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Conhecer as pragas do milho é um dos segredos para uma boa produtividade

O órgão cortou a projeção para a segunda safra de milho no período 2020/2021, que já foi de 79,8 milhões de toneladas, para 66,9 milhões.

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No Brasil, o plantio do milho segunda safra fora da janela ideal de semeadura, aliado à seca em diversas regiões produtoras, é um dos fatores que explicam a redução da estimativa de colheita do cereal feita pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) no seu 10º levantamento de safra. O órgão cortou a projeção para a segunda safra de milho no período 2020/2021, que já foi de 79,8 milhões de toneladas, para 66,9 milhões.

Além de problemas climáticos, a lavoura do cereal é acometida por pragas e doenças que podem causar sérios prejuízos. De extrema importância para o Brasil e para o mundo, o milho está presente no consumo do dia a dia dos brasileiros; é um dos principais componentes energéticos da ração animal e se destaca como commodity de forte influência para o equilíbrio da balança econômica brasileira.

 

 

Neste contexto, é essencial conhecer as pragas e doenças mais relevantes da cultura, bem como os manejos adequados para proteger o cultivo e maximizar a produtividade da lavoura. Várias pragas podem acometer os milharais, mas algumas se destacam pela recorrência e pelo impacto na produtividade. São elas: a lagarta do cartucho, que pode comprometer até 35% da produtividade; o pulgão do milho; a  Diabrotica speciosa (larva alfinete), que compromete a raiz da planta; a broca da cana; percevejos barriga verde, muito presente no sul do país, Mato Grosso e Goiás, e a cigarrinha do milho, transmissora do complexo de enfezamento.

Já na região central do Brasil, as doenças mais habituais e com maior propensão de causar danos econômicos são a Mancha Branca (Phaeosphaeria maydis/Pantoea ananatis), a Cercospora (Cercospora zeae maydis ;Cercospora  zeina), o Turcicum/HT (Exserohilum turcicum), a Diplodia maidis (Stenocarpella macrospora), o Fusarium (Fusarium verticilioides/F. moniliforme), a Ferrugem polisora (Puccinia polysora), o Complexo Enfezamento do Milho (CSS, MBSP e MVRF), a Antracnose do Colmo (Colletotrichum graminicola) e a Helmintosporium maidis (Bipolaris maydis).

Essas doenças podem contaminar as plantas desde os estágios iniciais da cultura, além de se desenvolver de forma agressiva por influência das condições climáticas (temperatura e umidade) e pela posição geodésica, especialmente altitude, durante o ciclo vegetativo e reprodutivo da planta.

Dependendo das condições ambientais do ano agrícola, da suscetibilidade do material genético e da pressão dos patógenos, as perdas de produtividade podem ultrapassar 70%. Neste cenário, o monitoramento de pragas e doenças, o conhecimento do histórico de ocorrência na região de plantio, o nível de tolerância dos materiais genéticos e as medidas de controle (MIP / MID) são fundamentais para manutenção da produtividade, rentabilidade e redução das perdas.

É essencial saber o momento correto de realizar as aplicações de defensivos químicos/biológicos, escolher produtos devidamente registrados no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e observar a recomendação da bula do defensivo quanto às doses, alvos, intervalo de aplicação e número máximo de aplicação no ciclo da cultura. A tecnologia de aplicação e o conhecimento sobre o comportamento dos milhos híbridos também devem fazer parte da bagagem do agricultor, que quer produzir de maneira cada vez mais sustentável.

 

 

As ações voltadas às práticas de manejo devem ser executadas com profissionalismo, pois à medida que avançamos em tecnologias inovadoras, é exigido um nível maior de conhecimento e atenção. Outro ponto crucial é não depositar toda a responsabilidade pelo sucesso da lavoura em uma única ação de manejo — o conjunto de práticas adequadas é o que fará a diferença no final. Mas é sempre bom lembrar que os milharais mal manejados podem ter perdas de produtividade superiores a 70% em função de pragas e doenças, além de tornarem-se fontes potenciais de produção de esporos e/ou manutenção de pragas que poderão ser dispersados para outras propriedades.

O uso de biotecnologia avançada e de híbridos corretos são importantes aliados na busca por resultados expressivos na lavoura de milho. Tecnologias como a VTPRO3 e a iminente VTPRO4, que promovem, simultaneamente, proteção às raízes e às partes aéreas, são alternativas eficientes para controle de pragas, bem como para um manejo mais eficiente de plantas daninhas.

Outra prática importantíssima, mas muito negligenciada, é a adoção do refúgio, que consiste no plantio de um percentual 10% de sementes não Bt – que não possuem a bactéria Bacillus thuringiensis – ao lado da lavoura de milho geneticamente modificado, mantendo distância máxima de 800mts entre elas e utilizando híbrido refúgio com ciclo e porte similar ao híbrido Bt. Isso é fundamental para evitar o surgimento de pragas resistentes ao milho Bt.

De forma geral, estas informações são passadas aos produtores pelas empresas produtoras de semente e/ou pelos seus parceiros comerciais. No entanto, para eles se prevenirem em relação às pragas e doenças que podem causar severos danos econômicos à sua lavoura, precisam conhecer os itens acima citados, fazer escolhas certas e garantir o melhor sistema de proteção. Por fim, a atividade agrícola precisa ser vista como uma empresa, deve ter planejamento e profissionalismo para o produtor conseguir produzir com sustentabilidade e, ao mesmo tempo, aumentar sua produtividade e rentabilidade.

Fonte: Bayer

Por: Portal do Agronegócio

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Agronotícias

Conheça 3 tipos de armadilhas para controle de pragas agrícolas

Os preços dos defensivos subiram, o que leva o produtor a buscar medidas econômicas de combater pragas.

Os preços dos defensivos agrícolas subiram bastante nos últimos tempos. E isso acaba impactando de forma significativa tanto na produtividade do homem do campo, quanto em seu orçamento. Sendo assim, o momento é ideal para você conhecer alternativas de armadilhas para controle de pragas agrícolas.

Aqui a gente conta sobre 3 delas:

Armadilhas adesivas

Esse tipo de armadilha facilita o monitoramento populacional de insetos-praga ao longo da safra em diversos sistemas de produção agrícola, granjas e até áreas urbanas. As armadilhas consistem em cartões adesivos compostos por resina e cera, que prendem os insetos assim que há o contato.

Tais cartões ajudam no controle de cigarrinhas, mosca-branca, mosca-negra-dos-citros, mosca-minadora, psilídeo (greening), pulgões, mariposas, pequenos besouros e outras pragas.

Armadilhas com feromônios

Elas utilizam substâncias como odores ou sinais químicos reconhecidos pelos insetos para atrai-los e, assim, permitem ao produtor estudar a situação de sua propriedade. Esse método visa identificar e monitorar a presença de insetos na lavoura e revelar se há necessidade de aplicar medidas de controle.

Armadilhas luminosas

As armadilhas do tipo luminosas são dispositivos para atrair e capturar insetos voadores que têm como característica atividade no período noturno e são atraídos pela luz, especialmente entre as 19h e 5h. Esse recurso serve para o controle de populações de pragas, mas também traz benefícios econômicos, pois reduz a necessidade do uso de inseticidas.

O uso destas armadilhas é recomendado contra besouros, mariposas, percevejos, cigarrinhas, cigarras, gafanhotos, grilos, moscas e mosquitos.

Por: Nação Agro

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Pecuária

Cigarrinhas-das-pastagens podem ser evitadas, diz especialista

No país, estima-se que a referida praga ataque em cerca de 10 milhões de hectares e pode provocar prejuízos que variam entre 10 a 100%, dependendo das espécies, do tipo de gramíneas, das condições de tempo e do manejo das pastagens.

“São insetos sugadores, essencialmente graminícolas. Na fase adulta, os insetos sugam a seiva das folhas e inoculam toxinas, causando intoxicação sistêmica nas plantas (fitotoxemia), que interrompe o fluxo da seiva e, consequentemente, o processo vegetativo da planta. Como sintomas iniciais surgem pequenas estrias longitudinais amareladas, as quais se desenvolvem no sentido do ápice da folha. Em caso de ataque intenso, ocorre o secamento total da pastagem”, explicou o professor Clodoaldo Moreno, do curso de agronomia de uma faculdade particular em Mato Grosso.

De acordo com o professor, o período de infestação destes insetos começa a partir de outubro a dezembro, época que coincide com o início das chuvas e aumento da temperatura e vai até o mês de março a abril. Neste caso, o rebanho fica sem alimento em pleno período das chuvas, podendo estender essa situação durante a estação da seca, período crítico, quando é mais necessário o uso das pastagens.

Nesta ocasião, os insetos podem ser observados no campo, tanto na forma de ninfas como adultos, sugando a seiva das plantas. As ninfas ficam protegidas por uma espuma branca típica, semelhante à saliva, a qual serve como proteção para os raios solares e a certos predadores. Nesta fase, ocorre um desequilíbrio hídrico e o esgotamento dos carboidratos de reserva utilizados no processo de crescimento das plantas.

Segundo o professor, a ocorrência e o comportamento das cigarrinhas-das-pastagens estão diretamente relacionados a fatores climáticos, tais como: elevada precipitação, umidade relativa do ar e temperatura. Quando estas pragas encontram o clima favorável, elas botam os ovos e esperam que eles eclodam cerca de 22 dias após a postura. Com isso, espera passar pelos diferentes estágios ninfais, até atingirem o estágio adulto, completando o ciclo biológico entre 67 e 69 dias, conforme a espécie. Caso contrário, os ovos entram em aquiescência, se mantendo viáveis durante vários dias no solo, a espera de condições climáticas favoráveis.

“A população de cigarrinhas-das-pastagens durante a estação chuvosa alcança níveis muito altos, podendo-se encontrar até 100 ninfas/m2, causando um grande estrago na lavoura. A solução para este problema é manter no mínimo, cerca de 30% das pastagens formadas com espécies resistentes à praga, evitando a utilização de super pastejo, obedecendo à altura de pastejo recomendada para cada espécie. Outra solução é reduzir a carga animal nas pastagens de gramíneas susceptíveis, durante o pico populacional das cigarrinhas, deslocando a maior parte do rebanho para as pastagens com gramíneas resistentes. Pastagens diversificadas e bem manejadas reduzem acentuadamente o risco representado pelas cigarrinhas-das-pastagens, bem como pelos demais insetos-praga, assegurando níveis adequados de produtividade, sem a necessidade de uso do fogo contra essas pragas”, destacou Clodoaldo.

Fonte: Portal do Agronegócio