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Agroeconomia

USDA deve reduzir estimativas de produção e estoques de soja e milho dos EUA

Terra boa: o cultivo de soja no País tem potencial para chegar a 120 milhões de sacas no ciclo 2018/2019 (Crédito: Istock)

Chicago, 8 – O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) deve reduzir nesta sexta-feira, 8, suas estimativas para produção e estoques domésticos de soja e milho. O aguardado relatório mensal de oferta e demanda do USDA trará uma combinação dos dados de janeiro e fevereiro, já que no mês passado o documento não foi publicado por causa da paralisação do governo norte-americano.

Segundo analistas, traders mantiveram uma postura de cautela nesta semana à espera do relatório mensal do USDA, já que outros dados estão sendo publicados com atraso e não mostram a situação atual do mercado.

Analistas consultados pelo Wall Street Journal acreditam que a estimativa de produção de soja deve ser reduzida de 4,6 bilhões de bushels em dezembro para 4,558 bilhões de bushels (125,2 milhões para 124 milhões de toneladas). Já a estimativa para a safra de milho deve ser cortada de 14,626 bilhões para 14,509 bilhões de bushels (371,5 milhões para 368,53 milhões de toneladas).

Quanto aos estoques de soja nos EUA ao fim da temporada 2018/19, os analistas preveem uma redução de 955 milhões para 920 milhões de bushels (26 milhões para 25 milhões de toneladas). O USDA deve reduzir também sua projeção para as reservas de milho, de 1,781 bilhão para 1,714 bilhão de bushels (45,24 milhões para 43,53 milhões de toneladas). Já a previsão para estoques finais de trigo deve ser elevada de 974 milhões para 993 milhões de bushels (26,5 milhões para 27 milhões de toneladas).

De acordo com os analistas, a previsão para estoques globais de soja deve ser cortada de 115,3 milhões para 113,9 milhões de toneladas. As reservas mundiais de milho serão reduzidas de 308,8 milhões para 307,5 milhões de toneladas, enquanto a projeção para estoques de trigo deve ficar praticamente inalterada, em 268 milhões de toneladas, disseram os analistas.

Separadamente, o USDA vai publicar seu relatório trimestral de estoques que deveria ter saído em janeiro. O governo dos EUA deve estimar que as reservas domésticas de soja em 1º de dezembro de 2018 somavam 3,687 bilhões de bushels (100,35 milhões de toneladas), em comparação a 3,161 bilhões de bushels (86 milhões de toneladas) um ano antes.

Para o milho, o mercado estima os estoques no começo de dezembro em 12,117 bilhões de bushels (307,8 milhões de toneladas), ante 12,567 bilhões de bushels (319,2 milhões de toneladas) em igual data de 2017. O USDA deve estimar as reservas de trigo em 1º de dezembro em 1,952 bilhão de bushels (53,13 milhões de toneladas), de 1,873 bilhão de bushels (51 milhões de toneladas) um ano antes.

O USDA vai divulgar ainda sua estimativa para a área semeada com trigo de inverno no país em outubro e novembro do ano passado, referente à safra 2019/20. Segundo os analistas, a área semeada total foi de 32 milhões de acres (12,95 milhões de hectares), ante 32,5 milhões de acres (13,15 milhões de hectares) no ciclo 2018/19. Fonte: Dow Jones Newswires.

Fonte: Por Canal Rural

 

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Mercado de grãos

Soja não mantém fôlego e volta a operar do lado negativo da tabela em Chicago nesta 5ª feira

Fonte: Internet

Como tem acontecido nos últimos pregões na Bolsa de Chicago, os preços da soja deixaram de lado a estabilidade observada no início do dia e voltaram a recuar de forma significativa na tarde de hoje. As cotações cediam, por volta de 13h (horário de Brasília), entre 8,50 e 9 pontos, com o julho/18 valendo US$ 8,81.

Segue a pressão sobre o mercado internacional da soja. A guerra comercial entre China e Estados Unidos ganha um tom cada vez mais tenso e, embora ainda no campo da especulação para boa parte das ações de ambos os países, mantém o mercado financeiro em alerta e os investidores mais cautelosos, buscando por ativos mais seguros do que commodities agrícolas.

Dessa forma, os fundos seguem se desfazendo de suas posições entre os futuros da soja.

“O mercado de grãos está esperando por mais notícias sobre os próximos passos das duas maiores economias do mundo nessa guerra comercial. Os poderes de ambas serão suficientes para resolver os desencontros antes destas tarifas terem valor efetivo?”, se questionam os analistas da consultoria internacional Allendale, inc.

Ademais, segue o desenvolvimento da safra 2018/19 dos Estados Unidos. As condições atuais de clima são bastante favoráveis para as lavouras até este momento e, nas previsões, ainda não são notadas ameaças que poderiam tirar o potencial das plantações.

“Precipitações eminentes são esperadas para todo o Cinturão Agrícola num raio de 30-60mm acumulados nestes próximos 5 dias. As regiões que recebem a maior quantidade pluviométrica são também aquelas que traziam alguma preocupação com o potencial de permanência de uma estiagem. Agora, a umidade do solo do centro do Cinturão se recupera, invalidando qualquer efeito negativo das temperaturas elevadas dos últimos dias”, diz o boletim diário da AgResource Mercosul (ARC).

Nesta quinta-feira também, o mercado e seus participantes se atentam aos novos números de vendas semanais que serão divulgados pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos). As expectativas dos traders para a soja variam de 300 mil a 600 mil toneladas para a safra velha e de 100 mil a 400 mil para a safra nova.

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Soja: Leve recuperação do dólar é anulada pelas baixas de Chicago e preços cedem no Brasil – Notícias Agrícolas

Fonte: Internet

As baixas no mercado internacional da soja se intensificam na tarde da sexta-feira (17) e, perto de 13h45 (horário de Brasília), já passavam dos 10 pontos entre as posições mais negociadas. Assim, com o vencimento maio/17, referência para a safra do Brasil, valendo US$ 10,44, os preços no Brasil mais uma vez cediam. No porto de Rio Grande, o produto disponível perdia 0,94% e o patamar dos R$ 74,00, para ser negociado a R$ 73,50 por saca. No mercado futuro, a referência para junho chegava aos R$ 76,00, com queda de 0,65%.

OS negócios no mercado nacional, portanto, ainda seguem escassos. “As indústrias estão mais interessadas em receber os contratos que têm com os produtores e os produtores seguem mais interessados em colher do que em novas vendas”, explica o consultor de mercado Vlamir Brandalizze, da Brandalizze Consulting.

As baixas mais intensas dos futuros da commodity se confrontaram, porém, com uma leve recuperação do dólar frente ao real neste final da semana em que a moeda americana chegou a testar os R$ 3,03 ao longo das últimas sessões. Por volta das 14h20, Brasília, a divisa subia 0,65% e era cotada a R$ 3,10.

“Está havendo apenas um ajuste de posição com a cautela vista hoje no exterior”, comentou um operador sênior de uma corretora à agência de notícias Reuters. A trajetória da moeda no mercado brasileiro, porém, ainda é de baixa, segundo especialistas. “A tendência de baixa do dólar no mercado brasileiro vem sendo sustentada principalmente pela expectativa de ingresso de recursos, sobretudo diante das recentes captações feitas por empresas no exterior”, informa a agência de notícias.

Bolsa de Chicago

“As expectativas de uma safra recorde na América do Sul, juntamente com incertezas sobre o aquecimento da demanda mundial por soja, pesam sobre o mercado
sem o sustento das compras massivas de especuladores”, informam os analistas da AgResource Brasil em seu reporte diário.

Ainda faltam novidades que possam motivar uma tendência mais clara dos preços daqui em diante, embora o mercado já comece a especular, levemente, sobre a nova safra da América do Sul que começa a ser cultivada nos próximos meses.

Entre os fundamentos já conhecidos, a demanda, a boa safra da América do Sul e uma oferta melhor de farelo de soja vinda da Argentina. No macrocenário, a economia internacional parece também não influenciar de forma muito severa as cotações neste momento, segundo avaliam analistas e consultores de mercado.

“O mercado está bastante comprado e com as previsões de clima favorável na América do Sul, as baixas desta quinta-feira (16) e a dificuldade do mercado de manter suas altas recentes indicam mais vendas (de posições por parte dos fundos)”, diz o analista internacional Tobin Gorey, do Commonwealth Bank of Australia. “Os bons estoques sul-americanos estão aumentando a limitação do mercado de se recuperar e sustentar seus rallies”, completa.

 
 

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Agroeconomia

Em Chicago, milho tem dia de realização de lucros e fecha pregão desta 4ª feira com perdas de mais de 6 pts – Notícias Agrícolas

Fonte: Internet

Na quarta-feira (28) foi negativa aos preços do milho negociados na Bolsa de Chicago (CBOT). Depois de iniciarem a sessão próximas da estabilidade, as cotações do cereal ampliaram as perdas ao longo do dia e encerraram o pregão com desvalorizações de mais de 6 pontos. O vencimento março/17 era cotado a US$ 3,48 por bushel e o maio/17 a US$ 3,54 por bushel. O setembro/17 operava a US$ 3,69 por bushel.

Segundo dados das agências internacionais, o mercado exibiu um movimento de realização de lucros após a recente valorização. Ainda nesta terça-feira, os preços da commodity apresentaram ganhos entre 8,50 e 9,25 pontos, uma alta de mais de 2%.

“Estamos nos três últimos pregões do ano. Isso leva a alguns movimentos exagerados nos mercados, em ambas as direções”, disse o analista da Linn & Associates, Terry Linn, em entrevista à Reuters internacional.

Do lado fundamental, os investidores ainda acompanham o desenvolvimento da safra na América do Sul, especialmente na Argentina. E, segundo o site Soybeans & Corn Advisor, as chuvas nos últimos dez dias no país contribuíram para recarregar a umidade do solo.

Outro fator que também contribuiu para a formação desse cenário foi a firmeza do dólar no cenário internacional. “Um dólar mais forte adicionado ao sentimento de baixa, pois teoricamente pode tornar os grãos dos EUA menos atraentes a outros compradores”, destacou a Reuters internacional.

Mercado brasileiro

No Brasil, a quarta-feira (28) foi novamente um dia de pouca alteração aos preços do milho praticados no mercado doméstico. De acordo com levantamento realizado pelo economista do Notícias Agrícolas, André Lopes, as principais praças pesquisadas não registraram referência.

Apenas em São Gabriel do Oeste (MS), o preço subiu 1,85%, com a saca a R$ 27,50. No Porto de Paranaguá, a cotação permaneceu estável em R$ 36,00 a saca do cereal. Segundo ponderam os analistas, os negócios caminham lentamente essa semana devido às festas de final de ano.

E a perspectiva é que os negócios sejam retomados com maior intensidade a partir da segunda semana de janeiro. Paralelamente, os especialistas já alertam que os preços do grão podem ceder no início do ano em meio à colheita da safra de verão, que pode superar 30 milhões de toneladas de milho nesta temporada.

Além disso, alguns produtores terão que vender o grão, ainda armazenado, para liberar espaço para a safra de soja. Esse também é um fator negativo e que pode pressionar as cotações do cereal, ainda conforme destacam os analistas.

Somando a esse quadro, os participantes do mercado ainda acompanham os dados sobre as exportações brasileiras. No mês anterior, os embarques do cereal totalizaram 961,4 mil toneladas, bem abaixo do registrado no mesmo período do ano anterior, de 4,75 milhões de toneladas.

No acumulado da temporada, de fevereiro a novembro de 2016, os embarques do cereal totalizam 16,39 milhões de toneladas, segundo dados da Secex (Secretaria de Comércio Exterior).

Já no mercado futuro brasileiro, os preços do milho subiram pelo 2º dia consecutivo. Nesta quarta-feira, os principais contratos do cereal ampliaram os ganhos e encerraram o pregão com valorizações entre 0,03% e 1,57%. O março/17 era cotado a R$ 35,85 a saca e o maio/17 a R$ 35,55 a saca. Apenas o janeiro/17 apresentou leve queda, de 0,63%, cotado a R$ 38,06 a saca.

Mesmo diante da forte queda registrada no mercado internacional, as cotações encontraram suporte no câmbio. O dólar fechou o dia com alta de 0,21%, negociado a R$ 3,2805 na venda. O dia foi marcado pelo baixo volume de negócios e, segundo a Reuters, “se sobrepondo à notícia de que o presidente Michel Temer vai vetar parcialmente o projeto de lei que trata da dívida dos Estados com a União”.

Por: Fernanda Custódio

Fonte: Notícias Agrícolas

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Agronotícias

Produtor deve acelerar venda antecipada de grãos em MT, diz Imea – Globo Rural

Preocupação é maior com a comercialização do milho, afirma superintendente do Instituto

Foto: Ernesto de Souza/Ed. Globo

Mais lenta do que na mesma época na temporada passada, a venda antecipada de soja e milho da safra 2016/2017 deve ganhar ritmo nos próximos meses, em Mato Grosso. É em que acredita o superintendente do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), Daniel Latorraca.

“Acreditamos que agora deva deslanchar essa comercialização, em especial a de milho, que preocupa. A de soja a gente viu que melhorou, mas a de milho tem uma preocupação para os próximos meses”, resume ele.

De acordo com dados do próprio Imea, os produtores venderam antecipadamente até o mês de novembro 36,3% da safra recém-plantada de soja no Estado, que deve render 30,46 milhões de toneladas. Nessa mesma época na safra passada, o Instituto estimava que as vendas estavam em 53,1% da produção.

Em relação ao milho, que será semeado no início de 2017, a diferença é ainda maior. Até novembro, tinham sido negociados 24,8% da produção estimada pelo Instituto, de 25,03 milhões de toneladas. Nessa mesma época no ano passado, os produtores haviam comercializado de forma antecipada 70,4% da colheita.

“No milho, ainda não se comercializou o que se travaria de custo em Mato Grosso, que seria 50%. O que significa que alguns produtores ainda estão a mercado com seus custos em um cenário em que a gente vê Chicago flutuando não em um nível esperado e o câmbio bastante impactado. Tudo isso é risco”, alerta Latorraca.

Principal produtor nacional de soja e milho do Brasil, Mato Grosso deve ter elevações significativas de produtividade na safra 2016/2017, recuperando-se das perdas sofridas no ciclo anterior por causa do clima desfavorável. Na última semana, o próprio Imea revisou para cima suas estimativas as duas culturas.

Na soja, cada um dos 9,39 milhões de hectares plantados deve render 54,05 sacas, levando a uma produção de 30,46 milhões de toneladas do grão. Latorraca explica que o plantio encerrado mais cedo trouxe boas expectativas para o rendimento no campo. Além disso, as chuvas, de um modo geral, têm sido favoráveis ao desenvolvimento das lavouras.

“A gente teve uma melhora das lavouras depois da semeadura já consolidada no Estado. As lavouras estão em vários estágios de desenvolvimento, a gente começou a semeadura antecipada, acelerada. Isso já dá uma boa perspectiva em relação às produtividades”, resume.

O plantio de soja já encerrado deve favorecer também o milho. Na opinião do superintendente do Imea, a janela para plantio da segunda safra deve ser uma das melhores dos últimos anos. Por essa razão, o Instituto também elevou suas estimativas para a produção do cereal em Mato Grosso na safra 2016/2017.

A área a ser plantada logo após a colheita da soja deve somar 4,42 milhões de hectares. A considerar também uma expectativa de clima favorável, o rendimento no campo deve ser de 96,7 sacas por hectare, levando a uma colheita de 25,03 milhões de toneladas.

“O grande volume de produção já é conversa no mercado e o produtor tem que ficar atento para travar os custos de produção. Foi um ano de conjuntura muito instável”, diz Latorraca.

Por Rapahel Salomão – Cuiabá – MT

Fonte: Globo Rural

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Agroeconomia

Soja: Mercado volta do feriado nos EUA com espaço para novas altas em Chicago, dizem consultores – Notícias Agrícolas

Fonte: Internet
Fonte: Internet

O mercado brasileiro da soja, nesta quinta-feira (25), registrou um dia de preços estáveis e pouca movimentação. Com a Bolsa de Chicago fechada em decorrência do feriado de Ação de Graças nos Estados Unidos e mais a estabilidade do dólar frente ao real, os negócios voltaram a perder o ritmo, mesmo com preços melhores para a oleaginosa no mercado doméstico. As referências nos principais portos nacionais – principalmente Rio Grande e Paranaguá – hoje, mesmo que em um mercado apenas ‘nominal’, ainda variam perto de R$ 85,00 a R$ 86,00, com referência na entrega maio e pagamento julho 2017. 

“E o mercado ainda tem fôlego para pagar mais amanhã, cerca de R$ 1,00 acima dos preços de hoje, com Chicago voltando do feriado trazendo boas notícias para encarar o final de semana”, explica o consultor Vlamir Brandalizze, da Brandalizze Consulting. Com esses níveis nos portos, ainda segundo o consultor, os preços no interior do Brasil – nas principais regiões produtoras – supera os R$ 70,00 e remunera o produtor neste momento. 

Ontem, com a boa alta do dólar de mais de 1% e mais as cotações atrativas de Chicago – que somam 50 pontos de alta desde a última quinta-feira (17), o ritmo foi melhor e bons negócios foram concluídos em quase todas as regiões produtoras. No Rio Grande do Sul, por exemplo, onde a comercialização está um pouco mais atrasada, os sojicultores aproveitaram o momento e travaram parte de sua produção. 

Para o consultor Ênio Fernandes, da Terra Agronegócios, essa parcimônia dos produtores brasileiros neste momento é uma estratégia acertada, com o foco mantido em aproveitar as novas e ainda melhores oportunidades que podem surgir mais adiante. E, para o sojicultor que quiser se manter competitivo, “terá de buscar informação 24 horas por dia”, diz em entrevista ao Notícias Agrícolas.

Na sequência, Fernandes orienta ainda atenção redobrada sobre o câmbio e os impactos que o cenário político doméstico exerceram sobre o andamento da moeda norte-americana frente à brasileira, o qual deverá ser bastante volátil nas próximas semanas. “O principal item do investidor é segurança”. 

Para Brandalizze, o dólar acomodado no patamar dos R$ 3,40, por exemplo, já seria suficiente para que o produtor brasileiro faça preços ainda melhores do que os registrados no ano passado. E, segundo especialistas, a tendência atual para o câmbio é de alta frente as incertezas sobre a aprovação de medidas, no Brasil, para a estabilização da economia, por exemplo. 

Comercialização x Clima

Mesmo com um cenário mais favorável para a comercialização que parece começar a se estabelecer para a soja do Brasil, o produtor também limita seu ritmo de vendas diante das incertezas sobre o clima para esta safra, principalmente após as perdas ocasionadas pelo El Niño na temporada 2015/16. Muitos sojicultores sofreram prejuízos severos no ano passado e já tinham travado boa parte de sua safra, o que os impediu de cumprir alguns contratos. 

“É uma postura lógica do produtor, que recua diante da possibilidade de que a produção se perca. Por outro lado, como ele também já esperou bastante tempo, agora, diante de um fato que pode culminar em uma perda e levar a uma elevação dos preços, o produtor observa para ver o que vai acontecer”, explica Camilo Motter, economista e analista de mercado da Granoeste Corretora de Cereais. 

Segundo Motter, há avaliações que indicam que haja cerca de 30% a 35% da área brasileira da soja – com estados de Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, partes do Mato Grosso do Sul e São Paulo, sob risco climático nessa safra, área que estaria no foco do La Niña. “Esse é um ano em que o produtor plantou um volume maior de ciclo precoce, tivemos um clima bastante frio nos últimos dias para essa época do ano e isso também dá uma segurada no desenvolvimento. Então, ciclo precoce, clima frio e agora quente e seco, precisamos ver se haverá danos”, diz. 

Perspectivas para Chicago

Os negócios na Bolsa de Chicago serão retomados nesta sexta-feira, 25 de novembro, porém, com meio pregão apenas, já que é volta de um dos feriados mais tradicionais do país. E para Ênio Fernades, a tendência de preços para o mercado internacional agora é de alta dadas as últimas informações. 

A demanda é muito intensa e os futuros do complexo soja, principalmente no óleo, têm trazido uma força bastante sustentada para o avanço dos preços e ainda deverá seguir no foco dos traders. Além das vendas norte-americanas muito fortes e maiores do que as da temporada anterior, há também uma busca maior pelo óleo de soja agora que a Agência de Proteção Ambiental dos EUA divulgou uma elevação na cota dos biocombustíveis no processo energético do país. Haverá, portanto, mais óleo de soja no diesel e mais etanol de milho na gasolina e, portanto, um uso maior de ambos os grãos para a produção desses biocombustíveis.

Como explica Vlamir Brandalizze, o mercado poderá acompanhar um aumento de cerca de 8 a 10 milhões de toneladas de soja esmagadas a mais nos Estados Unidos. “Essa sim é uma demanda a mais, que não estava sendo esperada”. Na última quarta (23), os futuros do óleo de soja, após essa notícia, subiram mais de 6%, puxaram o grão e o mercado espera agora para entender quais serão os próximos impactos na formação das cotações.  

Derivados

Como explica o consultor de mercado Carlos Cogo, da Carlos Cogo Consultoria Agroeconômica, o óleo de soja foi o mais importante driver para os preços do grão e, realizou o mesmo papel nos últimos dias. A quebra da safra de palma na Malásia e demais países asiáticos comprometeu a produção do seu óleo, puxou seus futuros nas bolsas locais – onde alcançaram as máximas em quatro anos nesta quinta (24) – e também motivaram o óleo de soja.  

Entrento, acredita que um movimento iniciado no começo dos anos 2000, de o farelo ser o protagonista da formação das cotações, ainda é o mais forte catalisador das cotações da soja em Chicago. 

“O farelo de soja se tornou e é, ainda hoje, o maior componente proteico para a fabricação de rações para a produção das carnes que também explodiram que são, justamente, a suína e a de frango, em detrimento da bovina. O farelo é o derivado que apresentou a maior expansão mundial de demanda”, diz Cogo. 

Por: Carla Mendes

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Desenvolvimento

Soja: Com demanda e fundos, Chicago fecha com mais de 2% de alta e preços no BR acompanham – Notícias Agrícolas

O mercado internacional da soja, na segunda-feira (21), fechou o dia com altas de quase 30 pontos, ou mais de 2%, entre os principais vencimentos negociados na Bolsa de Chicago. Assim, apesar da baixa de mais de 1% do dólar frente ao real, algumas praças do interior do Brasil e mais os portos conseguiram acompanhar o avanço e também encerraram o dia em campo positivo. 

Fonte: Internet
Fonte: Internet

No terminal de Paranaguá, o produto disponível se manteve estável em R$ 79,00 por saca, enquanto em Rio Grande foi a R$ 78,00, com ganho de 1,43%. Já no mercado futuro, alta de 0,63% e de 1,20%, respectivamente, para R$ 80,50 e R$ 84,00 por saca. 
No interior, em Itapeva/SP, alta de 4,28% para R$ 71,32; de 1,52% para R$ 67,00 em São Gabriel do Oeste/MS; de 1% no Oeste da Bahia, para R$ 68,00. Onde alguma alta não foi registrada, os preços se mantiveram estáveis neste início de semana, encontrando sustentação no expressivo avanço das cotações na CBOT. 

E essa subida forte dos preços, segundo explicam analistas internacionais, se deu, mais uma vez, pela intensidade da demanda. Os números fortes e surpreendentes dos embarques semanais norte-americanos reportados pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) em seu boletim desta segunda aliados à uma força dos mercados de oleaginosas na Ásia foram a combinação perfeita para a movimentação em Chicago. 

“Foi a junção da força do óleo de palma, do farelo de soja na Bolsa de Dalian, as altas do petróleo, e alguma especulação sobre o clima em determinados pontos do Brasil”, disse, em entrevista à Reuters Internacional, Dan Cekander, presidente da DC Analysis. 

Na semana encerrada em 17 de novembro, os EUA embarcaram 2.666,079 milhões de toneladas e superou largamente as expectativas do mercado. Os traders, afinal, apostavam em algo entre 1,7 milhão e 2 milhões de toneladas. No acumulado da temporada comercial, os Estados Unidos já embarcaram 21.908,956 milhões de toneladas e o volume supera o total do mesmo período da anterior, de 18.173,689 milhões de toneladas.

Além disso, como explicou o diretor da corretora Cerealpar, Steve Cachia, há ainda uma forte movimentação dos fundos de investimento que ajudou a motivar os ganhos. “Na semana passada, houve a maior liquidação dos fundos em nove meses, e o mercado aguentou devido à demanda. E hoje, voltaram ao mercado”, diz. “E como o mercado aguentou bem a pressão e não desandou, é sinal de que pode trabalhar um pouco mais firme”, completa.

Além disso, o mercado passa ainda por uma recomposição em relação aos movimentos da última semana, principalmente nesta semana, que é mais curta por conta do feriado do Dia de Ação de Graças nos EUA – a ser comemorado na quinta-feira (24), quando as bolsas não funcionam e com pregão mais curto na sexta (25).  

Negócios no Brasil

No Brasil, ainda segundo Cachia, há pouco mais de 25% da safra 2016/17 já comercializada e um ganho nesse ritmo está ligado, intimamente, a uma nova disparada do dólar. E para ele, os repiques da moeda americana, que carrega ainda uma tendência de volatilidade, devem, portanto, ser aproveitados. 

“A tendência natural é de dólar sob pressão, ou seja, quando há algo pontual que o faz disparar, tem que aproveitar”, explica o diretor da Cerealpar. “As oportunidades aparecem, ter que ter o sangue frio de puxar o gatilho e não especular demais”, completa.

Por: Carla Mendes

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Agroeconomia

De olho na oferta e na demanda, milho opera próximo da estabilidade nesta 3ª feira em Chicago – Notícias Agrícolas

Fonte: Internet
Fonte: Internet

Nesta terça-feira (18), os futuros do milho negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) operam bem próximos da estabilidade. As principais posições do cereal exibiam ligeiras quedas, de 0,25 pontos. O vencimento dezembro/16 trabalhava a US$ 3,53 por bushel, já o março/17 era cotado a US$ 3,63 por bushel. O maio/17 era negociado a US$ 3,70 por bushel.

Os participantes do mercado ainda acompanham os dados sobre a colheita do cereal no Meio-Oeste dos EUA. No final da tarde desta segunda-feira, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) reportou que, cerca de 46% da área plantada já havia sido colhida até o último final de semana. Na semana passada, o índice era de 35%.

“A atividade de colheita nos EUA tem ganhado ritmo e vai continuar muito ativa ao longo de toda a semana. Isso, provavelmente irá fornecer alguma pressão aos preços às vezes”, disse Darrell Holaday no Country Futures, em entrevista ao Agrimoney.com.

Ainda assim, é preciso levar em consideração a forte demanda pelo produto americano, conforme ponderam os especialistas. “Dois principais argumentos no mercado nesse instante é uma safra recorde ante uma demanda recorde. Só o tempo irá dizer qual dos dois terá mais influência nos preços”, disse Benson Quinn Commodities.

Mercado interno

Na BM&F Bovespa, as cotações trabalham em queda pelo 2º dia consecutivo. As principais posições do cereal testavam perdas entre 0,68% e 1,50%, por volta das 12h52 (horário de Brasília). O vencimento novembro/16 era cotado a R$ 41,41 a saca e o janeiro/17 a R$ 41,91 a saca.

Além da desvalorização de Chicago, o dólar também influencia os preços. A moeda norte-americana era cotada a R$ 3,1882 na venda, com queda de 0,6%, por volta das 11h49 (horário de Brasília). Segundo a Reuters, a moeda segue a busca por risco no exterior.

Por: Fernanda Custódio

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Agroeconomia

Milho mantém tom positivo ao longo do pregão desta 2ª feira em Chicago de olho safra dos EUA – Notícias Agrícolas

Fonte: Internet
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Nesta segunda-feira (10), os futuros do milho negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) dão continuidade ao movimento positivo. Perto das 12h47 (horário de Brasília), as principais posições do cereal exibiam ganhos entre 3,00 e 3,25 pontos. O contrato dezembro/16 era cotado a US$ 3,42 por bushel e o março/17 trabalhava a US$ 3,52 por bushel.

O foco dos investidores permanece no andamento da colheita americana. Ainda nesta segunda-feira, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) reporta novo boletim de acompanhamento de safras. Além disso, os participantes do mercado já buscam um melhor posicionamento diante do relatório de oferta e demanda do órgão americano, que será divulgado na próxima quarta-feira (12).

“Muitas áreas estão relatando os rendimentos das lavouras do cereal impressionantes, mas também existem várias áreas ainda de produtividade menor do que o esperado e questões de doenças”, disse Group AG consultivo Solutions Water Street, ao Agrimoney.com.

“A perspectiva é que o USDA corte sua estimativa para a safra 2016/17 de milho nos EUA. Ainda assim, teríamos uma grande produção”, informou Bryce Knorr, editor e analista de mercado do portal Farm Futures. Em setembro, a safra foi projetada em 383,38 milhões de toneladas do cereal.

Paralelamente, a demanda firme pelo cereal americano permanece como um fator de suporte aos preços. Hoje, o USDA traz novo boletim de embarques semanais, importante indicador de demanda.

Mercado brasileiro

Na BM&F Bovespa, as cotações operam em campo misto nesse início de semana. Às 12h45 (horário de Brasília), as principais posições do cereal exibiam altas entre 0,19% e 0,33%. O janeiro/17 testava leve queda, de 0,69%, cotado a R$ 43,20 a saca. O março/17 mantinha estabilidade, negociado a R$ 40,30 a saca. Já o novembro/16 trabalhava a R$ 42,99 a saca.

Enquanto isso, a moeda norte-americana era cotada a R$ 3,212 na venda, com queda de 0,14%, perto das 12h09 (horário de Brasília). Segundo dados do site do G1, o dólar acompanha o recuo em relação a moedas de países emergentes no exterior em meio ao feriado bancário nos Estados Unidos e da expectativa pela votação da PEC do teto de gastos no primeiro turno na Câmara.

Por: Fernanda Custódio

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Agroeconomia

Negócios da nova safra de soja estão travados em todo o Brasil com preços pouco atrativos – Notícias Agrícolas

Fonte: Internet
Fonte: Internet

O plantio da safra 2016/17 de soja se desenvolve ainda de forma bastante irregular nos principais estados do Brasil dadas as atuais condições climáticas. As chuvas não se mostram bem distribuídas, segundo o relato de produtores rurais e consultores de mercado, o que trava não só os trabalhos de campo, mas também a comercialização da nova temporada. Segundo Vlamir Brandalizze, há pouco mais de 30% da soja já comercializada. 

O consultor da Brandalizze Consulting afirma que, nas últimas quatro semanas, os negócios com a safra nova foram bem pontuais, com baixos volumes e mais como resultado de alguns produtores que não tiveram acesso ao crédito buscando ainda as relações de troca nas revendas. E essas operações, com a grande maioria dos sojicultores com seus insumos já comprados, se mostram mais frequentes nos estados centrais. 

Para o consultor Ênio Fernandes, da Terra Agronegócios, há três fatores básicos que travam as vendas neste momento: a taxa de câmbio bem mais baixa do que a observada há alguns meses [quando foram feitos volumes maiores de negócios], um percentual já vendido que dá garantia ao produtor e a espera do mesmo pela confirmação de sua produtividade e, consequentemente, o quanto ainda poderá ser comprometido da nova safra. 

Do dia 2 de maio ao último 30 de setembro, o preço médio da soja na Bolsa de Chicago apresentou um recuo de 8,45%. Ao se considerar o pico atingido em 10 de junho, de US$ 11,79 por bushel, a baixa acumulada é de 18,98%. Nos mesmos intervalos, o dólar registra recuos de 6,83% e 5,23%, respectivamente. 

Dessa forma e focados na semeadura, os produtores esperam momentos mais oportunos para voltar às vendas, travando conforme os preços lhe trazem margens. De acordo com o consultor de mercado Flávio França Junior, da França Junior Consultoria, o último grande pico de negócio aconteceu no início de junho, quando os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago chegaram a se aproximar dos US$ 11,80. 

“Temos agora um momento bem defensivo. Há duas semanas, quando o mercado se aproximou, novamente, dos US$ 10,00, tivemos algumas operações, mas com pouco avanço e bem pontuais”, afirma França. 

Na região de Querência, em Mato Grosso, por exemplo, há algo entre 20% e 30% da nova safra já comercializada antecipadamente e, nos últimos meses, as vendas perderam bastante ritmo diante dos preços mais baixos, segundo relata o presidente do Sindicato Rural do município, Osmar Frizzo. “Hoje os preços não estão mais atrativos para a fixação”, diz.

O mesmo quadro pode ser observado em Sapezal, também no estado mato-grossense. “As comercializações foram há 90 dias, depois disso, não houve nem mais comentários de negociações futuras. Isso porque as commodities caíram e o custo aumentou, então o produtor acabou não fazendo novas fixações”, explica José Guarino Fernandes, presidente do Sindicato Rural local. 

Na região, a média da soja convencial, nesses negócios antecipados foi de algo entre R$ 75,00 e R$ 76,00 por saca e as transgênicas entre US$ 20,00 e US$ 21,00. 

Passando para o Paraná, onde o plantio está mais adiantado em função de melhores condições de clima e solo, os produtores também estão se dedicando mais ao plantio do que a novas vendas. Como Segundo explica Silvanir Rosset, presidente do Sindicato Rural de Guaíra, quem vendeu antecipado chegou a fixar preços na casa dos R$ 85,00 por saca na região. “Agora nem se fala em contratos. E os grandes desafios agora são o mercado e o clima”, conclui. 

No Mato Grosso do Sul, a mesma situação. O maior volume de negócios saiu, na região de Ponta Porã, quando as cotações variavam entre R$ 75,00 e R$ 80,00 por saca. “Esse é um bom preço para os produtores daqui, quem teve essa possibilidade, fez a venda, mas foi pouco”, relata o técnico agrícola João Pedro Roma. 

Novas Oportunidades

Para os três especialistas consultados pelo Notícias Agrícolas – Vlamir Brandalizze, Ênio Fernandes e Flávio França Junior – a atual postura defensiva dos produtores rurais brasileiros em relação à comercialização da nova safra é bastante acertada neste momento e novas e melhores oportunidades deverão aparecer mais adiante. 

Com a colheita da nova grande safra dos Estados Unidos concluída, os preços em Chicago deverão se acomodar um pouco mais e aliviar a pressão sentida nas últimas semanas, ainda de acordo com os consultores. E é quando a atenção começa a se voltar para o clima na América do Sul, especialmente no Brasil, e deverá ser redobrada à movimentação do câmbio. 

Segundo França, diferente do que aconteceu há aproximadamente dois anos e meio, o sojicultor deverá ter de garantir sua renda via preços em Chicago, uma vez que “do dólar não deverá vir nada de especial, parece que o câmbio está encontrando um equilíbrio”. No entanto, alerta ainda que esse não é um momento de fortes e consistentes altas na CBOT, já que a pressão da entrada da nova safra americana é inevitável.

E para que o produtor brasileiro se sentisse novamente atraído à novas vendas, o dólar deveria voltar, segundo Brandalizze, a atuar na casa dos R$ 3,50. Afinal, com a moeda americana nos atuais valores – na casa dos R$ 3,20 a R$ 3,25 – a referência no porto de Paranaguá, por exemplo, vai a R$ 78,00 para maio e, consequentemente, a algo entre R$ 63,00 e R$ 64,00 por saca no interior de Mato Grosso. “E nos melhores momentos, os preços se aproximaram de R$ 79,00 na região de Sorriso, por exemplo”, relata o consultor da Brandalizze Consulting. 

“Há ainda muita coisa para acontecer. Juntos, Brasil, Argentina e Paraguai plantam 51% de toda a soja do mundo e esses países estão começando a plantar agora. Então, precisaremos acompanhar o clima na América do Sul para saber o que vem pela frente”, diz Fernandes. “Assim, o produtor agora tem bastante reticência em vender nos atuais preços”, completa. 

 

Por: Carla Mendes

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