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Mercado de celulose deve se recuperar

Os preços globais da celulose se mantiveram em patamar baixo ao longo de 2020, após terem recuado na segunda metade de 2019 para o menor patamar em 3 anos (BHKP em USD 450/tonelada na China), segundo o Rabobank. A instituição divulgou o seu relatório sobre perspectivas para o agronegócio brasileiro.

Nesse cenário, o mercado deve se recuperar. “No início de 2020, o mercado esperava uma recuperação nos preços após um forte ajuste de estoques no final de 2019 e começo de 2020, porém, a chegada da pandemia frustrou a recuperação dos preços. Apesar das incertezas globais, com a crise econômica gerada pelo surto de Covid-19, o mercado de celulose manteve-se perto do equilíbrio entre oferta e demanda durante 2020”, comenta.

“Os estoques internacionais iniciaram o ano, próximos de patamares normalizados (45 dias equivalentes) e a rentabilidade baixa ou até negativa para um percentual relevante dos produtores globais de celulose (aproximadamente 20%) acabou limitando a oferta em várias regiões. Assim, o espaço para quedas adicionais de preços em 2020 comprovou-se limitado, e a demanda global mostrou resiliência apesar das incertezas no cenário macroeconômico. Ao longo de 2020, o real depreciado tem ajudado a incrementar as margens dos exportadores brasileiros e colocá-los em uma situação bem mais favorável do que seus pares internacionais, mantendo margens saudáveis apesar dos preços baixos em dólar”, completa.

O principal impacto da crise global do Covid-19 no setor, foi a queda na demanda de papeis de imprimir e escrever, que trouxe uma aceleração da tendência observada nos últimos anos. “Com algumas exceções como a China e outros mercados emergentes, o consumo de papeis de imprimir e escrever diminuía há muito tempo e por vários motivos. A digitalização observada na maioria dos setores da economia global, especialmente em áreas como a educação, a publicidade e os jornais, já mostrava há pelo menos uma década, uma clara tendência de queda no consumo de papel em várias regiões”, conclui.

Por: AGROLINK –Leonardo Gottems

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Sete entre os dez produtos mais exportados pelo Brasil no 1º. semestre são do agronegócio – BeefPoint

Fonte: Internet
Fonte: Internet

 

Dados divulgados pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MICS) na última sexta-feira (1º.), mostram que, no primeiro semestre de 2016, o Brasil obteve superávit de US$ 23,6 bilhões na balança comercial – valor dez vezes maior que o resultado apresentado no mesmo período do ano passado (US$ 2,2 bilhões). O crescimento do saldo comercial foi impulsionado principalmente pela queda de 27,7% das importações.

Apesar do resultado positivo no saldo da balança, o comércio externo do país tem apresentado forte desaceleração. Houve queda de US$ 29,6 bilhões na corrente de comércio do Brasil e retração de 4,3% nas exportações, conforme informações da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

No primeiro semestre de 2016, esses produtos trouxeram ao Brasil US$ 41,6 bilhões em receita, 46% do valor total. Dentre esses, sete são do agronegócio, US$ 29,9 bilhões (33,2%) do total das exportações brasileiras.

No período, os destaques do agronegócio foram:

· Soja em grão, US$ 13,9 bilhões (+11%), aparecendo como o principal produto exportado;

· Açúcar em bruto, US$ 3,1 bilhões (+19%), em 4º;

· Celulose, US$ 2,7 bilhões (+7%), em 7º,

· Carne bovina, US$ 2,2 bilhões (+6%), em 8º.

Os dados apresentam um cenário com boas oportunidades para os produtores agropecuários do Brasil, principalmente devido à demanda aquecida e ao câmbio favorável. Desse modo, em 2016, o setor continua sendo um elemento chave para o desempenho da balança comercial do país.

Fonte: CNA, resumida e adaptada pela Equipe BeefPoint.