Categorias
Agronotícias

Atenção: vacinação de bezerras contra brucelose, neste semestre, deve ser feita até maio

Sistema Faeg/Senar alerta aos criadores de bovinos e bubalinos sobre a obrigatoriedade de vacinarem as fêmeas de três a oito meses de idade

Imagem créditos: Divulgação

 A Agência Goiana de Defesa Agropecuária  faz o chamado conforme o Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e Tuberculose, instituído pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. A previsão da Agrodefesa é que sejam imunizadas cerca de 1,2 milhão de animais até 31 de maio/19, quando encerra o prazo de vacinação do primeiro semestre. Já no segundo semestre, o período se encerra em 30 de novembro/19.

As vacinas indicadas são a B19 ou a RB51, que devem ser compradas em estabelecimentos registrados na Agência. Como se trata de vacina viva, existem riscos de contaminação, por isso aplicação exige cuidados que vão desde a refrigeração até o ato da imunização. Outro cuidado é aplicar a vacina em tempo hábil após seu preparo, já que não pode ser armazenada para uso posterior em razão do período específico de utilização.

A Analista Técnica do Instituto para o Fortalecimento da Agropecuária de Goiás-IFAG, Christiane Rossi, destaca que a vacinação deve ser feita por médico veterinário, também responsável por emitir a receita para compra da vacina e o qual precisa estar cadastrado junto à Agrodefesa. O cadastro tem periodicidade anual e fica disponível para consulta pelo produtor, nos escritórios locais do órgão de defesa”, explica.

É preciso reforçar que, quem tem fazendas em municípios diferentes  terá que comprar as doses separadas para cada uma delas. Depois da imunização, os pecuaristas têm que apresentar na Agrodefesa o atestado de vacinação junto da Nota Fiscal o que pode ser feito por eles ou pelo veterinário responsável, dentro de 30 dias após a compra da vacina.

De acordo com a Agrodefesa, a não vacinação gera multas e punições como a restrição de venda de animais, inclusive adultos, na propriedade. A multa é de R$ 7,00, por cabeça de bezerra não vacinada, além da obrigatoriedade da vacinação assistida da Agrodefesa. E quem deixar de entregar o atestado de vacinação indicado, será multado em R$ 300,00.

As bezerras de vacas e búfalas imunizadas com a vacina B-19 devem ser carimbadas do lado esquerdo da cara, com dígito do ano de vacinação. Agora se a opção for pela vacina RB51, a identificação é com a letra V também no lado esquerdo da cara.

“O Sistema Faeg Senar contribui para levar as informações aos produtores rurais através de suas vias de comunicação, da sua capilaridade nos municípios através dos Sindicatos Rurais, através da Assistência Técnica e Gerencial,  qualificação dos trabalhadores e produtores rurais pelo Senar, entre outros. Também atua com sugestões para atualizar as legislações quando em consulta pública”, pontua a Analista do IFAG.

 

Categorias
Defesa Agropecuária

PA: Estado aumenta índice vacinal contra brucelose

Ao contrário de outras campanhas de vacinação, em especial da febre aftosa, que tem períodos curtos e determinados, a imunização contra a brucelose é realizada uma vez no ano no arquipélago do Marajó e duas vezes (no mesmo período) nas demais regiões do Estado. Entretanto, o produtor rural tem por obrigação confirmar a vacinação junto à Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (Adepará) a cada semestre. Essa semana, a Gerência de Erradicação de Brucelose e Tuberculose divulgou os números oficiais, que são bastante animadores. Em relação ao primeiro semestre de 2015, quando o percentual de propriedades atingidas foi de 24% e o de rebanho vacinado foi de 63%, houve um aumento para 40% e 72%, respectivamente.

Para Gláucio Galindo, gerente de Brucelose e Tuberculose, os números são bem maiores porque se aproximam mais da realidade de aferição
Para Gláucio Galindo, gerente de Brucelose e Tuberculose, os números são bem maiores porque se aproximam mais da realidade de aferição

Para Gláucio Galindo, gerente de Brucelose e Tuberculose, os números são bem maiores porque se aproximam mais da realidade de aferição, já que a Adepará conta desde o fim do ano passado de um novo sistema de controle. A Gestão Informatizada da Brucelose e Tuberculose permite aos médicos veterinários cadastrarem pela internet a vacinação de brucelose, além de outros serviços.

“Esse aumento em relação ao semestre anterior não demonstra somente uma maior consciência do produtor rural em aderir ao programa, mas também uma reorganização do programa no Estado, além do apoio dos médicos veterinários cadastrados e habilitados”. De acordo com Gláucio, a projeção para os dados ao fim do atual semestre também é animadora. “Com o novo programa tudo ficou mais fácil e todos estão se adaptando a ele, dos médicos aos produtores rurais. Com o sistema, teremos como acessar informações que vão desde a compra da vacina até a aplicação o rebanho, mesmo que o produtor deixe a confirmação para depois”.

O objetivo é, ainda esse ano, chegar ao índice de 80% do rebanho vacinado. Por enquanto, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), ainda não possui um índice oficial para certificar os estados quanto ao status sanitário referente à brucelose, o que ainda está em andamento. Pelos parâmetros internacionais, se alcançar um índice entre 80% e 90% o Pará será classificado como região de médio risco.

Imunização – A vacinação contra a brucelose visa induzir a imunidade ou proteção contra a doença. Quanto maior for o número de fêmeas vacinadas, maior será a imunidade do rebanho, menor o número de animais suscetíveis e menor a possibilidade de difusão da doença aos homens. Todas as fêmeas bovinas e bubalinas entre três e oito meses de idade, têm que ser vacinadas somente uma vez na vida.

É proibida a vacinação de machos de qualquer idade e de fêmeas com idade superior a oito meses. A aplicação da vacina deve ser feita por médico veterinário ou vacinador sob sua supervisão, sendo que ambos devem estar cadastrados no serviço oficial de defesa sanitária animal da Adepará. Em regiões onde houver carência de veterinários privados, ou nos casos em que eles não atendam plenamente às necessidades do Programa, o serviço oficial de defesa sanitária animal poderá executar ou supervisionar as atividades de vacinação, como já é feito com a aftosa.

Fonte: Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará / Tylon Maués
Categorias
Pecuária

SP: São Paulo avança no controle e erradicação da brucelose bovina

Dados do sistema informatizado Gedave, da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do estado de São Paulo mostram os avanços na proteção dos bovídeos contra a brucelose bovina. O Estado fechou o ano de 2015 com 91,26% das fêmeas bovinas e bubalinas vacinadas entre 3 a 8 meses de idade. O índice registrado é 2,31% superior a 2014, quando chegou a 88,95% das fêmeas vacinadas.

O Estado vem registrando índices crescentes de vacinação contra a brucelose, comprovados nos dados registrados em 2013 com 83,55% das fêmeas vacinadas, em 2012, com 81,86% e em 2011 com o índice de 81,23.

gado0041jpg145372346156a60f45b32dc[1]O número total de bovídeos com idade em receber a vacinação contra a brucelose no ano foi de 940.155 cabeças, deste total, 858.125 receberam a vacinação. Das propriedades com bovídeos (bovinos e bubalinos) cadastradas no sistema, 82,80% vacinaram seus animais durante 2015.

O destaque durante o segundo semestre de 2015 foi a bubalinocultura, que registrou um aumento no índice de vacinação. De acordo com o médico veterinário da Secretaria, que atua na Coordenadoria de Defesa Agropecuária e responsável pelo Programa Estadual de Controle e Erradicação da Brucelose e Tuberculose, Klaus Saldanha Hellwig, a comparação com o primeiro semestre, o número de bubalinos vacinados foi 16,92% superior, tendo sido vacinadas 5.505 cabeças na faixa etária de 3 a 8 meses, contra as 2.300 vacinadas no primeiro semestre. “Em termos de propriedade houve um aumento de 11,32%. Isso nos deixa otimista, pois o setor da bubalinocultura está caminhando com profissionalismo para os mesmos patamares representados pela bovinocultura” disse.

Contra a brucelose a vacinação é feita uma única vez na vida das fêmeas bovinas ou bubalinas, com idade entre 3 a 8 meses e precisa ser realizada por um profissional médico veterinário, cadastrado no serviço oficial de defesa agropecuária do Estado por ser uma vacina viva, podendo infectar o manipulador. Esse profissional além de garantir a correta aplicação e cuidados de manipulação, fornece o atestado de vacinação ao produtor. Na página da Defesa na internet (http://www.cda.sp.gov.br/www/credenciados/index.php) estão disponíveis os contatos dos 2.935 profissionais cadastrados para realizar a vacinação no Estado.

Hellwig explica que a legislação estabelece que após fazer a vacinação, o médico veterinário tem três dias para informar a realização da vacinação no sistema Gedave e o produtor tem o prazo de três dias para confirmar a execução, ficando assim com sua situação em dia com a sanidade do rebanho.

A vacinação contra a brucelose não tem data específica para ocorrer. O calendário estabelecido no Estado é que as fêmeas vacinadas entre dezembro a maio devem ser declaradas no sistema Gedave até 7 de junho e as vacinadas entre os meses de junho novembro, devem ser informadas até 7 de dezembro.

Os bons índices de 2015 refletem a importância do produtor para com a sanidade dos animais e a aproximação da nossa equipe com os médicos veterinários cadastrados e habilitados para as execuções das atividades do programa estadual de controle e erradicação da doença com a realização de reuniões pelos 40 Escritórios de Defesa Agropecuária para aprimoramento e padronização das execuções”, disse Fernando Gomes Buchala, coordenador da Defesa Agropecuária de São Paulo

Brucelose

É uma zoonose (doença que acomete os animais e o homem) infecto-contagiosa causada pela bactéria Brucellaabortus. Nos bovinos pode causar abortamento; nascimento de bezerros fracos; retenção de placenta; repetição de cio e descargas uterinas com grande eliminação da bactéria, além de inflamação nos testículos. Em São Paulo a vacinação é obrigatória desde 2002.

Fonte: SigaMais

(http://www.sigamais.com/noticias/agronegocio/sao-paulo-avanca-no-controle-e-erradicacao-da-brucelose-bovina/)