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Circuito Nelore de Qualidade 2021 aperfeiçoa regulamento

O Circuito Nelore de Qualidade tem como meta a realização de 40 etapas ao longo do ano.

Imagem: Eliza Maliszewski

 22ª edição do Circuito Nelore de Qualidade 2021, iniciativa da Associação dos Criadores de Nelore do Brasil (ACNB), com início programado para o fim de maio, tem aperfeiçoamentos no regulamento, que incluem novo campeonato, mudanças em avaliações e implementação de nova premiação.

Uma das novidades é o campeonato “Melhores Lotes de Carcaças de Animais com Pai Identificado”, cujo objetivo é reunir dados de características de carcaças de progênies de reprodutores Nelore e Nelore Mocho, de forma a evidenciar o impacto do uso de genética selecionada na melhoria da eficiência produtiva e da qualidade da carne dos animais. O novo campeonato junta-se aos já existentes: Melhor Lote de Carcaças de Machos e de Fêmeas, Melhor Compra de Boi do Circuito, Melhor Lote de Carcaças de Animais Terminados em Pastagens e Melhor Lote de Carcaças de Animais Castrados.

O Circuito Nelore de Qualidade também avança nas premiações, com a inclusão da medalha Ouro Branco, que será concedida para fêmeas com até 4 d.i.p e para machos castrados com até 2 d.i.p, com cobertura de gordura na carcaça mediana acima e peso de carcaça quente entre 16 e 25 arrobas. Serão coletadas amostras de carne dos animais destes lotes, que serão submetidas à análises laboratoriais para a aferição de suas características, especialmente as sensoriais.

Outro aperfeiçoamento do Circuito Nelore de Qualidade em 2021 é o ajuste na faixa de peso das carcaças quentes. Até 2020, a faixa de maior pontuação incluía machos de 18 a 23 arrobas com 2 ou mais Dentes Incisivos Permanentes (d.i.p) e era permitido ter animais com até 26 arrobas com zero d.i.p. Agora, a carcaça recebe a nota máxima pesando entre 18 e 25 arrobas, independentemente do número de d.i.p.

“Acompanhamos a evolução zootécnica da raça Nelore, especialmente em termos de precocidade de terminação e aumento do peso médio de abate. Essa mudança objetiva adequar o Circuito ao avanço do melhoramento genético”, pontua André Locateli, gerente executivo da Associação dos Criadores de Nelore do Brasil (ACNB).

Para efeito de desempate entre lotes de mesma pontuação final, foram acrescentados novos quesitos: Uniformidade de Peso de Carcaça no Lote e Volume de Peso de Carcaças com Pontuação Máxima.

Outra alteração para o Circuito: nas etapas onde houver apenas 1 lote de machos e/ou fêmeas com 20% do total de animais com nota zero em algumas características avaliadas, a carcaça perde o direito à premiação de Melhor Lote de Carcaças do sexo correspondente. Mesmo assim, o lote pode concorrer nos Campeonatos e Premiações Especiais do Circuito.

“Essas atualizações objetivam que o Circuito Nelore de Qualidade continue evidenciando o potencial de produção de carne de qualidade da raça Nelore, a mais importante e presente na pecuária nacional”, completa André Locateli.

O Circuito Nelore de Qualidade tem como meta a realização de 40 etapas ao longo do ano. Já estão confirmadas etapas em unidades dos frigoríficos Friboi e Frisa, em 11 estados do país.

Por: Agrolink

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Pecuária

Cervejarias devem ser parceiras da pecuária e não inimigas, diz ACNB

Segundo o presidente da entidade, a junção entre carne bovina e cerveja gera uma grande riqueza para o Brasil.

Cerveja e carne geram uma riqueza enorme para o país, diz presidente da ACNB

Uma postagem da cervejaria Heineken apoiando o movimento Dia Mundial Sem carne repercutiu de forma negativa no agronegócio. O assunto foi prontamente rebatido também por entidades ligadas à cadeia de carnes, como a Associação dos Criadores de Nelore do Brasil (ACNB).

Em um post no seu perfil do Instagram, em tom de resposta à publicação da cervejaria, a entidade ressalta que a carne é a paixão dos brasileiros. A postagem complementa: “Se alimente com saúde, qualidade e sabor: coma carne nelore! A cerveja, escolha a que mais lhe agrada, preferencialmente uma que valoriza o agronegócio”.

O presidente da ACNB, Nabih Amin El Aouar, diz que a entidade teve o cuidado de responder de forma ética à cervejaria. “Quando alguém promove algo contra a pecuária do país que é o maior exportador de carne bovina e o segundo maior produtor, fere a honra dos pecuaristas e também fala contra a economia do país. Imagine o que seria do Brasil sem a pecuária neste momento de pandemia”, questiona.

O dirigente ainda criticou o tom da campanha apoiada pela Heineken e lembrou que a empresa deveria estar ao lado do agronegócio. “Ela produz o produto que mais combina com a carne e por isso acho inadequado,uma empresa que deveria ser parceira do nosso setor agir como nossa inimiga. A junção desses dois segmentos gera uma riqueza enorme para o Brasil”, destaca o presidente da ACNB.

Nabih Amin El Aouar disse que a repercussão do assunto foi maior do que o esperado. A postagem da Heineken, defendendo o Dia Mundial Sem Carne, já acumula mais de 25 mil comentários. Um dia após a polêmica, a empresa buscou se retratar, o que, segundo o presidente da entidade, não funcionou.

O dirigente diz que a entidade irá continuar promovendo a valorização da pecuária e da carne nelore no país, com o objetivo de mostrar as potencialidades do setor para o público em geral. “Nós temos diversas campanhas que começaram desde o ano passado. Vamos continuar nesse trabalho para mostrar especialmente aos consumidores o nosso lado nessa história. A pecuária pode ter algumas falhas, mas com certeza os acertos superam os erros”, finaliza El Aouar.

Por: Canal Rural

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Agronotícias

Saiba por que a carne continua mais cara em 2021

Especialistas consultados pelo G1 apontam que problemas climáticos e custos deixaram o produto mais salgado para o bolso. Alimento subiu 1,72% em fevereiro e acumula alta de 29,5% nos últimos 12 meses.

Preço da carne, que estava em queda de 0,08% em janeiro, aumentou 1,72% em fevereiro. — Foto: AMANDA PEROBELLI/Reuters
Preço da carne, que estava em queda de 0,08% em janeiro, aumentou 1,72% em fevereiro. — Foto: AMANDA PEROBELLI/Reuters

Depois de subir 18% em 2020 e ficar escassa na mesa dos brasileiros, a carne continua registrando alta nos supermercados, devido a problemas climáticos e custos.

Em fevereiro, o alimento subiu 1,72% na comparação com janeiro e, nos últimos 12 meses, registra alta de 29,5%, segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), publicado na quinta-feira (3) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O IPCA é o índice que mede a inflação oficial no país.

Em fevereiro, o corte com maior variação foi o lagarto comum, com avanço de 3,60%. Já o contra filé aumentou 2,06% e a alcatra subiu 3,05%. Diferentemente destas carnes, a de porco, por exemplo, caiu 2,05%.

Com os preços mais salgados, a população tem escolhido ovo e frango como mistura.

Os especialistas consultados pelo G1 acreditam que cortes de custos pelos frigoríficos e menos consumo na quaresma podem fazer com que a alta de preços seja freada. Contudo, a aprovação de uma nova rodada do Auxílio Emergencial pode elevar a demanda e, consequentemente, puxar novamente os preços.

Por que está caro?

Uma das explicações para a alta de preço é a menor disponibilidade de gado para o abate, que vem acontecendo desde 2020, segundo o assessor técnico da Comissão Nacional de Bovinocultura de Corte da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Ricardo Nissen.

Ele explica que tudo começou ainda nos anos anteriores a 2019, quando havia uma presença maior do abate de fêmeas. Isso levou a uma menor quantidade de bezerros atualmente o que, por sua vez, diminuiu a oferta do animal para o abate.

“Quando a gente observa as escalas de abates dos frigoríficos, eles estão com dificuldade de comprar boi para levar para o frigorífico efetivamente, porque o mercado está muito vazio”, comenta.

Mas este não é o único motivo para o crescimento dos preços. De acordo com Nissen, no final do ano aconteceu uma seca mais longa do que o normal, o que levou a um atraso na produção do boi de pasto.

Sem o pasto, o boi não obtém todos os nutrientes necessários para o seu desenvolvimento e o produtor precisa investir em suplementos para resolver este problema, conta o assessor.

Além disso, a produção pecuária está mais cara também devido à desvalorização do real, como explica o coordenador do Índice de Preço do Consumidor (IPC) da Fundação Getúlio Vargas (FGV – IBRE), André Braz.

“A carne brasileira sofre duas ações do dólar. Ele tanto favorece a exportação, porque quanto mais a gente exporta, a gente recebe em dólar (…) Essas vendas aumentam quando a nossa moeda desvaloriza porque todos querem comprar do Brasil”, diz.:

“Mas, por outro lado, essa desvalorização cambial também aumenta os custos da pecuária e da criação de outros animais”, complementa.

“Isso onera o pecuarista. Se, por um lado, ele consegue vender melhor porque está vendendo em dólar, por outro ele tem custos pressionando a cadeia produtiva”, completa.

Todos esses custos são repassados ao consumidor final, elevando os preços.

No IPC, o aumento do valor da carne também foi percebido, sendo identificada uma variação de 0,94% em janeiro, para 1,24% em fevereiro, acumulando alta de 26,92% em 12 meses.

Vai faltar carne?

Apesar da menor oferta, o Brasil ainda é um grande produtor – e, deste modo, consegue suprir a demanda interna, segundo o assessor técnico da CNA, Ricardo Nissen.

“A gente é o segundo maior mercado produtor de carne bovina do mundo. A questão é: a gente tá colocando menos carne no mercado. Mas não vai faltar carne, só tem uma pressão maior”, afirma Nissen.

O que esperar para o futuro?

Com menos animais para o abate, os frigoríficos têm dispensado funcionários para aliviar os custos. Para o assessor técnico da CNA, isso acaba freando o preço para o consumidor.

“Quando você reduz a sua capacidade de abate, você reduz a sua ociosidade, seus custos, você consegue manter uma planta frigorífica com menos abate e isso acaba reduzindo a pressão por compra de boi gordo no mercado”, explica.

Nissan exemplifica que, com menos abate, “aumenta a disponibilidade do boi gordo e você vai acabar conseguindo comprar esses animais de forma mais barata”.

Mas esse reflexo não acontece de forma rápida no mercado: “A gente vem percebendo que, mesmo com menos abate nos frigoríficos, a aquisição dos animais continua sendo dificultosa, continua precisando de um pagamento alto”, conta o técnico.

Para Nissen, o prazo para aumentar a oferta do animal para a compra dos produtores e para que essa maior oferta leve a um menor preço para o consumidor final, deve ser de cerca de um mês.

Porém, ele também acredita que caso a nova rodada do Auxílio Emergencial se concretize, o poder de consumo irá aumentar novamente. Com isso, a procura nos supermercados pela carne aumentaria e a maior demanda pode fazer com que os preços se mantenham altos.

Já o coordenador do IPC na FGV, André Braz, acredita que o preço continuará subindo nos próximos dias. Contudo, ele considera a possibilidade de uma baixa procura pelo produto devido ao período de quaresma, quando os cristãos diminuem o consumo de animais, derrubar os preços temporariamente ainda em março e início de abril.

Quem não tem carne, caça com o ovo

Com o menor consumo de carne, seja pelo preço ou por razões religiosas, a população tem recorrido a outras proteínas, como o ovo.

“Esse mês o ovo também teve uma alta variação, justamente porque, com o aumento do preço dessas outras proteínas, o consumidor acaba buscando alternativas de alto valor biológico, mas com o valor agregado um pouco menor”, explica Nissen.

A carne de frango também tem tido maior procura pelos consumidores por ser mais barata, segundo o técnico.

Inflação dos alimentos

De modo geral, o grupo de Alimentação e Bebidas apresentou uma desaceleração nos preços pelo terceiro mês consecutivo: em novembro, a taxa havia sido de 2,54%; em dezembro, foi de 1,74%; e, no mês passado, foi de 1,02%. Agora em fevereiro recuou para 0,27%.

Segundo o IBGE, esta queda é atribuída à diminuição nos preços da batata-inglesa, que declinou 14,70%; do tomate, com (- 8,55%); do leite longa vida (- 3,30%); do óleo de soja (- 3,15%); e do arroz (- 1,52%).

Fonte: G1

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Agronotícias

Preço da carne muda de patamar, sem perspectivas de volta

Preço da carne muda de patamar, sem perspectivas de volta
Preço da carne muda de patamar, sem perspectivas de volta

Custos de soja e de milho dão às carnes de frango e de suíno novo padrão no mercado interno

No final do ano passado, a indústria de carne bovina avisou que a proteína tinha mudado de patamar, e que os preços do mercado interno, e consequentemente os do churrasco, subiriam. Foi o que ocorreu.

Agora, é a vez de o setor de carnes de frango e de suínos avisar que também os complementos do churrasco vão ficar mais caros. Pode ser uma alta sem volta.

Até então, as carnes sofreram forte pressão das exportações, principalmente devido à boa oferta brasileira e ao dólar elevado, o que torna o produto mais atrativo no mercado internacional.

Agora, os efeitos da alta começam a ser também internos. De janeiro a novembro, a saca de milho subiu 123%, e a da soja, 100%, conforme informações da ABPA (Associação Brasileira de Proteína Animal).

Segundo a Embrapa, os custos na produção de carne de frango aumentaram 36% neste ano. No mesmo período, os gastos para os suinocultores foram 41% maiores.

Esse aumento de custo na produção, que deverá continuar devido à competição entre as demandas interna e externa pelas principais commodities utilizadas na fabricação de ração, forçará uma elevação no valor das proteínas para os consumidores. E, consequentemente, afetará a inflação.

O presidente da ABPA, Ricardo Santin, diz que os custos dessas matérias-primas representam 70% dos gastos do setor na produção de carnes. Para ele, os preços não vão continuar tão especulativos como estão, mas se manterão mais elevados.

Essa disparada de preços das matérias-primas pegou, mais uma vez, as empresas despreparadas. Santin diz que elas estão dispostas a fazer mais compras no mercado futuro para garantir produto e equilibrar preços.

Além disso, a associação quer, junto com produtores e com a Embrapa, incentivar mais a oferta de cereais na região Sul, elevando a produção de milho, de triticale, de sorgo e de milheto.

Os aumentos atuais no preço das carnes não são apenas uma questão de demanda de fim de ano, mas estruturais, devido à elevação dos custos.

A alta dos preços da carne bovina também força uma troca dessa proteína por frango e suíno, dando ainda mais suporte às duas últimas.

Neste ano, o consumo de carne de frango está sendo de 45 quilos por pessoa, podendo subir para 47 no próximo. Já o de carne suína deverá sair dos 15,3 quilos atuais para 15,6 em 2021, segundo estimativas da ABPA.

O mercado externo foi importante para o setor de proteínas neste ano. As exportações de carne suína vão superar, pela primeira vez, a marca de 1 milhão de toneladas, podendo superar em 37% as de 2019. No ano que vem, será 1,1 milhão.

As exportações de carne de frango deverão ter comportamento mais moderado do que as de suínos. Pelas previsões da ABPA, as vendas externas somarão até 4,23 milhões de toneladas neste ano, com aumento de 0,5%. Em 2021, o volume poderá atingir 4,35 milhões.

As vendas externas de carne bovina de 2020 já somam 1,9 milhão de toneladas até novembro. Esse volume supera em 9% o de igual período do ano passado, segundo a Abrafrigo (Associação Brasileira de Frigoríficos).

Em um ano complicado e de superação, como diz Santin, o consumo de ovos se destacou, com crescimento de 10%, considerando-se os dados de consumo per capita da associação. A evolução no setor de carne de frango foi de 5%, enquanto não houve alteração na de suínos.

O Brasil deverá terminar o ano com produção de 54 bilhões de ovos, 13,8 milhões de toneladas de carne de frango e outros 4,3 milhões de carne suína.

Um dos desafios para o setor de proteínas em 2021 será a continuidade ou não do auxílio emergencial, que deu suporte às vendas neste ano.

O presidente da ABPA acredita que, mesmo com uma queda nessa ajuda emergencial, o consumidor vai reagir, graças a uma melhora na economia (Folha de S.Paulo, 10/12/20)

Fonte: Brasilagro

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Agronotícias

Carne bovina: exportações seguem em bom ritmo em novembro

O bom ritmo das exportações brasileiras de carne bovina in natura segue em novembro

O bom ritmo das exportações brasileiras de carne bovina in natura segue em novembro, apesar do recuo na média diária comparado aos embarques da primeira semana (Secex).

Até a segunda semana do mês, foram exportadas 9,66 mil toneladas do produto na média diária, incremento de 24,3% comparado a novembro de 2019 (7,78 mil toneladas). Por outro lado, o preço médio recebido pela tonelada de carne em dólares caiu 9,2% e, atualmente, está sendo negociada em US$4,39 mil, contra US$4,84 mil em novembro do ano passado.

Por: SCOT CONSULTORIA

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Exportações

Embarques de carne bovina iniciam setembro em ritmo acelerado

Caso o cenário se mantenha, o período pode terminar como o melhor da história das exportações brasileiras.

A primeira semana de setembro demonstrou que os embarques brasileiros de carne bovina in natura continuam aquecidos nos portos brasileiros.

Segundo informa a consultoria Agrifatto, com base em dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), a média diária das exportações ultrapassou as 8,22 mil toneladas, representando um avanço de 25% frente aos números de setembro de 2019 e 6% maiores do que a média diária de agosto de 2020.

“Mantido esse ritmo, provavelmente teremos o melhor mês de setembro da história para a exportação de carne bovina brasileira”, prevê a Agrifatto.

Recorde de agosto

Os embarques brasileiros de carne bovina in natura encerraram agosto com recorde para o mês, atingindo 163,22 mil toneladas, com uma receita de US$ 654,24 milhões, segundo dados da Secex.

A média diária dos embarques em agosto ficou em 7,77 mil toneladas/dia, um avanço 5,62% quando comparado ao mês de julho. Na comparação anual (frente ao volume médio diário de agosto de 2019), a alta foi de 26,76%.

Ao incluir os embarques de carne processada, o Brasil exportou em agosto um volume recorde de 191.141 toneladas, com aumento de 19% em comparação com igual mês de 2019 (160.938 toneladas), de acordo com a Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo). A receita cambial no mês passado alcançou US$ 753,2 milhões, avanço de 14% ante US$ 658,6 milhões de agosto do ano passado.

Por: Portal DBO

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Curiosidades do Agro

Conheça técnicas de defumação de carnes: dá até para fazer no fogão!

defumar-churrasco

A técnica de defumação vem de outras épocas e surgiu como modo de preservação das carnes. De lá para cá, o processo de manter carnes frescas foi aprimorado e a utilização da fumaça também ajuda a agregar sabor e maciez às carnes.

A fumaça da lenha ajuda a preservar os alimentos desde que nossos antepassados dominaram o fogo. Ao longo dos séculos, entretanto, essa função de preservação se tornou menos importante, e a defumação passou a ser uma maneira de dar mais sabor aos alimentos.

Leia também: Veja dicas para afiar sua faca de churrasco

A defumação, diferentemente do churrasco comum, que usa fogo alimentado com carvão, utiliza lenha seca, de alguns tipos específicos de árvores, como as frutíferas ou de castanhas. “A gente faz esse processo para dar pra carne o que ela não tem, como durabilidade, sabor ou maciez”, conta o pitmaster e churrasqueiro Bruno Panhoca. “Por exemplo, uma ponta de peito, que é uma carne super saborosa e dura, ganha maciez no processo”, complementa.

A maciez ocorre porque são assadas lentamente, e com a alta temperatura, há um processo de gelatinização do colágeno, amaciamento das fibras que preserva a suculência.

Tipos de defumação

Panhoca nos contou que existem três tipos de defumação e cada uma tem uma funcionalidade.

Fria – este tipo de defumação é um método de conservação, através da leve desidratação feita com as partículas da fumaça e de algumas partículas que são bactericidas. Com ela é possível promover uma maior durabilidade da carne e obviamente isso acaba provocando uma adição de sabor. Ela é feita em temperaturas de até 40 ºC, ou seja, em temperatura ambiente.

Quente –  a temperatura fica entre 50 ºC e 60 ºC. Neste tipo de defumação, há um processo de conservação, de adição de sabor e uma leve alteração de cor. Mas ainda não tem a cocção do alimento e ele ainda pode passar por outros processos de cozimento.

Super quente – é a utilizada para fazer o famoso “american barbecue”. A temperatura fica partir de 95 ºC até no máximo de 130 ºC, é uma defumação de cocção. A fumaça não é o principal da história e sim, a temperatura. “Eu costumo brincar que no american barbecue a fumaça é ingrediente tão importante quanto o sal e a pimenta”, diz Panhoca.

Defumação caseira

O processo de defumação das carnes é feito na pit smoker, um defumador típico do churrasco americano, porém existem formas de fazer a defumação caseira, no fogão, forno ou churrasqueira.

Para quem quer começar a defumar, o principal é entender que tipo de lenha escolher para o processo. “Algumas lenhas não deixam sabor agradável, como eucaliptos, pinus ou lenhas que contenham óleos que deixam a carne com um sabor amargo. Já as frutíferas e de castanhas são as mais indicadas”, conta o pitmaster.

A essência do processo sempre será “aprisionar” o alimento e a fumaça no mesmo ambiente. Uma forma fácil de começar em casa é com uma uma assadeira forrada com papel-alumínio e pedacinhos de lenha. Depois é só aquecer na boca do fogão e esperar a fumaça se formar. Coloque a comida, tampe totalmente com papel alumínio e leve ao forno. “Essa é uma forma de conhecer o sabor e entender mais sobre como funciona a defumação, e a partir daí, ver se quer continuar ou testar novos jeitos”, finaliza.

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Pecuária

Eficiência na produção pecuária contribui para sustentabilidade

A carne brasileira é produzida majoritariamente em sistemas a pasto. Essa característica faz da pecuária nacional mais sustentável. De acordo com o produtor Caio Penido, presidente do Grupo de Trabalho de Pecuária Sustentável (GTPS) e do Instituto Mato-Grossense da Carne (IMAC), a produção a pasto traz bem-estar animal e fixação de carbono no solo. “No Brasil, além de uma carne de baixo carbono, em função desse sistema produtivo a pasto, temos toda a questão ambiental. O Código Florestal obriga o produtor rural a destinar de 20 a 80% da área de sua fazenda à conservação da vegetação nativa. Temos esses dois componentes que nossos concorrentes internacionais não têm. Biodiversidade garantida no sistema produtivo e a possibilidade de carne de baixas emissões”, explica.

Mas ainda há espaço para melhorar. De acordo com o chefe de Pesquisa e Desenvolvimento, Alexandre Berndt, da Embrapa Pecuária Sudeste (São Carlos – SP), nossa pecuária caminha para ser cada vez mais sustentável. “É um país muito grande, com muita gente produzindo. Naturalmente, nem todos adotam as práticas sustentáveis. Mas é uma tendência. Observamos, empresas, produtores, cooperativas caminhando nesse sentido”, conta Berndt.

A Embrapa desenvolve pesquisas e tecnologias para tornar a pecuária eficiente e produzir mais alimento na mesma área e em harmonia com o meio ambiente. “Produzindo mais e melhor na mesma área ou em áreas menores, tiramos a pressão pela abertura de novas áreas”, explica Berndt. Os pesquisadores trabalham com sistemas de integração lavoura-pecuária (ILP) e lavoura-pecuária-floresta (ILPF), estudos para redução de gases de efeito estufa, manejo hídrico, melhoramento genético, qualidade da carne e do leite, além de ferramentas de precisão e 4.0. O uso de identificação animal automatizada, dispositivos eletrônicos de pesagem e alimentação, sensores, termografia e estações meteorológicas automáticas possibilita a geração de dados com indicadores produtivos, comportamentais e fisiológicos em benefício da saúde, produtividade e bem-estar dos animais.

Soluções tecnológicas como, por exemplo, sistemas de integração (ILPF), recuperação de pastagens degradadas, uso de aditivos na nutrição, têm apresentado bons resultados na redução de emissões, no sequestro de carbono e contribuído para o desenvolvimento de uma agropecuária mais sustentável. Para Penido, é possível garantir a conservação, aumentar a oferta de alimento e reduzir as emissões. “No Brasil, podemos produzir mais, dentro da legislação ambiental brasileira”, fala o presidente do GTPS e do IMAC.

Biodiversidade

Para Penido, que também é fundador da Liga do Araguaia, o calcanhar de Aquiles do Brasil é o desmatamento ilegal. “A biodiversidade deveria ser o nosso grande diferencial competitivo no mercado internacional. Temos uma carne que carrega toda essa biodiversidade e isso deveria servir para agregar valor, mas não conseguimos em função de desmatamentos e incêndios florestais”, destaca. Penido acredita que é necessário fiscalizar e combater a ilegalidade. “Temos que qualificar esse desmatamento. Separar o joio do trigo. Como melhorar isso? É urgente implementar o código florestal e encontrar caminhos para que o produtor que tenha reserva legal na fazenda consiga se regularizar. Temos que mostrar que boa parte do setor não desmata. Uma vez que essas fazendas consigam ter o cadastro ambiental, poderemos então criar valor nos serviços ambientais prestados pela vegetação nativa conservada nas fazendas”, ressalvou.

O custo para o pecuarista produzir dentro do modelo do Código Florestal brasileiro é alto. Penido conta que para produzir numa área de pastagem, o produtor é obrigado a imobilizar uma parte do seu capital em floresta, além do custo para conservação anual, instalação de cercas para separar a mata nativa da área produtiva, manutenção dessas cercas, regularização ambiental, entre outros. “O produtor deve ser ressarcido por esse custo ambiental. A biodiversidade está prestando serviço para toda a sociedade, para toda a vida terrestre. Isso precisa ser monetizado”, destaca.

Debate

Na próxima quarta-feira (26), a Embrapa Pecuária Sudeste promove uma live para debater a pecuária sustentável e de precisão. Participam do evento comemorativo aos 45 anos do centro de pesquisa, além de Caio Penido, o produtor de orgânicos Marcos Palmeira e o pesquisador Artur Chinelato, idealizador do programa Balde Cheio. Alexandre Berndt fará a moderação das discussões.

A live ocorre pelo canal do Youtube da Embrapa das 18h às 19h.

Por: Embrapa

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Exportações

Exportações brasileiras de carne bovina cresceram em agosto

Nas duas primeiras semanas de agosto o Brasil exportou 8,11 mil toneladas por dia de carne bovina in natura.

Imagem: Pixabay

Nas duas primeiras semanas de agosto o Brasil exportou 8,11 mil toneladas por dia de carne bovina in natura, incremento de 32,1% ante o volume diário de agosto de 2019. Os dados são da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

O bom volume exportado trouxe incremento de 27,5% ou US$7,05 milhões no faturamento frente ao mesmo período de 2019, apesar da queda de 3,5% ou US$144,60, na cotação da tonelada de carne exportada. As exportações em bom ritmo ajudam no escoamento da produção e dão sustentação aos preços no mercado do boi gordo.

Por: SCOT Consultoria

 

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Exportações

Carne bovina: exportação recorde

Brasil embarcou 136,42 mil toneladas de carne bovina in natura, recorde para o mês.

Imagem: Marcel Oliveira

 

Segundo dados da Secretária de Comércio Exterior (Secex), até a quarta semana de julho, o Brasil embarcou 136,42 mil toneladas de carne bovina in natura, recorde para o mês.

A média diária ficou em 7,57 mil toneladas, frente às 5,79 mil toneladas em igual período de 2019, um incremento de 30,9%. As exportações brasileiras aquecidas, com destaque para os embarques para a China, ajudam no escoamento da produção e colaboram com a sustentação dos preços da arroba no mercado do boi.

Por: SCOT CONSULTORIA