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Agronotícias

Pará bate recorde na produção de cacau em 2016 – Agência Pará

Mendes informou que a atividade cacaueira no Pará gerou neste ano, uma receita de R$ 888 milhões e uma safra de 118,4 mil toneladas de cacau, passando à frente do maior produtor brasileiro, a Bahia, que sofreu queda na produção por causa da seca no estado. “A nossa produtividade também é a maior do mundo, 948 quilos/ha, com 170 mil hectares plantados, gerando 283 mil empregos, 57 mil deles diretos”, enfatizou o pesquisador da Ceplac.

A reunião do Funcacau, presidida pelo titular da Sedap, Hildegardo Nunes, discutiu as ações prioritárias a serem implementadas em 2017 no setor. Em razão do crescimento da produção é necessário investir na infraestrutura laboratorial, pondo em funcionamento a biofábrica de cacau, já montada em Medicilândia, na região da Transamazônica, para produção de mudas enraizadas.

Para formar demanda à biofábrica e viabilizar o projeto serão incluídos o açaí e a mandioca. Uma parceria com a Universidade Federal do Pará (UFPA) vai viabilizar o Laboratório de Análise Sensorial para classificação das amêndoas de cacau que hoje é feita em Itabuna, na Bahia. Está previsto também o processo de certificação de indicação geográfica para o cacau de várzea e orgânico.

Será intensificado o treinamento nas unidades de processamento artesanal de chocolates de origem, incluindo as bombonzeiras. A transferência de conhecimento e difusão de tecnologia serão feitas por meio de clínicas tecnológicas e oficinas para produção de cacau orgânico e técnicas de irrigação. Na área de Defesa Sanitária, estão previstos a capacitação de técnicos ao Plano de Contingência da Monilíase para impedir a contaminação dos plantios no Pará, além do reforço no combate à Vassoura de Bruxa.  

O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Pará (Faepa), Carlos Xavier, propôs a implantação de 250 pequenas unidades processadoras de chocolate, com recursos do Funcacau, Conselho do Agronegócio (Consagro) e do Fundo de Aval da Assembleia Legislativa do Pará (Alepa). Por sugestão do secretário Hildegardo Nunes, a proposta será discutida na próxima reunião do Funcacau, marcada para o dia 17 de janeiro, juntamente com o projeto que prevê a assistência técnica e extensão rural para sustentabilidade das unidades de produção familiar na cadeia produtiva do cacau, já que os assuntos estão coligados.

Por Leni Sampaio

Fonte: Agência Pará

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Fatos e Acontecimentos

Estado cria APL do cacau e do chocolate da Região do Xingu – Agência Pará

Foto: Secom
Foto: Secom

“Estamos atingindo a condição de maior produtor de cacau do Brasil. Serão 170 mil hectares nesta safra. Devemos crescer mais, e em especial intensificar a agregação de valor ao cacau, estimulando a produção de chocolate, com selo de qualidade e certificado, o que assegurará um diferencial à nossa produção. O foco é a verticalização, como prevê o Programa Pará 2030”. A fala é do secretário de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia (Sedeme), Adnan Demachki, na manhã da sexta-feira (23), durante a assinatura do ato que criou o Plano de Desenvolvimento do Arranjo Produtivo Local (APL) do Cacau e do Chocolate da Transamazônica. O evento contou com a presença de produtores locais e instituições parceiras, e teve como o propósito intensificar e estruturar a produção de cacau e chocolate na Região de Integração do Xingu.

A ação faz parte da estratégia do Governo do Pará de incentivar e estruturar APLs, com objetivo de fomentar a industrialização da produção de matérias primas naturais do Estado. O segmento do cacau e do chocolate na região do Xingu é apenas um entre dezenas de APLs que vêm sendo construídos, coletivamente, em parceria com o setor produtivo, no âmbito da Sedeme. A declaração de Demachki refere-se ao Planejamento Estratégico de Desenvolvimento Sustentável – que redefine os rumos da economia paraense até o ano de 2030. O Programa Pará 2030 oferece diversos incentivos, como apoio fiscal e busca de crédito para interessados em verticalizar a produção.

“A implantação de um APL específico fortalece o setor ainda mais, tornando essa cadeia um importante vetor de desenvolvimento econômico da Região do Xingu”, explicou o coordenador do Núcleo Estadual de Arranjos Produtivos Locais do Estado do Pará (NEAPL/PA), e servidor da Sedeme, Lourival Ribeiro. Agora, o APL do Chocolate do Xingu será registrado nos Ministérios da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCT).

Adnan Demachki ressaltou que atualmente a maior parte da produção paraense é exportada em forma de amêndoa, daí o esforço do Governo do Estado em fomentar o beneficiamento da matéria-prima em território paraense. O secretário estimulou os representantes de diversas cooperativas da Transamazônica a crescerem na produção e iniciarem a fabricação de chocolate. “Incentivo fiscal não é agrado, é a busca pelo crescimento”, enfatizou o secretário, reiterando que a industrialização da produção é fundamental para o Estado, em especial para os produtores.

Por Tylon Maués

Fonte: Agência Pará

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Eventos do Agronegócio

Cacau paraense é destaque no Salão Internacional do Chocolate em Paris

A 19a edição do Salon du Chocolat em Paris terminou hoje com mais de 120 mil visitantes. A grande novidade desse ano foi o espaço Confeitaria que garantiu 20 mil m² a mais que o ano passado e, quase 250 expositores para um público sempre fiel que veio em massa se deliciar com guloseimas francesas e chocolates vindos do mundo inteiro. Para os integrantes do stand Cacau do Brasil, o balanço é mais que positivo, todos são unânimes em ressaltar a importância desse evento e os contatos que ele possibilita por ser o maior do gênero. Em 2013 Pará, Bahia e Amapá trouxeram representantes de produtores de cacau e de chocolate, além de vender chocolates finos feitos no Brasil para o exigente público francês. O stand de 100 m² bem ao lado do palco principal chamou a atenção de um público ávido em novidades.

23205_salao_chocolateaaaEsse Salon serviu também para divulgar os dois próximos Festivais do Cacau e Chocolate. A edição de Belém acontecerá de 3 à 6 de abril de 2014 e em Ilhéus de 25 à 27 de julho. Dois chocolateiros já confirmaram presença na edição de Belém: o chef francês Stephane Bonnat e o japonês Antonio Koji Tshuchiya. Para o secretário da agricultura do Pará, Hildegardo Nunes, a comitiva paraense veio a Paris com o objetivo de aumentar a representatividade do estado, de manter contatos técnicos e comerciais para aumentar a produção de cacau no estado. O Pará atualmente é o segundo maior produtor de cacau no Brasil e a intenção é de ampliar a produção atual de 80 mil toneladas/ano para 200 mil toneladas/ano em 2022. “Para isso, várias ações serão tomadas como a capacitação de produtores, um maior incentivo para participar do Cacao awards do Salon du Chocolat (concurso internacional da melhor amêndoa) e um intercâmbio intra-estadual de experiências bem-sucedidas com o apoio da Emater e da Ceplac”, afirma Hildegardo.

Para o representante da Comissão Executiva do Plano de Lavoura Cacaueira (Ceplac) do Pará Raymundo da Silva Mello Junior, o Salon proporciona aos produtores várias oportunidades e mostra o mercado que o cacau fino ainda pode conquistar. Essa é a mesma opinião do diretor da Biofábrica, Henrique de Almeida. Ele lembra que ao observar o mercado em Paris, ele sai com a certeza que a amêndoa brasileira é de boa qualidade, que os negócios são animadores além das tendências do chocolate gourmet. “Tudo isso nos motiva e dá ainda mais vontade de investir nesse nicho”, conclui.

Leandro Almeida, da Mendoá Chocolates, volta para a Bahia com o sentimento de dever cumprido. Pela primeira vez em Paris e lançando internacionalmente a linha de chocolates finos que leva o mesmo nome, Leandro confirma o entusiasmo e a intenção de ampliar a produção de chocolates gourmet já que a aceitação dos franceses foi considerada excelente. Klewer Carvalho, da Cunnani no Amapá é outro produtor de chocolate que voltará certamente em 2014 assim como a cooperativa Cacauway de Medicilância do Pará.

Fechando o evento Marco Lessa, organizador do stand, diz que essa é a melhor participação do pais das cinco edições que o Brasil esteve presente e comenta : “Vários contatos foram feitos para comercialização de amêndoa, conhecemos novas tecnologias de maquinário, pudemos divulgar os dois festivais sem contar com a boa acolhida francesa dos chocolates gourmets. Tudo isso nos mostra que estamos no caminho certo e que voltaremos ano que vem”.

Fonte: Denise Cunha (Assessora de Imprensa) denisercunha@gmail.com

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Eventos do Agronegócio

Governo do Estado abre Festival Internacional do Chocolate e Flor Pará 2013

O Pará, segundo maior produtor de cacau do Brasil, conta agora com o Festival Internacional do Chocolate e Cacau da Amazônia, que foi aberto na noite desta quinta-feira, 12, junto com a Flor Pará 2013. Na abertura, o vice-governador Helenilson Pontes comemorou o lugar de destaque que o Pará vem ocupando no mercado nacional e até internacional do produto. No estado existem cinco regiões produtoras que estão representadas nos 60 estandes da Feira Internacional do Cacau e Flor Pará nestes quatro dias de Feira no Hangar Centro de Convenções da Amazônia.

20601_img_2573Segundo Helenilson, nos próximos anos o Pará pode vir a ser o primeiro produtor de cacau do Brasil. “O Pará ocupará um local de vanguarda na produção da cacauicultura e floricultura, gerando emprego e renda e mudando a vida das pessoas, ao mesmo tempo em que combate os dois maiores inimigos, que são a pobreza e a desigualdade. Para o secretário de Estado de Agricultura, Hildegardo Nunes, a produção paraense do fruto destaca-se por ser 80% oriunda da agricultura familiar, colaborando com a subsistência das famílias e com o desenvolvimento do estado.

O presidente da Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Cacau, Amendoim, Balas e Derivados (Abicad), Ubiracy Fonseca, confirma o lugar de destaque que o Pará vem conquistando no Brasil. “O Pará é um estado em crescimento e em breve ocupará o primeiro lugar na produção cacaueira, com um fruto rico e diferenciado, explicou o presidente. Ele comenta que o chocolate foi o produto que mais cresceu em produção e consumo aparente nos primeiros seis meses deste ano no Brasil.

Um balanço divulgado pela Abicad mostra um crescimento de 5,4%, tanto para a produção quanto para consumo, em relação ao mesmo período do ano passado. A produção passou de 181,2 mil para 190,9 mil toneladas, enquanto o consumo aparente saltou de 171,6 mil para 180,8 mil toneladas.

No Pará, as regiões do Baixo Tocantins, sul e sudeste, Transamazônica e nordeste concentram a cultura cacaueira. O presidente da Cooperativa Mista de Tomé-Açu, Ivan Histoshi Saiki, que reúne 155 cooperados em uma região com cerca de mil produtores, explica que no ano passado foram produzidas cerca de 3 mil toneladas do fruto. “Em 2010 conquistamos o Internacional Cocoa Awards, na França, que premia os melhores frutos produzidos no mundo”, comemora o produtor.

Feira

A realização dos dois eventos é do Governo do Estado, por meio da Sagri, e conta com o apoio do Sebrae, Federação da Agricultura do Estado, Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac), Instituto de Artes do Pará (IAP), Paratur, Adepará, entre outros, e é organizado pela MVU Promoções e Eventos, empresa baiana do Grupo M21, idealizadora do projeto.

O I Festival Internacional do Chocolate e Cacau da Amazônia traz na bagagem cinco edições já realizadas em Ilhéus, na Bahia, com mais de 30 mil visitantes em 2013. Para a edição no Pará, a programação é ampla e apresenta em quatro dias de evento muitas atrações e a presença de renomados chefs e chocolatiers, como Giuliana Cupini, Daniel Goldenberg e Diego Lozano.

Com uma experiência de 11 anos de realização da Flor Pará, a Sagri traz na edição 2013, a riqueza das flores tropicais da Amazônia, em meio a exposição e vendas de flores, além de palestras e workshops e oficinas de arranjos florais.

Serviço:

I Festival Internacional do Chocolate e Cacau da Amazônia e Flor Pará 2013, de 12 a 15 de setembro, das 14h às 22h, no Hangar. Ingressos: R$ 10,00 (meia entrada para estudantes e crianças até 12 anos) e gratuito para idosos acima de 60 anos e portadores de necessidades especiais. Informações: www.festivaldochocolate.com

Fonte: Agência Pará

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Agricultura

Brasil é procurado por chocolaterias do mundo inteiro

Aos poucos as boas práticas agrícolas vão se disseminando pelas lavouras de cacau do Brasil, o que tem ajudado a conferir mais qualidade ao produto nacional, hoje procurado por chocolaterias do mundo inteiro. “Há 10 anos poucas empresas da Europa se interessavam pelo nosso cacau, mas atualmente muitas nos procuram a fim de produzir chocolate gourmet, pois somos o único país do mundo com capacidade de surpreender em variedade de cacau”, diz Eimar Sampaio, diretor da empresa M. Libanio Agrícola, da Bahia, que produz atualmente 400 toneladas por ano de cacau.

chocolateria-san-ginesTrabalhos como o realizado pela Imaflora, em parceria com o Instituto Cabruca, evidenciam a necessidade de se realizar um manejo sustentável como forma conservar a fauna e a flora, a saúde e a segurança dos trabalhadores, a conservação do solo e dos recursos hídricos, o manejo de resíduos e as boas relações com as comunidades.

“Na região de São Felix do Xingu (PA) onde os plantios não são tão antigos, com cerca de 20 anos, conseguimos recuperar solos degradados, frear o desmatamento e melhorar a qualidade das amêndoas”, diz Matheus Couto, coordenador de projetos do Imaflora. Na região, já é possível colher 2 toneladas de amêndoas, com 80% frutos bem fermentados.

Na avaliação de Eduardo Trevisan Gonçalves, Secretário-executivo da Imaflora, as boas práticas de manejo envolvem desde o plantio do fruto, passando pela enxertia, poda, colheita fermentação e a secagem. “Em Rondônia, onde um novo polo de cultivo está sendo instalado, com os agricultores usando o cacau para reflorestamento, muitos produtores tinham um sistema de fermentação bastante rudimentar e usavam sacos para armazenar as amêndoas no meio da floresta”, diz Katia Menezes, analista de mercado da Indeca, beneficiadora de cacau, que trabalha somente com o fruto nacional.

A Indeca começou a comprar o cacau de Rondônia 6 anos atrás, quando apenas 62% dos grãos adquiridos resultavam em produto com boa fermentação. “Hoje já recebemos produto com, no mínimo 74% de grãos bem fermentados”,diz Kátia, que defende que com pouco investimento e muita informação é possível dobrar a produção e melhorar a qualidade em diversas regiões produtoras do país.

O Brasil se posiciona entre os dez maiores produtores de cacau do mundo, mas ao invés de investir no aumento da safra, está optando por melhorar a qualidade de suas amêndoas. “Catalogamos 23 variedades na Bahia aptas a serem usadas na produção de chocolate gourmet, que responde por apenas 5% da produção mundial de cacau (estimada em 1,5 milhão de toneladas)”, diz Sampaio.

Fonte:Globo Rural