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Abilio Diniz une-se a herdeiro da Sadia para brigar pelo comando da BRF

Empresário recuou da decisão de renunciar à Presidência do Conselho de Administração da BRF e montou chapa com Luiz Fernando Furlan para enfrentar disputa com fundos de pensão

Empresa é maior exportadora de frangos do mundo | Daniel Castellano / Gazeta do Povo
Empresa é maior exportadora de frangos do mundo

 

O empresário Abilio Diniz decidiu montar uma chapa para o conselho de administração da BRF, dona de Sadia e Perdigão, para concorrer com a previamente registrada pelos fundos de pensão da Petrobrás (Petros) e do Banco do Brasil (Previ). A decisão foi tomada após nova reunião do conselho de administração da companhia. O plano era fechar um acordo que colocasse fim à disputa na empresa, mas houve um impasse.

A nova chapa traz o nome do ex-ministro da Indústria Luiz Fernando Furlan, herdeiro da família fundadora da Sadia, como presidente do colegiado – a chapa dos fundos já registrada indica Augusto Cruz, ex-presidente do GPA, para o cargo.

A relação capitaneada por Abilio prevê ainda que o ex-ministro da Agricultura Roberto Rodrigues faça parte do colegiado.

Essa chapa teve apoio da Tarpon, que possui 7,2% da BRF, mas não recebeu apoio formal de Previ e Petros, que possuem cerca de 11% da empresa cada uma, segundo fontes que acompanharam as conversas.

A ideia é que as negociações entre os fundos – que são os maiores acionistas individuais da BRF -, Abilio e Tarpon prossigam até a votação. A intenção é convergir para uma única chapa. Por ora, contudo, os dois lados ainda mantém determinação de defender sua própria lista.

Em disputa, está o comando da companhia de alimentos, que é a maior exportadora de frangos do mundo. Após a BRF registrar sucessivos prejuízos, os fundos de pensão entraram com pedido em fevereiro de destituição do conselho, que desde 2013 é liderado por Abílio.

O empresário, que também é acionista, com cerca de 4% por meio da Península Participações, acenou com a possibilidade de renúncia, num acerto costurado por semanas. Mas recuou da decisão sem receber aval dos fundos para novas exigências.

Procurados, Abilio, Furlan, BRF, Tarpon, Petros e Previ não comentaram o assunto.

Fonte: Gazeta do Povo

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Marfrig anuncia aquisição da americana National Beef

Negócio permitirá acesso a mercados em que a carne bovina brasileira não entra, como Japão e Coreia do Sul

marfrig-empresa (Foto: Marfrig/Divulgação)
Marfrig afirma que aquisição da National Beef a torna a segunda maior processadora de carne bovina do mundo (Foto: Marfrig/Divulgação)

AMarfrig Global Foods anunciou, nesta segunda-feira (9/4) a aquisição da companhia norte-americana de carne bovina National Beef. Em comunicado, a multinacional brasileira afirma que a compra a torna a segunda maior empresa processadora desse tipo de carne no mundo.

O valor do negócio foi calculado em US$ 969 milhões. A Mafrig passará a deter 51% do capital da National Beef, avaliada integralmente em US$ 2,3 bilhões. Agregando a nova subsidiária, a empresa passa a ter um faturamento consolidado de RS 43 bilhões, conforme o comunicado.

A direção da companhia informou que, com a aquisição, atinge dois objetivos de seu plano estratégico. O primeiro é reforçar sua posição no mercado de carne bovina. A National Beef pode exportar para cerca de 40 países, incluindo mercados fechados para a carne brasileiro, como Japão e Coreia do Sul.

O segundo é reduzir o nível de endividamento total da companhia, já que os resultados da subsidiária serão 100% consolidados no balanço. Nas contas da Marfrig, a relação entre a dívida líquida e a capacidade de geração de caixa medida pelo Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) cairá de 4,55 vezes para 3,35 vezes.

“Teremos operações nos dois maiores mercados de carne bovina do mundo, chegaremos a países consumidores extremamente sofisticados e conseguimos crescer mantendo uma rigorosa disciplina financeira”, resume, na nota, o CEO da Marfrig, Martin Secco.

A National Beef foi fundada em 1992, com sede em Kansas City. Em 2017, a empresa registrou um faturamento de US$ 7,3 bilhões. Com 8,2 mil funcionários, tem capacidade de abater 12 mil cabeças de gado por dia.

Até agora, o controle acionário da processadora de carne estava com a Lecadia Nation Corporation. Depois da transação, a companhia passará a ter 31% do capital. A US Premium Beef, associação de produtores do país, ficará com outros 15%, restando 3% aos demais investidores.

De acordo com o comunicado da Marfrig, todos os outros sócios se comprometeram a continuar com ações da National Beef por um prazo de pelo menos cinco anos.

Não é a primeira investida de uma empresa brasileira para adquirir a companhia. Entre 2008 e 2009, a JBS tentou comprar a National Beef, mas o governo dos Estados Unidos vetou o negócio.

Fonte: Globo Rural