maio devem ser declaradas no sistema Gedave até 7 de junho e as vacinadas entre os meses de junho novembro, devem ser informadas até 7 de dezembro.

Os bons índices de 2015 refletem a importância do produtor para com a sanidade dos animais e a aproximação da nossa equipe com os médicos veterinários cadastrados e habilitados para as execuções das atividades do programa estadual de controle e erradicação da doença com a realização de reuniões pelos 40 Escritórios de Defesa Agropecuária para aprimoramento e padronização das execuções”, disse Fernando Gomes Buchala, coordenador da Defesa Agropecuária de São Paulo

Brucelose

É uma zoonose (doença que acomete os animais e o homem) infecto-contagiosa causada pela bactéria Brucellaabortus. Nos bovinos pode causar abortamento; nascimento de bezerros fracos; retenção de placenta; repetição de cio e descargas uterinas com grande eliminação da bactéria, além de inflamação nos testículos. Em São Paulo a vacinação é obrigatória desde 2002.

Fonte: SigaMais

(http://www.sigamais.com/noticias/agronegocio/sao-paulo-avanca-no-controle-e-erradicacao-da-brucelose-bovina/)

 

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Fatos e Acontecimentos

Desafio no Pará: Como tirar 4 600 Bois do Fundo do Rio

Navio afundou no início do mês. A operação custará 30 milhões de dólares e vai durar até janeiro.
Como tirar 4600 bois afogados do fundo do rio, a uma profundidade de 13 metros? É esse o desafio que começará a ser enfrentado nas próximas semanas, em Barcarena, no Pará, na maior operação desse tipo na história.

alx_para-bois_mortos-praia-2015-8899-jpg_1_originalO problema veio à tona no último dia seis, quando o navio de bandeira libanesa Haidar adernou para bombordo e depois de poucos minutos naufragou no píer de atracação número 02 no porto de Vila do Conde, em Barcarena. O acidente ganhou atenção mundial pela carga peculiar e imensa: 4 965 bois vivos, dos quais cerca de 4 600 agora jazem no fundo do rio Pará.

VEJA teve acesso a um documento enviado pela Companhia Docas do Pará aos órgãos ambientais, que detalha um planejamento da operação. O plano, que ainda tem que ser aprimorado, prevê a utilização de dez mergulhadores. Eles irão até o naufrágio e vão abrir as portas que interligam as baias de armazenamento de animais. Uma vez que isso tiver sido feito, as carcaças então deverão flutuar e atingir a superfície.

O passo seguinte será içar as mais de 2 000 toneladas de bois mortos com um guindaste instalado numa embarcação com rampa móvel na proa. Depois de retiradas da água, as carcaças devem ser acondicionadas em containers e levadas para um aterro impermeável, onde serão enterradas.

O destino dos 4600 cadáveres bovinos foi motivo de controvérsia entre os órgãos ambientais. Foram discutidas várias outras hipóteses, como: colocar as carcaças numa balsa, selar e afundá-la em alto mar; queimá-las num incinerador; e até cavar buracos para queimar as carcaças dentro.

As carcaças terão de ser retiradas do fundo do mar para evitar que a sua decomposição contamine toda a região. “Como o acidente aconteceu no porto, próximo da cidade, é necessário fazer a salvatagem para minimizar o impacto”, explica Parsifal Pontes, diretor-presidente da Companhia Docas do Pará, autoridade portuária responsável pelo local do acidente.

Enquanto durar este trabalho não é seguro que os pescadores atuem na região. O Ministério dos Portos e a Companhia Docas do Pará anunciaram que as famílias afetadas irão receber mensalmente 5 000 cestas básicas e um subsídio de um salário mínimo até que o problema esteja resolvido.

A carga, que pertencia à empresa barretense Minerva Foods, estava sob a responsabilidade da empresa libanesa Tamara Shipping. A estimativa é que serão gastos 30 milhões de dólares com o trabalho de resgate, quantia três vezes superior ao valor da embarcação. Os trabalhos para a retirada de 600 000 litros de óleo dos tanques do navio começaram na última semana e devem durar 19 dias.

A retirada está sendo feita pela empresa holandesa Mammoet, que também atuou na salvatagem do Costa Concordia, na Itália. Mais de 10 000 litros vazaram da área de contenção e chegaram a afetar a pesca nas ilhas vizinhas a Belém, capital do estado.

Depois disso, começa o trabalho para a remoção das carcaças dos bois, previsto para terminar apenas em janeiro. “Elas precisam ser retiradas de lá o quanto antes. A ingestão de peixes contaminados pelas aminas liberadas na putrefação dos bois pode ser fatal”, diz Simone Pereira, coordenadora do Laboratório de Química Analítica e Ambiental da Universidade Federal do Pará.

Fonte: www.veja.abril.com.br