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Homeopatia

Homeopatia Veterinária #1: Homeopatia reduz custos da pecuária

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Gastos com controle de parasitas podem ter redução em 50%, segundo o especialista da Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola (EBDA), vinculada à Secretaria de Agricultura da Bahia, Antônio Vicente Dias. A utilização de homeopatia na pecuária, além de eficiente no combate e prevenção de doenças do rebanho, pode reduzir em até 80% os gastos com produtos veterinários de origem alopáticas – medicamentos tradicionais -. “A homeopatia permite ao produtor curar efetivamente os seus animais e as suas plantas, dando sustentabilidade à produção, sem agredir o meio ambiente, e permitindo a obtenção de produtos de origem animal e vegetal livres de contaminação química”, explica Dias.

imagemdimOs trabalhos de pesquisa com o uso da homeopatia acontecem na Estação Experimental de Aramari, da EBDA, na região de Alagoinhas. No local, também são realizadas ações de manejo sanitário, controle alternativo de formigas, com a borrifação manual de solução que mistura 50 litros de água com 10 quilos de folhas trituradas de Neem. “Com o objetivo de não comprometer a biodiversidade do ecossistema, utilizamos tecnologias com base nos princípios agroecológicos”, conta a veterinária e chefe da estação, Carolina Mello.

Na estação, mais de duzentos animais são tratados com homeopatia. A alternativa orgânica, combate todas as doenças incidentes no gado, como a tristeza parasitária em bezerros, mosca dos chifres, bernes, carrapatos, verminoses e também na cura da mastite. “A homeopatia atua no organismo de forma natural, respeitando e estimulando os mecanismos de defesa do animal, através de ações imunológicas no combate aos vírus, bactérias, fungos e outros agentes causadores das doenças”, explica Dias.

A rotina no uso dos procedimentos se inicia quando o animal ainda não completou seu primeiro ano de vida. Além das vacinas convencionais, cada bezerro é vermifugado com Sulphur 30 X, com sete dias de nascido, e a partir dos 30 dias, a dose é repetida mensalmente, durante todo o ano. Além do trabalho de prevenção a verminoses, todo rebanho recebe, a cada sete dias, borrifadas com a solução de Neem, eficaz no combate a carrapatos.

Em 2006, a pesquisa intitulada “Uso da Homeopatia no Tratamento da Tristeza Parasitária de Bovinos”, do engenheiro agrônomo da EBDA, Sinval Luz, concluiu que este mal poderia ser curado com o uso de medicamentos homeopáticos.

Redução de custos com remédios

O experimento, realizado com 21 bezerros acometidos com a doença, certificou que o tratamento é eficaz, podendo curar um animal em até oito dias, metade do tempo necessário para cura com outros produtos. Outro fator considerado é a redução de custos com medicamentos. Comparando a média de custo dos tratamentos homeopáticos com a estimativa de custo de medicamentos alopáticos, convencionais, a pesquisa garantiu que a redução é de aproximadamente 87%.

No controle de doenças, o gasto com homeopatia custa em média R$ 3,80 por animal/ano, enquanto pelo método tradicional, são gastos mais de R$ 28,20 por animal/ano. Outra vantagem do medicamento homeopático está na possibilidade de manipulação das formas de aplicação respeitando as condições do rebanho. Baseado nas prescrições veterinárias e nos valores das doses dos medicamentos alopáticos, o custo homeopático é 13,47% do alopático, ou seja, o tratamento homeopático é 86,53% mais barato.

O baixo custo do tratamento, a ausência de resíduos químicos na carne e no leite dos animais, e a redução da mortalidade, são vantagens no tratamento homeopático. Outros benefícios são o controle das infecções em bezerros; minimização do estresse na desmama, e retenção de placenta. Também na bovinocultura de corte, a homeopatia controla parasitas, minimiza o estresse na vacinação e no transporte, e erradica diversas doenças infecciosas.

A Estação de Aramari passou a trabalhar exclusivamente com homeopatia, nos seus rebanhos bovino, caprino e bubalino, a partir de 1996. Esse trabalho, um dos primeiro no País, e cujos resultados vem sendo divulgados em outras regiões, tem despertado a curiosidade de professores, técnicos, pesquisadores e produtores, que buscam agregar valor à produção, oferecendo um produto limpo de agrotóxicos, muito valorizado no mercado consumidor.

Fonte: Jornal Tribuna da Bahia / Real H

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Meio Ambiente

Guia explica Código Florestal para produtores rurais

O Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola – IMAFLORA e o Instituto de Pesquisas e Estudos Florestais (IPEF) somaram esforços para elaborar um Guia técnico sobre o Código Florestal, que explicasse, de forma clara, a complexidade da nova Lei, e sua aplicação para as propriedades rurais de qualquer tamanho, e localizadas em todas as regiões e biomas do Brasil.

Imagem: greenitbrasil
Imagem: greenitbrasil

O principal objetivo do “Guia para a aplicação da nova lei florestal em propriedades rurais” é colaborar para um melhor entendimento sobre a lei por parte dos produtores, bem como para sua efetiva implementação no campo.

Elaborado por Maria José Zakia, assessora do IPEF, e por Luis Fernando Guedes Pinto, engenheiro agrônomo do IMAFLORA, a publicação traz definições para aplicação da Lei, capítulos específicos sobre áreas de preservação permanente, reserva legal, regularização de imóveis rurais, cadastro ambiental rural e sobre a novidade do Código, os instrumentos econômicos para auxiliar a conservação em terras privadas, além de casos práticos.

O trabalho é rico em recursos gráficos, como ilustrações, diagramas e fotografias que ajudam a explicar cada tema abordado. Traz ainda “caixas” com explicações adicionais de conceitos tratados naquele capítulo, além da indicação de links para aprofundamento das informações técnicas, leis complementares, informações sobre agências ambientais, e casos práticos e reais da implantação da Lei em fazendas.

Os autores do Guia lembram, na apresentação do trabalho, que “o Brasil tem a agropecuária como um dos pilares de sua economia, constituindo-se um grande produtor e exportador de alimentos, de fibras e de bicombustíveis. Também se configura como um dos países com a maior cobertura florestal do planeta.,além de um dos maiores detentores de biodiversidade, provendo serviços ambientais, e dos maiores possuidores de reservas de água doce superficial e subterrânea do mundo” e lembra que 68% das florestas brasileiras estão em áreas particulares, fora da proteção pública. Daí a motivação para realizá-lo.

O “Guia para aplicação da nova lei florestal em propriedades rurais” pode ser baixado livremente nas páginas eletrônicas do IMAFLORA e do IPEF, em:

http://www.imaflora.org/downloads/biblioteca/52d7c3a819c3e_Guia_Aplicao_Nova_Lei_Florestal.pdf

http://www.ipef.br/publicacoes/

Fonte: Imaflora

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Pecuária

Governo espera mais acesso da carne brasileira ao mercado internacional

O Ministério da Agricultura espera a liberação de diversos mercados importantes para as carnes brasileiras neste ano. Nesta semana, a instituição divulgou nota manifestando otimismo até mesmo em relação a negociações que já se arrastam há mais de uma década.

d20101116_110217_q10“Uma das mais aguardadas este ano é uma possível conquista do acesso da carne brasileira aos Estados Unidos, pleito que está em negociação desde 1999. O país norte-americano é o maior importador mundial de carne bovina e é referência para diversos outros mercados quanto a questões sanitárias”, informa a nota.

Outro foco, de acordo com o Ministério da Agricultura, é a China. Na carne bovina, o mercado chinês está fechado para o produto brasileiro desde 2012 quando foi anunciado um caso atípico de Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB), conhecida como o mal da vaca louca.

“Oito unidades estão habilitadas a exportar e, revogado o embargo, espera-se que mais nove estabelecimentos também sejam”, avalia o Ministério.

Na carne suína, além da ampliação do mercado chinês, é esperada pelo governo brasileiro a abertura da Coreia do Sul para o produto de Santa Catarina. O estado é o único do Brasil a ter o status de livre de febre aftosa sem vacinação.

“Trata-se do 5º maior mercado importador do produto e é considerado estratégico para a diversificação das exportações brasileiras”, informa o Ministério, que espera também a reabilitação da carne suína brasileira na África do Sul.

Já na carne de frango, um dos principais alvos é o México, conforme a nota do Mapa. Em 2012, cinco plantas brasileiras foram habilitadas a exportar para o país. A expectativa é chegar a 40 neste ano.

Fonte: Globo Rural

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Pecuária

Brasil e EUA buscam entendimento para melhorar comércio de carne

Os governos do Brasil e dos Estados Unidos publicaram nesta quarta-feira (18/12) uma nota conjunta em que afirmam ter o objetivo de incentivar o comércio agrícola entre os dois países. Segundo o Ministério da Agricultura brasileiro, o foco é a comercialização de carne, com o compromisso de adequação de normas técnicas.

dsc_9786Nota, divulgada no site do Ministério da Agricultura:

Os Estados Unidos e o Brasil são dois dos maiores produtores e exportadores agrícolas do mundo. Ao longo dos últimos 20 anos, o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) e o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) do Brasil têm colaborado em muitos temas agrícolas e atualmente têm cerca de 100 atividades de cooperação em agricultura. Como líderes mundiais no uso de tecnologias inovadoras de produção agrícola, os dois países compartilham um grande interesse em explorar ainda mais a cooperação agrícola.

Tanto o Brasil quanto os Estados Unidos mantêm um forte compromisso com a regulamentação baseada na ciência. O USDA e o Mapa concordaram recentemente numa ação conjunta para alterar as regras que atualmente limitam o comércio bilateral de carne. O comércio bilateral de carne bovina e de todos os produtos à base de carne bovina poderia ocorrer uma vez que cada país exportador atenda aos requisitos técnicos e de equivalência do país importador para saúde animal e inocuidade alimentar.

Fonte: Globo Rural

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Mercados e Créditos

Carne bovina: boi casado atinge a maior cotação do ano

A carne bovina atingiu o maior valor do ano no mercado atacadista de carne com osso. O quilo do boi casado de animais castrados chegou ao patamar de R$ 7,14. Antes, o valor mais alto havia sido registrado nos primeiros dias de outubro: R$ 7,09 o quilo. Naquele período, o boi gordo passava por forte pressão de alta, quando a arroba chegou a R$110 à vista, até então o maior valor do ano.

162986867O atual momento de oferta restrita de boiadas terminadas e de consumo elevado de carne bovina pressiona o preço da arroba, atualmente cotada em R$113 a prazo. Pressionadas pela dificuldade em preencher as escalas de abate, as indústrias vêm ofertando preços cada vez maiores pela arroba.

Nos últimos trinta dias a referência para o boi gordo em São Paulo subiu 4,7%. Vale lembrar que no ano passado a cotação mais alta do boi gordo em São Paulo ocorreu em novembro.

O mercado da carne está otimista com o consumo firme e a expectativa é de que as boas vendas se estendam até o final de dezembro. Caso este cenário permaneça firme, é possível que novas valorizações ocorram em curto prazo.

De qualquer maneira, os animais provenientes dos pastos devem aparecer ao longo do mês, o que pode dar fôlego às cotações do boi e à margem dos frigoríficos.

Carne desossada também sobe

Na última semana o mercado atacadista de carne bovina sem osso acumulou valorização de 3,9%.

No mês, a alta chega a 8,2% na média de todos os cortes pesquisados. O preço médio é o recorde do ano e 13,1% maior que o de um ano atrás, mais de sete pontos percentuais acima da inflação dos últimos doze meses, medida pelo IPCA.

O cenário para demanda é muito positivo. O pagamento dos salários regulares, contratações temporárias e a proximidade das festas de final de ano favorecem.

Embora a economia em 2013 venha patinando, e um exemplo disso são os resultados decepcionantes para o PIB, o mercado de carne parece passar ileso.

Já são 32 das 49 semanas pesquisadas em que os preços médios da carne no atacado estão acima do registrado em igual período do ano anterior. Isso equivale a 65,3% do período analisado.

Novas altas não estão descartadas.

A segunda parcela do décimo terceiro salário pode dar mais fôlego às vendas de carne.

Fonte: Globo Rural

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Meio Ambiente

Governo lança plano de apoio ao agroextrativismo

O governo vai lançar, no 2º Chamado da Floresta, evento que deve reunir mil lideranças extrativistas dos nove estados que compõem o bioma amazônico, um plano nacional de fortalecimento do agroextrativismo. O evento começou dia 28/11 e vai até hoje (29/11) na Reserva Extrativista (Resex) Gurupá-Melgaço, no município de Melgaço, no Arquipélago do Marajó, no leste do Pará. Organizado pelo Conselho Nacional das Populações Extrativistas (CNS), o encontro pretende debater e propor políticas públicas para o desenvolvimento sustentável de quem vive nas florestas da Amazônia.

0_1262632610.8671Hoje, as ministras do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, e do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, o ministro do Desenvolvimento Agrário, Pepe Vargas, e o secretário executivo da Secretaria-Geral da Presidência da República, Diogo de Sant’Ana, vão anunciar uma série de medidas nas áreas de educação, saúde, energia, transporte, moradia e assistência técnica para as populações das reservas extrativistas e de desenvolvimento sustentável e dos projetos de assentamento extrativista.

Izabella Teixeira ressaltou que serão anunciadas medidas para a regulamentação do uso das reservas extrativistas e para a regularização fundiária. “As reservas têm desafios enormes. As populações que lá estão muitas vezes não têm acesso à infraestrutura, energia elétrica, casa. Vamos anunciar assistência técnica para que essas pessoas possam trabalhar o manejo florestal”, disse.

Segundo ela, em 2006, apenas 3.800 famílias tinham título de propriedade nas reservas. Hoje, são 34 mil, e a meta é chegar no ano que vem a 54 mil famílias. “A primeira maneira de combater o ilícito é dar regularização da terra. Vou assinar o regulamento de uso das reservas extrativistas, o que nunca foi feito. As Resex são criadas e se deixa o povo meio solto. Isso é uma demanda enorme das populações extrativistas”, disse Izabella.

Com o tema Conservar a Floresta e Proteger a Vida, o encontro também vai lembrar os 25 anos da morte do líder seringueiro Chico Mendes, assassinado em Xapuri, no Acre, no dia 22 de dezembro de 1988. “Queremos trazer a memória e a luta de Chico Mendes. Vamos lembrar que, mesmo com sua morte, outros camponeses foram assassinados e ainda há muitos ameaçados de morte”, disse a vice-presidente do CNS, Edel Moraes.

De acordo com ela, os extrativistas vão reivindicar ao governo a regularização fundiária de suas terras, a criação de novas reservas e a efetiva implantação de políticas públicas. “Sempre houve muita exploração dos recursos naturais da Amazônia e descaso com as populações ribeirinhas. Falta implementar efetivamente as unidades de conservação com seus planos de manejo sustentável. Queremos mostrar que na floresta tem gente que vive, produz e preserva o meio ambiente”, disse Edel, que lembrou que a cidade onde o evento é realizado tem o menor Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) do país.

Fonte: Agência Brasil

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Meio Ambiente

Programa Municípios Verdes e Sema capacitam municípios sobre licenciamento ambiental rural

O Programa Municípios Verdes (PMV), em parceria com a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) e o projeto Clua/ Imazon, promove nesta quinta (28) e sexta-feira (29), no Hotel Gold Mar, o curso de capacitação em licenciamento ambiental rural, que visa qualificar funcionários de prefeituras para o licenciamento ambiental de atividades rurais, com ênfase nas agrossilvipastoris. Os participantes terão a oportunidade de aprender a teoria e exercitar a prática da elaboração de pareceres jurídicos e técnicos para esse processo.

013277b861047a69c8dd5c58328bd4c5O curso se destina a secretários municipais de Meio Ambiente, técnicos ambientais municipais (da área de licenciamento e geoprocessamento) e assessores jurídicos das secretarias dos municípios de Novo Progresso, Novo Repartimento, Santarém, Altamira, Marabá, Brasil Novo, Paragominas, Dom Eliseu, Tailândia, São Félix do Xingu e Santana do Araguaia.

Os municípios foram priorizados por terem recebido, ao longo de 2013, as oficinas do PMV oferecidas em parceria com Instituto do Homem e do Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) e com a organização Aliança pelo Clima e Uso da Terra (Clua) – Projeto Clua/ Imazon. Também participam como convidados os municípios de Rondon do Pará, Monte Alegre, Pacajá, Ulianópolis e Cachoeira do Arari.

A programação do curso está dividida em três módulos: introdução ao Licenciamento Ambiental Rural (LAR) e à legislação pertinente, bases para elaboração de parecer jurídico, análise de Cadastro Ambiental Rural (CAR), para fins de adequação ambiental do imóvel rural a partir do Novo Código Florestal; análise técnica das atividades e elaboração de parecer técnico e emissão de LAR.

O evento tem como palestrantes a engenheira florestal Ana Lúcia Muniz, o biólogo André da Silva, os engenheiros agrônomos Emmanuell Sobrinho e Julianne Marta e a advogada Estela Albuquerque.

A oficina do Programa Municípios Verdes, ministrada nos municípios que participam nestes dois dias do curso de LAR, é uma atividade em parceria com o Imazon e com a Clua, que tem como objetivo mapear os problemas locais, estruturar e fortalecer a gestão ambiental de cada município, visando à diminuição do desmatamento e à consequente saída da lista dos municípios embargados pelo Ministério do Meio Ambiente.

Fonte: Agência Pará

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Mercados e Créditos

BNDES destina R$ 16,8 MI do Fundo Amazônia para Acre

Contrato foi assinado nesta quarta, 13, em cerimônia com o presidente Luciano Coutinho, o governador Tião Viana e a ministra Izabella Teixeira

O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, e o governador do Acre, Tião Viana, assinaram nesta quarta-feira, 13, contrato que destina ao Estado R$ 16,8 milhões em recursos do Fundo Amazônia. O projeto prevê a implantação do Cadastro Ambiental Rural (CAR) e a adesão ao Programa de Regularização Ambiental (PRA) em todos os 22 municípios do Acre, com prazo de execução de dois anos.

129_331-alt-02-MHG-sp-acre1A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, esteve presente à cerimônia de assinatura, ao lado do diretor da Área de Meio Ambiente do BNDES, Guilherme Lacerda. O evento ocorreu na sede do Banco, no Rio de Janeiro. A implantação do CAR registro público eletrônico das informações ambientais do imóvel rural ‹ atende à exigência do novo Código Florestal e às prioridades do Fundo Amazônia para o biênio 2013-2014. As duas iniciativas do projeto (CAR e PRA) estão no centro da política ambiental brasileira e são diretamente voltadas para a gestão ambiental e para o combate ao desmatamento. ³O CAR serve como um mecanismo de gestão e pode ser firmar como instrumento para o maior programa de recuperação ambiental de florestas e rios², disse Izabella Teixeira.

O Cadastro contribui para o processo de regularização ambiental das propriedades rurais e para a recuperação de áreas de preservação permanente e de reserva legal do Estado. Para Coutinho, trata-se de ³uma ferramenta absolutamente essencial para o processo de desenvolvimento com sustentabilidade². Já o PRA visa sanar os passivos ambientais de posses e propriedades rurais, uma vez que o proprietário com passivo ambiental deverá elaborar um Projeto de Recomposição de Áreas Degradadas e Alteradas, onde constarão as obrigações, a localização e o prazo para o cumprimento. O foco do projeto do Fundo Amazônia no Acre será constituído por proprietários de imóveis da agricultura familiar em uma área de cerca de 9 milhões de hectares. O governo do Estado investirá em capacitação, aprimoramento da infraestrutura e adequação da base legal. Os médios e grandes proprietários rurais também serão indiretamente beneficiados, sobretudo pela melhoria de infraestrutura e da capacitação de servidores para fins de implementação do CAR.

O Ministério do Meio Ambiente, por meio do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), está desenvolvendo um sistema informatizado para apoio à implementação do CAR que estará disponível para os Estados gratuitamente. Sobre o Fundo Amazônia Criado em agosto de 2008, o Fundo Amazônia é uma iniciativa do governo brasileiro que busca captar doações para investimentos não reembolsáveis em ações de prevenção, monitoramento e combate ao desmatamento, além de atividades de promoção da conservação e do uso sustentável das florestas do bioma amazônico. Desde então, o Fundo Amazônia já aprovou 45 projetos, no valor de R$ 629 milhões.

Fonte: Dinheiro Rural

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Pecuária

Exportação de carnes em outubro bate quarto recorde mensal seguido

As exportações brasileiras de carne bovina (in natura, industrializada, miúdos e tripas) em outubro somaram 147 mil toneladas e geraram US$ 659,5 milhões, informou nesta quarta-feira (13/11), a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec). É o melhor desempenho da história, com recordes sucessivos nos últimos quatro meses de 2013, tanto em receita como em volume exportado. No mês passado a exportação de carne bovina cresceu 6,17% em faturamento e 5,1% em volume, comparado ao resultado de setembro.

0,,69806755,00“O ano de 2013 tem sido excepcional para a agropecuária brasileira, obtendo um crescimento exponencial e consolidando o nosso papel de liderança no mercado exportador de carne bovina no mundo”, disse em nota o presidente da Abiec, Antônio Jorge Camardelli. Ele observa que para atingir o novo recorde a ampliação dos negócios com a Venezuela foi decisiva. As exportações para o mercado venezuelano em outubro cresceram 92,9% (para 20 mil toneladas) em relação a igual mês de 2012; para Hong Kong aumentaram 64,2% (para 33,2 mil toneladas); e para a Rússia subiram 44,1% (para 25,1 mil toneladas).

Os dados compilados pela Abiec mostram que de janeiro a outubro deste ano as exportações de carne bovina cresceram 18,8% em volume e 12,5% em receita. O total embarcado atingiu 1,232 milhão de toneladas e o faturamento ficou em R$ 5,449 bilhões. A Abiec explica que o bom desempenho se deve ao crescimento de mercados como Hong Kong, cujos negócios com os frigoríficos brasileiros foram 83,4% maiores, Venezuela (90,7%), Argélia (48,5%) e Estados Unidos (24%).

O levantamento da Abiec mostra que a carne in natura continua sendo a categoria mais desejada pelos importadores, totalizando US$ 4,3 bilhões e volume de 968,7 mil toneladas. As exportações de carne industrializadas somaram 87,7 mil toneladas e US$ 530,4 milhões no acumulado deste ano.

Fonte: Globo Rural

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Meio Ambiente

Audiência discute andamento de ações para aplicação do Código Florestal

A Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável vai promover audiência pública para debater a implementação nacional do Cadastro Ambiental Rural (CAR) e dos Programas de Regularização Ambiental (PRAs).

Esses instrumentos são considerados fundamentais para a efetiva aplicação do Código Florestal (Lei12.651/12) aprovado recentemente pelo Congresso.

CARO deputado que pediu a audiência, Antônio Roberto (PV-MG), faz parte do Grupo de Trabalho que acompanha a implementação do Código Florestal. Ele considera essencial para essa tarefa “saber em que estágio se encontra a implementação do CAR, na esfera federal e nos Estados, e dos PRAs”.

O que são?

O Cadastro Ambiental Rural é um registro eletrônico, obrigatório para todos os imóveis rurais, que tem por finalidade integrar as informações ambientais referentes à situação das Áreas de Preservação Permanente (APPs), das áreas de Reserva Legal, das florestas e dos remanescentes de vegetação nativa, das Áreas de Uso Restrito e das áreas consolidadas das propriedades e posses rurais do país.

O cadastro é uma base de dados estratégica para o controle, monitoramento e combate ao desmatamento das florestas e demais formas de vegetação nativa do Brasil, bem como para planejamento ambiental e econômico dos imóveis rurais.

Já os Programas de Regularização Ambiental, instituídos pela União, os Estados e o Distrito Federal, são as iniciativas a serem desenvolvidas por proprietários e posseiros rurais para adequar e promover a regularização ambiental de suas propriedades. O Código Florestal estabeleceu o prazo de um ano, prorrogável por igual período, para que fossem elaborados os PRAs.

Convidados

Foram convidados para a audiência representantes:
– do Ministério do Meio Ambiente;
– do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama);
– da Associação Brasileira de Entidades Estaduais de Meio Ambiente (Abema);
– da Confederação Nacional da Agricultura (CNA); e
– do Observatório do Código Florestal.

A data da reunião ainda não foi definida.

Fonte: Agência Câmara Notícias