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Agronegócio

Oferta de fretes do agronegócio registra alta de 84% no 3º trimestre de 2020

Estudo da FreteBras aponta aumento de 171% na oferta de fretes do setor na região Sudeste entre o segundo e o terceiro trimestres deste ano.

Foto: AFP

A oferta de fretes do agronegócio aumentou 84% no terceiro trimestre ante igual período de 2019, aponta estudo da plataforma online de transporte de cargas FreteBras, antecipado com exclusividade. O crescimento ficou atrás apenas do registrado pelo setor de construção civil, de 116% na mesma base de comparação, mas superou o incremento de 79% em produtos industrializados, de acordo com o “Relatório do Setor de Transporte de Cargas do 3º Trimestre de 2020”, da FreteBras.

No agronegócio, além do crescimento na comparação anual, o estudo apontou aumento de 171% na oferta de fretes do setor na região Sudeste entre o segundo e o terceiro trimestres deste ano. Segundo o diretor de Operações da FreteBras, Bruno Hacad, fertilizantes representaram 25% das ofertas de fretes do agro na plataforma de janeiro a setembro.

“A soja e o milho também colaboraram com o setor, graças às safras recordes no ano e ao grande volume de exportação”, disse Hacad, em comunicado.

Ainda conforme a FreteBras, a oferta total de fretes no Brasil cresceu 85% no terceiro trimestre ante igual período do ano passado apesar do cenário econômico desfavorável em virtude da pandemia do novo coronavírus. Ao comparar o desempenho do setor de cargas no decorrer do ano, o relatório indica tendência de retomada, segundo a empresa. De acordo com Hacad, no segundo trimestre, a oferta de fretes caiu 8% em relação ao primeiro trimestre, em especial no mês de abril, com medidas mais rígidas de isolamento social por conta da covid-19. “Porém, vemos agora um crescimento expressivo de aproximadamente 102% na comparação entre o terceiro e o segundo trimestres, o que nos traz boas perspectivas para o setor”, disse o executivo.

Entre os Estados com maior oferta de fretes na plataforma, São Paulo lidera com 25% de participação, impulsionado pelo transporte de máquinas e equipamentos, fertilizantes e alimentos. Em seguida, aparece Minas Gerais (15%), com destaque para o transporte de cimento, siderúrgicos e alimentos. Na terceira posição, está o Paraná, que representa 13% das ofertas de frete, com destaque para o transporte de milho, fertilizantes e alimentos.

Quanto aos portos de destino das ofertas de frete, os destaques são Rio Grande (RS), Rio de Janeiro (RJ), Paranaguá (PR), Santos (SP) e Itaqui, em São Luís (MA). Juntos, esses portos tiveram aumento de 71% na oferta de fretes na comparação do período de janeiro a setembro de 2020 ante igual intervalo de 2019. O Porto de Rio Grande registrou o crescimento mais expressivo (151%), liderado pelo transporte de soja. A oleaginosa, junto com o milho, representou 70% dos fretes em Rio Grande, Paranaguá e Santos, “reforçando o protagonismo do agronegócio na balança comercial do País”, segundo a FreteBras.

O preço médio de fretes aumentou 3% no terceiro trimestre ante igual período de 2019, conforme o levantamento. O Centro-Oeste foi a região com o preço médio mais alto, de R$ 4,79 (cotação do km rodado por eixo), enquanto o Nordeste teve a média mais baixa, de R$ 3,77.

Segundo a plataforma, muitos caminhoneiros iniciaram a busca de fretes pela internet com o distanciamento social causado pela pandemia. “A FreteBras alcançou a marca de 4 milhões de fretes publicados nos primeiros nove meses deste ano, número 60% maior que o registrado no mesmo período do ano passado, totalizando R$ 40 milhões em fretes distribuídos aos caminhoneiros”, disse Hacad.

Os números da pesquisa foram levantados por meio da plataforma da FreteBras que, segundo a empresa, tem mais de 420 mil caminhoneiros cadastrados. A plataforma informa ter mais de 10 mil transportadoras assinantes, que publicam em torno de 600 mil fretes por mês.

Fonte: Estadão Conteúdo.

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Logistica

Preço do frete aumenta, agricultores de MT não conseguem escoar a produção de milho e armazéns estão lotados

Com as mudanças na tabela de preço mínimo para os fretes no país, os produtores rurais de Mato Grosso não estão negociando o escoamento de grãos do milho. Os armazéns ainda estão com sacas de soja que não foram transportados desde a paralisação dos caminhoneiros, que durou 10 dias em maio.

Caminhoneiros protestaram por 10 dias em MT (Foto: Kátia Krüger/TVCA)

Em uma fazenda localizada em Diamantino, a 209 km de Cuiabá, a colheita do milho teve início na semana passada. A produção começou a ser vendida antes do plantio da lavoura, segundo o produtor rural Amarildo Chirstofolli.

“Temos contratos das sacas e, mesmo com o frio, a colheita do milho está boa”, disse.

Mesmo com a redução das áreas de plantio previstas no estado, a fazenda do produtor rural Erny Parisenti aumentou a área cultivada, de 11 mil hectares para 14 mil.

“Conseguimos avançar com a colheita da soja e, ao mesmo tempo, aumentar o plantio do milho”, contou.

Com aumento de 30% na produção, a preocupação é estocar o grão do milho. Além da falta de espaço no armazém, a paralisação dos caminhoneiros atrasou a entrega de 200 mil sacas de soja.

Segundo o agricultor, o preço do frete que era de R$ 170 por tonelada está superior a R$ 240 por cada viagem.

“Hoje o preço do frete está maior que R$ 240 por tonelada e as sacas estão diminuindo”, avaliou.

A greve dos caminhoneiros começou no 21 de maio contra o reajuste no preço do combustível anunciado pela Petrobrás e chegou ao fim, sem manifestações e sem pontos de bloqueio, no dia 31.

Repost: G1 MT

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Logistica

Agronegócio cogita entrar na Justiça contra frete mínimo, diz Abag

Segundo presidente da entidade, setor está preocupado com medida adotada pelo governo para chegar a acordo com caminhoneiros

POR RAPHAEL SALOMÃO

Caminhões graneleiros trafegam por trecho não pavimentado da BR-163, que leva a produção de Mato Grosso para o norte do Brasil. Agronegócio reclama que frete mínimo vai deixar produtos mais caros (Foto: Marcos Camargo)

Entidades representativas de diversos setores do agronegócio avaliam a possibilidade até de entrar na Justiça contra os preços mínimos do frete rodoviário. Foi o que disse a Globo Rural, nesta terça-feira (5/6), o presidente da Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), Luiz Carlos Corrêa Carvalho.

“Vemos a situação com muita preocupação. Estamos estudando amplamente as consequências disso e consideramos essa possibilidade”, afirmou Carvalho.

Desde a semana passada, representações de diversos segmentos da agropecuária vem se manifestando contra a Medida Provisória 832, que estabelece a Política de Preços Mínimos do Frete Rodoviário. O grupo reúne cadeias produtivas importantes para o setor, como grãos, suco de laranja, café, carnes e cana-de-açúcar. De forma geral, o discurso é o de que o governo está interferindo em uma relação de livre mercado e que os preços de referência do transporte vão encarecer produtos agrícolas.

Inicialmente, o agronegócio apoiou a greve dos caminhoneiros, alegando ter como pauta comum a alta do preço do óleo diesel, que encarece o custo de produção. No entanto, depois que o governo anunciou o acordo com as lideranças dos transportadores, o preço de referência do frete, antes discutido em um projeto de lei, virou Medida Provisória. E o setor agora lida com o assunto, que considera indigesto.

“O governo interfere em uma relação de mercado e provoca desequilíbrio. Ninguém está embarcando soja nem milho. Até porque a situação do frete de retorno também não está definida”, disse o presidente da Abag, referindo-se ao fretamento feito no retorno do terminal de exportação, em que o transportador retorna com adubo ou outro tipo de insumo para a produção.

Repost: Globo Rural

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Logistica

Rodovias do Pará estão liberadas e abastecimento deve ser normalizado nos próximos dias

Vinte pontos que estavam interditados nas rodovias estaduais devido à greve dos caminhoneiros foram liberados. O sistema de segurança pública informa que em oito horas de operação e negociação com os grevistas chegou a um acordo para o desbloqueio.

A estimativa é de que 5 mil caminhões retornaram às suas rotinas ainda durante a noite de quarta-feira, 30. Um dos pontos mais críticos para a descentralização dos manifestantes foi no KM 25 da BR 316, próximo à entrada da ilha de Mosqueiro. Somente lá, cerca de 500 caminhões deixaram o local de interdição.

A previsão é que em até 72 horas os combustíveis voltem às bombas de postos em todo o estado, e em até uma semana os produtos alimentícios devem estar normalizados.

A Operação para a desobstrução dos bloqueios foi realizada por agentes de segurança do Exército, Secretaria de Estado de Segurança Pública (Segup), através da Secretaria Adjunta de Gestão Operacional (SAGO); Polícia Militar, por meio do Batalhão de Policiamento Rodoviário (BPRV), Polícia Rodoviária Estadual e Federal, além do Grupamento Aéreo de Segunda Pública (Graesp).

Os 20 locais desobstruídos no Pará integravam os 1.460 pontos bloqueados pelos caminhoneiros em todo o Brasil. Hoje restam apenas 65 no País, um deles no Pará, mas em uma rodovia federal, a BR 163. “Em todo o País as forças de segurança se uniram, e com esse esforço integrado e alinhado foi possível realizar o desbloqueio sem conflitos. Nesse sentido consideramos que os resultados foram excelentes”, avalia o titular da SAGO, Coronel André Cunha.

Ele destaca que o Pará é um bom exemplo dessa integração. “Tanto as duas missões de saídas de comboios de combustíveis quanto o desbloqueio é fruto de uma ação conjunta onde o apoio das Forças Armadas, em especial o Exército, foi fundamental para que ocorressem sem conflitos. Tivemos excelentes resultados à base de negociação com os comandos grevistas nos locais de bloqueio para atuar com nossa proteção a quem queria retornar ao trabalho”, explica Cunha.

Segundo André Cunha, muitos caminhoneiros estavam parados por ordem do comando grevista. “Quando nós chegamos ao local, oferecemos segurança para que eles fizessem o que achavam correto; eles se sentiram confiantes e protegidos para se deslocarem. Com a liberação do primeiro ponto, houve o efeito cascata em todo o Estado”, afirmou.

Combustíveis – A previsão dos distribuidores repassada à Segup é de que em até 72 horas os combustíveis voltem às bombas dos postos de combustíveis em todo o estado. Esse tempo é necessário pela logística que envolve o transporte para os municípios mais  distantes, muitos deles abastecidos por meio de barcos, como é o caso do arquipélago do Marajó.

Ceasa – Em relação aos hortifrutigranjeiros, ainda na noite de quarta-feira, 50 caminhões acessaram a Ceasa do Pará, mas com muitos produtos já sem condições de consumo. Os caminhões retornaram para reabastecimento e as operações na Ceasa devem ser normalizadas de 4 a 5 dias.

Cirurgias – A Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) informa que a partir de segunda-feira, 4, todas as cirurgias eletivas serão realizadas normalmente. A Sespa ressalta ainda que há baixa no estoque de sangue da Fundação Hemopa. Diante disso, a Secretaria faz um apelo aos doadores para que se dirijam ao Hemopa e assim, reforçar a quantidade de bolsas de sangue no hemocentro estadual.

Água – A Companhia de Saneamento do Pará (Cosanpa) informa que só parte dos produtos para o tratamento da água chegaram ao destino. O restante ainda está em deslocamento. A Cosanpa acredita que tudo se normalize nos quatro municípios atingidos (Itaituba, Conceição do Araguaia, Dom Eliseu e Bragança) na próxima segunda-feira, 4.

Repost: Agência Pará por Aline Saavedra

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Logistica

Paralisação de caminhoneiros gera reflexos no campo

Em granjas do PR, a alimentação das aves foi reduzida, já que a ração não chega. Também não há caminhões para retirar frangos prontos para o abate.

A greve dos caminhoneiros dominou a semana e trouxe impactos para a população. No campo, produtores, trabalhadores e rebanhos também foram afetados.

Nas principais rodovias e estradas do país, a mesma imagem: filas e filas de caminhões parados nas faixas e no acostamento. Os reflexos no campo apareceram logo. Por falta de transporte, uma granja em Palotina, no oeste do Paraná, recebeu pouca ração e o alimento dado aos pintinhos está no fim. São mais de 100 mil aves que podem ter o desenvolvimento prejudicado.

O agricultor Gerson Araudi teme os prejuízos: “Falando só da remuneração que eu deixo de ter da integradora, seria algo em torno de R$ 100 mil, fora os meus custos da propriedade”.

Em outra propriedade, mais problemas: o agricultor Ronaldo Vendrame não tem como transportar quase 150 mil aves já prontas para o abate. Ele teve que fracionar a ração dos frangos: “Dentro de uma normalidade, os frangos estariam se alimentando 16 horas por dia. Agora, com a restrição, apenas três horas. Então, o ganho de peso nesses dias é bastante baixo. É só pra manter o frango vivo”.

A ave que não sai do campo impacta os frigoríficos e cooperativas que fazem o abate e o processamento. No pátio de uma cooperativa, também em Palotina, mais de 50 caminhões carregados com carne de frango estão parados. Foi preciso ligar as carrocerias na tomada para refrigerar o ambiente e não perder a carga.

O frigorífico, que é o maior em volume de produção do Brasil, com 530 mil frangos abatidos por dia, está vazio. Mais de cinco mil funcionários ficaram de braços cruzados. “Bate uma certa preocupação, porque não é só a empresa que está parada. Vários outros recursos que a gente depende também acabam sendo paralisados e acabam afetando a nossa vida lá fora”, diz Sirlene de Souza, funcionária da empresa.

O prejuízo nesse frigorífico passa de R$ 7 milhões por dia. “O impacto é muito maior do que simplesmente não conseguir abater. A cadeia é muito extensa e os prejuízos estão pulverizados em todas as fases da cadeia produtiva”, afirma Neivaldo Burin, gerente da C.Vale.

No Paraná, mais de 20 agroindústrias pararam a produção. Três milhões de frangos deixaram de  ser abatidos por dia no estado.

Em outro frigorífico, em Cascavel, são abatidos todos os dias 220 mil frangos. Cerca de 2400 funcionários trabalham de segunda a sexta-feira em dois turnos, mas nesta semana todos foram dispensados, porque a cooperativa suspendeu todas as atividades. Os estoques estão cheios e a produção não pôde ser escoada.

“A situação agora está caótica, estamos caminhando para um momento de extrema dificuldade, não só não abater, mas também a falta de ração nas granjas”, afirma Dilvo Grollo, presidente da Coopavel.

Acesso ao Porto de Santos fechado

E não é só o mercado interno que está sendo afetado. O acesso ao porto de Santos, o maior do país, foi fechado pelo protesto. Uma parte dos caminhões não podia entrar e a outra sair. Muitos navios seguiram viagem sem carregar os conteineres com produtos brasileiros. Apenas nos três primeiros dias de manifestações, deixaram de ser exportadas 25 mil toneladas de carne de frango e de suínos. No mesmo período, mais de três mil conteineres com carne bovina não foram embarcados.

Na câmara fria de uma das cooperativas estão armazenadas dezenas de caixas com carne destinada à exportação. Elas já deveriam ter seguido para o porto. “O cliente tem compromisso lá fora, ele não entende nosso problema aqui. Ele, com certeza, vai buscar outros fornecedores do mundo afora. E nós começamos a perder essas conquistas que o Brasil conseguiu ao longo dos anos, porque isso não é de uma hora pra outra, conquistar um cliente, um mercado, principalmente no mercado externo”, afirma Alfredo Lange, presidente da C. Vale.

Repost: Globo Rural

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Greve dos Caminhoneiros Pressiona Inflação

Na avaliação de um dos principais economistas do Brasil, Alexandre Cabral (da NeoValue Investimentos), a greve dos caminhoneiros pode exercer grande influência sobre o aumento de preços no Brasil. Nesta segunda-feira (09.11) a paralisação atingiu nada menos que onze estados brasileiros, segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF).

d98f8902a8c24f90a673f8f143b5aee9“Se essa paralisação dos caminhoneiros durar uma semana – espero que não –, teremos uma pressão maior ainda na inflação desse final de ano. Principalmente se teve adesão dos transportadores de hortifrutigranjeiros, produto altamente perecível, que se sumir do supermercado o preço sobe muito rápido. Vamos acompanhar com carinho”, declarou Cabral.

As manifestações ocorrem na Bahia, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Tocantins. Os atos foram convocados pelo Comando Nacional do Transporte, um grupo autônomo e independente de sindicatos.

Eles protestam contra a corrupção generalizada no governo Dilma Rousseff, e afirmam que Brasília não atendeu nem as menores reivindicações da categoria desde a última greve, ocorrida em Março de 2015. A pauta é a mesma: diminuição do preço do óleo diesel, criação de um valor de “frete mínimo”, reserva de mercado de 40% nas cargas do governo para a categoria, crédito subsidiado para transportadores autônomos, regulamentação da profissão motorista com aposentadoria com 25 anos de contribuição e salário unificado no Brasil.

Agrolink – Autor: Leonardo Gottems
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Fatos e Acontecimentos

Paralisação dos caminhoneiros no Brasil chega a Chicago e soja dispara

O protesto de caminhoneiros no Brasil começa a chamar a atenção do mercado internacional.  Participantes internacionais compreendem que greves, paralizações e protestos têm sido comuns na América do Sul durante época de colheita e escoamento de safra.  Tais protestos várias vezes têm resoluções relativamente rápidas e não afetam de maneira mais séria o fluxo de mercadorias para o mercado exportador.  Por este motivo, participantes demoram para “validar” ou “precificar” tais eventos nos preços de commodities internacional.

56674716Até aqui o protesto dos caminhoneiros no Brasil não afetou de maneira mais generalizada o fluxo de soja exportada, pois empresas exportadoras contam com bons estoques da oleaginosa já em seus armazéns nos portos.  Mas, é importante notar que esta situação pode mudar rapidamente caso as negociações entre indústria e Governo não avancem.  Já temos indícios de falta de combustível nos postos e algumas confinadoras e outros players de indústria em alerta para uma possível falta de farelo de soja para ração de seus animais.  O protesto parece ganhar cada vez mais corpo e ao que tudo indica, a situação pode se intensificar antes de melhorar.

Tal possibilidade faz do assunto um dos temas principais do momento no mercado de soja aqui na CBOT.  Participantes começam a compreender que apesar do efeito limitado até aqui no mercado exportador, caso o protesto continue ganhando corpo e dure mais do que mais alguns dias, o fluxo de soja Brasileira exportada será afetado.  Isto traria a China de volta ao mercado Norte Americano até que a situação no Brasil fosse resolvida.

A situação é delicada e é difícil argumentar contra o protesto dos motoristas, principalmente com as recentes medidas anunciadas pelo Governo.  Será que o Governo compreende as ramificações que isto pode trazer à economia nacional?  Lembrando que o agronegócio corresponde à um terço do PIB nacional.  As reivindicações dos grevistas parecem ser sensatas; mas é claro, um assunto como este não é nada simples.  Ainda assim, será que no momento econômico atual o Governo deveria “brincar com fogo” e ameaçar o motor da economia do país?

Fonte: Globo Rural