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Curso ensina compostagem no Amazonas – Embrapa

Foto: Felipe Rosa

A Embrapa Amazônia Ocidental realiza, na quarta-feira (25/01), o Curso de Compostagem de Resíduos Orgânicos. O treinamento é destinado aos agricultores da Comunidade Jatuarana, em Manaus, e tem como objetivo transmitir noções básicas de teoria e prática sobre o processo de produção de composto orgânico e o uso em sistemas de produção agrícolas. 

 
Durante o curso, os agricultores vão aprender os princípios básicos da compostagem, os benefícios da matéria orgânica no solo, os recursos usados para o composto e as condições necessárias para a decomposição da matéria orgânica (microrganismos, aeração, umidade e temperatura). O curso aborda ainda os fatores que influenciam na qualidade do composto, a montagem das camadas do composto e sua aplicação no campo. 
   
Conforme a pesquisadora da Embrapa e coordenadora do curso, Rosangela dos Reis Guimarães, a compostagem é uma alternativa de baixo custo e fácil manuseio para aproveitar de forma sustentável os resíduos sólidos orgânicos. “Ao aprender a metodologia da compostagem os participantes terão a base para realizar o processo de forma a ter um melhor aproveitamento dos nutrientes presentes nos componentes utilizados”, destacou.
 
São instrutores do curso os pesquisadores da Embrapa Amazônia Ocidental, José Nestor Lourenço e Rosangela dos Reis Guimarães. 
 
Compostagem 
A Embrapa define compostagem como “processo de transformação biológica de resíduos orgânicos, onde os microrganismos atuam acelerando o processo de decomposição”. 
 
Projeto
O curso integra as atividades do projeto Expansão da Guaranaicultura – Criação do Circuito Metropolitano da Cultura do Guaraná. O trabalho, liderado pela Embrapa, e que conta com o apoio de empresas dos setores público e privado, busca criar um corredor na Região Metropolitana de Manaus com plantios do fruto em comunidades rurais da capital amazonense e dos municípios de Iranduba, Manacapuru, Presidente Figueiredo e Rio Preto da Eva.
 
Atualmente, boa parte da produção de guaraná do Amazonas está concentrada na região do Baixo Amazonas, principalmente em Maués, berço do fruto. Na região metropolitana, a cultura é desenvolvida em grande escala por uma empresa privada no município de Presidente Figueiredo. O projeto busca justamente estimular a criação de novas alternativas de produção do fruto no Estado, de forma a iniciar um processo de diminuição da diferença entre o que se precisa na indústria (oito mil toneladas) e o que se produz nos campos amazonenses (em torno de 700 toneladas).
 
 

Felipe Rosa (14406/RS)
Embrapa Amazônia Ocidental

Fonte: Embrapa

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Agricultura

Compostagem contribui para ampliação da produtividade na fruticultura

O especialista explica que qualquer resíduo a exemplo de “cama de aves”, dejetos de suínos ou bovinos devem ser adequadamente trabalhados para posteriormente serem usados como adubos. “A adubação orgânica precisa ser de qualidade, de procedência, compostado e com garantias mínimas de composição”, ressaltou Zarychta.

O processo da compostagem leva aproximadamente 180 dias e integra três fases distintas. A primeira de “fitoxicidade, composto imaturo, cru”, interfere no crescimento das plantas, libera toxinas, facilita a proliferação de patógenos (doenças do solo) e corresponde do início do processo até 60 dias.

A segunda etapa “semicura, bioestabilização” não causa danos às plantas, mas ainda não libera nutrientes. Nesta fase, ainda não apresenta as propriedades ideais de um fertilizante curado (ácidos húmidos e fúlvicos).

Na terceira fase “cura, maturação ou humificação” há mudança nas propriedades físicas, químicas, físico-químicas e biológicas. Desta maneira, o composto está pronto para ser industrializado e aplicado ao solo.

De acordo com o engenheiro agrônomo e responsável técnico da Ferticel, Wanderlei Enderle, o processo de compostagem ainda é pouco utilizado pelos produtores da região, pois a maioria realiza de maneira direta. “A atividade requer muito trabalho, de 120 a 180 dias para maturação da compostagem”, complementou.

Contudo, o uso da matéria orgânica in natura pode causar danos, segundo Enderle, entre as principais consequências estão a fitoxicidade (absorção de nitrito), aparecimento de fungos patógenos que causam doenças nas plantas, baixa produtividade e morte das plantas.

Em comparação, o produto bem compostado tem em sua composição 40% de ácidos húmicos e fúlvicos que são carregados de sais minerais e liberam para as plantas; atua na natureza física, química e biológica do solo; melhora a sanidade da planta; contribui para o crescimento vegetativo e reprodutivo. Além disso, atua na recuperação da matéria orgânica, que é o principal componente do solo, potencializa a absorção de nutrientes minerais e melhora a Capacidade de Troca de Cátions (CTC), com isso promove a sustentabilidade estrutural do solo a curto, médio e longo prazo.

As palestras foram realizadas durante a Clínica Tecnológica “Práticas de compostagem na fruticultura”, em Santa Catarina.

Fonte: Assessoria de Comunicação FERTICEL