Categorias
Agronotícias Pecuária

OIE diz que casos de vaca louca não representam risco para a pecuária brasileira

Os informes de notificação imediata referentes aos dois casos atípicos de Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB) em frigoríficos de Minas Gerais e de Mato Grosso, divulgados nesta segunda-feira (6) pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) deixam mais tranquilos os produtores brasileiros.

Os resultados obtidos apontam que esses casos da doença conhecida popularmente como “vaca louca” foram concluídos por não representarem risco para a cadeia de produção bovina do país. Os informes foram apresentados pelo Serviço Veterinário Oficial do Brasil.

Os casos ocorreram de forma independente e isolada e foram confirmados pelo laboratório de referência internacional da OIE, localizado no Canadá, na última sexta-feira (3).

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) reforçou que o Brasil mantém sua classificação como país de risco insignificante para a doença, não justificando qualquer impacto no comércio de animais e seus produtos e subprodutos.

Com informações da Imprensa MAPA.

Categorias
Agronotícias Pecuária

Começa nova etapa da vacinação contra febre aftosa no Brasil

O último foco da doença no Brasil ocorreu em 2006; desde 2018, o Brasil é reconhecido internacionalmente como livre de febre aftosa.

 

Cerca de 78 milhões de bovinos e bubalinos com até 2 anos de idade são o alvo da segunda etapa da campanha nacional de vacinação contra a febre aftosa de 2021, que começa nesta segunda-feira, 1º.

A doença, que também afeta caprinos, ovinos e suínos, traz prejuízos e restrições na comercialização de produtos pecuários.

O último foco da doença no Brasil ocorreu em 2006. Desde 2018, todo o território brasileiro é reconhecido internacionalmente como livre de febre aftosa (zonas com e sem vacinação) pela Organização Mundial da Saúde Animal (OIE).

Das 19 unidades da Federação que fazem a vacinação neste período, no Amazonas e em Mato Grosso participam apenas os municípios que ainda não têm reconhecimento de áreas livres de febre aftosa sem vacinação.

Zonas livres de aftosa sem vacinação

Nos estados reconhecidos como livres de febre aftosa sem vacinação – Acre, Paraná, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, parte do Amazonas e Mato Grosso –, é proibida a aplicação e comercialização desse imunizante.

Conforme o Plano Estratégico do Programa Nacional de Vigilância para a Febre Aftosa (Pnefa) 2017-2026, a meta é que todo o território brasileiro seja considerado livre de febre aftosa sem vacinação até 2026. Atualmente, em torno de 70 países têm esse reconhecimento pela OIE.

 

 

Recomendações

Segundo o Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (Mapa), os criadores devem adquirir as vacinas em revendas autorizadas e mantidas entre 2°C e 8°C, desde a aquisição até o momento da utilização – incluindo o transporte e a aplicação, já na fazenda.

Devem ser usadas agulhas novas para aplicação da dose de 2 mililitros na tábua do pescoço de cada animal, preferindo as horas mais frescas do dia, para fazer a contenção adequada dos animais e a aplicação da vacina.

Além de vacinar o rebanho, o produtor deve também declarar ao órgão de defesa sanitária animal de seu estado. A declaração de vacinação deve ser feita de forma online ou, quando não for possível, presencialmente nos postos designados pelo serviço veterinário estadual nos prazos estipulados. Em caso de dúvidas, o criador deve procurar o órgão de defesa sanitária animal da sua região.

Por: Agência Brasil

Categorias
Agronotícias

Vaca louca na Alemanha

Apesar de a definição de doença emergente só se aplicar a doenças ainda não incluídas na Lista da OIE, ela traz consigo vários conceitos já conhecidos e aplicados pelos países e os reforça, vejamos:

“Antes de realizar a avaliação, deve-se avaliar se a força das evidências científicas disponíveis é suficiente para tomar uma decisão sobre os  casos de doenças animais”

“Para ser suficiente, a informação científica disponível deve fornecer evidências sobre a suscetibilidade, virulência e impacto no animal hospedeiro e achados epidemiológicos sobre o papel potencial que pode desempenhar na epidemiologia da doença, incluindo na transmissão e distribuição de doenças e impacto em humanos ou animais saúde. As informações devem vir de uma fonte confiável.”

Diferentemente do Brasil, a Alemanha não deverá sofrer qualquer impacto no seu setor produtivo e exportador, inclusive para a China, pois não exporta carne bovina para aquele país, e mesmo que exportasse não teria assinado ou acordado com o protocolo igual ao que o Brasil se submeteu.

O Protocolo Sanitário com a China exige a suspensão imediata das exportações totais quando ocorre a identificação da doença. O resultado são dezenas – talvez centenas – de milhares de toneladas de carne que deixarão de ser vendidas à China temporariamente.

Trata-se de medida protecionista, burocrática e arbitrária, sem falar estar flagrantemente em desacordo com as regras da OIE.

Há mais de dois meses o Brasil amarga um embargo que acarreta impactos bilionários na cadeia produtiva da carne bovina, por conta deste protocolo. Dos países que exportam volumes consideráveis para a China, como Estados Unidos, Canadá, Uruguai, Austrália e Argentina, nenhum deles – que se registre – assinou qualquer tipo de protocolo com os chineses, como o Brasil.

O fato é: estamos amarrados – por enquanto- ao protocolo sanitário. Mas o Brasil sempre pode inovar, um novo mal-estar foi criado entre Brasil e China pelas mais de 187 mil toneladas exportadas em setembro, portanto após o auto embargo do Brasil para as exportações de carne bovina, declarado no dia 4 de agosto.

Essa “falha” fez com que o mês de setembro gerasse a maior exportação para o período, no comparativo anual, cerca de 30% a mais. Ao longo do embargo tenho visto muitos especialistas tentarem interpretar o protocolo e o que ele diz de fato.

O artigo 4º, item 4 estabelece: “caso haja uma nova ocorrência de BSE, o MAPA deverá suspender imediatamente e temporariamente as exportações de carne bovina à China”. Cada um interpretou da forma que mais lhe conviesse, como suspender somente após o auto embargo, que a carne produzida antes do dia 4 de agosto estaria liberada. Não, o protocolo é muito claro; “suspender imediatamente as exportações”.

Contribuiu para esse desencontro de informações a diretriz adotada pelo Departamento de Produtos de Origem Animal (DIPOA) em afirmar que, a partir do dia 4 não certificaria mais carregamentos para a China, diverso daquele de 2019 dando margem para outros entendimentos. Suspensão das exportações não é o mesmo que suspensão da certificação.

Em 2019, último episódio de BSE ocorrido em território nacional, o DIPOA, agiu de modo diferente, em que pese o protocolo ainda fosse o mesmo que o atual desde então. O que mudou?

Como já asseverei, o prazo para a retomada das exportações aos chineses segue sendo uma incógnita. Apenas eles podem responder a essa legítima preocupação. E o farão, no tempo e na estratégia deles.

No entanto, independentemente deste enorme desafio, que é o de se reestabelecer as exportações e a confiança chinesa o mais rápido possível, minimizando os impactos econômicos para o país, certamente, as autoridades brasileiras seguem em constante e intenso contato com as autoridades sanitárias chinesas da GACC.

 

Por: Otávio Hermont Cançado
De Lassus Agribusiness Consulting Boutique

 

Categorias
Agronegócio

Brasil é referência na aplicação de economia circular em embalagens de defensivos agrícolas

As embalagens de defensivos agrícolas possuem um destino ambientalmente correto no Brasil, por mérito do Sistema Campo Limpo, programa gerenciado pelo InpEV – Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias, que apresenta um índice de 94% no encaminhamento sustentável das embalagens primárias comercializadas em todo território nacional. Com isso, tanto o país como o programa são considerados referências globais na aplicação dos conceitos de economia circular nesse segmento.

Conforme informações trazidas pelo engenheiro agrônomo João Cesar Rando, diretor-presidente do InpEV (Instituto Nacional de Processamento de Embalagens), durante o BW Talks Siga a Rota da Logística Reversa, desde a criação do programa, em 2002, até o ano passado, mais de 630 mil toneladas de embalagens vazias foram destinadas de forma correta. “Para este ano, devemos receber entre 53 e 54 mil toneladas”, estimou. O evento online foi promovido pelo Movimento BW, iniciativa da Associação Brasileira de Tecnologia para Construção e Mineração (Sobratema), no dia 30 de setembro.

Além desse montante expressivo, o InpEV, em parceria com a Fundação Espaço Eco, realizou estudos para avaliar os impactos ambientais e econômicos do sistema, que ressaltam a importância da implementação desse programa em nível nacional, como por exemplo, a economia de energia de 36 bilhões de megajoules, valor suficiente para abastecer 5,2 milhões de casas por um ano, e a extração 20 vezes menor de recursos naturais. Em relação ao impacto nas mudanças climáticas, o sistema evitou a emissão de 823 mil toneladas de CO2eq na atmosfera, ou o equivalente à 1,8 milhão de barris de petróleo não extraídos.

De acordo com Rando, o Sistema Campo Limpo foi idealizado no conceito de logística reversa, integrando a cadeia produtiva em um objetivo comum e, ao mesmo tempo, atendendo, desde sua criação, aos critérios ESG (Governança Ambiental, Social e Corporativa), uma vez que trabalha conceitos de economia circular, conserva o meio ambiente e promove a geração de mais de 1000 empregos diretos. O programa está assentado em quatro pilares: legislação, integração (responsabilidade compartilhada), educação e conscientização, e gestão de processos e informações.

Atualmente, são atendidas 1,8 milhão de propriedades agrícolas que fazem o uso do defensivo agrícola, com a participação de mais de 130 fabricantes e 267 associações de cooperativas e distribuidores. O sistema conta ainda com mais de 400 unidades de recebimento das embalagens, além de promover recebimentos itinerantes para atender produtores com dificuldade de movimentação e regiões onde não existem cadeias produtivas estruturadas. “Antes da pandemia, tivemos 5 mil recebimentos itinerantes em todo país. Mesmo com as restrições da pandemia, ano passado, foram quase 4 mil”, disse Rando.

O transporte das embalagens é realizado pelo InpEV, levando esses resíduos aos recicladores e incineradores parceiros. Para manter a logística eficiente, adotou-se uma gestão de processos e informação, que orienta a tomada de decisão, tem foco na eficiência e produtividade, contribui para a redução de custo e para a captura de valor. “Todos os nossos processos são bem-organizados”, pontuou Rando, que acrescentou que foi necessário o desenvolvimento de sistemas para suportar toda a operação. Hoje, cerca de 70 caminhões trafegam pelas estradas do país diariamente com as embalagens vazias de defensivos agrícolas.

Entre as tecnologias citadas pelo CEO do InpEV está o agendamento online de devolução de embalagens vazias, que permitiu ao sistema receber informações sobre o volume de devolução dos produtores rurais, organizado de forma mais assertiva a logística. “Estamos trabalhando para implantar também um sistema de código de barras, a fim de automatizar e agilizar as informações”, comentou.

Quando as embalagens são recicladas, elas se tornam novos produtos para a construção civil, indústria automotiva, energia e indústria moveleira. Os artefatos também estão sendo transformados em novas embalagens e tampas para atender as indústrias de defensivos agrícolas. O InpEV, inclusive, montou a primeira fábrica que recicla e produz embalagens, a partir da resina plástica reciclada, com certificação das Nações Unidas.

Além de receber as embalagens, o sistema também tem atuado para receber as sobras dos defensivos agrícolas pós-consumo dos produtores rurais, regularmente fabricados e comercializados. São mais de 160 unidades para receber essas sobras e dar a destinação e tratamento ambientalmente adequados a esses resíduos.

 

Por: Noticias Agrícolas

 

Categorias
Sicredi

Sicredi Sudoeste abre processo seletivo com vagas em Mato Grosso e Pará

Com atuação nos dois estados, cooperativa Sicredi Sudoeste MT/PA oferta mais de 40 vagas para contratação imediata.

 

 

A Sicredi Sudoeste MT/PA abriu processo seletivo para diversas áreas de atuação com vagas para Mato Grosso e Pará. As inscrições podem ser realizadas no site https://bityli.com/ZiyVq, com vagas para contratação imediata e oportunidades para talentos. Os interessados poderão se inscrever até o dia 12 de setembro.

Em Mato Grosso as oportunidades são para cidades da área de atuação da Cooperativa que abrange as regiões de Várzea Grande, Tangará da Serra, Cáceres, Arenápolis e Sapezal. Já no Pará há vagas para contratação imediata nos municípios de Ulianópolis, Dom Eliseu, Tailândia, Abel Figueiredo, Goianésia, Barcarena, Bom Jesus do Tocantins, Eldorado dos Carajás, Breu Branco, Conceição do Araguaia, São Félix do Xingu, Concórdia do Pará, Moju, São Domingos do Capim, Mãe do Rio, Jacundá, São Miguel do Guamá, Ipixuna do Pará, Igarapé-Miri, Acará e Baião. Outras cidades da região sudeste do Pará também contam com oportunidades.

A abertura de novos postos de trabalho oferecidos pela cooperativa segue a mesma tendência da instituição financeira no cenário nacional, que mesmo com a pandemia, continuou a registrar bons números. Ao contrário do que vem acontecendo com instituições bancárias, onde o número de demissões tem aumentado e o número de agências diminuído, o Sicredi no último ano aumentou seu quadro de colaboradores e de agências físicas.

No Brasil, o Sicredi passou de 29,1 mil colaboradores no primeiro semestre de 2020 para 31,2 mil colaboradores até o final do primeiro semestre de 2021 e ainda aumentou o número de pontos de atendimento de 1.919 para 2.081 unidades. Além das oportunidades de crescimento dentro da própria cooperativa, os benefícios oferecidos pela também são bons atrativos para os candidatos. Participação no resultado, plano de saúde, odontológico e vale alimentação são alguns dos benefícios aproveitados pelos colaboradores.

O presidente da Sicredi Sudoeste MT/PA, Antonio Geraldo Wrobel, destaca que a abertura de novas vagas segue a estratégia de expansão física da cooperativa, e aproveita a oportunidade de ocupar localidades que outras instituições não chegam ou deixaram de atuar, além de oferecer novos postos de trabalho. “Essa é uma característica do Sicredi, de estar mais próximo de seu associado independente do local em que ele esteja. Além disso, são oportunidades para que mais pessoas conheçam o cooperativismo e possam fazer parte dele, sendo colaborador ou associado, pois estes dois lados do balcão trazem muitos benefícios para a sociedade”, pontua.

Sobre a Cooperativa

A Cooperativa Sicredi Sudoeste MT/PA possui mais de 120 mil associados e 41 agências localizadas em 34 dos 97 municípios que fazem parte da área de atuação no Mato Grosso e Pará.

Área de ação, sempre referendada pela Central Sicredi Centro Norte, circunscrita aos seguintes municípios do estado de Mato Grosso: Alto Paraguai, Arenápolis, Barão de Melgaço, Barra do Bugres, Cáceres, Campo Novo do Parecis, Campos de Júlio, Curvelândia, Denise, Diamantino, Glória D’Oeste, Mirassol D’Oeste, Nortelândia, Nossa Senhora do Livramento, Nova Marilândia, Nova Olímpia, Poconé, Porto Esperidião, Porto Estrela, Santo Afonso, Santo Antonio do Leverger, Sapezal, Tangará da Serra, Várzea Grande; e também aos seguintes municípios do Estado do Pará: Abaetetuba, Abel Figueiredo, Acará, Água Azul do Norte, Anapu, Aurora do Pará, Baião, Bannach, Barcarena, Benevides, Bom Jesus do Tocantins, Bonito, Bragança, Brejo Grande do Araguaia, Breu Branco, Bujarú, Cachoeira do Piriá, Canaã dos Carajás, Capanema, Castanhal, Conceição do Araguaia, Concórdia do Pará, Cumaru do Norte, Curionópolis, Dom Eliseu, Eldorado dos Carajás, Floresta do Araguaia, Garrafão do Norte, Goianésia do Pará, Igarapé-Miri, Inhangapi, Ipixuna do Pará, Itupiranga, Jacundá, Mãe do Rio, Magalhães Barata, Marabá, Mocajuba, Mojú, Nova Esperança do Piriá, Nova Ipixuna, Novo Repartimento, Ourilândia do Norte, Pacajá, Palestina do Pará, Paragominas, Parauapebas, Pau d’Arco, Piçarra, Quatipuru, Redenção, Rio Maria, Rondon do Pará, Santa Izabel do Pará, Santa Maria das Barreiras, Santana do Araguaia, Santarém Novo, São Domingos do Araguaia, São Domingos do Capim, São Félix do Xingu, São Geraldo do Araguaia, São João da Ponta, São João do Araguaia, São Miguel do Guamá, Sapucaia, Tailândia, Tomé-Açu, Tracuateua, Tucumã, Tucuruí, Ulianópolis, Viseu e Xinguara.

Sobre o Sicredi

O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento dos seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. O modelo de gestão do Sicredi valoriza a participação dos mais de 5 milhões de associados, os quais exercem papel de donos do negócio. Com presença nacional, o Sicredi está em 24 estados* e no Distrito Federal, com mais de 2.000 agências, e oferece mais de 300 produtos e serviços financeiros (www.sicredi.com.br).

*Acre, Alagoas, Amapá, Amazonas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.

O Sicredi Centro Norte, que abrange os estados de Mato Grosso, Pará, Rondônia, cre e Amazonas, tem mais de 600 mil associados, com 202 agências em 154 municípios.

 

Categorias
Pecuária

Etapa de Marabá (PA) do Circuito Nelore de Qualidade reuniu 543 animais

A 8ª etapa do Circuito Nelore de Qualidade de 2021, realizada em Marabá (PA), nos dias 16 e 17 de julho, contou com participação de 10 pecuaristas, que levaram 543 animais, sendo 396 machos e 147 fêmeas.

A etapa teve como destaque fêmeas com ótimo acabamento de gordura. A Associação dos Criadores de Nelore do Brasil (ACNB) realizou a etapa em parceria com a Associação dos Criadores de Nelore do Norte do Brasil (ACNNB).Etapa de Marabá (PA) do Circuito Nelore de Qualidade reuniu 543 animais

O Circuito tem apoio da Friboi e da Matsuda Sementes e Nutrição Animal.

“A etapa de Marabá teve 48% dos machos com até 4 dentes incisivos permanentes (menos de 3 anos de idade) e 93% dos animais com mais de 18 arrobas de peso – média de 21 arrobas”, destaca Gustavo Callejon, assessor técnico da ACNB.

O vencedor da Medalha de Ouro no Campeonato Melhor Lote de Carcaças de Machos foi Hélio Moreira da Silva, da Fazenda Jatobá (Marabá/PA). A Medalha de Prata foi para Regina Maria Avancini Zucatelli, da Fazenda Sororó (Marabá/PA). Já Antônio Vieira Caetano, da Fazenda Centrão II (Marabá/PA), ficou na terceira colocação e recebeu a Medalha de Bronze.

“As fêmeas foram bem avaliadas, 67% delas tinham até 4 dentes incisivos permanentes (menos de 3 anos de idade), sendo 50% com até dois dentes (cerca de 2 anos de idade). O peso médio foi de 14,5 arrobas e 92% delas possuíam cobertura de gordura mediana ou uniforme”, completa Callejon.

Antônio Cesar Olivi, da Fazenda Bocaina (Itupiranga/PA), foi o 1º colocado no Campeonato Melhor Lote de Carcaças de Fêmeas e recebeu a Medalha de Ouro.  A Medalha de Prata ficou com Lucas Carlos Baptistella Junior, da Fazenda Gavião (Rondon do Para/PA). Já a Medalha de Bronze foi para Pedro Miranda de Oliveira Junior, da Fazenda Girassol (Marabá/PA).

Circuito Nelore de Qualidade

Realizado pela Associação dos Criadores de Nelore do Brasil (ACNB), o Circuito Nelore de Qualidade fortalece e promove a genética e a carne Nelore, contribuindo para elevar a produtividade da pecuária nacional. A iniciativa avalia resultados obtidos pelos produtores, cada qual em sua realidade e sistema de produção.

Promovido desde 1999, o Circuito conta com apoio da Friboi e Matsuda Sementes e Nutrição Animal e cresce a cada ano: em 2021, estão confirmadas 36 etapas. Até o fim do ano, mais de 20 mil animais devem ser avaliados. O Circuito Nacional de Qualidade é o maior campeonato de avaliação de carcaças de bovinos do mundo.

 

Por: Portal do Agronegócio

Categorias
Agronegócio

Com tecnologia de São José, empresa agro evita perdas com inadimplência

Empresa da RM Vale faz análise tecnológica da capacidade produtiva e os riscos de crédito.

 

 

Um dos riscos do agronegócio é o de crédito das vendas a prazo da safra (Divulgação)

A Agro Galaxy, holding de algumas das maiores distribuidoras de insumos agrícolas do Brasil, fechou o primeiro trimestre de 2021 com receita de R$1,2 bilhão, 49% maior do que o mesmo período em 2020.

Parte desse crescimento é atribuído à otimização de sua gestão na concessão de crédito, essencial para a produção e manutenção das lavouras.

Mesmo grandes empresas do setor não se veem livres dos riscos do agronegócio, como o risco de crédito das vendas a prazo da safra.

Para aprimorar a segurança de seus financiamentos, desde o final de 2020 a Agro Galaxy utiliza os serviços da agfintech Terra Magna, de São José dos Campos, para fazer a análise tecnológica da capacidade produtiva e os riscos de crédito, agronômicos e climáticos, de suas operações. Para isso, são utilizados satélites, inteligência artificial e dados alternativos.

Em um cenário no qual diversas tradings sofreram com três vezes a inadimplência histórica em contratos de venda de soja devido à diferença entre os preços dos contratos a termo fixados e o preço do mercado, algumas das empresas da holding conseguiram diminuir em até 60% a inadimplência no primeiro quadrimestre de 2021, devido à análise e monitoramento de suas áreas de garantia realizadas com a TerraMagna.

ECONOMIA

Em um caso no município de Paragominas, no Pará, o Agro Galaxy, por meio de sua controlada Rural Brasil, fechou contrato para fornecer sementes e fertilizantes para um produtor fazer sua lavoura de milho em uma área de 4.200 hectares.

Com o acompanhamento semanal do monitoramento, perceberam que, depois de um longo tempo, o plantio ainda não tinha sido iniciado. Quando começou, depois da janela ideal, apenas pouco mais de metade da área foi plantada.

Mediante a situação, o fornecimento inicial de insumos no valor total de R$ 13 milhões foi reduzido para cerca de R$ 7 milhões, uma vez que o produtor não teria capacidade de pagamento com a safra reduzida.

Por meio do acompanhamento tecnológico, foi possível verificar essa ação enquanto ainda acontecia, não apenas contabilizar o problema no final da safra. Isso fez com que fosse evitado o prejuízo iminente de R$ 6 milhões.

Essa foi apenas uma das mais de 500 áreas monitoradas pela empresa.

“O monitoramento e controle sobre o risco de crédito faz parte da estratégia de governança da companhia. Em outubro, a Agro Galaxy aprovou uma política de crédito e cobrança única para todo o grupo estabelecendo diretrizes, critérios e procedimentos para a análise e aprovação de limites de crédito, bem como, o processo de mitigação de riscos de inadimplência e execução de cobrança”, disse Mauricio Puliti, diretor Financeiro da Agro Galaxy.

“O resultado extraordinário da parceria entre Agro Galaxy e Terra Magna demonstra que, mesmo em meio ao cenário hostil em que vivemos na última safra verão, uma execução estelar associada ao ferramental tecnológico apropriado protege um dos pilares fundamentais da distribuição de insumos, o crédito”, afirmou Bernardo Fabiani, diretor executivo da Terra Magna e especialista em concessão de crédito para o agronegócio.

Por: O vale

Categorias
Agronotícias

Agricultores temem perdas com previsão de geada e frio histórico

 

Agricultores temem perdas com previsão de geada e frio histórico
Legenda: Geada no Vale da Invernadinha, a 11km de São Joaquim, em Santa Catarina – Imagens Mycchel Legnaghi/São Joaquim Online

Massa polar pode ser uma das piores do século no Centro-Sul; Minas já tem prejuízo no café.

A massa polar histórica que chega ao Brasil nesta semana deixa em alerta produtores das regiões Sul e Sudeste, que já registraram prejuízo após uma geada repentina na semana passada.

Embora agricultores gaúchos e paranaenses cultivem culturas específicas para o frio, como trigo e cevada, o efeito de -10ºC, como previsto pela meteorologia, pode ser devastador.

A tendência é de geada no centro-sul do país e de temperaturas que podem cair até -20ºC em áreas de maior amplitude no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, de acordo com boletim da Metsul Meteorologia emitido no sábado (24). Na avaliação de técnicos, pode ser uma das massas de ar polar mais fortes a alcançar o Brasil no século.

O agricultor Laércio Dalla Vecchia, de Mangueirinha (PR), plantou 200 hectares neste inverno. Há uma semana, o termômetro da lavoura marcou -9,5ºC no solo. A temperatura congelou parte da produção de aveia. Com previsão de mais frio, ele teme perdas com os outros alimentos.

“O trigo, quando está pequeno, aguenta geada. Mas -10ºC é capaz de matar tudo. A cevada também não resiste a um frio extremo desse”, afirma.

Com o inverno rigoroso no Rio Grande do Sul, produtores de regiões mais frias postergam o plantio de trigo para que o cereal ainda esteja em fase vegetativa em julho, o que diminui o risco de danificação.

Para o produtor Maurício de Bortoli, de Cruz Alta (RS), a geada e o frio intenso do mês de julho não representam uma grande preocupação para os cultivos de inverno. O receio é se novas ondas de frio invadirem o estado em agosto e setembro, como previsto, quando a maioria dos cereais estará em floração ou enchimento dos grãos.

“A preocupação é grande na cidade, em termos de prejuízo econômico e alimentar, mas não há prejuízo relevante nesta época para as grandes culturas [na lavoura]. Após o mês de julho poderemos perder, além do trigo, a cultura do milho, por exemplo” afirma.

A estimativa para a safra de trigo do Brasil é recorde neste ano, totalizando 8,48 milhões de toneladas, 36% a mais do que no ciclo anterior, de acordo com a Conab (Companhia Nacional do Abastecimento). A geada impactou pequena parcela da área cultivada.

O cenário do café, entretanto, preocupa e gera incerteza sobre a próxima safra. A estimativa é que a geada tenha atingido 300 cidades produtoras do país. Em São Paulo e Minas Gerais, maior produtor nacional, a perda foi relevante e logo fez disparar os preços no mercado.

A projeção de prejuízo é de 15% da produção em regiões como Franca (SP), segundo a Faesp (Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo).

“A geada está preocupando. A última não foi tão danosa em São Paulo quanto em Minas Gerais, mas vai impactar até a produção de gado de leite e corte, porque afetou 40% das pastagens de São Paulo”, afirma Tirso Meirelles, vice-presidente da entidade.

A alimentação do gado comprometida impacta nos custos ao produtor, considerados já elevados neste ano com a alta do milho. No caso do café, Meirelles diz que é preciso levar em conta na recuperação que um hectare produtivo custa de R$ 18 mil a R$ 20 mil.

Na região mineira de Patrocínio, produtores estimam desfalque de 50% na produção local. O cafeicultor Matheus Grossi afirma que 40% do seu parque cafeeiro foi afetado na semana passada. Ele calcula 40 mil sacas a menos na safra de 2022 graças à geada, a pior que presenciou desde 1994.

“Pegou todas as lavouras, velhas e novas. Algumas vamos ter que arrancar, com outras é só manejo de poda.” Apesar da técnica agrícola, produtores afirmam que pouco se pode fazer contra geadas fortes e inesperadas do tipo.

A Faemg (Federação da Agricultura e Pecuária de Minas Gerais) está realizando um levantamento com sindicatos e produtores para mensurar o impacto do fenômeno na atividade agrícola. Embora a previsão seja de geada mais forte no Sul, há possibilidade de um novo evento em Minas Gerais no fim do mês. Produtores também estão preocupados com a entrega de café já estabelecida com as cooperativas.

Por: Brasil Agro

Categorias
Raças e Genética

Bateria de touros Nelore CEIP da Alta é destaque nas fazendas brasileiras

Animais com progênie destacada se transformam em trunfos para pecuaristas.
Bateria de touros Nelore CEIP da Alta é destaque nas fazendas brasileiras

E se o pecuarista pudesse contar com os melhores touros, de acordo, é claro, com as suas necessidades específicas? A boa notícia é que sim, isso é plenamente possível. Por meio da avaliação do valor genético animal aliado ao conjunto de cada uma de suas características, é fácil escolher os reprodutores que melhor podem contribuir para a evolução do rebanho. A bateria de touros Nelore CEIP da Alta vem se destacando, justamente por contar com touros provados, com progênie destacada.

“A bateria de touros Nelore CEIP da Alta é hoje, destaque em várias fazendas ao redor do Brasil, justamente pela progênie destacada dos animais. E esse fator é fundamental porque um bom touro tem que entregar aquilo que ele é na avaliação genética e no biótipo. Essa prepotência genética é um dos principais fatores do retorno econômico que nossos clientes buscam”, afirma o Gerente de Produto Nelore CEIP da Alta, Fabio Frigoni.

Segundo Frigoni, os resultados superiores obtidos pelos touros da bateria da Alta estão repercutindo entre os próprios pecuaristas. “Temos filhos muito bem avaliados e com ótimo desempenho no campo. Temos uma variabilidade genética muito grande, não só de pedigree, mas também de programas de avaliação genética”.

Alguns dos touros da bateria que estão se destacando, de acordo com Frigoni são o Essencial TN (Deltagen), Qualitas Químico (atual líder do sumário), Paint Orfeu, PRO Boêmio BAL (Nelore de Produção) e CFM Cobiçado. “Nossos clientes estão tendo resultados fantásticos”, finaliza.

Nelore CEIP.  O Certificado Especial de Identificação e Produção (CEIP) garante que o animal foi submetido a avaliações genéticas que geraram DEPs (Diferenças Esperadas na Progênie), que são as ferramentas de seleção mais eficazes para avaliação dos animais. Assim, quando o CEIP é concedido, isso indica que se trata de um touro com características superiores, especialmente no que diz respeito à importância econômica para pecuária de corte – mais produtivo, o que acarreta em mais lucros.

Fonte:  Alta Genetics

Por: Portal do Agronegócio

Categorias
Meio Ambiente

Avanço do desmatamento no Brasil é sinal de alerta no Dia de Proteção às Florestas

Relatório mostra que 13,8 mil km² foram desmatados no país em 2020, 99% de forma ilegal, um crescimento de 14% em comparação a 2019.

Neste sábado (17/7), o Brasil celebra o Dia de Proteção às Florestas em meio à alta nos índices de desmatamento. Segundo dados do Relatório Anual do Desmatamento, elaborado pelo projeto MapBiomas, 13,8 mil quilômetros quadrados foram desmatados no país em 2020, 99% de forma ilegal.

O crescimento é de 14% em comparação a 2019. O relatório ainda mostra que o desmatamento cresceu em todos os biomas, sendo a Amazônia (60%) e o Cerrado (31%) as regiões com maior percentual de áreas desmatadas. Caatinga (4,4%), Mata Atlântica (1,1%), Pantanal (1,1%) e Pampa (0,1%) também sofreram no último ano.

desmatamento (Foto: Verde Brasil/17)
Desmatamento nas florestas brasileiras (Foto: Verde Brasil/17)

Para Cecília Herzog, membro da Rede de Especialistas em Conservação da Natureza (RECN), professora e pesquisadora do Departamento de Arquitetura e Urbanismo da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), a importância das florestas pode ser considerada por diferentes ângulos, desde o nível macro, por sua relação direta com as mudanças climáticas, até no aspecto regional ou local, observado na saúde e qualidade de vida da população nos centros urbanos.

“As florestas nos fornecem serviços ecossistêmicos de valor inestimável. Desde a regulação do clima e das chuvas necessárias para garantir as atividades econômicas diversas, como a agricultura, passando pelo fornecimento de água e energia para a população, até a sensação de bem-estar que a natureza proporciona, mesmo por meio de ilhas verdes nas selvas de pedras”, ressalta a pesquisadora.

A professora observa que o Dia de Proteção às Florestas deve ser encarado como um alerta para a sociedade brasileira. “Vivemos um momento de enorme gravidade, com ameaças à natureza em todos os nossos biomas e a possibilidade de perda irreversível não apenas para o Brasil, mas para toda a humanidade. Precisamos entender que o desmatamento nos diz respeito mesmo que estejamos a milhares de quilômetros da Amazônia, pois já sentimos o desequilíbrio do clima por causa da destruição das florestas e, infelizmente, isso tende a piorar se não revertermos esse ciclo de degradação”, salienta Cecília.

A especialista faz questão de destacar também os serviços ecossistêmicos fornecidos pela natureza em áreas urbanas, chamando a atenção para a necessidade de conservar espaços verdes e reflorestar áreas dentro das cidades e do seu entorno.

 

 

“Florestas em regiões urbanizadas, parques e corredores verdes preservam a vida de muitas espécies, inclusive a humana, reduzem ilhas de calor, garantem captação de água, contribuem para uma redução do impacto de enchentes, melhoram a qualidade do ar, reduzem ruídos e ainda proporcionam serviços ecossistêmicos culturais, favorecendo atividades ligadas ao lazer, ao bem-estar e à qualidade de vida, como ciclismo, caminhadas, entre outras”, explica.

O impacto às florestas também traz eleva a pressão sobre o agronegócio, em especial sobre a pecuária, apontada como uma das principais causas para o desmatamento.

“80% do desmatamento no Brasil é causado pela pecuária para a abertura de pastos, segundo a ONU (Organização das Nações Unidas). Ou seja, a pecuária é, de longe, a principal causa da destruição das nossas florestas”, destaca Isabel Siano, da Million Dollar Vegan, ONG que estimula a adoção de um estilo de vida baseado em vegetais.

Vania Plaza Nunes, médica veterinária e diretora técnica do Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animal, alerta que plantar mais árvores é preciso, mas com critério, porque existe uma intrincada relação entre centenas e milhares de formas de vida em cada fragmento florestal.

“É preciso equilíbrio das espécies plantadas com as espécies animais que existem no local. A relação íntima que existe entre a floresta, a mata e toda forma de vida que existe ali dentro é o que suporta e sustenta toda a vida humana. Se tivéssemos de fato essa dimensão, com certeza estaríamos tendo mais responsabilidade e respeito para preservar o verde, que é o que a gente vê, e toda a forma de vida que a gente não vê”, destaca.

Por: Globo Rural